- há 6 meses
O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), demonstrou ao longo de todo o debate da TV Band, realizado nesta segunda-feira à noite, que vai jogar na retranca durante o segundo turno da disputa pela Prefeitura de São Paulo.
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NotíciasTranscrição
00:00Vamos falar sobre o debate de ontem, porque, gente, vamos lá, diante de tudo que aconteceu no primeiro turno, tivemos soco, cadeirada, só faltou chute nas partes íntimas em cima, gente.
00:17O debate de ontem até que foi relativamente civilizado, mas olha, não faltou ataques. Ricardo Nunes e Guilherme Boulos se enfrentaram pela primeira vez nesse primeiro turno, o Boulos teve uma postura mais proativa, porque ele está atrás das pesquisas, o Ricardo Nunes jogou ali um pouco na defensiva,
00:45mas eu quero que vocês vejam, nos acompanhem alguns highlights do debate de ontem. Matheus, coloca por gentileza aí o primeiro trecho do debate de ontem.
00:53Deixa eu trazer o nosso Ricardo Kerstmann, que sempre me ajuda nessas análises de cunho político. Meu caro Ricardo, seja muito bem-vindo.
00:59Eu queria começar, nós fizemos questão de começar com essa imagem, esse afago meio irônico do Nunes em relação ao Boulos, porque essa imagem, eu inclusive daqui a pouco vou escrever,
01:11vou fazer tipo o Rodolfo agora, daqui a pouco vou escrever um artigo pra poder pegar essa imagem, que eu acho que ela é muito metafórica, Ricardo, não sei se você concorda comigo,
01:19porque depois de cadeirada, soco no olho, você ter dois candidatos que se abraçam, né, me parece que assim, simbolicamente,
01:33a política em São Paulo parece que voltou ao normal, porque o debate de ontem, eu senti isso ontem no debate,
01:41ele voltou até, pode trazer pra cá, Matheus, porque o debate ontem em São Paulo, ele me pareceu um pouco nesse contexto, Ricardo,
01:49que o espectador voltou a ver aquela clássica política, a política tradicional, de dois candidatos que se atacam, né,
01:57mas que ali tentam manter ali um certo nível, né, em que os golpes são um pouco acima da cintura,
02:06acima da linha da cintura, melhor dizendo.
02:08Houve o ataque do Boulos em relação ao Nunes, dizendo que ele era incompetente, porque não pôde as árvores em São Paulo,
02:16o Nunes jogou a responsabilidade pro governo federal, questionou o Boulos, não, Boulos, mas você poderia ter
02:21trabalhado no Congresso pra aprovar uma legislação mais dura em relação às agências reguladoras e às fornecedoras de energia,
02:28aí houve ali um embate sobre a questão da máfia da Mérida em São Paulo, levantado pelo Boulos,
02:35e o Nunes aí deu um momento de Pablo Massal, dizendo, olha, que você até brincou, né, falou pro Boulos,
02:40não, Boulos, mas você aí não entende muito de trabalho.
02:43Aí eu te jogo, meu querido, parece que em São Paulo as coisas voltaram mais ou menos aos eixos,
02:49ou você acha que eu tô sendo otimista demais?
02:52Boa tarde, Wilson, e boa tarde também pros nossos queridos antagonistas.
02:56Não, eu não acho que você tá sendo otimista demais e nem tá enxergando o que não deveria.
03:01De fato, se não a melhor das políticas, né, mas a boa política pelo menos voltou à cena, sim.
03:09Esse abraço aí que você acabou de mostrar pra todo mundo, ele pode ser considerado emblemático.
03:13Eu gostaria, Wilson, que ele fosse sincero, que ele fosse legítimo, porque aí ficaria melhor ainda.
03:19A política não precisa necessariamente ter rivais, ter inimigos.
03:24A política precisa ter adversários, pessoas que, de forma antagônicas, colocam suas posições e as defendem.
03:30Mas sem agressão, sem xingamento, sem mentiras, sem violência, como a gente acabou assistindo,
03:35infelizmente nos debates anteriores, com a cadeirada, com o soco, com ofensas, com palavrões.
03:42Isso verdadeiramente não vale, isso não engrandece a democracia em nada,
03:46não traz absolutamente nada de proveitoso pro eleitor.
03:50Ontem, o que a gente assistiu, foi mais ou menos isso, né?
03:53Uma certa cordialidade na troca de ataques.
03:57Ah, isso é possível?
03:58Sim, é possível.
03:58Você pode retirar os esqueletos dos armários que cada um dos candidatos guardam,
04:04pode apresentar as fraquezas de cada um, as incongruências, né?
04:09As mentiras que cada um acaba contando, mas isso pode ser feito de uma forma até irônica,
04:15como foi no caso do abraço.
04:18O Boulos chegou perto, isso aí foi uma coisa contestada, porque ele quebrou as regras, né?
04:22Ele chegou perto demais do outro candidato, mas que teve presença de espírito, né?
04:26O Nunes teve essa presença de espírito.
04:28As propostas, Wilson, aí eu vou ficar ainda, né, no primeiro turno, eu vou continuar decepcionado.
04:36A gente não encontra efetivamente propostas razoáveis, propostas que a gente sabe que vão ser implementadas,
04:42a gente não encontra novidades, Wilson, né?
04:44É sempre mais do mesmo.
04:46Vou construir, vou fazer escola, educação, saúde, segurança, mas a gente sabe que é tudo discurso vazio.
04:52Eu queria muito ver algum desses candidatos apresentando coisas inovadoras e coisas que pudessem ser levadas adiante, né?
05:00Principalmente no campo de tecnologia, principalmente também no campo de novos investimentos,
05:05como atrair mais investimentos para São Paulo de forma sustentada.
05:09Eles trocaram as acusações sobre apagão, cada um defendendo o seu lado e cada um acusando até indevidamente o outro,
05:16mas nenhum deles versou efetivamente sobre as questões climáticas.
05:19E nenhum apresentou, Wilson, um plano efetivo, e é isso que eu espero há décadas,
05:25eu que convivo de perto com São Paulo, já morei aí e vou a São Paulo com muita frequência,
05:30eu espero há décadas um plano viável para enterrar de uma vez esses fios,
05:35que além de emporcalhar a cidade, trazer uma poluição visual horrorosa,
05:39causa a cada ciclo de chuvas esse tipo de apagão, não tem jeito.
05:43Pode ser a Enel, pode ser a antiga Eletropaula, a AES, não vai ter jeito, pode vir quem quiser.
05:48Choveu, ventou, as árvores vão cair sobre os fios, e é assim que acontece, infelizmente.
05:54É, e aquele detalhe, né, Ricardo, esse tipo de obra é uma obra que não se vê, esse é que é o ponto.
06:00E político, é chato a gente dizer isso, é clichê demais, mas o fato é que a obra que não aparece,
06:06político não se interessa, porque você precisa colocar a fiação por debaixo das vias,
06:13então você tem esse problema.
06:15É tipo aquela clássica discussão sobre drenagem profunda nas grandes cidades.
06:22É uma obra que ninguém quer, que nenhum político quer executar, porque ninguém vê.
06:26Só que é aquela obra essencial que quando aparece a chuva, aí você pensa,
06:28olha, nossa, tivemos aqui a drenagem profunda, aqui sim, de fato, houve a mão do prefeito.
06:34Infelizmente, né, Ricardo?
06:36Ô, Wilson, essa história de obra, né, que não se enxerga, essa está perfeita,
06:40é o tal do saneamento básico, né?
06:41Cano, esgoto, ninguém percebe.
06:44Não é à toa que a gente tem mais da metade das famílias do Brasil
06:47vivendo ainda em condições precárias, sem saneamento básico,
06:50sem água e esgoto tratado dentro de casa.
06:53Até porque, Wilson, tem uma outra questão envolvida nisso aí.
06:57Todos esses projetos e essa de fiação aérea, enterrar essa fiação,
07:03seriam projetos de muito longo prazo.
07:05Você não consegue fazer isso em um ano, você não consegue fazer isso em nenhum mandato.
07:09São Paulo tem quilômetros, centenas, milhares de quilômetros de vias
07:13que precisariam ser primeiro, né, cavucadas aqui em Minas, a gente fala isso, né,
07:20elas vão ter que ser abertas, cavucadas, para depois enterrar esses fios,
07:24para depois cobrir, cobrir adequadamente.
07:27Só o trabalho, o custo de transposição desses fios aéreos para subterrâneo
07:31é um negócio muito, muito caro.
07:33O valor envolvido é muito alto.
07:35Uma hora isso tem que começar, assim como saneamento básico
07:39em regiões que não são atendidas de forma alguma.
07:42Você tem palafitas, né, você não tem o mínimo de água e esgoto
07:46tratado nessas regiões.
07:47Uma hora isso tem que começar.
07:49Do contrário, a gente vai conviver com um país miserável,
07:52com regiões miseráveis, com doenças, com subdesenvolvimento,
07:56com prejuízos monumentais.
07:58Olha o prejuízo que esse apagão, que já dura quatro dias,
08:01tem causado em São Paulo.
08:02Coisa de mais de um bilhão.
08:03Você imagina você fazer essa conta ao longo dos últimos anos
08:07e os anos vindouros?
08:09Não é possível que isso não seja levado em conta
08:11na hora de você fazer um investimento
08:13para poder enterrar de uma vez esses malditos fios.
08:16Isso é inaceitável, Wilson.
08:18Regiões, eu estava transitando ontem, né,
08:20perto do escritório, perto da redação do Antagonista.
08:24A gente tem um dos bairros mais caros da cidade,
08:27o bairro dos Jardins.
08:28Esses bairros estão às escuras até hoje, até ontem estavam,
08:32mas você vê o emaranhado de fios.
08:35Você tem comércios caríssimos, lojas de grife.
08:38Você tem restaurantes caríssimos.
08:40Talvez uma associação comercial,
08:42você tenha feito comércio, que é uma entidade muito forte em São Paulo.
08:45De alguma forma, poderia caminhar também nesse sentido.
08:48Dos entes privados tentarem resolver,
08:51na ausência da atuação pública,
08:53tentar resolver a situação.
08:54É, não, é inacreditável.
08:57Matheus, coloca, por gentileza,
08:59outro trecho do debate
09:00que entrou aquela discussão policial
09:03que a gente já estava acostumado em outros debates.
09:05Matheus, coloca aí, por gentileza.
09:06A minha vida é de correção.
09:09Correção.
09:10Por isso que na minha vida toda
09:11eu combati corrupção.
09:13Tenho hábito...
09:14Então, meu caro,
09:18lembra que eu acho que foi na segunda-feira
09:22ou foi na semana passada, não lembro agora.
09:24Minha memória já começa a dar uns apagões
09:27sem utilizar uma...
09:30sem necessariamente fazer um duplo...
09:34um trocadil infame.
09:36Mas, Ricardo,
09:38isso aqui ficou muito claro.
09:39Essa cena me deixou muito clara.
09:42a estratégia do Boulos no segundo turno.
09:46E nós já falávamos aqui no programa
09:48que o Boulos vai ter um grande problema no segundo turno.
09:54Porque ele gastou todo o seu arsenal,
09:57toda a sua munição,
09:59no primeiro turno.
10:01Essas denúncias que ele aponta,
10:03esses indícios,
10:05esses ataques que ele fez no debate de ontem,
10:07foram os mesmos ataques que ele utilizou
10:11durante o primeiro turno.
10:13Então, você tem aí
10:14o Boulos atrás das pesquisas.
10:16O Boulos precisando,
10:18desesperadamente,
10:20criar um fato novo
10:20para encurralar o Nunes.
10:22E até aqui,
10:23até ele conseguiu dar aquela...
10:24fazer aquela pressão em relação ao prefeito.
10:27Mas me parece, Ricardo,
10:28que o Boulos,
10:30ele vai ficar refém da falta de um fato novo.
10:32ontem,
10:34um terço do debate,
10:36ele bateu na tecla
10:37de que a questão da falta de energia de São Paulo
10:39era culpa exclusiva da prefeitura de São Paulo.
10:43E o Nunes, né,
10:45saiu ali pela tangente,
10:46mostrou que não é necessariamente bem isso.
10:49Então, Ricardo,
10:50eu quero levantar a bola para ti,
10:51porque me parece que o Boulos,
10:52ele está numa situação muito difícil nessa campanha.
10:54Ele precisa achar um fato novo,
10:56parece que não acha,
10:58vai de um jeito,
10:58vai para o outro,
10:59e aí eu acho que vai ficar nesse ping-pong.
11:03E como você mesmo já me alertava aqui
11:06no início do segundo turno,
11:08numa situação como a do Nunes,
11:12se ele jogar parado na retranca,
11:14ele só não precisa levar uma goleada.
11:17Se ele não levar uma goleada,
11:18ele vence o jogo.
11:19Então, me parece, Ricardo,
11:22que essa cena que a gente acabou de exibir,
11:26ela é meio metafórica,
11:27ela mostra muito
11:28como é que vai ser a tônica do segundo turno, não?
11:32Wilson, os políticos,
11:34eles sempre procuram,
11:35em época de campanha,
11:36principalmente na reta final de campanha,
11:38eles sempre procuram a tal bala de prata, né,
11:41aquilo lá que vai catapultar a vitória.
11:44O Boulos, muito mais do que refém,
11:46como você acabou de falar,
11:47de acusações requentadas,
11:49muito sem até profundidade, né,
11:52ele é vítima da rejeição,
11:54da elevada rejeição que ele tem.
11:56Essa eleição em São Paulo,
11:58ela me parece muito solidificada já,
12:02muito calcificada, né,
12:03esse é um termo que anda na moda,
12:05porque a rejeição que o Boulos carrega com si,
12:09a rejeição que o eleitorado conservador de São Paulo tem
12:12contra o campo progressista,
12:14e o Boulos faz parte da extrema, né,
12:17desse campo progressista,
12:18isso é muito solidificado,
12:20isso é muito, eu diria, imutável.
12:22Tem que haver algum fato muito relevante
12:24para fazer um eleitor que jamais votou na esquerda,
12:28ou jamais votaria no Boulos,
12:30pensar em mudar o voto por causa
12:32de alguma acusação que ele possa trazer
12:34contra o Ricardo Nunes.
12:36E essas acusações,
12:37mais uma vez,
12:38você disse isso,
12:39eu repito,
12:39são acusações antigas,
12:41que não tem,
12:41tem nem grande relevância assim.
12:44Até porque esqueleto,
12:45eu falei agora há pouco,
12:46todos eles têm guardado nesses armários.
12:49Eu acho que o Ricardo Nunes,
12:50aqui em Belo Horizonte,
12:52por exemplo,
12:52a gente tem vivido uma situação
12:54um pouco semelhante,
12:56o prefeito Flávio,
12:57por exemplo,
12:57ele nem vai aos debates,
12:59justamente para não dar margem
13:01para essa bala de prata,
13:02para não ter nenhum escorregão grande
13:04que o impeça de atingir a vitória.
13:06O Ricardo Nunes,
13:08se jogar parado,
13:09ele vai levar essa.
13:10Então eu acho que basta ele
13:11fazer esse papel,
13:12não entrar na pilha,
13:14ser um cara polido nos debates
13:17e responder dentro do possível
13:19às provocações e aos ataques do Boulos.
13:22Tudo continuando assim,
13:24na época da escola a gente falava
13:25noves fora nada,
13:27deve dar Nunes.
13:29É, exatamente,
13:30o tal do noves fora nada,
13:31se não acontecer nada,
13:34dá Nunes.
13:35É algo que eu refletia
13:36na vinda para a redação.
13:39Nesse momento,
13:39eu não sei se você concorda
13:40comigo, Ricardo,
13:41e pode discordar,
13:42por favor,
13:42porque, enfim,
13:43afinal de contas,
13:44vivemos numa democracia,
13:45aqui a gente ainda vive
13:46numa democracia,
13:47não é, meu caro?
13:48Me parece que,
13:50nesse segundo turno,
13:51só um fato novo,
13:52mas um fato novo
13:53de grandes proporções
13:55para tirar essa eleição
13:58do Nunes.
13:58E quando eu falo
13:59grandes proporções,
14:01eu estou falando
14:02de operação
14:03de polícia federal,
14:04um vídeo,
14:06sei lá,
14:07eu estou colocando
14:08no campo das hipóteses,
14:10um vídeo íntimo
14:11do Ricardo Nunes,
14:13e olha que nem isso,
14:14porque em São Paulo
14:14já aconteceu algo parecido
14:16pelo governo do estado.
14:19Então, assim,
14:19só me parece que
14:20para o Nunes
14:21perder,
14:23tem que ser
14:24um fato realmente
14:26extraordinário,
14:28porque hoje é dia 15,
14:29o segundo turno
14:31vai acontecer daqui
14:32a 11 dias.
14:33Então, tem que ser,
14:34e a diferença
14:35entre os dois
14:36é uma diferença
14:37ali de 20,
14:3822 pontos,
14:3923 pontos,
14:39dependendo aí
14:40do Instituto de Pesquisa.
14:41Amanhã, inclusive,
14:41vai sair Quest,
14:43que já vai dar aí
14:45um termômetro
14:45sobre, inclusive,
14:47sobre o debate,
14:47sobre as consequências
14:48da chuva.
14:49Então, me parece que
14:50o Boulos,
14:51ele tem uma situação
14:52muito delicada,
14:53porque o tempo
14:54joga contra ele,
14:54e de fato,
14:55me parece,
14:57pelo menos na minha visão,
14:59é que ele vai depender
14:59de um fato realmente
15:00extraordinário
15:01para conseguir reverter
15:03esse cenário,
15:04porque desde
15:04as primeiras pesquisas,
15:07eu estou falando
15:07desde agosto,
15:09os primeiros levantamentos
15:10apontavam isso,
15:11que dois terços
15:13dos paulistanos
15:14não estavam dispostos
15:15a votar
15:16no candidato de esquerda,
15:18e o primeiro turno
15:19meio que mostrou isso,
15:20um terço para o Nunes,
15:21que é de centro,
15:22um terço para o Marçal,
15:24que é de direito,
15:25e um terço para o Boulos,
15:26que é de esquerda.
15:27Olha,
15:28essas pesquisas
15:29que você se referiu,
15:30Wilson,
15:30acho que elas vão ser
15:31praticamente definitivas,
15:33ou definidoras,
15:34salvo a tal bala de prata,
15:36salvo aconteça
15:37alguma coisa
15:37muito fora da curva,
15:39porque elas já vão captar
15:40essa questão toda
15:41do apagão.
15:42Eu, Ricardo,
15:43em tua,
15:44eu falo a minha percepção
15:45até como consumidor
15:47barra eleitor.
15:48Eu acho que
15:49esse movimento
15:50de colocar culpa,
15:52esse movimento
15:52feito pelo Boulos,
15:53de colocar a culpa
15:54do problema
15:55no Ricardo Nunes,
15:56isso talvez seja
15:57ainda pior para ele,
15:59porque,
15:59obviamente,
16:00o prefeito de turno,
16:02ele é o responsável
16:03por boa parte
16:03dos problemas da cidade.
16:05O prefeito de turno
16:06é responsável
16:07pela falta de poda,
16:09ou a poda insuficiente
16:11das árvores
16:11que caem
16:12sobre os fios.
16:13Mas esse problema
16:14é histórico,
16:14isso é recorrente.
16:15Eu acabei de publicar
16:16uma coluna
16:17no portal
16:18No Antagonista
16:18justamente sobre isso,
16:21falando que
16:21de Lula
16:23a Nunes,
16:23filho feio
16:24não tem pai.
16:25E aí,
16:26nessa coluna,
16:26eu vou destrinchando
16:27e apontando
16:28todos os envolvidos,
16:30pessoas físicas
16:30e jurídicas,
16:31porque a gente tem
16:32a Enel,
16:33a gente tem
16:33a Aneel,
16:34a gente tem
16:35o prefeito
16:36Ricardo Nunes,
16:38a gente tem
16:38o presidente Lula,
16:39a gente tem
16:40o ministro Silveira,
16:41a gente tem agentes
16:42tentando capitalizar
16:45de forma oportunista
16:46em cima desse fato
16:47todo.
16:48Quando uma população
16:49que já está
16:50tão sofrida
16:51por outros problemas,
16:53quando ela se vê
16:53tão prejudicada
16:54assim por uma coisa
16:56que chega a ser banal,
16:57que é essa falta
16:58de energia,
16:59isso virou jargão
17:01nos últimos dias,
17:02que na Flórida
17:02um furacão
17:03causou menos estrago
17:04nessa questão
17:06de energia,
17:06tem menos gente
17:07sem luz lá
17:08do que em São Paulo,
17:09quando isso ocorre,
17:10a população
17:11ela fica
17:11tão revoltada,
17:13repito,
17:13eu volto a falar
17:14como população,
17:15como consumidor
17:15e eleitor,
17:16a gente fica
17:17tão irritado
17:18que quando vem
17:18um político
17:19que é responsável,
17:20porque todos eles
17:21são responsáveis
17:22históricos por isso,
17:24e vem e aponta
17:24o dedo para o outro
17:25de forma oportunista,
17:26isso me soa
17:27uma coisa até
17:28contraproducente,
17:31isso me faz
17:31ter raiva.
17:32Eu particularmente
17:33não acho
17:34que essa questão
17:35climática,
17:36essa questão
17:36da falta de energia
17:37tenha trazido
17:38grandes prejuízos
17:39para o Ricardo Nunes,
17:41mas quem vai dizer
17:41são as pesquisas.
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