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  • há 6 meses
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00:00Isso.
00:00São seis e pouco de aposentadoria, mais os vinte que a minha mulher recebia, que passou para trinta,
00:06mas ela não recebeu nenhum de trinta porque morreu antes.
00:09Mais ou menos, então, vinte e seis mil, é isso?
00:11Não, pode dar trinta, trinta mil, mas nem mais porque tem doação para os meus filhos,
00:18porque eu não tenho...
00:20Não, mas o senhor, pessoalmente, o senhor quer saber isso.
00:23Poderia chegar a quanto? Cinquenta mil?
00:26Tá, cinquenta mil reais mensagem.
00:27Eu não sei, eu estou tentando chutar aqui, doutor.
00:30Tá, aproximadamente...
00:31Eu posso depois mandar por escrito, sabe, o que...
00:34Tá, é porque é importante, porque o juiz precisa fixar de um...
00:37O rendimento fixo que eu recebo todo mês é esse, são seis e pouco da amnistia,
00:43e era vinte, agora passou para trinta.
00:45Vinte e seis mil, então.
00:46É a empresa da Lewis, que paga.
00:48Tá, vinte e seis mil reais.
00:51Depois o advogado manda para o senhor aí, o total do rendimento das doações.
01:00Tá bom.
01:01Estado civil viúvo, então.
01:04Quatro nenhum menor de idade.
01:07Tá.
01:09Grau de instrução do senhor.
01:12Grau de instrução.
01:14Um curso primário e um curso técnico.
01:16Tá.
01:17Curso primário e curso técnico.
01:18Me dê uma caneta aí, Caio, por favor.
01:39Pode gravar, Caio.
01:41Senhor Luiz Inácio, eu vou pedir então o senhor para responder agora as perguntas no microfone,
01:45porque a partir desse momento a audiência vai ser gravada, tá?
01:48O senhor?
01:51O senhor?
01:51O senhor?
01:52O senhor, o senhor, o senhor, o senhor, o senhor, o senhor, o senhor, o senhor, o senhor, o senhor, o senhor, o senhor?
01:56Eu vou avisar ele agora.
01:58Vou falar da acusação e vou avisar.
02:01Tá?
02:02Tá pronto, Caio?
02:04Tá.
02:06É, senhor Luiz Inácio, esse momento é o momento de seu interrogatório, tá?
02:10A lei lhe garante o benefício de ficar em silêncio em todas as perguntas que eu lhe fizer,
02:14as perguntas feitas pelo membro do Ministério Público, pela defesa dos denunciados, inclusive até pela sua própria defesa, tá?
02:24É, existem duas denúncias aqui nessa ação penal, envolvendo o Delcídio do Amaral Gomes, André Santos Esteves, Edson Siqueira Ribeiro Filho,
02:38Diogo Ferreira Rodrigues, Luiz Inácio Lula da Silva, o senhor, José Carlos Costa Bunlar e Maurício Barros Bunlar, tá?
02:45E em síntese, a denúncia fala da existência de uma organização criminosa, tá?
02:53Pelo menos do dia 1º de fevereiro de 2015 até 20 de novembro de 2015.
03:00E a denúncia narra que todos esses denunciados teriam se esforçado para evitar, ou para menos modular,
03:09e conseguiram retardar a celebração de um acordo de colaboração premiada entre o Ministério Público Federal e Nestor Severo, tá?
03:18Depois a denúncia narra aqui um crime de patrocínio infiel, tá?
03:23É, cometido pelos denunciados também, e de exploração de prestígio, tá?
03:31Bom, o senhor tem conhecimento desses fatos, tá?
03:34Tenho.
03:36Eu lhe pergunto, esses fatos que são descritos na denúncia são verdadeiros, falsos?
03:43Eu queria que o senhor fizesse uma explanação cronológica do que aconteceu envolvendo a sua pessoa.
03:49Cuidados são falsos.
03:52E eu queria aproveitar a oportunidade do Ricardo para dizer ao senhor que eu faço política desde os 23 anos de idade.
04:04Comecei em 1968 pelo movimento sindical.
04:09Depois fizemos as greves mais importantes desses países, depois do regime militar.
04:14Depois resolvemos, que o sindicato já era muito limitado para a luta democrática desse país, resolvemos criar um partido político.
04:23Participei da criação do mais importante partido político de esquerda da América Latina.
04:29Partido que fez a maior política de inclusão social na história desse país.
04:34Partido que fez a maior política de combate à corrupção na história desse país.
04:38Se nós analisarmos o que aconteceu de 2003 até dezembro de 2014, a gente vai perceber que o Ministério Público, a Política Federal, a Controladoria Geral da República,
04:53nunca tiveram, e a Controladoria, nunca tiveram tanto apoio e tantas mudanças legislativas para melhorar a eficácia do combate à corrupção como nós fizemos.
05:03E há mais ou menos três anos, doutor, eu tenho sido vítima de uma, eu diria quase que de um massacre.
05:13Ou seja, eu acho que todos aqui têm dimensão do que é um cidadão que foi presidente da República,
05:20que foi considerado o mais importante presidente da história desse país,
05:24que saiu com 87% de aprovação de bonhoque,
05:28que fez com que o Brasil fosse respeitado no mundo inteiro e virasse protagonista internacional,
05:34de repente é pego de surpresa por manchete de jornais, por notícias da televisão,
05:40todo dia, todo santo dia, no café da manhã, no almoço e na janta,
05:45alguém insinuando, tal empresário vai prestar uma delação e vai acusar o Lula,
05:52tal deputado vai prestar uma delação e vai acusar o Lula,
05:55agora vão prender fulano, agora vão pegar o Lula, agora vão pegar fulano e vai prender o Lula,
06:00prenderam o Debrecht, vai delatar o Lula, prenderam o Auef, vai delatar o Lula,
06:04prenderam o Bunlai, vai delatar o Lula, prenderam o Delphi, vai delatar o Lula,
06:08prenderam o Papa, vai delatar o Lula.
06:10Eu esperando pacientemente, por isso eu estou muito, muito orgulhoso e prazeroso de estar aqui,
06:17para poder, na frente de um juiz imparcial, contar a versão desse fato.
06:22Primeiro, me ofende profundamente a insinuação de que o PT é uma organização criminosa.
06:29Me ofende profundamente, porque é o mais importante partido criado nesse país,
06:35criado pelos trabalhadores, dirigido pelos trabalhadores e que fez nesse país o que ninguém nunca fez.
06:42E combater a corrupção não é virtude, é uma obrigação moral e ética.
06:47E isso eu aprendi com uma mulher que nasceu e morreu na nossa meta.
06:50Segundo, esse partido conseguiu fazer com que as instituições fossem fortalecidas.
06:58O Ministério Público tinha o apelido de engavetador.
07:01No meu governo, pela minha vocação sindical, eu fazia questão de fortalecer a corporação,
07:08indicar o representado pela instituição.
07:11A Política Federal, quantos processos eram engavetados?
07:15Quantas pastas surgiram nesse país?
07:17No meu governo, a Política Federal tinha que fiscalizar, tinha que investigar,
07:22teve dinheiro para investimento em inteligência, e os delegados sabem como é que eles foram valorizados.
07:29E eu dizia, só tem um jeito de ninguém ser pego nesse país.
07:32É ser honesto.
07:34É não fazer nada errado.
07:36Pois bem, a Controladoria Geral da República não existia.
07:39Era uma peça de ficção quando eu cheguei no governo.
07:43Eu coloquei primeiro o ministro Valdir Pires, ex-governador da Bahia,
07:47depois eu coloquei um juiz, o nosso amigo Jorge Age,
07:50que quem conhece sabe que não brinca em serviço.
07:54E ele sabe que a ordem que ele receber é o seguinte,
07:57olha, tem que controlar e tem que fazer com que as pessoas saibam
08:01que honestidade não é mérito, é obrigação.
08:05Pois bem, e agora eu estou nessa...
08:10Só sabe o que é levantar todo dia, achando que a imprensa está na porta de casa porque eu vou ser preso?
08:16Ah, porque eu não sei quem delatou Lula vai ser preso, porque eu não sei quem delatou Lula vai ser preso.
08:20E eu tenho dito, eu duvido, antes, durante e depois,
08:24os que estão presos e os que vão ser presos.
08:27Que tenha um empresário ou um político que tenha coragem de dizer que um dia me deu R$10,00.
08:34Ou que tenha coragem de dizer que um dia o Lula pediu R$5,00 para ele.
08:38Eu não faço isso porque sou melhor do que os outros, não.
08:42Eu faço isso porque quem chegou à presença da República, como eu cheguei,
08:46depois de perder três eleições, não tinha o direito de errar.
08:50Fiquei oito anos no meu mandato.
08:52Doutor, oito anos, sem ir num jantar, sem ir num aniversário, sem ir num casamento,
08:59exatamente para não dar pretexto de aparecer aqueles que vão tomar uma champanhe e vêm pedir um favor.
09:06E vêm tirar fotografia com o celular para depois explorar essa fotografia.
09:14Eu fico orgulhoso de estar prestando depoimento e chateado por uma ilação feita nesse processo contra mim pelo senador Delcílio.
09:27Portanto, eu queria lhe dizer que eu estou aqui para responder toda e qualquer pergunta.
09:34Se tem um brasileiro nesse momento que quer a verdade e deseja a verdade nesse país, sou eu.
09:42Portanto, estou à inteira disposição para responder tudo e a todos do jeito que você perguntar.
09:52Tá. Adentrando então na peça acusatória, senhor Luiz Inácio, a denúncia narra aqui sete fatos.
09:58Diz aqui que no dia 8 de 4 de 2015 o senhor reuniu-se com o Delcílio Amaral no Instituto Lula em São Paulo
10:06e o senhor teria exortado a Delcílio a adoção de medidas para a compra do silêncio de Nestor Severo
10:14de forma a que este, o Nestor, não celebrasse o acordo de colaboração premiada com o Ministério Público Federal.
10:22Vamos por fatos que eu acho que fica mais fatos.
10:24A gente faz um encadeamento temporal aqui da denúncia.
10:28Se esse fato existiu, o Delcílio foi lá, pediu para o senhor, o senhor teria pedido a ele
10:34para que ele intervisse e pudesse pelo menos ocultar fatos que pudesse relacionar o senhor José Carlos Bumlay
10:45e ele diz mais, diz até que o senhor também teria pedido a ele, porque o senhor também teria envolvimento aqui
10:51com negócios exclusos na Petrobras.
10:53Doutor, só tem um brasileiro que poderia ter medo de um depoimento de Severo, pela relação
11:03que tinha com ele, que é o Delcílio.
11:05Eu não tinha relação com o Severo.
11:08Portanto, eu não tive nenhuma preocupação com o depoimento de nenhum empresário, de nenhum
11:13diretor da Petrobras, porque não tem essa relação com eles.
11:17Portanto, o Delcílio contou uma inverdade nesse processo.
11:23Essa reunião existiu?
11:24Deve ter tido muitas reuniões com o Delcílio.
11:28Ele era senador da República, era líder do governo, nós conversamos muitas vezes em São Paulo e em Brasília
11:32e com outros deputados.
11:35Lá no Instituto Lula.
11:36Várias vezes o Delcílio esteve lá.
11:38Várias vezes.
11:39Eu iria perguntar por Fatos aqui, mas assim, pelo que o senhor está falando, ele esteve
11:49lá, o senhor admite que conversou com ele, mas não houve essa conversa para adoção de
11:54medidas, o senhor teria pedido para ele, porque o senhor José Carlos Brunay é amigo do
12:00senhor.
12:00Doutor Ricardo, deixa eu lhe dizer uma coisa.
12:02Eu não tenho nenhuma razão para ter qualquer problema com o depoimento do Severo.
12:09Mas nenhuma razão.
12:12Não o conheço, não tive convivência com ele, portanto o depoimento do Severo era um
12:16problema para o meu filho e não para mim, que teve uma convivência com ele ainda no
12:21governo anterior, antes do meu governo, quando foi diretor de óleo de gás da Petrobras.
12:25Não foi comigo.
12:26Tá, não surgiu essa conversa então.
12:31Não surgiu essa conversa.
12:31Não surgiu, não se tocou.
12:34Se o senhor falar da Lava Jato.
12:37Doutor, da Lava Jato, hoje no Brasil, a gente fala no café, no almoço, na janta e ainda
12:42depois da novela.
12:43Mas não se...
12:44Porque só passa isso na televisão.
12:45Mas não se tocou no nome do Severo.
12:47Não se tocou, não.
12:49E muito menos no nome do Brunay.
12:52Sabe de que foi pedido coisa para o Brunay?
12:54Isso.
12:54Absurdo.
12:56É um absurdo.
12:58Eu não sei o que o Delcide esperou fazer com isso.
13:01Certamente, depois de preso alguns dias, as pessoas começam a encontrar um jeito de
13:05sair da cadeia e resolvem jogar a culpa em cima dos outros.
13:10Como é que o senhor reagiu quando ele foi preso?
13:12Eu tive uma reação que eu sei que ele não gostou.
13:19Quando ele citou que o juiz da primeira corte, do superior tribunal, ele tinha conversado
13:25com ele.
13:25Eu disse, esse cara é um imbecil.
13:28Mas nem na morte você citaria se você teve ou não uma conversa com a Suprema Corte.
13:37Então, foi um processo.
13:39Foi essa a reação que eu tive.
13:40Ele me parece que não gostou da minha reação.
13:42Eu fiquei sabendo pela boca de algum advogado que ele ficou muito chateado porque eu disse
13:47que ele era um imbecil.
13:48Eu não queria ofendê-lo, apenas achei que a atitude foi equivocada.
13:55Eu tenho mais alguns questionamentos, mas depois eu faço na medida que os temas forem
14:00agitados aqui pelas partes.
14:03O Ministério Público tem perguntas, doutor?
14:07Bom dia.
14:10Acabei não vendo a sua chegada, mas vou revelar.
14:14Em nenhuma dessas reuniões o Delcídio comentou sobre o receio que ele teria sobre as relações
14:21do Cerveró?
14:24Não, ele não comentou, mas era sabido por todo mundo que acompanha todo esse processo
14:30da relação histórica do Delcídio com o Cerveró.
14:34Tem até um livro publicado por uma jornalista da revista Veja, que mostra claramente a relação
14:41do Delcídio com o Cerveró.
14:42Era muito antiga, sabe, no governo passado, no governo anterior era o meu, porque ele chegou
14:47acho que até ser ministro interino de Minas e Energia.
14:54O senhor acredita que a referência ao seu nome tenha sido útil para o Delcídio conseguir
14:58a delação, primeiro?
15:00Olha, por tudo que eu vejo todo dia na imprensa, eu acho que tem alguém instigando a falar
15:04meu nome.
15:05Eu fico sabendo de notícia, não sei se é verdade, nos blogs, nos colunistas, de que
15:10todo dia alguém vai praticar o depoimento e fala, fala o nome do Lula, sinta o nome
15:14do Lula, sinta o nome do Lula.
15:16Eu canso de ouvir isso todo santo dia.
15:19Sabe?
15:19É bem possível que, eu vi uma entrevista dele na Globo News, que parecia que tinha recebido
15:25o prêmio Nobel da delação, a de sassadez, sabe, como ele estava se desenvolvendo, eu fui
15:32no Roda Viva.
15:33Ou seja, depois que fazem a bobagem que fez, se é que fez, ele teria que jogar nas costas
15:39de alguém.
15:40Primeiro, sabe, a minha relação com o Delcídio era uma relação institucional.
15:48E ele sabe disso.
15:50Voltando um pouco, o senhor poderia explicar a sua relação com o Bunlai?
15:54Veja, eu conheci o Bunlai na campanha de 2000, o PT governava o estado do Mato Grosso do Sul
16:02e eu precisava fazer uma gravação para um programa de televisão da campanha para
16:07falar com o setor do agronegócio.
16:12E aí o governador do PT disse que tinha um amigo lá e me levou na fazenda dele, me
16:17parece que em Miranda.
16:19E eu fui nessa fazenda, uma boa fazenda, até depois eu fui pescar nessa fazenda, fiquei
16:25quatro dias no Rio Miranda, não peguei nenhum peixe, mas gravei um programa, foi um programa
16:31de sucesso, depois eu ganhei as eleições e depois estabeleci uma relação com o Delcádio
16:37do Bunlai.
16:40Qual é o conhecimento ou participação que o senhor teve na questão do empréstimo do
16:45Banco Chaim ao PT que teria sido feito com a intermediação do Bunlai?
16:49Eu não, já disse isso, eu não tenho nenhum, fiquei sabendo do que o Bunlai tinha feito
16:54empréstimo pela imprensa.
16:56O senhor teve conhecimento de que para quitar esse empréstimo houve a contratação pela
17:04Petrobras da empresa Chaim Engenharia?
17:07Fiquei sabendo também pela imprensa e me parece que numa pergunta que o Ministério Público
17:11já me fez.
17:12Após esses fatos, houve a saída do Cerveró do posto da diretoria da Petrobras.
17:20Há uma informação na denúncia relativa a divisões de indicações por partido de
17:27diretorias na Petrobras?
17:31Diretoria de abastecimento seria normalmente indicada pelo PP, diretoria de serviços pelo
17:37PT, diretoria nacional pelo PMDB, o senhor tem conhecimento disso?
17:40Veja, deixa, doutor Ivano, dizer uma coisa que me parece que está virando costumeiro
17:48isso no depoimento, que é a falta de compreensão do que significa um governo de coalizão em
17:55qualquer parte do mundo.
17:57E parece que tem pessoas com dificuldade de compreender isso.
18:02Aliás, no depoimento do presidente Fernando Henrique Cardoso, ele foi muito bem ao explicar
18:06o que é um governo de coalizão.
18:07Quando você ganha uma eleição, um ex-presidencialista de coalizão, você tem que montar o governo.
18:16Você precisa construir uma maioria no Congresso Nacional para você poder montar o governo.
18:21E você não monta a maioria com quem você quer.
18:24Porque se você pudesse, você pegaria só suplente que não foi eleito.
18:28Mas como o supleto não vota, você tem que fazer um acordo com quem é eleito, com quem tem mandato.
18:33E obviamente que você pode fazer um acordo programático.
18:36E nesse acordo programático, você pode fazer um acordo de participação no governo.
18:42Então os partidos que compõem a base do governo, participam do governo, indicam ministros, indicam cargos.
18:49Todas as pessoas indicadas são pessoas com mais de 30 anos da Petrobras.
18:55Eu já disse no depoimento, sabe, que vocês vão ter que ouvir muita gente, o Conselho Fiscal da Petrobras,
19:01o Conselho da Administração da Petrobras, sabe, para saber se havia denúncia de corrupção.
19:07Porque quando nós indicamos as pessoas e quando os partidos indicam, ou seja, se aparecer alguma denúncia de corrupção
19:14e aparecer no GSI, essa pessoa não é indicada.
19:18Porque qual é o critério?
19:20O partido tem um ministro, o partido tem uma bancada.
19:23Essa bancada conversa com o ministro.
19:25Se indicar um nome qualquer, esse nome vai para a Casa Civil, da Casa Civil passa para o GSI,
19:30que é o gabinete institucional, faz um levantamento, eu não sei aonde, sabe.
19:34E se não tiver nenhuma denúncia, essa pessoa é mandada para o Conselho da Administração
19:40e o Conselho da Administração indica.
19:43Não é o presidente da República que indica, é o Conselho da Administração.
19:46É assim que funciona, em qualquer lugar do mundo.
19:49Sr. Presidente, mas só uma questão relativa a isso.
19:52Existe um vídeo no YouTube em que o senhor está inaugurando uma plataforma
19:57que o senhor realmente fala que, no seu governo, a Petrobras se tornou mais transparente
20:06e que o senhor participava mais das decisões da Petrobras.
20:12É de uma plataforma em Angra do Seis, isso foi em 2010.
20:16Então, deixa...
20:17Eu estou lhe perguntando para o senhor explicar.
20:19O senhor se lembra desse discurso?
20:20Eu não lembro.
20:21Eu sei que é muita coisa, mas eu estou até com um vídeo aqui e eu queria lhe perguntar isso.
20:27Senão a gente pode até passar.
20:29É que a empresa dizia que eu vivia fazendo assembleia.
20:32Eu fui o presidente que certamente mais visitei a Petrobras.
20:37Eu fui o presidente que decidi, no governo com a Petrobras,
20:41de que era importante que a gente recuperasse o poder de construção de plataforma da Petrobras
20:48para a gente não importar da Coreia ou da China,
20:51que era preciso criar uma indústria petrolífera forte no Brasil.
20:55Por isso é que nós aprovamos a Lei de Conteúdo Nacional.
20:5865% de tudo que fosse construído de plataforma da Moçada
21:02diria que isso é feito no Brasil, para a gente ter uma política industrial,
21:06para a gente definir uma política de engenharia, de ciência e tecnologia,
21:10porque o Brasil é um país grande, o Brasil não pode ser um serviçal.
21:13O país não é uma republiqueta.
21:14Esse país poderia produzir e atender toda a América Latina
21:18e atender toda a África que margeia o rio chamado Atlântico.
21:23Lamentavelmente.
21:24Não, mas a pergunta é o seguinte.
21:27É porque o senhor falou que realmente no seu governo se participava,
21:31o senhor participava mais das decisões.
21:32Não participava, deixa eu parar.
21:33Mais das decisões.
21:35Se o senhor quiser, a gente pode até ver o vídeo.
21:38E eu trouxe aqui aí para o senhor explicar.
21:41E Delci também havia falado isso, que depois do mensalão,
21:45o governo federal, a presidência da República, participava mais na Petrobras.
21:50Isso ele falou.
21:51Deixa eu lhe falar uma coisa.
21:53O papel do governo, o governo participa na Petrobras através do conselho da Petrobras.
21:59O conselho da Petrobras tem vários ministros, tem a ministra de Minas e Energia.
22:03Eu, durante todo o tempo da Petrobras, eu só participei de uma reunião de definição da política estratégica da Petrobras.
22:12A discussão de investimento para os próximos 20 anos.
22:15Se a gente ia recuperar a indústria naval, se a gente ia recuperar a indústria de sonda, de plataforma,
22:20se a gente ia discutir, sabe, exportar, se a gente ia fazer a lei de partilha,
22:25se a gente ia fazer com que o petróleo voltasse a ser do povo brasileiro, como nós conseguimos fazer.
22:29Nessas decisões estratégicas, eu participei de uma reunião.
22:33Tá, mas de cargo, então, não.
22:34De cargo, não.
22:35Porque tem o Fernando Soares que fala que o senhor realmente definia também essas questões.
22:39Não, não definia cargo.
22:40Quando havia briga no PMDB, quem decidia, se não se decidia, era o senhor que realmente...
22:47Deixa eu lhe dizer uma coisa para o senhor.
22:48O presidente não indica cargo na Petrobras.
22:50O presidente recomenda ao conselho da Petrobras a indicação de tal pessoa indicada por tal partido político,
22:57a partir da capacidade técnica das pessoas.
23:02É assim que funcionava no governo anterior, é assim que funcionava certamente no governo militar,
23:07é assim que deve funcionar hoje.
23:10É assim que deve funcionar hoje.
23:12Porque a Petrobras é uma empresa de engenharia muito poderosa,
23:17e você não pode ficar colocando gente que não tem expertise para fazer determinadas coisas.
23:22Mas a expressão foi essa aqui, eu anotei.
23:27A gente sabe o que acontece lá dentro.
23:29O senhor quer rever o discurso?
23:32Eu não quero rever, não.
23:33Tá.
23:34Assim, porque isso me chamou a atenção.
23:37A gente sabe, quer dizer, antigamente era uma caixa preta, foi esse o contexto.
23:42E agora a gente sabe o que acontece lá dentro.
23:45Quais foram os mecanismos que o senhor tomou, então, para que a Petrobras realmente ficasse mais transparente?
23:50Para fazer com que o Conselho acompanhasse mais as decisões.
23:54Porque como a Petrobras é muito grande,
23:57entre uma decisão do Conselho da Petrobras, uma aprovação da diretoria,
24:00e os acontecimentos nas engenharias da Petrobras,
24:03são milhares de pessoas que participam daquilo.
24:06É por isso que um dia um presidente chegou e falou,
24:08aquilo é uma caixa preta que ninguém sabe.
24:09Então vamos tentar saber, sabe?
24:11Fazendo com que as coisas funcionem mais democraticamente.
24:15Por exemplo, quando nós descobrimos o pré-sal,
24:17nós tivemos uma decisão estratégica do que fazer com o petróleo.
24:22O petróleo não é das empresas estrangeiras que vêm aqui comprar gás e óleo.
24:25O petróleo é nosso.
24:27Então eles vão ter que pagar para o governo.
24:29É por isso que nós aprovamos 75% do ROT para a educação.
24:33É por isso que nós aprovamos a partilha,
24:36que é o que incomodou muita gente no mundo,
24:38o que incomodou as grandes petroleiras.
24:39É esse país que tinha complexo de vira-lata, vira-dono do seu nariz.
24:45Eu sei que se incomodou muita gente.
24:48Incomodou muita gente no mundo inteiro.
24:50E agora eles estão tentando desmontar.
24:53Porque um país que não se respeita,
24:56um país que não tem soberania,
24:59um país que não tem empresas de porte extraordinária,
25:02que é uma Petrobras,
25:03e vende tudo,
25:05sinceramente, não é um país.
25:07Ok.
25:08Então, Ivan, é só porque o senhor tocou no tema,
25:11eu quis aproveitar, tá?
25:12Pode continuar.
25:14A pergunta é relativa à diretoria internacional,
25:18que ela foi ocupada pelo Cerveró e depois pelo Zelada.
25:21Ambos foram indicações do PMDB,
25:23ou o Cerveró foi indicação do PT e o Zelada...
25:25Não, eu já tive a oportunidade de dizer isso.
25:27Isso foi indicação do PMDB.
25:29Ambos?
25:30Não sei se de todo o PMDB,
25:31ou da bancada do PMDB de Minas Gerais,
25:33que foi indicado o Zelada para diretor internacional,
25:37da Petrobras.
25:39O critério é o mesmo.
25:40O Zelada foi indicado,
25:41passa na Casa Civil,
25:43passa no GSI,
25:44e é mandado ao Conselho da Petrobras,
25:49que decide.
25:50Não, perfeito.
25:50Mas e o Cerveró,
25:52ele tinha sido indicado anteriormente pelo PT?
25:54Pelo PMDB.
25:55Pelo PMDB também.
25:55Pelo PMDB.
25:56Eu acho,
25:57eu falo quase com certeza absoluta pelo PMDB.
26:00É o que diz a...
26:01Eu falo quase que com certeza absoluta.
26:04A pergunta é o seguinte,
26:05com a troca pelo Zelada,
26:09a saída do Cerveró desse posto da diretoria,
26:12ele acabou sendo indicado para a BR Distribuidora.
26:14No próprio depoimento do Cerveró,
26:17ele afirma que isso teria sido como um reconhecimento
26:20pelo papel que ele prestou no auxílio da contratação da Chaim
26:24pela Petrobras, na questão do navio sonda.
26:26Me parece que ele não diz isso exatamente.
26:29Me parece que ele utiliza a palavra acha que foi isso.
26:32É diferente dizer que ele diz.
26:34Ou seja,
26:35ele acha que foi isso.
26:36Deixa eu lhe falar uma coisa.
26:38Eu,
26:39eu
26:39não conheço o Cerveró.
26:41Conheço agora que ele ficou famoso.
26:44Quando eu vi o Cerveró,
26:46eu vi a Amparçã
26:47em reuniões coletivas.
26:49Portanto, eu não tinha nenhum interesse de tirá-lo
26:52e nenhum interesse de colocá-lo.
26:54Nenhum interesse.
26:56Para mim, se uma força política que compunha o governo
27:00indicasse ele ou outra pessoa
27:02e, tecnicamente, ele fosse reconhecido
27:05pelo conselho da empresa que o indicou,
27:07para mim, estava perfeito.
27:10E veja, durante todo esse período
27:12não houve uma única denúncia contra nenhum deles.
27:16A denúncia começou a acontecer
27:18porque o juiz Moro começou a fazer escuta
27:21durante oito anos
27:22num bandido chamado Rousseff.
27:24e aí, então, em oito anos
27:26dá para pegar alguma coisa.
27:28Pegou esse negócio.
27:29O senhor tem conhecimento
27:30de quem teria feito a indicação do nome do Cerveró
27:33para a BR Distribuidora?
27:35Se foi algum partido?
27:36Eu não sei se foi um partido
27:37ou se foi através do Zé Eduardo Dutra
27:40que devia ter relação com o Cerveró
27:44porque ele tinha sido presidente da Petrobras.
27:47Ele deixou de ser presidente da Petrobras
27:49e foi sempre presidente da BR.
27:52E ele pode ter chamado o Cerveró
27:54ou o mesmo partido que tinha indicado o Cerveró
27:57e depois tirou o Cerveró
27:58pode ter pedido para ele ir para lá.
28:01Eu suponho que seja isso.
28:03Ok.
28:05O senhor conversava com certa frequência
28:07com o Bulay por telefone
28:09dentro dessa relação de amizade?
28:10Não era meu amigo.
28:12Conversava com ele.
28:13Com que frequência, senhor?
28:15Ah, não sei, querido.
28:18Ultimamente o Bulay andava com doença nos olhos
28:21achando que ia ficar cego.
28:22Estava passando muito tempo em Miami
28:24para se tratar.
28:25Depois estava se tratando do câncer.
28:28Eu sei que ele não andava bem nos últimos tempos.
28:30Com problema de doença.
28:32Porque a denúncia cita algumas ligações
28:34de um telefone que pertenceria ao Instituto Lula
28:40O senhor utilizava esse telefone do Instituto Lula
28:44para conversar com o Bulay também?
28:45Não, mas qual é o crime do Bulay ligar para mim?
28:48Não, eu estou tentando esclarecer os fatos, presidente.
28:51O senhor ligava, eu conversava com o Bulay
28:54e tinha um profundo respeito pelo Bulay.
28:56Um profundo respeito.
28:58O Bulay sabe perfeitamente bem
29:00que a relação que ele tinha comigo
29:02não permitia que discutisse qualquer negócio
29:05porque eu não levo para casa ninguém para discutir negócio.
29:08O negócio eu discutia no Palácio.
29:13Mas o senhor sabe se ele utilizava o nome do senhor?
29:16Porque o Salim, Chaim e o Fernando Chaim
29:19confirmam que José Carlos Mula
29:21disse que Luiz Inácio Lula da Silva
29:23interveio na contratação da Chaim pela Petrobras.
29:26Está descrito na peça do Ministério Público.
29:28Doutor, se o senhor soubesse
29:31quanta gente usa o meu nome em vão
29:34de vez em quando
29:36eu fico pensando para as pessoas lerem a Bíblia
29:39para não usar tanto o meu nome de vão.
29:41Tem gente que faz campanha financeira em meu nome.
29:44Tem gente que é candidata em meu nome.
29:46Tem gente que faz panfleta dizendo que eu estou apoiando.
29:49Tem gente que coloca a fotografia em minha
29:50dizendo que eu estou apoiando ele.
29:52sabe, não tem como fazer isso.
29:54Se alguém falou
29:55sabe
29:57se alguém falou
29:58somente o Zé Carlos Mula
29:59podem provar isso
30:00ou o Chahir na frente dele.
30:03Eu duvido
30:04que o Zé Carlos Mula
30:06ou algum outro empresário
30:08ou algum outro empresário
30:10desde que já prestaram depoimento
30:11diga que um dia
30:13eu chamei ele para conversar sobre tal coisa
30:15sobre qualquer coisa.
30:17Sabe por que, doutor?
30:18Porque eu tinha a noção
30:19de que o único jeito
30:21de eu governar esse país dignamente
30:23era não permitir
30:25qualquer promiscuidade
30:26na minha relação
30:28com os agentes empresariais
30:30ou os agentes políticos.
30:34A afirmação seria que o senhor
30:36estaria abençoando
30:37o negócio da Chaim
30:39pela Petrobras.
30:41Nem abençoando
30:42nem amaldiçoando
30:43porque eu não sabia.
30:45Sem mais perguntas, senhora.
30:47A defesa, então
30:50a sua defesa
30:51vai ser algo que eu ia perguntar
30:52na sua defesa
30:55de Delcido Amaral.
31:07Doutor, vai ter que sair
31:09para ele perguntar
31:10da mesa
31:12para que...
31:14Bom dia.
31:28Bom dia.
31:29O senhor já mencionou
31:31que
31:32de sua parte
31:33não haveria nenhum receio
31:36na delação
31:37de Nestor Cerveró.
31:39A indagação que eu faço
31:40é se da parte
31:42de Bunlai
31:43seu amigo
31:44se ele
31:45lhe confidenciou
31:46algum receio
31:48da delação
31:48do Cerveró.
31:49Nunca.
31:50Nunca.
31:52Ele mencionou
31:54se conhecia
31:55o Cerveró
31:56que o Bunlai
31:59nunca falou
32:00comigo do Cerveró.
32:01Nunca.
32:01Nunca falou
32:02comigo do Cerveró.
32:02Nem tampouco
32:03o senhor
32:03soube se ele...
32:05Quem falava
32:05comigo do Cerveró
32:06era o Delcídio.
32:08Que era amigo
32:09do Cerveró.
32:10Amigo do filho
32:10do Cerveró.
32:11Perfeito.
32:13O senhor
32:14tem conhecimento
32:15se
32:16a delação
32:18do Nestor Cerveró
32:19foi utilizada
32:20como um dos fundamentos
32:21para a condenação
32:22do senhor
32:23Bunlai?
32:24Eu não tenho.
32:25Não tenho conhecimento.
32:26Tá certo.
32:28Eram só essas
32:28as indagações.
32:29Excelência,
32:30muito obrigado.
32:31Obrigado,
32:31senhores presidente.
32:33A defesa
32:34de André Esteves
32:35tem questionamento?
32:37Não tem,
32:37mas ele não tem.
32:38Não tem?
32:39A defesa
32:40de Edson Siqueira
32:41Ribeiro Filho.
32:42Certo.
32:42Certo.
32:42Certo.
32:43Certo.
32:43Certo.
32:48A defesa
32:49de Diogo
32:49Ferreira
32:50Rodrigues.
32:51Certo.
32:52A defesa
32:53de José
32:53Carlos
32:54Bunlai
32:55tem algumas
32:56perguntas.
32:57Bom dia,
32:58presidente.
33:00Presidente,
33:00o senhor disse
33:01que a sua
33:02relação com o
33:03senador Delcídio
33:03era institucional.
33:05Mas o senhor sabe
33:06qual era a relação
33:06do senador Delcídio
33:07com o José Carlos
33:08Bunlai?
33:08Eles tinham alguma
33:09amizade?
33:09Eles tinham alguma
33:10proximidade?
33:11A impressão que eu tenho
33:12era que era muito
33:13pequena a relação
33:13dos dois.
33:15E parece que o
33:16José Carlos Bunlai
33:17não tinha muita
33:18relação com o Delcídio.
33:20E com a sua
33:20mulher,
33:21dona Marisa,
33:22qual era a relação
33:22do José Carlos
33:23Bunlai?
33:24tinha amizade?
33:25A mesma
33:25que comigo.
33:26O aniversário
33:27da sua ex-mulher?
33:29Quando ela
33:30fazia aniversário?
33:31Ele ia no aniversário
33:32da minha mulher.
33:32Mas o dia
33:33do aniversário dela?
33:34Dia 7 de abril.
33:34O senhor sabe
33:35se ele fez
33:35alguma ligação
33:36para ela
33:37no aniversário dela?
33:37Eu já fiquei sabendo
33:39da ligação
33:39do dia 7.
33:40É o mínimo
33:41que eu esperava dele,
33:42é que ele ligasse
33:42para ela
33:42para dar os parabéns.
33:45É só isso.
33:46Obrigada.
33:46A defesa de
33:52Maurício Bunlai.
33:53Sem perguntas.
33:54Sem questionamentos.
33:56A defesa de
33:57Luiz Inácio Lula
33:58da Silva.
33:59Sem perguntas.
33:59Só mais uma questão
34:01sobre o Zinácio.
34:03A denúncia
34:04sempre fala
34:04do Instituto Lula.
34:05Eu queria que o senhor
34:06falasse um pouquinho
34:07a finalidade
34:08do Instituto Lula.
34:09Eu tirei pelo site
34:10a missão.
34:12Me parece
34:13que o senhor
34:13desenvolve projetos
34:15na África
34:16também,
34:16com finalidade
34:18de erradicação
34:21da cena
34:22da pobreza,
34:23da fome,
34:24acesso à educação,
34:25promoção da igualdade.
34:27Mas também
34:28é um local
34:28que o senhor também
34:29chama as pessoas
34:30para discutir política.
34:31O Cid falou
34:32que o senhor
34:33o convidou
34:34para ir lá
34:34quando era líder
34:35do governo.
34:36Explique para mim
34:37o Instituto Lula.
34:38Doutor Ricardo,
34:40não sei se o senhor sabe,
34:42a Receita Federal
34:43fez uma debata
34:44no Instituto
34:44para saber
34:45se ele está cumprindo
34:46com a sua obrigação
34:47institucional.
34:48Veja,
34:48eu quando deixei
34:49a presença da República,
34:51eu falo isso
34:52apenas com o objetivo
34:53de explicar.
34:54Muita gente
34:55pode achar
34:56que eu sou
34:57arrogante
34:59ou sou
34:59petulante.
35:01O doutor Ivan
35:01no primeiro depoimento
35:02eu disse isso
35:03para ele.
35:04Ou seja,
35:05quando eu deixei
35:06a presença da República
35:07por conta
35:09do povo brasileiro,
35:12eu tinha sido
35:13o presidente
35:13quase que o presidente
35:15mais importante
35:16do mundo
35:17nos dez primeiros anos
35:18do século XXI.
35:21Esse país
35:21virou protagonista
35:22internacional.
35:24Esse país
35:25passou a participar
35:25do G8,
35:26coisa que nunca
35:27participava.
35:28Esse país
35:29ajudou a construir
35:30o G20.
35:31Esse país
35:32participava do BRICS
35:33com muita importância.
35:35Esse país
35:35participava do IBAS
35:36entre Brasil,
35:37Ártica do Sul e Índia.
35:39Esse Brasil
35:39criou a UNASUL,
35:41criou a CELAC,
35:42onde pela primeira vez
35:43a gente fazia
35:44uma reunião
35:44da América Latina
35:45sem participação
35:46dos Estados
35:47americanos.
35:48Esse país
35:49não deixou
35:49a ALQ
35:50entrar aqui.
35:51Esse país
35:51construiu o
35:52Conselho Nacional
35:53de Defesa
35:53para se contrapor
35:54à quarta frota
35:56americana,
35:56depois que nós
35:57construímos o pré-sal,
35:58que eles inauguraram
36:00a quarta frota.
36:01Nós criamos
36:01o Conselho de Defesa.
36:04Então,
36:05nós fizemos
36:06a maior política
36:06de inclusão social
36:08da história
36:08desse país.
36:0936 milhões
36:10de pessoas
36:11saíram
36:11da extrema
36:13pobreza
36:13e 40 milhões
36:14ascenderam
36:15à classe média.
36:16Isso é uma Argentina,
36:18isso é uma Colômbia.
36:19A bancarização
36:20do povo pobre
36:21foi com 70 milhões
36:23de pessoas
36:23entraram
36:24no sistema financeiro.
36:26É uma Colômbia
36:26e uma Argentina
36:27juntos.
36:28Tudo isso
36:28em 12 anos.
36:30Olha,
36:30eu saí da presidência
36:32e eu queria
36:33fazer com que
36:34a América Latina
36:35e a África
36:35adotassem
36:37as políticas públicas
36:38que nós adotamos
36:38no Brasil.
36:39O programa
36:40Luz para Todos,
36:41o programa PA,
36:42que era a compra
36:43de alimento
36:43para um pequeno
36:44produtor,
36:45o Minha Casa
36:46da Minha Vida,
36:47o Bolsa Família,
36:49o aumento
36:49do salário mínimo.
36:50Durante 12 anos,
36:52todos os funcionários
36:53públicos tiveram
36:54aumento nesse país,
36:55houve reajuste
36:56de carreira,
36:57houve aumento
36:57do salário mínimo,
36:58aumentamos as exportações,
37:00aumentamos o mercado interno
37:01numa demonstração
37:02de que o pobre
37:03não era problema,
37:05o pobre era a solução.
37:06Eu gostava de ir para asca
37:08para dizer para os presidentes,
37:09uma vez até fiquei
37:10com medo de Angola,
37:12porque depois da minha palestra
37:13eu me dei conta
37:14da quantidade de general
37:15que tinha lá dentro
37:16e eu falei o seguinte,
37:18é preciso diminuir
37:19o dinheiro das forças armadas
37:21e colocar dinheiro
37:22para os pobres.
37:23Porque o pobre
37:24não entra no orçamento,
37:25o poder judiciário entra,
37:27quer ter poder de pressão,
37:29os sindicatos organizados
37:31entram,
37:32sabe,
37:32todo mundo entra,
37:33o pobre não entra,
37:34o pobre está lá
37:35desgraçado,
37:36abandonado,
37:37ninguém olha por ele.
37:38Agora,
37:39coloque ele no orçamento,
37:40deixe ele começar
37:41a ir no shopping,
37:42deixe ele começar
37:43a comprar carne,
37:44comprar iogurte,
37:44comprar meia,
37:45comprar sapato,
37:46nesse país ficava incomodado
37:48porque o pobre
37:48comprava dentadura
37:49com o dinheiro
37:50que a gente dava
37:50de boa sua família.
37:52E eu queria ensinar isso,
37:53eu queria ensinar
37:53as pessoas a compreenderem
37:55que o pobre
37:56no Brasil
37:57e no mundo
37:58seria a solução
37:59se a gente
38:00desse a ele
38:00o mínimo necessário.
38:02Foi por isso
38:03que eu não quis
38:03criar um ONG,
38:05criei um instituto
38:06para poder viajar
38:07o mundo
38:08tentando mostrar
38:09o exemplo
38:10do que esse país
38:11fez
38:12em tão pouco tempo.
38:13mas o que
38:15que deu cídio
38:16porque ele disse
38:17aqui que algumas vezes
38:18o senhor chamou ele lá.
38:20Em que que ele se encaixa aí?
38:22É que eu não sabia,
38:23doutor.
38:23É, porque assim,
38:25realmente eu entendi
38:25a política está de acordo
38:27com o estatuto
38:28aqui do Instituto Lula,
38:30mas assim,
38:31por que que o senhor
38:32chamou ele lá?
38:33Ele falou só,
38:33muitas vezes o presidente Lula
38:34e de vez em quando
38:35eu ia com cortesia também.
38:37É isso que eu lhe falei,
38:38ele foi muitas vezes
38:39conversar comigo,
38:39ele era líder do governo.
38:41Como outro senador
38:42for conversar comigo,
38:44cada vez que eu sei
38:45de ir no hospital
38:46o sírio-libanês
38:46fazer um check-up
38:47ou uma consulta
38:48e eu falava
38:48presidente,
38:49eu estou aqui no sírio,
38:50eu posso passar aí?
38:51Passa, meu filho.
38:52Mas o senhor não tratava
38:53dessas questões
38:54do Instituto?
38:55Você estava discutindo
38:56desde Flamengo,
38:57a Basco da Gama,
38:58Corinthians, Palmeira,
38:59porque quando duas pessoas
39:00se encontram,
39:00eu conversa-se tudo.
39:02Mas não era
39:03política institucional
39:04do Instituto,
39:05isso que eu estou perguntando.
39:06Não era política institucional
39:06do Instituto,
39:07é que eu talvez
39:08tenha cometido erro,
39:10sabe que eu deveria
39:10ter alugado uma sede
39:11do lado,
39:12e quando eu discutisse
39:14o Instituto ficava
39:14numa cadeira
39:15quando eu discutia
39:16outra coisa
39:16se posava
39:17pra outra cadeira.
39:17Eu achei desnecessário.
39:20Eu achei que a civilização
39:21não exigiria
39:23essa burocracia toda,
39:24porque isso é uma coisa
39:24de burocracia.
39:26Eu sou mesmo
39:27um ser humano,
39:27eu sou o presidente
39:28de honra do PT,
39:29eu sou ex-presidente
39:30da República,
39:31eu era presidente
39:33de honra
39:33do Instituto,
39:35eu não decidia
39:36as coisas pelo Instituto.
39:37O Instituto
39:38tem uma diretoria,
39:39eu apenas estava lá,
39:40eu era a figurinha
39:41carimbada do Instituto.
39:42era pra ele fazer
39:43merchandagem.
39:45Aqui o Lula,
39:45aqui o Lula,
39:46vai conversar com o Bill Clinton?
39:47Fala com o Lula.
39:48Vai conversar com o Tony Blair?
39:49Fala com o Lula.
39:50Vai conversar com o Chirac?
39:51Fala com o Lula.
39:52Vai conversar com o Angelou
39:53America?
39:53Fala com o Lula.
39:54Sabe,
39:54eu tive o prazer,
39:56doutor Cláudio,
39:57de ser o ex-presidente
39:58da República,
39:59que em todas as viagens
40:00do mundo que eu fiz,
40:02depois de deixar a presidência,
40:04era recebido
40:04pelos presidentes.
40:05Esse era o status
40:08core do Brasil.
40:09Hoje nós estamos
40:10numa situação
40:10em que o presidente
40:11não tem coragem
40:12na Bolívia.
40:14Então o país,
40:15que era um motivo
40:16de orgulho,
40:17virou um motivo
40:17da tristeza.
40:18Pela pequenez
40:19que esse país
40:21tomou dimensão
40:21nos últimos anos.
40:22Eu não estou emitindo
40:23nenhum juiz de valor,
40:24mas o que eu quero saber
40:26é que o senhor também
40:27chamava pessoas
40:28como líder do sítio
40:30para conversar
40:30sobre outros assuntos.
40:32Chamava dirigente sindical,
40:33chamava gente do LGBT,
40:36chamava negro,
40:37chamava índio,
40:38chamava todo mundo.
40:39Isso.
40:40Ali,
40:42eu vou dizer uma coisa,
40:43dá para olhar o apelido
40:44do Instituto?
40:46Sabe?
40:47Não,
40:47não sei,
40:48nunca fui.
40:48Porto Ipiranga.
40:52Lamentavelmente é assim.
40:55Mas não é por causa
40:56do Instituto,
40:56é por causa do personagem.
40:59Sabe?
40:59Então todo mundo fala,
41:00ah,
41:01tem problema em tal lugar?
41:02Porto Ipiranga.
41:03Tem problema em tal lugar?
41:04Porto Ipiranga.
41:05E sabe que eu tenho
41:05orgulho disso.
41:07Eu tenho muito orgulho
41:08de fazer 36 anos
41:10que eu deixei
41:11o movimento sindical
41:12e ainda sou amigo
41:14de todos os sindicalistas,
41:15de todas as correntes,
41:16da força sindical acute.
41:19Sou amigo
41:20de todos os partidos políticos.
41:21Sabe?
41:23Então eu,
41:25se isso é um pecado,
41:27se isso é um erro jurídico,
41:29se isso incomoda
41:29o Ministério Público,
41:30a Política Federal,
41:32sei lá quem,
41:33sabe,
41:33eu vou alugar uma salinha
41:34na porta
41:34e sento lá e atendo
41:36e vou deixar em paz
41:38porque não é possível.
41:40Sabe?
41:40Não é possível eu sinceramente,
41:41doutor,
41:41eu sinceramente,
41:43eu quero lhe agradecer
41:45a oportunidade
41:45de vir prestar depoimento.
41:47Eu estou com muita coisa
41:48na garganta para falar.
41:50eu estou cansado
41:51de ver procurador dizer
41:53que não precisa de prova,
41:55que ele tem convicção.
41:57De juiz dizer,
41:58eu não preciso de prova,
41:59eu tenho fé,
42:00vou votar com o sé.
42:01Eu quero prova.
42:02Alguém tem que dizer,
42:04sabe,
42:04qual é o crime que eu cometi,
42:06aonde que eu cometi.
42:07Chamar o PT
42:08de organização criminosa,
42:10se dependesse de mim,
42:11cada deputado do PT,
42:13cada vereador do PT,
42:14cada militante,
42:14abrir um processo
42:15para quem dizer,
42:16provar,
42:18qual é a quadrilha.
42:20Ah,
42:20porque eu estou cansado,
42:21doutor.
42:2271 anos de vida,
42:25e eu cansei.
42:26Cansei de ver.
42:28Há instituições
42:29que eu ajudei a criar,
42:30desde a Constituinte,
42:31para valorizá-las,
42:33desprestigiadas
42:33por comportamento pessoal.
42:37Gente que adora,
42:39gente que não pode
42:39abrir a geladeira,
42:40que vê uma luz,
42:41já começa a dar declaração.
42:43Gente que liga o barbeador,
42:44começa a falar,
42:45achando que é o microfone
42:45do rádio.
42:46Eu cansei disso.
42:47Eu sempre valorizei
42:49o Ministério Público.
42:50Eu sempre valorizei
42:51a Polícia Federal.
42:52E sempre valorizei
42:53o Poder Judiciário.
42:54Os ministros
42:55podem lhe dizer.
42:56Eu indiquei
42:57quase todos.
42:59Nunca
42:59pedi para eles
43:02um favor pessoal.
43:04E não peço.
43:06Porque a instituição
43:07tem que ser forte,
43:08não para me ajudar,
43:09para garantir
43:10a democracia
43:11desse país.
43:12Lamentavelmente,
43:13tem pessoas
43:13que não pensam assim.
43:15Eu, quando vejo
43:16um jovem procurador
43:17ir para a televisão
43:18falar uma hora e meia
43:20e depois dizer
43:21não me peçam provas,
43:22eu tenho convicção,
43:24não dá, doutor.
43:26Não dá
43:26para aceitar isso
43:27como uma coisa séria
43:28nesse país
43:29que está jogando
43:30a cada vez mais
43:31a oportunidade
43:32de se transformar
43:33num país grande.
43:34Nós quase chegamos
43:35a ser a quinta
43:36economia mundial.
43:37Quase chegamos.
43:38por mediocridade
43:40não chegamos.
43:42Então eu lamento
43:42profundamente,
43:44eu gostaria
43:45que meus depoimentos
43:45fossem tudo
43:46numa semana só.
43:48Para mim poder
43:49desvendar
43:50uns mistérios
43:50e acabar
43:52com essa hipocrisia.
43:53Fulano vai
43:53prestar depoimento,
43:54fulano vai
43:55delatar,
43:55fulano vai
43:56não ter as contas,
43:56fulano,
43:57e o Lula
43:57vai ser citado.
44:00Quem sabe
44:00está na hora
44:00de chamar o dono
44:01da Globo,
44:01da Record,
44:02da Bandeira,
44:02para prestar depoimento
44:03para ver se eles
44:04me delatam.
44:06Porque o que eles
44:06direm que vão
44:07me delatar,
44:08eu duvido
44:08que tenham coragem
44:09de me delatar
44:10porque não tem
44:10nenhuma prova
44:12e nunca conversaram
44:13comigo sobre
44:13qualquer crime.
44:15Doutor,
44:17eu aprendi
44:18a andar de cabeça
44:18servida.
44:20E sabe
44:21que custa muito.
44:22Para quem
44:23nasce na elite,
44:24não precisa nada.
44:26Mas para quem
44:27vem lá de baixo,
44:29sabe,
44:30não deixar ninguém
44:30colocar cangaia
44:32no seu pescoço,
44:33não é fácil.
44:35Esses dias eu sei
44:36de uma história,
44:36de um depoimento,
44:38de um processo
44:38que eu abri
44:39contra uma jornalista,
44:39até vou contar isso
44:40que ninguém sabe aqui.
44:42E eu acusei
44:43uma jornalista
44:44que falou
44:45em qualquer país
44:46democrático do mundo
44:47ela seria presa
44:49porque ela falou
44:49de um presidente
44:50da república.
44:51E ela foi
44:52prestar julgamento.
44:53E a advogada,
44:55acho que a nossa
44:55advogada,
44:56me chamou de doutor.
44:58Aí o juiz
44:59começou a rir.
45:01Ah, mas ele
45:02não é doutor?
45:02Ele não é doutor?
45:04Como é que você
45:04chama ele doutor?
45:05Não, eu estou
45:05chamando ele de doutor
45:06porque ele tem
45:08vários
45:08vários diplomas
45:10de doutor
45:10honoris causa.
45:12O juiz deu
45:12uma gargalhada
45:13e pouco tempo
45:15depois
45:16inocentou
45:18a jornalista.
45:20Eu vou recorrer
45:20até a Suprema Corte.
45:22Há uns 71 anos
45:23eu não sei
45:23quanto de vida
45:24que eu tenho,
45:25mas eu tenho
45:25fé em Deus
45:26de ver
45:27essa jornalista
45:27educada.
45:29Porque
45:29em nome
45:30da liberdade
45:31de imprensa
45:32ninguém pode
45:33avacalhar a vida
45:34dos outros.
45:35Ninguém pode.
45:36E o que eu estou
45:36vendo nesse processo?
45:38Tem gente que acha
45:38que eu sou contra
45:39a Lava Jato.
45:41Pelo contrário.
45:43Pelo contrário.
45:44Eu quero que a Lava Jato
45:45vá a fundo
45:46para ver se acaba
45:47com corrupção.
45:48O que eu sou contra
45:49é tentar
45:50criminalizar a pessoa
45:51pela imprensa
45:52e não pelos autos
45:53do processo.
45:54o que eu sou contra
45:56é execrar,
45:57é condenar.
45:58Eu conheço pessoas
45:59que tivessem liberdade
46:01seriam mortos na rua.
46:03Tal é,
46:03sabe quantas horas
46:04eu tenho de notícias
46:06negativas contra mim
46:07no Jornal Nacional
46:07em oito meses
46:09e dezesseis horas?
46:11Nenhum político
46:12no mundo
46:12vai contar disso.
46:14E eu vou matá-los
46:15de raiva
46:16porque toda pesquisa
46:17vai aparecer na frente
46:18para eles saberem
46:20que nem sempre
46:21eles podem
46:21brincar com as pessoas.
46:24sabe,
46:24então o juiz,
46:26o promotor,
46:27o delegado
46:28não tem que ficar
46:30fazendo
46:31pirotecnia
46:32com as pessoas.
46:34A primeira apura
46:35é investigue
46:36e condene.
46:37Quando curenar
46:37bote na cadeia
46:38e acabou.
46:41Não é
46:42tirando fotografia
46:43de criança,
46:44mostrando casa,
46:45mostrando não sei
46:45das contas,
46:46inventando mentiras,
46:48inventando ilações.
46:50Então,
46:50o que eu quero lhe dizer
46:51que o senhor está
46:52diante de um homem
46:53que está disposto
46:54a prestar
46:55tantos pontos
46:57de depoimento
46:57que for necessário.
46:59E quero que todo mundo
47:00saiba,
47:00se tem um brasileiro
47:01que quer a verdade
47:03nesse país,
47:04sou eu.
47:05E não me venham
47:05com mentiras
47:06ou com ilações.
47:07Porque
47:08um cidadão
47:10que nasce
47:10no Nordeste
47:11e morre de fome
47:12até os cinco anos de idade
47:13não tem medo
47:14de cada feia.
47:16Eu quero defender
47:16a minha honra,
47:18que é o valor
47:18mais importante
47:19que eu tenho.
47:21Então,
47:21eu quero lhe agradecer
47:22esse depoimento
47:23e a liberdade
47:27de poder dizer
47:27essas coisas
47:28que eu até agora
47:29não tinha falado,
47:30mas eu não sei,
47:31eu vou falar.
47:32Então,
47:32nos momentos
47:33é o senhor,
47:34é a sua defesa,
47:35o senhor tem todo
47:35o direito de falar.
47:36Só mais uma questão
47:37para a gente encerrar,
47:39acho que ninguém
47:39tem mais questionamentos.
47:41O presidente
47:43do Instituto Lula
47:44na época,
47:45em 2015,
47:46era o doutor
47:46Paulo Camoto.
47:48Ele não participava
47:49de nenhuma reunião
47:50com o senhor
47:51ou participava
47:53ou era bem informal
47:54como o senhor disse.
47:56Eu sou um pouco relaxado.
47:58Porque Delcídio
48:00disse aqui
48:01que as reuniões
48:02eram somente
48:03ele e o senhor,
48:04que as coisas
48:04eram só...
48:06Não ficava ninguém
48:07na sala.
48:07É isso?
48:08O senhor confirma isso?
48:09Eu não vou levar
48:10muito a sério
48:11o que ele disse.
48:12Mas deixa eu falar,
48:13eu aqui,
48:13quando eu era
48:14presidente da República,
48:16eu brigava
48:16com a minha assessoria
48:17que achava
48:17que eu tinha
48:18que ter uma liturgia.
48:19A liturgia é importante,
48:21presidente.
48:22Você não pode andar
48:23no corredor
48:23abraçando as pessoas.
48:25A porta não pode
48:25ficar aberta.
48:27Sabe?
48:27Então, no Instituto,
48:29sabe,
48:30tem hora que a conversa
48:31é pessoal,
48:32tem hora que entra
48:32dez pessoas,
48:33cinco pessoas,
48:34seis pessoas,
48:35quatro pessoas.
48:36Mas de total
48:36transparência,
48:37é isso que você quer falar.
48:38Quando a pessoa
48:38tem uma conversa sigilosa,
48:39eu faço uma conversa sigilosa.
48:41Sabe?
48:43Ok.
48:43Tá bom.
48:45Agradeço a presença
48:46do senhor
48:47para esclarecer os fatos,
48:48tá?
48:49Ninguém tem mais questionamentos,
48:50então está encerrado,
48:52está encerrado a audiência.
48:54Na fase do patrocento,
48:56E aí
49:01E aí
49:07E aí
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