Pular para o playerIr para o conteúdo principal
O Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, fez um pronunciamento nesta sexta-feira (23) em São Paulo, detalhando o bloqueio de R$ 31 bilhões no Orçamento e as novas medidas para controlar os gastos públicos. Haddad também falou sobre o recuo do governo, que revogou parte dos aumentos do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Para falar sobre o assunto, o Morning Show entrevista o economista Jason Vieira.

Assista ao Morning Show completo: https://youtube.com/live/GAuQeGd10lo

Baixe o app Panflix: https://www.panflix.com.br/

Baixe o AppNews Jovem Pan na Google Play:
https://bit.ly/2KRm8OJ

Baixe o AppNews Jovem Pan na App Store:
https://apple.co/3rSwBdh

Inscreva-se no nosso canal:
https://www.youtube.com/c/jovempannews

Siga o canal "Jovem Pan News" no WhatsApp:
https://whatsapp.com/channel/0029VaAxUvrGJP8Fz9QZH93S

Entre no nosso site:
http://jovempan.com.br/

Facebook:
https://www.facebook.com/jovempannews

Siga no Twitter:
https://twitter.com/JovemPanNews

Instagram:
https://www.instagram.com/jovempannews/

TikTok:
https://www.tiktok.com/@jovempannews

#JovemPan
#MorningShow

Categoria

🗞
Notícias
Transcrição
00:00Agora, olha só, pessoal, virando a página aqui, dando sequência ao nosso programa de hoje,
00:03ainda sobre esse cabo de guerra fiscal, financeiro e também da sanidade das contas públicas brasileiras
00:11vindo diretamente da equipe do Ministério da Fazenda de Fernando Haddad.
00:15Foi essa equipe, pessoal, que recuou sobre o aumento da cobrança do IOF, certo?
00:21Talvez tenha repercutido mais do que o próprio aumento,
00:25que passaria a ser de 3,5%, isso anunciado ontem.
00:29E por isso mesmo que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, fez um comunicado à imprensa nessa manhã de sexta-feira
00:34e a nossa repórter Bia Manfredini se junta a nós aqui ao vivasso no Morning Show,
00:39participou da coletiva, sabe todos os detalhes e vai poder trazê-los agora com precisão.
00:43Bom dia, Bia, você me ouve bem.
00:47Inclusive, daqui a muito pouco teremos a Bia, então, podendo trazer todos os detalhes,
00:51mas desenhando aqui da forma mais didática para entendermos como que isso pode impactar
00:56e nossa capacidade dos investidores realmente se engajarem e proporem soluções
01:00para a economia brasileira nesse momento tão difícil, né, Mano Ferreira?
01:04Traz para a gente.
01:04Marinho, em primeiro lugar, improviso.
01:07A gente está diante de um leve traz, um vai e volta do governo,
01:12parece o Ronaldinho Gaúcho, né?
01:13Olha para um lado, toca para o outro.
01:15Toca e levou.
01:15É uma situação completamente inadequada na forma de gerir a política econômica brasileira.
01:26Em primeiro lugar, vale dizer, o relatório bimestral das contas mostrou o que nós já alertávamos
01:33desde o ano passado, que as estimativas de arrecadação estavam acima do que de fato seria
01:42e que as estimativas de gasto estavam abaixo do que efetivamente seria.
01:48Ou seja, o governo estava tentando maquiar as contas de uma forma que foge da realidade.
01:56Então, a primeira coisa é, a coletiva de ontem reconheceu isso ao mostrar o rombo,
02:03a distância entre o que o governo prometeu que seria a trajetória das contas públicas
02:10e aquilo que efetivamente está sendo a trajetória das contas públicas.
02:15Para lidar com isso, vieram mais uma vez com a proposta de aumento de imposto.
02:20Não é nada tão surpreendente para um ministro conhecido como taxade.
02:24Foi mais uma proposta de taxação para cima do lombo do pagador de impostos brasileiro,
02:31que já não aguenta mais pagar tantos impostos.
02:34Obviamente, repercutiu super mal e aí, às 23h32 da noite,
02:40o Twitter do Ministério da Fazenda traz o anúncio de que, pegadinha do malandro,
02:47a medida de aumento de imposto, na verdade, não vai ser como a gente tinha planejado,
02:53preparou e anunciou numa coletiva diante do país inteiro.
02:57É muito improviso, é o governo realmente perdido como uma barata tonta.
03:04E, claro, a gente se referiu aqui ao IOF, pessoal.
03:07É claro que eu me refiro ao imposto federal, é o imposto sobre operações financeiras,
03:11incide ali sobre diversas transações financeiras, incluindo crédito, câmbio, seguros,
03:16até para investimentos estrangeiros, afetaria fundos nacionais aqui diretamente.
03:20Ensai era um aumento para 1,1%, normalmente ali a alíquota padrão de 0,38.
03:25Agora sim, deram aquela bela recuada depois da represália e assim seguimos nessa bateção de cabeça.
03:30Mas para entender os detalhes aqui, ainda sem emitir qualquer opinião mais contundente,
03:34eu proponho que a gente ouça aqui com precisão a nossa repórter Beatriz Manfredini.
03:38Sabe todos os detalhes, esteve na coletiva do ministro Haddad
03:40e poderá trazer aqui, enfim, da forma mais precisa possível.
03:44Vai que é sua, Bia.
03:48Oi, Marinho. Bom dia para você, para todo mundo aí no Morning Show,
03:51também para quem nos acompanha aqui na Jovem Pan.
03:53Pois é, a gente segue aqui no escritório do Ministério da Fazenda em São Paulo,
03:57local em que o ministro Fernando Haddad falou, por volta das oito e meia da manhã então,
04:03sobre o recuo de uma das mudanças que tinham sido anunciadas ontem.
04:09O recuo especificamente foi sobre a revogação,
04:12então eles revogaram a alta da alíquota do IOF, o Imposto sobre Operações Financeiras,
04:18para aplicações de investimentos de fundos nacionais no exterior.
04:24Eles tinham colocado ali uma alíquota de 3,5% e voltam atrás, então,
04:29ela volta a ser mantida zerada.
04:33Isso, essa decisão foi tomada durante a noite, então,
04:36depois daqueles anúncios.
04:38E hoje, cedinho, já tinha uma publicação no Diário Oficial da União,
04:42numa edição extra, falando dessa revogação em específico.
04:46De acordo com o ministro Fernando Haddad, logo depois do anúncio,
04:50diversos agentes e autoridades do mercado entraram em contato com o Ministério da Fazenda,
04:56dizendo que havia um problema nessa medida em específico.
05:00Os técnicos do Ministério da Fazenda, de acordo com o ministro,
05:03analisaram e realmente entenderam que havia ali um problema e decidiram, então, recuar.
05:09O ministro disse que o governo federal e o Ministério da Fazenda fazem ajustes a todo momento
05:14e que eles não têm problemas ou medo em recalcular a rota.
05:19E que ações e decisões como essas são comuns.
05:23Fernando Haddad disse ainda que esse, então, é um dispositivo que acontece,
05:27que é um dispositivo de praxe do Ministério da Fazenda,
05:30e que o pacote anunciado ontem de medidas de corte,
05:34ele fica ali na casa dos 54 bilhões de reais, mais ou menos,
05:38considerando todos os cortes propostos.
05:40E que com esse recuo, com essa alteração que foi feita, então, ontem à noite,
05:44agora pela manhã, né, foi efetivada, foi realmente ali falada pelo ministro,
05:49o impacto é pequeno.
05:51De acordo com ele, é um impacto de apenas 2 bilhões de reais
05:54dentro desses 54 bilhões previstos em cortes.
05:58Então, ele não espera uma reação ruim do mercado,
06:01e disse que o anúncio estava previsto para acontecer mesmo logo pela manhã,
06:05antes que o mercado abrisse, justamente para que ele já soubesse,
06:08se pudesse se preparar, então, para o que estivesse ocorrendo.
06:12O ministro falou ainda que nenhuma das medidas anunciadas pelo governo federal ontem
06:16afetam pessoas físicas.
06:18Quando ele foi questionado especificamente sobre as compras com cartão de crédito no exterior,
06:24ele disse que não há um aumento da alíquota,
06:26e sim algo que chamou de equalização.
06:29A gente tem um trecho, vamos acompanhar.
06:31Crédito pessoa física está totalmente excluído da medida.
06:35Então, consignado, cheque especial, cartão de crédito,
06:40está tudo excluído da medida.
06:42Não tem nada que afete o CPF das pessoas.
06:45Mas tem o cartão, né?
06:47O cartão de crédito não foi afetado.
06:49Compras do exterior?
06:50Não.
06:51Não, foi equalizado, porque sempre foi...
06:53Mas subiu?
06:53Sempre, não, sempre, a alíquota sempre foi superior a 3%.
06:58Sempre foi.
06:59Mas vinha numa queda, né, ministro?
07:00Vinha numa queda e agora vai voltar a subiço, não é?
07:03Não teve uma queda.
07:05Nós estamos praticando o IOF menor do que o governo anterior.
07:10Pode checar.
07:10Segundo o ministro, portanto, o IOF segue menor do que o governo anterior,
07:19mas ele disse, então, que com essa equalização,
07:21brechas que existiam para se cobrar mais ou menos,
07:25passam a não existir mais.
07:26Isso é um resumo um pouco dessa coletiva de imprensa, então,
07:29do ministro Fernando Aldade.
07:31O recuo segue valendo, então,
07:33e as outras medidas também ainda serão melhor detalhadas,
07:36as cortes, em quais ministérios, tudo isso está previsto também ainda
07:39para os próximos dias, mas o impacto desse recuo,
07:43de acordo com o ministro, é de 2 bilhões
07:45e não demonstra nenhum tipo de falha ou de má comunicação
07:48no governo, uma vez que ele reforçou
07:50que essas medidas de ajustes são comuns e necessárias.
07:54Marinho.
07:55É isso aí, Bia Manfredini.
07:56Obrigado aqui, sempre precisa.
07:57Bom trabalho por aí.
07:59Agora, Rafael Rezende, se você me ajudar aqui a nossa audiência
08:03a entender exatamente, claro que se você não investir,
08:05enfim, em mercados estrangeiros,
08:07talvez as pessoas já achem que isso aí não,
08:09isso aí só afetaria um bando de barão de bucho cheio,
08:12como diria o nosso Ciro Gomes.
08:13Agora, voltando aqui à realidade,
08:15o fato é que respingaria, sim, muito provavelmente,
08:17a incapacidade de fundos nacionais
08:19terem acesso a esses mercados internacionais,
08:21eles lucrariam menos, enviariam menos,
08:24enfim, teriam menos acesso a esses mercados lá fora
08:26e, lógico, isso poderia desbalancear o nosso câmbio aqui,
08:28afetando o dólar e dólar, como a gente sabe,
08:30pode afetar a sua viagem,
08:32enfim, até encarecendo produtos importados.
08:34Então, é sempre o efeito cascata
08:36que, no meio de tantos indicadores,
08:38de números, de estatísticas,
08:39fica esse amaranhado todo,
08:40achando que é só uma coisa muito técnica e inacessível,
08:43mas, na prática, no dia a dia,
08:45o custo chega e esse não falha de chegar,
08:48esse sempre chega, né?
08:49Não, exatamente, Marinho.
08:50Esse tecniquês, obviamente,
08:52é mais difícil das pessoas compreenderem
08:54com uma maior facilidade, né?
08:56Mas essa questão do improviso,
08:58até que o Mano trouxe aqui para nós,
09:00para o debate,
09:01é algo fundamental,
09:03que as pessoas precisariam estar de olho.
09:05Porque, veja,
09:06as contas públicas do nosso país,
09:07elas estão problemáticas.
09:09Isso já está posto e já está muito claro,
09:10já está mais do que comprovado.
09:12Na nossa casa,
09:13no nosso dia a dia,
09:15como que nós trabalhamos com o nosso dinheiro?
09:18Nós temos um salário X
09:19e nós não podemos gastar mais do que esse salário,
09:22senão a gente não fecha o nosso mês.
09:24Quando acontece de gastarmos mais do que o nosso salário,
09:27nós entramos em dívidas,
09:29essas dívidas geram juros,
09:30vai virando uma bola de neve,
09:31daí por diante.
09:32Mas sabe qual é a diferença fundamental,
09:34Marinho e quem está nos assistindo?
09:36Quando isso acontece conosco,
09:38com o brasileiro comum,
09:39vamos dizer assim,
09:40nós temos que trabalhar,
09:42nós temos que nos virar
09:43para colocar depois as contas em ordem.
09:45E por muitas vezes não conseguimos.
09:47Não por falta de tentativa,
09:49mas por intempéries mesmo do modelo,
09:52do dia a dia.
09:54Agora, com o governo é o contrário.
09:56O governo joga,
09:58os governos jogam as contas públicas no vermelho,
10:01jogam no buraco
10:02e na hora que precisa se salvar,
10:05recorre ao aumento de imposto.
10:07Ou seja,
10:07nós pagamos pelo erro cometido pelos governos,
10:11pelos sucessivos governos.
10:12E isso é uma injustiça, sim, gigantesca.
10:15É, tem jeito.
10:16Os fundos ficariam mais caros e menos acessíveis, obviamente.
10:21E diante disso,
10:22se você investe em qualquer fundo de previdência,
10:24multimercado,
10:24ou se você tem ações que de alguma forma
10:27são aplicadas fora do Brasil,
10:29os seus rendimentos cairiam.
10:31E claro que seria, enfim,
10:32teria uma...
10:33Você aumentaria da alíquota de 0,38%,
10:36aumentaria três vezes,
10:37triplicaria o custo
10:39para qualquer fundo nacional,
10:41fundo brasileiro,
10:42fazer investimentos
10:43nos mercados estrangeiros.
10:45Claro que isso respingaria em algum grau
10:47até no cidadão comum, pessoal.
10:48Então, olha, sem nenhuma surpresa,
10:51diante desse quadro todo,
10:52é claro que essa pauta do imposto
10:54sobre operações financeiras,
10:56o famoso IOF,
10:57viralizou.
10:58E também essas manobras aí de vai e volta,
11:00essa gangorra eterna do governo,
11:01repercutiu e muito mal
11:02no mercado financeiro brasileiro.
11:04Mas a pergunta que está posta
11:06e que está realmente prevalecendo nesse momento,
11:09pergunta de verdade,
11:10é o que muda e como isso afeta o nosso bolso,
11:12a parte mais sensível do corpo humano,
11:14mesmo com o ministro Haddad dizendo
11:16que não, não é bem assim,
11:18veja bem, não vai ter impacto nenhum.
11:19Para recebemos aqui,
11:20botar a bola no chão,
11:21a mão na cabeça principalmente,
11:23ninguém melhor que o economista Jason Vieira
11:25para conversar com a gente
11:26e esclarecer todas essas dúvidas.
11:29Jason, obrigado demais por tirar um tempinho
11:31aqui da sua manhã de sexta
11:31aqui para estar com a gente.
11:33Importante a gente trazer
11:34da forma mais didática possível
11:35para todos nos ouvindo
11:36e nos assistindo aqui entenderem.
11:38Esse recuo do IOF, né?
11:39É como se tivesse uma ponte,
11:41assim, internacional,
11:43saindo dos investimentos
11:44do dinheiro brasileiro
11:45rumo aos mercados internacionais
11:46e o governo colocaria ali
11:47uma espécie de pedágio, certo?
11:49E acabou recuando
11:50na ideia da instalação desse pedágio.
11:52Qual teria sido o impacto
11:53caso isso tivesse ido adiante?
11:55E agora que não foi,
11:56qual a expectativa na sua visão?
11:57Bom dia.
11:59Eu acho que teria um impacto grave
12:01no fluxo de capitais para o Brasil
12:02porque dá-se a sensação
12:04quase que de controle de capitais.
12:06Esse talvez seja o grande problema.
12:08Essa sensação de que o governo
12:10estava tentando controlar
12:11o fluxo de capitais saindo do país.
12:12sempre que isso acontece,
12:15o mercado olha de uma maneira
12:16muito, muito ruim.
12:19E daí que veio a primeira reação,
12:20a reação praticamente cultural
12:22dos investidores.
12:24Isso refletiu nos ativos,
12:25no dólar,
12:25se refletiu nas bolsas de valores
12:27e, óbvio,
12:28o governo, de novo,
12:30tentando recuar.
12:30Mas acho que é o grande fator
12:32que a gente precisa pensar
12:33que é o seguinte.
12:34Tivemos dois anúncios.
12:36Um anúncio fiscal
12:37revisando um monte de coisa lá atrás
12:39que nós sabíamos
12:39que eles iam ter que revisar
12:40porque os gastos
12:42estavam subestimados
12:43e as receitas,
12:45ou seja,
12:45os ganhos do governo
12:46estavam superestimados
12:47e logo depois
12:48o governo vem anunciar
12:49aumento de impostos.
12:51Isso significa
12:52que o governo
12:52continua lidando
12:54com tudo
12:55através do aumento
12:57de impostos.
12:58Esse é o recado
12:59que nós damos
13:00para os brasileiros
13:00nesse momento.
13:01O governo
13:02continua no improviso,
13:03o governo
13:04continua perdido
13:05em diversos aspectos
13:06e não faz nada
13:07no sistema,
13:09no sentido
13:10de se buscar
13:11efetivamente
13:11reformas estruturais
13:13para reduzir
13:14o tamanho do Estado,
13:15reduzir o impacto
13:16que o Estado tem
13:17e daí poder
13:18num futuro
13:19de certa maneira
13:21começar a cortar
13:23juros aqui no Brasil.
13:24Reclamam tanto
13:25do Banco Central
13:26que mantém os juros
13:27super elevados.
13:28Nós estamos com uma das taxas
13:29historicamente
13:30das maiores taxas
13:31do país.
13:34Nesse século
13:34provavelmente agora
13:35uma das mais altas
13:36também.
13:38E com isso
13:39gera todos os problemas.
13:41A atividade econômica
13:41brasileira fica
13:42problemática
13:43por conta de uma taxa
13:44de juros elevada,
13:45o custo de consumo
13:46no Brasil
13:46fica tudo muito elevado.
13:48Ou seja,
13:48a gente está falando
13:49do IOF,
13:50o IOF é uma parte
13:51pequena disso tudo.
13:53Está certo?
13:53A grande parcial
13:55disso tudo
13:55significa que o governo
13:56ainda continua
13:58se pautando no gasto
13:59enquanto ele fizer isso.
14:01O Banco Central
14:01que por enquanto
14:02está respondendo
14:03de maneira muito técnica
14:04vai manter os juros
14:05elevados
14:06e esse é o grande ônus
14:07para o brasileiro
14:07nesse momento.
14:09É, meus amigos,
14:10só para deixar claríssimo,
14:11cristalino para todo mundo
14:12nos assistindo e nos ouvindo,
14:13basicamente é o seguinte,
14:14se você e do outro lado
14:15fizer ou contrair
14:16um empréstimo,
14:18se você comprar
14:19uma moeda estrangeira
14:20antes de fazer uma viagem,
14:21se você faz
14:23ou realmente ali
14:24cria um plano de seguro,
14:25faz um seguro
14:26para você,
14:26ou se você aplica dinheiro,
14:27o IOF está lá
14:28embutido sempre.
14:30Então o impacto
14:30seria inescapável
14:33nesse caso.
14:34Então é importante
14:34a gente deixar claro
14:35o impacto crível
14:36e posto
14:37e na realidade
14:37para todos nós
14:38do que poderia ter acontecido,
14:40mas segue acontecendo
14:40em algum grau.
14:41Vamos aqui com a doutora
14:42Priscila Silveira,
14:43Jason,
14:43para a próxima pergunta.
14:45Bom dia, Jason,
14:46bom falar contigo.
14:48Você acha que essa medida
14:49de elevar
14:50de alguma forma
14:51essas taxas,
14:52enfim,
14:52o IOF,
14:53é uma medida acertada
14:54ou na verdade
14:55o que deveria ser feito
14:56pontualmente
14:57e de um primeiro momento
14:58é a diminuição
14:59dos gastos
15:00para alcançar
15:01esse acaboço fiscal?
15:04Vou dar um exemplo
15:05muito simples agora.
15:07Nós tivemos eleição
15:07na Argentina
15:08e o Milley
15:10disparou a ganhar
15:11diversas prefeituras,
15:13o partido do Milley
15:13ganhou tudo lá.
15:14E lá estão sendo tomadas
15:15medidas muito draconianas,
15:17medidas muito duras
15:18e são medidas
15:19de cortes de gastos.
15:21Isso já reduziu
15:22a inflação argentina,
15:24isso já reduziu
15:25os impactos econômicos
15:26e ainda que a situação
15:27econômica no geral
15:27não esteja tão positiva
15:28na Argentina,
15:30os argentinos
15:30estão se sentindo melhor
15:31e os argentinos
15:32estão tendo melhor
15:33acesso ao consumo
15:34por conta da menor inflação,
15:36da redução de juros
15:37e tudo isso
15:38está sendo
15:38de certa maneira
15:40positivo.
15:41E era o que o governo
15:41brasileiro tinha que pensar.
15:43O governo brasileiro
15:43tinha que pensar
15:44no sentido
15:44de redução dos gastos
15:46e não efetivamente
15:47aumento de mais gastos.
15:48A carga tributária
15:49no Brasil já é enorme
15:50e cada vez que você vê
15:52uma tentativa de ajuste
15:53do governo,
15:55ele fala de um lado,
15:56toda vez que ele fala
15:56de um lado que ele vai cortar,
15:58ele fala do outro
15:59que ele vai aumentar
15:59o imposto.
16:00E aí nós temos
16:00outro problema.
16:02O detalhamento efetivo
16:03do que vai ser cortado
16:06só vai acontecer
16:06daqui a uma semana.
16:07E se nós lembrarmos
16:08o pacote de corte de gastos
16:09que nós observamos
16:10no ano passado
16:11que girou todo o fuso
16:12doido do mercado,
16:12jogou o dólar
16:13para cima de seis,
16:15aquele pacote
16:15se mostrou muito mais
16:16com um remanejamento
16:17de rubricas
16:18do que efetivamente
16:18com um corte de gastos.
16:20E assim,
16:21não é impossível
16:22pensarmos que isso
16:23possa acontecer de novo.
16:24Então,
16:25estamos reféns,
16:26mais uma vez,
16:27do despreparo
16:28da equipe econômica.
16:31Meus amigos,
16:31e tudo isso no momento
16:32onde o governo
16:33está puxando o freio de mão,
16:34apertando o cinto
16:36de segurança
16:36com o corte anunciado
16:38de algo em torno
16:39de 13,3 bilhões de reais
16:41ali para tentar
16:42de alguma maneira
16:43se ater
16:43com o arcabouço fiscal.
16:45Lembrando,
16:46saiu o teto de gastos,
16:47entrou o arcabouço fiscal
16:48no lugar,
16:49foi ali a própria obra
16:50do governo,
16:51mas será que realmente
16:52vai conseguir conter,
16:53Rafael Rezende,
16:55o crescimento,
16:55o endividamento
16:56das contas públicas
16:57e também manter
16:58o mínimo de sustentabilidade
16:59das contas públicas?
17:01Ou eles estão ali
17:02naquela história,
17:03né,
17:03de morrerem abraçados
17:04com a própria tese?
17:06Olha, Marinho,
17:06tudo indica que sim.
17:07Eles querem e vão
17:09ao que tudo indica
17:10morrerem abraçados
17:10com a própria tese.
17:12Eu quero perguntar
17:13para o Jason o seguinte,
17:14como que a percepção
17:15do mercado financeiro
17:17ao ver
17:18o governo
17:20divulgando
17:21um pacote
17:23com aumento
17:24de impostos
17:25e tudo mais
17:25e aí poucas horas
17:27depois
17:27o governo
17:28voltar atrás
17:29e dizer
17:30que foi porque
17:31conversou ali
17:32com a equipe técnica
17:33e entendeu
17:33que era o melhor caminho
17:34a seguir.
17:35Porque a impressão
17:36que me passa
17:37é que não foi isso.
17:38O governo viu
17:38que o impacto
17:39perante o mercado financeiro
17:41principalmente foi negativo
17:42e por isso
17:43teve que voltar atrás.
17:46Ele recuou
17:47da alegação
17:48muito ruim
17:49dos ativos.
17:50Nós tivemos
17:50uma puxada
17:52muito forte
17:53do dólar,
17:54uma queda
17:54muito forte
17:55das bolsas de valores.
17:56Isso,
17:57o dólar no Brasil,
17:58nós estamos,
17:59apesar de sermos
17:59uma economia fechada,
18:02nós somos uma economia
18:02extremamente dolarizada,
18:04ou seja,
18:04boa parte
18:04dos nossos produtos
18:05depende do custo
18:07em dólar.
18:08E aí,
18:08óbvio,
18:08um dólar em alta
18:09é mais inflação
18:10subindo.
18:11E ainda que eles
18:12tenham revisado
18:12a inflação,
18:13quando eles apresentaram
18:14um corte de gastos,
18:16para melhorar um pouco
18:17a percepção
18:17de receitas,
18:18eles trocaram
18:19a projeção
18:21de inflação
18:21e colocaram
18:21uma projeção
18:22mais alta.
18:22Nessas horas,
18:23eles até gostam
18:24do IPCA mais alto.
18:25Nessas horas,
18:25eles até gostam
18:26da inflação.
18:27Toda vez que falam
18:27do orçamento
18:28e de espaço
18:29para gastos,
18:30eles melhoram isso.
18:32Mas,
18:32de qualquer modo,
18:33o governo,
18:33esse recuo do governo,
18:34ele significa que
18:36ele já fez
18:37balões de testes
18:39no passado,
18:40ou seja,
18:41vazavam
18:42algumas notícias
18:43que ele via
18:45a reação do mercado,
18:46daí ele ajustava
18:47o anúncio dele
18:48a esse balão
18:51de ensaio,
18:51só que dessa vez
18:52não teve balão
18:53de ensaio,
18:53foi o próprio anúncio
18:54e aí ele teve
18:55que recuar
18:56com o anúncio
18:57já feito.
18:59É,
18:59meus amigos,
19:00é mais ou menos
19:00como você apertar
19:02o cinto de segurança
19:03ali,
19:04mas o carro,
19:04dentro de um carro
19:05que está sem freio,
19:06é necessário,
19:07mas não é suficiente,
19:08tá?
19:09Vamos tentar entender
19:09exatamente o impacto
19:10olhando adiante,
19:11com certeza,
19:12o economista Jason Vieira
19:13nos ajudou muito
19:13a entendermos aqui
19:14da forma mais precisa
19:15possível tudo
19:16que está posto,
19:17tudo que pode acontecer
19:18e é isso,
19:18meus amigos,
19:19afivelem os cintos
19:19de segurança,
19:20pelo menos aqui
19:21do nosso lado
19:21podem contar
19:22com uma análise
19:23precisa,
19:24sem paixões
19:24e mais razão.
19:26Esse é o nosso compromisso,
19:27agradecendo o Jason aqui
19:28pela presença
19:28no Morning Show.
19:29Valeu, Jason.
19:30Valeu, até a próxima.
19:31Já vou sonando aqui
19:33meu amigo de fé,
19:34Mano Ferreira,
19:34para me ajudar,
19:35vamos bater a bola aqui
19:36até para repercutir
19:37a notícia que vem
19:38diretamente do sul
19:40do nosso país,
19:41de nosso país,
19:42ali diretamente
19:43ao país vizinho,
19:45a Argentina.
19:46Claro,
19:46com o governo
19:47de Javier Milley
19:48e cada vez mais
19:49a Argentina agora
19:50com a capital
19:52Buenos Aires,
19:53historicamente
19:54comandada pelo
19:54o equivalente
19:56ao PSDB argentino,
19:57né?
19:57agora sobre a gestão
19:59do La Libertad Avança,
20:01partido libertário
20:02de Javier Milley.
20:03Agora foi o próprio
20:03presidente L.P. Luca Milley
20:05que anunciou um plano
20:06que autoriza,
20:08certo?
20:09Que autoriza...
20:09Basicamente que o dólar
20:11seja usado
20:12sem ter o tipo
20:13de controle.
20:14Então a gente está falando,
20:15Marinho,
20:15de um contraste
20:17muito grande
20:18entre a medida
20:20brasileira
20:21e a medida argentina.
20:22Perfeitamente.
20:22Porque na Argentina
20:24o Milley está dizendo,
20:25olha,
20:26a gente quer
20:27atrair dólar,
20:28a gente quer atrair
20:29moedas internacionais,
20:32a gente quer atrair
20:33riqueza de outros países.
20:35Então ele está
20:36autorizando
20:36que o cidadão
20:37utilize o dólar
20:38sem ter que explicar
20:40para o governo
20:40como que
20:41aquele dólar
20:43surgiu.
20:44Lembrando que
20:44ele até na campanha
20:45chegou até a ensaiar
20:46que ia dolarizar
20:47a economia inteira.
20:48Mas não é isso
20:48que a gente está
20:49adiante aqui exatamente, né?
20:50O Equador é assim,
20:51se não me engano,
20:51é tudo dólar ali.
20:53Exatamente.
20:53Mas o ponto é,
20:55o Milley está flexibilizando.
20:57Ele está dizendo,
20:57se você quer usar dólar,
20:59meu amigo,
20:59use,
21:00eu não vou pegar
21:01no seu pé.
21:02Enquanto isso,
21:03no Brasil,
21:04a gente tem essa confusão.
21:05Então o contraste
21:07de modelos
21:08é muito evidente
21:10e muito grande.
21:12Enquanto no Brasil
21:13a gente está insistindo
21:14simplesmente
21:16em aumentar
21:17impostos,
21:19é o taxado
21:20contra
21:21a motosserra
21:23do Milley.
21:24São modelos
21:25completamente diferentes.
21:26E é claro que
21:27a Argentina
21:28vinha
21:29de uma situação
21:30de hiperinflação
21:31que o Brasil
21:32viveu
21:33antes do plano real.
21:34Então,
21:35a realidade
21:35que eles estão enfrentando
21:37é muito diferente
21:38da nossa.
21:39Mas,
21:40o sucesso
21:41que o governo Milley
21:41está tendo,
21:42inclusive do ponto
21:43de vista eleitoral,
21:45como a gente destacou,
21:46mostra que
21:47combater a inflação,
21:49combater o Estado
21:50grande,
21:51dar protagonismo
21:53ao cidadão
21:54e liberdade
21:56para que ele possa
21:57negociar
21:58e fazer com o seu dinheiro
21:59aquilo que ele
22:00autonomamente,
22:01como adulto,
22:03escolhe fazer,
22:04é um caminho
22:05muito melhor
22:06do que
22:07tutelar,
22:08do que
22:09ficar achando
22:10que o Estado
22:10é o caminho
22:11para tudo
22:11e que a única receita
22:13possível
22:13é aumentar a conta
22:15para quem paga imposto.
22:16É,
22:17meus amigos,
22:18dá inveja,
22:19dá inveja.
22:20Vamos ser sinceros aqui,
22:21dá um pouquinho de inveja,
22:22ah, dá,
22:22ah, dá.
Seja a primeira pessoa a comentar
Adicionar seu comentário

Recomendado