Durante a Global Conference 2025, nos EUA, Fernando Haddad destacou o avanço do plano ecológico brasileiro, reforçou o crescimento de 3% ao ano e projetou investimentos bilionários em infraestrutura, data centers e reindustrialização. Felipe Machado analisou a fala do ministro.
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00:00O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, participa neste momento de uma conversa da Global Conference 2025 do Milken Institute nos Estados Unidos. Vamos ouvir.
00:09Que nos provê de insumos para apresentar na COP alguns arranjos financeiros avançados, de uma geração mais avançada,
00:22para garantir o pagamento de serviços ambientais para países pobres manterem as suas florestas tropicais em pé.
00:32E começamos a esboçar um modelo de mercado internacional de crédito de carbono,
00:39que também é uma coisa que pode alçar voo e garantir que o desenvolvimento global seja sustentável.
00:47Então, falando sobre isso, como você enxerga o papel do Plano de Transformação Ecológica, o PTE,
00:54e o Tropical Forest Forever Facility, o TFF, na construção de um mercado de carbono?
01:01Olha, o Plano de Transformação Ecológica brasileiro, ele tem um conjunto enorme de ações,
01:07são mais de 100 ações, que vão desde biofertilizante, passando por biocombustíveis, inclusive SAF,
01:14e chegando no combate ao desmatamento, recuperação de pastagens, enfim.
01:21É um amplo conjunto, data center, é um amplo conjunto de medidas que estão se desdobrando no tempo.
01:28Porque nós temos uma equipe técnica que vai processando essas informações e entregando para o Congresso
01:36as iniciativas que vão dando uma cara holística, global, para esse Plano de Transformação Ecológica.
01:45Eu acredito que nós vamos consolidar uma compreensão de que o potencial de crescimento da economia brasileira
01:54não é menor do que 3%.
01:57Ou seja, nós já fizemos o FMI reconhecer que o nosso potencial saiu de 1,5%, foi para 2,5%.
02:04E eu tenho certeza que, ao final do mandato do presidente Lula,
02:09o mundo vai estar convencido de que o Brasil pode crescer a uma taxa mínima de 3%.
02:15Porque o conjunto de projetos que o país já tem disponíveis,
02:19se nós continuarmos com o plano que foi apresentado ao país depois da eleição de 2022,
02:27se nós não nos desviarmos daquilo que foi combinado com a sociedade,
02:31nós temos condição de chegar no final do mandato
02:34num outro patamar de discussão com os nossos parceiros.
02:41Agora, eu queria falar do ano passado.
02:43Durante a presidência brasileira do G20,
02:45o país colocou temas econômicos e ambientais no centro da discussão global.
02:50Na sua visão, quais foram os principais avanços alcançados até aqui?
02:56Olha, na verdade, o nosso foco no G20 não foi a questão climática.
03:01Ela entrou no G20 nas conversas paralelas ao G20.
03:08O G20 teve o foco no combate, na aliança global de combate à fome,
03:12na questão da taxação dos super ricos,
03:15na questão, em questões de alinhamento dos bancos multilaterais
03:22em torno da questão da dívida dos países pobres.
03:26Enfim, esse era o foco do comunicado.
03:29Mas nós aproveitamos o fato de que nós presidiríamos a COP no ano seguinte
03:34para começar tratativas, os mesmos players,
03:39para que nós tivéssemos um êxito maior na COP30,
03:41que é decisivo para o futuro do que nós entendemos
03:48por desenvolvimento sustentável.
03:50Isso vai nos ajudar na COP.
03:53O trabalho do G20 vai acabar ajudando na COP,
03:57porque as pessoas vão estar um pouco mais familiarizadas
04:00com os debates que estão sendo endereçados
04:04em torno de serviços ambientais, crédito de carbono e assim por diante.
04:09Então, eu acredito que o presidente da COP Brasil,
04:14que é o André Corrêa do Lago,
04:16ministra Marina Silva,
04:18que é um grande expoente da defesa do ambientalismo,
04:21Ministério das Finanças do Brasil,
04:23que abraçou a causa ambiental
04:25desde o primeiro dia do governo Lula.
04:27Eu penso que nós vamos ter condições
04:28de colocar para a comunidade internacional
04:32uma agenda para além da nossa rotina,
04:39um pouco mais ambiciosa.
04:42Seguindo nessa linha de atuação internacional,
04:44outro ponto importante é a atuação do Brasil
04:47no BRICS e no Sul Global.
04:49Com a ampliação do BRICS,
04:51como você vê a evolução do bloco nos próximos anos
04:54e há planos do Brasil para propor novos agentes
04:58dentro desse grupo?
05:01Olha, os BRICS, eles cresceram,
05:04teve mais adesão aos BRICS.
05:07O importante dos BRICS é que ele tem um papel
05:13de forçar o multilateralismo.
05:15O mundo, até pouco tempo atrás,
05:1820 anos atrás, nós estávamos muito habituados
05:21a pensar G7, G8, G7 com três convidados,
05:26com quatro convidados.
05:28A hora que você abre um pouco mais
05:29e reconhece que tem novos atores no cenário global,
05:35que tem um destaque muito grande,
05:37que tem...
05:40Você começa a mudar um pouco a ordem das coisas.
05:43Os BRICS hoje são dois terços da população mundial,
05:48quase 80% do PIB.
05:52Ou seja, nós estamos falando de um grupo de pessoas
05:54que podem efetivamente fazer com que propostas da OCDE
05:59deslanchem, novas encomendas sejam feitas,
06:03de reformas institucionais,
06:05reforma de organismos multilaterais.
06:08Isso tudo vai ficando mais fácil
06:11em um ambiente um pouco mais plural.
06:16Então, eu penso que os BRICS, eles dialogam com essa agenda
06:20de ampliar um pouco o debate
06:22para facilitar as reformas institucionais necessárias.
06:29Ministro, para fechar a sessão,
06:31infelizmente temos só três minutos.
06:33Temos aqui na conferência do Instituto Milken
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