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O Instituto Butantan está realizando testes para verificar se a Coronavac tem eficácia contra as variantes do coronavírus. Em entrevista ao Papo Antagonista, Dimas Covas comentou o processo.

#DimasCovas #Coronavac #Covid-19

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Transcrição
00:00Doutor Dimas, o ex-ministro Mandetta disse numa entrevista publicada hoje pelo Estadão,
00:07ele comparou o vírus com uma Ferrari, em função justamente das novas variantes,
00:14o próprio ministro Pazuello ainda há pouco comentou, dizendo que a variante, a nova variante,
00:20a mutação triplica a contaminação, aí até achei interessante que ele disse que pode surpreender o gestor.
00:26Bom, ele é um gestor. E o Mandetta então comparou a Ferrari do vírus com a carroça da vacinação.
00:35O que o senhor acha que é o principal entrave para que a população seja imunizada de uma forma decente?
00:47Olha, a melhor vacina é aquela que chega ao braço do cidadão.
00:51Quer dizer, vacina na prateleira, ou vacina no contrato, ou vacina projetada, essa vacina não vai ter eficiência nenhuma.
01:01Então, nesse momento, nós precisamos de vacinas.
01:05Sejam essas vacinas feitas com essas novas tecnologias e que estão tendo problema aí com essas variantes,
01:12mas embora elas tenham problema, por exemplo, como essa vacina da AstraZeneca, que teve problema lá na África do Sul,
01:18embora ela tenha uma diminuição acentuada da eficácia, ela ainda confere grau de proteção.
01:25Então, nesse momento, o que nós temos que procurar é proteger principalmente as populações mais vulneráveis.
01:32E essa população é a população de indivíduos acima de 60 anos.
01:36Então, o que nós temos é que ter mais vacinas.
01:40Não é possível atender essa população, que aqui no Brasil é em torno de 40 milhões de pessoas.
01:46Para isso, nós vamos precisar de pelo menos 80 milhões de doses, no caso de vacinas com duas doses.
01:51Nós precisamos atender essa população o mais rapidamente possível.
01:55Porque protegendo essa população, nós vamos evitar aí 70% de mortes, que é o que acontece hoje.
02:02Os óbitos no Brasil, 70% deles ocorrem em indivíduos acima de 60 anos.
02:09Então, existe essa urgência de proteger essa população mais vulnerável o mais rapidamente possível.
02:15E aí houve toda essa dificuldade em incorporação dessas vacinas.
02:20A vacina do Butantan foi a última a ser incorporada.
02:23Ela foi incorporada no começo de janeiro, no dia 7 de janeiro.
02:26E outras vacinas que foram incorporadas anteriormente ainda não estão presentes em volumes apreciáveis.
02:34Então, precisamos de vacinas.
02:35Precisamos trazer essas vacinas o mais rapidamente possível.
02:38Sejam elas de eficácia 100%, 80%, 50%, 60%.
02:45Todas têm uma condição de evitar os casos moderados e graves, que é o que importa nesse momento.
02:53Em relação à transmissão, aí sim, vamos ver mais lá na frente como é que se comporta a transmissão em relação a essas vacinas.
03:01É uma pergunta que ainda nós não sabemos para nenhuma vacina.
03:05Eu tenho duas perguntas.
03:07Uma emendando com a sua resposta anterior.
03:10Se o senhor fosse o ministro da Saúde, o que o senhor teria feito de diferente?
03:16Olha, essa questão das vacinas é uma questão desde meados do ano passado.
03:23Então, os países que foram mais previdentes encomendaram volumes apreciáveis de vacinas.
03:30Nem todos ainda as receberam.
03:32Mesmo esses que já tinham contratos anteriores.
03:34Existe uma escassez mundial de vacinas.
03:36E o Brasil entrou nessa história um pouco tardiamente.
03:41Ele demorou um pouco para entrar.
03:44Poderia já estar vacinando a sua população desde dezembro.
03:47Isso não aconteceu.
03:48Aconteceu em janeiro, porque o Butantan teve essas vacinas, forneceu essas vacinas.
03:53E mesmo isso foi ainda tardiamente, visto que em julho do ano passado,
03:59nós ofertamos ao ministério 160 milhões de vacinas.
04:0260 milhões eram para não ser entregues, inclusive, no ano passado, e 100 milhões desse ano.
04:08E só tivemos uma resposta no começo desse ano.
04:11Então, houve aí, sem dúvida nenhuma, uma falta de percepção do momento,
04:17do momento oportuno para desencadear a encomenda dessas vacinas.
04:22E hoje nós estamos vivendo exatamente uma crise decorrente dessa falta de percepção.
04:26Técnica.
04:30O Butantan está realizando estudos para ver se a Coronavac também tem uma eficácia importante
04:39em relação às demais variantes que já estão circulando no Brasil?
04:44Sem dúvida.
04:46Isso é uma prioridade.
04:48Nesse momento, nós estamos com estudos em andamento contra a chamada variante P1,
04:52aqui no Butantan mesmo.
04:54Já existem estudos com as outras variantes, conduzidas lá na China.
04:58Os resultados ainda não foram oficialmente divulgados,
05:01mas os dados preliminares indicam que existe uma efetividade da vacina
05:05contra a variante inglesa e contra a variante sul-africana.
05:09Brevemente, esses dados serão oficialmente divulgados.
05:12E também aqui, brevemente, também vamos anunciar os resultados contra a variante chamada P1,
05:17variante amazônica.
05:19Isso é importante porque aqui no Brasil, essa variante P1 está ganhando uma dimensão muito preocupante,
05:26quer dizer, ela está se tornando rapidamente a variante dominante,
05:30já está presente aí praticamente em todos os estados,
05:34e vai se tornar, sem dúvida nenhuma, a variante dominante.
05:39Ela tem algumas características que já indicam preocupação,
05:43como uma infecciosidade elevada, superior às variantes ou aos tipos iniciais da primeira onda,
05:52e também um possível aumento de viremia,
05:58quer dizer, o indivíduo fica com o vírus mais tempo.
06:01Isso também tem implicações, pode ter implicações na gravidade dos casos,
06:06e o que nós estamos observando hoje é uma incidência maior de gravidade
06:11nas populações mais jovens, o que anteriormente não acontecia.
06:16Então, essa variante preocupa muito,
06:19e nós temos que testar rapidamente a resposta dos indivíduos que tomaram a vacina,
06:25a vacina do Butantan, em relação a essa variante,
06:27para saber o grau de proteção conferida.
06:36Obrigado.
06:37Obrigado.
06:38Obrigado.
06:39Obrigado.
06:40Obrigado.
06:41Obrigado.
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