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Tiago Pedreiro, Major do Exército e mestre em operações militares, e Paulo Roberto da Silva, mestre em ciências militares, analisam como as Forças Armadas devem estar capacitadas para ações de emergência e como o preparo do exército para esforços futuros é fundamental na garantia das estratégias de Defesa e segurança nacionais.

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Transcrição
00:00A gente nunca imagina que uma potência estrangeira, por exemplo, possa atacar o suprimento de água
00:05ou a chamada infraestrutura crítica, né?
00:07Quando é que a gente podia imaginar que os Estados Unidos iriam dizer para a Dinamarca
00:13um aliado tradicional, um outro país, membro da OTAN, que eles querem a Groenlândia dinamarquesa?
00:19Quando é que a gente podia imaginar isso, Mota? Há um ano atrás.
00:22Quando é que a gente ia imaginar que os Estados Unidos iriam ameaçar retomar o canal do Panamá?
00:27Essas coisas podem acontecer, nós não podemos fingir que essas coisas não acontecem no nosso entorno.
00:35Nós vemos a criminalidade transnacional cada vez mais organizada em torno da gente.
00:41As redes de narcotráfico se unindo às redes criminosas, essa globalização do crime, ela existe
00:49e ela talvez exija uma resposta mais forte da sociedade daqui a um tempo.
00:54Nós não podemos fingir que esses problemas não existem.
00:56Não, então, é justamente aí que é a direção da minha pergunta.
01:00Porque quando nós pensamos em defesa, a gente pensa em forças armadas
01:03combatendo um invasor do país.
01:06Uma potência estrangeira manda navios, por exemplo,
01:10para atacar as nossas plataformas de petróleo,
01:12ou invade a Amazônia, ou invade o sul do Brasil.
01:17Mas aí nós temos outros cenários.
01:19Agora, então, seguindo nessa linha, quais são os elementos concretos que definem a capacidade
01:27de um país como o Brasil de se defender?
01:30A quantidade de tropas que nós temos, a quantidade de tanques, radares, quais são os elementos
01:37básicos para os quais a gente pode olhar e dizer, olha, se a gente tem isso aqui, nós
01:43estamos razoavelmente seguros.
01:44Para isso, o Estado-Maior do Exército faz o seu planejamento baseado em capacidades,
01:50justamente para ele saber qual capacidade eu preciso ter para determinada ameaça.
01:56Então, nós temos o Comando de Defesa Cibernética, por exemplo, que está funcionando 24 barra 7,
02:01fazendo a proteção, auxiliando o Estado na proteção das infraestruturas críticas
02:06no ambiente cibernético.
02:08Então, nós temos o Comando de Defesa Cibernética em Brasília para isso.
02:12Nós temos um batalhão de operações especiais no centro do país também, para poder fazer
02:17frente em ações estratégicas em todo o território nacional.
02:21Nós temos uma brigada de paraquedistas no Rio de Janeiro também, com essa mobilidade.
02:27Nós temos o SISPROM, que é o Sistema de Prontidão do Exército Brasileiro, em que,
02:31em forma de rodízio, nós deixamos uma brigada para pronto emprego.
02:36Também temos tropas que são certificadas ONU, com capacidade expedicionária,
02:43módulos de hospital de campanha, por exemplo, para fazer frente a uma necessidade internacional.
02:48Então, nós temos essas capacidades.
02:50Eu já falei aqui em cibernética, falei em tropas móveis, falei de brigada em prontidão.
02:57Mas, além de homens, eu preciso de quê?
03:00Equipamentos.
03:01Temos, por exemplo, o Sistema Astros, que é o sistema de foguetes, que fica em Formosa,
03:07Goiás, onde eu tenho um equipamento de suazório muito grande, em que eu tenho mísseis com alcance
03:14de, foguetes com alcance de 80 quilômetros.
03:17E temos agora, em término de planejamento, pronto para implementar o nosso míssel tático
03:23de cruzeiro, que alcança até 300 quilômetros.
03:26É uma arma de suazória muito grande, muito importante, mas que ela está emperrada na sua fase final
03:33de planejamento e entrega justamente porque, por problemas orçamentários, por problemas jurídicos,
03:44a Ave Braz não pôde concluir.
03:47E ela está numa situação jurídica aguardando uma intervenção para poder saber qual é o futuro da empresa.
03:53Então, veja só, a parte de preparo da tropa, as forças armadas, a defesa, o exército,
04:01está conseguindo fazer.
04:03Mas um exemplo que eu dei agora sobre um míssel tático de cruzeiro eu não consegui
04:07por falta de previsibilidade orçamentária, que a nossa PEC 55 tenta dar uma solução.
04:14Esse aspecto é interessante, Mota, porque o pedreiro fala, nós temos que imaginar que nós temos que ter
04:23preparo para dinheiro para o hoje e dinheiro para preparar o amanhã.
04:29O dinheiro para o hoje é o dinheiro para manter as 800 e poucas organizações militares que nós temos
04:37em todo o Brasil, em 372 cidades espalhadas por todo o Brasil.
04:41Então, essa infraestrutura tem que ser mantida.
04:45Então, eu gasto dinheiro com isso.
04:47Eu preciso de dinheiro para comprar a munição que eu preciso ter na prateleira, caso eu necessite,
04:53eu preciso ter munição, eu preciso ter condições de fazer face ao inimigo.
04:57Então, eu tenho que ter dinheiro para manter essa munição e eu tenho que ter dinheiro para preparar a tropa.
05:03O soldado do serviço militar obrigatório, ele tem que chegar todo ano, ele tem que receber o fardamento,
05:07ele tem que dormir num alojamento em condições dignas, ele tem que ter dinheiro para manter o preparo,
05:15preparar esse garoto.
05:16Ao mesmo tempo, eu tenho que pensar no exército do futuro.
05:20Eu estou vendo a guerra da Ucrânia, eu estou vendo drones, eu estou vendo inteligência artificial,
05:25eu estou vendo robótica, eu estou vendo computação quântica.
05:28Tudo isso está aí, e a gente tem que se preparar para ter um exército a essa altura, lá em 2040,
05:36que é o Força 40 que o Pedreiro já manifestou.
05:40Então, que capacidades eu vou precisar ter em 2040?
05:45Eu vou precisar ter um exército que consiga combater numa época de inteligência artificial.
05:49Então, desde já, eu tenho que fomentar pesquisa, eu tenho que melhorar a educação dos militares
05:57em termos de inteligência artificial, eu tenho que comprar equipamentos para ter lá na frente.
06:04Então, eu tenho que pensar no futuro.
06:05Então, ao mesmo tempo em que eu mantenho o exército de hoje,
06:09eu tenho que preparar o exército amanhã, tentando vislumbrar quais são as tendências.
06:15Esse é o nosso esforço, e é esse esforço que a sociedade brasileira tem que entender que tem que ser feito.
06:23Monta, se me permite complementar, o coronel Paulo Filho falou em preparar o exército para amanhã.
06:30Eu digo mais, preparar o Estado brasileiro, ou seja, preparar a nossa base industrial de defesa.
06:35O que é a base industrial de defesa?
06:36São as empresas estratégicas que trabalham com material de defesa e segurança.
06:40Então, o setor de defesa e segurança movimentou 4,8% do PIB ano passado.
06:47São 2,9 milhões de empregos.
06:51Quando a gente fala de orçamento para a defesa, eu não estou falando de mais orçamento apenas para o exército.
06:56Eu estou falando de orçamento justamente em pesquisa e desenvolvimento, como o coronel Paulo Filho falou,
07:01mas para o país.
07:02O setor de defesa é um setor onde os empregos são bem qualificados, que pagam bons salários, tem um impacto social enorme.
07:13Tem um estudo da Associação Brasileira de Materiais de Defesa e Segurança, um estudo de 2015, feito pela FIP,
07:21em que diz que 10 bilhões de reais investidos no setor volta apenas de tributos 5,5 bilhões.
07:28É uma média muito mais alta do que em relação a outros setores.
07:3210 milhões investidos anualmente, são 170 empregos diretos, 350 indiretos.
07:38Então, o investimento, a presibilidade orçamentar na defesa vai movimentar a economia do país também.
07:46Falando de equipamento, a gente está acompanhando os avanços da inteligência artificial, da robótica,
07:56são absurdos.
07:58A gente vê empresas como, por exemplo, aquela empresa de robô dos Estados Unidos, não sei o que, Dynamics.
08:06Qual está a Dynamics?
08:08E com robôs que já fazem tudo o que um homem pode fazer.
08:14Então, há quem diga que as guerras do futuro vão ser travadas por robôs com inteligência artificial.
08:19Um navio encosta na costa de um país, desembarca um monte de robôs e daqui a pouco a luz acaba, os gasodutos explodem.
08:31Como é que a gente está nesse terreno?
08:35E também, que tipo de equipamento, que tipo de armamento é absolutamente insubstituível?
08:43O país não pode ficar sem ele, numa guerra.
08:46Isso é, o Coronel Paulo Filho vai brigar comigo quando a gente, na guerra da Ucrânia, já surgiu também aqueles que adoram determinar o fim da cavalaria, dos tanques,
09:01por causa dos drones, que não é coisa do futuro, é coisa do presente.
09:06A guerra na Ucrânia já mostrou a importância dos drones.
09:09Então, quais equipamentos são necessários para uma futura guerra?
09:13Não sabemos.
09:16Exatamente por isso devemos estar preparados para o que der e vier, digamos assim.
09:21Então, nós temos já investimentos, experimentações doutrinárias, experimentações de preparo e emprego com drones no Exército Brasileiro.
09:31Por meio da nossa aviação do Exército, lá em Taubaté, temos drones categoria 1 e 2, já está chegando de categoria 3, que é mais robusto.
09:40Já temos drones de ataque, já estamos trabalhando com essa guerra do futuro, que não é do futuro, é do presente.
09:48Nós temos o Comando de Defesa Cibernética, vou repetir, atacando o ambiente cibernético.
09:53Nós temos a licitação do Atmos, que é o obuzeiro, que a guerra da Ucrânia, apesar de utilizar os drones, utiliza muito mais o quê?
10:04Essa raivada de artilharia, em que a Europa pensava que não haveria mais guerra de trincheira, e estamos vendo.
10:13Então, não sabemos qual é o equipamento que vamos precisar.
10:16Nós temos que estar preparados para o cenário que, porventura, aconteça.
10:21Só para esclarecer essa questão dos tanques e dos drones, é uma curiosidade que eu tenho.
10:25Eu vi algumas pessoas dizendo...
10:27Vai explicar bem.
10:28É, que eu vi algumas pessoas dizendo que era o fim do tanque.
10:32Porque você tem um tanque que custa 2, 3 milhões de dólares, aí vem um drone de 400 dólares, joga uma granada e destrói o tanque.
10:40O fim do tanque já foi decretado várias vezes ao longo da história, viu, Mota?
10:45Quando apareceu o helicóptero, quando o helicóptero passou a ser um helicóptero de ataque, se decretou o fim do tanque também,
10:53porque o helicóptero alvejava com muita facilidade o carro de combate, né?
10:58Mas há uma guerra eterna entre a lança e o escudo, desde a antiguidade, né?
11:05O sujeito antes, ele tinha uma lança pequena, e aí ele inventa um escudo de madeira,
11:09aí o cara cria uma lança de ferro, aí ele cria um escudo de ferro.
11:14Então essa disputa entre a lança e o escudo persiste até os dias atuais.
11:20Hoje os carros de combate mais modernos, eles já têm sistemas automatizados que detectam a aproximação do drone
11:27e um pequeno foguete já dispara automaticamente, independente da ação do tripulante, e acaba com aquele drone.
11:36Se vai haver carro de combate ainda, ainda existirá no futuro, é impossível dizer, né?
11:42Mas eu arriscaria, eu, Paulo Fira, arriscaria dizer que ele ainda dura bastante tempo,
11:47nós vamos ter necessidade de carro de combate aí, pelo menos mais um século.
11:51Os militares são... Há um dito antigo, Mota, que fala o seguinte,
11:55que os generais cometem o erro de se preparar para a guerra passada,
11:59em vez de se preparar para a próxima guerra.
12:01Por quê? Porque ele viu o que aconteceu na guerra passada e se prepara para aquilo.
12:05Só que a guerra moderna sempre tem novas... A próxima guerra sempre tem inovações.
12:11E na guerra da Ucrânia, qual é a grande inovação? Sem dúvida, são os drones.
12:15Os drones são um equipamento que, no futuro, os historiadores militares vão olhar para trás e vão dizer assim,
12:21o que apareceu de novidade na guerra da Ucrânia foram o emprego larguíssimo de drones, né?
12:27A Ucrânia deve a sua defesa, deve a sua resistência de três anos e meio, quase,
12:33a essa utilização muito ampla de drones na linha de trincheira.
12:38Agora nós vimos essa operação em profundidade, essa operação, né,
12:41que os drones foram infiltrados em caminhões, os tetos dos caminhões abriram automaticamente,
12:47os drones foram até as aeronaves e destruíram aeronaves muito...
12:52Lá, milhares de quilômetros no interior do território russo.
12:54Então os drones são o que nós estamos vendo com mais...
12:59Você pergunta quais equipamentos, né?
13:01Com mais clareza são isso.
13:03Agora, isso volta à previsibilidade orçamentária.
13:06Eu preciso ter dinheiro para pesquisa, né?
13:09Eu preciso ter dinheiro para comprar os drones e aí, comprando os drones,
13:14eu vou poder fomentar uma indústria no Brasil que fabrica os drones.
13:18Porque se eu depender da indústria de outro país,
13:21pode ser que lá na frente eles não entreguem, né, Mota, quando eu precisar.
13:24A Ucrânia viu isso acontecer, os Estados Unidos forneciam tudo para a Ucrânia
13:28enquanto estava o presidente Biden, mudou o presidente, cortou o fluxo.
13:33Então o Estado brasileiro não pode depender exclusivamente de fornecedores internacionais.
13:38Nós temos que ter condições de fomentar uma indústria de defesa.
13:41Agora, para fomentar uma indústria de defesa, nós precisamos comprar dessa indústria.
13:45Quem vai comprar um drone de ataque no Brasil que não as Forças Armadas?
13:49Somente as Forças Armadas.
13:50Então, para isso tem que ter previsibilidade orçamentária.
13:54E aí vem essa questão interessante de se preparar para a próxima guerra, né,
13:57que eu me lembro, na Segunda Guerra, as pessoas estavam com a cabeça do uso de encoraçados da Primeira Guerra
14:04e, na verdade, mudou a dinâmica completamente.
14:06Agora, pensar em drones talvez seja pensar na guerra do passado.
14:11Exatamente.
14:11E ninguém sabe o que vem na outra.
14:13Agora, deixa eu fazer uma pergunta muito difícil para vocês.
14:16Eu sou o político que vai decidir para onde vai o dinheiro.
14:19Não tem dinheiro para fazer tudo.
14:22O que é absolutamente prioritário?
14:25Tem pouco dinheiro.
14:27Para onde é que esse dinheiro tem que ir de qualquer jeito e não tem escolha se o Brasil quiser se preparar para a defesa?
14:34O que é mais prioritário?
14:36O Exército, ele tem uma premissa de que o pouco orçamento que temos, ele é focado na formação do militar.
14:45Então, porque o equipamento, surgindo recurso, eu posso tentar comprar na prateleira.
14:51Já sabemos, já explicamos aqui como é difícil.
14:53Então, a priorização máxima é na formação do militar.
14:58Então, no seu treinamento, nas suas academias.
15:00Só que, só isso, não basta.
15:03Só isso, não se faz uma guerra.
15:06O Exército tem três bocas, né?
15:08A boca do soldado, a boca da viatura, o tanque de combustível e a boca do canhão, do fuzil, munição.
15:14Então, a priorização máxima da força é eu abastecer essas três bocas.
15:20E nós estamos com...
15:22Isso aí já foi noticiado.
15:24Nós estamos com problema até de combustível e de aviação.
15:27A situação orçamentária atual do Brasil, para a defesa, caso acontecesse um desastre lá no Rio Grande do Sul, como aconteceu ano passado,
15:38o Exército apoiaria em muito piores condições.
15:42Então, se faz necessário o debate junto aos representantes do povo, lá no Congresso da PEC 55,
15:50para que possamos ter o mínimo necessário para que as forças armadas façam o que elas têm que fazer,
15:56que é proteger o país.
15:57Além disso que o Pedreiro já falou com muita propriedade, as três bocas, né?
16:02A boca do homem, a boca do canhão e a boca da viatura,
16:06o Exército já prioriza os seus programas estratégicos.
16:09Então, o Exército tem alguns programas estratégicos que definem as suas prioridades.
16:14Então, tem o programa SISFRON, que já foi falado, tem o programa Forças Blindadas,
16:18tem o programa Defesa Antiaérea e tem o programa...
16:21Tem o Astros?
16:23Astros 2020.
16:24Então, esses aí são os quatro que estão no PAC, inclusive, do governo federal.
16:29Então, dentro dessas...
16:31Essa já é a priorização feita pelo Exército Brasileiro.
16:35Então, se esses programas puderem receber a dotação orçamentária que merecem,
16:40já estamos priorizados.
16:43A artilharia antiaérea, Mota, você pergunta o que mais aparece.
16:49A antiaérea aparece muito em todas as guerras atuais, né?
16:52Tanto na Ucrânia, esse combate que houve entre a Paquistão e Índia.
16:58A gente vê no Oriente Médio, né, o Israel se defendendo com aquele domo de ferro dos mísseis
17:06lançados pelo Hezbollah, pelo Hamas, pelos Hutis, pelo Irã também.
17:12E agora a gente vê o presidente Trump anunciando um aumento do investimento de defesa de 13% para o ano que vem.
17:19O investimento de defesa dos Estados Unidos vai aumentar, vai ultrapassar a marca de um trilhão de dólares.
17:24Isso nunca aconteceu, vai ser a primeira vez na história.
17:26Porque um dos projetos que ele faz, ele está chamando de domo dourado, né?
17:31Que seria uma proteção antiaérea para todo o território americano e canadense.
17:35Seria para todos os Estados Unidos e Canadá.
17:36Que parece um repeteco do projeto Star Wars, né, do Ronald Reagan.
17:42Parece um repeteco e russos e chineses já chiaram, né?
17:47Já se pronunciaram contra isso, dizendo que isso vai ser a militarização do espaço.
17:53E é porque o programa prevê o uso de armamentos no espaço, coisa que nunca aconteceu até hoje.
18:00Mas eu desconfio que além disso é porque eles não têm dinheiro para acompanhar o investimento americano, né?
18:06Então é...
18:09Isso é só para mostrar, Mota, que assim, nós não queremos botar um... fazer um domo dourado no Brasil.
18:14Não é isso que se quer.
18:15Nós sabemos que as Forças Armadas têm que acompanhar a estatura política e estratégica da nação.
18:22Nós não queremos ter um exército de primeiro mundo numa economia que não é de primeiro mundo.
18:27Nós temos essa noção de realidade.
18:29Mas o Brasil é um país muito importante no sistema internacional.
18:33O Brasil tem riquezas que devem ser defendidas.
18:35O povo brasileiro merece ser defendido.
18:37E nós só estamos pedindo aqui nesse programa que a gente tenha os meios para fazer isso.
18:42E nós estamos pedindo aqui.
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