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O que causa flacidez na pele? Má alimentação é uma delas; dermatologista explica no #MelhorDaTarde

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Transcrição
00:00A gente vê muitos meninos e meninas, jovens, com uma flacidez incrível, grande.
00:06E eu falo, gente, mas ali é um poço de colágeno, um poço de ácido hialurônico,
00:11porque eu, ignorantemente, achava que a ácido hialurônico era só que se injetava.
00:15A Gisele falou, não, Cátia, o corpo tem, vai perdendo.
00:18É isso.
00:19Então, a gente olha e fala, mas por que tá tão flácido? Porque é esse combo.
00:23E por que os jovens hoje assim, né?
00:25A alimentação, na verdade, eu acho que é o principal item.
00:27Assim, você observa que hoje você vê jovens que têm mais obesidade, mais flacidez, mais celulite do que na nossa época.
00:37Porque realmente, a alimentação, o fast food era ainda, era não, ainda é algo que é muito casual, né?
00:46Ainda existe, apesar da gente tá falando mais de wellness e tudo mais, mas talvez reflita numa outra geração.
00:52Nessa geração, ainda não.
00:54Então, por isso que você observa isso mesmo.
00:56Isso é algo que a gente observa, de fato.
00:58E eles não fazem atividade física, só mexem os dedos.
01:01Aqui, ó.
01:02Fica o tempo todo parado, né?
01:03É.
01:04E aí também surge a dúvida, a gente olhando pra esses tratamentos preventivos, doutora.
01:08São indicados pra todas as idades, pra uma fase específica?
01:12Às vezes tem crianças nesse processo também de emagrecimento, também é indicado?
01:16Idosos?
01:17Qual o perfil?
01:18Porque, em geral, crianças e adolescentes, eles vão refletir, a pele não reflete tanto.
01:24Porque ainda não tem afinamento e uma perda de colagem, elaxina e fibroblastos e ácido neurônico tão importante.
01:29Quer dizer, só tem a flacidez.
01:30Só tem a flacidez.
01:31Mas quando, por exemplo, o paciente já passou por uma lipoaspiração, ou o paciente já tem mais de 40 anos, já teve filhos, por exemplo.
01:40E aí você observa aquele abdômen flácido por conta de consequências, várias coisas.
01:48Aquele paciente, por exemplo, que tomou muito sol, normalmente ele tem uma pele mais fina.
01:51Existe uma característica genética também, mas em relação à idade, normalmente, a partir dos 25, você começa a ter perda, de fato, de colágeno.
02:02Então, a partir desse momento aí, você já pode se preocupar com isso, de fato.
02:06E eu acho que, se a gente analisar, só pegasse fotos, a gente estava falando de consequências negativas, caso as pessoas façam dietas mirabolantes sozinhas,
02:16ou, ah, esse medicamento funciona, vou lá, compro, espeto, tomo, enfim, mas não falo com o médico.
02:21Quer dizer, as consequências são desastrosas e, às vezes, acabam com a vida da pessoa.
02:25Mas se a gente pegasse fotos, vai, da minha avó aos 56, e a minha aos 56, eu estou bem mais nova do que era.
02:33Porque a gente sabe que, explicando pequenas coisas do dia a dia, uma hidratação correta, uso de protetor solar naquela época, não se tinha isso.
02:41Exatamente.
02:41Isso tudo a gente sabe que tem feito a gente ficar, mesmo assim, com uma qualidade de pele muito melhor do que elas tinham.
02:46Sem dúvida.
02:47Quer dizer, a gente já tem esse benefício, agora, aproveitar o restante, os outros benefícios tecnológicos que tem também, facilita, né?
02:53É, mas eu entendo também que as novidades fazem com que a gente tenha um olhar diferente, assim.
02:58E, queira ou não queira, as canetas foram novidades que vieram com tudo, né?
03:03E aí...
03:03Mas não é pra todo mundo, né?
03:04E não é pra todo mundo e não é pra ser usado sem o aconselhamento médico.
03:08Sem você saber realmente se é o seu caso ou não.
03:12Então, são várias coisas que precisam ser pontuadas pra você ter um uso de qualidade.
03:16E realmente fazer jus ao wellness, à qualidade de vida.
03:21Porque o que eu digo é que as pessoas estão emagrecendo doentes.
03:25Sim.
03:26É isso que tava acontecendo.
03:26E o que mexe até com a parte cerebral, emocional e tudo, né?
03:28Sem dúvida.
03:29E falta essa conscientização, né?
03:31Fico pensando, por que com outras questões, por exemplo, uma pessoa que tem hipertensão, ela vai ao médico, ela não vai procurar o remédio que fulano toma, na quantidade que toma, pra tratar a pressão.
03:42Agora, por que no caso do emagrecimento, a gente acaba negligenciando, né?
03:47Parece que não leva tão a sério, né?
03:48Não leva tão a sério.
03:49É, e eu acho que a gente no Brasil tem essa cultura do vizinho ter a solução, tá?
03:54Você se engana, porque eu trabalhei muitos anos no SUS e isso era muito comum.
03:59Não, por que você usa o Capitopril, por exemplo?
04:02É um que tem, inclusive, na farmácia do SUS.
04:05Por que que você usa esse?
04:07Porque meu vizinho usa.
04:08E eu peguei com ele e tal.
04:10Existe isso.
04:11Tem essa cultura, né?
04:12Existe essa cultura, entretanto, e também tem a cultura do acesso, né?
04:16Não tenho acesso a esse médico, eu não posso ir lá, é muito caro pra mim, ou talvez não seja a melhor solução.
04:23Então, eu de fato acho que precisa mudar a cultura do brasileiro em relação a isso.
04:31Entender a importância do médico em determinados momentos, não só no momento de cura, mas de prevenção.
04:37Porque o mundo que se previne é sempre mais seguro e melhor do que o mundo que trata.
04:44Então, assim, se isso estiver na cabeça das pessoas, de fato, elas vão ter uma melhor qualidade de vida pra tudo.
04:50Você pensa uma pessoa que acorda e faz atividade física diária.
04:53Acorda e pensa, ó, preciso tomar um copo de água na hora que eu acordo.
04:57Isso já é uma mudança de hábito, né?
04:59Não é só o Estado que controla a sua saúde, né?
05:02Porque existe isso.
05:03Você tem responsabilidade sobre a sua saúde e os seus atos também.
05:07Então, de fato, se você entender isso, tudo fica tão mais simples e muda.
05:12Mas isso é cultural.
05:14É cultural.
05:14Por isso que a gente tem que ir falando, explicando cada vez mais pras pessoas entenderem.
05:18Pras pessoas entenderem.
05:19E às vezes entender que aquele...
05:21Porque a gente sabe, né?
05:22Somos de realidades diferentes.
05:23Exatamente.
05:24As pessoas demoram duas horas pra chegar no trabalho, aí trabalha oito horas por dia, demora mais duas horas pra voltar.
05:30Mas às vezes é aquele...
05:31Tenho 20 minutinhos.
05:32Em vez de eu ficar rolando ali a tela do celular, eu vou fazer uma caminhada.
05:36Desce dois pontos antes do ônibus.
05:38Dois pontos antes do ônibus.
05:40Mas é o que eu falei.
05:41Mas é porque muitas vezes as pessoas, elas só se apropriam do que pra elas naquele momento é interessante.
05:48E eu entendo também o que você falou.
05:50A gente tem várias realidades de vida.
05:52Ou seja, eu já tive contato direto com muitos colegas que passavam por isso na correria do dia a dia.
06:00As minhas próprias funcionárias, pessoas que eu amo de paixão, que muitas vezes, ao invés delas virem até mim e fazerem uma pergunta, elas vão lá e tomam uma atitude X.
06:08E você fala, mas peraí, por que você não falou com o médico?
06:10Eu tô aqui do lado, eu posso te ajudar.
06:12Mas muitas vezes, porque a pessoa acha que não tem esse direito e talvez tá te incomodando.
06:18Então, assim, a gente realmente, o médico precisa também se apropriar desse lugar de cuidado.
06:25Eu sempre falo isso.
06:26Porque assim, se você tá num ambiente onde você pode cuidar do outro, independente de estar em consultório ou não, por que não?
06:31Então, assim, se você tá num ambiente onde você pode cuidar do outro, independente de estar em consultório ou não, por que não?
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