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Durante um evento político, o presidente Lula afirmou que, se continuar "bonitão" como está, a extrema direita não retornará ao poder. A declaração foi feita em tom bem-humorado, como parte de seu discurso sobre as próximas eleições. Os comentaristas do 3 em 1 analisam a repercussão do discurso do presidente.
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NotíciasTranscrição
00:00Olha, durante um evento político, o presidente Lula afirmou que se continuar bonitão, como tá, a extrema-direita não retornará ao poder.
00:07Declaração foi feita em um tom bem-humorado como parte do seu discurso sobre as próximas eleições.
00:12Vamos então com a Luciana Verdolim, que vai trazer informações pra gente, e como que isso está repercutindo, inclusive, na parte que ele citou.
00:19Em Luciana Verdolim, bem-vinda.
00:23Boa tarde, Cine, boa tarde a todos.
00:26Olha, o presidente da República dá bastante confiante de que vai conseguir se reeleger no ano que vem, mesmo não tendo confirmado ainda que pretende se candidatar nas próximas eleições.
00:37Durante o encontro do PSB ontem aqui em Brasília, ele, inclusive, deu um recado que, nesse momento, é preciso ficar muito atento, é preciso escolher com muito cuidado os candidatos ao Congresso Nacional,
00:49mais precisamente ao Senado.
00:52O presidente Lula disse que está muito preocupado com o avanço da oposição sobre as cadeiras do Senado,
00:59levando-se em consideração que é o Senado, por exemplo, quem é sabatina ministro do Supremo Tribunal Federal,
01:06quem sabatina também representantes de Banco Central, de outros tribunais,
01:12e pode discutir, inclusive, a possibilidade de impeachment de ministros do Supremo.
01:16O presidente Lula disse que é preciso priorizar o Congresso Nacional, se não, eles vão, nas palavras de Lula, avacalhar a Suprema Corte.
01:26E deixou muito claro também que, nesse momento, é preciso apoio para as eleições do ano que vem.
01:32A gente tem a declaração de Lula para acompanhar.
01:37Então, companheiros e companheiras, eu quero terminar de dizer para vocês o seguinte.
01:40Pode ter certeza de uma coisa, se eu estiver bonitão do jeito que eu estou, apaixonado do jeito que eu estou e motivado do jeito que eu estou,
01:51a extrema-direita não volta a governar este país nunca mais.
01:56O presidente da República também criticou o governo de Donald Trump por conta do que ele chama de perseguição ao ministro Alexandre de Moraes do Supremo Tribunal Federal.
02:08Segundo Lula, o problema todo é porque ele está querendo prender um cara brasileiro que está lá nos Estados Unidos fazendo coisas contra o Brasil o dia todo.
02:19Foi a defesa do presidente da República.
02:21Agora, é bom a gente lembrar que lá no Congresso Nacional, a oposição à direita também já está se mobilizando.
02:27Sabe que precisa eleger um grande número de senadores no ano que vem.
02:31E dentro do PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro, o presidente da legenda já disse que Bolsonaro já avisou que vai pessoalmente escolher os candidatos ao Senado.
02:42Tanto candidato como suplente para eleger também o objetivo maior número de representantes na casa.
02:51Obrigado, Luciana Verdolim.
02:53Um abraço para você.
02:54Um ótimo trabalho.
02:55Já quero conversar contigo, Piperno.
02:57É claro que o presidente da República falou isso num tom de parecer que ele tem energia.
03:02Claro.
03:02Que tem combustível ainda no opalão, né, Alangani, para poder dominar mais um período eleitoral que é bastante desgastante.
03:12Mais um governo que também seria bastante desgastante.
03:15Mas você acha que ele está bonitão assim, hein, Piperno?
03:17Talvez a Janja ache, né?
03:19Não é o...
03:20Não, mas eu estou perguntando para você, não para a Janja.
03:22Não, eu prefiro realmente não entrar nessas questões de cunho estético, né?
03:28Não é o caso.
03:29Mas, de qualquer forma...
03:30Então, vamos para a metáfora.
03:31Ele está bonitão no sentido de estar fazendo um bom governo, de ter condições de ir forte para 2026,
03:37de dar conta de segurar mais quatro anos lá na frente.
03:40Vamos, então, para esse sentido figurado.
03:42Ele vai ser um competidor forte, sem dúvida nenhuma, né?
03:46E deve ser, de novo, uma batalha eleitoral muito reída, acirrada, como foi a última.
03:54Agora, é importante também prestar atenção no subtexto disso aí.
04:00Porque, na verdade, o presidente está fazendo uma defesa.
04:03Ele tenta criar uma espécie de cordão sanitário em torno de uma proteção ao que ele identifica como ameaça ao STF.
04:16E ameaça à Suprema Corte, que não é algo, hoje, muito raro acontecer pelo mundo, né?
04:22São vários os países que elegeram, recentemente, governantes mais à direita,
04:29que tinham como principal alvo de cara mexer, enfim, nas supremas cortes aí de seus países.
04:38Não são poucos os governantes que fizeram isso.
04:41A Argentina mesmo, o Millet escolheu dois lá na Sagrada.
04:45Enfim.
04:45Sim, mas...
04:46Pois é, escolheu, sim, sem passar pelo Senado.
04:50Não, mas passou e brincaram.
04:51Pois é, depois é, tentou.
04:54Em Israel, enfim, a mesma coisa e tal.
04:56Então, o presidente está atento a isso.
04:58E essa vai ser a batalha pelo Senado.
05:00O Zé Maria fala muito sobre isso.
05:02Vai ser, de fato, uma grande batalha, depois da eleição para o presidente, claro, a ser disputada em 2026.
05:08Exatamente, Zé Maria Trindade.
05:10Porque o Senado poderia, de alguma forma, limitar a atuação dos ministros do Supremo Tribunal Federal,
05:16caso quisesse, ou caso encontrasse uma abertura para isso.
05:19O que o presidente está dizendo também é que não que o Supremo Tribunal Federal seja uma maçã docinha,
05:26mas que ele entende que qualquer movimento que pudesse castrar a atuação do Supremo,
05:33simplesmente por divergência na visão dele, seria incorreta.
05:37Eu quero entender de você como que esse movimento em torno do Senado tem sido uma preocupação
05:42para quem está no poder, para a esquerda e também para a oposição.
05:48Olha, esse discurso, o Piper não tem razão quando chama a atenção e para as entrelinhas, né?
05:55Foi um discurso feito na Convenção Nacional do PSB, que é um partido considerado de esquerda.
06:01Ele estava ali ao lado do vice-presidente, Geraldo Alckmin, e passando ali a batuta para um jovem político,
06:09prefeito de Recife, João Campos, de uma família tradicional de políticos do Nordeste,
06:14e, queriam dizer, do Brasil, né? Miguel Arraes.
06:17E ele estava fazendo o discurso para dentro.
06:20Porque todos sabem que o governo tem dificuldades, até com a sua base, né?
06:28E não está conseguindo fazer acordo para 2026.
06:32Por exemplo, o PSB não é totalmente fechado de apoiar Lula em 2026,
06:38para se ter uma ideia, tem a vice-presidência da República, né?
06:42Então, é um discurso ali focado.
06:44O Senado Federal é a casa do equilíbrio.
06:46São três senadores para cada estado.
06:49O estado do Amapá tem 700 mil habitantes no estado inteiro, né?
06:56É menor do que uma cidade de porte médio de São Paulo.
06:59E tem três senadores.
07:00São Paulo tem três senadores, para você ter uma ideia.
07:03Então, assim, o Senado, ele é equilibrado por isso.
07:06É onde equilibram que é a casa dos estados.
07:09Então, há um domínio ali da política no Senado Federal.
07:13Geralmente, ex-governadores, ex-presidentes da República, né?
07:17Que foram senadores e, enfim, são as pessoas mais altas na política.
07:21E um mandato de oito anos.
07:23É muito tempo.
07:24São dois mandatos de quatro anos e de deputado federal.
07:27Daí, esta importância e a estratégia política de dominar o Senado Federal.
07:33Tanto é assim que eu conversei com o senador do PT, ele me mostrando lá dados,
07:36de que há uma reação para a articulação do ex-presidente Jair Bolsonaro.
07:44Para tentar equilibrar.
07:45E de que forma isso é feito?
07:47É o PT apoiando outros partidos nos estados, mesmo que não seja um PT.
07:52Mas alguém que tenha a chance de derrotar alguém indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.
07:58E ali fica muito clara uma tendência que eu já vi no governo,
08:03essa preocupação com a força da direita.
08:07E é uma preocupação muito ampla do Lula.
08:09Não só no Brasil, quer dizer, a direita acordou, que ele chama extrema-direita, né?
08:15E a direita também que acordou no mundo.
08:18Então, há sim uma preocupação nesse sentido.
08:21E eu não vejo como reagir.
08:23Porque é aquele tal espírito do tempo, né?
08:26Que chega e toma conta.
08:28Não haveria reação ou segredo?
08:30Não, tem que ter reação.
08:31Estamos falando de uma questão eleitoral, é normal.
08:34A direita...
08:35Eu me recurso a falar extrema-direita,
08:38senão teríamos que chamar a esquerda de suprema-esquerda.
08:40Mas a direita tem lógica em querer colocar a quantidade de senadores
08:44que permita, se preciso for, colocar um pouco de limite na atuação do STF.
08:50Devemos lembrar que o presidente do STF se vangloriou de derrotar o bolsonarismo.
08:57Então, quando você tem um STF tão politizado,
09:00é normal que aquele que está sendo prejudicado com essa politização queira se defender.
09:05Devemos lembrar, por outro lado, e vou abrir aspas para uma fala,
09:09do então candidato Lula, que disse
09:11Não é prudente, não é democrático o presidente da República
09:16querer ter os ministros da Corte Suprema como amigos.
09:20Você não indica ministros da Suprema Corte para votar favorável a você e te beneficiar.
09:26Depois dessa fala, ele ganhou.
09:28E como presidente colocou dois amigos.
09:31Então, é normal que a outra parte tente buscar alguma maneira
09:35de controlar esse avanço político de um poder judiciário.
09:40Devemos lembrar também que durante o governo Bolsonaro,
09:43o STF colocou 236 imposições para que ou não pudesse fazer alguma coisa
09:49ou tivesse 48 horas para se explicar.
09:52Em 900 dias desse governo, nada.
09:57Nenhuma imposição, nenhuma explicação em 48 horas.
10:01Então, fica muito claro que o STF tem uma participação política
10:05e, logicamente, quem está apanhando quer se defender.
10:08Agora, como sugerência e uma questão eleitoral óbvia,
10:12tem que vir gente nova como senador.
10:15Porque os senadores que estão muito provavelmente que poderão ser reeleitos,
10:18todo o que tem alguma pastinha por aí guardada,
10:21e agora, por exemplo, e eu lembrei muito do Alan Ghani,
10:24com esse escândalo da fraude do INSS,
10:27eu lembro que o Alan falou,
10:28cuidado que não tenha políticos envolvidos.
10:31Bom, parece que tem políticos envolvidos,
10:33isso levaria a investigação para o STF,
10:36que já está sigilo, ninguém sabe nada.
10:39Se tivesse algum senador ou diputado da direita,
10:42com certeza já teria avançado algum nome.
10:44Mas não aparece nenhum por enquanto.
10:47Então, isso o que leva?
10:48O STF tem autonomia para investigar
10:52a quem, de repente, deveria ser quem coloque o limite do STF.
10:56Essa conta não fecha nunca.
10:57Fala, Ghani.
10:58Olha só, Evandro, o que a gente entende aqui como democracia,
11:02o segredo é sempre, cito Montesquieu,
11:05corretamente, claro, o equilíbrio entre os três poderes.
11:09E a democracia é um sistema de pesos e contrapesos.
11:12Então, esses poderes, eles devem estar em harmonia.
11:16É claro que, muitas vezes, não está em perfeita a harmonia,
11:19mas precisa de alguma harmonia.
11:21E aí, pegando um gancho na fala do Piperno,
11:23que a direita, no mundo inteiro, procura frear o poder judiciário,
11:30o que acontece, e isso tem sido debatido no mundo inteiro,
11:34é que há, hoje, uma relevância maior do poder judiciário
11:38frente ao poder legislativo e ao poder executivo.
11:42Agora, se a democracia é um sistema de pesos e contrapesos,
11:46ou, como se fala em inglês, check and balance,
11:49você precisa do contrapeso.
11:51Você precisa de um outro poder quando essa democracia está desbalanceada.
11:57Essa discussão, ela não ocorre apenas no Brasil.
12:01Ela ocorre no mundo inteiro.
12:02Tem um intelectual que eu gosto dos Estados Unidos, o Ben Shapiro,
12:05que, olha só, lá nos Estados Unidos, ele fala o seguinte,
12:08que a Constituição virou uma espécie de um poema,
12:12Constituição norte-americana.
12:14E os ministros da Suprema Corte interpretam, são os poetas,
12:20interpretam o poema do jeito que eles bem entendem.
12:22Isso lá nos Estados Unidos.
12:24Então, é claro que essa discussão, ela ocorre no mundo inteiro, Evandro,
12:31e aqui no Brasil, dentro das quatro linhas,
12:34qual seria a forma de você conter o poder judiciário?
12:38seria justamente pelo Senado.
12:39Isso é legítimo, isso é constitucional.
12:42O que foi, Piperno? O que você está fazendo nessa cara?
12:44Não, porque tentar justificar uma suposta necessidade de contenção
12:51do poder judiciário no mundo todo,
12:54eu acho que é algo que entrou na agenda política
12:58por conta exatamente do extremismo de um determinado grupo político.
13:04Quer dizer, a partir do momento...
13:05Por exemplo, Victor Orban, quando ele assume na Hungria,
13:09o primeiro ataque que ele faz é exatamente em relação ao poder judiciário
13:15e conseguiu trocar toda a Suprema Corte.
13:18É isso que tem sido feito medidas de força,
13:21muitas vezes, até fora da lei.
13:24O Piperno, você sabe que eu sou telespectador do 3 em 1 hoje,
13:27eu faço parte do programa, eu sou telespectador do 3 em 1
13:29desde a primeira formação do 3 em 1.
13:32E eu lembro que na primeira formação do 3 em 1,
13:36eu não lembro exatamente qual o artigo que eles...
13:38o artigo que alguém escreveu no jornal,
13:41mas já chamando a atenção do avanço do poder judiciário no mundo inteiro.
13:45E aí havia um debate ali e elogiaram muito,
13:49os três integrantes à época elogiaram muito este artigo.
13:53E isso, se eu não me engano,
13:55a gente estava falando ali, acho que do ano de 2018, 2019,
13:59nem estava na TV, era só de internet o programa.
14:02Então, veja, não é uma coisa tão recente com o Trump
14:06ou com a eleição na Hungria.
14:09Não, é algo mais estrutural, que vem de um tempo para cá.
14:12E aí a gente não está falando de ditadura nada.
14:15O que a gente está falando é que, sim,
14:18no mundo inteiro há um vácuo de poder
14:20e o poder judiciário acaba ocupando este vácuo.
14:25Eu não conheço nenhum governo de centro-direita,
14:28de direita moderada, tradicional,
14:31que tome uma ofensiva como essa,
14:34que tenha essa ofensiva, que deflagre...
14:37Mas eleger senador...
14:38Não, contra o poder judiciário.
14:41Não, não, não, eleger senador...
14:43Não, eleger senador...
14:44É isso que eu estou falando.
14:45Não, isso aí é do jogo.
14:47Ah, é isso que eu estou falando.
14:48Mas aí é o negócio, eleger senador
14:49para eventualmente mudar a formação da Suprema Corte.
14:53Não, não, não, não, não, não, não, não.
14:55Para fazer o contrapeso, o check-in dela.
14:58Vamos imaginar por um momento
14:59que o Senado passa a ser com a maioria da direita
15:03e continua o presidente Lula como presidente.
15:06Quem vai determinar quem são os ministros,
15:10certamente não serão amigos, conforme ele disse,
15:12mas não cumpriu, será o presidente.
15:15A sabatina é do Senado.
15:17Agora, você está mencionando sobre
15:19um avassalhamento da direita no mundo contra a Suprema Corte.
15:23Devemos lembrar, só para qualificar,
15:25o Melein nominou dois,
15:26porque a Corte Suprema da Argentina
15:28tem cinco membros e hoje tem três.
15:30Então, ele não foi contra nada
15:32que fosse diferente do que a lei determina.
15:35Nominhou dois, que o Senado brecou.
15:38Então, é do jogo colocar
15:40e o Senado, maioria da esquerda, brecou.
15:43Mas eu acho, Segredo,
15:45que o argumento do Piperno
15:46não vai só em relação à eleição, etc.,
15:48mas eu acho que há um Senado
15:50que, a depender do lado que está,
15:51poderia facilitar, por exemplo,
15:53a abertura de processos de impeachment contra ministros.
15:55E qual é o problema?
15:56O presidente pode ser, enfim, reeleito,
15:59mas a questão do Senado é diferente.
16:03Então, qual é o problema?
16:05Se a maioria for de direita
16:06e eventualmente tivessem a potestade
16:09de abrir um processo de impeachment
16:10contra algum dos ministros do Supremo Corte,
16:13isso não justifica nem que o ministro seja culpado,
16:17nem que o ministro deva sair.
16:18Mas é constitucional fazer isso.
16:21É constitucional.
16:22Agora, você não está lembrando, por exemplo,
16:24agora, um governo de esquerda, México,
16:26tirou todos os juízes e colocou a eleição para juízes,
16:30inclusive da Suprema Corte.
16:32Ninguém está falando disso,
16:34mas é um governo de esquerda.
16:35Nicarágua colocou a presidente do Supremo
16:38à esposa do ditador,
16:40mas ninguém fala disso.
16:41Então, nós temos que falar
16:42não apenas do que acontece na direita,
16:44temos que falar do que acontece na esquerda.
16:46Geralmente, a esquerda é ditadura.
16:49Nicarágua, Venezuela,
16:51agora México colocou uma metodologia diferente
16:53para que? Eleições.
16:55Eleições para colocar ministro.
16:57Me parece válido.
16:58Não é ruim.
16:59Mas tirou todos os juízes do México.
17:03Não existe mais.
17:04Agora é por eleição.
17:05E o concurso?
17:06Modificou tudo.
17:07Mas ninguém da esquerda reclama disso.
17:09Finaliza, Biperno, para poder seguir.
17:11O que eu chamei a atenção...
17:12A Nicarágua não é uma democracia.
17:14O que eu chamei a atenção é
17:15que em democracias constituídas e tradicionais,
17:20quando a direita acendeu o poder,
17:22a direita imediatamente faz ataques ao poder judiciário.
17:28Até mais do que o outro lado rival.
17:31O foco da direita radical tem sido,
17:35no mundo todo, o poder judiciário
17:37e isso tem se tornado um comportamento padrão.
17:39Obrigado.
17:40Obrigado.
17:41Obrigado.
17:42Obrigado.
17:43Obrigado.
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