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  • há 7 meses
Claudio Dantas comenta o novo recorde de mortes da Covid-19, a facada de Jair Bolsonaro em Paulo Guedes e obsessão do presidente com o Rio de Janeiro - a PF não foi seu único alvo.

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Transcrição
00:00Transcrição e Legendas Pedro Negri
00:30Transcrição e Legendas Pedro Negri
01:00Transcrição e Legendas Pedro Negri
01:02Transcrição e Legendas Pedro Negri
01:04E aí, hoje, o assessor-chefe lá do gabinete da presidência
01:09Falou para o Estadão que não, que não tinha pagado
01:12Que na verdade ele nem tinha ficado com cartão
01:13E jogou a bomba para o colo do Fábio Van Garten
01:16O SECOM
01:17E aí ficou esse negócio, um jogando para o outro, jogando para o um
01:21E agora a AGU recorreu ao STF
01:23Para não apresentar o cartão
01:26Alegando razões de segurança de Estado
01:29Na verdade, se tiver o cartão, esse cartão foi apagado, foi editado,
01:35o Celso de Mello agora é que vai tomar a decisão para saber como que ficou essa história desse cartão.
01:42Olha, nossa, o programa hoje está bem agitado, vamos lá.
01:45Vamos começar logo aqui com o nosso boletim do Ministério da Saúde.
01:52Infelizmente, é uma tendência de alta, realmente.
01:55Eu comentei no último programa, inclusive ontem, no Momento Antagonista,
02:01que nós tínhamos tido um salto acima de 400 mortes e tal,
02:07e que isso poderia representar uma tendência ou seria um acumulado no fim de semana,
02:11mas infelizmente é uma tendência que foi verificada hoje com novos registros,
02:20615 novos registros de óbitos pela Covid-19, gente.
02:25Olha, muito grave, lamentável.
02:29Nós chegamos, nós ultrapassamos 8.530 óbitos.
02:35Já estamos aqui, o último número, 8.536.
02:39Ao todo, 125.218 casos confirmados, 10.503 nas últimas 24 horas.
02:48Um dos casos confirmados é o do porta-voz da própria Presidência da República,
02:55o general Rego Barros, que está com a Covid-19, está com o coronavírus,
03:02testou positivo e está afastado, foi afastado das suas funções no Palácio do Planalto.
03:09Essa é a situação.
03:13E cadê, né?
03:14O ministro da Saúde, na verdade, vem implementando as mesmas diretrizes do Mandetta,
03:19realmente não deu para entender até agora essa troca.
03:22A gente sabe, a gente entende, mas também a retórica cabe aqui.
03:26Não deu para entender porque ele está mantendo, ainda bem que está mantendo a mesma política,
03:30acontece que a situação vai saindo do controle.
03:36Então, é necessário agora rever essa política para poder a gente saber exatamente qual a estratégia que será implementada.
03:43Tem muita gente aí querendo sair da quarentena, sair do distanciamento social,
03:48retomando atividades econômicas e sociais e agora como é que fica?
03:53Com esses recordes aí que estão sendo batidos, infelizmente, recordes negativos.
04:00Vamos para a nossa segunda pauta do dia, da noite, desta nossa edição do programa.
04:05Mais uma facada pela frente.
04:09Paulo Guedes recebeu uma facada do Congresso Nacional.
04:13Vocês vão lembrar que o Paulo Guedes negociou com o Davi Alcolumbre um novo texto,
04:19um novo pacote de ajuda aos estados, de uma ajuda emergencial, um pacote de mais de 120 bilhões, 130 bilhões.
04:27E, claro, colocando contrapartidas.
04:31E a principal contrapartida era justamente que não houvesse aumento, reajuste salarial dos servidores por 18 meses.
04:40Essa era a condição básica.
04:43O Paulo Guedes comemorou, porque, obviamente, era um avanço em relação ao texto da Câmara.
04:48O Senado aprovou e isso foi para a Câmara.
04:51Só que aí a Câmara, gente, derrubou, a gente vai falar aqui, pode deixar, a gente vai falar, a Câmara derrubou o texto,
05:01quer dizer, a Câmara, na verdade, ela desfez uma série de, desfez essa contrapartida do aumento,
05:12justamente abrindo uma brecha.
05:16Foi aberta a brecha.
05:19O Senado já aprovou, a gente já tem aqui a aprovação do Senado.
05:23Aprovou agora à noite.
05:24Esse texto foi para a Câmara, foi aberta a brecha.
05:27E começaram a colocar uma porção de exceções, de carreiras que poderiam ter reajuste por causa da Covid, etc.
05:35Ficou aquela discussão.
05:38Um colocou, o outro colocou, daqui a pouco estava todo mundo querendo entrar.
05:43Teve ajuda do governo.
05:45Isso voltou para o Senado e o Davi Alcolumbre não conseguiu impedir, ou não quis.
05:51O fato é que o texto aprovado no Senado é exatamente ou praticamente o mesmo.
05:56A única categoria excluída é a de policial legislativo.
06:00Mas aqui, olha, entraram as exceções.
06:04Profissionais de saúde, segurança pública, forças armadas, educação pública, servidores de carreiras periciais,
06:12Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, guardas municipais, agentes socioeducativos,
06:17profissionais de limpeza urbana, de serviços funerários, de assistência social.
06:21Todo mundo vai poder receber aumento.
06:26E aí, gente, pode mudar, Freitas.
06:29O que aconteceu?
06:32A votação na Câmara aconteceu ontem, já quase na madrugada.
06:36Nós publicamos.
06:38Isso foi para o Senado.
06:40Hoje de manhã o Davi já reestabeleceu aquilo que lhe interessava,
06:45com a distribuição aqui de critérios que favorecem o Amapá,
06:50justamente por causa das regiões aqui, regiões norte, nordeste.
06:55E o Amapá vai receber a maior quantidade de recursos em função da maior incidência da Covid lá,
07:04em termos proporcionais, relativos, em termos proporcionais, perdão.
07:09E esse critério foi proposto, obviamente, pelo próprio Alcolumbre, que relatou esse projeto.
07:14Ele manteve isso, garantiu, então, essas mesmas categorias e garantiu o seu quinhão lá do Amapá.
07:21Manteve, então, os professores, como eu disse agora.
07:25E aí, o seguinte, a justificativa deles foi que a gente tem uma cláusula aqui que vai garantir,
07:34a gente vai garantir que essas categorias que vão receber aumento só possam receber aumento
07:39aquelas que estiverem trabalhando no enfrentamento da Covid.
07:44Então, obviamente, vocês vão ver, todo mundo vai acabar trabalhando no enfrentamento da Covid,
07:48vão criar alguma função, vão dar um jeito para ter aumento.
07:54Na verdade, o que vai ter é o seguinte, o que era para evitar vai virar um condicionante do aumento.
08:01Vai virar um condicionante do aumento.
08:03E vão ter de aumentar para aproveitar a onda da pandemia e depois vão querer manter esse salário como direito adquirido.
08:12Essa é a verdade.
08:14Pelas contas do Ministério da Economia, com essas exceções, que na verdade viraram a maioria,
08:23você vai ter, em vez de ter uma economia de R$ 130 bilhões,
08:27R$ 130 bilhões, essa economia caiu para R$ 43 bilhões.
08:31Então, na verdade, aqui a gente vai ter uma redução para mais ou menos 30% só.
08:36Ou seja, quando você coloca todo mundo dentro da proposta, profissionais de educação,
08:41segurança pública, saúde e todos aqueles que vocês viram ali que eu falei,
08:46você reduz o impacto da proposta e você, claro, considerando com união, estados e municípios,
08:53o fato é que você vai ter quase mais de 70% se você considerar a união.
08:59E sem a união, no caso da folha de pagamento desses profissionais dessas categorias,
09:04pode chegar até 90%.
09:06O pessoal está dizendo, não, mas isso é só uma condição.
09:09Até o Vitor Hugo, a gente tem um vídeo aí.
09:12O Vitor Hugo, segura só um pouquinho, o Vitor Hugo, que é o líder do governo na Câmara,
09:16ele veio com a desculpinha esfarrapada, viu a nossa nota de manhã,
09:20chamou a gente de mentiroso, agora virou moda,
09:22o antagonista mentiroso, é fofoqueiro.
09:24E aí ele foi para cima dizendo que, na verdade, ali só está aberta a possibilidade de dar o aumento,
09:32mas que isso não significa que o aumento será concedido.
09:35Claro, vai depender do prefeito, do governador, dos seus deputados, dos vereadores,
09:42e a gente sabe como é que é.
09:43Se sem a regra, o pessoal já fazia, com a regra que vai virar vai ser usada ao contrário,
09:49vai ser usada como condição para já garantirem o aumento, pode registrar.
09:54Grava esse vídeo aqui, pode registrar, me cobrem.
09:58A gente vai ver nas próximas semanas várias dessas medidas de reajuste serem aprovadas.
10:05Libera aí o vídeo.
10:06Eu, desse plenário, liguei para o presidente da república e me certifiquei de que essa era a melhor solução.
10:14E o presidente, 10 horas da noite de ontem, falou,
10:16Vitor Hugo, faça dessa maneira e vamos acompanhar para privilegiar esses profissionais
10:22que estão efetivamente na ponta da linha.
10:24E assim aconteceu.
10:25De maneira que eu faça esse pronunciamento aqui um pouco mais longo, nesse momento,
10:29para deixar claro que a exclusão da expressão ou da frase,
10:34desde que diretamente envolvidos ao combate com a Covid-19,
10:38foi uma determinação do presidente da república,
10:41cumprida pelo líder do governo na Câmara,
10:44uma vez que eu sou o líder do governo e não o líder de qualquer ministério.
10:48Muito obrigado.
10:48Eu estou rindo de desespero, porque essa facada no peito do Paulo Guedes
10:58foi dada pelo próprio Jair Bolsonaro.
11:01O seu líder na Câmara acabou de confirmar isso.
11:06Eu estou aqui, sou o líder do governo, Jair Bolsonaro me pediu e eu cumpri a minha missão.
11:11Está certo.
11:12O Vitor Hugo não está errado, não.
11:13Tem que cumprir a missão mesmo.
11:15Agora, como é que fica?
11:17A gente fez aquele programa e eu avisei que o Paulo Guedes estava na linha de tiro.
11:22Avisei, inclusive, que teve o problema daquele programa pró-Brasil, do Rogério Marinho,
11:27que o Rogério Marinho entubou aquilo ali e era uma coisa para sabotar realmente o Paulo Guedes.
11:33E que agora a sabotagem está explícita e do próprio presidente da república.
11:38Então, vamos aguardar qual vai ser o posicionamento do Paulo Guedes,
11:41se ele vai entubar essa aí, se ele vai colocar um curativo aqui na facada,
11:45vai ir para frente, vai seguir na sua trilha aí, ou se ele vai repensar essa sua decisão.
11:54Aliás, vou aqui abrir um parênteses para comentar uma coisa que é muito interessante.
11:58Eu vi os bolsonaristas fazendo todo um auê com aquele telefonema que o João Dória deu para o Paulo Guedes,
12:05falando, olha, você tem que sair do governo.
12:08E aí todo mundo, ah, o João Dória quer um golpe, quer derrubar o Bolsonaro, etc.
12:13Tudo bem, beleza.
12:15Mas todo mundo ficou quietinho, caladinho,
12:18diante tanto da história do Rogério Marinho como hoje,
12:22diante dessa sabotagem explícita.
12:25Ou seja, guardem para vocês,
12:27Se o Paulo Guedes sair do governo, não vai ser por causa do João Dória,
12:31por causa do telefonema do João Dória,
12:32vai ser por causa de sabotagem interna,
12:35fogo amigo, facada pela frente.
12:38Ok?
12:39Tá ok?
12:40Então vamos em frente aqui.
12:42Bom, temos um vídeo analisando essa situação do nosso repórter,
12:47o César Feitosa, que acompanhou toda essa votação,
12:50a tramitação dessa proposta,
12:51o texto que foi, o texto que voltou,
12:54as mudanças que foram feitas,
12:55que mudanças foram feitas.
12:57Ele conversou comigo mais cedo.
12:59Vamos ouvi-lo.
13:01Boa noite, Claudio.
13:02Boa noite a todos que acompanham o Gabinete de Crise.
13:04E é exatamente isso que você falou.
13:06Ontem, na Câmara,
13:08durante aquela votação da proposta de auxílio a estados e municípios,
13:13o governo, pela figura do seu líder, o Major Vitor Hugo,
13:17acabou orientando um voto completamente diferente
13:20de todo o esforço que o Paulo Guedes fez no mês passado.
13:24Para recapitular, vamos lá.
13:26Há três semanas, o ministro Paulo Guedes começou uma articulação bem intensa
13:31junto com o Davi Alcolumbre e outros senadores
13:34para colocar nessa proposta de auxílio a estados
13:37uma contrapartida super importante,
13:39que é o congelamento de salário dos servidores públicos
13:42de todas as esferas, a municipal, estadual e federal.
13:45Acontece que, no Senado, já houve uma pequena desidratação dessa proposta.
13:52Mas, quando ela foi para a Câmara, o estrago foi muito maior.
13:55Isso porque, com a anuência do líder do governo,
13:59orientando o voto favorável,
14:01várias categorias foram retiradas do rol de profissionais
14:05que não poderão ter reajuste.
14:07Os policiais federais, os policiais rodoviários federais,
14:11os guardas municipais, os profissionais de assistência social,
14:15os professores, todas essas categorias entraram em um outro grupo,
14:20que sim, poderão sim ter reajuste
14:22até o fim de 2021, que é o prazo dessa proposta.
14:27Para se ter uma ideia, a equipe econômica
14:30previa, antes, uma economia de 130 bilhões de reais com essa proposta.
14:35Com essa desidratação completa que a Câmara promoveu ontem,
14:38com a anuência do governo,
14:40essa economia reduziu para 43 bilhões de reais,
14:44já menor do que o dinheiro que será liberado,
14:47de 60 bilhões.
14:48Bom, viram aí a explicação didática
14:57do que aconteceu dessa facada?
15:01Tem uma análise nossa no site
15:02Facas Guinso,
15:04para quem conhece, já comprou,
15:06sabe como é que é, né?
15:08Vamos aqui, vamos aqui para outra aqui.
15:10É o seguinte,
15:13Bolsonaro acima de todos,
15:17é o onipresente,
15:18é o onisciente,
15:20quer estar em todos os lugares,
15:22quer ter acesso a todas as informações,
15:24quer estar na Polícia Federal,
15:26quer estar na Receita Federal.
15:28Eu estou lembrando a vocês
15:29que essas ingerências na Polícia Federal,
15:32relatadas pelo Sérgio Moro,
15:34nesse depoimento,
15:35que muitos consideraram fraco, etc.
15:38Não tem nada de fraco,
15:40é um depoimento bombástico,
15:42ele vai ter desdobramentos importantes
15:46nas investigações que estão em curso,
15:47como eu abri o programa hoje,
15:49falando justamente sobre isso.
15:51E o que interessa,
15:53é bom lembrar que não foi só na Polícia Federal
15:56que o Jair Bolsonaro quis colocar a mão,
16:00ele também tentou interferir na Receita Federal.
16:02São dois órgãos de Estado, gente,
16:04que têm missões muito específicas,
16:07e que o presidente da República,
16:10claro, ele tem ascendência,
16:11pode nomear o chefe do órgão,
16:14mas ele não pode interferir na lei,
16:17ele não pode forçar os seus servidores
16:18a violarem a lei,
16:21a cometerem um crime,
16:23como já aconteceu no passado,
16:25quando violaram o sigilo do caseiro,
16:28o caso do Palocci,
16:29lá do sigilo do caseiro do Palocci,
16:31violaram ele, pegaram...
16:33Olha, a gente está acostumado,
16:35essa é uma cultura política
16:36que parece que não vai acabar tão cedo.
16:38Então, olha,
16:40vamos aqui ver,
16:44lembrar aqui,
16:46que recentemente,
16:48agora no dia 30 de abril,
16:50os auditores fiscais
16:52soltaram uma nota,
16:53o sim de fisco,
16:55justamente preocupados
16:56com a pressão que o Bolsonaro
16:58estava fazendo sobre o fisco
16:59para perdoar as multas
17:00das igrejas evangélicas.
17:02Isso aqui já foi um tema
17:03de um vídeo específico
17:04que nós fizemos
17:05sobre as igrejas evangélicas,
17:08o lobby dos evangélicos
17:10em cima do governo,
17:12que deve ao apoio,
17:14aos votos, etc.
17:16Então, a gente noticiou,
17:19o sim de fisco soltou a nota,
17:20demonstrando apreensão e preocupação,
17:22justamente por quê?
17:23Porque o Bolsonaro
17:24chamou o secretário da Receita
17:27e simplesmente mandou ele
17:29anular as multas
17:31que somam lá milhões,
17:36dezenas de milhões de reais
17:37de várias dessas grandes igrejas evangélicas.
17:42Aí bota,
17:43o sim de fisco deixa muito claro,
17:45olha, os templos religiosos
17:46gozam de justa proteção constitucional,
17:49isso vale para católico,
17:51para todo tipo de denominação,
17:52especialmente de imunidade tributária
17:54tributária nos estritos limites
17:56das finalidades para os quais existem.
17:58No entanto,
18:00se é esse o caso hoje veiculado,
18:01quando tais atividades são usadas
18:03para encobrir propósitos lucrativos,
18:06assumindo cunho indubitavelmente empresarial,
18:09com distribuição de lucros
18:10e pagamento de comissões por resultados,
18:12o caráter religioso fica desfigurado
18:14e os auditores devem cumprir
18:16o seu dever de lançar o tributo.
18:20O sindicato disse ainda
18:22que o Bolsonaro atropela leis
18:24ao solicitar o perdão das multas.
18:26Isso é ainda mais grave
18:27por acontecer na sequência
18:29das graves denúncias
18:30de tentativas de ingerência
18:31na Polícia Federal
18:33que motivaram a abertura
18:35do inquérito no STF.
18:37O caso é exemplo da necessidade
18:39de revestir os órgãos de Estado
18:40como receita
18:41de urgente proteção institucional.
18:45Não é a primeira vez
18:48que acontece esse tipo de coisa.
18:52O Bolsonaro, aliás,
18:54já se manifestou várias vezes
18:55publicamente.
18:57Ele fala publicamente,
18:58não está escondido.
19:01Falou publicamente
19:02sobre essa relação conflituosa dele
19:07também com a Receita Federal.
19:08Não gosta da Receita,
19:09acha uma problemática,
19:11as críticas são sempre bem-vindas,
19:13mas devem permanecer
19:15no âmbito da crítica.
19:16Quer resolver burocracia?
19:17Ok.
19:18Mas ingerência ao ponto
19:20de fazer com que
19:21os servidores da Receita
19:23violem as leis?
19:25Aí não.
19:26Aí não dá.
19:27Solta o vídeo aí, feitos.
19:28Fui surpreendido,
19:30nessa manhã,
19:31por a declaração
19:32do nosso secretário da Receita
19:33de que seria criado
19:35um novo imposto
19:36para as igrejas.
19:37Eu quero me dirigir
19:38a todos vocês,
19:39dizendo que essa informação
19:40não procede.
19:42E nosso governo
19:43nenhum novo imposto
19:44será criado,
19:45em especial contra as igrejas.
19:47Alguns me criticam,
19:48estão interferindo
19:49na Polícia Federal,
19:52na Receita.
19:53Estão interferindo.
19:54Olha, eu fui presidente
19:55para interferir mesmo,
19:56se é isso que eles querem.
19:57Se é para ser um banana,
19:58um poste dentro da presidência,
20:00eu estou fora.
20:02A Receita Federal,
20:03a mesma coisa.
20:04Tem problemas.
20:05Faz o bom trabalho?
20:06Faz,
20:07mas tem problemas.
20:08e devemos resolver
20:10esses problemas.
20:11Como?
20:12Trocando gente.
20:13O que eu posso adiantar
20:14para você agora
20:14é o seguinte,
20:15a única interferência
20:16minha agora na Receita
20:17é que eu quero alguém
20:18dar a Receita
20:19para estar à frente dela
20:20e não ninguém estranha
20:22na Receita.
20:23Vamos fazer um rebogato
20:24também,
20:25surpresa,
20:26primeira mão aqui,
20:27na Receita Federal.
20:29São instruções normativas.
20:30Então estamos conversando
20:32com o Paulo Guedes,
20:33com o José Tosses,
20:35para fazer uma limpeza lá.
20:38Bem,
20:38uma reunião onde nós fomos lá
20:40para ouvir os empresários.
20:41E ouvimos muita coisa
20:42que compete a nós resolver,
20:45que são decretos presidenciais,
20:48portarias dos ministérios
20:50e também normas da Receita Federal.
20:52É impressionante,
20:53o Paulo Guedes ficou até meio assustado,
20:56como a Receita atrapalha
20:59em algumas áreas
21:00do desenvolvimento do Brasil.
21:01É coisa terrível a burocracia,
21:02é terrível.
21:06Vou lembrar para vocês
21:08uma coisa que talvez
21:08muitos tenham esquecido.
21:11O Sérgio Moro,
21:13no seu depoimento de sábado,
21:14que nós trouxemos todo,
21:16ele ontem,
21:17a íntegra,
21:18comentamos,
21:18ontem gravei um vídeo
21:19falando dos principais trechos,
21:21ele diz
21:22que o primeiro pedido
21:25do Bolsonaro
21:26para a troca
21:28do superintendente
21:29da Polícia Federal
21:30no Rio de Janeiro,
21:31o primeiro pedido
21:32do Bolsonaro a ele,
21:33foi em agosto
21:34do ano passado.
21:36Não,
21:37por coincidência,
21:40também em agosto
21:41do ano passado,
21:41o Bolsonaro tentou
21:42trocar
21:44o superintendente
21:45do Rio de Janeiro
21:47e também
21:47o chefe
21:48da alfândega
21:49do porto
21:51de Itaguaí.
21:54Porto de Itaguaí,
21:55que é importante,
21:57inclusive fala-se
21:59aqui de várias
21:59questões,
22:00porque o porto
22:01de Itaguaí
22:01tem muito
22:02caso de contrabando,
22:04tem coisa de milícia
22:06envolvida,
22:07etc.
22:08E aí o José Alex
22:09Nóbrega de Oliveira,
22:10que é o delegado
22:11da Receita
22:12lá no porto
22:12de Itaguaí,
22:14espero que ainda seja,
22:15hoje fui confirmar,
22:17acho que ainda está lá,
22:20ainda consta
22:21como estando lá,
22:23não sei se por muito tempo,
22:24mas enfim,
22:25ele divulgou então
22:26uma carta,
22:27ficou obviamente,
22:28ficou ali espantado,
22:30ele que veio fazendo
22:31um trabalho
22:32de limpeza
22:33no porto,
22:34lá na Receita
22:35do porto,
22:36que tinha muito esquema
22:37também de corrupção
22:37envolvendo servidores,
22:39então o sujeito
22:40faz um bom trabalho
22:41e aí resolvem
22:42trocá-lo.
22:43Então ele divulgou
22:44uma carta,
22:45isso no ano passado,
22:46aqui ó,
22:4617 de agosto,
22:49dizendo o seguinte,
22:51que o chefe
22:53da Receita lá
22:54do Rio,
22:54o Mário Derron,
22:56havia o informado
22:57sobre essa indicação
22:58política para assumir
22:59a alfândega,
22:59uma indicação política
23:00para assumir a alfândega
23:01de Itaguaí
23:02no lugar dele,
23:03e que o próprio
23:04superintendente,
23:05o Derron,
23:05não concordou.
23:07O substituto
23:07seria um auditor
23:08lotado em Manaus,
23:10que possuía em seus
23:1135 anos de Receita Federal,
23:13não possuía em seus
23:1535 anos de Receita Federal,
23:16nenhuma passagem
23:17pela doana
23:18e sem nunca ter
23:19assumido chefias.
23:21Parece um padrão.
23:23Venho relatar
23:24o que está ocorrendo,
23:25pois existem
23:25forças externas
23:26que não coaduram
23:27com os objetivos
23:27de fiscalização
23:28da Receita Federal
23:30do Brasil,
23:30pautados pelo interesse
23:32público e defesa
23:32dos interesses nacionais.
23:34O superintendente
23:35se recusou a realizar
23:36a nomeação,
23:37pois fugia dos trâmites
23:38utilizados pela Receita
23:39para a escolha
23:40de suas lideranças
23:41em represália
23:41a essa atitude,
23:42o mesmo está
23:43ameaçado de exoneração.
23:45Nós mesmo registramos
23:47que o Derron
23:48já tinha sido informado
23:49pelo secretário
23:50então secretário
23:51da Receita,
23:51Marcos Sintra,
23:52que seria exonerado
23:53a pedido do Jair Bolsonaro
23:54e que a demissão
23:56foi ordenada
23:57porque o superintendente
23:58não quis nomear
23:59os delegados estaduais
24:00indicados pelo
24:01clã Bolsonaro.
24:02Próxima matéria,
24:03Freitas.
24:07Diante disso tudo,
24:09foi enviado
24:10ao próprio Bolsonaro
24:11um dossiê
24:12mostrando o risco
24:13de substituição
24:15do José Alex de Oliveira
24:17lá no Porto de Itaguaí.
24:19No documento,
24:19os auditores afirmaram
24:20que Oliveira
24:21estava à frente
24:22de um importante
24:22trabalho de limpeza
24:23no Porto
24:23e que ele reduziu
24:25de 70%
24:26para 17%
24:28o número
24:29de pessoas
24:29ou empresas
24:30com histórico
24:30de envolvimento
24:31em algum tipo
24:32de fraude
24:32lá.
24:36Três semanas antes,
24:37Oliveira havia sido
24:38informado
24:39por essa substituição.
24:41Como a gente registrou
24:42mais cedo,
24:42o presidente
24:43do Sindifisco
24:44fez aquela
24:47manifestação
24:49pública
24:50e que
24:52aí sim,
24:54se fosse
24:55cumprida
24:55essa troca
24:56tanto do
24:58delegado da
24:59Receita lá no
24:59Porto
25:00como do próprio
25:02superintendente,
25:03haveria uma
25:03renúncia coletiva
25:05do órgão.
25:08Diante
25:08desta ameaça,
25:10o Bolsonaro
25:10deu um passinho
25:11para trás
25:11e deixou o assunto
25:13morrer.
25:15É bom que se diga,
25:16o Marcos Sintra
25:16ele
25:17veio,
25:19fez uma
25:19mudança
25:20no número
25:23de delegacias
25:24de regiões
25:25fiscais,
25:26reduziu
25:27de 10
25:27para 5
25:28e aí o
25:29Deon
25:29que estava
25:30no Rio de Janeiro
25:30acabou,
25:31que estava em Minas,
25:32acabou
25:33indo para o Rio de Janeiro.
25:34Quando o Marcos Sintra
25:35foi demitido,
25:36que ele acabou
25:36sendo demitido,
25:38veio desagradando,
25:39desagradando,
25:39tinha muita pressão
25:40em cima da Receita,
25:41tinha aquela história
25:42dos auditores,
25:43daquele grupo
25:44de auditores
25:44que tinha feito
25:45uma lista VIP
25:47que incluía
25:48ministros do STF,
25:50Gilmar Mendes,
25:51esposa de um,
25:53de Dias Toffoli,
25:53a esposa do outro,
25:54isso foi noticiado
25:56em todo canto,
25:56tinha uma investigação
25:57para apurar
25:58se movimentações
26:00atípicas
26:01desses familiares,
26:03se isso tinha
26:04algum problema,
26:04se poderia configurar
26:05crime,
26:06enfim,
26:06e logo que aquilo vazou,
26:08o Gilmar entrou
26:10de sola,
26:10suspenderam,
26:12acabaram com o grupo,
26:13puniram,
26:14chegaram até a afastar
26:15os auditores responsáveis
26:17pela fiscalização,
26:18então em meio
26:19a isso tudo,
26:21o que aconteceu?
26:23Chegou lá
26:24meses depois
26:27o Marcos Sintra
26:28tropeçou
26:29na história
26:30da CPMF
26:31no Imposto Único
26:33e aí,
26:33olha,
26:34foi demitido,
26:35e aí trouxeram
26:36o Tostes,
26:37que é justamente
26:38esse secretário
26:39que foi convocado
26:40pelo Bolsonaro
26:41para esse pedido
26:42de perdão
26:44de multas
26:45dos dirigentes
26:46das igrejas
26:47que recebem
26:48lucros e dividendos
26:49de uma atividade
26:50que não poderia,
26:51que não é
26:52legalmente lucrativa,
26:54não poderia gerar
26:55lucros individuais
26:56ou como empresa,
26:57então o Tostes
27:00é um profissional
27:01de antigo
27:03lá na Receita,
27:05desfez o sistema
27:06do Sintra,
27:07voltou com as dez
27:08regiões fiscais
27:10anteriores
27:10e a situação
27:11ficou desse jeito
27:14até agora,
27:16a gente está vendo aí,
27:16já está ouvindo
27:17algum tipo de movimentação,
27:19e isso num contexto
27:20que já vinha
27:20também por pressões
27:22não só do Executivo,
27:23mas também do Supremo
27:24para o desmonte
27:28da inteligência
27:29da Receita Federal,
27:30então por que
27:31que a inteligência,
27:32por que que a Receita Federal
27:33incomoda tanto,
27:35quer dizer,
27:35só pode pegar
27:36o pequeno contribuinte,
27:38porque os grandões
27:39não querem o leão
27:41no seu tornozelo.
27:44Bom, nós temos
27:45então essa situação
27:48colocada,
27:50a gente fecha esse bloco
27:53e eu deixo
27:54um questionamento
27:55para vocês
27:56com a reportagem
27:58do CD Silva
28:00sobre
28:01e os militares?
28:04Como é que eles
28:04estão se comportando
28:05em meio a um cenário
28:07político
28:08tão difícil
28:09em que eles
28:11estão inseridos,
28:12ou pelo menos
28:13vários deles,
28:14vários generais,
28:15almirantes,
28:16brigadeiros,
28:17inseridos,
28:18como há muito tempo
28:19não estavam,
28:20no centro
28:21do poder político.
28:23Tem muita confusão
28:24acontecendo,
28:25inclusive na caserna.
28:27Vamos à reportagem.
28:29Desde o começo
28:30do governo,
28:31uma manchete
28:31vem se repetindo
28:33todos os meses.
28:34Militares
28:35estariam constrangidos
28:36ou incomodados
28:37com decisões
28:39e pronunciamentos
28:39do presidente Bolsonaro.
28:41O suposto
28:42embaraço
28:42chama a atenção
28:43porque o governo
28:44tomou várias medidas
28:46que deveriam deixar
28:47os militares
28:48muito satisfeitos.
28:49Por exemplo,
28:50em dezembro,
28:51Bolsonaro assinou
28:52a generosa reforma
28:53da Previdência
28:54dos militares,
28:55PMs e bombeiros.
28:56O Ministério
28:57da Economia
28:57estima que
28:58essa reforma
28:59vai poupar
29:00R$ 10 bilhões
29:01em 10 anos
29:02contra R$ 800 bilhões
29:04da reforma
29:05dos civis.
29:06O presidente
29:06também cercou-se
29:07de militares
29:08para formar
29:08seu ministério.
29:10Hoje,
29:10os quatro ministros
29:11com gabinetes
29:12no Palácio do Planalto
29:13são militares,
29:15três generais
29:15do exército
29:16e um major
29:17da reserva
29:17da PM,
29:18Jorge Oliveira.
29:19Outros cinco
29:20ministérios
29:21na esplanada
29:21também são
29:22chefiados
29:23por militares
29:24Ciência e Tecnologia,
29:26CGU,
29:27Defesa,
29:28Infraestrutura
29:28e Minas e Energia.
29:30Além dos nove
29:31ministérios,
29:32militares ocupam
29:33centenas de cargos
29:34no governo.
29:35Recentemente,
29:36o general
29:36Eduardo Pazuello
29:37assumiu a secretaria
29:38executiva
29:39do Ministério da Saúde
29:40e o general
29:41Floriano Peixoto,
29:42que já foi
29:43da Secretaria-Geral
29:44da Presidência,
29:44hoje é o presidente
29:45dos Correios.
29:46Bolsonaro é especial
29:48admirador
29:49de um determinado
29:49subgrupo
29:50dentro da reserva
29:51das Forças Armadas,
29:53os torturadores.
29:54Recebeu no Palácio
29:55do Planalto
29:55duas vezes
29:56Maria Joseita,
29:58viúva do coronel
29:59Carlos Alberto
30:00Brilhante Ustra,
30:01condenado por sequestro
30:02e tortura
30:03e homenageado
30:04por Bolsonaro
30:05no voto
30:05do impeachment
30:06de Dilma.
30:07E nesta segunda-feira,
30:08dia 4 de maio,
30:09recebeu
30:10o Major Curió.
30:11Alvo de três denúncias
30:12do Ministério Público Federal,
30:14o próprio Curió revelou
30:16documentos
30:16em 2009
30:17mostrando que o exército
30:19executou no Araguaia
30:2041 guerrilheiros
30:22já presos
30:23e desarmados.
30:24Bolsonaro também tem gosto
30:25por interferir
30:26no trabalho
30:27dos militares.
30:28No mês passado,
30:29mandou o general
30:30Laerte de Souza Santos,
30:31comandante logístico
30:32do exército,
30:33revogar três portarias
30:34com novas regras
30:35para o rastreamento
30:36de armas e munições.
30:38Também em abril,
30:39saiu do ar
30:40o site do Centro
30:41de Estudos Estratégicos
30:42do Exército.
30:43Um estudo do centro
30:44classificou o isolamento social
30:46como a medida mais adequada
30:48para conter o avanço
30:49da pandemia
30:49do novo coronavírus
30:50no Brasil.
30:51Nesta quarta-feira,
30:52dia 6 de maio,
30:53o site completa
30:5430 dias fora do ar.
30:56Nem todos os militares
30:57apoiam o comportamento
30:59do presidente.
31:00Por questão de hierarquia,
31:01não criticam
31:02Bolsonaro diretamente,
31:03mas se manifestam
31:04de outras formas.
31:05O exemplo mais visível
31:07é o do comandante
31:08do exército,
31:08o general
31:09Edson Leal Pujol.
31:10Em 24 de março,
31:12o mesmo dia
31:13em que Bolsonaro
31:14chamou a Covid-19
31:15de...
31:15Gritezinha!
31:16O general Pujol
31:17gravou este vídeo.
31:18Toda a família
31:19Verde Oliva
31:19deve seguir
31:21as orientações
31:21oficiais
31:22dos órgãos
31:23governamentais
31:24e do sistema
31:26de saúde
31:26do exército.
31:27Na semana passada,
31:28na posse do novo
31:29comandante militar
31:30do Sul
31:30em Porto Alegre,
31:31o general Pujol,
31:32que não é da bancada
31:33víroafetiva,
31:34foi o primeiro
31:35a cumprimentar
31:35Bolsonaro com o cotovelo
31:37após o presidente,
31:38aliado do vírus,
31:39estender a mão.
31:40O exemplo
31:41de higiene
31:41de Pujol
31:42foi seguido
31:43pelos outros
31:43militares.
31:44O próprio
31:45ministro da Defesa,
31:46general Fernando
31:47Azevedo Silva,
31:48teve de marcar
31:49posição contra
31:49Bolsonaro
31:50em duas ocasiões
31:51recentes.
31:52Em 19 de abril,
31:53dia do exército,
31:54Bolsonaro participou
31:55de manifestação
31:56golpista
31:56em frente ao
31:57quartel
31:57general do exército.
31:59No dia seguinte,
31:59uma segunda-feira,
32:01o ministro Azevedo
32:01publicou nota
32:02em que afirma
32:03que as forças armadas
32:04trabalham sempre
32:05obedientes à
32:06Constituição Federal
32:06e que o novo
32:07coronavírus
32:08é o inimigo comum
32:09a todos.
32:10Neste domingo,
32:11como parte do dia
32:12da marmota em que
32:13colocou o país,
32:14Bolsonaro de novo
32:15participou de uma
32:16manifestação golpista.
32:18Na segunda-feira,
32:19novamente,
32:20o ministro Azevedo
32:21publicou uma nota.
32:22O texto relembra
32:23que marinha,
32:24exército e força aérea
32:25são organismos
32:26de Estado,
32:27ou seja,
32:28não do governo.
32:29Acontece que o próprio
32:30Azevedo endossa
32:31a retórica
32:32pró-ditadura
32:33de Bolsonaro.
32:34Em 31 de março,
32:35o aniversário
32:35do golpe militar,
32:37mandou publicar
32:37no site do
32:38Ministério da Defesa
32:39uma ordem do dia
32:40que chama o Movimento
32:41de 64
32:42de Marco
32:43para a Democracia
32:44Brasileira.
32:45Uma decisão
32:46do TRF-5
32:47mandou retirar
32:47o texto do ar,
32:48mas Dias Toffoli,
32:50que já foi chefe
32:51do general Azevedo
32:52no STF,
32:53derrubou o que
32:54chamou de censura.
32:55Agora,
32:56os militares
32:56foram provocados
32:57para um novo combate
32:58por Sérgio Moro.
33:00Em seu depoimento
33:01à Polícia Federal
33:01no último sábado,
33:03Moro disse que
33:03se reuniu
33:04com os ministros
33:04generais Ramos,
33:06Heleno e Braga Neto
33:07logo depois
33:08de se encontrar
33:08com Bolsonaro.
33:09Nessa reunião,
33:10lembrou a eles
33:11dos pedidos
33:12do presidente
33:12de obtenção
33:13de relatórios
33:14de inteligência
33:15da PF.
33:15Os ministros,
33:16segundo Moro,
33:18se comprometeram
33:18a tentar demover
33:20Bolsonaro da ideia.
33:21No dia 28 de abril,
33:23o próprio Bolsonaro
33:24disse que iria
33:25divulgar o vídeo
33:26da reunião,
33:27que teria até
33:27mandado legendar.
33:29Filmada.
33:30E fica no cofre
33:31final do chip.
33:34Eu falei,
33:34senhores ministros,
33:36eu posso divulgar
33:37o que eu falei
33:38na última reunião
33:39de ministros?
33:41Ninguém foi contra.
33:43Eu falei.
33:44Certo?
33:47Chato para...
33:48Mandei legendar,
33:50mandei legendar,
33:52talvez eu tenha chegado
33:53no meu WhatsApp,
33:53agora eu vou divulgar.
33:54O ministro Celso de Mello
33:56deu 72 horas
33:57para a presidência
33:58encaminhar ao STF
33:59esse tal vídeo.
34:00Mas o antagonista
34:01revelou que o cartão
34:02de memória usado
34:03para gravar a reunião
34:04foi formatado.
34:06Celso de Mello
34:07também atendeu
34:07a pedido de Augusto Aras
34:09para a Polícia Federal
34:10tomar os depoimentos
34:11dos ministros
34:12Ramos,
34:13Heleno e Braga Neto
34:14como testemunhas.
34:15Se eles se recusarem
34:16a comparecer,
34:17podem até sofrer
34:18condução coercitiva.
34:20Os militares
34:21mais próximos
34:22a Bolsonaro
34:23agora vão dizer
34:24à Polícia Federal
34:25de que lado estão.
34:40Aí, ó,
34:41chega aqui.
34:43Vamos colocar o print
34:44na tela.
34:45Ontem,
34:47eu publiquei
34:47que o assessor especial
34:50do gabinete
34:50do Bolsonaro
34:51tinha levado
34:52para casa
34:52o cartão
34:54de memória
34:54da reunião
34:55ministerial
34:56do dia 22 de abril.
34:58Reunião na qual
34:58o Bolsonaro
34:59mandou o Moro
35:01demitir
35:02Segura aí!
35:04Mandou o Moro
35:05demitir
35:06o Valeixo,
35:08o superintendente
35:08do Rio,
35:09se não demitisse
35:10ele que seria demitido
35:11e falou pela primeira vez
35:13que ele queria receber
35:14relatórios de inteligência
35:15da Polícia Federal.
35:18Bom,
35:20o sujeito
35:20levou para casa,
35:21devolveu ontem
35:23o cartão
35:23de memória
35:24apagado,
35:26sem conteúdo,
35:27formatado.
35:30E aí,
35:30veja,
35:33claro,
35:37é possível
35:37que ele tenha
35:38feito uma cópia,
35:40mas,
35:41eu destaquei
35:42aqui o nível
35:43de informalidade
35:44de você tratar
35:46um registro
35:48público
35:49de uma reunião
35:49ministerial
35:50dessa maneira.
35:53O assessor,
35:54o chefe
35:54da assessoria especial
35:55é o Célio Faria Júnior.
35:59Pode botar o próximo.
36:01Hoje,
36:02ele foi questionado,
36:04obviamente,
36:05ah sim,
36:06antes disso aqui,
36:06só lembrando,
36:08após a publicação
36:09da nossa matéria,
36:10o ministro Celso de Mello
36:12determinou,
36:14deu 72 horas
36:15para que o Célio Faria Júnior,
36:18para que o Fábio Van Garten
36:20e para que o ministro
36:22Jorge Oliveira
36:23entregassem o vídeo
36:26sem edições.
36:27aí hoje,
36:30o Célio
36:31disse
36:32para o Estadão
36:33que o vídeo
36:35não ficou com ele,
36:36ficou com o Fábio Van Garten,
36:38o secretário de comunicação.
36:41O secretário
36:42ficou quieto.
36:43Eu
36:43apurei
36:44que o secretário
36:45não ficou
36:46com o cartão,
36:47que o cartão
36:48ficou realmente
36:48com o Célio.
36:50Aí o Célio
36:50disse o seguinte,
36:51olha,
36:51não é da minha competência
36:52gravar,
36:53manter ou trabalhar
36:54qualquer tipo de mídia
36:55na presidência
36:56da República.
36:57Essa competência
36:58é da SECOM.
36:59Não compete
37:00assessoria especial
37:00do presidente da República
37:01registro de imagens,
37:02reuniões,
37:03tampouco o arquivo
37:03eventual registro.
37:05Eu botei aqui,
37:06com a palavra,
37:06o Fábio.
37:08O Fábio,
37:09volta só um pouquinho
37:10para mim aqui,
37:11o Fábio não se manifestou ainda,
37:13mas vai poder se manifestar
37:14diretamente
37:15para o ministro
37:15Celso de Mello.
37:18Essa situação
37:18está complicando,
37:19porque o próprio
37:20Bolsonaro,
37:20como vocês acabaram
37:21de ver no vídeo
37:22do CD,
37:24o Bolsonaro disse
37:25que estava preparando
37:26o vídeo,
37:26inclusive com legendas,
37:29para que fosse divulgado
37:30e que depois
37:31desistiu de divulgar.
37:34E agora
37:35surge essa notícia
37:37que a gente deu em primeira mão
37:38de que o registro
37:39foi apagado.
37:41Bom,
37:41tudo bem,
37:41vamos lá,
37:42eles têm uma cópia,
37:43vão divulgar a cópia,
37:44etc.
37:44O que tem de mais
37:45nessa reunião?
37:47Aí,
37:48a AGU,
37:51agora à noite,
37:52como eu mencionei
37:54no início do nosso programa,
37:56pediu ao Celso de Mello
37:57que reconsidere
37:58a ordem de entrega
37:59da gravação.
38:00Eles não querem mais
38:01entregar a gravação,
38:02eles não querem entregar
38:03a gravação.
38:05Eles estão alegando
38:06assuntos que o,
38:09a gravação contém,
38:11no encontro,
38:12assuntos potencialmente
38:13sensíveis do Estado.
38:15Ora,
38:15bolas,
38:16entregue
38:17com a garantia do sigilo,
38:19que ninguém vai ter,
38:20só o ministro do STF,
38:22o decano da corte,
38:24que vai poder analisar
38:25e verificar
38:26se
38:26aquilo que o Sérgio Moro
38:28disse no seu depoimento
38:29bate com
38:30o que foi realmente discutido.
38:33Se o Bolsonaro
38:34pediu relatório de inteligência,
38:36se o Bolsonaro ameaçou
38:37o Sérgio Moro,
38:38o que aconteceu
38:39nesta reunião
38:40do dia 22.
38:42Olha,
38:43é muito grave.
38:45Se tiverem apagado,
38:47se tiverem destruído
38:47uma prova,
38:49é obstrução de justiça.
38:52Então, assim,
38:53eu não sei o que eles vão fazer,
38:55mas é bom
38:56pegar esse cartão,
38:58tentar resgatar,
38:59deem o seu jeito,
39:01porque isso aí
39:01é muito grave,
39:02não pode acontecer,
39:03já tem gente comparando
39:04ao caso do Nixon
39:04e tem razão.
39:07Bom,
39:07vamos lá.
39:09Agora aqui,
39:11existe,
39:13gente,
39:14dentro dessa
39:16ânsia
39:16do presidente
39:18da república
39:18em estar onipresente,
39:20em estar presente
39:21em tudo quanto é lugar,
39:22existe também
39:22uma ânsia de controle,
39:24controle absoluto,
39:26controle da sua vida,
39:27da vida de todas as pessoas.
39:29Ah,
39:30Cláudio,
39:30está de sacanagem,
39:31estou de sacanagem?
39:32Vamos aqui
39:32rever algumas notícias
39:35que podem não fazer sentido
39:37à primeira vista,
39:39mas que,
39:40quando elas
39:41estão encadeadas,
39:43elas vão fazer muito sentido.
39:44Uma eu publiquei hoje.
39:47O Heleno,
39:49em fevereiro,
39:49ninguém tinha visto,
39:51delegou ao Ramagem,
39:53o Ramagem,
39:54é,
39:55o diretor da Abin,
39:58indicado pelo Carlos Bolsonaro,
40:00o Alexandre Ramagem,
40:01que ia assumir a Polícia Federal,
40:03ele delegou ao Ramagem,
40:05ainda na Abin,
40:07uma série de atribuições
40:08administrativas
40:09que aumentam a autonomia
40:11da agência brasileira.
40:13Inclusive,
40:14está sendo apelidada
40:15lá nos corredores da Abin,
40:17de transfusão de sangue.
40:19Essa delegação
40:19aconteceu por meio
40:20de uma portaria,
40:22ela diminui o poder do GSI,
40:24o ministro-chefe do GSI,
40:26é o Augusto Heleno,
40:27diminui, então,
40:29o poder do GSI sobre a Abin,
40:30que poderá, então,
40:31implementar diretrizes
40:32e tocar a burocracia
40:34sem prévio aval do Heleno.
40:37No Palácio,
40:38assessores comentam
40:39que o ministro
40:39não tem sossego,
40:40pois é demandado diariamente
40:42por Jair Bolsonaro,
40:43ou seja,
40:43ele está meio que se livrando
40:44da carga burocrática da Abin.
40:47Já na Abin,
40:48essa transfusão de sangue,
40:49ela foi interpretada
40:50de outro jeito,
40:51que o Heleno
40:52estaria lavando as mãos
40:53sobre a gestão do Ramagem,
40:55considerado próximo
40:56de Carlos Bolsonaro.
40:58Segundo o texto da portaria,
40:59o diretor da Abin
41:00poderá ratificar
41:01dispensas de licitação,
41:03autorizar celebração
41:04de novos contratos,
41:05prorrogação dos que estão
41:06em vigor,
41:07além de autorizar
41:08a concessão de diárias
41:09e passagens a servidores
41:10militares,
41:11empregados públicos,
41:12ou colaboradores eventuais
41:15da agência.
41:17As coisas vão andar
41:18mais rápidas
41:19e com menos controle,
41:20segundo o integrante
41:21da agência.
41:22Olha aqui,
41:23essa parte final,
41:24colaboradores eventuais
41:25da agência.
41:25para quem não sabe,
41:27a agência de inteligência
41:28funciona com a contratação
41:30e com verba secreta,
41:32sigilosa,
41:32sem fiscalização,
41:34a contratação
41:35de colaboradores,
41:38que são remunerados
41:39e não há nenhum tipo
41:40de controle externo
41:41dessas atividades.
41:43Então,
41:43vocês já podem imaginar
41:44essa ligação
41:46com o filho,
41:47com a família,
41:48uma opção de gente
41:49no Rio
41:49querendo arrumar
41:50uma boquinha.
41:51a situação,
41:53assim,
41:54nada,
41:55nada,
41:56nada,
41:57nada nos mostra
41:58um caminho,
41:59um horizonte
42:00aí de desenvolvimento,
42:03de crescimento.
42:03Porque é o seguinte,
42:05essa é uma exigência
42:06de parte da BIM
42:07de ter mais autonomia,
42:08o que seria ótimo,
42:09mas não nessas condições
42:12que estão postas hoje.
42:14Elas,
42:14na verdade,
42:15essas condições,
42:15o contexto
42:16faz toda a diferença.
42:17Então,
42:18eles só levantam
42:19dúvidas,
42:20suspeitas
42:21sobre o real motivo
42:22dessa modificação,
42:24dessa delegação
42:25de poderes
42:26do Heleno
42:26para o Ramagem.
42:27Bom,
42:28próxima matéria.
42:31Essa aqui,
42:31vocês já viram.
42:34Numa MP
42:35da pandemia,
42:36uma dessas MPs,
42:38o Bolsonaro
42:38incluiu um jabuti.
42:39É a primeira vez
42:41que o jabuti
42:41vem do executivo
42:42para o legislativo.
42:44Antes é o contrário.
42:46Agora não.
42:46O próprio executivo
42:47enfiando um jabuti.
42:49E esse jabuti
42:50é muito perigoso.
42:50Por quê?
42:51Ele autoriza o IBGE
42:53a acessar dados pessoais
42:56dos celulares
42:58de todos os brasileiros.
43:01Tá?
43:01Volta para mim aqui,
43:02Freitas.
43:04Então,
43:04é o seguinte,
43:06o IBGE
43:06quer ter acesso
43:09ao teu celular,
43:11saber que é seu,
43:12saber onde você mora,
43:14saber tudo.
43:15Aí você cruza
43:16essas informações,
43:16o que vai acontecer?
43:18Eles vão saber
43:18que o João
43:19da Silva
43:21saiu de casa
43:23no dia tal,
43:24foi para o mercado
43:25na hora tal,
43:27depois saiu,
43:28pegou um carro.
43:30Isso aí é um absurdo.
43:33É um absurdo.
43:34Tanto é absurdo
43:35que várias
43:36ações foram
43:38bater lá no Supremo.
43:39e hoje,
43:40hoje,
43:40está em discussão.
43:42Não sei nem se,
43:43acho que suspenderam
43:43o julgamento.
43:44A Rosa Weber
43:45até fez ali
43:45o último voto
43:46que eu vi,
43:47mostrando justamente
43:49o risco
43:50de que você tem.
43:52E aí o IBGE
43:52fala assim,
43:53não,
43:53a gente quer ter
43:53para poder fazer
43:54pesquisa por telefone.
43:56Aí os servidores
43:56do IBGE,
43:57mas peraí,
43:58a gente tem método
44:00para fazer as coisas,
44:01não pode ser assim
44:01por telefone.
44:03Eles querem,
44:03fazem isso,
44:04justificam por causa
44:05do Covid,
44:06de fazer,
44:07saber,
44:08a da tua vida,
44:09saber quem está
44:10contaminado,
44:11quem não está,
44:12usar isso,
44:13sei lá,
44:14para o PNAD.
44:15Gente,
44:16não tem justificativa.
44:17Cada vez que tentam
44:18explicar,
44:18piora a situação.
44:19Piora a situação.
44:21Vem mais uma aqui.
44:26No ano passado,
44:27o governo criou
44:28um negócio chamado
44:29Cadastro Base
44:30do Cidadão.
44:33O Bolsonaro
44:34aprovou os decretos
44:3610.046,
44:3710.046,
44:38que dão origem
44:39a esse cadastro
44:41e ao Comitê Central
44:42de Governança
44:43de Dados.
44:44Serviços que criam
44:45uma mega base
44:46de dados
44:47disponível para o governo
44:48com todas,
44:50todas as informações
44:51dos cidadãos.
44:52Do número do RG
44:54até a maneira
44:55de andar.
44:57É biometria,
44:58tudo.
44:59Se você tem doença,
45:00o que você tem,
45:01se você anda torto,
45:02é inacreditável.
45:04Esse cadastro
45:05interliga
45:06todos os dados
45:07incluem
45:07informações biométricas.
45:10Você viu
45:11o debate público
45:12sobre isso?
45:13Você viu o debate público
45:14sobre isso?
45:14Não, ninguém viu.
45:15O negócio foi
45:16aprovado,
45:17decreto e acabou,
45:18e ninguém falou no assunto.
45:20Aí você vai perguntar,
45:22não,
45:22mas isso aí
45:23é porque
45:23é bom
45:24para o governo
45:25poder otimizar
45:26a sua política
45:27pública
45:28para determinado...
45:29Cara,
45:30eu acho que o STF
45:32vai ter de debater
45:33além depois do IBGE
45:34essa história aqui.
45:36Tem mais,
45:36ô Freitas?
45:39Cruzóer
45:39publicou
45:40semanas atrás,
45:42acho que mês passado,
45:44essa capa,
45:45o mistério
45:46da ABIN paralela.
45:48essa história
45:50foi revelada
45:51pelo Gustavo
45:52Bebian,
45:52falecido,
45:53morreu num ataque cardíaco
45:54no fim de semana
45:55desses passado.
45:58Tinha falado
45:59sobre isso
45:59dias antes
46:00no Roda Viva,
46:02estava lançando
46:03sua candidatura
46:03para a Prefeitura
46:04do Rio,
46:05enfim.
46:06Agora não se sabe
46:07mais detalhes disso,
46:08mas
46:09o que a matéria
46:11trouxe
46:11foi justamente
46:12informações sobre
46:12essa tentativa
46:13de usar na época
46:14o Ramagem,
46:15porque o Ramagem
46:15primeiro ele foi
46:18colocado
46:19para uma função,
46:21assumir uma função
46:22dentro do Palácio
46:23do Planalto.
46:24Tentaram emplacar
46:25um outro delegado,
46:27não conseguiram,
46:28aí foi o Ramagem.
46:29O Ramagem assumiu
46:30esse grupo,
46:31ficou ali dentro
46:32da Secretaria
46:32de Geral,
46:36na época com
46:36Santos Cruz,
46:38junto com alguns
46:39agentes
46:40e eles faziam
46:41algum tipo
46:41de trabalho
46:42de inteligência
46:42que nunca ninguém
46:43explicou.
46:44eu publiquei
46:45uma nota
46:45uma vez
46:46sobre isso
46:46e o Heleno
46:48saiu
46:48irritado,
46:51divulgando,
46:51dizendo no Twitter
46:52que era uma mentira,
46:53que era uma...
46:54Não foi nem no Twitter,
46:55ele me mandou
46:56uma mensagem
46:56para mim mesmo,
46:57porque eu perguntei
46:57para ele o que era,
46:58ele não me respondeu
46:59e no dia seguinte
46:59ele me mandou
47:00uma mensagem
47:01agressiva e tal
47:04e eu falei,
47:05bom, ministro,
47:06o senhor está ministro,
47:08o senhor deve
47:08prestar contas
47:09à sociedade,
47:11então,
47:11assim,
47:11é inclusive
47:12meio absurdo
47:13que o repórter
47:14peça a informação,
47:15o jornalista
47:15peça a informação
47:16e a autoridade
47:18se negue
47:18a dar a informação
47:19antevendo
47:21uma possível
47:22manipulação
47:23de uma informação,
47:23na verdade,
47:24a informação foi publicada
47:25e aí você depois
47:27tem essas denúncias,
47:28você tem todo esse negócio,
47:29depois o Ramagem
47:29vira o diretor
47:30da ABIN,
47:31não precisa mais
47:31de ABIN paralelo.
47:32mas olha,
47:33esse cenário
47:34é um cenário
47:34justamente
47:35que mostra,
47:36inclusive quando você
47:37pega e coloca
47:38o amigo,
47:40o número 3 da ABIN
47:41como diretor
47:42da Polícia Federal,
47:43eu já disse isso
47:45no outro programa,
47:45você está forçando,
47:47você está trazendo
47:47um cacoete
47:48de uma agência
47:50de inteligência
47:50para dentro
47:51da Polícia Federal
47:51que não tem
47:53essa atribuição,
47:54isso já aconteceu
47:55no passado,
47:56depois botaram
47:57o Paulo Lacerda
47:57que foi diretor-geral,
47:59o Lula botou ele
48:00na agência,
48:01na ABIN,
48:02no comando da ABIN,
48:03aí juntaram,
48:04pegaram e deu
48:04uma confusão danada,
48:06o pessoal confunde
48:07o sistema,
48:08integrar o sistema
48:09de inteligência
48:09com as diferentes
48:10agências de inteligência
48:11do governo,
48:11agências militares
48:13de outros órgãos
48:14e criar um sistema
48:16em que você troque
48:17informações estratégicas,
48:18produza conhecimento
48:19e esse conhecimento
48:20seja útil
48:21para a tomada
48:22de decisão,
48:23para a formulação
48:23de políticas públicas,
48:25não tem nada a ver
48:27com o que parece
48:29que estão querendo fazer,
48:30tá?
48:30Então,
48:32temos mais o que?
48:34Ah sim,
48:34para encerrar,
48:36algum print mais?
48:37Não, né?
48:38Para encerrar
48:39é o seguinte,
48:41tem um questionamento,
48:45questionamento,
48:47que a gente está fazendo,
48:50o Moro fez,
48:51eu fiz,
48:51todo mundo fez,
48:52afinal de contas,
48:53qual o motivo,
48:54qual foi o motivo
48:55para trocar
48:55o superintendente do Rio?
48:56até agora
48:58ninguém diz nada,
49:01é até engraçado,
49:03porque o Bolsonaro
49:05falava que o cara
49:05não tinha capacidade,
49:07que não era produtivo,
49:09não tinha capacidade,
49:10que precisava trocar,
49:11que esse era o motivo
49:12alegado para trocar,
49:14aí como é que pega
49:15esse cara
49:15que era um incapacitado
49:16e coloca como
49:17número dois
49:18da Polícia Federal?
49:19aí não dá,
49:23né?
49:24Aí não dá.
49:26Então assim,
49:26a verdade
49:27ainda não se sabe,
49:29o fato
49:29é que
49:30coincidentemente
49:32em agosto,
49:34quando teve a primeira
49:34reunião do Bolsonaro
49:35cobrando esse tipo
49:36de mudança,
49:37em agosto do ano passado,
49:39no início de agosto,
49:40no dia 2 de agosto,
49:42o juiz eleitoral
49:43Rudi Baldi
49:45Lorvercron
49:47determinou
49:48que fosse feita
49:50uma cópia
49:51de todo o processo
49:52de registro
49:53da candidatura
49:53do Flávio Bolsonaro
49:54nas eleições de 2014,
49:56quando ele foi eleito
49:57deputado estadual,
49:58e que depois
49:59que a cópia fosse feita,
50:00a documentação
50:00deveria voltar
50:01para a Polícia Federal.
50:06É uma coincidência,
50:08provavelmente
50:08uma coincidência
50:09de datas,
50:10né?
50:11Aqui,
50:12a nossa investigação
50:12jornalística,
50:13a gente vai até o limite
50:14daquilo que a gente pode,
50:15como jornalista,
50:16apurar aquilo
50:17que está disponível,
50:19né?
50:20Sem quebrar sigilo
50:21de ninguém,
50:22sem violar
50:23direito de ninguém.
50:24Então a gente faz
50:24o trabalho
50:25de investigação
50:25jornalística,
50:26de apuração jornalista,
50:27usa as fontes
50:28de informação,
50:29cruza informação,
50:31isso aqui é informação
50:32pública,
50:33tá pública,
50:34o Celso de Mello
50:34se quiser pode pegar.
50:36É,
50:37e é isso aí.
50:38E a gente encerra,
50:39então,
50:39fica esse alerta todo,
50:40eu encerro aqui,
50:41vocês estão convocados
50:42para o próximo
50:44Gabinete de Crise
50:45na sexta-feira.
50:46Um abraço a todos.
50:49É que eu falo,
50:50o cara está hiperprotegido,
50:52eu não vejo ninguém
50:53mover nada
50:54para tentar me ajudar aí,
50:56entendeu?
50:56É,
50:57ver e tal,
50:58é só porrada,
50:59cara.
51:00Caralho,
51:00o MP está com a pica
51:01do tamanho de um cometa
51:03para enterrar na gente,
51:04não vê ninguém agir.
51:05agora o bicho
51:07vai pegar.
51:20Tô chegando em bicho,
51:22tô chegando em é de bicho,
51:24pode parar com essa história,
51:25de se fazer me defesa.
51:27Antônio,
51:27eu tô chegando,
51:29tô chegando em é de bicho,
51:30pode parar com essa marra,
51:32pode parar com essa marra.
51:33Será que ficou alto
51:35o áudio, não?
51:37Porque eu falo meio enfático,
51:38então às vezes parece
51:39que eu tô gritando.
51:40É, então,
51:40eu tô dando uma ajustada aqui.
51:42Ah, que bom.
51:43Quando você fala mais alto,
51:43eu tô dando uma ajustada.
51:45Ótimo.
51:45Eu treino muito bem aqui,
51:46então ficou um fote.
51:47Ótimo.
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