- há 10 meses
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00:00O que é isso?
00:30A doutora Júlia parece não ter piedade, né?
00:37Olha, acredita numa coisa, Perpétuo. A Júlia não tem piedade de ninguém.
00:43Veja bem o que ela fez com todas nós. O que nós sofremos com essa mulher.
00:48É verdade.
00:49Ela queria tanto os nossos filhos. Realmente deve ser algo muito importante pra ela.
00:55Senão ela não teria feito tudo o que fez até tirá-lo de nós.
00:58Você tá querendo me dizer, então, que o segredo do poder dessas crianças está na fusão dos DNAs?
01:07Isso é incrível mesmo.
01:09Não tem tamanho a minha admiração por você.
01:11Mas e as mães de João e Lúcio?
01:15Elas estão presas no porão do laboratório.
01:18Eu estou apenas esperando eles ficarem maiorzinhos.
01:20Pra que eu possa eliminá-las.
01:22Você é linda demais.
01:24Você é linda demais.
01:24Você é linda demais.
01:24Mas eu preciso saber quem você é de verdade.
01:51Samira.
01:57Samira.
01:59Então tava certo. Você não erra.
02:01Eu sou irmã gínea da Maria.
02:04Uma gêmea.
02:09Eu prometo te amar como jamais um homem amou uma mulher.
02:13Você não vai ter que me forçar a fazer isso.
02:20É você o seu homem.
02:23E juntos formaremos uma nova nação.
02:28Cheiro bom.
02:30Cheiro de flor.
02:31E será que é a chata da rosa encarnada?
02:33Não é cheiro de rosa.
02:35É cheiro de muitas flores.
02:37Praticamente um jardim mutante.
02:39Já sei.
02:40É a mutante séries.
03:03Horrorosa é você, seu espantalho de plantação.
03:06Loutra do brejo.
03:09Chiliquenta.
03:10Viviane, vai tomar uma vitamina bem reforçada pra ver se melhor é essa.
03:13Sua cara de alface de fim de feira.
03:15Vai.
03:19Ai, para.
03:20Me larga.
03:21Me larga, sua louca.
03:23Solta meu cabelo.
03:24Solta meu cabelo.
03:26Você vai ser de bolsa.
03:27Ai.
03:28Solta meu cabelo e ela foi embora e a corda se arrasta.
03:38Eles vão pegar a gente.
03:40Prisa foi, Globão.
03:41Acelera aí que eles estão na nossa cola.
03:56Ih, lascou-se.
03:57O sinal fechou.
03:58Rebora isso, cara.
03:59Vou fazer a coleta russa.
04:00Vai passar no sinal vermelho.
04:01Tem outro jeito.
04:02Então vai, cara.
04:02Então vai.
04:03É, agora eu me pego.
04:21Segura.
04:21Não dá um som.
04:27Não dá um som.
04:33Tchau, tchau.
05:04Eu não tenho medo de você.
05:06Me solta, vai, pra ver o que te acontece.
05:09Eu não aguento mais essa vida, Vlado.
05:11Você prometeu pra mim que ia me fazer feliz quando a gente chegasse no continente.
05:15Mas desde que a gente chegou aqui, eu só tenho chorado.
05:17Você tem mentido pra mim, Vlado. Você só sabe me enganar.
05:20Você não me ama.
05:21Isso não é verdade, Isis. É claro que eu te amo.
05:25Eu não amo.
05:26Você nem atende os meus pedidos, Vlado.
05:29O Demetrio sim me amava.
05:30Eu fazia de tudo pra me defender.
05:33Me agradar.
05:37Você só me faz chorar.
05:38O problema é que você não aceita o jeito que eu sou.
05:42Eu sou um vampiro e preciso de sangue.
05:45Como as árvores precisam da chuva.
05:46Eu não posso mais, Isis, contrariar a minha natureza.
05:50Eu preciso de sangue, senão eu vou morrer.
05:52É isso que você quer?
05:54É?
05:54Tanto faz, Vlado.
05:56Faz o que você quiser. Eu tô cansada, tá?
05:58Eu tô indo embora.
06:02Ô, Isis, volta aqui.
06:03Isis, vai atrás dela.
06:05Senão você vai perder a gatinha, otário.
06:12Eu não vou perder nada.
06:14Quem vai perder aqui é você.
06:15Ela vai voltar, eu vou buscá-la.
06:18Tanto faz.
06:19Agora você é agente do DPM.
06:21Você sim vai perder o seu pescoço.
06:23Nada vai mudar o meu destino.
06:28Eu nasci pra me alimentar de sangue.
06:32Eu sou um mutante.
06:33E corre dentro de mim a fúria do morcego faminto.
06:39Eu não tenho culpa de ter sido amaldiçoado por uma experiência genética.
06:45Como também nenhum clamor faz desviar da minha vontade de sugar o sangue.
06:51Que é o meu neve.
06:52Que é o meu deleite de prazer e realização.
06:57É onde eu passo a existir.
06:59A ser alguém.
06:59É o que me confere a minha especificidade.
07:07A minha identidade de mutante com genes de morcego vampiro.
07:12Agora você, humano.
07:16Você sim perdeu.
07:29Os assassinos trocam.
07:34O que aconteceu, Pedro?
07:36Sofri um atentado.
07:37Fui cercado por homens mascarados, com certeza mutantes, que queriam vingança.
07:41Os miseráveis atiraram em mim.
07:43Eu fui salvo porque estava usando colete à prova de balas.
07:45Por baixo do agasalho.
07:47Meu Deus do céu.
07:48Eles sabiam que eu ia passar por ali.
07:50É o caminho que eu corro todos os dias.
07:52Eles estão de olho na gente, malta.
07:56Olha só as marcas.
07:57Espera aí.
07:58Ainda bem que você estava usando colete.
07:59Para.
08:00Para, Fredo.
08:01Tem gente ali.
08:04Uma família do mutante que se teletransporta.
08:11Assassino!
08:12Meu Deus!
08:12Calma.
08:13Calma.
08:13Você não vai fugir dessa vez.
08:15A cara é louca.
08:16Passa essa arma.
08:17Eu não vou pegar você, mutante assassino.
08:21O assassino é você, seu galuto.
08:22Para, calma.
08:22Para, para.
08:27Aqui ninguém mais ficará depois do sol.
08:36No final será o que não sei, mas será.
08:42Tudo demais, nem o bem, nem o mar.
08:48Só o brilho caldo dessa luz.
08:51O planeta sol, o céu, a terra, o céu, a terra.
09:00E lá no fim daquele mar, a minha estrela vai se apagar.
09:06Como brilhou, o fogo solta e me calma.
09:13Não!
09:13Se você se teletransportar, eu vou atirar e vai pegar em alguém.
09:17Ah, você tá ameaçando a minha família, é, seu assassino?
09:19O sol sabe o que?
09:20O sol está falando.
09:21Largue essa arma, Fredo.
09:22Me deixa matar.
09:24Esse cara é louco, hein?
09:25Para.
09:25O encargo, o fogo agar, o que é que é verdade?
09:28O que é isso?
09:29É o meu marido, é o nome do meu marido.
09:31Eu sei que fosse a escalação do time de futebol.
09:33Parado aí!
09:34Se você se mexer, eu vou atirar e vai machucar alguém da sua família.
09:38Se houver alguma vítima civil aqui dentro desse departamento, eu vou ser obrigada a prender
09:42você em flagrante por homicídio doloso, Fredo.
09:44Já não abaixa os processos da corrigidoria, Fredo.
09:46O senhor é uma vergonha para a classe policial, com a sua política de execução sumária.
09:50Você deveria estar preso, Fredo.
09:54Abaixa essa arma.
10:08Existe uma ordem de prisão contra a Tarso Borba Gato de Albuquerque Andrade.
10:25Vocês podem conferir.
10:28Só estou usando uma tática de intimidação para garantir que ele não vai se teletransportar.
10:34Esse jovem, mutante de família Quatrocentona, está sendo acusado por homicídios de duas
10:43meninas na Praia do Sonho, perto da Vila Caixara, ao sul de Bertioca.
10:50Isso é um absurdo.
10:50Eu nunca matei ninguém.
10:53Seu sobrenome é assim, não vão te salvar, Tarso.
10:56Você está preso.
10:57Olha, eu te vi no campo.
10:59Eu vi você no campo, cara.
11:01Você matou os meus amigos e aquilo foi execução sumária.
11:05Como é que você explica isso, Fredo?
11:07Esse fedelo está falando besteira.
11:10Ele ia tirar o crédito da minha investigação.
11:13Eu atirei em legítima defesa contra os cúmplices dele.
11:17Mentira!
11:18Você vai continuar usando o álibi de legítima defesa?
11:23Eu não entendo como é que a corrigedoria ainda não te denunciou e não te expulsou do cargo.
11:27Isso não vai acontecer, Marta.
11:33Eu tenho costas quentes, você sabe muito bem disso.
11:36Você está começando a entender a realidade.
11:39Mas tem muita coisa que você ainda não sabe.
11:42O que esse cara está falando, doutora?
11:44Costas quentes por quê?
11:46Como que um assassino brutal que tira a vida dos outros,
11:50travestido de autoridade policial,
11:52tem costas quentes, doutor Fredo?
11:54Pai, eu estava lá, eu vi quando esse cara matou o rico e o joca.
12:00Foi em legítima defesa.
12:01Mentira!
12:02Foi assassinato!
12:04Cara, se você quiser, você poderia ter só prendido os dois,
12:07mas não, você fez questão de matar os meus amigos!
12:10Eu vou ter que entrar com uma denúncia contra você,
12:12por causa da morte desse adolescente.
12:14O Marta, ele está me acusando para se defender.
12:16Ele e os dois amigos mataram duas meninas no caminho.
12:21Meu filho não é um criminoso.
12:22Isso é uma difamação.
12:24Eu posso lhe processar, sabia?
12:26Essa acusação é verdadeira, Tarso.
12:28Claro que não, esse cara está mentindo.
12:30Cala essa boca!
12:32Você está preso em nome da lei.
12:34Não, você nunca vai me prender.
12:38Meu nome é Tarso, e meu lema é amor e liberdade.
12:41E agora eu vou mostrar para você,
12:43porque você nunca vai conseguir me prender.
12:52Eu vou te pegar!
12:54Sai, seu velho maluco!
12:55Safada!
12:56Sai!
12:57Eu vou te pegar!
12:59Sai!
13:03Muita do mal!
13:05Desculpa, me larga!
13:06Ai, menticeira de mim, forma da mente, assassina da mente...
13:11Socorro!
13:14Socorro!
13:14Eu vou acabar com a sua vida!
13:18Muita do mal!
13:20Mulher piranha me ferra!
13:22Eu vou acabar com você!
13:25Não!
13:26Não!
13:28Não!
13:29Não!
13:30Não!
13:30Eu sou...
13:31Não!
13:33Eu sou...
13:34Cuidado!
13:35Cuidado!
13:36Não!
13:38Você mente!
13:40Você mente aqui, não respira!
13:43Por isso é morrer, é nada!
13:46Liderado!
13:47Muna!
13:48Muna!
13:49Você mente aqui, não respira!
13:50Carga ela, já!
13:51Por isso é morrer, é nada!
13:53Você é alguém do seu tamanho?
13:59Depois disse que não é mutante,
14:01que não é do mal.
14:03Olha o olho do feiticeiro aí!
14:06Filhote de Papa Figo!
14:08Criaturas sanguínicas do poder e do mal!
14:10O mal é você, seu maluco!
14:13Fado e reto!
14:14Mutante dos infernos!
14:15Vai pro inferno você, com essa sua demência aí!
14:17Eu vou te levar pra uma clínica psiquiátrica, pro hospício!
14:20Isso!
14:20Leva mesmo pro hospital!
14:21Leva!
14:22Não vão me levar pra lugar nenhum!
14:24Bichos transgênicos!
14:33Meu olho!
14:37Eu vou te matar!
14:39Carrapito carnívoro!
14:40Eu vou te matar, infeliz!
14:42Você quer a verdade, não quer agora?
14:59Eu não sou desse planeta agora.
15:01E de onde você é?
15:03Pode falar, Julie.
15:04Estamos num sistema seguro.
15:05Por favor, me conta tudo.
15:08Eu sou do planeta Marte.
15:10Marte?
15:11Mas Marte é inabitável.
15:14Apesar de existirem sinais de água no planeta.
15:16É o planeta do sistema solar mais pesquisado aqui na Terra.
15:20Recentemente, técnicos da Missão Fênix afirmaram que o solo do polo norte de Marte
15:25é parecido com os quintais das casas do planeta Terra.
15:28Mas nenhum cientista nunca ousou dizer que existe vida em Marte.
15:33Na superfície realmente boa.
15:35Mas dentro do planeta, nas profundezas, existe a nossa civilização.
15:40Vizinha, próxima à Terra.
15:42Você tá brincando comigo?
15:46Ou tá falando sério?
15:48Nunca falei tão sério em toda a minha vida.
15:51Eu não sei se você tá falando sério mesmo.
15:54Ou se você tá querendo se divertir comigo.
15:55Mas de uma coisa eu sei.
15:58Essa sua sabedoria,
16:00essa sua capacidade de criar seres geneticamente modificados
16:04é de uma ciência tão sofisticada
16:08que faz com que tudo que a humanidade aprendeu até hoje sobre genética
16:12se torne insignificante.
16:14É verdade.
16:17Júlia de Trevi.
16:19Agora você me deixou muito curiosa.
16:22Você tá querendo me dizer que você é uma marciana?
16:24Marciana.
16:26Reptiliana.
16:28Eu quero saber tudo sobre vocês.
16:30Marcianos, reptilianos, a sua ciência, tudo.
16:33Eu fiquei muito excitada com tudo isso que você tá me contando.
16:37Calma agora.
16:39Você vai ficar sabendo de tudo aos poucos.
16:42Por enquanto, guarde essas informações pra você.
16:44Não as divida com ninguém.
16:46Ok.
16:48Mas só mais uma coisa.
16:50Uma última coisa.
16:51Essas mutações violentas que estão se espalhando pela Terra,
16:57tudo isso é um plano pra enfraquecer os humanos.
17:00Não é?
17:02Muito sagaz, boa menina.
17:06É.
17:07Vamos deixar que as mutações se espalhem.
17:09Não há mais como conter a contaminação.
17:11Muito em breve os humanos serão minoria.
17:14E o planeta será nosso.
17:17Pra fazermos dele o que quisermos.
17:19Fiquem à vontade.
17:29É um prazer receber a família Maia na minha casa.
17:32Vamos entrando.
17:34Cassandra, minha querida.
17:37Em primeiro lugar, eu queria agradecer a sua gentileza de estar nos recebendo aqui nesse apartamento.
17:45Muito obrigada.
17:46Imagina.
17:47Regina, minha querida.
17:48Oi.
17:48Está tudo bem com você?
17:51Ai, tudo indo, né?
17:53Mas eu queria te agradecer.
17:54Prazer estar aqui na sua casa.
17:56O resto das malas o porteiro vai trazer daqui a pouco.
17:58Ah.
17:59E você, Danilo?
18:01Sempre lindo e elegante.
18:04Como boas coisas.
18:06Ah, estamos indo, né, Cassandra?
18:08Tentando nos acostumar a essa nova condição de pessoas pobres.
18:11Não.
18:12Não pense dessa forma.
18:14Não pense dessa forma porque logo, logo vocês vão se recuperar.
18:17Vocês são pessoas conhecidas, profissionais.
18:22Daqui a pouquinho vocês vão arrumar um bom trabalho.
18:25É, Cassandra.
18:26Esse é que é o meu problema.
18:29Imagine você.
18:29Posso lhe fazer uma pergunta?
18:31Sim.
18:31Quem, em sã consciência, nesse país, nesse Brasil de hoje, vai querer dar um emprego a um executivo, né, de sobrenome Maia Cassandra?
18:41Quem seria essa pessoa?
18:44É, eu entendo sua preocupação.
18:48Mas acho bom que vocês arrumem logo um trabalho.
18:51Pra que vocês possam alugar um belo apartamento, uma casa.
18:56Eu vou hospedá-los aqui por um certo tempo.
19:00Não é eternamente.
19:02Espero que vocês se arrumem logo.
19:03Não é eternamente.
19:33Não é eternamente.
20:03Eu não sei de onde você veio, mas com certeza você é uma das criações da doutora Júlia.
20:10Eu já espero que não tenha uma tribo igual a você por aqui.
20:33Noé!
20:44Noé, você está bem?
20:48Noé.
20:56Noé.
20:59Fala comigo.
21:00Não faz isso comigo, não é?
21:14Eu ouvi um craque.
21:16Eu acho que você quebrou a minha costela, tubaroa safada.
21:20Eu não sou tubaroa, seu velho maluco.
21:22Ah, Lula, obrigado. Eu não consegui enxergar nada no olho. Está cheio de areia.
21:27Eu vou acabar com vocês.
21:30Mudantes do mal.
21:31Sai! Sai daqui!
21:33Se não dá ultrapaulada. Sai!
21:36Não consegui nem respirar direito.
21:39Eu acho quebrou umas coisas dentro.
21:42Pichona, maldito. Mudante.
21:47Sai de perto de mim.
21:49Sai!
21:50Fica longe de mim.
21:51Sai de perto de mim. Fica longe.
21:54Repetiliana safada.
21:55Fica longe de sua criação alienígena, que não é da confederação, que acabar com a espécie humana.
22:02Mas isso não vai ficar assim, não. Tem tronco. Marciana. E você também. Era do gelo.
22:14Traficante de meteorito. Eu vou pegar vocês.
22:21Não vai ficar assim, não.
22:24Safada.
22:25Vocês. Vocês são um casal de tatuinha intergaláctico.
22:32Pelado do planeta bandido.
22:36Mas eu vou pegar vocês.
22:39Vai ter tronco.
22:41Viu?
22:43Vai ter tronco.
22:44Enfeta de Plutão!
22:56Eu vou acabar com você.
22:58Enfeta de Plutão!
23:10Então, agora é que já está tudo resolvido.
23:13Que o Aquiles e a Agatha vão passar um tempo aqui com a gente.
23:17Que tal a gente comemorar com um bom lanchinho?
23:20Não é não?
23:20Depois?
23:21Senta aqui, Janete. Senta aqui.
23:23Obrigada.
23:24Bom, menino. Senta aqui.
23:26Muito obrigada.
23:26Muito obrigada.
23:27Muito obrigada, vida, Ana Simone.
23:31Olha, o seu apartamento é muito bonito.
23:33Ah, muito obrigada.
23:34Só que a gente não vai ficar aqui muito tempo, sabia?
23:37Nós vamos nos mudar para uma casa enorme.
23:39Uma mansão no Morumbi.
23:41Foi herdada pela minha neta, Maria.
23:44É, a gente está sabendo, né?
23:46Era a mansão que foi do doutor Sócrates Maia.
23:48Isso.
23:48Ainda você vê, Quirininha.
23:50A gente já sofreu tanto com a zoa da progênese
23:52e agora a gente vai parar na casa do doutor Sócrates.
23:54Pois é, Agatha.
23:55Para você ver, hein?
23:57Como é que o mundo dá voltas e mais voltas, né?
24:00Oi, Janete.
24:04Ah, desculpa.
24:05Oi, linda.
24:06Dá para tirar esse arzinho triste do seu rostinho, dá?
24:09Ah, Simone, eu queria, mas está bem difícil.
24:12Essa história do Tony, eu não consigo parar de pensar nele com outra mulher.
24:16Na verdade, é pior que isso.
24:17Eu vejo, né?
24:18É muito ruim.
24:20É muito ruim isso tudo.
24:22Olha aqui, meu amor.
24:22Todo mundo na vida já foi traído um dia.
24:28E ninguém morre disso, não, viu?
24:31Olha aqui, toma um pãozinho de queijo.
24:33Está quentinho, corre.
24:35Não dá nem quente.
24:35Está, como.
24:36Obrigada.
24:37Estou para ver melhor anfitriano que você, dona pequenina.
24:41A sua casa sempre parece que está tudo planejado.
24:44Sempre com muito cuidado, muito carinho.
24:48E ele é sempre assim, viu?
24:50É muito gentil.
24:51Sempre ouvi falar que a nossa cultura brasileira é hospitaleira.
24:56Melhor do que qualquer lugar do mundo.
24:58O brasileiro gosta de receber visitas.
25:02Ah, é um povo alegre, é um povo feliz.
25:10Vamos dar licença, deixa eu atender o telefone.
25:17Alô?
25:18Ernesto, puxa vida, é até que enfim.
25:24Já estava sentindo falta de notícias de vocês.
25:28Ernesto, será que a Esmeralda está fora de perigo, hein, gente?
25:31Eu também rezo muito por isso, Marisa.
25:34Como é que é?
25:36Saiu do coma!
25:38Teve alta e toda...
25:40Ai, por que você nem me falou isso antes, menino?
25:43Pois é, aconteceu tudo muito rápido.
25:46Mas olha, eu e a Esmeralda, a gente está numa felicidade incrível, viu, dona pequenina?
25:49Manda beijo.
25:50Fala que eu estou com saudade.
25:51A Esmeralda está mandando beijo.
25:53Outro para ela, mas vocês estão vindo para cá, né?
25:55Estamos sim.
25:56Mas antes me diz uma coisa, dona pequenina.
25:58Como é que chama aquela menina, aquela que tem o poder da cura, a que havia desaparecido?
26:03É Clara o nome dela.
26:05Ah, sabe.
26:07O seu nome é Clara?
26:09É, você me conhece?
26:10Eu não já ouvi falar muito de você.
26:14Só um segundo.
26:15A dona pequenina, eu vou precisar desligar, tá?
26:17Olha só como são incríveis as energias.
26:19Eu e a Esmeralda, a gente veio aqui para a praia e eu queria muito encontrar aquela
26:22menina.
26:23E não é que ela está aqui na minha frente?
26:24É que ela está aí com você?
26:26É?
26:27Está aqui, exatamente aqui na minha frente.
26:30Ernesto!
26:31É a sua chance, meu filho.
26:33Aproveita isso.
26:35Tá bom, é o que eu vou fazer, tá?
26:36Então manda beijo para todos, tá bom?
26:38Depois a gente se vê.
26:39Beijo.
26:39Tchau.
26:40E aí, quer ser curado pela menininha, quer?
26:44Quero.
26:45Quero muito.
26:47Me cura, Clara.
26:49Por todo o amor que há nesse homem, por tudo que há de mais sagrado.
26:52Me cura.
26:53Me cura o Ernesto, Clara.
26:55Me cura.
26:56Eu vou tentar.
27:03Você vem comigo, Cléo.
27:05Prima do novo imperador dos homens formiga.
27:08Ó, eu vou te servir uma refeição com mel puro de abelhas, fruta silvestre, salada de folhas, sopa de legumes e pra acompanhar, suco de frutas frescas.
27:21Hum, tem isso tudo aqui debaixo da terra?
27:24Tudo bem.
27:26Eu aceito.
27:28Eu gosto de bebidas naturais e fresquinhas.
27:30Tem tudo isso e muito mais.
27:32O formigópolis é um lugar muito bom pra se viver.
27:35Ah, pois é, eu acho que todo mundo gosta do lugar onde nasce, né?
27:42Pelo menos, quase todo mundo.
27:45Eu, pra falar a verdade, acho que não me adaptaria muito bem viver num formigueiro subterrâneo como esse, não.
27:52É, uma pena.
27:53É, é porque eu sou acostumada à luz do sol, né?
27:57Ver as estrelas à noite.
27:58Eu acho que seria muito difícil de eu conseguir viver pra sempre num lugar como esse e não ver o horizonte.
28:08Você me entende?
28:10Então deve ser por isso que os outros dois que passaram por aqui receberam fugir.
28:14Outros dois?
28:15É, um homem forte e uma mulher que lutava muito bem.
28:18Ah, Noé e a Maria.
28:20Isso, esses mesmos.
28:23Era assim que eles se chamavam, Noé e Maria.
28:26Então eles passaram por aqui. E pra onde que eles foram?
28:29Fugiram de nós em direção às profundezas.
28:31Ao caminho que leva ao centro da terra, ao reino de Agartha.
28:33Centro da terra?
28:35Reino de Agartha?
28:37Onde é que fica isso?
28:38Você nunca ouviu falar de Agartha?
28:40Eu não.
28:41Quer dizer, eu acho que não.
28:45Eu não sabia que a Maria tinha uma irmã gêmea.
28:47Ninguém sabe.
28:49Eu mesma só fiquei sabendo há pouco tempo.
28:51Uma doutora Júlia mentiu pros meus pais, dizendo que eu tinha morrido.
28:57E aí me criou nesse laboratório, presa, acorrentada, feito bicho.
29:04Que coisa horrível.
29:08Posso imaginar o que você passou.
29:11Parece que você é assim, agressiva, né?
29:16Agressiva? Eu?
29:16Você ainda não viu nada.
29:23Eu queria muito sentir o gosto de um homem.
29:31Você é diferente de todas as mulheres que eu já conheci.
29:34Mesmo sendo igual a Maria.
29:37Você é completamente diferente da Maria.
29:40Por quê?
29:43A Maria é mais recatada que você.
29:46Como assim?
29:53Samira, você tá praticamente se oferecendo pra mim.
29:57E olha que...
29:58São todos homens que gostam de uma mulher fácil, oferecida.
30:03Você acha que eu sou oferecida?
30:06Você não gosta de mim como você gosta da Maria?
30:09Eu tô te conhecendo agora.
30:12Mas o seu jeito me assusta um pouco.
30:15Eu assusto.
30:20Você tem medo de mim?
30:25Não, eu não tenho medo de você.
30:27Eu não tenho medo de ninguém.
30:30Beto.
30:33Você apareceu numa hora muito boa.
30:35Eu nunca estive tão perto de um homem.
30:40É a minha primeira vez.
30:46Você tá querendo dizer que...
30:48Não fala nada, não.
30:50Me beija.
30:51E pra você...
30:53Pra você eu posso ser a Maria.
30:54Não é isso que você quer.
30:57Não é isso que você quer.
31:27A gente fazia uma cidade sem ninguém vigiando.
31:30Então Samira acabou revelando a verdade sobre a sua identidade ao Beto.
31:35Não era o que eu queria que tivesse acontecido.
31:37Mas enfim...
31:39Ele não vai ter a quem contar mesmo.
31:43Vou dar um jeito nele.
31:44Por enquanto vai ser o brinquedinho particular de Samira.
31:48Coitada.
31:49Trinta anos, sozinha, presa numa cela.
31:53De menina virou mulher.
31:55E agora esse desejo de namorar...
31:57Ela vai fazer a festa.
32:01Como é diferente a vida de Samira mantida em cativeiro por mim durante todo esse tempo.
32:07O que interessa é que ela vai servir aos meus propósitos.
32:11Em breve vamos para São Paulo.
32:12E toda a herança do Sócrates será controlada por Samira.
32:17Todos vão pensar que ela é a Maria.
32:19E como Samira está programada para me obedecer...
32:22Eu vou controlar toda a fortuna.
32:28Não vou ter que ficar escondida aqui.
32:31Vou ter São Paulo a meus pés.
32:34E depois que a bomba explodir...
32:36Vamos declarar um novo governo mutante controlado por nós.
32:40Marcianos reptilianos.
32:42Como é que a gente vai fazer para escapar daqui?
32:54Não, porque não adianta só ter um plano para fugir do laboratório, não.
32:57Tem que ser um plano para sair da ilha.
32:59É, a perpétua está certa.
33:01A gente primeiro precisa sair dessa cela.
33:04Depois do laboratório.
33:05E aí sim da ilha.
33:06É, Leonor.
33:08Não dá para queimar etapas.
33:09Tem que ser uma coisa de cada vez.
33:11E nós temos que fazer isso, tudo, passo a passo.
33:15Para que não haja nenhum erro.
33:17Desculpa, gente.
33:19Não querendo desanimar ninguém, não, tá?
33:21Mas desde o momento que eu cheguei nessa ilha...
33:24Parece que eu entrei num labirinto sem saída.
33:26Eu rodo, rodo, rodo.
33:28Passo por lugares diferentes.
33:29Enfrento novas ameaças, mas eu não consigo sair.
33:33E agora, para piorar, eu e o Beto fomos capturados.
33:36E provavelmente os outros que vieram com a gente...
33:39Estão sendo atacados pelos homens-formiga.
33:41Homens-formiga.
33:43Meu Deus do céu.
33:46Será que a gente tem chance contra todas essas criaturas que estão lá fora, gente?
33:50Olha, eu posso até estar errada.
33:52Mas eu não vejo saída daqui, não.
33:55Os meus choques elétricos não estão adiantando em nada para abrir essas portas.
33:58Olha, existe uma chance, sim.
34:12Ela é mínima, mas é uma saída.
34:15Olha, eu tenho pensado nisso, esperado essa oportunidade por muitos anos.
34:21Mas do que você está falando, Mariana?
34:23De um dardo tranquilizante.
34:26Como assim?
34:27Um dardo tranquilizante?
34:29É que durante anos a Júlia me vejou várias vezes com esses dardos.
34:33E eu os guardei um por um.
34:35E com as sobras, eu fiz uma boa doce.
34:41Olha aqui.
34:44Está cheio.
34:46Agora é só esperar a hora de aplicá-la.
34:48Pássio, é só a gente trazer a Júlia aqui.
34:53Isso mesmo, a gente faz um escândalo aqui.
34:56Não, não, melhor.
34:57Uma de nós finge que está passando mal.
34:59E aí a gente chama a Júlia.
35:01Tá, e assim que ela abrir a porta, a gente ataca com tranquilizante.
35:05Isso.
35:05Aí não é um plano perfeito.
35:08Não é não, dona Mariana.
35:09Não é mesmo.
35:10Até parece que a Júlia vai abrir essa porta sabendo que eu estou aqui.
35:13Gente, ela morre de medo de tomar choque de mim.
35:16E se você fingir que está desmaiada ou que está morta?
35:20Será que ela vai acreditar?
35:21É, gente.
35:22É, P.
35:23Se ela acreditar que você está fora de combate, quem sabe?
35:27É, quem sabe ela não entra.
35:29A gente tem que acreditar, gente.
35:31Isso.
35:40Agartha é um mundo que existe no interior da Terra.
35:43Xambala é sua capital.
35:46Lá vive o povo que descende dos sobreviventes do continente perdido de Atlântida.
35:51Sobreviventes de Atlântida?
35:52Uhum.
35:53É sério isso?
35:54E a Maria e o Noé estão indo pra lá?
35:56E será que eles sabem disso tudo?
35:58Será que eles vão saber voltar pra cá?
36:00Como é que se chega lá?
36:01Não sei.
36:03Quer dizer...
36:04A doutora Júlia criou a comunidade dos homens-formiga pra invadir Agartha.
36:09Por isso é importante que nasçam bastante homens e mulheres-formiga.
36:13Aqui estejamos em maior número na hora do ataque.
36:15Então vocês todos são criaturas da doutora Júlia.
36:20E ela está fazendo essa civilização pra destruir o centro da Terra.
36:26Que é por isso que vocês têm que ter muitos filhos-formigas.
36:30Eu acho que eu estou entendendo.
36:32Aqui é só mais uma perguntinha.
36:34Por que que você não fecundou a sua rainha?
36:38Não seria mais fácil?
36:39É.
36:41Eu...
36:42Eu tentei muito essa fecundação.
36:45Eu e outros guerreiros.
36:47Mas a fecundação da rainha tem que vir de origem humana, não modificada geneticamente.
36:53Entendeu?
36:55Deixa eu ver se eu entendi.
36:57Então quer dizer que vocês todos homens-formigas são mistériis?
37:02É.
37:02Nós somos homens-mutantes-formiga sem a capacidade de nos reproduzir.
37:12E pra conseguir a fecundação a rainha precisa de um homem.
37:15E um homem comum.
37:17Ah, mas o Tony também é mutante.
37:20Mas mutantes com outras alterações genéticas não são necessariamente estéreis.
37:25Ah, tá.
37:28Então quer dizer que você e a rainha já...
37:30É, mas isso são águas passadas.
37:34Agora eu não sou mais o eleito da rainha.
37:37Mas em compensação me tornei seu principal guerreiro.
37:40O general do exército dos mutantes-formiga.
37:42Escuta, Cléo.
37:48Eu...
37:48Posso não fecundar uma mulher.
37:52Mas...
37:53Isso não me impede de amar e usufruir.
37:56Os prazeres e delícias da carne.
38:00Você, por exemplo.
38:03Prima do novo rei.
38:04Eu?
38:09Exatamente.
38:11Se você quiser...
38:14Podemos nos amar agora mesmo.
38:17Eu sou uma mãe de três crianças desaparecidas.
38:27E você fica me agredindo, sua louca.
38:30Não me suporta nada se você estiver envolvida no sumiço das crianças.
38:33Como é que você fala assim comigo, hein?
38:35Falta de respeito.
38:37Falta de respeito.
38:38Falta de respeito é a sua.
38:39Que tá numa casa que não te pertence.
38:41Numa casa da qual você foi expulsa.
38:42Você fica sabendo que a qualquer hora eu gosto do Guilherme.
38:47A qualquer hora é só suviar que ele vem correndo pra mim.
38:49Correndo que nem cachorrinho.
38:51Latindo e abalhando o rabo.
38:53Ai, sua filha!
38:54Você não sabe o que você tá dizendo.
38:56É claro que eu sei.
38:58Eu sei muito bem o que eu tô dizendo.
38:59Eu posso ter o Guilherme a hora que eu quiser.
39:01Esse seu relacionamentozinho, meu bem, só não acabou porque eu não quis.
39:05Não vou acreditar nesse seu plevídico.
39:07O Guilherme quer te ver longe daqui.
39:09Ele não te suporta, Viviane.
39:10Ô, querida.
39:14Esse ódio que o Guilherme diz que sente por mim, sabe como é que se chama?
39:18Hein?
39:18Paixão recolhida.
39:20O Guilherme, no fundo, no fundo, tá louco pra que eu volte pra ele.
39:23Ele só não assume que me ama de verdade porque tem medo que eu o rejeite.
39:26Olha aqui, o Guilherme, não sei se você sabe, ele é uma pessoa que faz qualquer coisa
39:30pra mãe estar junto aos filhos.
39:31Porque ele é família, Érica.
39:33Família é a coisa que você não tem com ele.
39:35Você tá me preocupando?
39:36Cala essa sua boca suja, hein?
39:38Para de falar bobagem.
39:39O Guilherme me ama.
39:41É a mim que ele quer, me ama.
39:42Ai!
39:43Olha o que eu tô falando dizendo.
39:45Isso pode ter sido, sim.
39:47Quando eu tava longe daqui.
39:48Olha aqui, mamãe.
39:50Mamãe.
39:51Longe dos filhos e desaparecida.
39:52É claro.
39:53É claro que o Guilherme ia achar uma professorazinha boazinha
39:56pra ser madrasta das crianças.
39:58Porque ele é um bom pai.
39:59Agora, meu bem, escuta o que eu tô dizendo.
40:01Comigo perto agora a coisa muda de figura.
40:04Sabe por quê?
40:05Porque o Guilherme ia sonhar se ouvir aquele vento nem manteiga derretida numa frigideira quente.
40:10Sabe por quê?
40:40Sai da minha casa!
40:41Shhh!
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