00:00Muito bem, vamos tratar ainda dos desdobramentos daquelas falas do Lula no domingo 18 de fevereiro.
00:07A brasileira Rafaela Tristman, vítima dos ataques do Hamas em 7 de outubro, sobrevivente, claro,
00:15gravou um depoimento dirigido a Lula após o petista comparar a Operação Militar de Israel na faixa de Gaza ao Holocausto.
00:23Ela estava no Festival de Música Nova com Hanani Glaser, seu então namorado, que foi morto pelo grupo terrorista.
00:32Imaginem a dor dessa jovem que perdeu o namorado, assassinado por um grupo terrorista.
00:41No vídeo publicado pelo Ministro das Relações Exteriores Israelense, Israel Katz, no X nessa quarta-feira,
00:47Rafaela afirmou que o Hamas ria na cara de vítimas que estavam no bunker com ela.
00:52O ministro publicou o vídeo em reação às declarações do Lula, mostrando que o senhor não dá bola nem para cidadãos brasileiros.
01:07Nós estamos aqui acolhendo essas pessoas, enquanto o senhor ajuda a disseminar as narrativas do Hamas.
01:17Vamos acompanhar um trecho do relato da brasileira.
01:20Nos tornamos 40 pessoas, dentro de um lugar extremamente apertado.
01:26Ficamos lá, nos tranquilizamos e pensamos que o nosso problema dos mísseis já tinha passado, pois estávamos em um lugar seguro.
01:34Quando, de repente, começamos a ouvir tiros do lado de fora do bunker.
01:39Esses tiros vinham do grupo terrorista Hamas, que estavam fazendo um ataque em Israel no mesmo dia.
01:47Nós não tínhamos noção das proporções do que estava acontecendo, estávamos apenas vivendo aquele momento.
01:53O Hamas chegou até o nosso bunker, eles atiraram bombas de gás, granadas, entraram no bunker e atiraram em todo mundo que estava vivo, em todo mundo que se mexia.
02:07Eles jogaram coquetelos molotov, eles fizeram uma fogueira no lugar da porta onde queimaram pessoas vivas.
02:16Eles sequestraram um menino que estava do meu lado, sequestraram uma outra menina que estava do meu lado, onde os terroristas a estupraram e depois queimaram ela viva.
02:26O dia 7 de outubro foi o maior trauma da minha vida e foi o dia mais escuro de toda a minha vida.
02:34Esperei lá, ouvi gritos, risadas.
02:38O Hamas entrava dentro do nosso bunker, atirava nas pessoas e ria na nossa cara.
02:43E gritava na nossa cara e comemorava na nossa cara.
02:47Isso não é um grupo de defesa, isso é um grupo de terrorismo.
02:50Rafaela disse que apenas 10 das 40 pessoas que estavam no bunker no local sobreviveram aos ataques do Hamas.
03:00Acrescentando que ela só saiu com vida de lá porque ficou debaixo de corpos de outras vítimas por 5 horas.
03:09É realmente impressionante esse relato.
03:11Ela ficou debaixo de cadáveres, fingindo ali de morta para ser esquecida, para não ser vista pelos terroristas.
03:21Cena de filme.
03:23Isso acontece no mundo real.
03:26Aquele mundo real que não é do conhecimento de Luiz Inácio Lula da Silva.
03:31Em outro momento, a brasileira afirmou que o governo Lula não foi mobilizado e que as vítimas se sentiram mais do que se sentiram.
03:40Ela falou assim, esqueceram da gente.
03:44Ela falou dos comentários antissemitas do Lula.
03:48E a gente vai ver mais um trecho desse vídeo.
03:52Realmente é uma situação muito complicada saber que eu, brasileira, não posso voltar agora para o meu próprio país
03:58por conta do perigo de ser judia e estar num país onde tem muito antissemitismo.
04:03Onde a representação do país faz comentários antissemitas.
04:07Onde o governo compara o que Israel faz com Hitler.
04:11Não apenas difamando o antissemitismo, mas também desrespeitando a memória de 6 milhões de judeus que morreram no holocausto.
04:21De 6 milhões de judeus que foram assassinados brutalmente por causa de um representante.
04:28Continuo com os meus tratamentos.
04:33Israel me dá todo o apoio que precisa.
04:36O Brasil, o governo brasileiro, em nenhum momento entrou em contato comigo, com Rafael Zimmerman, com Jade Coker,
04:45com Hanani Glaser, com a família de Hanani Glaser, que foi brutalmente assassinada no ataque do dia 7 de outubro.
04:51Com a família da Karen, que foi brutalmente assassinada no ataque do dia 7 de outubro.
04:56Com a família da Bruna, que foi brutalmente assassinada no dia 7 de outubro.
05:01E realmente o governo não foi mobilizado e simplesmente nós sentimos que esqueceram da gente.
05:08Então, eu estou aqui hoje, sentada com o ministro, para poder mostrar um outro lado da história.
05:15Poder mostrar a importância de espalhar as notícias de uma maneira correta.
05:20De mostrar como sim Israel tenta proteger os cidadãos.
05:24E como sim Israel faz de tudo para que não tenham casualidade de civis.
05:31Está aí o depoimento fortíssimo dela.
05:34Duda, eu vou citar depois a reação do ministro das Relações Exteriores, Malvieira,
05:41mas primeiro a gente precisa falar desse recado, precisa falar a respeito desse caso.
05:47É muito constrangedor para o Brasil que o governo de outro país tenha de trazer a público
05:59uma vítima brasileira que não foi acolhida pelo governo,
06:06que no entanto está aí ofendendo a honra, a memória dos judeus de todo o mundo.
06:13Porque o vínculo com as vítimas do holocausto é de todos os judeus do mundo.
06:19E o Lula fez essa comparação da reação militar a essa selvageria, a esse horror,
06:25com o maior horror da história humana, o extermínio em massa, deliberado,
06:32de milhões, seis milhões de judeus, incluindo mulheres e crianças,
06:36eles que sempre estão falando em nome de mulheres e crianças,
06:40baseado em narrativas do Hamas, sem esperar investigações independentes.
06:45Então, assim, é muito constrangedor para o Brasil e não se dá, evidentemente,
06:53em rádio e TV, a dimensão da barbaridade cometida pelo Lula.
06:58E depois a gente vai comentar sobre o governo. Diga, Doutor.
07:01Bom, o recado da Rafaela é super forte, ela é muito jovem, 20 anos,
07:09conta o que passou ali olhando para a câmera com uma franqueza impressionante
07:19e passou realmente por coisas assombrosas.
07:27Então, recomendo a todos aqui que estamos vendo que assistam ao vídeo inteiro.
07:35E esse depoimento que ela faz de esqueceram da gente
07:41é uma coisa que impressiona, né?
07:45Porque o Brasil tem uma embaixada em Tel Aviv
07:51que deveria se preocupar com os brasileiros que estão em Israel.
07:58E nós vimos, né, depois do atentado, quando a guerra começa,
08:02uma preocupação ali, uma propaganda do governo brasileiro,
08:06do tipo, nós estamos tirando as pessoas da faixa de Gaza,
08:10estamos tirando as pessoas de Israel, né?
08:12Saiu o avião lá de Israel, de Tel Aviv, com brasileiros para cá.
08:16Mas que os familiares e as pessoas que conseguiram sobreviver a esse atentado
08:23não tenham recebido nenhuma ligaçãozinha lá da equipe do Frederico Meyer, né?
08:29Esse embaixador que a gente ficou familiarizado com ele
08:36na hora que ele toma um pito ali do ministro de Relações Exteriores de Israel
08:41no Museu do Holocausto,
08:43realmente não dá para entender aí como é que o governo brasileiro
08:49realmente não entrou em contato.
08:53Isso omitiu.
08:53omitiu nessa situação tão grave que ela passou.
08:57É, e mais uma confirmação de que o governo Lula tem um lado nessa história
09:04e busca, a cada atitude, reforçar a sua demonização de Israel.
09:12Então, houve aquela pose para receber quem era brasileiro e estava na faixa de Gaza,
09:17mas não houve atitude, de acordo com o relato da Rafaela,
09:22para atender as vítimas do Hamas em Israel.
09:27Quer dizer, só há olhos, portanto, para aqueles que na narrativa do Lula
09:33são vítimas de Israel, que são os moradores da faixa de Gaza.
09:38Ele nunca coloca o Hamas, nunca cita que o Hamas usa civis como escudos humanos,
09:44que o Hamas vai lá matar e se esconde no meio do povo,
09:47que é para depois poder voltar a matar,
09:50constrangendo, evidentemente, a vítima dos seus terminos, dos seus sequestros,
09:55a não agir contra si por pudor, por cerimônia, por preocupação com a vida humana.
10:03E Israel faz aquele esforço que a gente tem mostrado desde o começo da guerra
10:07para que os civis inocentes saiam pelos corredores humanitários,
10:12saiam do norte para o sul, que peguem as estradas, a orientação,
10:17por meio de distribuição de panfletos, a telefonemas individuais,
10:20mensagens que são enviadas para celulares, a uma série de medidas.
10:25Agora, obviamente, não se pode deixar um grupo terrorista
10:28ir lá matar 1.200 pessoas, sequestrar 239,
10:32que são mantidos, portanto, reféns,
10:35que o exército israelense precisa buscar para...
10:37Precisa resgatar?
10:39Não se pode deixar que eles façam isso,
10:41se escondam no meio das pessoas
10:42e se aguarde apenas que eles voltem para cometer novos crimes.
10:48Então, você tem essa dificuldade logística
10:50e se enfrenta a essa dificuldade
10:52buscando, obviamente, evitar danos
10:56ou minimizar ao máximo.
10:59Agora, é a defesa que Israel faz do seu próprio povo
11:04para que não seja alvo de um novo genocídio.
11:07E aí
11:12Obrigado.
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