00:00Ronaldo Caiado, que afirmou que o sistema presidencialista no Brasil está destruído.
00:04Valéria Luizetti é quem vai contar agora as informações pra gente.
00:08Caiado também criticou os valores destinados às emendas parlamentares, não é mesmo, Valéria?
00:15Exatamente isso, Evandro. Boa tarde a você e a todos que nos acompanham.
00:19Essas afirmações do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, foram realizadas na tarde de ontem
00:24durante um evento aqui na Fundação Fernando Henrique Cardoso,
00:27onde inclusive nós estivemos presentes e ele então disse que o presidencialismo está destruído no Brasil,
00:36que o plano de governo do presidente hoje não é mais executado pelo executivo,
00:40falou que há uma desordem institucional, que tudo isso tem dificultado então
00:45que o presidente realmente possa governar. Vamos ouvir o que ele disse.
00:51Você vê um presidencialismo totalmente enfraquecido, tá certo?
00:56Um congresso nacional, que entrou e define toda a parte de discricionário hoje
01:03do governo federal.
01:06Um supremo que muitas vezes se propõe a alterar legislações.
01:12E a ausência da presidência provoca todo esse distúrbio
01:16e essa desordem institucional que eu estou dizendo.
01:19Como você disse, Evandro, o Caiado ainda fez críticas às emendas parlamentares,
01:28dizendo que elas são uma prática de instrumento de barganha política
01:33e que o atual modelo é insustentável e disse que a destinação dos recursos
01:38não deveria então ser controlada por parlamentares.
01:42Mas, apesar disso, a gente sabe que a União Brasil, partido do governador,
01:46é um dos que acabam mais se beneficiando aí
01:49durante essas questões de emendas parlamentares.
01:53Ele também disse, Evandro, durante essa reunião,
01:56que é a favor de uma reforma administrativa,
01:58visto que os gastos públicos hoje não estão equalizados, né?
02:03O que se arrecada e o que se gasta.
02:06E também reforçou a importância de uma nova reforma previdenciária,
02:09dizendo que a atual já caducou e não está valendo mais.
02:13Com relação às eleições de 2026, a gente já falando, né?
02:17A gente brinca que é o esquenta para as eleições de 2026.
02:21Ele já é pré-candidato à presidência no próximo ano pela União Brasil
02:25e disse que, além dele, a centro-direita deverá, sim,
02:29lançar vários outros nomes, diferente do que a gente tem acompanhado, né?
02:33Na semana passada, o próprio Gilberto Kassab, secretário aqui do governo de São Paulo,
02:38disse que a centro-direita, caso, por exemplo, nomes como o de Tarcísio saíssem,
02:44iam se alinhar ali, mas parece que o governador de Goiás não está muito alinhado com essa ideia, não.
02:51E bateu, pede que sim, irá sair no ano que vem, é claro,
02:54caso a União Brasil o apoie nessa pré-candidatura.
02:59Ele também fez críticas ao governo Lula e também criticou a reforma tributária,
03:03que foi aprovada, disse, inclusive, que ela incentiva a sonegação.
03:08Por fim, ele defendeu a anistia à parte dos que participaram no 8 de janeiro.
03:14Você trouxe exatamente neste momento informações sobre isso.
03:18Ele disse que os organizadores do ato do 8 de janeiro deveriam ser culpabilizados,
03:24mas os demais participantes apenas anistiados, para que o país pudesse, então, prosseguir.
03:30Só lembrando que, caso realmente o Caiado continue aí na sua pré-candidatura,
03:35ele deve deixar o cargo de governador em 30 de março do próximo ano,
03:41prazo legal para a desincompatibilização dele, então, de cargos.
03:45E é claro que essa saída dele depende, então, dessa confirmação do União Brasil,
03:51para que ele seja, no futuro, quem sabe, candidato à presidência em 2026.
03:57Obrigado, Valéria Luizete. Um abraço para você.
03:59Zé Maria Trindade, nós precisamos colocar também nessa candidatura de Ronaldo Caiado
04:05a união agora entre PP e União Brasil, né?
04:09Porque tudo isso pode interferir também ou mudar o curso das coisas
04:15e das decisões que são tomadas hoje por integrantes do partido.
04:20É uma área bastante congestionada, né?
04:23Quando isso acontece, é sinal claro de que é uma área maioria.
04:28Eu sempre vi isso.
04:31O MDB, quando ser candidato pelo MDB seria, basicamente, ser eleito,
04:37a briga era muito grande dentro do partido.
04:41Então, agora, o sentimento geral da política é de,
04:44alguém com apoio da direita e do centro, se elege presidente da república, né?
04:51Então, essa é a lógica.
04:52Então, diante dessa lógica, cresce o número de candidatos,
04:56e vejam bem, são candidatos importantes, não são aventureiros.
05:01Governador de São Paulo, governador de Goiás,
05:05governador do Paraná, governador de Minas Gerais,
05:10todos candidatos, na mesma ala, e disputam o mesmo setor.
05:15Agora, em São Paulo, a gente vê claramente a história que eu sempre falo.
05:19O mandato no Brasil é de oito anos.
05:22E ali tem, em quatro anos, uma passagem de aprovação,
05:27continua, reprovação, acaba no meio do mandato.
05:32Todo governante, seja ele prefeito, governador ou presidente da república,
05:37já lança a sua candidatura à reeleição.
05:39Senão, ele diminui o governo dele, a gestão dele.
05:44E, por outro lado, alimenta o aparecimento de secretários e tal,
05:50ministros que querem ser candidatos.
05:53Era o que estava acontecendo em São Paulo.
05:55Com essa pressão, que há uma pressão para que o governador Tassi
05:59seja candidato à presidência,
06:01começaram ali os secretários e tal, aliados dele,
06:05a se apresentar e se colocar como candidatos.
06:07Ele votou e disse, não sou candidato à reeleição.
06:10Eu não sou candidato à presidência, sou candidato à reeleição.
06:12Para colocar a ordem no governo de São Paulo, ele acertou.
06:16O Segre, arremate.
06:19Bom, candidatos vão aparecer.
06:20Concordo com o análise do Semaria.
06:23Me parece válido essa questão de agências da centro à direita
06:26que são maiores hoje que a esquerda,
06:28sem contar o que vai aparecer daqui para frente,
06:30que vai desgastar, claro, ao governo.
06:33Aí a pergunta será quem será o candidato da esquerda
06:35que possa disputar contra qualquer outro candidato.
06:39Mas cada um está fazendo o jogo.
06:42Lembremos há não mais de um mês, um mês e pouquinho, talvez,
06:45aparecia Gustavo Lima como um candidato,
06:47ou pré-candidato à presidência, junto com Caiado.
06:50Já estavam dividindo qual seria o lugar de cada um na chapa presidencial.
06:54Gustavo Lima já não está mais no páreo, pelo menos por enquanto.
06:57Então vamos ver muita movimentação de pré-candidatos
07:01que depois devemos ver.
07:03Se o partido aprova, porque o Caiado está com muita condicionante.
07:08Se União Brasil coloca ele, se dá legenda.
07:11Se não dá legenda, não vai conseguir ir, pelo menos, por esse partido.
07:15E no PSD já temos, pelo menos, dois pré-candidatos.
07:18E como que vai ser dirimido?
07:20Falta muito ainda.
07:21Me parece muito prematuro falar de candidaturas,
07:24sobretudo porque tem dois jogadores que ainda não definiram.
07:28E não definiram porque um não pode, está inelegível.
07:31Jair Bolsonaro.
07:32E o outro vai depender dessa eventual inelegibilidade
07:35para ver se concorreram ao que está sido de freitas.
07:37Falta muito.
07:38E foi, Piperno, rapidamente.
07:40Rapidamente.
07:40Então, quanto ao favoritismo da direita,
07:44falta combinar com o eleitor.
07:45Porque eu convido a nossa audiência a consultar
07:47as duas últimas pesquisas dos institutos.
07:50Datafolha e Atlas publicadas agora, no mês de abril.
07:55Numa delas, o presidente Lula tem seis pontos de vantagem
07:58em relação ao Bolsonaro.
07:59Na outra, ele tem quatro.
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