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Michel Temer anunciou no programa Só Vale a Verdade se o Brasil precisa de um projeto de governo. Segundo ele, gestões anteriores, como a de Fernando Henrique Cardoso, Juscelino Kubitschek e até o dele mesmo tinham planos definidos, com metas estabelecidas, mas o atual governo Lula “parece tomar decisões aparentemente repentinas”.

Assista ao programa completo: https://www.youtube.com/watch?v=wgRRf0z5ajg

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Transcrição
00:00Tá, o senhor fez menção rapidamente à questão de ter um projeto para governar o Brasil, né?
00:06E eu, quando eu converso com várias pessoas, inclusive no nosso outro programa, Visão Crítica,
00:11vários dos convidados falaram, precisamos ter um projeto nacional, precisamos saber para onde nós vamos,
00:17como os outros países, né? E nós estamos meio perdidos, né?
00:20E se colocando a necessidade que em outras épocas da história do Brasil nós tínhamos amplitude de projetos,
00:26tanto da direita, do centro, da esquerda e assim por diante.
00:30Bem, no momento a situação é bem complicada.
00:32O senhor lançou essa ideia na semana passada e teve pessoas no campo que se chama de direita ou de extrema direita
00:39que não foram muito simpáticos à colocação que o senhor fez e responderam duramente.
00:45Eu até brinquei no início, no nosso encontro, que o escritório político do senhor está virando quase um centro de Romaria, né?
00:52Então, uma espécie de juazeiro lá do crato.
00:56Todo mundo está indo procurar o senhor por ouvir, certamente porque sabe o que o senhor tem alguma coisa a dizer,
01:01senão não iam procurá-lo.
01:02Isso me parece óbvio.
01:04O que é possível pensar em termos de um projeto que faça o Brasil sair dessa polarização tenebrosa
01:10que vivemos há muitos anos, não é de agora,
01:13e construir essa ideia de pertencimento, de nacionalidade,
01:17e que o país possa voltar a crescer, crescer de forma sustentável,
01:21enfrentar os grandes problemas sociais e em outros, eu sei que não é tão fácil,
01:25não é uma varinha de condão, voltar a ter civilidade na política.
01:30É, você sabe, é interessante, eu tinha, quando cheguei à presidência,
01:35é claro que eu tinha uma certa quilometragem, né?
01:37Sim.
01:37Passando pela Câmara, secretarias, vice-presidência, né?
01:42Mas eu logo percebi que, por exemplo, na economia, você não resolve nenhum passo de mágica.
01:48Não adianta ter uma regra legal que, por exemplo, reduz os juros.
01:52Não é possível isso.
01:54E como eu percebi isso, minha equipe percebeu isso,
01:57o primeiro ato que nós praticamos foi o chamado teto para os gastos públicos.
02:01Porque você precisa dosar o que você gasta a fim de não aumentar a dívida pública.
02:06Porque dívida pública você paga juros, juros é coisa que você paga,
02:10vai embora, não volta nunca mais, não é?
02:12Então, quando nós tivemos o apoio do Congresso para o teto,
02:18porque o teto é uma coisa, digamos assim, que prejudica o presidente da República,
02:23o presidente fica em possibilidade de praticar medidas populistas,
02:27até os parlamentares, que dependem das verbas lá, dos seus municípios e estados,
02:31mas, mesmo assim, o Congresso aprovou e aprovou para uma fartíssima maioria,
02:35quando eu percebi que eu tinha apoio do Congresso.
02:38E depois isso me permitiu ir para as outras reformas,
02:43trabalhista, previdenciária, educacional, leis das estatais, etc.
02:49E este conjunto é que permitiu a redução dos juros e a redução da inflação.
02:56A inflação estava em 10,6, eu entreguei com 2,75, juros estavam em 14,50, entreguei com 6,5.
03:04Mas porque eu entendi que a economia, ela se resolve por meio de várias medidas.
03:09Por que eu digo isso?
03:10Porque quem agora quiser propor um programa, não serão aqueles 500 páginas que vão para o Tribunal Eleitoral.
03:16Serão 20, 30 páginas em segurança pública, o que se deve fazer é 1, 2, 3, 4.
03:22Em saúde, o que se deve fazer é 1, 2, 3, 4.
03:27Em educação, ensino em tempo integral, 1, 2, 3, 4.
03:32E vai dizendo rapidamente o que é.
03:35Esta é a maneira, até uma homenagem ao eleitorado.
03:38Porque o eleitor, não é verdade?
03:40O eleitor hoje, mas o que vai acontecer com o país?
03:43A pergunta, o que vai acontecer com o país?
03:45Instabiliza da insegurança social, diferentemente.
03:48Juscelino, que você mencionou.
03:50Tinha um plano de metas, não é verdade?
03:52E cumpriu o plano de metas.
03:54O Fernando Henrique tinha um plano quando chegou ao governo.
03:59O Sarney, de alguma maneira, com a história da redemocratização,
04:02e com a história dos programas sociais, tinha um programa.
04:06Eu próprio, quando cheguei, acidentalmente, no governo, em face do impedimento,
04:12da senhora presidente, eu tinha a ponte para o futuro.
04:14Tudo o que eu fiz estava lá, na ponte para o futuro.
04:17Então, o que as pessoas querem, e é isso que eu ouço no meu escritório,
04:21as pessoas perguntam, qual é o projeto para o país?
04:24Eu vejo que, no presente instante, as coisas vão sendo tomadas repentinamente.
04:29Vamos aumentar a IOF.
04:30E daí se delibera aumentar o IOF.
04:33E eu acho que se tudo isso fizesse parte de um plano de governo,
04:36você, quando votasse, você saberia,
04:39olha, vai ter aumento de IOF, vai ter aumento disso e daquilo,
04:42vai ter redução do imposto de renda.
04:44Você tem um programa de governo.
04:47Acho que isso é que pode, digamos assim, mobilizar a sociedade.
04:51E, ademais disso, para falar da civilidade,
04:55acho que é preciso um pouco isso, sabe, uma certa liturgia.
04:59As pessoas, as palavras, elas são venenosas, muitas vezes.
05:05As frases são venenosas.
05:06Então, quem está no poder tem que tomar muito cuidado com o que diz.
05:10E, quando disser, tem que dizer uma palavra de pacificação,
05:15e não uma palavra de agitação, de radicalização.
05:20Eu visitei lá na África do Sul, vi lá um museu do Mandela,
05:24que ficou 27 anos preso.
05:26Quando ele saiu, o que é que ele pregou?
05:29A unificação da África do Sul e a pacificação com os brancos.
05:34Virou uma entidade, uma figura internacional.
05:39Então, eu acho que, aliás, de vez em quando me dizem,
05:42o Temer, vem cá, você fica falando em pacificação?
05:45Isso não é bobagem, ninguém acredita nisso.
05:47Eu só digo, olha, eu vou dar um exemplo para vocês.
05:50Gandhi e Mandela foram dois pacifistas.
05:53São lembrados em todos os momentos.
05:55Hitler e Stalin eram belicistas.
05:58São detestados a todo momento.
06:00Então, vale a pena pegar a pacificação.
06:01É, boa.
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