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  • há 9 meses
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Claudio Dantas comenta a iminente volta de Fabrício Queiroz para Bangu, analisando a decisão de Felix Fischer, que ainda pode ser derrubada por Gilmar Mendes.

E ainda: a reportagem exclusiva sobre a delação que atinge Ricardo Barros, novo líder do governo Bolsonaro, e os detalhes do Datafolha com a alta da popularidade do presidente.

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00:00:00Música
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00:01:19Eu sou o Rodrigo Rangel, diretor da Cruzoé, e trago os principais destaques da nossa nova edição.
00:01:26Cruzoé é alvo de mais uma ordem de censura.
00:01:29O exemplo que vem de cima, especialmente do Supremo, tem encorajado os juízes a sufocar a liberdade de imprensa.
00:01:35E ainda, por que o Ministério Público tem investigar, neste momento, os repasses de Fabrício Queiroz para Michele Bolsonaro?
00:01:42E depois do Petrolão, quais são as empreiteiras campeãs de contratos no atual governo?
00:01:47Essas e outras reportagens você lê em cruzoé.com.br
00:01:51O Antagonista Mais
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00:04:51Muito boa noite, bem-vindos ao gabinete de crise desta sexta-feira, dia 14 de agosto.
00:05:13E a nossa homenagem ao Flávio Wonka Bolsonaro, o programa hoje promete.
00:05:19Ó, estamos ainda no aguardo aqui, houve a decisão da prisão do Fabrício Queiroz, né?
00:05:27O Félix Fischer, vocês sabem, ontem determinou que ele volte para Bangu.
00:05:31E hoje passou o apartamento, volta para o apartamento, solta aí, solta aí, solta aí, ô Freitas.
00:05:44Muito bem, então ele saiu aquele momento ali, foi para uma clínica, fez exames, parece que tem uma cirurgia marcada, enfim, tem sempre uma cirurgia.
00:06:08E aí depois retornou.
00:06:38Na Taquara, né?
00:07:08O problema é que após as 18, os policiais ou oficiais de justiça não podem entrar no apartamento sem autorização do casal.
00:07:17Neste caso, a prisão só poderia ser executada na manhã de amanhã, do sábado.
00:07:24E aí é o seguinte, volta para mim aqui, Freitas.
00:07:26Nós temos, estamos aguardando, estamos acompanhando neste interim, o que ele fez, o que o Queiroz fez?
00:07:34Entrou com recurso no STF, já tinha aquele habeas corpus lá com o Gilmar Mendes, entrou com um segundo lá com o Gilmar.
00:07:40O Gilmar não decidiu ainda, o Gilmar tinha pedido informações ao STJ, o STJ forneceu informações, mas até este momento, até a hora aqui do nosso programa, não tem decisão lá no STF.
00:07:52Então o Queiroz fez o quê? A defesa também recorreu ao STJ.
00:07:56Então agora nós temos aí dois recursos, três recursos, dois no STF e um no STJ.
00:08:02Obviamente que esse do STJ ali vai cair com o Prevento, o ministro relator Félix Fischer.
00:08:08Então vamos aguardar o que vai acontecer, se ele ainda é preso hoje ou só amanhã de manhã.
00:08:16A decisão do Félix Fischer nós obtivemos também em primeira mão e destrinchamos ela logo cedo.
00:08:23Aqui nós vamos revisar as principais partes, os principais trechos dessa decisão, que é uma decisão muito bem fundamentada do ministro Félix Fischer.
00:08:33Decisão esta que derrubou aquela liminar esdrúxula do ministro Noronha, presidente do STJ, que quis fazer ali um agrado.
00:08:41Ele que se coloca como candidato ao STF, então quis fazer um agrado ao Bolsonaro, provavelmente deu ali a liminar, beneficiando, dando a prisão domiciliar para o Queiroz e para a Márcia.
00:08:55Que naquela ocasião, a gente está falando do plantão do judiciário, a Márcia estava foragida.
00:09:01Então atropelou tudo.
00:09:03Mas quem está dizendo isso não sou eu não, é o próprio Félix Fischer.
00:09:06Ao derrubar a decisão do Noronha, ele disse que o argumento da Covid não era motivo para soltar o Queiroz.
00:09:13O que ele diz aqui?
00:09:16Ele diz que a recomendação do CNJ, citada pelo Noronha, sobre presos com Covid, não determina a soltura indiscriminada,
00:09:25nem mesmo daqueles que apresentem comorbidades de idade que potencializem a infecção.
00:09:31Justamente porque tal medida por si só não resolve nem mitiga o problema, uma vez que os riscos de contrair a doença
00:09:38não são inerentes àqueles que fazem parte do sistema penitenciário.
00:09:42Ademais, a soltura ampla de presos não é hábil ao atingimento da finalidade, que é a de redução de riscos epidemiológicos.
00:09:50Segundo o Fischer, é necessário que o Poder Judiciário, gente, avalie caso a caso, mas de forma integral,
00:09:56considerando as medidas cabíveis e adequadas ao caso concreto.
00:10:00E aí o que a gente tem?
00:10:01Além das condições pessoais do preso, das características do crime, é preciso avaliar também as condições físicas do local onde o segregado
00:10:11e até mesmo as condições do local em que o paciente ficará, caso beneficiado pela substituição da medida.
00:10:16Ou seja, é indispensável que haja a avaliação da conjuntura.
00:10:21O que Primaface não é possível na via eleita, em que se dispõe apenas das informações forrecidas pelos próprios requerentes.
00:10:27Ou seja, o Noronha deu ali a canetada só com informações fornecidas pela defesa.
00:10:33E o próprio Ministério Público havia se colocado de forma contrária a essa prisão domiciliar,
00:10:41inclusive derrubando os argumentos de que o Queiroz estaria com problemas de saúde.
00:10:48E aí o Fischer fala aqui, repita-se, que embora haja notícia de comorbidade do Queiroz,
00:10:53com a juntada de farta documentação no HC, no qual ele é paciente,
00:10:58deve-se esclarecer que tais peças refletem estado de saúde pretérito e não atual.
00:11:04Como dito, a documentação não dá conta de que o paciente atualmente enfrenta estado de saúde extremamente debilitado
00:11:09e de que, eventualmente, tratamento de saúde não poderia ser realizado na penitenciária ou respectivo hospital de custódia.
00:11:16Ele destaca ainda que a própria procuradora Soraya Gaia opinou pela denegação da ordem,
00:11:22apontando a ausência de comprovação de estudo de saúde debilitado do apenado,
00:11:28assim como inexistente debate desde a origem.
00:11:33Aí o Fischer também citou uma outra coisa importantíssima desse caso,
00:11:37que é o inquestionável comportamento de risco de fuga do Queiroz e da mulher.
00:11:43O paciente, após faltar a diversos depoimentos marcados e remarcados no fim,
00:11:49no final de 2018,
00:11:51alegando a necessidade de submeter-se a uma cirurgia na cidade de São Paulo,
00:11:55não foi mais encontrado,
00:11:58mesmo depois de receber a alta hospitalar.
00:12:00Jamais atualizou seu endereço nos autos,
00:12:03sendo localizado por investigadores residindo de maneira furtiva
00:12:06em uma casa numa cidade do interior paulista,
00:12:09lá na Chácara de Atibaia, do Fred Wassef.
00:12:13O ministro afirmou também que os elementos de informação
00:12:15são igualmente seguros no sentido de sua atuação efetiva na orientação
00:12:19e liderança da organização criminosa na direção da destruição de provas
00:12:24pelos demais integrantes,
00:12:26o que evidencia a presença do perículo imora,
00:12:29justificando-se a custódia cautelar também pela necessidade de garantir a instrução criminal.
00:12:33Bom, a decisão judicial, portanto, revela concretamente a necessidade de imposição
00:12:40de privação da liberdade ambulatorial ao paciente,
00:12:44atendendo-se ao princípio esculpido aqui no artigo 93 da Constituição,
00:12:48motivo pelo qual encontra amparo no artigo 5º.
00:12:50Para Fischer, não se pode ignorar o comportamento também da mulher do Queiroz,
00:12:54a Márcia Aguiar, que estava foragida e mantinha constante contato com pessoas
00:12:59também ligadas ao Queiroz para tratar, dentre outros,
00:13:02de assuntos concernentes à instrução criminal.
00:13:05Bom, é isso aí.
00:13:07Aí, nesta mesma decisão, o Félix Fischer mostra que o Queiroz trabalhou arduamente
00:13:13para destruir provas.
00:13:16Há diversos relatos sobre adulteração de folhas de ponto de servidores,
00:13:20que estariam em atuação irregular na alerje,
00:13:22manobras transcritas para impedir a própria localização do rastreamento pela polícia,
00:13:26saltam aos olhos.
00:13:28Manobras de Queiroz também para se esconder, né?
00:13:37Saltam os olhos, como eu acabei de dizer, justamente nessa busca aí para escapar da justiça.
00:13:43Nós sabemos que ele estava aí no sítio lá de Atibaia, né?
00:13:47Não é o sítio do Lula, é o sítio do Acef, né?
00:13:50E o Acef é apontado pelo MPF, pelo MP, perdão, como o tal do Anjo,
00:13:56que era a pessoa que coordenava todo esse esquema de ocultação do Queiroz.
00:14:02Próximo.
00:14:04Inclusive, está aqui o próprio ministro fazendo referência à decisão do MP, né?
00:14:10A representação do MP mostrando aqui que o Anjo foi quem orientou o Queiroz a se esconder em São Paulo.
00:14:17Próximo.
00:14:20E aí, o ministro ainda faz aqui uma ressalva, né?
00:14:25Ele cita a ligação do Queiroz com o Adriano, o Adriano da Nóbrega, né?
00:14:29O miliciano que morreu, né?
00:14:31Foi morto lá pela polícia na Bahia.
00:14:33Ele diz o seguinte, que os indícios de envolvimento...
00:14:36Desculpem que estava ligado aqui, eu sempre esqueço.
00:14:40Os indícios de envolvimento com a pessoa de Adriano da Nóbrega e seus familiares também chamam a atenção, né?
00:14:46Fazendo referência justamente ao Adriano da Nóbrega aqui.
00:14:50Para esclarecer, foi denunciado no início de 2019 pelo GAECO na operação Intocáveis.
00:14:55Ok.
00:14:55Próximo.
00:14:56Bom, aí ele começa a falar de uma série de coisas importantes aqui.
00:15:04Por exemplo, os dados bancários dos assessores, os ex-assessores do Flávio Bolsonaro,
00:15:10mostram que o Queiroz agia realmente como um operador financeiro do esquema de rachadinhas.
00:15:16Essa conclusão é do próprio Ministério Público em função da quebra de sigilo fiscal e bancário desses assessores,
00:15:24dos familiares e o cruzamento dessas informações, vocês que estão nos acompanhando, né?
00:15:30Há semanas nós vimos trazendo aí informações, detalhes justamente desse cruzamento de informações,
00:15:36mostrando os diversos depósitos, pagamentos de boleto e etc., envolvendo aí o Queiroz e o Flávio Bolsonaro, a família e etc.
00:15:47Bom, próxima.
00:15:52E aí o Fischer avança, né?
00:15:55Dizendo aí que esse esquema operado pelo Queiroz tinha uma verdadeira organização, uma hierarquia, né?
00:16:01E aí aponta, obviamente, o Flávio como peça importante disso aí e o Queiroz como o operador financeiro.
00:16:07Próximo.
00:16:10Bom, o MP levantou, fazendo esse cruzamento, levantou aí as informações bancárias de 24 ex-funcionários, né?
00:16:20Sendo 12 ligados a Fabrício Queiroz, 10 ligados a Ana Cristina Valle, ex-mulher de Jair Bolsonaro,
00:16:26e 12 ligados ao Adriano da Nóbrega, o chefe da milícia, tá?
00:16:30Segundo eles, segundo o MP, eles sacaram ao todo 7,2 milhões de reais, 60% do que receberam de salário no gabinete do Flávio Bolsonaro.
00:16:46Então, é um negócio realmente escandaloso, né?
00:16:52O período de saques coincide com os de pagamentos que Flávio fez em espécie.
00:16:57Por exemplo, para a compra de dois imóveis em Copacabana.
00:17:02Nós, naquele outro nosso programa, detalhamos isso, mostrando todos os imóveis, os pagamentos e como eles coincidem com esses saques.
00:17:12Próximo.
00:17:13Bom, ontem o Jornal Nacional trouxe aí essa informação do depoimento do Cristiano Corrêa Silva.
00:17:25Vocês viram até a menção a esse depoimento aí na nossa abertura, aliás, belíssima edição do Freitas.
00:17:32Merece os parabéns.
00:17:33Então, o Jornal Nacional veiculou esse depoimento e no depoimento, o ex-dono da loja de chocolates no Rio, que hoje pertence ao Flávio Bolsonaro, fala o seguinte.
00:17:46Ele diz que o Flávio vendia o panetone com nota fiscal a 100 reais, mas o panetone era vendido a 80.
00:17:54Quer dizer, uma diferença de 20 reais para cada panetone vendido.
00:17:57Isso aqui, fazendo referência ao Natal de 2016.
00:18:02A Copenhagen confirmou a infração e disse que a loja do filho do Jair Bolsonaro foi advertida e mutada.
00:18:10E no próprio depoimento, o Cristiano também acusou o Flávio, o sócio do Flávio Bolsonaro, o tal do Alexandre Santini,
00:18:16de intimidar a sua mulher, mandando ameaças por e-mail, depois da denúncia à matriz da Copenhagen.
00:18:21Para o Ministério Público, o depoimento reforça a hipótese de que a loja era usada para lavar parte dos recursos desviados pelo esquema da rachadinha na Alerje,
00:18:31na época em que o Flávio dava expediente como deputado estadual.
00:18:35Ok?
00:18:36Bom, o Flávio, quando questionava isso sobre esses diversos pagamentos em dinheiro,
00:18:45inclusive aqueles 638 mil reais pagos na compra de dois apartamentos Copacabana,
00:18:51disse que não se recorda, né?
00:18:53Ele não se recorda, ele pagou 640 mil reais e não sabe, não lembra.
00:19:01Ele não lembra, ele não disse nem que não, que não pagou, ele simplesmente não lembra.
00:19:05Como a gente mostrou no outro programa, esse dinheiro, ele registrou 300 e poucos mil reais, né?
00:19:11Que foi o depósito ali e tal, e esse dinheiro depois o vendedor depositou na mesma hora,
00:19:18junto com o cheque e com tudo, quer dizer, o dinheiro que ele recebeu na mesma agência,
00:19:22na mesma hora depois de fechar o negócio.
00:19:24Então ficou óbvio que esse dinheiro foi pago nesse negócio,
00:19:28até porque os imóveis valiam muito mais do que 300 e poucos mil reais.
00:19:31E lembrando, a gente fez a questão aqui de lembrar que o Arruda, né?
00:19:38O ex-governador José Roberto Arruda, ex-governador aqui do Distrito Federal,
00:19:42foi condenado em 2017 na operação, em um dos processos lá da operação da Caixa de Pandora,
00:19:49por falsificar recibos de panetone.
00:19:52Então assim, não é a primeira vez, não é a primeira vez que se usa, volta pra mim aqui, Freitas,
00:19:58não é a primeira vez que se usa panetone, né?
00:20:01Pra outros fins que não sejam aqueles de você comer, tá bom?
00:20:05Quem tá me perguntando, por que que tá com essa cartola?
00:20:07Bom, assista aí a abertura do nosso programa, né?
00:20:11É que é uma homenagem ao nosso querido Flávio Wonka Bolsonaro.
00:20:16Bom, é o seguinte, lá em dezembro, o Frederico Assef, quando surgiram essas primeiras posteses aí,
00:20:25do próprio MP das movimentações envolvendo a franquia lá da loja de chocolate,
00:20:31o Assef disse que o Flávio não era vendedor de chocolate, ele era parlamentar.
00:20:37O senador é um parlamentar que viaja, que trabalha, que luta pelo Brasil.
00:20:40Ele não sabe nem das contas dele, da movimentação, dos funcionários, de gerentes, quem cuida da conta.
00:20:46Ele não vai ter esses detalhes em relação à movimentação da loja, porque ele não é vendedor de chocolate.
00:20:52Ele é parlamentar, que tem uma empresa e uma vida empresarial paralela.
00:20:56Então tá bom.
00:20:57Olha, tem um risco aí sempre, né?
00:20:59Você não acompanha o seu dia a dia do negócio, fica difícil.
00:21:03Então você tem que, é melhor escolher.
00:21:05Ou você é político ou empresário, não dá pra ser as duas coisas ao mesmo tempo.
00:21:08Próximo aí, Freitas.
00:21:11Ó, o Flávio negando aqui, matéria também da mesma época, negando a lavagem, né?
00:21:17Dizendo que o PM que comprou, porque dentro daquelas movimentações suspeitas,
00:21:24você tinha um amigo dele, né?
00:21:25O Diego Sodré de Castro Ambrosio, PM também,
00:21:29tinha comprado 21 mil reais, 21 mil e 100 reais em produtos lá da loja de chocolate.
00:21:36Então, realmente, o sujeito gosta de chocolate.
00:21:40248 panetones.
00:21:45248 panetones.
00:21:46Você tem que gostar mesmo de panetone.
00:21:48Realmente, bom.
00:21:51E na mesma linha, a gente tá resgatando essas informações,
00:21:55que elas se conectam com tudo que tá saindo agora.
00:21:57Na mesma linha, o Flávio Bolsonaro, na ocasião, disse ter retirado
00:22:01quase 800 mil reais de receita nos três primeiros anos de atividade da sua loja de chocolate,
00:22:07inaugurada em 2015.
00:22:10O valor, segundo o Globo, na ocasião publicou, fez a conta e tal,
00:22:15é 82% maior do que a própria Bolsotini e Chocolates tinha relatado à Receita Federal na mesma época.
00:22:20Nas declarações de informações socioeconômicas e fiscais da Bolsotini,
00:22:25Flávio obteve 435 mil e 600 reais no período.
00:22:29Então, aqui, praticamente o dobro, quase o dobro.
00:22:34Olha, realmente é um bom negócio essa coisa de vender chocolate.
00:22:37Lembrando, né, lembrando que, a gente até mostrou no vídeo do C.D. Silva, né,
00:22:45as vendas caíam justamente na época da Páscoa.
00:22:48Então, assim, não dá pra entender, realmente, por que isso acontecia.
00:22:54Bom, tínhamos outra aqui, ó, em maio saiu uma outra informação importante
00:22:58sobre a loja de chocolate do advogado, Vitor Granado Alves, da mulher dele,
00:23:03a também advogada Maria Francesco Granado, que também teve aí um aumento de capital social enorme,
00:23:10de 860% em apenas dois anos.
00:23:14Só que é o seguinte, o Granado é ex-assessor do Flávio Bolsonaro,
00:23:19que, segundo o Paulo Marinho, encontrou-se com o delegado da PF,
00:23:22que teria vazado a furna da onça.
00:23:25Ele também é investigado pelo MP do Rio no caso da Rachadinha,
00:23:28junto com o Flávio e o Fabrício Queiroz.
00:23:31Aí vocês veem aqui, ó.
00:23:32Como senador, Granado Alves também tem franquias da Copenhagen.
00:23:36Flávio é dono da empresa Bolsotini Chocolate, junto com Alexandre Santini,
00:23:41uma loja que fica no Via Park, na zona oeste do Rio, né,
00:23:44e a loja foi usada por Flávio para lavar cerca de 1,6 milhão em dinheiro vivo
00:23:49obtido a partir das devoluções de parte dos salários dos servidores.
00:23:52No shopping Via Brasil, na Zona Norte,
00:23:55o seu ex-assessor, o Granado Alves, também tinha uma franquia da Copenhagen.
00:23:59Essa empresa é a mais antiga que ele possui com a mulher e está registrada como Damas do Chocolate.
00:24:04Ela foi aberta em 2007 e em fevereiro deste ano foi transferida para a Avenida Nilo Peçanha.
00:24:08Então, assim, a gente lembra aqui, né, uma coisa frequente, tem uns símbolos, né,
00:24:15todos os casos aí de corrupção, está envolvendo a política, sempre tem um símbolo.
00:24:20A gente teve a coisa da Land Rover, né, que foi muito usada pelo PT,
00:24:24veio estourar até no Petrolão.
00:24:26O Petrolão só foi descoberto por causa da Land Rover,
00:24:29que o Youssef comprou lá, pagou para o Paulo Roberto,
00:24:34que era o então diretor lá da Petrobras, né, de abastecimento.
00:24:39E agora parece que o símbolo desse caso envolvendo aí o Flávio Bolsonaro é o chocolate, né,
00:24:45é loja de chocolate.
00:24:46Então, por isso aí a nossa homenagem.
00:24:49A fantástica fábrica de, vamos lá, propina, será?
00:24:55Vamos lá, procuradora pró-Bolsonaro, isso aqui é muito importante, tá, gente?
00:25:01Na sequência aí deste caso, a procuradora Soraya Gaia, vejam só,
00:25:07antecipou em três dias a contagem de prazo para que o Ministério Público do Rio
00:25:11pudesse recorrer contra a decisão que dava foro privilegiado ao Flávio Bolsonaro,
00:25:17no processo da rachadinha.
00:25:18Com isso, a gente publicou até ontem, o Ministério Público perdeu o prazo para o recurso.
00:25:25Soraya, que já elogiou o Jair Bolsonaro nas redes sociais,
00:25:28acessou em uma quinta-feira, dois de juro,
00:25:31a intimação que informava ao MP a remessa do caso do Flávio para o órgão especial do TJ do Rio.
00:25:36O acesso da procuradora lançou no sistema o registro de que o MP tinha tomado oficialmente ciência da decisão
00:25:42e o prazo começou a correr.
00:25:43Olha, isso aqui é grave, é gravíssimo.
00:25:50O pessoal está querendo punir o Deltan Delanhol por crime de opinião.
00:25:54Isso aí é grave, isso precisa ser investigado.
00:25:57Isso sim tem que ser levado ao órgão correcional,
00:26:00porque isso aí, o que justifica essa procuradora entrar ali, fazer isso,
00:26:05sendo que a ciência tinha que ser dada só na segunda-feira,
00:26:09quer dizer, antecipou, ninguém ficou sabendo e acabou que perderam o prazo.
00:26:14Tudo bem que o pessoal deu um pouco de bobeira aí,
00:26:17mas é preciso apurar essa história direitinho.
00:26:22Próximo.
00:26:22Bom, quem também está agora sendo investigado,
00:26:28pela possibilidade de também fazer rachadinha,
00:26:32é o Carlos Bolsonaro, justamente por causa da contratação de funcionários fantasmas.
00:26:37É.
00:26:39O MP já encontrou indícios da prática no primeiro mandato dele na Câmara Municipal,
00:26:44a partir de 2001.
00:26:462001.
00:26:46No relatório, o Ministério Público constava indícios, ao menos em tese,
00:26:52do crime de peculato na contratação de servidores de Carlos Bolsonaro.
00:26:56A Subprocuradoria Geral da Justiça aceitou o pedido dos promotores
00:26:59e decidiu, então, abrir esse procedimento investigatório criminal, PIC.
00:27:04Pelo menos oito pessoas já foram ouvidas pelos promotores desde julho de 2019.
00:27:09Alguns dos investigados não tinham nem crachá de servidor.
00:27:13Outros eram estudantes
00:27:14ou tinham outro emprego, enquanto supostamente trabalhavam no gabinete do vereador.
00:27:19Uma das contratadas,
00:27:21Diva da Cruz Martins,
00:27:22de 72 anos,
00:27:25contou aqui a Globo News
00:27:26que não batia ponto nem tinha crachá na Câmara Municipal.
00:27:29O Carlos, vocês sabem,
00:27:31foi eleito vereador aos 17 anos de idade.
00:27:35Em outubro de 2008, está no quinto mandato.
00:27:38Olha só.
00:27:39O Carlos que vai para as redes,
00:27:41dizer que está brigando contra o establishment.
00:27:44Agora vai ter que se explicar aí
00:27:46o que exatamente ele quer dizer com lutar contra o establishment,
00:27:50enquanto você está contratando funcionário fantasma.
00:27:53Bom, a Justiça Federal negou um pedido aí do MPF
00:27:59para quebrar o sigilo telefônico do chefe de gabinete do Flávio
00:28:01e dos ex-assessores dele na Assembleia Legislativa.
00:28:05Isso no âmbito dessa investigação que a gente acabou de mencionar
00:28:07da Furna da Onça aqui.
00:28:09Justamente que,
00:28:10a investigação que trata do vazamento de informações da Operação Furna da Onça,
00:28:15operação que investiga,
00:28:17que está na origem da investigação contra o Fabrício,
00:28:20desse esquema da rachadinha, etc.
00:28:22E tudo que indica,
00:28:24inclusive por denúncia ali do Paulo Marim,
00:28:28o Flávio Bolsonaro foi avisado da investigação,
00:28:31avisado que haveria deflagração da operação
00:28:34e logo em seguida demitiu o Fabrício,
00:28:38demitiu lá a esposa,
00:28:41enfim, as assessoras que estavam ligadas ali a ele,
00:28:44tinha a mulher de um, filha do outro, enfim.
00:28:48Fez aí a limpa para tentar justamente não deixar rastros.
00:28:52E acabou deixando, aí piorou a situação.
00:28:55É isso.
00:28:58Agora vamos falar de
00:29:00data folha.
00:29:04Achei interessante hoje,
00:29:06que o Bolsonaro, vocês sabem,
00:29:08o Bolsonaro sempre criticou o data folha,
00:29:10sempre criticou a folha,
00:29:12sempre falou que essas pesquisas eram furadas, etc.
00:29:14Aí o data folha trouxe hoje
00:29:16uma informação aí
00:29:18boa para o Bolsonaro,
00:29:22dizendo que a popularidade dele aumentou.
00:29:25E aí é engraçado ver os bolsonaristas agora
00:29:27comemorando,
00:29:28dizendo que o data folha está certinho.
00:29:31Vamos ver os dados do data folha primeiro.
00:29:34Bom,
00:29:37ficou bem pequenininho,
00:29:38dá para aumentar?
00:29:39Aí,
00:29:41ó,
00:29:42avaliação do presidente.
00:29:43Aqui você está vendo
00:29:44a linha vermelha,
00:29:46ruim ou péssimo.
00:29:47A linha azul,
00:29:48ótimo ou bom.
00:29:49A linha rosa,
00:29:50regular.
00:29:51E a cinza lá embaixo não sabe.
00:29:52Então,
00:29:53vocês percebam que a linha ruim ou péssimo
00:29:54vinha aumentando
00:29:55e agora caiu.
00:29:57E a de ótimo vinha estável,
00:30:00ótimo ou bom vinha estável ali
00:30:01com uma pequena queda
00:30:02e subiu.
00:30:03E o regular também
00:30:05um movimento semelhante.
00:30:07Segundo o data folha,
00:30:09a avaliação do governo do Bolsonaro
00:30:12entre ótimo e bom
00:30:13está representada da seguinte maneira.
00:30:1642%
00:30:17da opinião aqui
00:30:18coletada entre homens.
00:30:20A gente tem que lembrar
00:30:21que foram ouvidos aí
00:30:222 mil pessoas
00:30:23por telefone.
00:30:24Isso é uma,
00:30:26é feito por amostragem.
00:30:27A definição dessa amostragem
00:30:29é uma questão estatística
00:30:31do próprio instituto.
00:30:32Cada um tem uma forma de fazer.
00:30:34Mas vamos lá.
00:30:35Ótimo ou bom.
00:30:3642% entre homens.
00:30:3845% entre quem tem
00:30:41de 35 a 44 anos.
00:30:4342% entre moradores do Sul.
00:30:4542% entre moradores
00:30:46do Centro-Oeste e do Norte.
00:30:4858% entre empresários.
00:30:50Avaliação ruim ou péssimo.
00:30:5239% entre mulheres.
00:30:5447% entre quem tem
00:30:55ensino superior.
00:30:5647% entre quem ganha
00:30:58mais de 10 salários mínimos.
00:30:5948% entre pretos.
00:31:0156% entre estudantes.
00:31:03Ok?
00:31:04E agora vamos avaliar aqui,
00:31:06vamos mostrar a mudança, né?
00:31:09Desse cenário em relação
00:31:10ao mesmo período do ano passado
00:31:13quando foi feita a outra pesquisa.
00:31:14Vocês teriam uma ideia ali?
00:31:15Ó, onde cresceu a aprovação
00:31:17do Bolsonaro?
00:31:19No público que ganha aqui,
00:31:20entre, ganha até 2 salários mínimos,
00:31:24né?
00:31:24O pessoal que ganha
00:31:25até 2 salários mínimos,
00:31:26ele tinha uma aprovação
00:31:27de só 22%.
00:31:29E agora explodiu para 35%.
00:31:32Entre quem tem ensino fundamental,
00:31:35você tinha também aí
00:31:36só 26%
00:31:38e agora foi lá para 40%.
00:31:40Entre desempregados,
00:31:4318%
00:31:44no ano passado.
00:31:46E agora,
00:31:4736%.
00:31:49Próximo.
00:31:50Tem a próxima?
00:31:54Ah, é que você mudou tão rápido
00:31:56que eu não vi,
00:31:56desculpa.
00:31:58Entre empresários,
00:32:00ficou tão bonitinho aqui
00:32:01que não dá nem para perceber a diferença.
00:32:02Entre empresários,
00:32:03no ano passado,
00:32:0448% aqui,
00:32:06subiu para 58%.
00:32:08Entre assalariados
00:32:10sem registro,
00:32:12um aumento muito expressivo também
00:32:14na linha lá daqueles de baixa renda,
00:32:1626% para 42%.
00:32:18E aqui, olha,
00:32:20entre moradores do Nordeste,
00:32:21de 17% para 33%.
00:32:24Tem mais um quadro?
00:32:26A rejeição.
00:32:28Entre quem tem ensino superior,
00:32:31a rejeição subiu
00:32:32de 43% para 47%,
00:32:34justamente pessoas mais escolarizadas,
00:32:36mais informadas
00:32:36sobre o que está acontecendo.
00:32:38Entre quem ganha de 5% a 10 salários,
00:32:40também,
00:32:40de 31% para 40%.
00:32:41Entre os estudantes,
00:32:43também mais informados,
00:32:43de 19% a 20% de agosto,
00:32:47desculpa,
00:32:47de 42% para 56%.
00:32:49Ok?
00:32:51É isso?
00:32:53Bom, mas tem ali o dinheirinho
00:32:54para os pobres, né?
00:32:55Não tem um print?
00:32:56Tem, tem.
00:32:57Então,
00:32:59a gente pulou o vídeo?
00:33:00Ah, mas o vídeo não.
00:33:02Ah, eu pulei o vídeo,
00:33:03desculpa,
00:33:03mas a gente vai no vídeo sim.
00:33:05Jair Bolsonaro,
00:33:07depois da prisão do Fabrício Queiroz,
00:33:09seguiu a receita de Lula,
00:33:11arrumando um dinheirinho
00:33:12para os pobres
00:33:12e um dinheirão para o centrão.
00:33:14Deu certo.
00:33:15Segundo o Datafolha,
00:33:16sua popularidade disparou.
00:33:18Isso prova uma coisa,
00:33:19o brasileiro não aprova Lula ou Bolsonaro,
00:33:21o brasileiro aprova mesmo
00:33:22é o centrão.
00:33:24Aqui é uma piada,
00:33:25uma opinião,
00:33:27com um pouquinho,
00:33:28uma pitada aqui de sarcasmo,
00:33:29porque, obviamente,
00:33:31é uma coisa meio surreal isso.
00:33:33Aliás,
00:33:35essa questão de pesquisa,
00:33:38ela é sempre polêmica,
00:33:40pode ser questionada.
00:33:41Por exemplo,
00:33:41ontem o Bolsonaro esteve em Belém,
00:33:43lá no Pará,
00:33:45para inaugurar um parque
00:33:46que acabou não sendo aberto.
00:33:48Uma coisa louca,
00:33:49foi lá, inaugurou,
00:33:50tirou foto, etc.
00:33:52Depois o governo mandou,
00:33:54o pessoal achou que já tinha aberto o parque,
00:33:55depois o governo teve que informar
00:33:57do Helder Babat,
00:33:58e falou o seguinte,
00:33:59olha,
00:33:59o parque continua fechado,
00:34:01ele foi inaugurado,
00:34:02mas continua fechado.
00:34:04Enfim,
00:34:05temos um vídeo,
00:34:05não temos?
00:34:06Temos um vídeo mostrando aí
00:34:07a popularidade na prática.
00:34:11Solta o vídeo, Fredson.
00:34:11Não, não,
00:34:34peraí,
00:34:34é sacanagem isso aí.
00:34:36Volta o vídeo,
00:34:37dá para pôr de novo o vídeo?
00:34:38Volta o vídeo.
00:34:39Peraí,
00:34:39você viu?
00:34:40Câmera fechada embaixo ali,
00:34:43parece gente para caramba.
00:34:45Você afasta,
00:34:47e é aquele,
00:34:48é meia dúzia de gato pingado.
00:34:51Vocês viram?
00:34:52Boa de novo o vídeo,
00:34:53Freitas, por favor.
00:34:55Eu sou o presidente do Brasil,
00:34:57aqui na terra do assaí,
00:34:59do TKK.
00:35:00Ele veio,
00:35:01mais uma vez.
00:35:02Popularidade também é uma questão de perspectiva.
00:35:21Tem um vídeo, inclusive,
00:35:22do protesto que foi feito lá na frente,
00:35:24de onde ele estava.
00:35:25Fora Bolsonaro!
00:35:30Fora Bolsonaro!
00:35:34Fora Bolsonaro!
00:35:37Fora Bolsonaro!
00:35:41Fora Bolsonaro!
00:35:44Governo assassino,
00:35:46porra!
00:35:47Fora Bolsonaro!
00:35:48Fora Bolsonaro, caralho!
00:35:56Genocida! Genocida!
00:36:00Genocida!
00:36:01Genocida!
00:36:03Genocida!
00:36:05Ô Freitas, tem que editar esses palavrões, aqui é um programa de família, não pode esse tipo de coisa.
00:36:13Depois o YouTube pune a gente.
00:36:14Mas, olha, é o seguinte, diante de tanta polêmica, o Mário Sabino gravou o seu tradicional podcast com a sua avaliação deste Datafolha.
00:36:26Solta aí o podcast do Mário Sabino, que está disponível para os nossos assinantes, apenas aí do A Mais ou do Combo.
00:36:33Solta aí.
00:36:35Boa noite, aqui é o Mário Sabino.
00:36:36A pesquisa do Datafolha de hoje, que mostra que o Jair Bolsonaro tem a maior aprovação desde que assumiu o mandato,
00:36:47ela causou uma certa perplexidade na imprensa,
00:36:53mesmo que alguns articulistas afetem não terem sido surpreendidos.
00:37:00Fomos todos, nós inclusive, elencar possíveis explicações.
00:37:11Eu escrevi hoje que elas são todas lógicas e verdadeiras.
00:37:14Assim como nós fizemos, elas apontam como motivos o auxílio emergencial,
00:37:22a atenuação do discurso belicoso do presidente,
00:37:26a estratégia desonesta de jogar exclusivamente nas costas dos governadores
00:37:31o malfadado combate à pandemia,
00:37:34e o fato de Bolsonaro aparentar ter empatia com os mais pobres,
00:37:38ao dizer que o isolamento social gera desemprego e, por isso, deveria ter sido ainda menos rígido.
00:37:43Eu, no entanto, tenho uma certa propensão a não enxergar apenas fatores objetivos em alguns fenômenos.
00:37:54Eu acho que essa aprovação do Jair Bolsonaro tem muito a ver com nós mesmos.
00:38:01Eu digo nós, os brasileiros, o nosso país.
00:38:06É um aspecto que não deve ser subestimado.
00:38:08Como eu escrevi, a maior parte dos brasileiros, não importa a classe social,
00:38:13está cansada de isolamento social e não consegue enxergar uma boa relação custo-benefício
00:38:19em obedecer as diretrizes das autoridades sanitárias,
00:38:23visto que o número de mortes pela Covid-19 ultrapassa os 105 mil.
00:38:27Eu diria que é um cansaço existencial que ultrapassa o lado econômico
00:38:33depois de mais de cinco meses de quarentenas e lockdowns.
00:38:37A impressão é que, ao assistir às saídas irresponsáveis de Bolsonaro,
00:38:41são poucos os que realmente se indignam,
00:38:44por mais que se afirme o contrário em respostas às pesquisas.
00:38:48Sem isolamento social, o número de mortes causadas pela doença
00:38:55seria exponencialmente maior, isso é sabido.
00:38:59Mas é de se perguntar se esse dado comove mesmo os brasileiros.
00:39:03Aparentemente, não como deveria.
00:39:06E ele não é tão comovente em países mais avançados do que o nosso.
00:39:09Essa é a verdade, principalmente nos mais jovens.
00:39:11Basta ver as festas da Covid que ocorrem nos Estados Unidos e na Europa.
00:39:15Mas, no meu entender, há uma peculiaridade nacional que agrava o quadro
00:39:21e deve ser levada em conta.
00:39:23No Brasil, sempre se deu muito pouco valor à vida,
00:39:27como mostram as indecentes estatísticas de homicídios e acidentes de trânsito.
00:39:32Somos, infelizmente, um povo resignado da nossa ignorância,
00:39:38fatalista da nossa ferocidade e anestesiado nas nossas divisões sociais.
00:39:43Não há dúvida que o Bolsonaro tem um comportamento de sociopata.
00:39:52Mas o Brasil também sofre de mal coletivo semelhante.
00:39:58As milhares de exceções confirmando a regra.
00:40:02O nosso psiquismo doentio, na minha opinião, está ainda mais evidente neste momento.
00:40:09O presidente é espelho de um país que antecede as circunstâncias.
00:40:15Por isso, também, a sua atuação na pandemia não fez despencar a sua popularidade.
00:40:20É o que se esperava, né?
00:40:22Pelo contrário, até a aumentou.
00:40:26Aliados aos fatores objetivos e perfeitamente visíveis para esse fenômeno,
00:40:32há os subjetivos que simplesmente não queremos ver.
00:40:35O Bolsonaro pode até passar, mas nós dificilmente passaremos.
00:40:43Eu acho que deveríamos refletir bastante a respeito disso.
00:40:49Um abraço a todos.
00:40:50Isso me fez lembrar, ontem saiu uma notícia, vocês viram, né?
00:40:57A câmera de segurança de uma lanchonete flagrou o sujeito tirando o cabelo,
00:41:01colocando no sanduíche, para depois não ter de pagar.
00:41:05Comeu praticamente tudo, depois botou um cabelo ali.
00:41:07Só que aí o dono desconfiou porque o cara que estava preparando o sanduíche era careca.
00:41:13E aí foi ver lá nas imagens e pegou o sujeito.
00:41:15Então, infelizmente, essa é a consciência de muitos dos eleitores nossos ainda.
00:41:22Então, tem uma questão de caráter aí embutida nessa discussão muito grave, muito séria, né?
00:41:30Porque no fim das contas é isso.
00:41:32As pessoas estão preocupadas com o quê?
00:41:34Que tipo de gente esse eleitorado está elegendo?
00:41:39Então, é uma questão grave, porque, obviamente, como é que você sai desse ciclo, né?
00:41:46Educando, caráter é uma coisa que não vem assim tão fácil, né?
00:41:51Uma coisa de você ter que trabalhar ali gerações após gerações.
00:41:55Mas é lógico, o exemplo, quando vem de cima, também ajuda, né?
00:41:59E, infelizmente, a gente não tem tido esse exemplo há muito tempo, tá?
00:42:04Não é só Bolsonaro, não.
00:42:06A gente olha para trás e não tem exemplo.
00:42:08Quer ver?
00:42:10Vocês viram aí, né?
00:42:11Ricardo Barros, novo líder do governo.
00:42:13Olha o que eu descobri e trouxe em primeira mão no site hoje de manhã.
00:42:18Não, essa não.
00:42:20Exclusivo Ricardo Barros.
00:42:21Volta.
00:42:22Calma, calma, calma, Freita.
00:42:23Sexta-feira, vamos com calma.
00:42:25Ricardo Barros, acusado de receber mais de 5 milhões em propina da Galvão Engenharia.
00:42:31É, matéria exclusiva, mostrando que ele foi delatado por dois executivos da Galvão Engenharia
00:42:38e que teria recebido, então, essa soma aí para intermediar negócios da companhia junto à Copel,
00:42:44a Estatal de Energia do Paraná.
00:42:47Volta aqui só para eu fazer um comentário.
00:42:50Os nossos políticos se transformaram justamente nisso, em lobistas, em intermediários.
00:42:55Eles estão sempre intermediando algum negócio, né?
00:42:58Então, eles nunca, ou pelo menos na maioria das vezes, nunca estão trabalhando para o eleitor, de fato,
00:43:05para a sociedade em seu conjunto, mas para pequenos grupos, empresas, grupos setoriais
00:43:10que têm poder político ou poder econômico e que ajudam a eleger esse parlamentar
00:43:18ou até um executivo municipal, estadual ou federal.
00:43:23E aí o que você vê é isso, né?
00:43:25Depois o sujeito atuando aí para intermediar.
00:43:28Claro que nós estamos tratando aqui de uma delação, mas o Ricardo Barros é um personagem
00:43:33já conhecido da política.
00:43:35E a delação traz os detalhes.
00:43:37Foram negociados e pagos entre 2011 e 2014, esses 5 milhões.
00:43:46O Barros teria recebido 1,550 mil em espécie e outros 3,530 milhões em doações eleitorais
00:43:55via o Diretório Nacional do PP, do qual ele era o tesoureiro.
00:43:59Ele era, não.
00:43:59Ele é o tesoureiro.
00:44:01Um dos delatores é o Dario de Queiroz Galvão Filho, então presidente da Galvão Participações
00:44:06Controladora do Grupo.
00:44:08Ele narrou que em 2011 a Galvão decidiu vender seus ativos na área de energia e queria ter
00:44:14acesso à diretoria da Copel, que é a Estratal de Energia do Paraná, que poderia ser um potencial
00:44:19comprador.
00:44:20Aí pediram lá, com a ajuda do Ricardo Barros, a Galvão conseguiu viabilizar em 30 de novembro
00:44:27de 2011 a venda de 49,9% de sua participação na São Bento Energia, holding, proprietária
00:44:33de quatro parques eólicos em construção para justamente a Copel.
00:44:37Barros funcionou como interlocutor do governo na transação e auxiliou a destravar o processo
00:44:42de negociação da venda à Copel.
00:44:45Ele mostrava ter influência e ascendência sobre os agentes públicos da estatal.
00:44:51Ainda, segundo o delator, o parlamentar solicitou e recebeu um pagamento de vantagem indevida,
00:44:56no caso aqui, propina.
00:44:58O relato foi corroborado por outro diretor da companhia que participou das negociações.
00:45:02Restou acertado que ele faria jus ao recebimento de R$ 1 milhão e 1,5% dos valores que a Copel
00:45:10viesse a aportar dentro da SPS São Bento Energia.
00:45:14O acerto ocorreu em Curitiba, em reunião realizada na sede do partido entre abril e novembro
00:45:20de 2011, possivelmente em 2014.
00:45:22Bom, restou acertado que ele faria jus ao recebimento, então, desse valor.
00:45:28Aí aqui estão os documentos, a cópia aqui dos documentos, para vocês saberem que é
00:45:33um documento real, não é fake news.
00:45:35Além do registro da viagem para a capital paranaense naquele dia, o delator entregou
00:45:40anotações de 1º de outubro de 2013 sobre o saldo devedor da companhia em relação
00:45:45a Barros.
00:45:45No total, foram pagos em espécie o valor de R$ 1.550.000,00 nas datas citadas na
00:45:51planilha abaixo.
00:45:52Põe a planilha.
00:45:54Olha aqui, isso é registro da empresa.
00:45:56A data, o valor, o débito, o saldo.
00:46:00Imagina, né?
00:46:02Ainda segundo os delatores, posteriormente em 2013, Ricardo Barros foi novamente procurado
00:46:06para viabilizar a venda do restante dos ativos remanescentes.
00:46:09Desta feita, Ricardo Barros solicitou o pagamento de R$ 1.200.000,00 para si, acrescido de 2,5%
00:46:17do valor da transação em benefício do governo do Estado.
00:46:20O ajuste foi ratificado numa outra reunião em Maringá.
00:46:24Observem, em uma sala na prefeitura da cidade.
00:46:28Por indicação de Barros, dizem os delatores, a quitação da fatura se deu em doações eleitorais
00:46:34ao diretório do qual ele era e ainda é tesoureiro nacional.
00:46:37O parlamentar assina um dos recibos eleitorais.
00:46:42Procurado por um antagonista, ele disse desconhecer os termos da delação.
00:46:45Põe aí, tem o recibo?
00:46:48Olha o recibo aqui, com a assinatura do Ricardo aqui embaixo.
00:46:51Está vendo?
00:46:53Tudo muito bem, R$ 700.000,00.
00:46:57Bom, falei com o Ricardo, o Ricardo disse que não sabia,
00:47:00depois entrou com um recurso no STF, pedindo acesso a essa delação.
00:47:05E se disse aqui, surpreso pela informação, repudiando a criminalização das doações oficiais de campanha.
00:47:15O ativismo político do judiciário, com vazamentos seletivos, e provará sua inocência.
00:47:22Segundo ele, a suposta delação não corresponde aos fatos.
00:47:26Ele também encaminhou um pedido para a PGR, para investigar esse suposto vazamento da delação.
00:47:33Está certo?
00:47:35Pode investigar, não tem problema.
00:47:37Está aqui o documento do Ricardo Barros.
00:47:42É isso aí.
00:47:44Esse é o novo líder do governo Bolsonaro.
00:47:47Que, aliás, o Fernando Henrique apoia.
00:47:50Libera o vídeo do CD, a vídeo-reportagem do CD, que fala do Ricardo Barros.
00:47:55Para quem não conhece, está aí o perfil desse parlamentar, novo líder do governo do Bolsonaro na Câmara,
00:48:00vai assumir na terça-feira.
00:48:01Ricardo Barros é a nova cara do governo Bolsonaro.
00:48:07Nesta quarta-feira, dia 12, o deputado federal pelo PP do Paraná foi anunciado como o novo líder do governo na Câmara.
00:48:15Ele vai assumir o posto oficialmente nos próximos dias.
00:48:18Assim, substitui Vitor Hugo, do PSL de Goiás.
00:48:22Vitor Hugo é um líder tão fiel que já defendeu publicamente orientações do presidente, mesmo contra o ministro Paulo Guedes.
00:48:30Foi uma determinação do presidente da República, cumprida pelo líder do governo na Câmara,
00:48:36uma vez que eu sou o líder do governo e não o líder de qualquer ministério.
00:48:40Mas não adiantou.
00:48:42Agora ficou assim.
00:48:44O líder do governo no Senado é Fernando Bezerra, do MDB do Pernambuco, ex-ministro de Dilma,
00:48:51e cujo gabinete foi alvo de busca e apreensão pela Polícia Federal em setembro de 2019.
00:48:57O líder do governo no Congresso é o senador Eduardo Gomes, do MDB do Tocantins,
00:49:02que também já foi deputado federal por três mandatos e foi secretário do governo em seu estado por um mês.
00:49:10E o novo líder na Câmara é Ricardo Barros, que já foi ministro da Saúde no governo Temer,
00:49:16quando defendeu mais de uma vez o Mais Médicos.
00:49:20Em abril de 2017, Barros trabalhou para permitir às prefeituras contratar médicos cubanos por convênio
00:49:27diretamente com a Organização Pan-Americana da Saúde, a OPAS, sem passar pelo governo federal.
00:49:34Agora os novos gestores querem ter médicos do Mais Médicos,
00:49:37mas o nosso orçamento já está votado e em andamento eu não tenho como fazer essa ampliação.
00:49:42Então nós estamos criando um mecanismo para que esses municípios possam acessar diretamente a OPAS
00:49:47e fazer o convênio trazendo os médicos.
00:49:49Ricardo Barros também já foi líder no governo Fernando Henrique Cardoso.
00:49:53Matamos 30 mil, começando com o FHC, não deixar pra fora não, matando.
00:49:59Se vai morrer alguns inocentes, tudo bem.
00:50:01E vice-líder no governo Lula.
00:50:04Nas contas da Folha de São Paulo, Barros já foi alvo de pelo menos 12 inquéritos no STF
00:50:10envolvendo suas administrações na Prefeitura de Maringá e no Ministério da Saúde.
00:50:15No começo de 2019, Ricardo Barros foi candidato a presidente da Câmara, disputando contra Rodrigo Maia.
00:50:23Na ocasião, discursou contra a prisão em segunda instância.
00:50:27O velho novo líder é um feroz crítico da Lava Jato e de Sérgio Moro.
00:50:32Nesta sexta-feira, o antagonista revelou com exclusividade que Barros foi delatado por dois executivos da Galvão Engenharia.
00:50:41Segundo eles, o parlamentar teria recebido mais de 5 milhões de reais para intermediar negócios da companhia
00:50:48junto a Copel, a estatal de energia do Paraná.
00:50:51Seus advogados disseram que o cliente está surpreso e que a delação não corresponde aos fatos.
00:50:58Barros é um perfeito representante do governo Bolsonaro.
00:51:02Durante sete mandatos na Câmara, Jair sempre foi do centrão.
00:51:06Durante todo o governo Fernando Henrique e também nos governos Lula e Dilma, foi do PP o mesmo PP de Barros e Paulo Maluf.
00:51:15Nesta sexta-feira, a aprovação a Bolsonaro subiu no Datafolha.
00:51:20Depois que o presidente parou de fazer gracinhas em frente ao Alvorada,
00:51:24sentou o dedo no Corona Voucher,
00:51:26largou as privatizações e agora namora a ideia de furar o teto de gastos.
00:51:31Absolutamente tudo contra a cartilha defendida da boca para fora pelos intelectuais e militantes bolsonaristas.
00:51:40Ricardo Barros é a perfeita cara do governo Bolsonaro.
00:51:45Mas acho que o meu acerto maior foi na escolha do Ricardo.
00:51:48Eu acho que o Ricardo...
00:51:51O nosso querido Michel Temer.
00:51:54Eu vejo o futuro, repitiu o passado.
00:51:58Eu vejo um museu de grandes novidades.
00:52:02O tempo não para.
00:52:06Não para.
00:52:09Não para.
00:52:10Não para.
00:52:14Não para.
00:52:15Não para.
00:52:17Não para.
00:52:19Não para.
00:52:21Não para.
00:52:22Não para.
00:52:23CD, você está querendo dizer que o Temer é que escolheu o Ricardo Barros?
00:52:30Eu sei, eu sei.
00:52:32Eu falei um dia desse no Twitter.
00:52:34O Temer já é o primeiro ministro desse governo.
00:52:38Mas muito bem colocado.
00:52:39O Bolsonaro sempre foi do centrão.
00:52:42Sempre foi do centrão.
00:52:44Na história política dele.
00:52:45Então não há surpresa ele retornar ao seio do centrão.
00:52:51Aliás, o Ricardo Barros fez aquela ameaça.
00:52:57Fez a ameaça de impeachment.
00:52:59E um mês depois ganhou o cargo.
00:53:00Então assim, eles sabem como eles negociam.
00:53:05Eles se entendem.
00:53:07Bom, o Alessandro Vieira, que é do Muda Senado,
00:53:10se manifestou sobre a denúncia dos 5 milhões,
00:53:14da delação aí que a gente acabou de apresentar.
00:53:17E falou basicamente isso que está no vídeo do CD.
00:53:20A escolha do líder do governo é uma decisão pessoal do presidente.
00:53:24A regra é baseada na relação de confiança e no alinhamento político.
00:53:28É um bom indicativo do novo parâmetro de atuação do governo.
00:53:32Obviamente aqui, ironizando o fato.
00:53:35Temos também uma questão, olha, aliás, isso aqui está meio fora de contexto.
00:53:42Passa para o Fernando Henrique primeiro, depois a gente volta naquilo ali.
00:53:45Ficou fora.
00:53:46A gente viu hoje aqui, o Fernando Henrique estava sumido,
00:53:51estava sumido das redes sociais, não falava mais nada,
00:53:55desde que pegaram o Serra.
00:53:56E aí hoje ele se manifestou num seminário virtual aqui do Instituto de Garantias Penais.
00:54:04Disse aí, ó, o presidente Bolsonaro fez um acordo com o Centrão.
00:54:08Ou ele faz acordo com o Centrão ou não governa.
00:54:11Você acha que eu governei sem levar em consideração esse conjunto de forças?
00:54:15O que é mais importante é ter uma certa condução política.
00:54:19O Tucano afirmou ainda que os partidos são frágeis no Brasil,
00:54:21mas o Congresso é forte.
00:54:23E que se o presidente não entende esse paradoxo e pensa que pode dispensar a maioria, cai.
00:54:29Bom, é a velha política abraçando o Bolsonaro por todos os lados, né?
00:54:33E o Henrique Cardoso, de alguma forma aqui também, admitindo como é que governava.
00:54:38Bom, agora vamos voltar, volta para o PSL.
00:54:41A gente vem noticiando também em primeira mão,
00:54:45vocês que são os nossos assinantes ficaram sabendo primeiro,
00:54:48que o Bolsonaro quer voltar para o PSL.
00:54:51Por quê? Porque o PSL, porque o Aliança pelo Brasil não saiu do papel.
00:54:57O partido do Bolsonaro, que diz ter esse apoio todo, né?
00:55:00Diz que rapidamente em um mês ia conseguir o mínimo de assinaturas necessárias aí
00:55:05para conseguir a inscrição no TSA.
00:55:08Não conseguiu.
00:55:09Não conseguiu.
00:55:10Então, prestem atenção.
00:55:13Uma coisa são as redes sociais, que eles operam, manipulam.
00:55:16Outra coisa é a realidade.
00:55:17Se o Bolsonaro tivesse esse apoio todo que o Datafolha está dizendo aí, né?
00:55:23O Aliança pelo Brasil já tinha saído do papel há muito tempo.
00:55:27Mas não, não saiu.
00:55:28E o Bolsonaro quer voltar para o PSL.
00:55:32Prestem atenção.
00:55:34O PSL, não sei se quer o Bolsonaro ou não.
00:55:37O Júnior Bozella, por exemplo, não fala pelo partido, né?
00:55:40Mas tem a opinião dele dentro.
00:55:43Postou logo ontem no Twitter à noite dizendo o seguinte.
00:55:46Olha, agradecemos ao Jair Bolsonaro o seu reconhecimento de que o PSL é um grande partido
00:55:51de gente séria e equilibrada ao solicitar o seu retorno para a gremiação.
00:55:57Mas, como um partido liberal e democrático, deputados acharam por bem não aceitar.
00:56:03Ai, ai, ai.
00:56:04Bom, e o Bolsonaro tinha dito, né?
00:56:07Vou conversar com o pessoal do PSL porque, apesar de eu ter saído, tem 43, 44 parlamentares
00:56:12que conversam comigo.
00:56:13Tem uns 8 que não dá para conversar por causa do nível que conduziu a política entrando
00:56:17na questão pessoal.
00:56:19Aí é o seguinte.
00:56:21Tem gente que defende.
00:56:23O tal do Sargento Gurgel, do PSL, diz que para qualquer partido a sinalização de um
00:56:28presidente de ter interesse em fazer parte da sigla por si só já demonstra o valor
00:56:32que a organização tem.
00:56:34O PSL, em especial, foi uma construção de todos, inclusive do presidente.
00:56:39Portanto, o diálogo deve ser permanente.
00:56:42Vocês vão lembrar, semanas atrás, a gente publicou que o vice, o Bivar, teve essa briga
00:56:48com o Bolsonaro.
00:56:49Mas o vice dele, o Rueda, do mesmo PSL, mantém relação ali de amizade com o Eduardo Bolsonaro,
00:56:57com o Flávio Bolsonaro.
00:56:58Inclusive, tem um escritório aqui, uma sociedade com o filho do Noronha, que deu a liminar
00:57:03do Queiroz.
00:57:04Aí vocês começam a entender como é que funciona a coisa.
00:57:07Então, gente, muito teatro.
00:57:10Vocês veem aí o PSL, quem saiu, quem não saiu.
00:57:15Deputados que ainda permanecem.
00:57:17Outros que saíram.
00:57:19Você vê quem é que está no governo, quem não está.
00:57:21Quem tem cargo, quem não tem.
00:57:23Então, muita coisa da boca para fora aí.
00:57:27Eu não duvido que ele possa voltar, sim.
00:57:30A política dessa gente é muito pragmática.
00:57:32Então, se ele estiver com popularidade, o partido abre as portas.
00:57:38Justamente até para ele arrastar votos aí.
00:57:41Temos eleições municipais este ano.
00:57:43Mas se ele estiver em queda, estiver mal, aí o partido fecha as portas e fala assim,
00:57:48não, vá procurar a sua turma, vá fazer o seu partido.
00:57:50Tudo isso será negociado.
00:57:53Tem fundo eleitoral, tem carro, tem máquina.
00:57:56Ambos os lados aí têm muito para negociar.
00:57:59Obviamente, com o chapéu alheio.
00:58:02Enfim.
00:58:04Olha, eu fiz aqui uma síntese do que a gente terá aí na terça-feira 18, semana que vem,
00:58:14lá no Conselho Nacional do Ministério Público.
00:58:16Três casos serão julgados envolvendo o Deltan Dallagnol.
00:58:23Apuramos aqui que há pelo menos seis votos pelo afastamento do Deltan Dallavajato.
00:58:28Embora o CNMP tenha 14 integrantes, apenas 11 cadeiras estão preenchidas.
00:58:34Há meses, o Senado mantém pendente a aprovação de três nomes para o colegiado.
00:58:39Como denunciamos no ano passado, dois nomes oriundos do Ministério Público não foram
00:58:44reconduzidos justamente porque votaram favoravelmente ao Deltan em casos anteriores.
00:58:49A Constituição exige maioria absoluta para a remoção de um procurador natural de determinada
00:58:53investigação, ou seja, seriam necessários oito votos.
00:58:57Mas os conselheiros atuais resolveram dar um novo entendimento ao texto constitucional,
00:59:03considerando a maioria em relação ao total de cadeiras ocupadas.
00:59:07O julgamento, claro, pode ser suspenso caso alguém peça a vista, ou caso o Celso de
00:59:12Mello acolha recurso do procurador.
00:59:16Inclusive ele menciona esses aspectos no recurso.
00:59:19Para vocês terem uma ideia, gente, o Deltan já sofreu cerca de 50 reclamações disciplinares.
00:59:24A maioria de investigados e réus foram sistematicamente rejeitadas por falta de fundamento
00:59:32ou pelo seu caráter evidentemente retaliatório.
00:59:35Apenas duas foram convertidas em processos administrativos disciplinares.
00:59:41Um dos casos se refere a críticas de Deltan a decisões de ministros do Supremo, que ele
00:59:45classificou de lenientes.
00:59:47E essa é uma decisão que inclusive ainda está com recurso lá no Supremo.
00:59:52Outro caso é justamente um dos três que serão julgados agora no dia 18, na terça-feira.
00:59:57Trata-se de um processo administrativo disciplinar por quebra de decoro protocolado por quem?
01:00:03Renan Calheiros, que pede a punição do Deltan Dallagnol por manifestações feitas em redes sociais
01:00:08defendendo o voto aberto para a presidência do Senado e contra a eleição do MDBista,
01:00:13que segundo ele seria prejudicial para a pauta anticorrupção.
01:00:16Não há novidade nisso.
01:00:19O plenário do CNMP já rejeitou o reenquadramento do fato como atividade político-partidária,
01:00:25assim como o afastamento cautelar do Deltan pedidos por Renan ainda em 2018.
01:00:30Em sua defesa, o procurador disse que jamais pediu voto a favor ou contra candidatos.
01:00:36Outro caso é sobre um pedido de providências, que aí não tem caráter disciplinar,
01:00:40protocolado pela defesa do Lula, em razão da famosa coletiva do PowerPoint.
01:00:46Os advogados querem que procuradores se abstenham de usar a estrutura e recursos do MPF
01:00:50para manifestar, abre aspas, posicionamentos políticos ou jurídicos
01:00:54que não estejam sob atribuição dos mesmos.
01:00:57Bom, o Deltan alega que a coletiva se referia à investigação de sua alçada.
01:01:02E aí eu posso falar porque eu estava presente nesta coletiva
01:01:07e óbvio que a coletiva era sobre o caso que investigava o Lula
01:01:10por ser o chefe do esquema do Petrolão.
01:01:14O terceiro caso é um pedido de remoção compulsória por interesse público
01:01:18apresentado pela Cátia Abreu, com três alegações.
01:01:23As palestras do Deltan, que já foram consideradas legais pelo CNMP.
01:01:28O acordo de 2 bilhões, aquele dinheiro que ia para uma fundação,
01:01:32cujo dinheiro também já foi realocado pelo Supremo.
01:01:34e a existência na ocasião de 17 reclamações disciplinares contra o procurador.
01:01:38E a gente já acabou de falar, a maioria, retaliação de investigados e réus.
01:01:42Como se vê, nenhum dos casos aponta falha da atuação do procurador em investigações e processos.
01:01:49Vão remover o Deltan, que é o procurador natural da Lava Jato,
01:01:53por supostos crimes de opinião, vão remover por supostos crimes de opinião
01:02:00que removam, que identifiquem alguma ilegalidade na condução de alguma investigação e julguem.
01:02:07Agora, pelo cara expressar a opinião dele,
01:02:10ele ser removido do caso do qual ele é o procurador natural,
01:02:14isso é um absurdo.
01:02:15Isso não vale só para o Deltan, não.
01:02:17Isso vale para todos.
01:02:19Para todos.
01:02:21Bom,
01:02:23Covid.
01:02:25Como sempre, aqui o nosso boletim Covid.
01:02:28Infelizmente,
01:02:29continuamos acima dos mil mortos diários.
01:02:34Nas últimas 24 horas,
01:02:351.060.
01:02:3650.644 novos casos.
01:02:39Chegamos a mais de 3.275.520 casos, né?
01:02:45E, infelizmente, aqui 106.523 óbitos.
01:02:51São Paulo batendo recorde, 26.613 óbitos.
01:02:57Realmente, é uma tragédia.
01:03:00E a informação, hoje,
01:03:02veiculada pela imprensa, né?
01:03:07Jair Renan,
01:03:09o filho 04,
01:03:10está com Covid.
01:03:13Apresenta sintomas leves,
01:03:14como perda de olfato, né?
01:03:16Na família já pegaram a doença o Jair Bolsonaro,
01:03:18a Michele,
01:03:19a Heloísa,
01:03:20mulher do Eduardo Bolsonaro.
01:03:22E o Renan é o filho da Ana Cristina Valle,
01:03:25ex-mulher do Bolsonaro,
01:03:26investigada no esquema da rachadinha
01:03:27no antigo gabinete do Flávio Bolsonaro na Lerge.
01:03:30Aliás,
01:03:31um tempo atrás,
01:03:32ele criou polêmica aí com a questão da Covid,
01:03:35quando ele estava numa live.
01:03:36Temos o vídeo aí?
01:03:38Solta o vídeo, Freitas, por favor.
01:03:40Vamos pra rua,
01:03:42na pandemia, tá ok?
01:03:43Pô, que pandemia, mano?
01:03:44Isso é a história aí de...
01:03:46da mídia aí,
01:03:48pra trancar vocês de casa,
01:03:49pra achar que o mundo tá acabando.
01:03:51Pô, é só uma gripezinha, irmão.
01:03:53Tomar no cu.
01:03:54Peguei,
01:03:55passou.
01:03:57Prefiro morrer tossindo
01:03:58que morrer transando.
01:04:00Não, prefiro morrer retrasando
01:04:01que tossindo.
01:04:02Foi mal, foi mal.
01:04:06É, tá tarde já.
01:04:09Eu prefiro morrer
01:04:10transando que tossindo, rapaziada.
01:04:15Tá rindo, Freitas?
01:04:18Não ri não, ó.
01:04:19Não é gripezinha não,
01:04:20é pandemia, viu?
01:04:23Prefiro morrer transando.
01:04:24Bom,
01:04:26a Anvisa
01:04:27contestou o Bolsonaro
01:04:29mantendo a restrição
01:04:31da receita lá da cloroquina, tá?
01:04:34Hoje ela esclareceu
01:04:35que continuam necessárias
01:04:37as receitas em duas vias
01:04:38com retenção de uma delas
01:04:40para a compra
01:04:41tanto da cloroquina
01:04:42como da hidroxicloroquina
01:04:43como da ivermectina, tá?
01:04:45A agência, obviamente,
01:04:46não citou nominalmente o Bolsonaro,
01:04:48mas na sua live de ontem
01:04:49o presidente disse
01:04:50que seria necessária
01:04:51apenas uma receita simples
01:04:52para a compra desses medicamentos
01:04:54quando prescritos por um médico.
01:04:56Chegou na minha tela aqui
01:04:57o presidente da Anvisa,
01:04:58o amirante Barra,
01:04:59acabou de confirmar
01:05:00a informação sobre
01:05:01hidroxicloroquina e ivermectina.
01:05:04Você já pode comprar
01:05:05com uma receita simples
01:05:06caso seu médico recomende,
01:05:07obviamente, quer dizer,
01:05:08é fake news do Bolsonaro.
01:05:10A Anvisa desmentiu aí
01:05:12o Bolsonaro hoje, tá?
01:05:15Mais uma aí do Bolsonaro.
01:05:16Ele quer se livrar
01:05:17do estoque de 4 milhões
01:05:19de cloroquina, realmente,
01:05:22mas tá difícil.
01:05:26Ó, cadê os 4 bilhões, Pazuello?
01:05:27O governo federal retirou,
01:05:28a gente noticiou isso, né?
01:05:30Em primeira mão, inclusive,
01:05:313,9 bilhões do montante
01:05:33já aprovado para o combate
01:05:34à pandemia que seria
01:05:35repassada a prefeitos.
01:05:36Essa notícia foi antecipada aqui
01:05:39pelos nossos repórteres, né?
01:05:41Diogo Amorim,
01:05:42o César Feitosa,
01:05:43e aí agora surge a notícia
01:05:45de que o governo retirou
01:05:47esses 3,9 bilhões
01:05:48do montante já aprovado.
01:05:49estava aprovado e retirou.
01:05:51O valor representa 17%
01:05:53dos 23,6 bilhões
01:05:55prometidos até agora
01:05:55pelo governo
01:05:56para municípios
01:05:57abrirem novos leitos hospitalares,
01:05:59comprarem remédios
01:06:00e tratarem infectados.
01:06:02O fato foi constatado
01:06:03pelo IPEA,
01:06:04vinculado ao Ministério da Economia
01:06:05e pela Comissão de Orçamento
01:06:06do Conselho Nacional de Saúde.
01:06:09Segundo as duas entidades,
01:06:10não houve justificativa
01:06:11para o desaparecimento da verba
01:06:12entre 28 de julho
01:06:13e 4 de agosto.
01:06:14O UOL procurou aqui
01:06:17o Ministério da Saúde
01:06:17que não explicou
01:06:18por que os 3,9 bilhões
01:06:19já empenhados
01:06:20sumiram das prestações de contas.
01:06:22Eu tenho aqui
01:06:23a minha suspeita, né?
01:06:25Eles não estão querendo fazer
01:06:27tirar daqui, tirar dali
01:06:28para colocar no tal
01:06:30do PAC do Bolsonaro,
01:06:31aí o novo PAC,
01:06:33o PAC do Rogério Marinho.
01:06:36Vamos saber, em breve,
01:06:38se esse dinheiro
01:06:38não está sendo redirecionado
01:06:40para lá.
01:06:40Bom,
01:06:43em São Paulo,
01:06:45também uma notícia ruim,
01:06:47um em quatro profissionais de saúde
01:06:49já tiveram a COVID.
01:06:50A informação aí
01:06:52da Secretaria Municipal de Saúde
01:06:54foi reproduzida pelo G1.
01:06:55Dos 90 mil profissionais,
01:06:5723.679 foram infectados
01:06:59pelo coronavírus
01:07:00desde o início da pandemia
01:07:01até julho de 2020.
01:07:0245 morreram,
01:07:04infelizmente,
01:07:05por causa da doença.
01:07:06O número de casos
01:07:07entre os profissionais de saúde
01:07:08subiu entre 28 de março
01:07:09e 17 de maio,
01:07:11seguido de uma ligeira queda,
01:07:12mas o número voltou
01:07:13a crescer em meados de junho,
01:07:14quando atingiu o pico.
01:07:17Enquanto, gente,
01:07:18é aquele negócio,
01:07:18enquanto não tem uma vacina
01:07:19fica realmente complicado.
01:07:21Vocês veem aí.
01:07:23O próprio Jair Renan,
01:07:24quando ele gravou aquele vídeo
01:07:25com essa fala idiota dele,
01:07:28um garoto,
01:07:29falando bobagem,
01:07:30não é novidade.
01:07:31Mas quando ele falou,
01:07:31ainda mais filho do Bolsonaro,
01:07:32mas quando ele falou aquilo,
01:07:34ele já disse que tinha pego.
01:07:36E agora pegou de novo.
01:07:37Então,
01:07:39é o vírus novo.
01:07:40A gente não sabe
01:07:41o comportamento.
01:07:43Esse negócio que
01:07:43pegou todo mundo ótimo,
01:07:45imunidade do rebanho,
01:07:47quem garante
01:07:47que você não vai pegar de novo?
01:07:49Então,
01:07:50se liga,
01:07:51continua se precavendo.
01:07:53E aqui a informação
01:07:54que a coisa está evoluindo,
01:07:56olha.
01:07:57O governo de Shenzhen,
01:07:58na China,
01:08:00informou que asas de frango
01:08:01congeladas provenientes
01:08:02do Brasil
01:08:03estavam infectadas
01:08:04com o novo coronavírus.
01:08:06O exportador de carne brasileira,
01:08:07consultado pela Reuters,
01:08:08aqui comentou
01:08:09que é complicado saber
01:08:10em que etapa ocorreu o contágio.
01:08:13Para o chinês,
01:08:14o vírus chinês
01:08:15virou um vírus brasileiro.
01:08:17Olha,
01:08:19isso é muito grave.
01:08:20A gente sabe
01:08:20como é que funciona
01:08:21como é que é a indústria,
01:08:23a produção
01:08:24em escala.
01:08:29E as pessoas
01:08:29ficam muito,
01:08:30os trabalhadores
01:08:31ficam muito próximos
01:08:32um do outro
01:08:32em lugares fechados.
01:08:34Inclusive,
01:08:34logo no início
01:08:35estava dando surto,
01:08:36não só aqui no Brasil,
01:08:37como nos Estados Unidos também.
01:08:39Tentaram até aprovar ali,
01:08:41dar um jeitinho
01:08:42para aprovar um negócio
01:08:43para não responsabilizar
01:08:44as empresas
01:08:45pelos seus funcionários
01:08:46contaminados,
01:08:48se eles
01:08:48vierem a óbito,
01:08:51queriam aprovar,
01:08:52vocês não sabiam disso não?
01:08:54Queriam aprovar
01:08:54uma norma
01:08:56que não responsabilizasse
01:08:58os frigoríficos
01:08:59pela morte
01:09:00ou algum tipo de sequela,
01:09:02problemas até
01:09:03de afastamento do trabalho
01:09:04dos funcionários,
01:09:05como se aquilo não fosse
01:09:06um problema da empresa.
01:09:09Felizmente,
01:09:10aqui isso não passou.
01:09:11Lá nos Estados Unidos
01:09:12passou.
01:09:13Muita confusão também.
01:09:15E a gente vai encerrando
01:09:16aqui o nosso programa
01:09:17de hoje
01:09:18com a notícia
01:09:19da censura.
01:09:21Mais uma vez,
01:09:22olha aí,
01:09:23a capa da Cruzoé
01:09:24é sobre a censura
01:09:25imposta
01:09:27pela justiça
01:09:29aqui no Distrito Federal
01:09:30a pedido
01:09:30da Bia Kisso,
01:09:31deputada,
01:09:31que foi citada
01:09:32numa reportagem
01:09:34da semana anterior,
01:09:35que dizia
01:09:36que ela não estava
01:09:36fazendo nada
01:09:37para aprovar
01:09:39a PEC
01:09:39da segunda instância.
01:09:41E aí ela se revoltou.
01:09:43Em vez de pedir
01:09:44direito de resposta,
01:09:45de dizer,
01:09:45de mostrar,
01:09:46olha aqui,
01:09:46eu estou fazendo sim.
01:09:48Não,
01:09:49ela entrou na justiça
01:09:49e pediu para o nome dela,
01:09:51primeiro para tirar
01:09:52a reportagem do ar
01:09:53ou tirar o nome dela
01:09:55da reportagem.
01:09:55Aí o juiz
01:09:56acolheu o pedido
01:09:57e ela passou,
01:09:59o nome dela
01:09:59foi targeado
01:10:00na reportagem.
01:10:02É a deputada
01:10:03da Tarja Preta.
01:10:03Tem uma tarja lá,
01:10:05preta,
01:10:05cobrindo o nome
01:10:07da deputada,
01:10:07que, aliás,
01:10:09segundo o levantamento
01:10:10inclusive da Helena Amada,
01:10:11repórter da Cruzoé,
01:10:13ela não fez um discurso,
01:10:15não fez um movimento
01:10:16em prol
01:10:16da PEC
01:10:17de segunda instância.
01:10:18Então,
01:10:19a deputada
01:10:20tem todo o direito
01:10:20de não gostar
01:10:22da reportagem
01:10:23e de reagir.
01:10:24Ela não tem o direito
01:10:25de censurar.
01:10:26Ela poderia
01:10:27mostrar o que está fazendo,
01:10:29mas talvez
01:10:30não tenha o que mostrar
01:10:31mesmo.
01:10:32E omissão,
01:10:34num caso tão importante
01:10:35como esse da PEC
01:10:35de segunda instância,
01:10:36é o mesmo
01:10:37que ajudar
01:10:38a derrubar
01:10:40e a manter
01:10:41a decisão
01:10:42do STF
01:10:43que acabou
01:10:44com a prisão
01:10:44após condenação
01:10:45de segunda instância.
01:10:46Mas aí não parou
01:10:47por aí, não.
01:10:48Eu comentei isso
01:10:49aqui no Gavinei de Crise.
01:10:51Nós reproduzimos,
01:10:53fizemos uma repercussão
01:10:54dessa decisão absurda
01:10:55do juiz,
01:10:57a pedido dela,
01:10:58fizemos uma repercussão
01:10:58com colegas
01:10:59da Bia Kicis
01:11:00no Congresso.
01:11:01Houve muitas críticas,
01:11:02obviamente.
01:11:03Entidades representativas
01:11:04da imprensa
01:11:05também criticaram
01:11:06essa censura
01:11:08e aí
01:11:09ela não ficou satisfeita.
01:11:11E ela entrou
01:11:11com um pedido
01:11:12para ampliar
01:11:14a vedação
01:11:16para que
01:11:17o antagonista
01:11:19e eu,
01:11:19Cláudio Dantas,
01:11:20não pudéssemos mais
01:11:21tratar do assunto.
01:11:24Olha só
01:11:24que maravilha
01:11:25essa decisão
01:11:26saiu hoje.
01:11:27Felizmente,
01:11:28o juiz
01:11:29Vilmar Castelo Branco
01:11:30Raposo Filho
01:11:31indeferiu
01:11:32o pedido.
01:11:34Olha só,
01:11:34na petição,
01:11:35parlamentar
01:11:36bolsonarista
01:11:36pediu a ampliação
01:11:38dos efeitos
01:11:38da liminar
01:11:39anteriormente concedida
01:11:40para que cessem
01:11:41novas manifestações
01:11:42sobre o assunto.
01:11:44O tema,
01:11:44obviamente,
01:11:45foi objeto
01:11:45de outras postagens
01:11:46do site,
01:11:48como eu acabei de falar
01:11:48e também pauta
01:11:49do nosso programa.
01:11:51Em sua nova manifestação,
01:11:52o magistrado escreveu
01:11:53que,
01:11:53em que pesem
01:11:54os argumentos
01:11:55expedidos pela autora,
01:11:57o direito à informação,
01:11:58como expressão
01:11:59da liberdade de imprensa,
01:12:00deve ser prestigiado,
01:12:01eis que não se admite
01:12:02controle prévio
01:12:03do conteúdo difundido
01:12:04pelos meios
01:12:04de comunicação social,
01:12:05salvo o evidente
01:12:06abuso ou má-fé.
01:12:08O deferimento
01:12:08da tutela antecipada
01:12:09a fim de impedir
01:12:10novas manifestações
01:12:12que possam apresentar
01:12:13ofensas à honra do autor
01:12:14representaria,
01:12:15em última análise,
01:12:15censura prévia
01:12:17e genérica
01:12:17de conteúdo
01:12:18que não encontra
01:12:19guarida no ornamento.
01:12:21E aqui a decisão,
01:12:22está aqui,
01:12:23ela querendo incluir
01:12:24no polo passivo
01:12:24o tal do Cláudio Dantas
01:12:26e o site antagonista.
01:12:27Bom,
01:12:32eu falei aqui uma vez,
01:12:33quando a gente estava
01:12:33falando justamente
01:12:34da censura
01:12:35do Aliciano de Moraes,
01:12:36que nós somos contra
01:12:38a censura
01:12:39que ele impôs
01:12:40aos blogueiros,
01:12:41aos youtubers,
01:12:42a esses militantes
01:12:43aí do bolsonarismo.
01:12:45Nós dissemos aqui,
01:12:46inclusive em editorial,
01:12:48que era preciso
01:12:49investigar,
01:12:50é preciso investigar
01:12:51toda essa rede,
01:12:52essa máquina
01:12:52de manipulação
01:12:53da opinião pública,
01:12:54de difamação
01:12:56das pessoas,
01:12:57dos críticos,
01:12:58mas nunca censurar
01:13:00as pessoas.
01:13:02Mas eu disse
01:13:03que se fosse
01:13:04no caso de bolsonaristas,
01:13:05eles talvez
01:13:05fizessem o mesmo
01:13:06e está aí agora
01:13:07a Bia Kicis
01:13:08comprovando.
01:13:11Realmente,
01:13:12é um absurdo
01:13:13esse tipo de comportamento
01:13:14de uma parlamentar
01:13:15que foi democraticamente eleita.
01:13:18Quer debater,
01:13:18Bia Kicis?
01:13:19Vamos debater.
01:13:20Então,
01:13:21seja madura
01:13:21e tenha a estatura moral
01:13:24que o cargo exige.
01:13:26Venha debater.
01:13:27Quer debater?
01:13:27Vamos debater a segunda instância
01:13:28e mostre
01:13:30o que você está fazendo
01:13:31efetivamente
01:13:32para voltar
01:13:34o sistema anterior
01:13:35da prisão
01:13:36após condenação
01:13:37em segunda instância
01:13:37que é importantíssimo
01:13:38para não haver impunidade
01:13:41nesse país.
01:13:42Fica esse recado.
01:13:44Eu agradeço sempre
01:13:45a audiência de vocês.
01:13:46Muito obrigado
01:13:46pela interação
01:13:47aqui no chat,
01:13:48compartilhamento,
01:13:50as curtidas,
01:13:51os comentários,
01:13:52tudo isso
01:13:52impulsionam
01:13:53o nosso canal
01:13:55no algoritmo
01:13:56lá do YouTube
01:13:56e a gente consegue
01:13:57alcançar mais gente.
01:13:58E claro,
01:13:59como vocês viram
01:14:00no início do programa,
01:14:01a gente aqui lembra
01:14:02que o nosso jornalismo
01:14:03é independente
01:14:03por causa de você,
01:14:05por causa da assinatura
01:14:06que você faz
01:14:07do Combo,
01:14:09do A Mais
01:14:09ou da Cruzo Air.
01:14:11Quer assinar os dois?
01:14:12Assina o Combo.
01:14:13R$22,90 por mês.
01:14:15É muito pouco
01:14:16para um conteúdo
01:14:16qualificado como o nosso.
01:14:18É isso.
01:14:19Estão querendo censurar
01:14:19e a gente reage
01:14:21e traz vocês
01:14:22para dentro
01:14:22dessa comunidade
01:14:23antagonista
01:14:24que é isso.
01:14:25Está aqui para
01:14:26oferecer o melhor
01:14:28jornalismo do país,
01:14:29o mais rápido,
01:14:31o mais exclusivo
01:14:32e com as opiniões
01:14:33mais fortes
01:14:34e qualificadas
01:14:34desse país.
01:14:36Um abraço a todos
01:14:37e fica aqui
01:14:39a minha homenagem
01:14:40ao Flávio Wonka.
01:14:43Tchau.
01:14:43Lupa Lupa.
01:14:45Lupa Lupa.
01:14:46Lupa Lupa.
01:14:47Tchau, tchau.
01:15:17Tchau, tchau.
01:15:47Tchau, tchau.
01:16:17Tchau, tchau.
01:16:47Tchau, tchau.
01:17:17Tchau, tchau.
01:17:47Tchau, tchau.
01:18:17Tchau, tchau.
01:18:47Então, olha aí a informação em primeira mão para vocês, a gente já tinha encerrado o programa e acabou de acontecer.
01:18:55Temos a informação, temos o post, olha aqui, vai tranquilo, vai tranquilo, dá para subir?
01:19:02Tchau, tchau.
01:19:32Tchau, tchau.
01:19:34Tchau, tchau.
01:19:36Tchau, tchau.
01:20:06Tchau, tchau.
01:20:08Tchau, tchau.
01:20:38Tchau, tchau, tchau.
01:20:40Tchau, tchau, tchau, tchau.
01:21:10Tchau, tchau.
01:21:40Tchau, tchau, tchau.
01:22:10Tchau, tchau, tchau, tchau.
01:22:12Tchau, tchau, tchau, tchau.
01:22:14Tchau, tchau, tchau, tchau, tchau.
01:22:16Tchau, tchau, tchau.
01:22:18Tchau, tchau, tchau.
01:22:20Tchau, tchau.
01:22:22A CIDADE NO BRASIL
01:22:52A CIDADE NO BRASIL
01:23:22A CIDADE NO BRASIL
01:23:52A CIDADE NO BRASIL
01:24:22A CIDADE NO BRASIL
01:24:24A CIDADE NO BRASIL
01:24:26A CIDADE NO BRASIL
01:24:30A CIDADE NO BRASIL
01:24:32A CIDADE NO BRASIL
01:24:34A CIDADE NO BRASIL
01:24:36A CIDADE NO BRASIL
01:24:38A CIDADE NO BRASIL
01:24:40A CIDADE NO BRASIL
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01:24:50A CIDADE NO BRASIL
01:24:52A CIDADE NO BRASIL
01:24:54A CIDADE NO BRASIL
01:24:56A CIDADE NO BRASIL
01:24:58A CIDADE NO BRASIL
01:25:00A CIDADE NO BRASIL
01:25:02A CIDADE NO BRASIL
01:25:04Outra vantagem de ser assinante
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01:25:08Além de também poder ler todas as notícias em modo offline
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01:25:15E descubra essas e outras vantagens de O Antagonista Mais
01:25:19Eu sou o Rodrigo Rangel, diretor da Cruzoé
01:25:24E trago os principais destaques da nossa nova edição
01:25:26Cruzoé é alvo de mais uma ordem de censura
01:25:29O exemplo que vem de cima, especialmente do Supremo
01:25:32Tem encorajado os juízes a sufocar a liberdade de imprensa
01:25:35E ainda, por que o Ministério Público teme investigar neste momento
01:25:39Os repasses de Fabrício Queiroz para Michele Bolsonaro
01:25:42E depois do Petrolão, quais são as empreiteiras campeãs de contratos no atual governo
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