- há 8 meses
- #jovempan
- #morningshow
Há algum tempo, celebridades como Rihanna e Dua Lipa apareceram com seus “Labubus” — e isso foi suficiente para que os monstrinhos colecionáveis se tornassem ícones da cultura pop. Em poucos meses, os Labubus invadiram o TikTok, geraram filas em lojas da Europa e transformaram um item de nicho em uma tendência global. O Dr. Wimer Bottura, psiquiatra e psicoterapeuta, analisou o fenômeno.
Baixe o app Panflix: https://www.panflix.com.br/
Baixe o AppNews Jovem Pan na Google Play:
https://bit.ly/2KRm8OJ
Baixe o AppNews Jovem Pan na App Store:
https://apple.co/3rSwBdh
Inscreva-se no nosso canal:
https://www.youtube.com/c/jovempannews
Siga o canal "Jovem Pan News" no WhatsApp:
https://whatsapp.com/channel/0029VaAxUvrGJP8Fz9QZH93S
Entre no nosso site:
http://jovempan.com.br/
Facebook:
https://www.facebook.com/jovempannews
Siga no Twitter:
https://twitter.com/JovemPanNews
Instagram:
https://www.instagram.com/jovempannews/
TikTok:
https://www.tiktok.com/@jovempannews
#JovemPan
#MorningShow
Baixe o app Panflix: https://www.panflix.com.br/
Baixe o AppNews Jovem Pan na Google Play:
https://bit.ly/2KRm8OJ
Baixe o AppNews Jovem Pan na App Store:
https://apple.co/3rSwBdh
Inscreva-se no nosso canal:
https://www.youtube.com/c/jovempannews
Siga o canal "Jovem Pan News" no WhatsApp:
https://whatsapp.com/channel/0029VaAxUvrGJP8Fz9QZH93S
Entre no nosso site:
http://jovempan.com.br/
Facebook:
https://www.facebook.com/jovempannews
Siga no Twitter:
https://twitter.com/JovemPanNews
Instagram:
https://www.instagram.com/jovempannews/
TikTok:
https://www.tiktok.com/@jovempannews
#JovemPan
#MorningShow
Categoria
🗞
NotíciasTranscrição
00:00Inclusive, estamos aqui, já para dar sequência ao nosso programa de hoje,
00:03ele que já é freguês, cliente diferenciado, cliente prime aqui do nosso Morning Show,
00:07a gente adora ele, a audiência também,
00:09que é o psiquiatra e psicoterapeuta, doutor Vimer Boturra, que está aqui com a gente.
00:14Está um pouquinho imobilizado aqui, se a gente puder botar na...
00:17Reza, enfim, a gente recebeu informações que foi você fugindo do boi aí, pelo visto em Minas Gerais,
00:21e acabou, enfim, tendo que se juntar a nós aqui no programa logo depois.
00:25A gente se, enfim, estende nossos...
00:27Bom dia, uma satisfação estar com vocês aqui novamente.
00:30rompiu o tendão de Aquiles jogando basquete.
00:33Jogando o quê? Basquete?
00:34Fui jogar basquete com um grupo de coroas, era o mais novo lá.
00:37Deve ter jogado contra o Chicago...
00:38Deve ter sido contra o Chicago Bulls aí, nesse jogo,
00:42para realmente ter passado por essa lesão.
00:45Mas olha só, pessoal, prazer em rever, meu querido.
00:46Como é que você está? Como é que está essa força aí para além dessa breve lesão?
00:49Fora isso, está tudo ótimo, tudo bem.
00:51Muito forte?
00:52Beleza.
00:52Então vamos para mais um papo importante aqui, já vou acionando o Jess Peixoto
00:55para ser a minha dupla em trazer o contexto mais preciso possível.
00:59nessa pauta aqui que promete que é uma discussão cabeça,
01:02até porque reflete muito das nossas ansiedades
01:05e também dos nossos dilemas nos dias de hoje.
01:08Então vamos lá.
01:09Só para trazer aqui com precisão,
01:10para todo mundo também que está nos ouvindo pela rede Jovem Pan de Rádio,
01:13o Morning Show segue a todo vapor,
01:14presença ilustre de Dr. Wimmer Boturra,
01:16está aqui com a gente, entende tudo e mais um pouco sobre a mente humana.
01:18E olha só, eu quero propor a seguinte pergunta para quem está aí do outro lado.
01:21Você, por acaso, já viu o Labubu?
01:25Sim, o Labubu.
01:26Eu me refiro aos monstrinhos feios e fofos que ganharam o coração das celebridades e influencers recentemente
01:32e já até viraram polêmica na internet.
01:35Pois é, o boneco Labubu da marca chinesa Pop Marte não é só a pelúcia dos adultos.
01:41com dentes afiados e olhos grandes e pelos coloridos,
01:44eles se transformaram em um ícone de estilo e pode custar até R$ 2.500 cada um.
01:50E olha, em contrapartida, né, Dias Peixoto,
01:52quem também vem conquistando o pedaço são os Lafufus,
01:55a versão réplica e mais acessível, vai, dos bonecos feios e bonitinhos.
02:00Apesar de ser uma contradição,
02:02o que explica ter batido tanto na veia
02:05esse novo advento e das réplicas Lafufus do seu contraparte aí
02:12que é bem careiro, né, bem salgado no bolso de quem decidir entrar nessa trend.
02:16Como é que tá essa história?
02:17Não, então, esses bonequinhos, eles viraram uma febre, né, de Monsters.
02:21Eles foram criados lá em Hong Kong por um estilista de sucesso,
02:24por um designer e viraram uma febre por quê?
02:27Porque a Rihanna comprou, porque a Virginia,
02:30porque a DKI, como vocês estão vendo, comprou
02:33e, de repente, as influencers fizeram isso ser uma trend, um hit
02:36e algo que as pessoas queriam consumir.
02:39Eles têm uma peculiaridade. Qual que é?
02:40Você não escolhe o seu monstrinho.
02:42Ele vem numa caixa, surpresa, você abre.
02:44Pode ser uma raridade, um bem diferente, bem especial
02:48ou um mais simplesinho.
02:49Os preços variam muito, chegando a custar mais, assim,
02:52de milhares de dólares, muitas vezes,
02:54para as edições especiais que depois são revendidas.
02:57E, a partir disso, esse interesse é de se levar na bolsa, André.
03:00Então, tem muita gente andando com o Hermê e o Laburu ali do lado.
03:04E isso virou um sinônimo de estilo e um sinônimo de sucesso.
03:08E como tudo que é estilo e sucesso num mundo de influencers,
03:12o que aconteceu?
03:13A versão prática, a versão mais barata e falsificada.
03:18O La Foufou.
03:19E aí, nesse final do dia, o que acontece?
03:21A gente vê uma sociedade que está viciada em tendências,
03:24muitas vezes falsificadas, simplesmente para parecer
03:27que tem um dinheiro e tem um sucesso
03:29e tem aquele último item, quando, na verdade,
03:31é um item até falsificado.
03:33Aí fica a pergunta, o que está acontecendo na nossa sociedade hoje?
03:37Nossa, tomara que o meu filho não esteja assistindo agora,
03:39porque senão já vai me pedir um negócio.
03:40É, meu irmão.
03:402.500, Paulo?
03:42Tem mais caros, mas esse...
03:43Nossa, você tem um...
03:44Vamos tentar escavar aqui um pouquinho a superfície,
03:47entender o que pode estar em curso aqui
03:49para explicar essa tendência toda na tua visão, Dr. Wimmer.
03:53Conta para a gente.
03:53Primeiro que isso não é novo.
03:55Nos anos 60, existiu o Mug,
03:58que o Chico Buarque tinha, o Wilson Simonal tinha,
04:03e infirou uma febre da mesma forma.
04:05Nos anos 70, subiu o Topodidio.
04:08Então, nada disso é novo.
04:10Topodidio?
04:10É.
04:11Do que se trata esse...
04:12É um ratinho.
04:13Era um ratinho orelhudo.
04:14Ratinho orelhudo.
04:15Que ficou famoso nos desenhos,
04:17e aí as pessoas tinham o Topodidio em casa, e assim por diante.
04:20Então, primeiro que não é novo, isso é muito importante.
04:23Segundo, que mostra uma necessidade das pessoas
04:27encontrar um instrumento de se fazer aceita,
04:30se fazer importante, se fazer reconhecida.
04:33Então, as pessoas vão comprar o mais caro,
04:36isso obedecendo a um fenômeno chamado mimetismo humano,
04:40ou seja...
04:40Mimetismo, imitação, né?
04:42Mimitação.
04:43Copiar o...
04:44O ser humano tende a mimetizar êxito.
04:46Então, por exemplo, uma pessoa de sucesso tem,
04:48as pessoas compram para...
04:51Claro.
04:51Como se aquilo significasse o mesmo sucesso.
04:54Então, é isso...
04:55A propaganda explora muito isso, né?
04:57Voltamos, né?
04:58Voltamos aqui, Mano Feira,
04:59às impiedosas leis econômicas, né?
05:02Se a demanda, alguém preencherá a oferta.
05:05Lá, bum, é isso.
05:06É, isso é importante entender.
05:08Isso que a gente se preocupa com cada fato novo.
05:11Já foi a baleia azul, já foi o não sei o quê,
05:13sempre tem um fato novo preocupando.
05:15O que significa o seguinte, a sociedade, a família,
05:21prepara uma sociedade carente e necessitando de coisas
05:26que precisam ser supridas.
05:29Porque senão, nós vamos ficar correndo atrás de cada fenômeno desse,
05:32nunca tem fim.
05:33Doutor Vime, agora uma coisa muito curiosa é que, assim,
05:35se a gente for analisar o material que constitui esse bonequinho,
05:41não deve custar, sei lá, 200 reais no máximo?
05:44Ah, não, nem isso.
05:44É 50, sei lá.
05:46Mas é muito barato, né?
05:47Meu filho é de 50 reais.
05:49Exato.
05:50Então, o que as pessoas estão,
05:52o que está fazendo as pessoas pagarem,
05:53não é a materialidade do objeto.
05:56É o status, né?
05:58Aquilo que ele significa.
06:00O que é que explica esse desejo, Mano?
06:02Por que as pessoas gastam dinheiro para simbolizar algo?
06:06Pois é, isso simboliza algo, né?
06:09Simboliza que algo está faltando para aquelas pessoas,
06:12que elas não conhecem, não obtêm reconhecimento e pertencimento
06:16por coisas produtivas, coisas efetivas,
06:19e vão buscar esses meios que são instrumentos intermediários para isso.
06:23Mas, espera aí, a propaganda explora muito isso.
06:26A pessoa que tem um pequeno êxito compra uma camisa com uma marquinha aqui já, né?
06:30Eu não vou falar marquinha, mas tudo, você vê lá.
06:33É assim, porque mimetizando o êxito do outro.
06:35A propaganda explora isso demais.
06:37As propagandas de cigarro no passado
06:40mostravam lá o homem de Malboro, etc.
06:43E as pessoas iam fumar o Malboro
06:45achando que era assim o mesmo sucesso do homem de Malboro.
06:48Isso é um fenômeno humano mostrando o seguinte,
06:50há algo de errado no nosso desenvolvimento,
06:54na nossa educação, na nossa formação.
06:56Mas o que causa assim mais, vamos dizer,
07:00eu fico indignado,
07:02é que são destinados às crianças, né?
07:04As crianças já vão crescendo com esse hábito também de
07:07olha, o sinal de status já está
07:08em crianças que vão utilizar isso daí,
07:10que sei lá, tem 4, 5, 6 anos.
07:13Pois é, a propaganda explora a fragilidade humana.
07:19Então, o que acontece?
07:20A criança é o ponto mais vulnerável do sistema.
07:23Se teu filho pedir, você é capaz de comprar.
07:28Ah, não compro não.
07:29Não, não compro não, mas muita gente compra.
07:33Mas quem acabou ganhando nessa história,
07:34não foram as grandes celebridades de S. Peixoto?
07:36Foram, e elas deram assim.
07:39O Labubu, ele foi feito como um símbolo,
07:42um chaveiro, sabe?
07:43Um chaveiro com uma estética um pouco peculiar,
07:47feito para as pessoas comprarem.
07:49Ele nem foi desenvolvido para o público infantil.
07:51Só que ele começou a virar uma tendência
07:53na figura de determinadas personalidades.
07:56Então, a gente vê muito esse aspecto.
07:58Quando a gente tem uma celebridade internacional,
08:01como a Rihanna,
08:02ou com uma celebridade nacional,
08:03como a Virginia, usando,
08:04as pessoas criam um desejo.
08:05Ele é esteticamente muito diferente.
08:08Hoje, até uma influenciadora
08:10foi a público ontem à noite
08:12falar que isso aí é chique,
08:14é brincadeira, né?
08:15Porque é muito feio.
08:16Então, tem essa questão do caricato.
08:18Nós vemos uma moda e um luxo
08:20que era muito...
08:22É como old money,
08:23que é aquela ideia, assim,
08:24tudo fino, tudo clean,
08:25não chamando muito a atenção.
08:27E nos últimos anos,
08:28a gente vê uma estética
08:29mais de brincadeira,
08:31com designs que pegam caixa de ovo,
08:33sapato surrado,
08:35tem marca que está lançando
08:36bolsa rasgada, coisas assim.
08:38Valenciaga.
08:39A gente vê uma mudança no luxo, né?
08:41A gente vê um luxo
08:41que agora é mais brincalhão,
08:43mais ousado,
08:45e as pessoas ficando muito vítimas
08:46desse desejo.
08:47Eu fui olhar e o Lobubu,
08:49eu achei o Lobubu
08:49para vender em uma marca brasileira
08:51e já esgotado.
08:52Mas não deixa de ser meio bizarro, né?
08:54É.
08:55Vamos explorar por esse ângulo também aqui.
08:57É o paradoxo seguinte,
08:59as pessoas buscam se diferenciar
09:02fazendo algo igual
09:03ao que os outros fazem.
09:05Não, paradoxo.
09:05É o novo remorne, então?
09:06Acabou de descrever o imitador aqui.
09:11Fiquei, enfim,
09:12basicamente, enfim,
09:13esse acabou de...
09:14me definindo na largada da minha carreira.
09:18É, é isso aí.
09:19Eu estou vendo.
09:20Tem uma diferença, né?
09:21Você tem a consciência do que faz.
09:22Eu sou arrojado.
09:23Não.
09:24Eu sou destemido.
09:25Eu sou inovador.
09:26Você tem a consciência do que faz.
09:27Você tem uma intenção.
09:28Isso é verdade.
09:29O outro tem uma intenção
09:30não declarada, inconsciente,
09:32que não resolve.
09:32Eu já ia me estrangular com a carapuça,
09:34mas aqui me tiraram, me tiraram.
09:36Ele ia pegar um Lobubu e ia andar.
09:37É muito interessante.
09:41Mano Ferreira, por favor.
09:42Porque tem um pouco
09:43do que as pessoas entendem como sucesso, né?
09:45Porque como é que a pessoa entende
09:46como sucesso imitar o outro?
09:49O que é que explica algo assim?
09:52Porque é quase como
09:52se o sucesso fosse a negação
09:55da liberdade individual, né?
09:56A negação da individualidade.
09:58Se você está só imitando o outro...
10:01Mas, infelizmente,
10:02o mimetismo humano existe
10:04de forma brutal na sociedade.
10:06A maioria das pessoas mimetizam,
10:08copiam, né?
10:10Porque falta, na verdade,
10:11autoconfiança, falta autoestima,
10:13falta reconhecer valores em si.
10:16E as pessoas têm.
10:18É uma questão de buscar,
10:19que encontra.
10:20Mas as pessoas acreditam
10:21tão pouco nas suas possibilidades
10:23que preferem fazer esse caminho.
10:26Eventualmente,
10:27como uma coisa transitória,
10:28pode até ser útil.
10:29Até pode ser...
10:31Até funcionar como uma coisa transitória.
10:33O problema aqui é separar
10:34o que é transitório
10:36do que é contínuo e crescente.
10:39Incapacitante.
10:39E a diferença do que é ser
10:41e do que é parecer, né?
10:42Exatamente.
10:42E essa é a essência de tudo.
10:44Nós vivemos um momento da sociedade
10:45em que o parecer ser
10:47é muito mais forte que o ser.
10:50A ditadura do algoritmo,
10:51meu querido.
10:52A gente segue explorando aqui
10:53o que ela representa,
10:54mas ainda,
10:55Jess Peixoto,
10:56vou surfar aqui na onda
10:57dos labobus
10:57e dos seus lafufus,
10:59dos seus contrapartes lafufus.
11:00Essa comparação constante, né?
11:02Que acaba,
11:03enfim,
11:03todo mundo ficando refém
11:04em algum grau,
11:05acaba que pode nos tornar
11:07vítimas
11:07de algo que se chama
11:09disformia financeira, vai?
11:11Isso.
11:12Que além de prejudicar
11:12a nossa saúde mental,
11:13claro que também afeta
11:14a parte mais sensiva
11:15do nosso corpo humano,
11:16que é o nosso bolso
11:18e a nossa conta bancária.
11:19Como é que você está vendo
11:19esse fenômeno
11:20da disformia financeira,
11:22doutor,
11:22ouvir minha boturra?
11:23Eu acho que é dismorfia.
11:24É dismorfia.
11:26Dismorfia financeira.
11:27Ele está parapraseando
11:28um outro transtorno
11:29que existe
11:30chamado dismorfia
11:31de expressão.
11:35As pessoas têm o complexo
11:37de serem feias
11:38e fazem mil cirurgias,
11:40etc.
11:40A dismorfia financeira
11:42é a mesma coisa.
11:43A pessoa precisa comprar,
11:45consumir,
11:46consumir,
11:46consumir.
11:47É como se ela fosse buscar,
11:49mas é no mesmo caminho
11:50do outro.
11:51Buscar uma forma
11:52de ser reconhecida,
11:53de pertencer
11:54e ela vai comprando
11:56sem noção
11:57e acaba comprometendo
11:59a vida.
11:59Na verdade,
12:00isso não é
12:01um próprio transtorno.
12:02É um sintoma
12:03de outros possíveis
12:04transtornos mais graves.
12:07E é muito comum.
12:08Isso é que foi.
12:09Claro.
12:10Jogadores no jogo
12:12e várias formas
12:13de consumo.
12:14É muito forte.
12:15Jessica Schulte.
12:16Eu acho que tem
12:17uma característica
12:18dessa situação
12:19que é que as pessoas
12:19elas querem aparentar
12:21muitas vezes
12:22uma vida
12:22e um padrão social
12:23de vida
12:24que de fato
12:25a sua conta bancária
12:26não tem.
12:26Então,
12:27pegando um meme
12:27aí da internet,
12:28muitas vezes,
12:29quem já viu aquele
12:30ah,
12:30eu me identifico
12:32como rica,
12:33mas a minha conta
12:34no banco
12:35não é.
12:36Mas o padrão
12:37de vida
12:37é no Instagram,
12:38viagens internacionais,
12:40itens como o Labubu,
12:41você comprar um Labubu,
12:42você recebe um salário mínimo,
12:43o Labubu
12:44custa 3 mil reais
12:45e você compra um Labubu,
12:47você está ali
12:47com uma desmorfia,
12:49você está fora disso.
12:51E a minha pergunta
12:51para o doutor
12:52é a seguinte,
12:53como lidar
12:53com essa pressão,
12:55porque as pessoas
12:56elas se sentem
12:56pressionadas
12:57a perecerem
12:58mais bem-cedidas,
12:59mais ricas
13:00que de fato são
13:01e muitas vezes
13:02se endividam,
13:03fazem crediários,
13:04fazem dívidas
13:05aí para manter
13:06esse padrão.
13:06Como alertar
13:07alguém que pode
13:08estar indo
13:09nesse caminho
13:09e como criar
13:10uma rede de segurança
13:11para essas pessoas
13:12sem parecer
13:13só estar querendo
13:14o senso impositivo
13:15com essa pessoa
13:16ou da forma
13:16como ela vive?
13:18Bom,
13:18a gente tem que tomar cuidado
13:19que muitas pessoas
13:20precisam financiar
13:21coisas a obter,
13:23precisam fazer
13:24comprometimento financeiro
13:26para comprar
13:26uma casa própria,
13:27um carro e etc.
13:28Então assim,
13:29a gente tem que tomar
13:30muito cuidado
13:30para não generalizar
13:31que todas as pessoas
13:32que fazem dívidas
13:34são pessoas
13:35que estão...
13:36Sim,
13:36mas bem duráveis,
13:37né doutor?
13:38Não,
13:38sim,
13:39mas mesmo assim,
13:40mas às vezes as pessoas
13:41compram um BMW,
13:43um carrão
13:44e comprometem a vida toda
13:45porque querem aparentar
13:46com êxito
13:47que não tem.
13:48Então isso é muito comum.
13:49Na verdade,
13:50nós vamos cair na essência.
13:51É a falta de autoaceitação.
13:53Eu estou buscando
13:54a aprovação do outro
13:55mesmo que ocorra risco.
13:57Isso é muito importante.
13:59Infelizmente,
13:59ainda muita gente
14:00na sociedade,
14:01talvez mais gente,
14:03talvez maioria,
14:04precisa mais
14:05prestar conta
14:06ao outro
14:07do que atender
14:08suas próprias necessidades.
14:11Se você vai pegar
14:11os usuários de drogas
14:12são pessoas assim.
14:14Eles precisam,
14:15dão mais importância
14:16ao de fora
14:17do que ao de dentro.
14:19E a gente,
14:20todo o trabalho
14:20das terapias,
14:22os psicólogos,
14:22psiquiatras,
14:23etc.,
14:24até nas religiões,
14:26é ajudar as pessoas
14:27a darem valor
14:28ao de dentro,
14:29prioritário,
14:31a essência
14:32do que ao interessante,
14:34periférico.
14:35Mas infelizmente
14:36a sociedade é
14:37massiva,
14:39maciçamente
14:39contaminada com isso
14:41e há muita exploração
14:43disso.
14:43Você queira ou não queira,
14:44nós estamos criticando
14:45coisas aqui,
14:45mas essas coisas
14:46geram emprego,
14:48geram ganho,
14:49geram imposto,
14:51aumentam o PIB,
14:52não é?
14:53São coisas que têm
14:53resultado na sociedade.
14:55O problema é a pessoa
14:56que se compromete.
14:58Compromete a sua própria vida
14:59e a vida da família,
15:00muitas vezes.
15:01Baita de uma reflexão.
15:02Baita de uma reflexão.
15:03Agora, mano,
15:04reflexão final aqui,
15:06complementando o doutor Wimmer
15:07e a gente segue a gente.
15:08O que eu queria
15:08era que o doutor Wimmer
15:10nos trouxesse
15:10como lidar
15:11se um parente
15:12está com
15:13um comportamento
15:15assim?
15:16Acontece o seguinte,
15:17quem está com
15:18um comportamento
15:18assim,
15:19dificilmente
15:20aceita a argumentação.
15:23E muitas vezes
15:24assim,
15:24uma pessoa em euforia,
15:26na bipolaridade,
15:27ela gasta,
15:28compromete a vida
15:29da família inteira.
15:30Uma pessoa
15:31com transtorno
15:32borderline
15:33compromete
15:34a família inteira.
15:35Ou passou
15:35com transtorno
15:36de caráter.
15:37Então,
15:37as pessoas
15:38raramente
15:39aceitam.
15:40Como na nossa abordagem
15:42que se faz o seguinte,
15:43você precisa pegar
15:43uma pessoa da família
15:45que tenha poder,
15:46tenha credibilidade
15:47sobre aquela pessoa.
15:49E se tem alguém
15:50na família com isso,
15:51a gente tem a chance
15:52de ancorar
15:53uma abordagem.
15:54Se essa pessoa
15:55ser ouvida,
15:56o outro vai levar em conta.
15:57Então,
15:58o que nós temos
15:58que cuidar?
15:59É profundamente
16:00a credibilidade
16:02de pessoas
16:03da família
16:03para poder acessar
16:05quem está com o problema.
16:06Se não tem
16:07credibilidade,
16:08não funciona nada.
16:11E é muito difícil
16:12manter a credibilidade
16:13com pessoas
16:14nessa circunstância.
16:16Então,
16:16resumo da ópera aqui,
16:18dessa ópera
16:18espetacularmente
16:19comandada aqui
16:20pelo doutor Wimmer.
16:21Você é diferenciado,
16:22a gente sempre te recebe
16:23aqui com ansiedade
16:24pelas suas reflexões
16:25e a sua, enfim,
16:26clareza aqui
16:27nos raciocínios.
16:29Basicamente,
16:29o resumo da ópera
16:30é, meu caro David Tarso,
16:31que se você não tiver
16:32condições
16:33de entrar na trend
16:34e comprar o seu
16:35labubu,
16:36não faça isso,
16:37senão você vai ser
16:38fufu.
16:38Então,
16:39não faça isso,
16:40não faça isso.
16:41Preserve-se.
16:42Você não precisa disso.
16:43Você não precisa disso.
16:44Não precisa disso.
16:46E a Jess disse
16:46que vai comprar
16:47depois disso.
16:47A Jess está conseguindo
16:50apertar todos os meus
16:50botões aqui hoje.
16:51Vocês estão acompanhando?
16:52Eu estou vendendo um aqui.
16:57Esse é o doutor Wimmer
16:58que a gente gosta
16:59e que a gente conhece.
17:00Não é isso?
17:01Olha,
17:01a gente...
17:02A gente...
Comentários