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  • há 7 meses
O Antagonista recebe candidatos e candidatas à Prefeitura de São Paulo para a Sabatina OA!, transmitida ao vivo, às 19h30, no canal de YouTube do portal, sob mediação dos jornalistas Felipe Moura Brasil e Carlos Graieb.

Calendário da Sabatina OA!:

Tabata Amaral (PSB): 10 de setembro (terça);
Ricardo Nunes (MDB): 11 de setembro (quarta);
Pablo Marçal (PRTB): 13 de setembro (sexta);
Marina Helena (Novo): 18 de setembro (quarta).

O candidato José Luiz Datena (PSDB) tinha sabatina confirmada para 4 de setembro, mas, na véspera, passou por exames médicos e sua equipe de campanha cancelou a participação, não tendo ainda confirmado uma nova data.

O candidato Guilherme Boulos (PSOL) foi igualmente convidado, mas, até o momento, não confirmou sua participação.

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00:02:49O Antagonista
00:02:51O Antagonista
00:02:53A CIDADE NO BRASIL
00:03:23O Antagonista
00:03:53O Antagonista nas eleições 2024
00:03:59Salve, salve. Eu sou Felipe Moura Brasil. Sejam todos bem-vindos a mais uma Sabatina O.A.
00:04:09Sabatina do Portal O Antagonista com os candidatos e candidatas à Prefeitura de São Paulo.
00:04:15Hoje a gente recebe no estúdio de O Antagonista em São Paulo a candidata Marina Helena do Partido Novo.
00:04:20Nós já recebemos os candidatos Tabata Amaral do PSB, Ricardo Nunes, o atual prefeito do MDB, Pablo Marçal do PRTB.
00:04:29E a gente sempre lembra que José Luiz da Atena tinha uma Sabatina marcada, na véspera passou por exames,
00:04:34a campanha cancelou momentaneamente, mas ainda não remarcou a sua participação aqui.
00:04:40E no dia seguinte, a primeira Sabatina que foi com a Tabata, a campanha do Guilherme Boulos, do PSOL,
00:04:45decidiu não participar e comunicou ao antagonista. Então, boa noite, seja bem-vinda, candidata Marina Helena.
00:04:52É um prazer estar aqui com vocês e com todos que nos acompanham.
00:04:56A senhora, e nós chamamos todos de senhor ou senhora, independentemente da idade,
00:05:00pode ficar tranquila que aqui ninguém vai pegar a sua cadeira para agredir ninguém.
00:05:03Fico muito contente.
00:05:06Vimos todos a sua expressão de espanto.
00:05:09Olha, se bem que a coisa é tão maluca, né, eu não acredito em pesquisa, gente, porque elas erram demais.
00:05:15Mas o cara começou a subir depois que pegou uma cadeira para acertar alguém,
00:05:19aí, de fato, eu não estou entendendo mais nada nessa vida.
00:05:22A candidata se refere, evidentemente, a José Luiz da Atena, do PSDB,
00:05:26que pegou a cadeira dela no debate da TV Cultura.
00:05:32Foi da TV Cultura.
00:05:34A última estava chumbada, por isso que ninguém lançou nada.
00:05:38E deu uma cadeirada no candidato do PRTB, Pablo Marçal.
00:05:42Aliás, candidata, queria começar justamente por aí.
00:05:45A senhora não pôde participar dos primeiros debates,
00:05:48chegou a fazer até uma manifestação com uma faixa na boca,
00:05:51publicou imagens nas redes sociais e conseguiu participar desses últimos debates.
00:05:56Como é que foi essa experiência para a senhora?
00:06:00Vocês viram os debates?
00:06:02É uma coisa...
00:06:03Exatamente, num momento de tantas hostilidades.
00:06:05Vamos lá, Felipe.
00:06:07É superimportante para eu participar dos debates.
00:06:09Eu, hoje, sou a candidata mais desconhecida pela população.
00:06:14Então, para mim, é fundamental participar das sabatinas, do debate.
00:06:19Eu acho que a gente tem que ir, político tem que estar disposto
00:06:22a responder perguntas duras da população, dos jornalistas, dos oponentes.
00:06:30Faz parte do jogo.
00:06:31Agora, realmente, é um circo, né, gente?
00:06:36Essa que é a realidade.
00:06:37Todo mundo que acompanhou viu isso.
00:06:40E, assim, o que me deixa mais impressionada,
00:06:45de novo, eu tenho muita dificuldade em acreditar nas pesquisas
00:06:49pelo erro que tem sido sempre cometido, né?
00:06:52Eu gosto de falar, aqui mesmo em São Paulo,
00:06:54A gente estava olhando no Senado, em 2018, o Major Olímpio aparecia em quarto lugar
00:06:59e acabou sendo o senador eleito com mais votos.
00:07:02Então, tem essas questões também que a gente sabe que tem muito erro
00:07:06e que, muitas das vezes, infelizmente, parece mais propaganda política
00:07:10do que pesquisa de fato.
00:07:12Mas, dito isso, é inacreditável.
00:07:16Duas coisas me chamaram muita atenção.
00:07:17Então, uma é uma equivalência moral entre qualquer tipo de agressão verbal
00:07:23e uma agressão física, que foi algo que eu falei no último debate,
00:07:27que eu acho um verdadeiro absurdo.
00:07:29Não dá para a gente comparar agressão verbal e agressão física, primeiro ponto.
00:07:35E eu até, durante o último debate, eu falei para o candidato da Atena,
00:07:39porque eu fiz a pergunta para ele, que ele deveria renunciar,
00:07:45porque ele não tem condições de ocupar uma cadeira de prefeito,
00:07:50depois daquilo, de uma agressão assim.
00:07:53Mas o que mais me espanta é, primeiro, a equivalência moral das duas coisas,
00:07:59número dois, as pessoas dizendo como se ele fosse legítima defesa,
00:08:03aquilo ali foi uma legítima defesa.
00:08:05E, ainda, se for verdade o que está acontecendo nas pesquisas,
00:08:10o candidato da Atena começar a subir,
00:08:12depois de agredir o outro candidato com uma cadeira, gente.
00:08:16De fato, eu estou participando dos debates,
00:08:19mas eu estou vendo um teatro muito doido,
00:08:26um verdadeiro circo,
00:08:28e fico bastante preocupada se isso for realmente um reflexo dos nossos eleitores.
00:08:34Porque essa é a verdade, Felipe.
00:08:37O político é reflexo do voto dos eleitores.
00:08:42E o voto do eleitorado é isso mesmo que as pessoas querem?
00:08:47É esse tipo de violência?
00:08:49É esse tipo de postura?
00:08:52Então, bem complicado.
00:08:53Eu queria...
00:08:54Posso?
00:08:54Claro.
00:08:55Na verdade, Graeme, se me permite,
00:08:57é só para não desperdiçar esse tema do debate,
00:08:59porque tem uma polêmica do dia envolvendo a senhora
00:09:01em relação às acusações que a senhora fez contra a candidata Tabata Amaral, do PSB,
00:09:06sobre supostos voos que ela teria feito a Recife
00:09:09para encontrar o namorado, o prefeito João Campos, do PSB.
00:09:14E a senhora disse mais cedo, numa sabatina no UOL,
00:09:17que pediria desculpas à Tabata caso ela apresente todos os seus comprovantes de voos.
00:09:24Isso não é a inversão do ônus da prova para quem acusa?
00:09:27Por que a senhora deu essa cartada no debate?
00:09:30Não, primeiro ponto, eu não faria isso se não tivesse fontes confiáveis.
00:09:37Esse é o primeiro ponto.
00:09:38Segundo, é só ela apresentar.
00:09:40É algo muito fácil.
00:09:42Claramente, ela não fez isso com a cota parlamentar dela.
00:09:49Então, essas viagens todas, e ela esteve lá várias vezes,
00:09:53é só ela mostrar os comprovantes.
00:09:54Isso é muito fácil de ser verificado.
00:09:55A pergunta é muito pertinente.
00:09:57Eu defendo, sim, a transparência.
00:10:00E tudo que se faz na vida pública não tem mais questão privada.
00:10:04Você tem que mostrar a realidade.
00:10:08Então, ela está aí.
00:10:09Se ela mostrar os comprovantes realmente,
00:10:11eu faço um pedido de desculpas públicas.
00:10:13Mas eu duvido que ela vá apresentar.
00:10:16A senhora falou que ela não usou a cota parlamentar.
00:10:19Então, a suspeita seria de algum uso de dinheiro público para essas viagens?
00:10:24Essa é a minha pergunta para ela.
00:10:26Essa é a minha pergunta.
00:10:27Pergunta ou acusação?
00:10:29Foi uma pergunta no debate.
00:10:30Foi uma pergunta e aí ela vai se responder.
00:10:33Ela vai responder se quiser responder, se não quiser responder.
00:10:36Ela disse que iria entrar com uma ação na justiça.
00:10:39Então, se ela entrar, eu respondo na justiça.
00:10:42A minha questão também é, assim, o que eu vejo é, eu, depois dessa, do UOL, logo depois dessa batina, a UOL publica uma matéria falando de uma especialista que me acusou de violência de gênero contra a Tabata do Amaral.
00:10:59E aí a gente, eu dei só um Google no nome da especialista, a doutora Maíra, e ela é advogada do Guilherme Boulos.
00:11:07Já recebeu mais de 200 mil reais de pagamentos do Guilherme Boulos.
00:11:12Está tudo lá.
00:11:14Vou colocar todas essas informações no meu Instagram, mas é isso mesmo.
00:11:18E, além de tudo, ela é... é só entrar no Instagram dela.
00:11:23Ela está do lado do Lula, do lado do Freixo, do lado do Haddad.
00:11:27Então, assim, bastava dar um Google na pessoa que fez uma afirmação como essa, de que é uma violência de gênero contra a mulher política, etc.,
00:11:37para ver que a especialista é, claramente, alguém que está sendo paga por uma outra campanha.
00:11:43Então, é esse o tempo que a gente está vivendo.
00:11:45Carlos Graeb, eu gostaria de insistir num ponto que o Felipe já levantou, a inversão do ônus da prova.
00:11:54Por exemplo, se eu fizesse agora uma alegação qualquer contra a senhora, a senhora é uma estelionatária, eu tenho isso de boa fonte.
00:12:03Qual seria a sua resposta?
00:12:05Não, mas, Graeb, vamos lá.
00:12:07Uma coisa é algo que fosse impossível de ser provado.
00:12:10Isso aí é uma coisa muito simples.
00:12:12É só você pegar e mostrar.
00:12:16Isso é muito fácil.
00:12:17Eu fui para Brasília, passei um ano na ponte aérea.
00:12:20Todos os voos são muito fáceis.
00:12:22É só você entrar lá na Azul, na Gol, na TAM, você tem todas as comprovações.
00:12:27Então, isso é muito simples de ser feito.
00:12:30Não é um caso de algo que, enfim, que não seja passível de ser explicado de uma maneira muito fácil.
00:12:36E a pergunta que eu queria fazer no primeiro momento, eu queria insistir um pouquinho nessa diferenciação que a senhora fez entre a agressão física e a agressão verbal.
00:12:47Porque a gente tem uma discussão muito intensa sobre liberdade de expressão no Brasil e, às vezes, essa diferença se perde.
00:12:56E me parece que a senhora foi a única que insistiu bastante nesse ponto.
00:13:00É preciso traçar uma linha muito clara entre as duas coisas.
00:13:06Por que é preciso traçar essa linha?
00:13:09Principalmente porque a gente está vivendo hoje no Brasil, que é a questão que eu levanto.
00:13:14Foi um dos motivos, aliás, que me levou para a política, que foi o que eu defendi durante a minha campanha para a deputada.
00:13:20O que eu continuo defendendo hoje na minha campanha para a prefeita.
00:13:25O que eu defendi no dia 7, agora de setembro, que é a questão que a gente está vivendo, a censura no Brasil.
00:13:33E agora, esse é o ponto.
00:13:35Qualquer coisa que você vá falar pode ser visto como discurso de ódio.
00:13:40E pior ainda, com penalidades muitas vezes, piores até, do que de crimes, de fato.
00:13:46Então, eu vejo com muito assustada até o regime que a gente está vendo.
00:13:55E aí não é só a Marina que está falando, é a população brasileira.
00:13:58Tem pesquisa aí que mostra que seis em cada dez brasileiros têm medo de dizer o que pensam nas redes sociais.
00:14:05A gente sabe que tem uma maioria de brasileiros que dizem que não podem criticar uma autoridade com medo de retaliação.
00:14:11Então, eu vejo uma diferença muito grande entre uma agressão verbal e uma agressão física.
00:14:20E há, obviamente, tudo isso está previsto na lei.
00:14:22Você pode processar alguém em relação à calúnia, à difamação.
00:14:26Mas hoje no Brasil, o que a gente está vendo, e eu vou além, eu sinto, o grande problema, por exemplo, hoje é aqui em São Paulo.
00:14:34Que foi algo que é muito chocante, mas a gente sente isso na pele.
00:14:38É a questão da segurança.
00:14:38E aí, a gente está vendo no Brasil inteiro um problema grave em relação à segurança.
00:14:44Por quê?
00:14:45Porque a gente tem uma impunidade muito forte no nosso país.
00:14:48E aí, o que acontece?
00:14:49Se alguém vai, hoje, aqui na Paulista, e põe uma arma na minha cabeça e leva o meu celular,
00:14:55ele vai ser solto logo ali numa audiência de custódia.
00:14:57Ou seja, a verdade é que o crime físico, ou essa agressão, por exemplo, a agressão do candidato da Atena,
00:15:09num país sério, o Graieb, ele teria saído algemado dali.
00:15:13E a gente aqui não.
00:15:15Pelo contrário, é como se ele tivesse agido em legítima defesa.
00:15:19Então, eu não consigo equiparar essas coisas.
00:15:23Não dá para equiparar essas coisas.
00:15:25Hoje, no UOL, me falaram o seguinte, mas você tem que pensar que é como, por exemplo, um bullying na escola de crianças.
00:15:32E eu falei, não, mas espera aí, ali não tem ninguém que seja criança.
00:15:36Aí começa a vir, entendeu?
00:15:37Então, eu acho que a gente está numa situação muito perigosa hoje no nosso país,
00:15:46que é isso, que é qualquer tipo de...
00:15:53Enfim, do que é considerado um discurso de ódio, do que é considerado uma ofensa grave,
00:16:00está sendo punido de maneira mais grave do que um ataque físico.
00:16:08E outra coisa, não é que é uma coisa que não foi vista.
00:16:12Foi vista por todos os brasileiros, por todos os paulistanos, documentada.
00:16:18A cena está lá, gente.
00:16:19Está tudo.
00:16:20Não é que, ah, não tem prova.
00:16:22Não, está ali, está tudo documentado.
00:16:23Foi visto como é que foi.
00:16:25E, ainda assim, as pessoas olham para aquilo e dizem assim,
00:16:28olha, ele tem razão, ele fez o que deveria ser feito,
00:16:32aquilo ali foi legítima defesa.
00:16:33E, para mim, a gente está numa sociedade muito maluca.
00:16:36Candidata, antes de entrar aqui nos temas mais específicos de São Paulo,
00:16:39já que a senhora tocou no tema da censura,
00:16:41a senhora participou da manifestação no 7 de setembro, na Avenida Paulista,
00:16:44que tinha como bandeiras ali a anistia dos réus do 8 de janeiro de 2023
00:16:49e também o impeachment do ministro do STF, Alexandre de Moraes.
00:16:53A senhora, inclusive, no debate na TV, confrontou o candidato Pablo Marçal do PRTB
00:16:57em relação à posição dele.
00:16:59Faço duas perguntas.
00:17:00Primeiro, se a senhora se convenceu de que ele defende o impeachment,
00:17:04porque ele disse que compartilhou um vídeo sobre a coleta de assinaturas de parlamentares.
00:17:10E outro que não está muito claro ainda para a gente,
00:17:13sua posição sobre a questão da anistia.
00:17:15A senhora defende a anistia geral e restrita de todos os envolvidos,
00:17:19ou a senhora tem apenas contestações a respeito da quantidade de anos
00:17:23determinados ali nas penas impostas pelo STF?
00:17:26Ótimo.
00:17:28Sobre a questão do impeachment do Alexandre de Moraes, eu defendo, sempre defendi,
00:17:33inclusive até participei de debates com a camiseta do impeachment.
00:17:37Durante o 7 de setembro, eu fui convidada, inclusive, de outro grupo que estava na manifestação,
00:17:44até fiz um discurso como cidadã, não como, não tem nada a ver com a prefeitura,
00:17:49e também fui como convidada no outro caminhão, organizado pelo Malafaia, que estava o presidente Bolsonaro.
00:17:57Fui nos dois porque eu acredito que todo mundo, e eu falei além disso, eu fiz um convite nas minhas redes sociais,
00:18:03e falei que todos os candidatos deveriam ir, todos, independente do seu partido político,
00:18:10ou qualquer um brasileiro que sinta que hoje a gente está nesse regime de censura.
00:18:15Então, esse foi o meu primeiro ponto.
00:18:17Só que eu vi que o candidato Pablo, ele chegou no final,
00:18:21e tratou nas próprias redes dele aquilo ali como se fosse uma comemoração,
00:18:27e não era uma comemoração, aquilo ali era, de fato, uma ação pedindo uma coisa clara,
00:18:34que era o impeachment do Alexandre de Moraes.
00:18:35Então, essa foi a minha pergunta, não senti na resposta, eu não sei,
00:18:39aí eu deixo para os eleitores e para quem assistiu ver se foi satisfatória ou não a resposta.
00:18:45Eu deixei de maneira bem clara a pergunta, defende sim ou não, enfim.
00:18:49Então, sobre a questão da anistia, eu vejo que as penas são completamente desproporcionais.
00:18:59Eu não acho que uma mulher que com batom escreveu numa estátua, uma crítica ao nosso STF,
00:19:07deveria estar como ela está, longe dos seus filhos.
00:19:11Sendo que hoje, mesmo quem cometeu crime hediondo no Brasil e tem filhos pequenos,
00:19:18pode ir para um semiaberto.
00:19:20Então, de novo, a equiparação das coisas é muito preocupante, Felipe.
00:19:26E um outro ponto relevante é a mudança que a gente tem numa visão,
00:19:32sendo que a gente viu a esquerda, em diversos momentos, invadir os prédios públicos,
00:19:38quando teve ali o Fora Temer, depredar patrimônio, vários ministérios.
00:19:46Então, assim, a gente já viu isso acontecendo aqui mesmo,
00:19:49teve a votação da Sabesp, invadiram lá a Lespe.
00:19:53A gente viu o próprio candidato, Guilherme Boulos, invadir a Fiesp.
00:19:58E nunca nada disso resultou em penas como essas que estão acontecendo ali.
00:20:05Então, isso no Brasil nunca foi visto como algo que deveria levar as pessoas à prisão.
00:20:11Então, eu vejo uma desproporção muito grande.
00:20:15Eu acho que os atos de vandalismo que foram comedidos
00:20:18deveriam, de alguma maneira, ser investigados e penalizados.
00:20:21Agora, eu vejo que o processo em que isso está sendo feito é completamente viciado,
00:20:27porque trataram todos como se fossem as mesmas pessoas.
00:20:30Essas pessoas não têm foro privilegiado, os advogados não tiveram acesso a tudo que tem ali do processo.
00:20:39Então, assim, a maneira como tudo isso tem sido construído, eu sou favorável, sim, à anistia.
00:20:45Por quê? Porque está tudo errado, do início ao fim.
00:20:47Grave.
00:20:48Muito bem.
00:20:49Queria falar de um tema do seu plano de governo que causou, assim, muita dúvida,
00:20:55que é a questão das tarifas de ônibus.
00:20:59Porque a sua proposta, me corrija se estiver errado,
00:21:03ela prevê que a tarifa fica igual ao que ela é hoje para os momentos de pico,
00:21:10mas ela pode sofrer uma redução em outros momentos em que o fluxo de pessoas é menor.
00:21:18Algumas pessoas disseram, ah, mas isso aí vai tornar a tarifa mais cara para aqueles que mais precisam do transporte público.
00:21:32Para aqueles que não têm alternativa se não usar o transporte público naqueles horários justamente em que a tarifa vai ser cheia.
00:21:41Não mais cara, mas cheia.
00:21:42E provavelmente vai ser inevitável que essas pessoas olhem para o lado e falem,
00:21:47puxa, eu que estou vindo lá dos cafundós do Judas, estou pagando cheio,
00:21:51e ele que mora no centro e pode acordar mais tarde, ou pode escolher o horário em que ele vai tomar o ônibus,
00:21:58vai pagar menos do que eu,
00:22:00não é uma solução que causa um curto-circuito mesmo na cabeça do paulistano?
00:22:06Não grebe, porque eu vejo o seguinte, se com isso a gente consegue reduzir o trânsito nos horários de pico,
00:22:13para todo mundo é melhor.
00:22:14E essa é a ideia.
00:22:15A ideia é que a gente faça na nossa cidade com que a gente não tenha tanto fluxo no mesmo horário,
00:22:23porque isso é melhor para todo mundo.
00:22:24Tem várias formas de a gente fazer isso.
00:22:26Em algumas cidades, por exemplo, você pode usar tarifas.
00:22:30Aqui, disseram que teve o rodízio por conta da questão do meio ambiente,
00:22:35mas a gente sabe muito bem que isso se manteve também para evitar esse trânsito no horário de pico.
00:22:40Por quê?
00:22:40Porque esse trânsito caótico no horário de pico custa muito para a sociedade como um todo,
00:22:45para todo mundo, em termos também do meio ambiente,
00:22:49em termos de congestionamento, em termos do tempo gasto.
00:22:53Por exemplo, se as pessoas deixarem de ficar duas horas e meia,
00:22:56como é o tempo médio hoje, passarem a ficar uma hora e meia,
00:22:59pô, qual o ganho disso?
00:23:01Então, eu não vejo por que alguém vai olhar para o lado e vai achar ruim
00:23:05que alguns deixem de utilizar nesses horários,
00:23:10se isso conseguir diminuir o trânsito na cidade, que é o intuito.
00:23:14E se isso for possível, o que acontece?
00:23:17Você também não precisa...
00:23:18O que acontece hoje é que você precisa de uma frota grande,
00:23:21porque ela está ali encalacrada no horário de pico,
00:23:24que está todo mundo junto, e aí vai todo mundo igual sardinha enlatada,
00:23:27que é também uma reclamação, porque também você não pode colocar muito mais ônibus,
00:23:32senão vai ficar muito mais caro o subsídio.
00:23:34Então, é uma dança que não é boa, não é bom para ninguém do jeito que está hoje.
00:23:39E a ideia é exatamente que você diminua.
00:23:41Com isso, o que aconteceu, por exemplo, em Santiago,
00:23:43você pode ter uma redução da frota, todo mundo vai melhor,
00:23:48o trânsito diminui e você consegue, com isso,
00:23:51até o valor total do sistema muitas vezes cai.
00:23:54Então, o que a gente viu foi essas experiências em que isso acabou acontecendo.
00:23:59Mas também não acho que é uma bala de prata, não,
00:24:02porque a questão do trânsito em São Paulo é muito mais complexa.
00:24:05Inclusive, eu diria até que a principal medida que a gente tem
00:24:09em relação ao trânsito em São Paulo é de urbanismo, nem é de transporte,
00:24:14porque o grande problema que a gente tem hoje é o fato das pessoas morarem tão longe,
00:24:18e as políticas sociais que levaram a isso, a maneira como a cidade se expandiu,
00:24:24a questão toda que fez com que as pessoas estão morando na periferia
00:24:30e acabam tendo que fazer esses grandes deslocamentos para o centro da cidade.
00:24:34Por isso que tem a ideia também no plano da questão do título de propriedade nas periferias.
00:24:39Eu acho que a gente, não sei se a gente vai entrar nesses pontos.
00:24:41Então, eu acho que essas outras medidas todas são muito mais importantes
00:24:47para a questão do trânsito do que essa especificamente.
00:24:49Eu sei que é estranho falar que não necessariamente é intervindo no trânsito,
00:24:54em mobilidade, que a gente vai melhorar a questão do trânsito,
00:24:59mas essa é a realidade.
00:25:02Queria chegar nessa questão que a senhora defende a regularização fundiária como uma alternativa.
00:25:07Tem críticas a esses programas como Minha Casa Minha Vida,
00:25:09que na visão da senhora isolaram as pessoas dos locais de trabalho.
00:25:13Mas só para entender, quando a senhora fala que barateia o valor total do sistema,
00:25:17a senhora está se referindo aos custos para as empresas de ônibus
00:25:19ou aos subsídios para a prefeitura?
00:25:22Porque hoje está em mais de 5 bilhões com congelamento da passagem a R$ 4,40.
00:25:28Qual é o seu posicionamento a respeito disso?
00:25:30Seria a manutenção do congelamento, uma reavaliação periódica?
00:25:34Hoje eu não vejo como a gente vai reduzir isso nesse momento
00:25:39e também pelo valor que hoje a gente tem de orçamento dentro da cidade,
00:25:44que a gente está falando de, vai para o ano que vem, R$ 120 bilhões.
00:25:49Então eu não vejo motivo para reduzir isso agora,
00:25:54dado que a sociedade já está trabalhando com isso.
00:25:58E também tem um fato grande aí, que tem uma discussão em relação à mobilidade,
00:26:03porque os custos, é que é tão ruim hoje, né?
00:26:09O tempo gasto é tamanho, o custo que isso tem para as pessoas,
00:26:11o custo que tem de produtividade, o custo que tem para a economia.
00:26:14Então tem várias outras coisas que tem que entrar nessa conta que não é tão simples.
00:26:18É óbvio que o transporte público para a sociedade, ele é muito melhor do que o carro.
00:26:25Ele é muito melhor que o transporte privado.
00:26:27Outra proposta que a gente tem é a utilização mesmo das faixas de ônibus,
00:26:31onde não der para ter faixa azul, para as motos.
00:26:34E ampliar a questão da faixa azul.
00:26:36Por quê?
00:26:36Porque tem uma coisa, a gente tem que melhorar a vida do pedestre, né?
00:26:40Para os pequenos deslocamentos.
00:26:42Depois outros modais, como patinete, bicicleta.
00:26:45Depois você tem mesmo, óbvio, o transporte público,
00:26:49aí você vai ter as motos e por fim o carro.
00:26:51É assim que como sociedade a gente, né, os custos são diferentes.
00:26:57Então, e sabendo disso, tem uma questão ali do transporte público também que não é trivial.
00:27:03Eu fico preocupada em só a sociedade pensar que existe tarifa grátis,
00:27:08que a gente sabe que não existe porque ela é subsidiada e vem do nosso bolso.
00:27:12Mas é uma questão também que faz algum sentido ter algum tipo de subsídio de transporte,
00:27:20dado o valor que isso tem para a sociedade, de ter isso ao invés do carro, né?
00:27:25Só para ela explicar rapidamente, porque acho que é um palavrão para o grande público,
00:27:29regularização fundiária e como isso pode contribuir para melhorar o trânsito.
00:27:34Eu chamo isso de quebrada com escritura.
00:27:37Que é o quê? As pessoas hoje que vivem nas favelas, nas comunidades aqui em São Paulo,
00:27:43elas não têm o título de propriedade do lugar onde elas moram.
00:27:46E muitas estão ali há 20, 30 anos.
00:27:50Eu fui numa comunidade na Zona Sul, no Grajaú, chamada Iporã Novo,
00:27:55e lá eu conversei com alguns moradores.
00:27:57Um dela era a Stephanie.
00:27:59Ela já está lá, era do pai dela e agora ela está.
00:28:03Então, é algo que já está há quase 30 anos.
00:28:05E o que acontece?
00:28:08Quando tem uma enchente, o esgoto simplesmente entra dentro da casa dela.
00:28:13Então, essa é a situação de quase 2 milhões de pessoas hoje na nossa cidade de São Paulo.
00:28:19É uma coisa muito forte, é 20% da nossa população.
00:28:24E qual que é o problema disso?
00:28:26O problema disso é, primeiro, eles não têm acesso ao serviço da prefeitura,
00:28:30desde o saneamento básico, que é algo muito relevante,
00:28:34até questão de luz.
00:28:36Não tem rua, são vielas ali, no caso, é uma ribanceira.
00:28:41Então, quando chove, as crianças não conseguem, elas precisam descer uma ladeira,
00:28:45que já é perigosa, toda de terra, já é perigoso ali em condições normais.
00:28:52Imagina como enchente não dá para descer.
00:28:54Então, é uma situação de risco mesmo.
00:28:58E o que eu proponho é que a gente consiga dar o título de propriedade para essas famílias.
00:29:03Teve uma lei aprovada ainda no governo Temer e depois teve uma nova lei aprovada
00:29:09durante o governo Bolsonaro, que fez com que o Brasil conseguisse começar a regularizar
00:29:15esses imóveis de maneira mais acelerada.
00:29:18Hoje, as administrações do Novo, o governador de Minas Gerais e o nosso prefeito Adriano Silva,
00:29:25da maior cidade de Santa Catarina, foram, tanto a cidade quanto de Joinville,
00:29:31foram a cidade e o estado que mais fizeram regularização fundiária pelo seu número de habitantes.
00:29:37Então, é algo que, se eu trouxesse para São Paulo, seria como se tivesse sido feita
00:29:41100 mil regularizações nessas nos últimos quatro anos.
00:29:45Isso não tem um custo alto, Felipe.
00:29:48Por quê?
00:29:48Porque, por exemplo, quem vai fazer o investimento em saneamento?
00:29:53É a Sabesp.
00:29:54Quem vai fazer, entendeu?
00:29:56Então, são as próprias empresas terceirizadas que precisam fazer esse investimento em várias coisas.
00:30:01Lógico que a prefeitura tem que fazer outros investimentos, mas não é muito alto.
00:30:06Então, e qual que é o problema hoje?
00:30:08Essas comunidades, o setor público não entra e ali também acontece o crime organizado.
00:30:13É onde está o crime organizado.
00:30:15Por exemplo, esses moradores ali, eles vão fazer uma reforma na sua casa.
00:30:20Muitas vezes, eles pegam empréstimo com um crime organizado.
00:30:24Se eles não pagam, eles são tomados esses imóveis.
00:30:28Pessoas mais velhas que morrem de medo de falecer e, de repente, a casa ser tomada,
00:30:34porque não necessariamente eles têm para o filho.
00:30:35Outra coisa, não dá para ter comércio, porque o fiscal pode bater lá e, como não é regular,
00:30:41ainda levar toda a mercadoria.
00:30:42Ou seja, gente, é uma loucura isso que a gente está vivendo.
00:30:45E hoje, eu sou completamente contra invasões.
00:30:48Então, o que foi feito?
00:30:49Por exemplo, em Joinville e em Minas, se criou um marco zero.
00:30:52Um marco zero para não ter mais invasão.
00:30:55E aí, uma apertada nas forças todas de fiscalização para que não existam novas invasões.
00:31:03Mais você começa a regularizar o que já existe.
00:31:06E aí, o que acontece?
00:31:07Começa a ter oferta também.
00:31:09Porque se a pessoa tem o título dela daquele lugar, ela faz um sobrado, ela aluga para mais uma família.
00:31:15Você começa a ter geração de emprego ali, porque você pode fazer um comércio, pode fazer aquilo para atender.
00:31:19diminui esse transporte dentro da cidade, porque a pessoa não precisa mais necessariamente ir para a região central.
00:31:27Ela pode trabalhar ali mesmo e começa a desenvolver essas regiões.
00:31:31Então, a proposta é essa.
00:31:32E eu não estou falando algo maluco, porque já está acontecendo no Brasil e tem dado muito certo.
00:31:37Então, o que eu quero trazer para cá é isso.
00:31:39Graeve.
00:31:41Falando então, a senhora mencionou as duas administrações importantes que o Novo tem no Brasil.
00:31:48E pensando aqui em São Paulo, a gente tem uma eleição em que o campo da direita ficou congestionado.
00:31:56Tem o Pablo Marçal, tem a senhora, tem o Nunes que se posicionou como um candidato que tem o apoio do Jair Bolsonaro.
00:32:07O próprio Datena, de maneira um pouco mais ambígua, centro, mais centro-direita do que centro-esquerda.
00:32:19Enfim, diante desse número, dessa oferta de candidaturas de direito, por que escolher a candidatura do Novo?
00:32:31O que o Novo tem de diferente, ou de novo, para oferecer para as pessoas?
00:32:37Primeiro ponto, só para fazer uma parte aqui.
00:32:41Eu vejo que nós temos três candidatos de esquerda, que são Boulos, Tabata e Datena.
00:32:48E por que eu falo do Datena?
00:32:49Porque o Datena pediu para ser vice do Boulos.
00:32:52Tem um vídeo em que ele pede isso, que ele elogia o Lula.
00:32:56Então, ele tem afagos muito maiores com a esquerda em tudo.
00:33:00Ele era para ser vice da Tabata, né?
00:33:03E depois ele foi para o PSDB, que também é um partido de esquerda hoje no Brasil.
00:33:08Então, assim, e outra coisa.
00:33:09Então, eu não vejo ele no campo da direita.
00:33:12Tudo bem, ele fala da questão da criminalidade.
00:33:16Então, ele parece ter, no que ele diz, uma postura mais dura em relação à segurança.
00:33:22que também eu acho estranho alguém que pegue uma cadeira para enfiar na cabeça de um outro candidato.
00:33:31Se é esse o tipo da segurança que a gente acha que tem que ter, né?
00:33:35Porque o que eu vejo é que ele deveria combater isso.
00:33:39Ele fala, eu sou o único porque vou enfrentar o PCC.
00:33:42Ele vai pegar a cadeira e vai enfiar na cabeça do PCC?
00:33:45Eu não sei, eu estou na dúvida mesmo, porque é meio maluco alguém que queira proporcionar a segurança das pessoas
00:33:54que reaja daquela maneira.
00:33:56Então, nem isso eu não sei até que ponto que é isso que é bordão, né?
00:33:59Eu vejo ele como uma pessoa descompensada em termos emocionais.
00:34:04Aí é uma outra história.
00:34:05E aí, com isso, ele pode ser duro, né?
00:34:08Como uma pessoa dura.
00:34:09Eu não sei se ser assim, agressivo, é o que a gente quer para a segurança.
00:34:12Então, tenho dúvidas, né?
00:34:13Eu acho que tem que valer a lei.
00:34:16E a lei é contrária a você fazer uma agressão física.
00:34:21É essa a lei que eu quero.
00:34:22Não é a lei do mais forte que tem que prevalecer num país que eu concordo.
00:34:25Então, primeiro, o Datena é de esquerda.
00:34:27Aliás, ele tem na sala dele um pôster enorme do Che Guevara.
00:34:32Ele tem do Che Guevara e do lado Jesus Cristo, né?
00:34:35Acende uma vela para Deus, outra para o diabo.
00:34:36Mas, enfim, eu não vejo esse ser como alguém de direita definitivamente.
00:34:41Então, primeiro, ele está na esquerda.
00:34:42E o Nunes eu vejo como um candidato do Centrão.
00:34:46Inclusive, está até aí, né?
00:34:47Quando o pessoal pediu para ele apoiar o AES, ele disse, não, estou com Dilma Temer.
00:34:51Dentro da secretaria dele, ele tinha a Marta Suplicy, que hoje é vice do Boulos.
00:34:58Ele tem o Aldo Rebelo também de esquerda.
00:35:03Ele tem a Soninha também de esquerda.
00:35:05Então, eu estou falando dados aqui de quem está do seu lado e os seus programas e o que ele traz.
00:35:11Outra coisa, é difícil acreditar que ele seja também um candidato de direita, sendo que, por exemplo, o ISS aqui no município de São Paulo subiu 38% em termos reais na administração dele.
00:35:22Dá muita inveja para o Haddad, né?
00:35:24Ele fala, não, mas algumas alíquotas cortou, mas, cara, se a arrecadação aumentou, por que você não devolveu, né?
00:35:29De alguma maneira.
00:35:30A grande verdade é que, pega o que aconteceu com o orçamento de São Paulo, veio de 70% e 20 bilhões.
00:35:37Então, assim, um cara de direita que enche a boca para dizer, esse ano teremos 18 bilhões de investimento, pô, do seu dinheiro que está em casa.
00:35:49Então, é um cara que ele não quer que o recurso fique com você.
00:35:52Ele acha que é um estadão grande que vai.
00:35:55Então, esse, para mim, não é a direita que eu estou, né?
00:35:58Que é alguém que acredita que a gente tem que fazer mais com menos.
00:36:02Essas gestões que eu citei foram gestões de, tanto do governador quanto do prefeito, que não aumentou o imposto, né?
00:36:10Que, pelo contrário, Minas, quando a gente pega os quatro anos, foi um dos únicos três estados que reduziu gastos, inclusive,
00:36:17como proporção, né, do seu PIB, que não é o caso de São Paulo.
00:36:20São Paulo teve um aumento gigantesco de gasto.
00:36:23Então, eu não consigo ver o Nunes, sinceramente, nessa perspectiva.
00:36:28Em relação ao Pablo, o que eu vejo de diferença em relação a ele é o seguinte, a gente tem similaridades.
00:36:35Os dois não são da política, é uma similaridade.
00:36:38Os dois falam contra essa política que está aí, tem uma questão antissistema.
00:36:46Similaridade.
00:36:47Ele se posiciona em relação a vários valores de maneira parecida comigo.
00:36:50Só que eu vejo que o que eu trago de diferente dele é que a minha candidatura não é uma candidatura Marina Helena.
00:36:59É uma candidatura da bagagem que eu trago.
00:37:01Por exemplo, eu estou, desde outubro, como candidata, fazendo um plano de governo.
00:37:06Quem coordena o meu plano de governo foi um secretário de produtividade do Ministério da Economia,
00:37:10com quem eu tive o prazer de trabalhar.
00:37:11E quem ajudou em toda a elaboração foram as pessoas que trabalharam comigo ali.
00:37:18Começou a ser baseado, inclusive, num livro que o ministro Guedes me deu,
00:37:22mostrando a prefeitura melhor, que mais cresce hoje dentro da Europa,
00:37:30com os melhores indicadores de políticas públicas, que é a de Madrid,
00:37:34que é uma prefeita liberal, de fato.
00:37:36Então, assim, e além disso, o que eu estou trazendo?
00:37:40Eu estou trazendo o que eu vi dar certo no Ministério da Economia em Brasília.
00:37:44Eu estou trazendo o que eu vi dar certo na gestão do governador Romeu Zema
00:37:48e do prefeito melhor avaliado do Brasil do Novo.
00:37:51E eu estou trazendo também a minha experiência de mais de 20 anos com políticas públicas
00:37:56no setor privado, porque eu trabalhei como economista no mercado financeiro,
00:38:00vendo o que deu certo e errado em mais de uma dezena de países.
00:38:03O que eu vi dar certo no setor público e no terceiro setor também,
00:38:07porque eu fui CEO do Milênio e trabalhei com políticas públicas.
00:38:10Então, a minha diferença que eu vejo em relação ao Paulo é, primeiro,
00:38:13eu não estou sozinha e eu não acho que a gente pode fazer nada sozinha em São Paulo.
00:38:17Eu trago comigo todo o aprendizado de todo esse time com quem eu trabalhei
00:38:22ao longo da minha vida, que é quem eu quero trazer também para São Paulo
00:38:25para mudar a nossa cidade.
00:38:26Então, eu vejo que a maior diferença é essa.
00:38:28A senhora sentou alguma diferença em relação aos candidatos que, evidentemente,
00:38:31estão competindo com a senhora para a Prefeitura de São Paulo.
00:38:34Mas em relação ao Jair Bolsonaro, em relação ao bolsonarismo mesmo,
00:38:39porque a gente vê que há várias iniciativas em que o Novo está colado no bolsonarismo,
00:38:44inclusive nesse embate com o Supremo Tribunal Federal,
00:38:46obviamente há nuances aí que a gente analisa diariamente no nosso programa.
00:38:50Mas quais seriam as distinções do Partido Novo?
00:38:54Porque, às vezes, fica difícil distinguir essas nuances no momento em que há essa grande aliança.
00:39:02A gente vê no Congresso Nacional a proximidade ali, deputado Marcelo Van Raten,
00:39:06com diversos bolsonaristas.
00:39:08Então, assim, há uma agenda comum, mas há algumas diferenças significativas?
00:39:13Felipe, veja bem.
00:39:16Eu me considero uma candidata de direita.
00:39:18Sendo uma candidata de direita, é óbvio que a gente tem várias pautas e valores em comum.
00:39:23Com a direita, com o Bolsonaro, com o que se chama de bolsonaristas,
00:39:29mas eu acho que tem a ver também com candidaturas de direita.
00:39:32Quais são elas?
00:39:34Em relação à segurança, lugar de bandida na cadeia,
00:39:37você não passa a mão na cabeça de bandido.
00:39:39Em relação à educação, a gente quer uma educação que ensine mais português e matemática,
00:39:44não ideologia de gênero e outras coisas mais que não servem para nada.
00:39:48que não estão nem alfabetizando as nossas crianças.
00:39:50Em relação à economia, mais dinheiro dentro do seu bolso e um estímulo maior ao crescimento,
00:39:57ao empreendedorismo, a quem trabalha e quem produz, que isso que gera riqueza.
00:40:01Então, assim, a gente tem pautas em comum.
00:40:03Ponto.
00:40:04Também, quando as pautas não convergem, há críticas.
00:40:08Que, aliás, eu também fiz isso ao longo da minha carreira.
00:40:13Eu trabalhei, sim, no governo Bolsonaro, junto do ministro Paulo Guedes,
00:40:17e me orgulho muito do trabalho que foi feito ali.
00:40:19Eu vejo que dentro do Congresso, muitas vezes, eles trabalham em conjunto.
00:40:23Por quê?
00:40:23Porque a oposição ao governo que está aí, então faz sentido também a gente ter isso.
00:40:28A grande diferença que eu digo é que hoje o Novo não tem dono.
00:40:33E aqui, por exemplo, na cidade de São Paulo, a gente viu o apoio do presidente,
00:40:37muitas vezes a contragosto do atual prefeito,
00:40:41talvez por uma imposição do Valdemar, que é do partido dele.
00:40:47Então, são outros partidos.
00:40:50Tem outros partidos também que se dizem de direita e que, às vezes, republicanos.
00:40:57A gente está vendo agora, em relação ao impeachment, por exemplo, do Alexandre de Moraes,
00:41:01como estão se posicionando os senadores dos diversos partidos.
00:41:08Então, eu vejo que em vários momentos a gente vai atuar em conjunto.
00:41:13Vai ter outros momentos em que vai haver divergências.
00:41:16Tem uma pesquisa aí mostrando como é que vota o eleitor do Novo,
00:41:21como é que vota os parlamentares do Novo.
00:41:24E mostra que hoje é o principal partido de oposição à esquerda.
00:41:28Seria o partido que está mais à direita nas votações.
00:41:31Mas, depois disso, vem o PL logo na sequência.
00:41:34Então, tem uma forma ali de votar que, muitas vezes,
00:41:40é a mesma forma porque defende as mesmas bandeiras, vamos dizer assim.
00:41:44Ou faz a oposição da mesma maneira.
00:41:46Mas, eu estou em outro partido.
00:41:48Eu estou no Partido Novo, eu estou no partido do Zeme,
00:41:50eu estou no partido do Adriano Silva, do Marcel, do Girão, da Adriana,
00:41:55que são outros parlamentares.
00:41:58Eu acho que tem diferença no que a gente, de alguma maneira, propõe.
00:42:02Vai ter divergências em algumas coisas.
00:42:04Mas, no grosso, com certeza, a gente vota de maneira mais parecida,
00:42:09vamos dizer assim, com o PL do que com outros partidos.
00:42:12Candidata, em relação à Guarda Civil Metropolitana,
00:42:16tem um ponto ali da sua proposta, do seu plano de governo,
00:42:20que me parece similar ao plano de governo do Guilherme Boulos, do PSOL,
00:42:25que é a duplicação do número do efetivo, da GCM.
00:42:30E essa proposta tem sido criticada, o próprio Pablo Marçal viajou para El Salvador,
00:42:36voltou dizendo que ouviu uma autoridade especializada,
00:42:39desistiu de triplicar, que era a proposta dele,
00:42:42e está fazendo aí a operação delegada, que ele explicou aqui na Sabatina.
00:42:47O prefeito fala em aumentar 2 mil, já fala que aumentou 2 mil,
00:42:51mas, enfim, o que isso mostra e qual é o propósito dessa duplicação do efetivo da GCM
00:43:01em relação a custos orçamentários, em relação a todos os problemas que a gente tem visto
00:43:05com guardas envolvidos em esquemas de extorsão, por exemplo,
00:43:09de comerciantes na região da Cracolândia.
00:43:11Qual é o objetivo disso?
00:43:13Felipe, então, o primeiro ponto é o seguinte,
00:43:16eu digo que vou dobrar a guarda e o Boulos disse que vai dobrar a guarda,
00:43:20só que a diferença é que ele não quer armar a guarda,
00:43:22a nossa guarda já é armada e ele quer desarmar a nossa guarda.
00:43:26Então, assim, tem uma diferença gritante entre dois homens armados e dois homens desarmados.
00:43:31Eu acho até que dois homens desarmados é pior do que um armado.
00:43:36Então, assim, começa por aí.
00:43:38Por isso que é bom o debate, gente, porque senão fica muito fácil
00:43:40para o político ali dizer, eu vou dobrar, eu também.
00:43:43Mas é diferente o conceito, né?
00:43:45Então, esse é o primeiro ponto.
00:43:48Qual que é a questão aqui em São Paulo?
00:43:50Hoje, a gente gasta, hoje a prefeitura gasta um em cada 100 reais com segurança
00:43:57e é a principal dor do paulistano.
00:43:59E quando a gente pega outros municípios aqui dentro do estado de São Paulo
00:44:04que tem números menores de criminalidade, que conseguiram reduzir roubos, furtos,
00:44:09o que a gente vê?
00:44:10Um investimento, sim, na Guarda Civil Metropolitana.
00:44:13Até porque é complicado ficar dependente só do estado.
00:44:16Hoje.
00:44:17Por quê?
00:44:18Porque a gente viu que o que aconteceu nos últimos anos?
00:44:21Uma redução muito grande dos policiais militares e da Polícia Civil.
00:44:26Agora, o governador Tarcísio voltou a aumentar esse contingente,
00:44:30mas ele estava por muitos anos defasado.
00:44:33A mesma coisa com a Guarda.
00:44:35E aí, a gente está sentindo a população uma demanda por maior segurança.
00:44:39E aí, tudo bem, hoje é o governador Tarcísio.
00:44:41Mas já pensou se fosse o Haddad?
00:44:43Então, eu acho que a cidade de São Paulo, ela deveria ter o seu efetivo.
00:44:47Porque uma das poucas coisas que o STF fez de bom, gente,
00:44:51foi reconhecer a Guarda como uma força policial, né?
00:44:55Que possa ser armada.
00:44:56E agora está toda a discussão agora da nova lei que fala disso.
00:44:59Eu acredito que quanto mais perto do cidadão as decisões, melhor.
00:45:06Eu sou a favor, de fato, de mais Brasil e menos Brasília.
00:45:11Eu prefiro a Prefeitura resolvendo os problemas definitivamente do que o governo federal.
00:45:18E eu prefiro a Prefeitura do que o governo do estado.
00:45:20Então, eu vejo que, outro ponto, a Guarda Civil pode atuar em conjunto com a Polícia Militar e com a Polícia Civil.
00:45:29Não dá para dizer que porque um guarda foi pego naquela questão da extorsão, está errada a guarda.
00:45:34Porque poderia ter sido um outro agente de segurança qualquer.
00:45:38O que está errado para mim é a Prefeitura não ter mecanismo de controle da guarda.
00:45:43O que mostrou ali para mim é uma Prefeitura que não está fazendo nada.
00:45:47Aliás, tudo o que se refere à Cracolândia me mostra uma omissão grande da Prefeitura.
00:45:53Tanto a questão dos hotéis que foram descobertos, a questão que a gente tem ali da favela do Moinho,
00:45:59que a Prefeitura poderia ter aumentado ali o potencial construtivo e resolvido a questão daquela área ali,
00:46:04que sabe que é um lugar grande do tráfico.
00:46:07Então, são várias questões que eu me pergunto.
00:46:09Cadê a Prefeitura?
00:46:10Hoje, na cidade de São Paulo, o gasto com cultura e com segurança é o mesmo.
00:46:13É isso que a sociedade acha que tem que ser?
00:46:161% para os dois?
00:46:18Então, inúmeras coisas, as licitações.
00:46:21O prefeito mesmo encheu a boca para dizer que asfaltou até o Acre e voltou.
00:46:24Será que essa é a prioridade ou é a segurança da população?
00:46:27Então, não falta lugar para tirar.
00:46:29Não falta.
00:46:30Sério mesmo.
00:46:31Então, eu vejo que se essa é a prioridade da população, a gente precisa gastar mais.
00:46:36Triplicar, armar, treinar, de fato, fiscalizar e atuar em conjunto com a Polícia Militar e a Polícia Civil.
00:46:45Hoje, lá na Cracolândia, tem uma câmera da Prefeitura e em cima tem uma câmera do Estado.
00:46:51Hoje, tem dois centros de monitoramento da Prefeitura, que não é o cupom da Polícia Militar.
00:46:58Gente, isso é um absurdo. Devia estar todo mundo junto.
00:47:01Põe tudo lá no cupom da Polícia Militar, integra todos os sistemas.
00:47:06A grande verdade é que até a administração do Haddad, tudo era integrado.
00:47:10Inclusive, o seguinte, era no bairro em que estavam os indicadores de criminalidade.
00:47:16Então, a Guarda Civil, a Polícia Militar e a Polícia Civil, elas atuavam em conjunto para reduzir esses indicadores.
00:47:23É o que eu acredito que tinha que ser feito. O que aconteceu? Desde o Haddad isso saiu.
00:47:28A Guarda foi para a subprefeitura, elas não atuam mais em conjunto, não tem mais conversa do centro de monitoramento.
00:47:32Então, eu acho que a gente está batendo cabeça, entendeu?
00:47:36E deveria integrar todo mundo e dar mais recursos para que a população possa ter uma sensação de segurança.
00:47:43A senhora falou em câmeras. Então, deixa eu tocar num aspecto que é menor, mas, enfim, também causa muita polêmica.
00:47:49Que é a câmera corporal dos policiais.
00:47:56O Pablo Marçal, por exemplo, defendeu aqui com a gente que deveria aumentar muito o número de câmeras na cidade,
00:48:03mas ele não abraça a ideia da câmera corporal. Ele acha que atrapalha o trabalho policial.
00:48:09Qual é a sua posição a respeito disso?
00:48:10Olha, eu conversei com muitos especialistas e acabou que quem me convenceu de que é bom foi o próprio secretário de RIT.
00:48:21Assim como outros secretários como de Minas Gerais e outras pessoas que tem. Então, que eu respeito muito.
00:48:27Secretário de Segurança do Estado de São Paulo.
00:48:28Secretário de Segurança do Estado de São Paulo, do governo Tarcísio.
00:48:31Aliás, o próprio Tarcísio disse isso, a mesma coisa.
00:48:34Que é o quê? As câmeras têm ajudado os policiais, inclusive com a tecnologia que tem hoje,
00:48:39que ajuda no reconhecimento facial do bandido.
00:48:42Então, previne também para o policial.
00:48:45Tem outras funções, como a questão de você conseguir ter uma espécie de comunicador ali com as outras forças policiais.
00:48:54Então, hoje, com o que a gente tem em termos de tecnologia, ela pode sim ajudar o policial.
00:49:00O que eu sempre achei complicado é uma desconfiança gigante em relação ao que acontece do comportamento policial
00:49:09e a pouca preocupação em relação à própria segurança do policial, que eu vejo que é uma coisa também da nossa sociedade
00:49:16que eu não acho correta.
00:49:18Mas eu fui convencida do contrário, de que pode sim ser um bom instrumento, até por fornecer todas essas outras coisas
00:49:27que vão ajudar ao enfrentamento do crime.
00:49:30Eu acho que o que a gente precisa é dar total segurança para o policial para enfrentar o crime.
00:49:36Porque o que acontece, Grebe, por exemplo, nos Estados Unidos?
00:49:38Nos Estados Unidos, se alguém levanta a mão, se o policial diz mãos ao alto e o cara reage, ele leva a bala.
00:49:45Porque ele não pode reagir a uma força policial.
00:49:49Aqui no Brasil, se tem um assassino e o policial aponta uma arma, você quase diz assim,
00:49:55não, não pode apontar uma arma para um assassino.
00:49:57Se alguém pega uma cadeira e agride, é igualzinho a coisa verbal.
00:50:01Aí, gente, aí realmente eu acho que não é o caso.
00:50:05Então eu vejo que é óbvio que também há policiais que cometem, que erram.
00:50:12E aí, nesse caso, tem que ser punido e investigado.
00:50:14Então ajuda nesse sentido também.
00:50:16Mas eu sempre me preocupei com o fato de que hoje, na nossa sociedade maluca,
00:50:22na hora que você vai combater um criminoso, por exemplo, toda a operação que está sendo feita
00:50:26no estado de São Paulo, do governador Tarcísio, e o tanto de drogas que foram apreendidas,
00:50:32se estima em mais de um bilhão e meio de prejuízo para o PCC, tudo o que está acontecendo,
00:50:40a gente vê muita gente dizendo, ah, mas puxa vida, teve gente que morreu.
00:50:45Aí você pega lá, bandido.
00:50:48Bandido.
00:50:49Então, a gente tem que perguntar sobre sociedade se a gente vai enfrentar o crime ou não.
00:50:54Eu parto do princípio que a gente precisa enfrentar o crime.
00:50:57Porque o ponto que a gente está aqui pode ser um ponto de não retorno.
00:51:02Como, por exemplo, está acontecendo no estado do Rio de Janeiro, que a gente tem um problema muito grave.
00:51:07E lá, por exemplo, a guarda é o dobro da daqui, mas não é armada.
00:51:11E olha aí.
00:51:12Entendeu?
00:51:12Então, eu vejo, eu mudei a minha cabeça em relação a isso, ouvindo os especialistas
00:51:17e vendo que faz sentido até mesmo para a segurança do policial.
00:51:22Candidata, tem um ponto muito já tradicional mesmo no Partido Novo,
00:51:27que é a defesa da desestatização, seja por meio da privatização ou de concessões.
00:51:33A senhora, inclusive, integrou a equipe do ex-ministro da Economia, Paulo Guedes.
00:51:38E, na época, com o desenrolar do governo Jair Bolsonaro,
00:51:42com a dificuldade de se implementar as privatizações,
00:51:45os secretários Paulo Hebel e Salim Matar acabaram saindo do governo,
00:51:49apontando essas dificuldades.
00:51:51E, no debate nacional, principalmente, se gira em torno de privatizar bancos públicos,
00:51:57como Caixa Econômica Federal, BNDES, a questão da Petrobras,
00:52:02que aí envolve toda uma polêmica bastante antiga.
00:52:05E, no seu plano de governo em relação a São Paulo,
00:52:07se fala de privatização, de concessão, desde parques até gestão privada da escola pública.
00:52:14Quer dizer, tem uma série de elementos aí envolvendo privatizações e concessões.
00:52:19Por que isso seria melhor?
00:52:22E quais exemplos a senhora poderia dar para ser aqui didática para o público?
00:52:26Ótimo, Felipe.
00:52:27Bom, em primeiro lugar é o seguinte,
00:52:29eu não acredito que toda privatização melhore não, tá?
00:52:32E aí eu vou dar o exemplo de São Paulo.
00:52:34São Paulo, eu acho que boa parte dos serviços hoje são concedidos
00:52:38e me preocupa muito a forma como isso é feito.
00:52:42Então, tanto que a primeiro ponto ali do plano de governo é o quê?
00:52:46É uma transparência que eu chamo de transparência radical e a Lava Jato paulistana,
00:52:51que é o quê?
00:52:51Eu quero dar luz a todos esses contratos.
00:52:54Eu entrei contra a prefeitura logo depois do apagão,
00:52:58porque estava renovando um contrato para poda de árvores com empresas,
00:53:03ali sem licitação, na calada da noite,
00:53:05em que, segundo pessoas da própria prefeitura,
00:53:09para tirar uma árvore custava em torno de 28 mil reais
00:53:11e no resto do Brasil, 2 mil reais.
00:53:14Então, esse é o tipo da concessão que não faz nenhum sentido.
00:53:18A qual apagão, senhora, se refere só para deixar?
00:53:20Da Enel, que a gente ficou quatro dias ali,
00:53:24aí terminou na terça, quer dizer,
00:53:27outros continuaram sem luz por mais tempo,
00:53:29e na sexta-feira quase houve essa renovação.
00:53:33A mesma coisa, eu critico muito todos os contratos
00:53:36que estão sendo feitos de obras na cidade,
00:53:38tudo como se fosse emergencial,
00:53:40fazer asfalto em ano de eleição virou emergencial,
00:53:44e tudo sem licitação também.
00:53:46Então, eu vejo isso tudo com péssimos olhos.
00:53:49Não é porque terceirizou que está certo.
00:53:51Pode dar muito errado.
00:53:53A gente vê aí as denúncias em relação às creches,
00:53:56inclusive de superfaturamento de aluguéis,
00:53:59que muitas vezes, essas organizações,
00:54:02historicamente, elas não podem ter lucro,
00:54:04mas aí tem um aluguel totalmente distorcido
00:54:06daquela região, e aí é a planilha de custos.
00:54:09A mesma coisa as OESs da Saúde, hoje,
00:54:11que são remuneradas por custo.
00:54:13Imagina se você vai fazer uma reforma na sua casa
00:54:15e diz, ó, gasta aí.
00:54:18Ninguém faz isso.
00:54:19Então, eu vejo que aqui em São Paulo,
00:54:20a gente tem problemas graves
00:54:22em relação à privatização e concessões.
00:54:24O que eu vejo é que ela precisa ser bem feita.
00:54:26Quando ela é bem feita, isso significa o quê?
00:54:29Bons contratos, com bons incentivos e metas claras,
00:54:34que se não forem cumpridas, botem essas empresas na rua.
00:54:39Se for assim, dá certo.
00:54:42E aí, qual que é a vantagem?
00:54:43Porque hoje a gente sabe que é muito difícil
00:54:46você demitir um funcionário público que não trabalha
00:54:48ou que trata mal a população.
00:54:50Então, teoricamente, quando você tem um serviço terceirizado,
00:54:53você teria uma vantagem em relação a isso.
00:54:55Primeiro que é, você vai ter uma competição ali,
00:54:59tem inovação, estimula a inovação que você tem no setor privado,
00:55:02que muitas vezes no setor público você não tem,
00:55:04porque é muito mais engessado.
00:55:05Você pode focar naquilo que realmente é importante,
00:55:08que seja público e outros serviços
00:55:09podem ser prestados melhores pelo setor privado.
00:55:12Tem inúmeras vantagens.
00:55:14Agora, para isso acontecer,
00:55:16precisa um contrato com metas muito claras.
00:55:19E, número dois, você precisa de uma boa fiscalização.
00:55:22Não, eu não vejo o que está acontecendo aqui.
00:55:24Então, meu primeiro ponto é esse.
00:55:25Eu falo da Lava Jato Paulistano e da luz a todos esses...
00:55:29Hoje, a cidade de São Paulo,
00:55:31no ranking de transparência das capitais,
00:55:32está na posição 20.
00:55:3420 das 26.
00:55:3620.
00:55:37É muito atrás.
00:55:38Está atrás de...
00:55:39Então, assim, é um absurdo.
00:55:42Por quê?
00:55:42Porque virou uma caixa preta.
00:55:43Agora, se ela for bem feita,
00:55:47eu acho que ela traz um retorno.
00:55:48Por exemplo, na educação.
00:55:50Eu falo em trazer as melhores escolas particulares
00:55:52para administrar as escolas públicas.
00:55:54Por que isso?
00:55:54Porque a gente viu na conta
00:55:55que a escola particular hoje em São Paulo
00:55:58custa menos do que a escola pública.
00:56:01Hoje, uma mensalidade do aluno
00:56:03na escola fundamental pública,
00:56:05R$ 1.650,00.
00:56:07Na média das particulares, R$ 1.470,00.
00:56:10Só que a nota no IDEB
00:56:13aprendizagem dos alunos das particulares
00:56:15é muito melhor do que na rede pública.
00:56:17E aí, o que eu estou trazendo para cá?
00:56:19Uma experiência que deu certo lá fora.
00:56:20Por exemplo, em Nova Iorque,
00:56:22das 30 melhores escolas públicas,
00:56:2323 são escolas charter,
00:56:25que são nesse modelo.
00:56:26Aqui na cidade de São Paulo,
00:56:28no fundamental,
00:56:28tem um exemplo desses.
00:56:30No meio da Cracolândia,
00:56:32que é o Liceu Coração de Jesus,
00:56:33administrados pelos salesianos,
00:56:35uma escola centenária que é fechar
00:56:36e que hoje tem uma parceria
00:56:37e atende alunos da rede pública.
00:56:39E os pais foram até a prefeitura
00:56:41pedir, pelo amor de Deus,
00:56:42para ter sexta, sétima série,
00:56:43porque acaba aqui.
00:56:44Então, é um exemplo que funciona.
00:56:45Agora, pode ser que não funcione.
00:56:47E aí, o que você tem que ter?
00:56:49Fácil.
00:56:50Nesse caso das escolas,
00:56:51avaliação dos alunos.
00:56:52E aí, você remunera de acordo
00:56:53com a avaliação dos alunos.
00:56:55Então, se a avaliação dos alunos,
00:56:56a aprendizagem está boa,
00:56:58ótimo.
00:56:58Não está boa, troca.
00:57:00E isso deveria valer
00:57:01para os professores também da rede pública,
00:57:03para os diretores da rede pública.
00:57:05A Prêmio Nobel hoje de Economia,
00:57:07a Esther Duflo, que ganhou o Prêmio Nobel
00:57:09pela redução da pobreza,
00:57:10quando ela fala de aprendizagem dos alunos,
00:57:12ela mostra que os contratos
00:57:14deveriam não ter estabilidade.
00:57:16Ela mostra o exemplo do Quênia.
00:57:17O Quênia melhorou muito
00:57:18os índices de aprendizagem das crianças,
00:57:20como fazendo o contrato de um ano
00:57:22só com o professor,
00:57:23baseado na aprendizagem do aluno.
00:57:25Então, o que eu gostaria
00:57:26é que toda a remuneração,
00:57:28tanto dos servidores públicos,
00:57:30quanto das empresas terceirizadas,
00:57:32elas fossem através de metas claras,
00:57:35no caso da educação,
00:57:36a aprendizagem.
00:57:37Por exemplo, em Joinville também,
00:57:39ela é primeiro lugar no IDEB,
00:57:41hoje, no ensino fundamental.
00:57:43E o que o Adriano fez lá,
00:57:44que deu muito certo?
00:57:45Ele dá 14º salário
00:57:46para os professores,
00:57:48se as crianças aprendem.
00:57:50Só que aqui na cidade de São Paulo,
00:57:51o nosso prefeito dá bônus
00:57:53para todos os professores,
00:57:54se eles vão ou não vão dar aula.
00:57:56Eu não acho isso justo com a criança.
00:57:57Acho que a gente precisa,
00:57:59então, nessa questão,
00:58:00só para encerrar.
00:58:00Se os incentivos forem bem feitos
00:58:03e a fiscalização também,
00:58:04eu vejo grandes vantagens
00:58:06na terceirização,
00:58:07porque a capacidade
00:58:09do setor público
00:58:10de fazer tudo
00:58:11é restrita.
00:58:13Eu vejo essa diferença.
00:58:15Mas precisa ter competição,
00:58:16precisa ter licitações de direito
00:58:17e precisa ter ali um enforcement.
00:58:20Aí você consegue trocar também
00:58:21essas empresas.
00:58:22Greg, está quase acabando
00:58:23o nosso tempo,
00:58:24então, acho que a gente tem que abordar
00:58:25o tema da saúde.
00:58:27Isso era o que eu ia fazer mesmo.
00:58:28porque é um outro aspecto
00:58:31do seu plano
00:58:31que fala em parceria
00:58:33entre Estado
00:58:34e iniciativa privada,
00:58:36o corujão permanente.
00:58:38Exato.
00:58:38Só que
00:58:39nos soou, né, Felipe?
00:58:42A gente estava lendo o programa
00:58:43de maneira curiosa,
00:58:46assim,
00:58:46como uma espécie de
00:58:47quase intervenção
00:58:48do poder público
00:58:49no setor privado.
00:58:52Porque,
00:58:53ao invés de algo
00:58:54que aconteceu pontualmente
00:58:55no governo Dória,
00:58:56quando se criou o corujão,
00:58:57a senhora está propondo
00:58:59algo que se estende
00:59:01indefinidamente no tempo.
00:59:03Ou seja,
00:59:04a infraestrutura
00:59:06dos hospitais privados
00:59:08teria que estar à disposição
00:59:09do setor público
00:59:10para os atendimentos
00:59:12em horários.
00:59:13Isso, obviamente,
00:59:14acaba se redundando
00:59:15numa limitação ali
00:59:16sobre a iniciativa privada.
00:59:18Não é contraditório
00:59:19com aquilo que o próprio
00:59:20novo pensa?
00:59:21Não,
00:59:21de forma nenhuma intervenção.
00:59:23Isso vai ser colocado.
00:59:26A questão é que hoje
00:59:27o que a prefeitura tem
00:59:29de orçamento
00:59:29para a saúde
00:59:30e o gasto
00:59:32que a gente tem
00:59:32por mês
00:59:33com quem utiliza
00:59:35o sistema público
00:59:36de saúde
00:59:36para a parte de prevenção
00:59:38que deveria ser
00:59:39a do município
00:59:40é muito alta.
00:59:42E aí,
00:59:42o que acontece hoje?
00:59:44A população já faz.
00:59:45Ela usa planos
00:59:46populares
00:59:48para fazer consultas
00:59:49e para fazer exames.
00:59:51Então, por exemplo,
00:59:51uma consulta
00:59:52em torno de 40 reais,
00:59:53um exame acima de...
00:59:54Então, a gente tem
00:59:55uma infraestrutura aí
00:59:56na cidade
00:59:56que, inclusive,
00:59:57já está sendo usada.
00:59:59E eu acho um absurdo
01:00:00dado que no setor público
01:00:01é muito mais caro
01:00:02que isso
01:00:02e a gente não consegue
01:00:04nem fazer os exames
01:00:05e fazer as consultas.
01:00:07E se sabe muito bem
01:00:07que essa é a maior parte
01:00:09das doenças
01:00:09se você faz os exames de...
01:00:11Por exemplo,
01:00:11vou dar um exemplo concreto.
01:00:13Tem 57 mil mulheres
01:00:14na fila
01:00:16para fazer um ultrassom
01:00:17transvaginal,
01:00:19que é um exame de rotina
01:00:20que precisa ser feito
01:00:21todo ano,
01:00:22que detecta
01:00:23várias doenças,
01:00:24inclusive um câncer
01:00:24de colo do útero,
01:00:25que se previamente diagnosticado
01:00:27é muito fácil de ser tratado
01:00:29e se tardiamente
01:00:30pode levar à morte
01:00:31e é uma coisa rápida.
01:00:33Então, é uma coisa
01:00:34que precisa ser feita.
01:00:34Não pode ter 57 mil mulheres
01:00:37na fila.
01:00:37Então, o que eu quero dizer
01:00:38é o seguinte.
01:00:39Primeiro,
01:00:40acho que com mudanças...
01:00:41Eu fui visitar o HC,
01:00:43na parte da pediatria lá
01:00:45e das doenças crônicas
01:00:47das crianças.
01:00:48E uma coisa
01:00:48que a administradora lá
01:00:50me falou
01:00:50me marcou muito.
01:00:51Ela falou que antes
01:00:53elas não conseguiam
01:00:54fazer o agendamento.
01:00:56Então, o índice
01:00:57das pessoas
01:00:58que compareciam
01:00:58às consultas
01:00:59era de 14%.
01:01:00Aí o próprio HC
01:01:01começou a perguntar
01:01:03e passou a ser 77%.
01:01:05E hoje não tem
01:01:06a confirmação
01:01:07da consulta.
01:01:08Então, eu vejo
01:01:08que tem várias coisas
01:01:09simples para serem feitas
01:01:10em termos de boa gestão
01:01:12e que não estão
01:01:14sendo feitas.
01:01:15mas o valor
01:01:17virou tamanho
01:01:18que eu vejo
01:01:20que daria, inclusive,
01:01:21para o setor privado
01:01:22prestar esse serviço.
01:01:23Então, o plano é esse.
01:01:24É que você teria
01:01:25esse valor,
01:01:26um voucher,
01:01:27um voucher,
01:01:27para poder fazer
01:01:28na clínica particular
01:01:29se você quiser.
01:01:31Então, caso você não
01:01:32consiga o atendimento
01:01:33em 30 dias
01:01:34para um exame
01:01:35ou uma consulta
01:01:36com um especialista,
01:01:36você vai ter direito
01:01:37a esse valor
01:01:38para realizar
01:01:39na clínica privada.
01:01:40Mas, em maneira nenhuma,
01:01:41tem uma imposição
01:01:42de que os privados possam.
01:01:43é só porque os valores
01:01:45ficaram tamanhos.
01:01:46Aliás, o orçamento
01:01:47da cidade de São Paulo
01:01:48ficou tamanho.
01:01:49Que é isso.
01:01:49A escola pública
01:01:50hoje é mais cara
01:01:51que a privada.
01:01:52O SUS público
01:01:53ficou mais caro
01:01:54do que o particular.
01:01:55A gente está
01:01:55numa loucura.
01:01:56Eu adoraria
01:01:58que a população
01:01:59tivesse serviços
01:02:00da Suécia
01:02:01pagando imposto
01:02:03igual a Suécia
01:02:04como a gente faz aqui.
01:02:05Mas não é essa a realidade.
01:02:07Aliás, teve até
01:02:08uma leitura nossa,
01:02:09a espectadora Suzane,
01:02:10que mandou uma mensagem
01:02:12comentando o questionamento
01:02:13que a senhora fez
01:02:14ao Pablo Marçal
01:02:15sobre essa fila
01:02:17de exames ginecológicos
01:02:18e ultrassonografias
01:02:19transvaginais
01:02:20em São Paulo.
01:02:21E aí que ele teria respondido
01:02:22sobre telemedicina.
01:02:24E ela fez uma...
01:02:25Isso é ótimo também.
01:02:26Não, eu vejo a telemedicina
01:02:27com bons olhos.
01:02:29Até mesmo uma coisa
01:02:30que me chamou
01:02:30muita atenção.
01:02:31Eu achei que sempre
01:02:32fosse mais fácil
01:02:33para consultas
01:02:33mais simples, né?
01:02:35Mas a verdade
01:02:36é que não é só isso, não.
01:02:37lá no próprio HC
01:02:39são casos muito complicados
01:02:41de crianças.
01:02:42São os piores possíveis.
01:02:43Assim, a maior parte
01:02:44de casos que não tem cura.
01:02:46E o que eles me falaram
01:02:47é que por telemedicina
01:02:48as crianças poderiam ficar
01:02:50nas suas cidades.
01:02:51Eles atendem pessoas
01:02:52da América Latina inteira.
01:02:55Poderiam fazer
01:02:56por telemedicina
01:02:58um acompanhamento
01:02:59dessas crianças.
01:03:01Então, você vê o poder
01:03:02que isso tem hoje.
01:03:04Isso é muito utilizado
01:03:05lá fora.
01:03:05E hoje, nos planos
01:03:06de saúde particulares,
01:03:08é muito utilizado.
01:03:09Eu uso a telemedicina
01:03:10em casa.
01:03:11Então, assim,
01:03:12eu vejo também isso
01:03:13com bons olhos
01:03:13porque isso também diminui.
01:03:15Agora, é um dos fatores.
01:03:17Inclusive, foi a Adriana
01:03:18que foi quem trouxe
01:03:19o projeto telemedicina, né?
01:03:21Que foi a relatora
01:03:22do projeto,
01:03:23que é do Partido Novo.
01:03:25Eu vejo isso também
01:03:25com bons olhos.
01:03:27Agora, tem gente
01:03:28que às vezes
01:03:28não se sente bem.
01:03:29E aí, a gente tem que educar
01:03:31também a população
01:03:32em relação a esse uso.
01:03:34Mas é uma coisa também
01:03:35de...
01:03:35E só para cravar
01:03:35uma resposta bem objetiva
01:03:36no final,
01:03:37dá para definir
01:03:39um prazo
01:03:41para as pessoas
01:03:41permanecerem na fila
01:03:42de exames?
01:03:43Porque a Tabita Amaral,
01:03:44por exemplo,
01:03:44veio aqui e falou
01:03:45o meu compromisso
01:03:47é que as pessoas
01:03:48esperem no máximo
01:03:49um mês,
01:03:49senão elas seriam
01:03:50alocadas na rede privada.
01:03:52A senhora tem
01:03:53uma meta nesse sentido?
01:03:54Ela copiou
01:03:55o meu plano
01:03:56em relação a isso.
01:03:57A gente, na conversa
01:03:58com os especialistas,
01:03:59tanto públicos
01:04:00quanto privados,
01:04:01a gente chegou a isso,
01:04:02que um mês
01:04:03seria o limite.
01:04:04Por quê?
01:04:05Porque a gente
01:04:06precisa prevenir,
01:04:08né?
01:04:08São coisas de rotina,
01:04:09a gente está trabalhando
01:04:10com a prevenção,
01:04:11então é tudo aquilo
01:04:12que deixa o sistema
01:04:14muito mais barato,
01:04:16né?
01:04:16Então,
01:04:16precisa ser feito.
01:04:18Então,
01:04:18tem...
01:04:19A Tabata podia,
01:04:20a Tabata podia, pelo menos,
01:04:21dizer, né?
01:04:22Que copiou
01:04:22e dá o mérito.
01:04:24Candidata Marina Helena,
01:04:25a gente dá 30 segundos
01:04:26no final da sabatina,
01:04:27ao qual chegamos agora,
01:04:29para cada candidato
01:04:29se dirigir diretamente
01:04:30ao público.
01:04:31Fique à vontade.
01:04:32Bom,
01:04:33primeiro convidar vocês
01:04:34para se gostarem
01:04:35me seguir nas redes sociais,
01:04:36Marina Helena com HBR,
01:04:39lá você vai ter acesso
01:04:40a todas as minhas propostas,
01:04:42também deixo para vocês
01:04:43conhecerem os candidatos
01:04:44a vereadores do Partido Novo,
01:04:46que estão lá,
01:04:48que eu vejo que isso também
01:04:49é muito importante
01:04:50para cuidar da nossa cidade,
01:04:51tanto o voto para prefeito,
01:04:53mas também para vereadores,
01:04:55e dizer para dia 6 de outubro
01:04:57votar Marina Helena 30,
01:04:59prefeita de São Paulo.
01:05:01Muito obrigado
01:05:02pela sua participação presencial
01:05:04aqui no Estúdio Antagonista,
01:05:05na nossa série de Sabatinas,
01:05:07O.A. Marina Helena,
01:05:09candidata do Partido Novo,
01:05:10eu, Felipe Moura Brasil,
01:05:12e Carlos Graeb,
01:05:13a entrevistamos,
01:05:14e vocês continuam acompanhando
01:05:15de segunda a sexta-feira
01:05:17o Papo Antagonista,
01:05:18às 18 horas,
01:05:19ao vivo,
01:05:19na TV BMC,
01:05:20e aqui no canal
01:05:21de O Antagonista no YouTube,
01:05:22além de toda a nossa cobertura
01:05:23de todos os assuntos
01:05:24nacionais e internacionais
01:05:25em oantagonista.com.br
01:05:27e cruzoé.com.br.
01:05:29A gente continua também,
01:05:31claro,
01:05:31na cobertura detalhada
01:05:32das eleições municipais
01:05:33em todo o Brasil.
01:05:34Um grande abraço
01:05:36e até a próxima.
01:05:37O Antagonista
01:05:44nas eleições 2024
01:05:46o Antagonista
01:06:02Para escolher o Antagonista no YouTube,
01:06:03como se torna
01:06:04a prova
01:06:04para escolher oAT
01:06:06o seu design
01:06:07naれて
01:06:07importante
01:06:08e principalmente
01:06:08o nosso acompanноista
01:06:09no YouTube,
01:06:10dentro do nosso canal
01:06:10The Trif
01:06:11e coordination
01:06:12ando o Atlas
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