- há 6 meses
Homem agride namorada com mais de 60 socos dentro de elevador; porteiro flagrou agressão.
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NotíciasTranscrição
00:00Para falar sobre um assunto sério, a gente vai repercutir agora um caso minimamente absurdo.
00:06Na verdade, um crime.
00:08E a gente vai receber aqui no estúdio, ela que é jornalista aqui do Grupo Bandeirantes de Comunicação,
00:13âncora do Jornal da Band, do Jornal Entre Nós, na rádio Band News FM e Band News TV.
00:19Adriana Araújo aqui com a gente, por favor.
00:22Seja muito bem-vinda.
00:23Tudo bem?
00:24Prazer enorme recebê-la aqui no estúdio do Melhor da Tarde.
00:28O prazer é meu. Boa tarde para todo mundo que está acompanhando a gente.
00:31Infelizmente, para falar de mais um caso de violência contra a mulher,
00:35nesse caso, um caso que aconteceu no último sábado, na cidade de Natal,
00:39uma mulher de 35 anos que foi brutalmente espancada pelo namorado,
00:43com mais de 60 socos dentro do elevador, num condomínio no bairro de Ponta Negra.
00:48Adriana deu essa notícia no Jornal da Band, a gente está vendo essas imagens.
00:52Você provavelmente já viu essas imagens que estão viralizadas aí, circulando pelas redes sociais.
00:56Essa matéria foi ontem no Jornal da Band e você também fez um comentário, Adriana,
01:02muito pertinente sobre esse caso, que nos causa uma indignação tremenda.
01:09Eu vejo essas imagens, me dá uma raiva, sendo bem literal, me dá uma raiva,
01:15mesmo de ver uma mulher nessa situação, numa coisa que acontece como se fosse nada,
01:20dentro de um elevador, numa naturalidade que me assusta todos os dias.
01:25Queria te ouvir um pouco.
01:26A gente levou essa notícia ao ar ontem no Jornal da Band.
01:31Essas imagens que vocês mostraram agora e que nós também mostramos ontem,
01:35elas estão suavizadas, elas estão borradas,
01:38porque não dá para mostrar toda a brutalidade desse homem contra a namorada dentro de um elevador.
01:44Não dá para exibir o vídeo na íntegra e as cenas, porque elas são chocantes demais.
01:49Só que a gente, como jornalista, como mulher, como mãe de uma mulher,
01:54eu sinto que a gente tem a obrigação de passar para o nosso telespectador toda a indignação.
02:00E foi isso que eu fiz no comentário, logo depois da reportagem,
02:03porque se a gente não pode mostrar toda a brutalidade desse homem,
02:07porque é chocante, porque pode desencadear em muitas mulheres que já foram vítimas de violência,
02:13um efeito gatilho de viver, reviver todo o trauma,
02:18mas a gente não pode tapar os olhos.
02:20A gente não pode...
02:21Ah, é só mais um caso.
02:23Ah, a cada seis horas, uma mulher no Brasil é vítima de feminicídio.
02:27E se a gente somar as vítimas de feminicídio com aquelas que sofreram tentativa de feminicídio,
02:34que é o que essa mulher no elevador sofreu,
02:36significa que a cada duas horas no Brasil, ou uma mulher foi morta por ser mulher,
02:41ou ela foi espancada, esfaqueada, estrangulada, até quase morrer.
02:47E de formas cruéis, né?
02:48A cada duas horas.
02:49E quase sempre, na maioria dos casos, pelos companheiros, ex-companheiros.
02:54Então, assim, a gente não pode se calar diante de um escândalo mundial.
02:58Exatamente.
02:58Os dados da violência contra a mulher no Brasil são um escândalo mundial.
03:02A gente não pode naturalizar, suavizar, fazer de conta que é só mais uma rotina, é só mais um número.
03:08Tem vidas atrás desses números.
03:10E essa mulher foi espancada, ela nunca vai superar isso, ela nunca vai esquecer.
03:16Ela pode reconstruir a vida dela, reconstruir o rosto dela, que está dilacerado,
03:20ela teve fraturas múltiplas, ela pode reconstruir a história dela.
03:25Mas ela nunca vai esquecer esse dia e esse trauma.
03:28Então, ele matou essa mulher, de alguma forma.
03:30Ela é uma sobrevivente, mas ele matou sonhos, ele matou confiança, ele matou esperança.
03:36E a gente não pode deixar de falar disso.
03:38Não só dela, mas da família dela, da mãe, das amigas.
03:40Inclusive, de acordo com a amiga da vítima, né?
03:43A discussão teria começado ali porque o homem teve uma crise de ciúmes,
03:46as agressões foram registradas pelas câmaras de segurança do prédio.
03:50Nas imagens que a gente viu, esse agressor, identificado com Igor Eduardo Pereira Cabral.
03:55Igor Eduardo Pereira Cabral.
03:57Ele aparece dando diversos socos na então namorada, né?
04:02E causando ferimentos graves.
04:04Essa mulher que está internada neste momento, ela ia entrar em cirurgia,
04:08mas ainda não conseguiu justamente pela gravidade dos ferimentos no rosto.
04:12Olha aí a foto dele.
04:14Essa é a foto do agressor.
04:15Essa é a foto que merece ser exposta e não a foto da vítima.
04:18A gente tem que ter muito cuidado com isso também.
04:20Essa mulher, ela tem que ter a sua identidade preservada.
04:23Já o agressor, não.
04:25A gente precisa saber quem é essa pessoa, né?
04:28Vamos então direto para Natal.
04:29A gente vai conversar com a repórter Juliana Selle para atualizar as informações para a gente,
04:33nesse caso que aconteceu no último sábado, não é isso, Juliana?
04:37O que é que você traz de novo para a gente?
04:38Bem-vinda.
04:39Obrigada, Pamela.
04:45Obrigada, Regina.
04:46Adriana, que está aí no estúdio.
04:48Eu já digo aqui para a Adriana o quão importante foi a fala dela ontem no Jornal da Band.
04:54Está completamente viralizado aqui no Rio Grande do Norte.
04:56Aquele discurso dela ali, que você vê muito pertinente, porque nós queremos justiça.
05:02E a Adriana ali, como jornalista, como mulher, falou muito bem.
05:07Aqui o Rio Grande do Norte está em choque ainda com tamanha agressividade que o Igor Cabral
05:14teve com a sua, então, companheira ali, proferindo 61 socos nela dentro daquele elevador.
05:23Como você bem disse, Pamela, ela ainda vai passar por uma cirurgia.
05:27Ela teve diversos ossos da face quebrados.
05:31Hoje, conversamos logo mais cedo com o médico que vai fazer a cirurgia dela.
05:37Ela vai aí ter 40 dias ainda para se recuperar dessa cirurgia, que vai ser uma cirurgia extremamente delicada.
05:44Porque não foi apenas um osso, dois ossos.
05:47Ela teve múltiplas fraturas nos ossos.
05:51Ainda bem que ela não chegou à morte.
05:53Porque ali é importante se falar, não foi apenas uma violência contra a mulher.
05:59Foi uma tentativa de feminicídio.
06:02É importante se falar isso para que o crime seja tipificado dessa forma.
06:07Um homem daquele tamanho, ali, uma moça completamente indefesa.
06:11Você vê nas imagens ali que ela não faz qualquer tipo de reação.
06:15Ela fica completamente ali imobilizada, né?
06:18E com esses 61 socos que ela recebeu, ela ainda consegue se levantar.
06:26Eu até digo isso, e como jornalista, foi ali uma ação de Deus mesmo.
06:33Ela mesmo falou isso na entrevista.
06:35Ela diz, foi Deus que me fez estar viva agora, porque ela poderia ter morrido naquela situação ali.
06:41Eu estou aqui com a procuradora especial da mulher aqui do Rio Grande do Norte, a Cristiane Dantas.
06:46E a gente tem visto, Cristiane, vem aqui um pouquinho mais para cá.
06:49A gente tem visto que essa situação aí, o que a gente viu no último sábado,
06:54é um marco não só no Rio Grande do Norte, mas como em todo o Brasil.
06:58Porque a gente conseguiu visualizar essa agressão, que a gente fala tanto.
07:02Nossa, violência contra a mulher, violência contra a mulher, feminicídio.
07:05Mas a gente conseguiu visualizar aquilo ali naquele elevador, né, Cristiane?
07:10Que seja realmente um marco que não fique em vão o que a Juliana passou ali naquele elevador.
07:15Pois é, que essa cena de brutalidade, ela sirva para alertar a todas as pessoas do Rio Grande do Norte e do Brasil
07:22que a violência contra a mulher, ela faz parte do dia a dia de muitas mulheres em muitos espaços.
07:28E Juliana sobreviveu a uma tentativa de feminicídio.
07:32Isso mostra também que ela já vinha sofrendo, como ela já relatou.
07:37Então, aos primeiros sinais de violência, qualquer tipo de violência, denuncie, peça ajuda.
07:45Faça com que essa mulher que sofre violência consiga romper esse ciclo,
07:50que muitas vezes se perdura por muitos anos.
07:53Ela vive em uma situação de violência que ela não consegue sair.
07:56Então, vamos ajudar as mulheres a romper o ciclo de violência.
08:00A gente viu na entrevista, né, que ela já concedeu a Juliana e você também teve acesso a Juliana
08:15para conversar com ela.
08:17E ela diz ali que começou com...
08:19Ele era rude, ele era agressivo com ela, ela se afastou um pouco das amigas,
08:24Aí depois veio o empurrão, até acontecer aquilo ali.
08:27Ela diz que ela não tinha sido agredida por ele anteriormente.
08:31Foi a primeira agressão física, né?
08:34Depois desse empurrão, foi o primeiro soco que ele deu nela ali, né?
08:38Mas é um ciclo, né?
08:40É tudo igual, não é, procuradora?
08:42Não vamos esperar chegar na tentativa do feminicídio,
08:47porque o feminicídio é uma morte anunciada.
08:49A violência, ela começa com xingamentos, com empurrões,
08:54com a violência psicológica, que é muito comum,
08:58e ela deixa marcas.
08:59Marcas como essa que vai ficar em Juliana,
09:03que vai ser reconstruída aos poucos.
09:06Mas ela nunca vai esquecer essa violência brutal que ela viveu
09:10e que sirva de ensinamento e de exemplo
09:13para que nós possamos tirar as mulheres de situações de violência.
09:17Eu estou aqui à disposição de vocês.
09:20Se vocês quiserem fazer alguma pergunta aí do estúdio,
09:23eu queria pegar essa deixa que ela falou agora
09:26sobre o ciclo de violência.
09:27Agradeço a sua participação, a participação da procuradora.
09:30Porque as pessoas questionam muito, né?
09:32Sobre como é que essa mulher foi parar nesta situação.
09:35As pessoas, inclusive, pensam muitas vezes,
09:38eu já ouvi, eu apresentei o Banho de Mulher na Bahia
09:40durante sete anos e a gente batia muito nessa tecla, né?
09:42Porque me revoltava muito dar só a notícia.
09:46Depois que a mulher foi morta ou quase morta,
09:48e eu ficava pensando, o que a gente pode fazer
09:50para essa mulher não chegar nessa situação?
09:52Para que ela se sinta acolhida, protegida de alguma forma,
09:55para que consiga quebrar um ciclo de violência.
09:57Só que é tudo tão naturalizado,
09:59é tudo tão tratado como normal,
10:01um comportamento agressivo, machista no Brasil.
10:03Não, e às vezes tem aquele comportamento,
10:05ah, mas foi a mulher que não soube lidar com ele.
10:07Exatamente, que a culpa acaba sendo da própria mulher, muitas vezes.
10:10Se ela tivesse lidado com ele de uma forma diferente,
10:13ela não soube conduzir.
10:14Não soube conduzir?
10:15Como?
10:16É um agressor, é um criminoso,
10:18e está flagrada a situação de um abuso.
10:21Esse comentário que ela acabou de fazer
10:23sobre a posição da vítima no elevador,
10:25ela estava acuada, ela estava no canto do elevador.
10:29Quando ele começa a bater, ela logo cai no chão,
10:31ele está por cima dela, socando 60 vezes sem parar.
10:35Então, assim, é uma mulher que ficou completamente vulnerável
10:39à violência e à brutalidade extrema de um homem.
10:41Um outro ponto importantíssimo que a procuradora falou
10:44é a tentativa de feminicídio.
10:47Aqueles golpes poderiam ter matado essa vítima.
10:50Foi para matar, né?
10:51Ela sobreviveu, mas ele bateu para matar.
10:54E o que acontece muitas vezes é que a gente...
10:56Não é o primeiro caso.
10:58A gente vê muitos casos de mulheres estranguladas,
11:00esfaqueadas, espancadas,
11:02e que depois, no curso do processo na justiça,
11:05com bons advogados,
11:07o agressor consegue dizer que foi uma lesão corporal.
11:11E a diferença de pena,
11:12uma tentativa de feminicídio,
11:14dá uma pena de 8 a 26 anos.
11:17Uma lesão corporal grave de 2 a 8 anos.
11:21Então, agora, esse agressor,
11:23esse criminoso covarde,
11:25vai contratar advogados
11:26para dizer que ele não quis matar.
11:28Que ele ficou nervoso.
11:30Ele já disse, inclusive,
11:30ele já disse à delegada
11:32que ele teve um surto claustrofóbico.
11:34Exatamente.
11:35Estava preso dentro do elevador
11:36e por isso resolveu socar 60 vezes
11:39o rosto de uma mulher.
11:41Ele vai tentar tudo o que ele puder
11:43para colocar na justiça
11:44para tentar responder
11:45por lesão corporal grave.
11:48E com isso pode pagar cesta básica.
11:50Inclusive, Adriana,
11:51até pegando esse gancho,
11:52a gente há pouco aqui,
11:53nossa produção, a Milena Ojeia,
11:55conversou com a tia da vítima,
11:57ela ainda falando sobre o estado de saúde dela,
11:59as questões ligadas ali à cirurgia.
12:01E ela disse que o criminoso
12:03está tentando alegar diagnóstico
12:05de alguma forma ali
12:06para ele ainda assim
12:08tentar sair impune de tudo isso.
12:10Inclusive, a vítima,
12:11se a gente tiver até a imagem do bilhete
12:13que ela mandou ali
12:14para os policiais que estavam de plantão,
12:16ela prestou depoimento por escrito, né?
12:18É, porque nem condições de falar ela tem.
12:20Exato, né?
12:21Depois de todos esses golpes,
12:22ela disse o seguinte nesse bilhete.
12:24Eu sabia que ele ia me bater.
12:26Então, não saí do elevador.
12:28Ele começou a me bater
12:29e disse que ia me matar.
12:31Que é o que a gente está falando agora.
12:32O que significa que é
12:33tentativa de feminicídio
12:35e mais ameaça.
12:36É.
12:36Tem outros crimes
12:38além da tentativa de feminicídio.
12:39Mas tudo isso
12:40só vai adiante
12:42e com essa punição mais severa
12:43porque tem lei.
12:44Tem lei para isso.
12:45Tem lei Maria da Penha.
12:46teve uma revisão recente dessa lei.
12:48Então, assim,
12:49isso só vai adiante
12:50se a justiça,
12:51como todos nós,
12:52olhar para essas imagens
12:54desse agressor
12:55e se indignar.
12:56A minha fala ontem
12:57no Jornal da Band
12:58foi muito nesse sentido.
13:00Falta o que mais?
13:01Falta o que mais
13:03para juízes e juízas
13:05olharem para essa brutalidade
13:07e enxergarem
13:07homens tentando matar mulheres?
13:10Falta o que?
13:11Porque daí, não,
13:12mas arruma uma brecha.
13:14Já teve casos de mulheres,
13:15casos recentes
13:16que nós noticiamos
13:17de mulheres
13:18que foram colocadas
13:19na frente de seus agressores
13:21e ouviram
13:22para de mimimi.
13:24Já teve caso
13:25de mulher
13:25que foi espancada
13:26e que depois
13:27o agressor foi solto
13:28por bom comportamento
13:30porque a justiça
13:31entendeu
13:31que ele não tinha
13:32um histórico
13:33de mau comportamento.
13:36A pessoa tenta matar
13:37uma mulher
13:38por ser mulher
13:38e entra na categoria
13:41bom comportamento.
13:42Puxando esses casos
13:43absurdos,
13:44teve mais um recentemente,
13:46uma situação que aconteceu
13:47dessa vez no Recife,
13:48um assassino
13:49que matou
13:50a sua ex-companheira.
13:51Ele debochou
13:52do juiz
13:53e fez ameaças
13:54durante o próprio julgamento
13:56que o condenou.
13:57O Jorge Bezerra da Silva
13:59matou a ex-mulher
14:00Priscila Monique Laurindo
14:01de 28 anos
14:02a facadas
14:03porque não aceitava
14:05o fim do relacionamento.
14:06Inclusive,
14:07essa justificativa
14:09entre aspas
14:09muito usada
14:10por muitos homens
14:11de não aceitar
14:12o final do relacionamento,
14:14de ter ciúmes
14:15como se ciúmes
14:16fossem uma prova
14:16de amor
14:17e não é.
14:18Esse crime do Jorge
14:19aconteceu em 2022
14:20mas o julgamento
14:21só foi realizado
14:22na última sexta-feira
14:23e ele debochou
14:25do juiz
14:26na sentença.
14:27Ele fala
14:27para o juiz
14:28só isso
14:29porque eu vou mandar
14:30matar ainda
14:31a irmã dela.
14:32O juiz fica
14:32estarrecido, né?
14:33O juiz fica
14:33completamente estarrecido.
14:35É uma imagem
14:35que eu olhei
14:36e eu falei
14:36não, pode ser fake news
14:38pelo grau de...
14:40que eu não acreditei
14:40que fosse de fato verdade
14:42mas sim
14:42é verdade
14:43isso aconteceu
14:44na última sexta-feira
14:46nesse caso
14:46que também é um caso
14:47estarrecedor, né Adriana?
14:49Que absurdo
14:49olha o nível
14:50é muito...
14:51Olha a segurança
14:52desse homem
14:53de chegar na frente
14:54de um juiz
14:55para falar isso
14:55é se sentir muito
14:56intocável
14:57é a certeza da impunidade
14:58é a certeza da impunidade
14:59e é por isso
15:00que tantos casos
15:01de violência
15:03de ameaça
15:04de agressão
15:04de tentativa
15:06de feminicídio
15:06e de feminicídios
15:08acontecem no nosso país
15:09porque a gente vê
15:10os agressores
15:10presos e soltos
15:12presos e soltos
15:13quando são presos
15:14quando às vezes
15:15eles simplesmente fogem
15:16daqui a pouco
15:17já estão cometendo
15:17outros crimes
15:18quantos casos
15:20a gente tem
15:20de agressores
15:21reincidentes?
15:22Exatamente
15:22muitos casos
15:23então assim
15:24é um escândalo
15:25realmente
15:26é e um outro ponto
15:27é o quanto eles
15:27ficam confortáveis
15:29em fazer isso
15:29num elevador
15:30que tem câmera
15:31de segurança
15:32sim
15:32eu lembro de um outro caso
15:33que a gente deu também
15:34de um homem
15:35que arrastava a mulher
15:36em frente à academia
15:37que ela trabalhava
15:38sendo filmado
15:39arrastou pro meio da rua
15:40é muito confortável
15:41muito assim
15:42com essa segurança
15:43de que estarão impunes
15:44eles não sentem
15:45medo de serem vistos
15:47de serem flagrados
15:48de serem filmados
15:49porque carregam
15:50essa impunidade com eles
15:52mas depois alegam
15:53problemas de saúde mental
15:54né?
15:54como está alegando
15:55essa pessoa
15:56vamos voltar pra Natal
15:58Juliana Selly
15:58tem uma informação nova
16:00pra gente
16:00é isso?
16:02agora
16:02é isso Pamela
16:07só atualizando
16:08essa informação
16:09todo esse caso
16:10a vítima
16:12ela já está em casa
16:13ela já recebeu alta
16:15como você viu
16:16nos vídeos aí
16:17ela prestou depoimento
16:19escrevendo
16:20porque ela não tinha
16:21condição de falar
16:22no momento
16:23ela estava muito inchada
16:24as imagens
16:25eu imagino que vocês
16:26tenham essas imagens aí
16:27sem estar borrada
16:29são imagens realmente
16:31muito fortes
16:32do rosto dela
16:33completamente desfigurado
16:35então ela não conseguiu
16:36fazer esse depoimento
16:38falado
16:40teve que ser escrito
16:41e ela já foi pra casa
16:42ela agora está esperando
16:43desinchar um pouco
16:45esse rosto
16:46pra poder fazer
16:47a cirurgia
16:49e aí sim
16:5040 dias depois
16:51ela sair dessa situação
16:52pelo menos estética
16:54né?
16:54como a gente mesmo
16:55falou aqui
16:56com certeza
16:57emocionalmente
16:58vai ser marcado
16:59pro resto da vida
17:00outra informação
17:01é que o agressor
17:02ele já passou
17:04pela audiência
17:04de custódia
17:05e já mudou
17:06a prisão
17:07pra prisão
17:07preventiva
17:08tá?
17:09o Igor
17:10pra quem
17:10ainda não leu
17:12ainda sobre isso
17:12que a gente sabe
17:13que está viralizado
17:14em todo o Brasil
17:15mas o Igor
17:15é ex-atleta
17:16de basquete
17:17ele estudou
17:19em escolas particulares
17:20tem 29 anos
17:21é formado
17:22em contabilidade
17:23é aquele rapaz
17:25ali
17:25né?
17:26normal
17:26da sociedade
17:27muito conhecido
17:29também na cidade
17:30e acabou
17:31cometendo isso
17:32mostrando aí
17:33né?
17:34que quem vê cara
17:35não vê agressividade
17:37não vê machismo
17:38né?
17:39e procuradora
17:39eu quero te pedir
17:40aqui como mulher
17:41como jornalista
17:42pra que a rede
17:43de proteção
17:44a mulher
17:45aqui do Rio Grande do Norte
17:46fique muito atenta
17:47a esse caso
17:48pra que realmente
17:49ele seja punido
17:50como mesmo
17:51a Adriana Araújo
17:52falou
17:53que seja aí
17:53no rigor da lei
17:55né?
17:55com a mais alta punição
17:56sim
17:57estaremos atentas
17:58toda a rede
17:59de proteção
18:00a mulher
18:00estaremos acompanhando
18:01de perto
18:02esse caso
18:03de Juliana
18:03para que Igor
18:05seja devidamente punido
18:07tentativa
18:09de feminicídio
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