00:00Dado que a ciência jamais chega a conclusões absolutas, por quanto tempo ainda vão fingir
00:06que a hidroxicloroquina não tem comprovação científica?
00:10Esse é o Visão Libertária, sua fonte de informações descentralizadas e distribuídas.
00:17Quando a recente pandemia se iniciou, logo foi levantado que o remédio cloroquina, ou
00:21sua variação mais leve, a hidroxicloroquina, era efetiva para diminuir os efeitos da doença.
00:28A cloroquina é um remédio usado há mais de 70 anos, barato, sem nenhuma patente válida,
00:33de certa forma, o melhor tipo de remédio possível em uma pandemia.
00:38Porém, faltava, evidentemente, um estudo que comprovasse essa eficácia contra o vírus
00:43atual.
00:44A questão da eficácia de um remédio em uma doença é algo complicado de verificar, porque
00:48até efeitos psicológicos podem acontecer.
00:51A única forma de realmente verificar esse tipo de coisa é um estudo chamado duplo-cego
00:56randomizado, em que um grande número de pessoas participam de um teste, todas recebem um remédio,
01:02mas apenas alguns são remédio real, outros são o chamado placebo, ou seja, uma pílula
01:08que não tem nada, só tem farinha ali.
01:10Define-se quem recebe o remédio e quem não recebe de forma aleatória, porém respeitando
01:15fatores como idade, sexo, etc.
01:17A dificuldade de fazer um teste desse tipo no meio da pandemia é que, se o remédio for
01:23efetivo, você está condenando as pessoas aleatoriamente, aquelas que foram selecionadas
01:28para tomar o placebo, a uma chance maior de morte.
01:32O que vale nesse caso não é uma resposta simples.
01:35Embora no início da pandemia não houvesse comprovação científica da eficácia da cloroquina,
01:41A questão da segurança, por outro lado, sempre foi bem clara.
01:44A hidroxicloroquina, em sua dosagem padrão, é tomada continuamente por centenas de pessoas
01:50no mundo todo para tratar malária e doenças reumáticas.
01:54Até mulheres grávidas podem tomar cloroquina.
01:57Lógico, é sabido que a interação remédio-doença pode gerar outros efeitos além dos anteriores.
02:04Então, mesmo que seguro para outras doenças, poderia, em tese, não ser seguro no caso
02:09do vírus do Partido Comunista Chinês.
02:11Mas veja, a cloroquina já havia sido usada no vírus da SARS e da MERS, que é o mesmo
02:17tipo de vírus.
02:18Embora essa possibilidade de ter uma interação específica com esse vírus exista, a chance
02:24é pequena em um remédio com tantos anos de aplicação e uso contínuo.
02:28Veja, não é que não existam efeitos colaterais da cloroquina.
02:33Todo remédio tem, a questão é que são improváveis e geralmente não críticos.
02:38A situação no início da pandemia, lá em março, abril, portanto, era que tínhamos
02:43uma droga que, embora fosse segura, não havia certeza de que era efetiva para tratar
02:49a doença.
02:50Em paralelo, várias outras iniciativas de novas drogas, vacinas, estavam sendo desenvolvidas.
02:56Porém, é importante notar a dificuldade de tais desenvolvimentos.
03:00Ter um novo remédio ou vacina requer geralmente muitos anos de pesquisa e teste.
03:06Porque, mesmo quando já se tem um remédio com comprovação de que funciona, é preciso
03:11um grande e amplo teste para saber se é seguro efetivamente, se não causa efeitos colaterais
03:16lá na frente, mais adiante.
03:19O fato é que, até o momento, não temos nenhuma vacina ou outro remédio que possa ser candidato
03:25no lugar da cloroquina.
03:26Cheguei a fazer vídeos na época para expressar a minha opinião que, sinceramente, se eu tivesse
03:31a doença, eu tomaria cloroquina.
03:33É uma questão simples de custo-benefício, o risco é baixo, o preço é baixo, e, embora
03:38o resultado seja incerto, o risco negativo é pequeno, portanto, a gente tenta.
03:44Pior que pode acontecer, não acontecer nada.
03:46Portanto, embora eu tivesse deixado claro nos vídeos que fiz em março que não tinha
03:51certeza se tal remédio tinha eficácia ou não, eu achava muito positivo seu uso e achava
03:56que testes deveriam ser feitos.
03:58Pois bem, a minha visão sobre isso mudou, justamente porque muitos estudos foram feitos
04:03com a cloroquina, o que era de se esperar, com uma pandemia rondando o mundo e causando
04:08um grande número de mortes.
04:09Muitos, muitos estudos científicos foram feitos, verdade que poucos usando o padrão
04:14duplo cego randomizado, é fato, devido ao dilema ético que eu mencionei acima, no meio
04:20de uma pandemia, você vai negar o remédio a um grande número de pessoas, isso é realmente
04:25um problema.
04:26Alguns estudos observacionais, ou seja, que comparam resultados de doentes que tomaram
04:31e não tomaram a cloroquina.
04:33Como esperado, estudos tiveram resultados diferentes, principalmente pelo fato de não serem estudos
04:38duplo cego aleatórios, apenas observacionais.
04:41O site c19study.com compila todos os testes realizados com a cloroquina publicados no mundo
04:48todo esse ano, principalmente quando publicados em revistas respeitáveis e divulgados pela
04:53mídia.
04:54Nessa compilação, a maior parte dos estudos mostra sim resultados benéficos, principalmente
05:00quando a cloroquina é usada nos primeiros estágios da doença logo que você tem sintomas.
05:06Alguns poucos mostram resultados ruins, dizendo que não há eficácia.
05:10Os dois únicos estudos que mostravam efeitos adversos, risco de ataque cardíaco ou arritmia,
05:16foram descartados, posto que foram retratados por seus autores.
05:20Já falamos sobre eles em vídeos anteriores.
05:23Os estudos eram verdadeiras fraudes, claramente com o objetivo político ou econômico de impedir
05:29o uso do remédio.
05:31Não há outra explicação.
05:32Não há como esses estudos terem sido feitos meramente por inocência ou erro do pesquisador.
05:38Por outro lado, estudos que apontam a eficácia da cloroquina, tivemos vários no início de
05:44julho.
05:45O que foi reportado pela rede de hospitais Henry Ford, por exemplo, nos EUA, com uma gama
05:50ampla de pacientes, mais de 2 mil pacientes tratados, os que receberam a cloroquina tiveram
05:55o dobro de chance de sobreviver.
05:58Mas esse é só um estudo.
05:59Como falamos no site C19Study, a ampla maioria é positiva, principalmente em tratamentos no
06:06início do ciclo, assim que a doença tem seus primeiros sintomas.
06:10Curioso que temos de um lado muitos médicos advogando pelo uso do remédio e de outro muitos
06:15governos e entidades supranacionais advogando contra.
06:19Vários médicos dizendo que é claro o resultado quando você vê isso lá na ponta.
06:24E do outro lado, a FDA, OMS e muitas mídias tradicionais dizendo que não há nenhuma comprovação.
06:32Lógico, isso só ressalta o problema que eu levantei no meu último vídeo.
06:36A questão se tornou política.
06:37Por que ela se tornou política?
06:39Por que tem gente torcendo contra um remédio?
06:42Eu não sei.
06:43Mas é fato que ela se tornou.
06:44Está claro isso.
06:45E como é o lado político geralmente que nega a eficácia, o lado da mídia, o lado
06:50de grandes organizações governamentais ou supra governamentais, ao passo que a maior
06:56parte dos médicos mostra que seus efeitos são positivos, eu me sinto muito tranquilo
07:00de tomar a minha decisão pessoal tranquila e consciente.
07:04É lógico que ciência não é uma democracia do tipo quem tem mais estudos de um lado vence.
07:09E também é importante lembrar que ciência jamais admite um consenso forçado.
07:14Cada pessoa deve ser livre para, dadas as evidências apresentadas, tomar sua decisão.
07:19Eu, de minha parte, parece claro para mim que sim, o remédio tem eficácia comprovada.
07:25Não admito mais dizerem para mim que é um remédio sem eficácia comprovada ou que ainda
07:30faltam testes.
07:31Não, já tem testes mais do que suficientes.
07:32E como também não aceito discutir questões que para mim estão fechadas.
07:36A terra é uma esfera.
07:38É óbvio.
07:39Eu reconheço o direito de cada um ter a sua visão de qualquer coisa, mas não vou me dar
07:43ao trabalho de discutir com alguém esse ponto porque me parece besteira sem sentido.
07:47Sim, vacinas funcionam.
07:49Em sua maior parte são sim coisas boas.
07:51Eu me ressalvo apenas nesse momento o direito de não aceitar vacinas criadas às pressas
07:57e sem um tempo de teste adequado, mas continuo acreditando no princípio científico por trás
08:03das vacinas e pretendo continuar me vacinando contra a gripe todos os anos como sempre tenho
08:08feito.
08:09Sim, evolução por seleção natural é claramente a forma como chegamos aqui.
08:13De novo, não quero forçar minha visão de mundo a ninguém, mas para mim esses são
08:17assuntos fechados e nesse rol agora eu incluo a hidroxicloroquina que tem resultados favoráveis
08:23na febre de Wuhan.
08:25Lógico, não quer dizer que você tomar a cloroquina você está salvo, nenhum remédio
08:30tem 100% de eficácia, mas o nível de estudos feitos apresenta sim claramente melhoria em
08:36algum grau.
08:37Oficialmente para mim essa conversa se encerrou.
08:39Mas ressalto que essa é a minha opinião pessoal, o grande erro são justamente pessoas
08:44que acham que podem definir um padrão de atuação para as demais, como governos que
08:49proíbem ou obrigam o uso de remédio.
08:52Ciência é oposta ao consenso.
08:54Se aparece um cientista para você falando de consenso científico, saiba que esse cara
08:59é um político, não é um cientista.
09:02Todo mundo que quer forçar uma decisão sua com base em um suposto consenso de cientistas,
09:08está só usando aquele bordão cômico.
09:10porque, no final, a ciência é sim algo importante que as pessoas devem considerar, mas devem ser
09:19convencidas pelos estudos e pela forma como eles são apresentados.
09:23Jamais podem ser usadas para forçar pessoas a fazer alguma coisa.
09:27Daí não é mais ciência, é cientificismo.
09:29É usar jargão de ciência para enganar pessoas a fazerem algo que você quer que elas façam.
09:36Obrigado pela audiência, esse artigo foi escrito e narrado por Peter Turguniev.
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09:50avisado de novos vídeos.
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09:59Até a próxima!
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