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No JP Ponto Final, o deputado Zé Trovão (PL-SC) comenta os principais desafios enfrentados pelos caminhoneiros no Brasil, incluindo o transporte de cargas e os direitos da categoria. José Maria Trindade conduz a conversa sobre a importância da pauta no cenário político atual.
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NotíciasTranscrição
00:00Salve, seja bem-vindo. Nós estamos nos estúdios da Jovem Punk no Planalto Central do País.
00:11O ponto final fala exatamente das entranhas da política, os segredos e o que acontece por aqui.
00:17A política você sabe, mexe na sua vida, na casa que você mora, na escola do seu filho,
00:22o seu futuro. Daí a necessidade de acompanhar tudo o que acontece por aqui.
00:27Hoje nós vamos ter uma conversa muito boa. É o deputado Zé Trovão, que está aqui nos estúdios da Jovem Punk.
00:35Deputado, muito obrigado por vir aqui, exatamente aí nessa época de recesso parlamentar e aqui filme trabalhando.
00:41Obrigado por estar aqui.
00:43Zé Maria, para mim é uma grande honra, até pelo carinho, respeito que eu tenho ao seu trabalho, ao seu conhecimento.
00:50E também a Jovem Punk, que é uma emissora que nos deixa muito felizes com todo o trabalho que ela apresenta ao Brasil.
00:58Pois é, deputado, nós estamos vivendo um momento muito tenso na política.
01:01A política sempre dividiu, isso é normal, mas agora está um pouco mais quente, digamos assim.
01:08Isso é bom? A política tem que ser tratada assim?
01:10Eu acho que a política é o campo das discussões. Ela tem que estar sempre no centro daquilo que é importante.
01:18A gente não pode construir nada se não tiver uma discussão ampla.
01:22Concordâncias, discordâncias são sempre bem-vindas para crescer e fazer com que a política chegue a um ponto
01:29que entregue no final o resultado positivo.
01:33O que nós estamos vivendo hoje é a normalidade, coisas completamente fora do padrão do que a política realmente é exemplo e exerce.
01:44Nós temos interferência de poderes, nós temos influências do judiciário dentro do legislativo, dentro do executivo,
01:52o executivo usando o judiciário contra o legislativo, o próprio legislativo usando o judiciário contra o próprio legislativo.
02:00Então isso tudo eu acho que não traz nenhum resultado positivo.
02:04O que traz é uma polarização, é algo que realmente vai ferir direto o povo brasileiro, que é quem sofre no final.
02:11Pois é, Zé Trovão, de onde vem esse nome?
02:14Zé Trovão é o nome de um caminhoneiro.
02:16Foi assim que fui batizado na estrada pelos meus irmãos de estrada.
02:21Todos achavam que tinha que se chamar Zé Trovão, sempre usei chapéu, na época chapéu preto,
02:26e sempre com a voz muito alta.
02:28Isso é aquela história da novela, né, o Zé Trovão ia na rádio.
02:30Meio brinquedo, meio gostava, meio de uma confusão.
02:33Era o caminhoneiro.
02:35E aí um dia, numa transportadora, alguém disse assim, esse cara é igualzinho ao Zé Trovão.
02:39Nem sabia quem era o Zé Trovão.
02:41Aí descobri depois que era uma novela, que o autor, o ator, ele era caminhoneiro e boiadeiro.
02:48Ele também era do mundo country.
02:50É uma relação ali que o autor tentou fazer, é sobre o novo boiadeiro, né, carregando boi no caminhão.
02:58Carregando boi no caminhão e participando de rodeio montável, ele era peão também, aquela coisa toda.
03:03E eu sou um cara do mundo, né, do rodeio.
03:08Acompanhei desde a minha infância, fui competidor no Calfing Hope, que é o laço americano.
03:13O coitado do cavalo.
03:15É, eu tenho bons cavalos pra isso.
03:18Só pesa quantos quilos?
03:19Hoje eu devo estar pesando uns 115, mas no auge do laço eu pesava uns 110, 108.
03:25O metro e?
03:271,98.
03:28É, o Zé Trovão, lá no plenário, é muito interessante.
03:31O plenário a gente vê, né, aí vem daqui pra cima o Zé Trovão.
03:36E o chapéu.
03:37O chapéu.
03:38E identificaram o plenário.
03:39Mas como é que foi a sua participação ali naquela paralisação dos caminhoneiros aqui no Brasil?
03:46O senhor teve um papel muito importante.
03:472018 foi um momento ápice.
03:50Foi onde realmente eu entrei pro mundo das organizações, das paralisações.
03:57A gente abraçou essa causa e acabei me tornando uma referência.
04:002021 acontece algo muito impressionante.
04:05Eu tô tocando a minha vida, vivendo, viajando o Brasil e eu vejo que o Brasil tá tomando um rumo ruim,
04:12que as coisas não estão boas.
04:14Daí eu faço uma convocação pra que os caminhoneiros parem em favor da democracia, né?
04:19Não foi uma paralisação em cima de nenhuma causa do caminhoneiro.
04:23Era em cima de uma causa brasileira.
04:26Ações extremas do judiciário, inclusive contra o presidente Bolsonaro, que eram coisas absurdas que estavam acontecendo.
04:34A interferência, as proibições.
04:36A STF dizia o que o Bolsonaro deveria fazer, o que não deveria, fazendo com que os estados atropelassem o próprio presidente da república.
04:44Aquelas coisas malucas que eram atribuições do presidente.
04:48Então eu disse, olha, a gente precisa dar um basta nisso aí, porque isso interfere no Brasil e tudo que interfere no Brasil interfere no transporte rodoviário de cargas, como está sendo hoje.
04:57E aí acaba que essa confusão me leva a um patamar que eu não imaginava chegar também.
05:04E acabou que isso acabou me jogando pro Brasil.
05:06Aí o desejo das pessoas, aquele desejo que elas já tinham contra a própria Suprema Corte das ações, acabou me colocando como ponto de referência.
05:17Eu abracei essa causa, como sempre fiz, no transporte e seguramos isso.
05:23E depois, num convite do próprio presidente a vir candidato, onde aconteceu?
05:28E o senhor pagou o preço ali, né?
05:30O senhor parou na cadeia, né?
05:32É, eu quando fui pro México, que fiquei no México refugiado por dois meses, e eu decidi voltar.
05:37Eu disse, não, o meu lugar não é aqui, eu não quero ser um refugiado, eu quero voltar pro meu país.
05:41E voltei, me entreguei à justiça, passei 51 dias no presídio, lá em Joinville, saí do presídio no dia 17 de dezembro de 2021.
05:53Último dia de trabalho, inclusive, da Suprema Corte.
05:56Foi o dia que o Alexandre de Moraes me mandou pra casa de tornozeleira.
05:58Dali acontece toda a situação, me torno candidato, concorro às eleições de tornozeleira, ganho às eleições de tornozeleira,
06:06e assumo o meu mandato e fico cinco meses como parlamentar fazendo uso da tornozeleira.
06:12Deputado, muita gente está ali até por garantia da própria vida, ou mesmo sobrevivência, né?
06:20Muitos parlamentares têm histórias parecidas, foram empurrados exatamente pra serem políticos.
06:26Eu conheço deputado lá que matou um grande líder de facção criminosa e não teve outra opção, não sei, virar deputado.
06:33Outro deputado teve uma situação extrema, se tornou líderes.
06:40Eu noto que muitos nem se programam e se transformam em políticos, exatamente pela existência, né?
06:48É, isso acontece muito, não aconteceu comigo.
06:51Quando eu entendi que eu ia ter que vir pra política, eu fiz uma imersão pra entender o que era representar o povo.
06:59Porque até então eu não sabia, não tinha noção do que um político fazia, qual que era realmente o caminho dele.
07:04A gente tem aquela noção de rua.
07:06Político tem que nos defender, político tem que fazer asfalto, tem que fazer rua, tem que dizer o quê.
07:11Coisa que a gente...
07:12Eu falei, eu não sei como é que é, então eu vou lá.
07:14Então eu tive que me aprofundar no curto espaço de tempo que eu tive pra entender como eu deveria servir essa população de maneira mais adequada, de uma maneira mais respeitosa.
07:25E tenho feito isso, graças ao bom Deus, com muito esmero.
07:29Nós temos um legado já de mais de 750 projetos de leis que tramitam ali no Congresso Nacional.
07:39Foram mais de 12 aprovações de projetos, atuação assídua nas comissões, que isso é muito importante.
07:47Então, Trindade, eu fiz o dever de casa.
07:50Eu cheguei pra ser um representante legítimo e entender o que eu estou ali pra fazer.
07:54Porque muitos eu acho que estão ali dentro e não sabem realmente o que estão fazendo.
07:58Não entendem a importância.
07:59Acham que agora eu tenho o poder, eu sou o poderoso, eu sou um deputado, carteiraço, carteiraço, não tem nada a ver com isso.
08:06Eu sempre fui um cara muito resguardado a essa parte.
08:09Procuro servir e servir com excelência.
08:11Agora, eu sou o bateu o volante, né?
08:13Rodou o Brasil, né?
08:15Rodei o Brasil, de norte a sul, de leste a oeste.
08:17E qual o perfil hoje de um caminhoneiro?
08:20Eu acho, né, uma visão assim que eu tenho do caminhoneiro, porque eu convivi muito com caminhoneiros.
08:26Minha cidade, ela é próxima da BR-116, a Medina, no Vale de Acción.
08:30E lá, assim, a gente tem uma convivência.
08:32E eu acho que o perfil mudou, o perfil do caminhoneiro.
08:34Mudou muito, Trindade.
08:35Você tinha pessoas no transporte, ainda tem, né?
08:38Que estão encerrando esse ciclo, homens com 60, 70 anos no volante, que estão encerrando o ciclo.
08:43Já deveriam ter encerrado, mas por falta de condições, continuam trabalhando para até o final da vida conseguir guardar mais um pouquinho de dinheiro,
08:52fazer alguma coisa para conseguir ter uma boa aposentadoria, se é que ele vai conseguir fazer isso.
08:56O novo perfil que está chegando no transporte é um perfil terrível.
08:59São pessoas que chegaram numa moda, achou que é legal, dianteira rebaixada, boné de aba reta, banco socado no chão do motorista, traseira arqueada, roda de alumínio, escapamento aberto.
09:14E eles acham que isso é o transporte.
09:16Não tem nada a ver.
09:18Estão criando vários prejuízos para o transporte durante toda essa transição.
09:24E nós estamos perdendo os verdadeiros profissionais.
09:26Os verdadeiros profissionais estão se aposentando.
09:28Ou muitos deles estão deixando de ser caminhoneiros e seguindo uma outra atividade, porque falam, cara, eu vou ficar 30, 60, 90 dias fora de casa para ter um salário de 5, 6 mil reais.
09:41Eu prefiro ganhar 3 mil reais e ficar perto da minha família todos os dias.
09:44E além do capital, né? O caminhão é capital investido.
09:47É, capital gigantesco.
09:48Hoje, para você comprar um cavalo, o valor mínimo que você vai achar, mínimo, 700 mil reais.
09:54Vai chegar até um milhão.
09:55Para você comprar uma carreta hoje, você vai gastar de 170 até 250 mil reais.
10:01Depende do implemento que você vai utilizar.
10:04Então você investe ali, vamos dizer, um milhão de reais, um milhão e meio.
10:08Para ganhar 10 mil por mês.
10:09Para ganhar 10 mil.
10:10E digo para você...
10:11Isso líquido, né?
10:11Isso líquido.
10:12Líquido porque o cara diz assim, ah, mas eu faturo 50 mil por mês.
10:16O que você fatura não é o seu salário.
10:18Isso.
10:18Uma empresa, ela pode faturar.
10:20Vou dar um exemplo, a Jovem Pan pode faturar 5 milhões de reais por dia.
10:25Um exemplo, né?
10:25Vamos falar de uma emissora que eu não sei quanto ganha.
10:28Mas não é 5 milhões de reais que está no bolso do Tutinha.
10:33O que está no bolso dele é o salário.
10:35É o que ele determinou com o salário.
10:37A gente tem que determinar o nosso salário na estrada.
10:40Quantos por cento você vai ganhar do transporte que você faz?
10:43Eu ouvi que houve, durante um tempo, financiamento de caminhão, facilidade de crédito, juros subsidiados e tal.
10:52Então, muita gente comprou o caminhão e, de repente, ficou caminhão demais para o mesmo número de cargas.
10:58Ou seja, uma inflação.
10:59É isso que fez o frete ficar mais barato?
11:02Quer dizer, o frete se manteve.
11:04Se manteve.
11:05Não se atualizou.
11:06E tudo aumentou.
11:07Na verdade, não, cara.
11:09O que acontece é que você tem, hoje, uma gama de atravessadores no meio do transporte.
11:15Dominaram, né?
11:16Dominaram.
11:16Hoje o transporte virou monopólio.
11:18Eu, inclusive, estou trabalhando desde o início do meu mandato para acabar com isso.
11:22E é muito difícil.
11:23Porque aí é máfia.
11:25A palavra é máfia, tá?
11:26É gente que ganha rios de dinheiro.
11:28Quem pula fora não encontra carga em lugar nenhum.
11:31Não encontra.
11:31Porque eu chego para carregar, por exemplo.
11:33Como é que eu vou entrar na empresa que faz o manufaturamento do aço?
11:38Eu não vou citar nenhum nome aqui, porque eu não vou ficar fazendo propaganda na Jovem Pan de graça para ninguém.
11:43Mas como é que eu vou entrar lá para carregar esse frete?
11:45Eu não entro.
11:46Eu não tenho uma portaria lá para me atender e dizer, olha, eu sou dono de um rodotrem que puxa bobina de aço.
11:52Você tem uma carga?
11:53Para mim não tem isso.
11:54Então, assim, a coisa teve uma amplitude.
11:57Eu já ouvi muito isso, o transporte de carros.
12:00Não, carros é terrível.
12:02Carro você consegue entrar.
12:05Consegue entrar, mas assim, é absurdo.
12:08É muito...
12:09As montadoras fecham.
12:11Não.
12:12É porque a montadora tem a garantia daquele cara que já domina a área.
12:17São poucas empresas.
12:18Aí deve ter umas cinco empresas no Brasil que dominam a área do transporte de veículo.
12:22Então, para que eles vão abrir a porta para entrar lá o Zé Trovão, que comprou a Cegonha,
12:27e que eles não conhecem o histórico de transporte?
12:29Então, eles preferem já entregar para uma empresa que já tem toda a segurança.
12:33E tem empresa que nem tem caminhão, né?
12:35A maioria não tem.
12:37Hoje, se você pegar os CNPJs, todos que existem de transporte, a grande maioria não tem caminhão.
12:44A estrada hoje está mais perigosa do que antes?
12:46Muito mais.
12:47A irresponsabilidade, motoristas que foram mal profissionalizados no volante, e eu não estou falando do caminhoneiro.
12:53Estou dizendo também do motorista de carro pequeno.
12:56Até porque o cara passa aqui, ele vem fazer uma... vai tirar uma habilitação, faz 25 aulas.
13:02E ele aprende aqui dentro do DF, aqui no plano alto.
13:05Aqui no plano piloto, ele fica dirigindo, aí dá seta para mudar de faixa.
13:10Esse cara, quando ele entra na rodovia, ele não sabe o que ele está fazendo.
13:14Ele não sabe que a placa que está dizendo para ele que 80 km por hora é o limite máximo,
13:20mas ele tem que respeitar se um cara quiser andar 150, porque é responsabilidade daquele outro motorista.
13:28Aquele outro motorista pode causar um acidente para ele.
13:30Mas então ele não tem essa malícia.
13:32Olha, aqui é 80, mas se vir um cara de 150 por hora, é melhor eu tirar o carro.
13:37É melhor eu desviar, deixar ele passar, deixar ele ir embora.
13:39E não é o que acontece nas estradas.
13:42O cara, eu passei por isso como caminhoneiro.
13:44Eu descendo o caminhão pesado, e o cara para tirar a onda com a minha cara, pisando no freio, no carro pequeno.
13:50E eu ter que soltar o caminhão em cima do carro dele, porque senão eu ia ficar sem freio.
13:53Então, às vezes, a irresponsabilidade, a imaturidade, ou a falta realmente de uma profissionalização.
14:01Todo motorista de carro tinha que passar por pelo menos 5 aulas dentro de um caminhão.
14:05É, para entender o que é dirigir um peso daquele, porque as condições físicas são totalmente diferentes.
14:11É 80 toneladas bruto, né?
14:13Nós estamos falando que se eu precisar parar, um carro para em 10, 15 metros.
14:18Eu demoro 50, 100 metros para parar.
14:20É, isso é a lei da física, né?
14:22Mas eu estou achando o senhor meio pessimista com relação à profissão.
14:25Eu não sou pessimista, eu sou realista.
14:27A profissão, se continuar seguindo os parâmetros que estão seguindo, nós, nos próximos 10 anos, não teremos motorista.
14:33O transporte rodoviário de cargas terá uma decadência e talvez nós teremos um novo colapso.
14:39Hoje nós vivemos um colapso econômico.
14:41O Brasil não está bem pela irresponsabilidade desse governo que está aqui hoje.
14:44O governo Lula 3.0 é horrível, é terrível.
14:47Esse cara tinha que ser preso, ele tinha que ser empitimado, ele tinha que ser expurgado da política.
14:52Ele está acabando com a economia nacional.
14:54Esse é um problema que vai se resolver nas urnas em 2026.
14:57Agora, nós estamos seguindo para um problema econômico que está acontecendo e que isso vai refletindo dentro da profissão.
15:06Como eu disse, muitos estão velhos, já de certa idade e vão se aposentar, não estão mais aguentando.
15:12Quem tem 70 anos, 75 anos, tem gente dirigindo com 75 anos.
15:16Esse eles já estão encerrando.
15:18Outros estão querendo já parar com 45, com 55, porque já viram que não compensa tanto.
15:23E o que vai sobrar para o transporte é essa molecada que realmente não tem responsabilidade.
15:28Nós teremos um déficit nos próximos 10 anos e o medo que eu tenho é que nós tenhamos um colapso.
15:32Precisamos mudar a forma do transporte rodoviário de cargas para que a gente atraia novamente a pessoa a sonhar em ser caminhoneiro.
15:40Eu sonhava em ser caminhoneiro.
15:42Assim como você, Trindade, eu fui criado na beira da BR-116, lá na cidadezinha de Taru a Sul, Minas Gerais, perto de Valadares.
15:50Entre Dom Cavate e Valadares.
15:52Eu sentava na beira da pista para ver os caminhões passarem.
15:58Aí eu dizia, um dia eu vou dirigir um caminhão desse.
16:03Inclusive nós tínhamos uma curva onde era, normalmente era onde dava os tombamentos de caminhão, onde a gente recolhia coco, carne, fazia tudo.
16:11É uma cultura ali no interior de Minas Gerais.
16:14É, isso mesmo.
16:15Deputado, o senhor é muito ligado até pelo tipo de transporte à área agropecuária, ao mundo do agro.
16:22Porque é um mundo, o agropecuário é um mundo, existem vários agronegócios.
16:27É, isso mesmo.
16:27Como é que o senhor está vendo essa nova vitalidade do Brasil nesse setor?
16:33Olha, me preocupa porque o Brasil sofre uma decadência no investimento dentro do agronegócio.
16:39Foram apresentados agora pelo governo o absurdo de 516 bilhões de investimento no agronegócio.
16:46E eu disse, de onde vocês vão investir isso?
16:51Nós temos que lembrar que desse valor todo, se eu não estou enganado, apenas 130 é financiamento subsidiado com juros baixos.
17:04O resto é tudo financiamento comum, com taxas mais altas.
17:09Eu acho que o agronegócio...
17:10Você está falando do plano safra.
17:11Eu acho que o agronegócio, desde que Lula sumiu, vem tendo uma decaída muito grande na questão de subsídio.
17:19E eles dizem que o governo diz que faz tudo e tal, que o setor é ingrato?
17:25Faz tudo como?
17:25Está nos papéis que está escrito.
17:27Não preciso falar, é só pegar o que eles falaram.
17:29Nós fizemos um plano safra recorde.
17:31Quase um trilhão, né?
17:32Você está falando de quase um trilhão de reais, meio trilhão, mas que na verdade é como se eu chegasse para você...
17:38Como você falou do financiamento do caminhão.
17:40Na época que foi feito pelo BNDES, financiamento de caminhão, só quem teve acesso foi grandes empresas e pequenos empresários.
17:46O autônomo em si não teve acesso a isso.
17:48É o que vai acontecer agora.
17:50Como que um agricultor vai lá para financiar a sua plantação com juros altos?
17:56Ele não vai financiar, ele vai deixar de plantar.
17:58Ou ele vai procurar uma outra maneira.
18:00Então, o agronegócio brasileiro, muitos dizem assim, ah, mas o agricultor é rico, tem avião, tem carro, tem caminhonete nova, não sei o que.
18:11Pera lá.
18:13Você acha que ele tem isso pago?
18:14Quem vive do agronegócio vive todos os dias de tomar emprestado do banco e devolver para o banco todos os anos.
18:22O agro, inclusive, para vocês terem uma ideia, em quanto a dificuldades aqui de financiamento, é tomar dinheiro fora, através das trades.
18:31É mais caro, mas é sem burocracia, sem favores.
18:34Exatamente.
18:35O senhor tem um projeto que me chamou a atenção, que é a unificação do módulo rural.
18:41Isso, isso.
18:42É a menor fração que se pode registrar em uma propriedade rural.
18:46Por que o senhor diminuiu isso, não piora a condição do campo?
18:52Isso é a única maneira de você levar condição para o campo.
18:56Nós temos hoje mais de um milhão e meio de famílias que não têm direito a uma escritura porque não têm 20 mil metros de terra.
19:02Mas não é pequeno demais? 5 mil metros, que é o seu projeto?
19:05Eu acho que não é questão de ir pequeno.
19:07O Brasil, eu acho que é regional, né?
19:08Tudo bem, mas em 5 mil metros não dá para se ter um aviário?
19:10Em 5 mil metros não dá para se ter uma plantação de morango?
19:14Uma cultura de morango?
19:15Em 5 mil metros não dá para se ter uma cultura suína?
19:19A gente está falando da cultura do frango, cultura do porco.
19:22Em 5 mil metros não dá para se ter, inclusive, uma cultura da hortaliça?
19:27A gente pode ter várias culturas em 5 mil metros.
19:30Quando eu falo em 5 mil metros, eu estou preocupado com a agricultura familiar.
19:33Com a agricultura que a esquerda diz que defende.
19:36Mas a agricultura que eles defendem, eles não querem dar o direito desse pessoal
19:39ter o título da terra.
19:41E ter o título da terra, o que acontece?
19:43A pessoa já está instalada em menos de 20 mil metros.
19:46Ela não tem como comprar outra terra.
19:48Então você deixa ela sem a escritura ou você dá a condição de ela ter uma escritura?
19:53Ah, mas vai baixar tanto para 5 mil metros?
19:55Sim!
19:55Eu acho que é necessário a pessoa conseguir em meio hectare.
20:00Nós estamos falando de meio hectare.
20:01Meio hectare é muita terra, Trindade.
20:03Então, assim, isso vai dar ao Brasil uma alavanca de força para essa pessoa.
20:10Depois que ter a sua escritura, o seu direito de ir lá fazer um bloco de produtor rural,
20:16como eu tenho, porque eu também tenho a minha pequena propriedade.
20:19Eu também tenho a minha criação, por exemplo, de cavalos, de animais que a gente sobrevive.
20:24Então eu preciso dessa documentação.
20:26Quando você tem direito a essa documentação, você facilita a sua vida.
20:30Você consegue aí fazer um empréstimo através do subsídio.
20:33Existe, né? Começa a existir.
20:34Exatamente!
20:35Eu vi que o senhor também faz uma forte defesa.
20:37Inclusive o senhor usa na lapela uma arma, né?
20:40O senhor faz uma defesa muito forte do direito.
20:44Eu acho que a Constituição já garante o direito de andar armado.
20:48A Constituição fala direito de defesa.
20:51E ninguém faz defesa com unhas e dentes, como se fosse um cachorro e um gato.
20:55Faz defesa com arma, né?
20:56Qual é o limite? Como é que o senhor acha que tem que ser essa regulamentação de arma?
21:01Isso é um assunto sério, né?
21:02É, eu acho que o limite, ele começa onde os seus direitos terminam.
21:08Esse pra mim é o limite. Onde terminam os seus direitos?
21:10Qual que é o seu direito?
21:11O meu direito, eu tenho o direito de ter uma posse de uma arma,
21:14de cuidar da minha propriedade, de defender minha família dentro de casa,
21:17de portar uma arma, sei lá, dentro de um carro, de portar ela na cintura, assim.
21:22Tá, então se eu tenho esse direito, eu tenho um limite que me resguarda.
21:27Eu tenho um pouco de preocupação quando se fala de armas e a gente falar de maneira exacerbada.
21:31A gente não pode sair dando 300 armas pra cada pessoa.
21:35Eu acho que isso é um perigo, isso não é bom.
21:37Na verdade, eu acho que isso não faz bem pra ninguém.
21:39Até porque, se eu estou sozinho na minha propriedade,
21:42eu tiver uma arma e um bandido conseguir me render, ele vai levar uma arma.
21:46Se eu tiver 10, ele pode levar as 10.
21:47Agora, quando se trata da condição e do direito dele se defender,
21:53é o constitucional, é o obrigatório.
21:55Agora, o que me assusta, deputado,
21:56que esse debate é muito, assim, levado para o governo, para o Palácio,
22:02eu entendo que esse é um assunto do Congresso,
22:04isso tem que ser regulamentado pelo Congresso Nacional.
22:07Por que que isso não entra em debate?
22:09E aí se decida.
22:11E fica o governo mandando pra Polícia Federal, para o Exército,
22:15dificultando lei, decreto.
22:16Esse é um assunto que tinha que ser discutido legalmente no Congresso.
22:20Quando o Congresso tenta discutir esse assunto,
22:22o governo interfere falando com os presidentes das casas e barra.
22:26Esse é o problema.
22:27Nós falamos agora da interferência política,
22:29do diálogo que não...
22:30da condição de fazer a política da maneira certa.
22:33Eu acho que é perfeito o que você falou.
22:35Eu acho que cada cidadão tem que ter direito à sua arma,
22:37legislado pelo Congresso,
22:39promulgado pelo Executivo,
22:41e resguardado esse direito pelo Judiciário.
22:44e acabou.
22:45Olha, qual que é a pena pra quem comete assassinato?
22:48É tantos anos.
22:48Pronto, se você cometer um assassinato com a tua arma,
22:50não importa, você vai pagar por isso.
22:53Mas, a gente não consegue legislar em cima disso.
22:57É impossível trazer esse debate,
22:59porque a polarização ficou tão gigante dentro,
23:04que o lado que não aceita busca meios através do Judiciário
23:09para empurrar que isso não vá pra frente.
23:12É, mas se o Congresso discutir, é possível que se decida.
23:16Mas, na verdade, é um assunto que perde votos,
23:18ou de um lado ou de outro.
23:20Aí os deputados evitam.
23:22Tem pena de morte, redução da maioridade penal,
23:27aliás, aumento da maioridade penal,
23:29redução da maioridade penal,
23:30aborto, tem alguns assuntos que travam o Congresso Nacional.
23:35Exatamente.
23:36Por exemplo, pena de morte, sou favorável.
23:38Redução da maioridade penal, sou favorável.
23:41Tudo isso, sou favorável.
23:42Desde que a gente faça a legislação ser de maneira clara.
23:45Desde que a gente faça a coisa ser de uma maneira limpa.
23:49Não com o entendimento que hoje um juiz,
23:52ah, o meu entendimento da lei é esse,
23:54o meu entendimento da lei é aquele.
23:55Então a gente não pode criar esse monstro.
23:58Nós temos que realmente baixar a maioridade penal.
24:01Passou da hora.
24:02Um garoto de 16 anos, de 15 anos,
24:04ele não pode dizer que ele não sabe o que ele está fazendo.
24:06Eu acho que a partir dos 14, 15 anos,
24:08ele sabe exatamente o que ele está fazendo.
24:10Ele tem que ser responsabilizado pelos seus atos.
24:13Até porque com 16 anos ele já pode votar
24:15e se alistar no Exército.
24:16Então ele deveria já também ter o direito de ser preso,
24:19não numa prisão sócio-educatista.
24:22O direito de ser preso é meio complicado.
24:25Olha só, o direito de ser preso,
24:26porque eles não podem ser presos.
24:28Eles vão para um lugar e é com muito custo que eles ficam.
24:31É quando o crime é muito grande que eles ficam no centro educacional.
24:36Exatamente.
24:37Então assim...
24:38O Kim Kataguiri, deputado federal por São Paulo,
24:40ele disse aqui que não adianta,
24:43que tem que mudar a Constituição,
24:46fazer uma supressão de direitos,
24:48por exemplo, para quem participa de crime organizado.
24:52Enfim, tem que ser mais radical com os reais criminosos.
24:58Exato.
24:59E há um debate, inclusive, sobre as audiências de custódia.
25:03O senhor acha que a lei é branda demais?
25:04A lei é tão branda que se uma criança recém-nascida
25:08tocasse e fosse uma água quente, não queimaria.
25:11A lei foi...
25:12Ela parece que foi literalmente preparada para fazer o seguinte.
25:15Olha, eu vou dizer que você cometeu um crime,
25:19mas eu vou colocar uma coisa aqui embaixo
25:21para dizer que este crime tem as suas condições de ser revisto,
25:26transformado em penas menores,
25:29em cestas básicas,
25:30em trabalhos de caridade.
25:35Eu acho que a gente não pode partir desse pressuposto.
25:38Por exemplo, nos Estados Unidos,
25:40um crime de assalto à mão armada,
25:43ele chega a ser mais grave do que o assassinato.
25:48Não é verdade?
25:49Então, assim, a gente está falando de uma situação
25:51que não tem como não ser discutida mais.
25:54A gente precisa ser mais rígido nas nossas leis.
25:57A gente precisa defender...
25:59Como eu não sou do campo que trata de segurança pública,
26:03eu digo para eles, olha, façam aí,
26:05porque eu não vou ficar dando pitaco numa coisa
26:07que eu não entendo tanto,
26:09mas eu sou favorável.
26:10O meu posicionamento pessoal e político é
26:13menor de idade tem que ter penas mais duras,
26:18ser preso em presídios, cumprir pena.
26:20Nós temos que acabar com o negócio de semiaberto,
26:23nós temos que acabar com o negócio de visitação íntima
26:26dentro de presídio.
26:28Cara, tem que ser um sistema o seguinte...
26:30Eu costumo dizer que isso humilha até o solto, né?
26:32Até o solto.
26:33Tem muita gente solta que é doido para uma visita íntima
26:35e não consegue.
26:37E não tem. Exatamente.
26:38A gente não pode falar, né?
26:40Mas o cara lá dentro está conseguindo fazer coisas
26:42que o cara aqui fora não faz.
26:44Não tem visita íntima.
26:45Ô, deputado, um assunto que é muito debatido
26:48ultimamente no Congresso,
26:49inclusive tem um projeto aprovado no Senado
26:52e depende da Câmara,
26:54é a inteligência artificial.
26:55Nós estamos ali às portas de um mundo
26:57mais novo ainda,
26:59que o mundo novo da comunicação mudou, né?
27:02mudou a postura
27:03e talvez seja um dos responsáveis pelo senhor
27:06que está hoje aqui em Brasília
27:08e o deputado federal quer comunicar
27:09esse novo mundo da comunicação.
27:11Mas a inteligência artificial,
27:12esse novo mundo da internet,
27:15isso assusta o senhor?
27:17Eu acho que assim...
27:18Daqui a pouco terá caminhão autônomo.
27:19É, eu acho que assim,
27:20a gente tem que entender
27:21que a tecnologia chegou,
27:24que o mundo evoluiu,
27:26que as coisas estão vivendo
27:27no outro patamar.
27:29A gente tem que tomar cuidado
27:31de que maneira que a gente vai fazer
27:32a gerência de tudo isso.
27:34Nós tivemos...
27:35É, porque é um caminho sem volta.
27:36É um caminho sem volta.
27:37Não tem...
27:38Olha, eu lembro de uma frase
27:40que eu assisti, inclusive,
27:43num filme.
27:43Não foi nenhum filósofo, não,
27:45porque eu gostaria de ser
27:46que nem o Quinho.
27:46O Quinho, ele fala,
27:47umas filosofias bonitas.
27:49Mas eu lembro de um filme
27:50que o cara diz assim,
27:51olha, o trem pagador,
27:54ele vai deixar de existir.
27:59O dinheiro vai deixar de existir.
28:03Você tem que entender
28:04que a evolução chegou.
28:06Não dá mais pra andar a cavalo.
28:08Então a gente tem que entender
28:10que tudo tá acabando.
28:12Nós estamos acabando
28:13com o dinheiro de papel.
28:15Ele já não tá mais existindo.
28:16Ninguém fica pegando.
28:17É tudo no celular.
28:18Quer pagar, paga aqui.
28:19Quer fazer...
28:20Eu acho que a discussão,
28:23ela só tem que ser cuidadosa.
28:25Eu sou contra quando alguém diz assim,
28:27a gente tem que proibir...
28:28Mas proibir o quê?
28:31De que maneira?
28:33O que que é bom?
28:33O que que é ruim?
28:35O mundo está se evoluindo
28:36pra realmente daqui,
28:38sei lá quantos anos,
28:39sei lá se vai durar um século,
28:41dois séculos,
28:42três séculos,
28:43mas uma hora talvez
28:44a humanidade não esteja mais aqui
28:45porque tudo está se transformando
28:47em robô, em máquina
28:48e o ser humano está se tornando
28:50cada vez mais obsoleto.
28:51Eu digo, nós estamos na era
28:53da nanotecnologia
28:54e o Brasil ainda vive
28:56na era manual.
28:58Daqui a pouco,
28:59a nanotecnologia vai estar
29:00tão avançada
29:01que o ser humano
29:01não vai ter mais necessidade
29:04de existir.
29:05É, é uma das previsões aí.
29:06É uma das previsões.
29:07Muito obrigado.
29:09Passou o rabo?
29:09É uma conversa boa, né?
29:11Conversar com você é maravilhoso.
29:12Eu tenho uma honra de estar aqui.
29:13Fiquei muito feliz.
29:14Prazer foi meu deputado Zé Trovão.
29:16É isso aí.
29:17Olha, muito obrigado
29:18por seguir a gente aqui.
29:19Continue aqui na Jovem Pan.
29:21Nós estamos com uma programação
29:22boa aí pela frente.
29:24Muito obrigado.
29:24A opinião dos nossos comentaristas
29:33não reflete necessariamente
29:34a opinião do Grupo Jovem Pan
29:36de Comunicação.
29:41Realização Jovem Pan
29:43Jovem Pan
29:44Jovem Pan
29:45Jovem Pan
29:46Jovem Pan
29:47Jovem Pan
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