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  • há 9 meses
Ernesto Araújo afirmou hoje, durante sessão da CPI da Covid, que sabia da oferta de imunizantes da Pfizer ao governo brasileiro, mas disse que não notificou Jair Bolsonaro sobre o assunto porque presumiu que o presidente havia sido avisado.

“Não comuniquei diretamente, porque a comunicação da embaixada em Washington dizia que havia uma comunicação endereçada ao presidente […] Presumi que o presidente da República soubesse.”

Em seu testemunho à CPI da Covid, o ex-CEO da Pfizer, Carlos Murillo, disse que os primeiros contatos do governo brasileiro com a empresa sobre a compra de vacinas aconteceram em maio.

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Transcrição
00:00Em 15 de setembro, a Embaixada Brasileira em Washington enviou um comunicado relatando o teor de uma carta emitida pela Pfizer,
00:07frisando necessidade de celeridade e urgência do assunto, que seria a aquisição das vacinas da Pfizer.
00:13Carta essa que já está de posse da Comissão Parlamentar de Inquérito.
00:17Eu lhe pergunto, o senhor comunicou ao Presidente da República tão logo recebeu esse comunicado da Embaixada Brasileira em Washington?
00:23Não comuniquei diretamente. A comunicação da Embaixada em Washington, o Telegrama, informava que a Embaixada havia recebido uma cópia
00:32de uma carta dirigida ao Presidente da República, ao Vice-Presidente, ao Ministro-Chefe da Casa Civil, ao Ministro da Economia e ao Ministro da Saúde, se não me engano.
00:44Sim, ao Embaixado Brasileira em Washington também.
00:46Sim, ele recebeu uma cópia da carta.
00:48O senhor teve conhecimento?
00:50Sim, sim.
00:50O senhor comunicou ao Presidente da República?
00:52Não, porque deixava claro que já tinha seguido para o Presidente da República.
00:57Mas, veja, o senhor não consideraria importante uma carta que o senhor recebe com o Ministro-Chefe das Relações Exteriores, falando sobre vacina no meio de uma pandemia?
01:06O senhor não consideraria importante?
01:08Senhor Presidente, veja, é importante isso.
01:11Sim, veja...
01:11Reiterar essa comunicação ao Presidente da República?
01:13Sim, veja. Obrigado, senador. Eu não era destinatário da carta, recebi uma cópia.
01:19Não, o destinatário era um subordinado seu.
01:21E, por óbvio, era um subordinado seu, porque ele era embaixador do Brasil em Washington.
01:26Já faz a empresa norte-americana.
01:27Perfeito.
01:28E se o embaixador do Brasil em Washington declinou a carta para o senhor, por óbvio, era para o senhor tomar as providências devidas.
01:34Não é?
01:34Perfeito.
01:35As providências, no caso...
01:37Enfim, a questão do destinatário...
01:39O meu entendimento é que a embaixada em Washington recebeu uma cópia. O embaixador não era destinatário.
01:44Mas, enfim, tive conhecimento do tema e o telegrama de Washington também esclarecia que a própria embaixada em Washington já havia antecipado também para a assessoria internacional do Ministério da Saúde.
01:56Resumindo, o senhor não comunicou ao Presidente da República.
02:00O senhor não comunicou ao Presidente da República porque tinha conhecimento que o Presidente da República já sabia.
02:05Porque presumia que o Presidente da República já soubesse.
02:08O senhor não comunicou ao Presidente da República.
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