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A nota de crédito dos Estados Unidos foi rebaixada de “AAA” para “AA1”, com a perspectiva alterada de “negativa” para “estável”. Especialistas avaliam que essa mudança pode gerar impactos significativos na economia global. José Maria Trindade comentou.

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Transcrição
00:00Ainda falando de economia, analistas do mercado financeiro avaliam que o rebaixamento da nota de crédito dos Estados Unidos
00:06pelas três principais agências de risco pode causar impacto em todo o sistema financeiro internacional, incluindo o Brasil.
00:14Acompanhe na reportagem de Valéria Luizete.
00:17Anunciado na semana passada, o rebaixamento da nota de crédito dos Estados Unidos pela Moody's
00:23trouxe novas incertezas sobre a maior economia do mundo.
00:26A Moody's rebaixou a nota do país de AAA, a mais alta, para AA1 e alterou a perspectiva de negativa para estável.
00:36Segundo a agência, o motivo foi o aumento contínuo da dívida pública, que já supera os 36 trilhões de dólares
00:43e a falta de medidas concretas para conter os gastos.
00:47Para Gilberto Braga, economista e professor do MBA e do IBMEC,
00:51Esse cenário compromete a percepção sobre a capacidade dos Estados Unidos honrarem seus compromissos.
00:58Os Estados Unidos, eles hoje já comprometem 6% do seu PIB com a dívida pública
01:04e todo o cenário macroeconômico sugere que essa dívida vai continuar aumentando.
01:12Então, por conta disso, a agência resolveu reclassificar, rebaixar a nota de crédito dos Estados Unidos.
01:24O corte da classificação retirou dos Estados Unidos o selo de máxima confiança nas três principais agências de risco.
01:31A Standard & Poor's foi a primeira a rebaixar a nota em 2011.
01:35A FIT seguiu em 2023 e agora foi a vez da Moody's em 2025.
01:42Para Braga, esse movimento tende a gerar efeitos diretos sobre os custos de financiamento da dívida americana.
01:49Toda vez que há um rebaixamento de nota de crédito, o que existe é uma pressão por mais juros.
01:56Ou seja, os compradores da dívida americana vão exigir do governo americano que a remuneração seja mais vantajosa
02:06para continuar comprando esse estilo.
02:08Com o anúncio e os rendimentos dos Treasures, os títulos do Tesouro dos Estados Unidos dispararam.
02:14Os contratos de 30 anos chegaram a ultrapassar os 5% ao ano.
02:19O ouro avançou 1,45% e o dólar perdeu força frente a outras moedas.
02:25Já as bolsas oscilaram, refletindo incertezas fiscais e tensão comercial entre Estados Unidos e China.
02:33A reação foi branda no curto prazo, com recuperação dos principais índices de Wall Street ainda na segunda-feira.
02:40Para Felipe Piccolotto Vasconcelos, cofundador da Ecos Capital, o rebaixamento já era esperado.
02:46Logo depois que foi anunciado o rebaixamento na sexta-feira, os principais índices americanos caíram pós fechamento do mercado.
02:56Eles foram recuperando de tal maneira que a maior parte dos, na verdade todos os grandes índices americanos,
03:03acabaram fechando ligeiramente positivos.
03:06Então, a conclusão que nós podemos chegar, Valéria, é que o mercado considerou isso como um não-evento.
03:14Assim, meio que estava na conta, vamos dizer, já estava precificado.
03:17Apesar da reação contida, os riscos permanecem.
03:20Para Felipe, a manutenção dos juros altos nos Estados Unidos é o principal reflexo do rebaixamento.
03:26Isso pressiona o custo do crédito, impacta empresas e pode travar o crescimento econômico nos próximos trimestres.
03:33Eu acho que o grande impacto será sentido pela economia americana, pelas empresas e, consequentemente, pela população em geral, nos juros.
03:43Que, ao que tudo indica, vai ficar pelo menos inalterado por mais tempo do que a maior parte das pessoas deseja ou espera.
03:53Ao menos até que nós tenhamos realmente resultados muito favoráveis vindo das tarifas, coisa que não parece ser o caso.
04:01A mudança do rating dos Estados Unidos acontece em meio a um debate intenso no Congresso sobre um novo pacote de cortes de impostos e aumento do gasto público.
04:11Analistas afirmam que, a longo prazo, a perda do grau máximo de confiança pode mexer com a posição do dólar como moeda global
04:18e reverberar em todo o sistema financeiro internacional, com impacto também para economias como a brasileira.
04:27Deixa eu chamar o José Maria Trindade para a gente repercutir essa notícia.
04:31Zé, que tipo de impacto você enxerga chegando aqui para o Brasil?
04:35Eu diria, será? Será que a economia norte-americana vai balançar?
04:42Olha, Soraya, eu costumo dizer, uma frase que eu sempre falo, que não há nada mais covarde no mundo do que o capital.
04:50Há um menor sinal de perigo, ele foge como o diabo foge da cruz.
04:55É assim. E a economia norte-americana sempre foi a baliza do mundo.
05:01E agora, em risco, quer dizer, isso vai abalar a economia do mundo inteiro,
05:05porque qualquer dúvida, todos jogam o dinheiro exatamente nesse ponto seguro que se chama os papéis norte-americanos.
05:13A dívida pública, ela sempre foi até louvada por um grupo importante de economistas,
05:19dizendo que é através da dívida pública que se faz o crescimento, o desenvolvimento de uma nação.
05:26Só que essa armadilha já pegou o Brasil, que está sendo engolido por uma dívida interna muito grande,
05:32chegando a 80% do PIB, né?
05:35Os Estados Unidos sempre tiveram a maior dívida pública do mundo,
05:38mas o PIB norte-americano é muito gigante, muito forte.
05:42Agora, se cresce ao ponto de ameaçar um PIB desse tamanho,
05:46é porque um problemão está à espreita e pode chegar a qualquer momento, né?
05:52É preocupante para todas as economias do mundo.
05:56Existem muitos investimentos nesses papéis norte-americanos.
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