00:00As incongruências da filosofia utilitarista face ao libertarianismo, destrinchando os absurdos utilitaristas e ensinando aos seus perpetradores o mínimo para não passarem vergonha.
00:11Boa tarde, este é a Visão Libertária, sua fonte de informação descentralizada e distribuída.
00:16Este artigo foi sugerido por Horschach, escrito por Horschach, revisado por John Hotbird e narrado por Alexander Bard.
00:23O objetivo desta análise é demonstrar que a filosofia utilitarista, diferente do que muitos pensam, não possui qualquer contato sensível com a realidade.
00:31É comum que essa vertente filosófica seja atrelada à tomada de decisões nos campos práticos, envolvendo ações que de fato visam solucionar os problemas diversos da sociedade.
00:42Essa curiosa tendência costuma gerar situações no mínimo cômicas, onde personagens políticos acreditam estar se distanciando de uma abordagem filosófica e abstrata ao utilizarem o utilitarismo como sinônimo absoluto de ação prática, dissociada do campo das ideias.
01:00Um exemplo disso foi visto em uma entrevista recente ao Arturo Duval, do canal Mamãe Falei, sendo intermediada pelo canal Universidade Libertária e estando o vídeo hospedado no canal do Alexandre Porto.
01:12Mas devemos questionar qual é o parâmetro basilar utilizado pelos utilitaristas para defender suas decisões.
01:19Primeiramente, antes que os argumentos contrários sejam dispostos, devemos compreender um pouco mais a respeito dos fundamentos utilitários.
01:28O utilitarismo é uma vertente ética que advém do consequencialismo, sendo defendida principalmente pelos filósofos Jeremy Bentman e John Stuart Mill.
01:37Em sua composição básica, a visão utilitarista afirma que as ações são benéficas e preferíveis quando tendem a promover o bem-estar coletivo, sendo consequentemente negativas e indesejadas quando não tomam, como norte, a felicidade de toda a sociedade.
01:54Encontra-se nessa formulação a pressuposição de um princípio normativo de máximo bem-estar, onde as ações seriam delimitadas pelo seu impacto social negativo ou positivo.
02:06Ao se analisar esse breve resumo do conceito utilitário fundamental, parece coerente que uma pergunta de extrema relevância surge de imediato, ao menos nas mentes mais atentas.
02:17É possível, de maneira indisputável, concluir quais ações irão resultar na absoluta felicidade ou infelicidade de um coletivo social?
02:26Isso não me parece remotamente possível. A felicidade é um termo de enorme fluidez, podendo ser saciada de diversas formas em concordância com a subjetividade de quem a experimenta.
02:37Além disso, mesmo que considerássemos a felicidade como conceito objetivo, os caminhos para o como cansá-lo continuariam a gerar interminável conflito.
02:46Afinal, não se pode esperar consenso universal quanto a qualquer assunto que seja.
02:51Dito isso, conhecendo a fluidez conceitual da felicidade e a impossibilidade de se determinar um consenso sobre como cansá-la,
02:58não sobram dúvidas de que a filosofia utilitarista demanda a arbitragem humana.
03:03Não há possibilidade de se encontrar qualquer sustentação à visão utilitarista que apresente como argumento algo além de um arbítrio.
03:10É claro, alguns arbítrios podem ser muito refinados, bem pesquisados e examinados através de experimentos sociais que deem respaldo ao objetivo que se almeja.
03:20Mas como decidir qual deles é o correto quando não há fundamento que se sobreponha à mera felicidade arbitrária?
03:26Acredito que neste ponto já esteja claro o enorme distanciamento entre utilitarismo e realidade, permitindo prosseguimento ao seu contraponto.
03:35Qual é a solução libertária para o ciclo vicioso do utilitarismo?
03:38Se você, ouvinte, acompanha o canal há algum tempo, deve saber que a resposta nada mais é que a ordem natural.
03:44Ao contrário dos utilitaristas que observam a realidade e tentam adaptá-la à sua própria subjetividade imposta sobre o coletivo,
03:52o libertarianismo parte das premissas éticas racionais e jus naturais, que não surgem de mera arbitragem, mas que são alcançadas a partir da realidade em si mesma.
04:01O anarcocapitalismo não é o único sistema político-econômico válido porque confere maior felicidade ao bem-estar,
04:07mas porque é o único sistema que se adequa às leis de a presença na realidade.
04:12Em outros vídeos do canal, é possível encontrar o passo a passo argumentativo dedutivo que demonstra o direito da propriedade e todas as suas implicações lógicas.
04:21O objetivo deste vídeo, em particular, não é abordar cada um desses argumentos, tendo em vista o extenso conteúdo sobre o assunto,
04:28mas sim expor a completa incompatibilidade de ideologias utilitárias com a lei natural.
04:34Alguém poderia dizer que o caráter arbitrário, ao menos em certa extensão limitada, se mantém mesmo que a lei natural seja exposta.
04:42Afinal, por que eu deveria me subordinar a essas leis caso não concorde com elas?
04:47Esse é, inclusive, um argumento utilizado por aqueles que dizem que a ética argumentativa hopiana cai na guilhotina de Hume,
04:54conceito que diz ser impossível derivar um dever ser de um determinado estado de coisa atual.
05:00A solução para esse problema está na simbiose entre o fato e valor,
05:04que, para o espanto de muitos, não são alheios um ao outro,
05:08sendo indissociáveis na visão de figuras como Aristóteles e Tomás de Aquino.
05:13Ao se determinar uma lei natural, esta assume caráter normativo,
05:16pois, ao descrever a realidade como ela é, traz consigo uma valoração intrínseca.
05:21Nesses termos, em uma sociedade consciente da ordem natural,
05:24agir contrariamente à lei seria não adequar-se aos seus preceitos objetivos,
05:30nada tendo a ver com a arbitrariedade e bem-estar coletivo.
05:34Ante todo o exposto, ficam evidentes as incongruências do utilitarismo e a superioridade do libertarianismo.
05:42Poderia ainda tratar do perigo evidente às liberdades individuais quando regidas por um governo arbitrário.
05:48Mas, tendo em vista a atual situação do país,
05:51e o extenso acompanhamento feito pelo canal da tirania estatal em tempo de pandemia,
05:56não penso ser necessário me alongar para que me faça compreender.
06:00Obrigado pela sua audiência.
06:01Até a próxima!
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