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Historiadora fala sobre a abolição da escravatura que completa 137 anos nesta terça-feira (13). #Bandjornalismo
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00:00A gente lembrou aqui no início do Bora Brasil que hoje é uma data importante, 13 de maio,
00:04137 anos da abolição da escravatura, essa data que tanto foi falada nas salas de aula,
00:10estudamos tanto isso ao longo dos anos, que recentemente também foi ganhando aí outros
00:14contornos que não de comemoração.
00:16Então a gente vai abrir um pouco a nossa mesa aqui, a nossa roda, a nossa sala,
00:20para receber a Inaê Lopes dos Santos, que é historiadora, sabe muito sobre esse assunto,
00:24inclusive escreveu esse livro aqui que eu trouxe, o meu, vai ter que autografar hoje,
00:28o racismo brasileiro, uma história da formação do país.
00:32Inaê, obrigada por estar aqui com a gente, você que faz parte de movimentos negros há bastante tempo,
00:38tem uma pesquisa profunda nesse assunto.
00:41Por que a gente não comemora nunca mais essa data de 13 de maio?
00:45Porque a gente sempre cobra o 14 de maio e o depois, libertamos os escravizados,
00:50mas e casa, e comida, e moradia, e trabalho. Bom dia para você.
00:53Bom dia, bom dia a todos, prazer enorme estar aqui com vocês
00:56para pensar criticamente o 13 de maio, né?
00:59Ela é uma data importante na medida em que o Brasil, que foi o país que mais recebeu africanos escravizados,
01:05e o último país a abolir a escravidão, de fato, abole a escravidão,
01:08uma abolição que, infelizmente, a gente conhece muito pouco a história.
01:12É preciso dizer que o abolicionismo foi o primeiro grande movimento social brasileiro,
01:16um movimento eminentemente negro e popular,
01:18e a gente, quando muito, conhece algumas personagens,
01:22geralmente personagens brancos, que obviamente foram pessoas importantes,
01:26mas que estão longe de resumir o que foi esse abolicionismo, né?
01:30Então, o que a gente tem, por um lado, é reconhecer a importância dessa data,
01:34mas também reconhecer o que acontece a partir dela,
01:37que foi uma escolha política deliberada em manter a exclusão social, econômica e política da população negra.
01:43Então, a princesa Isabel, ela abole, ela assina a lei,
01:50mas não tem nenhum tipo de política pública que foi criada logo depois.
01:54O que a gente observa, então, e os movimentos negros têm um slogan muito importante, né?
01:58Então, a princesa Isabel abole a escravidão, mas não assina a carteira de trabalho dos trabalhadores negros.
02:04E o que a gente tem logo depois é a promulgação da república,
02:07e uma primeira república que foi abertamente racista, né?
02:10Que tinha como grande objetivo embranquecer a população brasileira.
02:13Professora, eu queria tentar entender, a gente está vivendo um momento em que o mundo está
02:16com muito conservadorismo cada vez mais exacerbado,
02:20existe um certo extremismo no campo conservador, político,
02:23não só no Brasil, nos Estados Unidos e várias partes do mundo.
02:26E o conservadorismo costuma vir acompanhado, ou em muitos casos,
02:29vem de uma certa supremacia branca, um desejo de supremacia branca.
02:34A gente é hoje, no Brasil, a gente não, porque eu não sou,
02:37mas a gente, de maneira geral, como sociedade, é mais racista hoje no Brasil,
02:42que era, por exemplo, em 1950, quando o Brasil perdeu a Copa do Mundo,
02:46e os três negros do time foram considerados os principais responsáveis, quando não eram?
02:51Olha, eu não diria que a gente é mais racista,
02:53mas acho que a gente continua sendo igualmente racista, né?
02:56O racismo é um sistema de poder que organiza o Brasil desde o momento da construção colonial,
03:02e infelizmente é um pacto que vai sendo reatualizado ao longo do tempo.
03:06Então, o racismo é uma construção histórica que muda e que altera o tempo também, né?
03:11Mas que é a grande permanência da história do Brasil.
03:15Mas mudou de forma esse racismo, pelo menos? Mudou alguma coisa?
03:17Ele muda de forma na medida em que a gente tem avanços conquistados pelos movimentos negros.
03:22Então, hoje, a gente tem uma série de avanços, como, por exemplo,
03:24as políticas de cotas nas universidades públicas, né?
03:26O próprio racismo hoje é considerado um crime.
03:29Isso são avanços conquistados pelos movimentos negros brasileiros.
03:32Agora, o que a gente tem é uma reatualização do racismo.
03:36Na medida em que você tem conquistas, como que esse sistema de poder se mantém?
03:41Ele vai reatualizando e criando estratégias para continuar funcionando.
03:47E é um sistema de poder que está organizado a partir justamente da premissa de uma supremacia branca,
03:53que, de fato, é o que ainda rege a sociedade brasileira.
03:57Se a gente for olhar quem tem o poder no Brasil, são pessoas brancas.
04:00Por mais que a gente tenha uma série de conquistas importantes,
04:02e, de novo, é importante dizer que essas conquistas são todas oriundas dos movimentos negros,
04:08e os movimentos podem ser grandes movimentos, mas também ações familiares, né?
04:11Da própria sobrevivência da população negra.
04:14O que a gente vê é que, até hoje, no Brasil, a cada 23 minutos, um jovem negro é assassinado pela polícia.
04:19Então, a violência é organizada também de maneira racializada.
04:23E, Inaê, a gente tem até dados aqui que reforçam o que você está falando, né?
04:28A população negra está nos principais, nos piores indicadores da sociedade.
04:31A gente vai vendo aí que 76% dos casos de homicídios são contra pretos e pardos no Brasil.
04:3796 negros e pardos são mortos diariamente.
04:40Negros têm duas, quase três vezes mais chances de ser vítima de homicídio.
04:44Fora que faz parte a maioria da população carcerária.
04:47É negra também de baixa escolaridade.
04:49Então, esses dados aí endossam exatamente o que você está falando, né?
04:52É, infelizmente é isso, né?
04:54Nós precisamos ter dimensão de que somos uma sociedade racista para, a partir dessa constatação,
05:01começar um caminhamento real em que a população branca também se sinta responsável pela mudança, né?
05:08Pela construção de uma sociedade antirracista.
05:11A frase da Angela Davis é muito importante.
05:13Não basta não ser racista.
05:14Isso não é o suficiente para mudar o cenário.
05:16É preciso agir, né?
05:18E, sobretudo, é preciso aprender com quem vem agindo há muito tempo,
05:21que são os movimentos negros e as populações negras de maneira geral.
05:24Você tem?
05:25Eu ia até fazer uma pergunta.
05:26Você fala sobre essa questão, né?
05:28De quanto hoje, como sociedade, a sociedade branca no geral,
05:33precisa se conscientizar do acerto de contas que precisa fazer com essa população negra
05:39para que a gente, um dia, quem sabe, chegue a esse tom de igualdade
05:43ou retrate o que foi feito nesses tantos anos atrás.
05:48Não, exatamente.
05:49Se a gente for parar para pensar na estruturação brasileira, né?
05:52O que nós temos é uma desvantagem entre a população negra e a população branca de 200 anos, né?
05:58Então, a estruturação da escravidão, que foi um dos grandes crimes contra a humanidade
06:03e, sobretudo, o que foi feito a partir da abolição da escravidão,
06:07porque é preciso dizer, quando a gente tem uma mudança significativa como o fim da escravidão,
06:12é um momento de construção política muito agudo, né?
06:16É um momento muito especial.
06:17E a sociedade brasileira, melhor dito, né?
06:19As elites brasileiras escolheram manter uma estrutura racista.
06:22Isso foi uma escolha.
06:24Isso não foi uma coisa que aconteceu ao acaso.
06:26Foi algo mal feito.
06:27Não foi algo mal feito.
06:29Na verdade, foi uma política pública implementada, um grande acordo que foi feito
06:34de manter o racismo como um elemento de funcionamento da sociedade brasileira.
06:40Então, o que a gente tem dito hoje, acho que é um dos ganhos mais recentes,
06:45essa constatação mais ampliada desse caráter estrutural do racismo,
06:50é que, ao trazer o racismo como um problema estrutural,
06:53inevitavelmente as pessoas brancas estão dentro desse problema.
06:56O racismo não é só uma questão negra.
06:58Embora a população negra, as populações indígenas paguem o ônus desse sistema de poder, né?
07:03E quem vive o privilégio são as pessoas brancas,
07:06mesmo nas mais variadas condições socioeconômicas, né?
07:09É isso.
07:09É uma estruturação que você não escolhe.
07:12O fato de você ser branco já te dá uma, né?
07:15Já te faz sair algumas casas à frente numa corrida,
07:19que é a corrida que a gente vive diariamente no país.
07:22Então, é fundamental que a população branca se conscientize
07:25para entender, a partir do seu lugar de privilégio,
07:28o que pode ser feito para mudar esse quadro.
07:30Professora, a gente vê...
07:31Eu sei que a sua área de estudo são as Américas, né?
07:34A história das Américas.
07:35A gente sabe que os Estados Unidos têm uma diferença com relação ao Brasil.
07:38Lá, eles já tiveram um presidente negro.
07:40O racismo continua muito forte nos Estados Unidos.
07:42Sem sombra de dúvida.
07:42Muito forte.
07:43Mas a população negra, pelo menos lá, teve mais oportunidades que aqui.
07:48Se eu não estou enganado, por favor, me corrija, porque a sua expertise é essa.
07:50Não, na verdade, o que a gente tem nos Estados Unidos
07:53é a construção de uma classe média negra mais assentada, né?
07:58Então, você tem pessoas negras com mais poder,
08:01não só econômico, mas também político.
08:03Embora a população negra nos Estados Unidos
08:05seja proporcionalmente muito menor que a do Brasil.
08:07São aproximadamente 13% de pessoas nos Estados Unidos são negras
08:12e no Brasil nós somos 56.
08:14A conclusão da pergunta era, assim, onde eu queria chegar é
08:16Existe algum país que seja modelo ou exemplo para nós do que fazer para diminuir isso?
08:22Não, infelizmente não existe nenhum país que seja modelo.
08:25Mesmo porque as histórias são muito distintas.
08:27O que aconteceu, na verdade, é que durante muito tempo nós nos miramos nos Estados Unidos
08:30e, às vezes, na África do Sul para dizer,
08:32olha, lá teve leis segregacionistas,
08:35teve as leis Jim Crow que segregavam populações negras e brancas
08:39e, no Brasil, a gente, de fato, nunca teve leis abertamente segregacionistas.
08:43Mas se a gente faz uma revisitação crítica e uma análise conjunta,
08:47inclusive da Constituição Jurídica do Brasil, principalmente na República,
08:51a gente vai ver que a gente tem um conjunto de leis
08:53que, de fato, garantiram essa segregação no Brasil.
08:56Então, você não anuncia.
08:58Isso é uma estratégia de funcionamento do racismo.
09:00Mas dentro da própria lei?
09:01Porque o Brasil é muito bom de fazer lei e não cumprir, né?
09:03Exatamente.
09:04Eu achei que você ia chegar nesse ponto.
09:05Mas não, tem lei racista no Brasil?
09:07Você tem, na verdade, a não promoção de leis.
09:10Então, eu vou dar um exemplo muito...
09:13Pegando, assim, a virada do século XIX para o século XX,
09:16quando o Brasil virou uma república.
09:18Qual que era a garantia do exercício do voto no Brasil, segundo a Constituição?
09:22Era ser alfabetizado.
09:23Qual que é a política pública da Primeira República
09:26para alfabetizar uma população que 95% era analfabeta
09:29e a imensa maioria da população negra era analfabeta?
09:32Nenhuma.
09:32Então, o Brasil mantém a estrutura racista pelo silenciamento.
09:37Pela ocultação.
09:38Você não tem, de fato, essas leis abertamente segregacionistas,
09:41mas você tem um conjunto de leis e da não promulgação de também políticas públicas
09:47que mantém essa segregação.
09:49Então, é mais difícil de pegar.
09:50O racismo brasileiro, ele é mais viscoso.
09:53Ele escorrega.
09:55Porque justamente é isso.
09:56Você não pode dizer, olha, isso aqui foi abertamente racista.
10:00Então, você tem que fazer um recuo no tempo e olhar para as mais variadas dimensões
10:05da organização social brasileira para mostrar o que a gente sabe.
10:09Se a gente anda pela rua, se a gente anda, se a gente olha os índices que vocês trouxeram,
10:14o racismo é matemática pura, infelizmente.
10:16Mas, ao mesmo tempo, isso facilita que a gente possa atuar a partir daí.
10:20É, e não importa a ascensão social, que dinheiro se tenha, a posição que se tenha,
10:24a cor da pele, infelizmente, sempre chega primeiro, né?
10:27Nesse caso, né?
10:28Infelizmente, porque o racismo está ali nos atravessando.
10:30Agora, só para a gente encerrar rapidamente, para quem está assistindo a gente,
10:32a gente sabe que, muitas vezes, esse nosso discurso não penetra nas camadas que mais precisam, né?
10:37Nos mais atingidos pelo racismo, que é a população preta.
10:40Ah, por que mimimi? Por que latração?
10:42Como é que a gente consegue fazer esse discurso chegar na cabeça das pessoas,
10:46para elas entenderem, de fato, que são vítimas?
10:48Eu acho que é, sim, essa pergunta é de milhões.
10:49Porque, na verdade, o que a gente tem foi uma construção muito sofisticada
10:52de que nós somos um país racialmente harmonioso.
10:57Isso, do ponto de vista da construção de um ideário nacional, é muito interessante.
11:01É muito bom você fazer parte de uma nação que, em tese, é harmoniosa.
11:05Mas isso é uma grande mentira.
11:07Então, o que eu acho que precisa ser feito é, de fato, uma transformação na educação brasileira.
11:12Então, eu não acho que existe nenhum tipo de política pública real
11:15que não passe por uma transformação efetiva nas escolas brasileiras.
11:20Lembrando que escola, ela também é política e que a escola foi e continua sendo
11:25uma das primeiras instituições nas quais as crianças negras sofrem racismo.
11:29E isso é terrível, porque você olha ali, de repente, para a sala do seu filho
11:33e você vê quase nenhum negro.
11:34Exatamente.
11:35E aí você fala, como é que eles estão tratando isso na escola, né?
11:38Como é que eles vão olhar e vão se sentir iguais se...
11:41Eles não têm colegas ali na sala.
11:43Exatamente.
11:43Eles não têm professores, não têm gestores.
11:44Como é que nas escolas geríticas as pessoas negras são exceções?
11:47Eu insisti nessa experiência na vida.
11:49E nas escolas públicas, né?
11:51A maior parte das crianças são negras.
11:52Mas você tem um olhar que, inclusive, mostra uma história do país em que elas não se reconhecem.
11:58Ou quando se reconhecem, são lugares sob alternidade que também não reforçam a importância, por exemplo,
12:04do trabalho das pessoas escravizadas, né?
12:06Você sabe que outro dia, até estava contando para a Cintia, eu fui numa atividade da escola das minhas filhas,
12:11de família aberta, e a atividade era falar sobre sons de pele.
12:16E todos estavam pintando tons de pele.
12:18E que bom que tem negros na turma das minhas filhas.
12:22E eles ficaram ali, mas assim, um trabalho que começou agora, numa escola que é super inclusiva,
12:27mas que há anos atrás, quando o meu filho estudou nessa escola, não tinha esse trabalho.
12:31Então, assim, ainda temos muito para caminhar nessa educação dos mais novos.
12:36Eu só queria, antes da gente concluir, perguntar.
12:38A gente está falando da Lei Áurea hoje, né?
12:41Não precisava de motivo nenhum, o assunto tem que ser falado todos os dias,
12:44mas é o motivo que ele nos trouxe aqui hoje.
12:45Precisa de lei no Brasil, ou qual é o caminho para se resolver ou melhorar um pouco essa situação, professora?
12:53Precisa de lei, inclusive nós temos leis, então acho que, na verdade,
12:56mais importante do que leis agora, nesse contexto, é efetivar que essas leis sejam cumpridas.
13:02Já foram aprovadas, mas não são cumpridas.
13:03A gente tem a Lei 10.639, por exemplo, que agora é 11.645,
13:07que obriga o ensino de história da África, das histórias negras e indígenas do país.
13:12Não é cumprida?
13:13Não, na maior parte das escolas foi feita uma pesquisa recente que 18% das escolas cumprem essa lei.
13:18O que acontece é, no 13 de maio, 19 de abril, 20 de novembro,
13:22se lembra que existiram negros e indígenas na sociedade brasileira.
13:25O que a gente precisa é realmente revisitar a construção do currículo
13:28e entender que esses personagens negros e indígenas foram centrais, constitutivos na organização do Brasil.
13:36A lei não é boa ou não está sendo cumprida?
13:38A lei não é bem implementada, ou não implementada na dimensão que ela deveria ter.
13:43E o racismo também é uma lei.
13:44Agora, uma das coisas, né, é um crime, né, existe uma lei que criminaliza o racismo.
13:49Agora, uma das coisas mais difíceis que a gente tem é fazer com que uma pessoa racista
13:53seja condenada pelo que ela fez.
13:56Então, é criada uma série de...
13:57E quem não é preso, né, por racismo no Brasil.
13:58Então, é criada uma série de aparatos, de subterfúgios, para que essa pessoa...
14:03Não, não foi bem assim, não foi isso que ela quis dizer.
14:05Como no caso do estupro, um pouco, né?
14:07A mulher sempre está errada até provar o contrário.
14:10Exatamente. A vítima, né, a gente inverte a lógica, inclusive, de todo o sistema jurídico, né?
14:14Então, a gente tem importantes leis que, de novo, foram conquistadas pela luta dos movimentos negros brasileiros,
14:21mas é fundamental que essas leis sejam implementadas.
14:24Então, o que é preciso ter também é um olhar e uma construção de políticas antirracistas
14:28que peguem a federação toda.
14:31Então, o Ministério da Justiça precisa ter um olhar antirracista, né?
14:35O Ministério da Educação precisa ter um olhar antirracista, o Ministério da Economia.
14:38Então, o racismo, ele não é um problema que deva ficar só a cargo de uma ministra como nós temos hoje,
14:43o que é importante que tenha esse ministério, sem sombra de dúvida,
14:46mas é fundamental que haja uma percepção de que o racismo, ele é uma estrutura do Brasil.
14:51Ele não é um apêndice da sociedade brasileira.
14:54Ele estrutura a nossa sociedade e, por isso, o combate a ele também tem que ser conjunto
14:59e das mais variadas formas e usando as mais diferentes estratégias.
15:05Mas eu, particularmente, acredito que a escola é o espaço privilegiado
15:09para que essas transformações aconteçam, o que, infelizmente, a gente não tem visto da maneira como poderia ser.
15:13Muito obrigado, professora Inaê Lopes do Santos.
15:16Foi um prazer.
15:16Foi um prazer de me encontrar, viu?
15:18A gente já conversou em muitos momentos sobre esses outros assuntos.
15:20Prazer foi todo meu, gente.
15:21É muito bom contar com o seu brilhantismo.
15:23Ela que também, além de historiadora, é especialista em relações raciais nas Américas.
15:26Até breve.
15:27Até. Obrigada.
15:27Obrigado.
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