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  • há 7 meses
Sec. Executivo de Segurança Pública de SP, Osvaldo Nico, fala ao vivo no Brasil Urgente sobre o caso de Larissa Manuela, criança que foi morta a facadas.

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Transcrição
00:00Estamos aqui exatamente para isso, dona Regiane e Marcelo, nós estamos aqui com o secretário
00:06executivo de segurança pública do estado de São Paulo, um dos maiores delegados da
00:12história da polícia aqui de São Paulo, que é o excelente doutor Nico, está ao vivo
00:16conosco aqui diretamente do DHPP e junto com o Lucas Martins, vamos abrir sinal com
00:21eles também.
00:23Doutor, uma ótima tarde ao senhor, obrigado por nos atender novamente aqui, eu sei que
00:28o senhor se indigna com vários casos, com quase todos os casos, porque o senhor é policial
00:33raiz mesmo, a gente conhece a sua origem, você tem a polícia circulando nas suas veias, diferente
00:41de tantos outros policiais, o senhor é um cara de ideal, o senhor é um cara de princípios
00:46mesmo, esse caso aqui é um dos mais terríveis dos últimos tempos e eu já ouvi da boca do
00:53senhor inúmeras vezes o seguinte, pô, não é possível que a justiça não acatou essa
00:58prisão.
00:59Então eu gostaria de ouvir do senhor, com toda a experiência e competência que
01:03tem, o que que significa nesse momento a prisão de um sujeito tão suspeito como
01:09esse padraço aí, doutor?
01:11Uma boa tarde, obrigado por nos atender.
01:15Obrigado, João, pelas palavras, mas olha, é uma coisa que deixa a gente triste, né?
01:19Eu penso nessa larista toda hora, dessa menina, penso no caso para solucionar o quanto antes,
01:24né?
01:24Seria bom que fosse decretada porque nós temos grandes evidências, né?
01:27O tênis que sumiu, a faca, aquela troca de roupa, tem tantas evidências que a justiça
01:34poderia ter colaborado com a polícia, né?
01:38Conceder a prisão, porque é até bom para ele mesmo.
01:41Daqui a pouco o clamor popular, que é grande aí na região, pode fazer alguma coisa contra
01:45ele, alguma coisa.
01:46Então seria bom para as investigações que ele, que a justiça atendesse o pedido da
01:50polícia.
01:51O delegado está trabalhando aí muito, eu tenho falado com o doutor Luiz Carlos, estamos
01:55cobrando aqui da secretaria, que hoje a minha função é essa, sabe?
01:58Dar recurso para quem está trabalhando, ajudar na investigação, colocar toda a secretaria,
02:03a delegacia geral, tentando esclarecer esse caso de clamor público, mas é muito triste
02:09nós como policial, como você falou, eu tenho sangue de polícia e sou polícia.
02:13E com essa negativa, com essa negativa, é muito triste para nós, sabe?
02:17Eu acho que o magistrado tinha que confiar no trabalho da polícia, como a maioria confiar,
02:23porque seria até para preservar a própria vida aí, a própria segurança daquela pessoa
02:29que está sendo acusada.
02:30Doutor, e como é que funciona uma reconsideração em um momento como esse?
02:34A polícia fez o pedido, o pedido não foi acatado, só que surgiram mais elementos, a
02:42situação está ficando cada vez mais preocupante e cada vez pior.
02:46A polícia pede de novo a prisão, como é que funciona?
02:49Quais serão os próximos passos, de acordo com a conversa que o senhor teve aí recentemente
02:54com o delegado que está conduzindo essa investigação, doutor?
02:59Eu falei com o diretor, com o doutor Luiz Carlos, eles estão pedindo a reconsideração, sim.
03:03Estão pedindo a reconsideração com esses fatos novos, com os fatos que já tinha, com as
03:08grandes evidências que nós temos.
03:09Estamos pedindo, espero que a justiça aceite o pedido da polícia.
03:17Tá, ô doutor, qual que é o entendimento que o senhor tem em cima desse caso?
03:21O senhor, como eu disse aqui, e não precisa nem explicar, nem te apresentar melhor.
03:25O senhor é um dos caras mais experientes que nós conhecemos.
03:28O senhor é aquele cara que olha para a investigação e fala, pô, isso aqui é isso.
03:33Nós precisamos aqui investigar, porque tem um cheiro muito forte desse lado aqui.
03:40O que o senhor entende dessa investigação?
03:42Porque eu sei que o senhor tem todas as informações, nem sempre todas o senhor pode revelar aqui,
03:48mas o senhor tem.
03:49O que o senhor acha desse caso aqui, já com ciência de tudo que o senhor tem, com tudo
03:54que o senhor recebeu nos últimos dias agora de informação?
03:57Qual que é o entendimento agora, retirando o senhor como secretário executivo de Segurança
04:03Pública, como um especialista na área mesmo?
04:07O que o senhor entende desse caso, doutor?
04:11Olha, Joel, a gente tem aquele negócio que você falou, polícia é raiz, né?
04:15A gente tem o tirocínio policial, né?
04:16E o tirocínio da gente leva a acreditar que o pedido foi justo da polícia, né?
04:22É o que a gente respira isso, você entendeu?
04:24E era muito importante que a justiça atendesse.
04:26Era muito importante, como é que eu falei, para preservar todo mundo, até uma fuga,
04:32que depois se torna difícil para a polícia.
04:33Você já sabe que ele dificultou para dar o endereço, eu não sei se você tem essa
04:38informação, lá era o dia do velório, ele foi pego lá, não queria sei falar onde
04:42que era, o negócio do tênis, o negócio da faca, a troca, ele chegou atrasado também
04:46no dia do trabalho, no dia seguinte, tem várias evidências, né?
04:50E a gente não precisa ser muito, muito, sei lá, polícia raiz, nem assim, mas tem
04:55o tirocínio. As evidências estão levando para lá e vamos trabalhar nisso.
04:58Ó, o doutor, presta atenção agora, por gentileza.
05:02Vamos supor que a investigação evolua mesmo para esse caminho.
05:07Olha, o sujeito matou a Larissa, nós temos uma prova cabal aqui, o sujeito está preso e tal.
05:13Polícia, a justiça catou a prisão, esse aqui é o responsável pelo crime, não resta dúvida.
05:17O padrasto que mata uma garota de 10 anos para se vingar da mãe.
05:23Vamos supor que a investigação evolua nesse sentido e que haja essa confirmação em cima
05:28dessa desconfiança.
05:30O senhor já tinha visto alguma vez na vida algo do gênero?
05:33Porque é difícil o senhor se surpreender com alguma coisa.
05:37O senhor já viu algum padrasto matar uma criança para se vingar da mãe da criança?
05:42Pode surpreender a mim, a você que está me assistindo agora, no Brasil inteiro, porque
05:47nós não estamos acostumados, de fato, com esse dia a dia operacional, policial mesmo.
05:53Mas um delegado, do nível do doutor Nico, ele já viu de tudo.
05:57Viu o possível, o impossível, viu o que é imaginável e o que é inimaginável também.
06:03Se se confirmar essa desconfiança, eu pergunto para o senhor, o senhor já viu alguma coisa
06:07nesse sentido, parecida, algum caso que o senhor se lembre assim, ô doutor?
06:11Independente de nome, o senhor já tinha visto isso no decorrer de toda a sua carreira?
06:18Olha, João, nesses 45 anos de polícia, eu já vi esse filme em preto e branco, você
06:22entendeu?
06:23Eu já vi várias vezes, sabe, a pessoa agir por vingança, sabe, contra a mulher, ou ex-mulher,
06:29ou contra o pai da criança.
06:32Então, infelizmente, eu já vivi em outras ocasiões esse momento que eu estou vivendo
06:37agora.
06:38Vocês entenderam, né?
06:39Então, isso sempre existiu.
06:42Quando ele fala que viu isso em preto e em branco, ele quer dizer que lá no passado
06:46ele já tinha visto, ouviu algum caso parecido.
06:49Então, o que surpreende?
06:50A gente não surpreende o doutor, infelizmente.
06:53Pessoas podem cometer um crime como esse para se vingar de outras.
06:56Então, o que é isso?
06:58Então, o que é isso?
06:59Então, o que é isso?
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