00:00Vamos continuar falando de alimentos, comida, essa hora já bateu uma vontade de jantar, né?
00:04Não, eu não sei como o microfone não captou aquele ronco no estômago.
00:08Então olha só o cardápio, lasanha, comida alemã, feijoada, se prepare, se preparem,
00:13porque agora a gente vai embarcar numa viagem por alguns restaurantes de São Paulo
00:16que ganharam um selo especial pelo valor histórico e cultural, é de dar água na poca.
00:25Essa metrópole é interessante em todos os sentidos.
00:30Gastronomia, então?
00:34Tem restaurantes, bares, empores, padarias que são marcantes pelo valor histórico, afetivo
00:40de quem mora e passa por aqui.
00:42Tanto que a Prefeitura de São Paulo reconheceu 50 deles, por se tornarem referência ao longo dos anos.
00:49Fica difícil agora escolher qual a gente vai mostrar, todos têm muito valor,
00:54mas vamos começar pelo Se Que Sabe.
00:56Olha, e a gente já está entrando no ritmo do nono e da nona.
01:04E esse é o Vitor Stipe, da quinta geração de cozinheiros da família,
01:08que transformou a casa num restaurante sem nome.
01:12Era 1931.
01:13Em 1945, a Mama Rosa foi eleita a Rainha da Lasanha.
01:19Na época, o restaurante se chamava Peperrone.
01:22Se que sabe, veio depois.
01:24Por que se que sabe?
01:25Quer comer bem, se que sabe.
01:27Quer comer mal, vai onde se quiser, belo.
01:29Do Bixiga pra Moema, da Itália pra Alemanha.
01:32Parece o chalé dos Alpes.
01:34Nas paredes, a linha do tempo que começa com esse navio alemão,
01:37Windu, que chegou em Santos em 1939.
01:42A história, de um modo geral, ela é uma história real e uma história muito sensível, né?
01:4877 anos de história e de pratos típicos, maravilhosos, como esses aqui.
01:54Francisco, o que nós temos aqui?
01:56Nós temos joelho, estrúdio, nós temos páprica, nós temos canapé e um lindo chope que faltou.
02:04Faltou o chope.
02:06Não dava pra terminar sem o chope, né?
02:09E da Alemanha para o Brasil, porque se não tiver feijoada nessa reportagem,
02:14ela não vai ficar completa.
02:16E olha, nessa feijoada vai de tudo.
02:19A feijoada do Bolinha ganha prêmios há 79 anos.
02:23O restaurante está entre os 100 icônicos do mundo.
02:26E tudo começou quando o pai do chefe José Orlando fez uma feijoada pra amigos num campinho de futebol.
02:32Vai continuar de geração pra geração? Como é que é isso?
02:35Estamos no processo, né?
02:37Não sou eu que falo.
02:39É ele o próximo.
02:40Ele é o próximo.
02:42Que legal isso, né?
02:43Eu sou a terceira geração.
02:44Pra segurar um negócio com super qualidade, numa cidade como essa, que tem de tudo,
02:50a todo momento surge alguma coisa, tem que ter um segredo.
02:54O que você diria?
02:55O diferencial nosso principal é o que a gente faz desde os primórdios da cozinha.
03:05Cozinha, fogão, a lenha.
03:07E esse fogão a lenha está aqui desde a inauguração.
03:11O legal é sentir a felicidade do José Orlando.
03:14A minha terapia diária é chegar aqui e olhar isso que o golfe fazendo isso.
03:19É um dos componentes da minha felicidade.
03:22Eu faço, fico feliz e sei que as pessoas ficam felizes.
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