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  • há 9 meses
Flanelinhas cobram valores abusivos de motoristas para estacionar em vias públicas. Em alguns casos, a "taxa" chega a R$ 400.

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Transcrição
00:00Eles estão por toda parte. Em dias de evento, agem como se fossem os donos das ruas do entorno.
00:24Cobram preços altos.
00:30E deixam entender que não tem medo dos agentes de trânsito e nem da polícia.
00:40O repórter investigativo da Band, Leandro Santana, circulou pelas ruas da capital paulista para entender como os flanelinhas atuam.
00:53Em dia de show no estádio do Morumbi, cobram valores elevados por uma vaga em via pública.
01:00Em algumas ruas, eles usam até os condomínios como desculpa para passar uma falsa sensação de segurança.
01:07Os vigias também entram no esquema.
01:09Nesse caso, a vaga era na calçada, do lado de fora do condomínio. Ainda assim, proibida de estacionar.
01:38Os flanelinhas fazem acordos também com moradores para usar as garagens das casas.
01:44É estacionamento, irmão?
01:45Morar em casa.
01:47Mas como é que é aqui o esquema?
01:50É fechado, seguro.
01:52A gente mora aqui também.
01:54Vocês moram aqui na casa?
01:55Moram.
01:55Quanto que é para entrar aí?
01:57Eu estou sem.
01:58Sem estacionar?
01:59A prática é aderida por muita gente. Tudo intermediado pelos guardadores de carro.
02:05Onde que é? Quanto que é na rua?
02:07Vou fazer 150. O estacionamento fechado que ele indica nada mais é do que uma residência.
02:23E a prática para usar o local como estacionamento é ilegal.
02:28Mas de quem que é essa casa aí?
02:30É do senhor?
02:31Mas tem seguro?
02:33Tem tudo.
02:34Como tem tudo?
02:35Tem, cada dono está aí.
02:37E o discurso é sempre o mesmo. Vale o poder de convencimento.
02:41Já deixei o jogo, mas ele trabalha aí. Vai ficar cegado.
02:43Mas quem que deixa?
02:44Eu sou responsável.
02:46Mas não é uma casa de ninguém isso aí?
02:49É, ele paga o aluguel para o dono, entendeu?
02:52Mas não é rácio, vai ficar cegado.
02:53Mas e se dá algum problema?
02:54Não dá problema não, patrão.
02:56Mas já tem 10 anos aqui.
02:57É?
02:5810 anos.
02:59Pode ficar cegado lá aqui, ó.
03:01Sem saber que estava sendo gravado, o vigia de uma das ruas do Morumbi também falou sobre o esquema com o repórter investigativo.
03:09Ele contou que alguns espaços chegaram a ser invadidos pelos flanelinhas.
03:13Eles são de onde essas flanelinhas? Vêm de todo lugar.
03:16É, esses lugares são ali da... é lá do Paraisópolis.
03:20Paraisópolis?
03:20É.
03:21E esses lugares que é fechado, que é estacionamento, parece que é estacionamento, mas é uma porta aberta?
03:28Não, daí eles embarrem, eles embarrem, pô.
03:30O ato de guardar carros por lei não é considerado uma prática criminosa.
03:36O problema é que os flanelinhas não apenas cobram para vigiar os veículos.
03:41Eles se apropriam de espaços públicos e estipulam valores abusivos.
03:48Muitas vezes, ameaçam, usam de violência, intimidam e praticam extorsão.
03:55No entorno do estádio do Corinthians, em dia de jogo, vale tudo para atrair a clientela.
04:00As vagas cobradas também são em via pública.
04:04É a vaga privada.
04:05Como vaga privada?
04:06O CNT pega o café, porque nós sempre colocamos o evento.
04:09Aí é garantido que nós estamos com a equipe fechada.
04:11Como assim?
04:12Não.
04:13Não, você falou que...
04:14Não, não é.
04:15Tem seguro.
04:16É a formação de culpa.
04:17Tem seguro, nós estamos aqui, ninguém vai ser seu carro.
04:18Em nota, a CET informou que o combate aos flanelinhas não é atribuição da companhia.
04:24E que quando as situações de crime são identificadas, os órgãos de segurança responsáveis são acionados.
04:30A Secretaria de Segurança Pública também cita que a Polícia Militar só atua caso seja chamada por algum motorista
04:38que se sinta constrangido ou coagido a pagar algum valor.
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