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  • há 9 meses
Banco do PCC: dinheiro do tráfico vira empréstimo a juros. Um centro de agiotagem foi descoberto pela polícia na periferia de Diadema, na Grande São Paulo.

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Transcrição
00:00Você começa vendo comigo, ó, pra quem não estava no início do jornal, bem no início,
00:04olha ali, ó, o caderno na mão do Marcelo Moreira, parece uma coisa simples, não parece?
00:09Aquela coisa de fundo de quintal, aquelas contas de padaria, como diz o outro,
00:14mas por trás dessa simplicidade, cara, tem algo muito complexo.
00:19Minha amiga, tem algo muito complexo.
00:22Aqui você tem o crimão, o crime organizado, que ganha muita grana, infelizmente, principalmente vendendo drogas.
00:28Aí eles não sabem o que fazer com o dinheiro, porque não é tudo que eles reinvestem na compra de droga novamente,
00:35vão emprestar pras pessoas.
00:37Ó, toma aqui o dinheiro, você tá precisando, você tá duro, você tá dura, você tá quebrado, você tá quebrada,
00:42toma a grana aqui, só que o juro é pesado.
00:44Não, eu tô precisando, eu vou pagar esse juro que você tá dizendo que tem aí.
00:50Me dá o dinheiro que eu preciso pagar uma conta médica, me dá o dinheiro que eu preciso comprar comida.
00:55E eles não estão nem aí pro motivo que você tá pegando o dinheiro.
00:59O que importa é a grana.
01:01Eles te entregam a grana, aí estipulam aqueles juros exorbitantes.
01:05Marcelo disse, ô Marcelo, por favor, que chegavam a cobrar até 30% de juros traficantes agindo como agiotas também,
01:14Marcelo Moreira.
01:15Exatamente, é o banco do PCC, é um centro de agiotagem aqui na periferia de Diadema,
01:23funcionava de forma clandestina, criminosos ligados à facção paulista, Joel,
01:28que emprestavam dinheiros a juros, juros normalmente de 30%,
01:32dê uma olhada aqui na listagem, moradores humildes, pessoas humildes com restrição bancária,
01:37iam pegar esses empréstimos aí com esses criminosos que usavam o dinheiro do tráfico de drogas
01:43em dinheiro a juros, em agiotagem.
01:46E quem não pagava, Joel, recebia na porta de casa a presença visita de homens armados
01:51que faziam ameaças.
01:53A segunda, a pessoa poderia pagar até com a vida, viu Joel?
01:57Que loucura.
01:57Ô Marcelo, você viu os números ali, eu não consegui ler, porque tava muito claro.
02:03Eles emprestavam quanto normalmente?
02:05São pequenas quantias, quanto que eles emprestavam?
02:08Pode ir apontando aí com calma e mostrando pra gente.
02:11Quanto que é?
02:12Eu sou meio cegueta, cara, se eu não colar na tela aqui, ó, agora sim.
02:17Agora eu quase lambendo a tela aqui, o meu retorno, eu consigo ver o que tá escrito.
02:22Não sei o que tá acontecendo, o tempo tá passando, a visão vai se distanciando,
02:27eu não sei o que que é isso, vai saber, viu?
02:28Aí, ó, esses nomes que tem do lado esquerdo, são as pessoas que contraíam o empréstimo,
02:34é isso?
02:38Exatamente.
02:38Doutor Castanheira, também os chefes da parola estavam me explicando que os empréstimos
02:43pra pessoas humildes, trabalhadores ali da região da periferia de Diadema, variavam
02:48entre 150 reais a 3 mil reais.
02:51Por exemplo, quem pegou 150 reais, deveria pagar em um prazo de, no máximo, 10 dias,
02:58200 reais.
02:59Quem pegou ali 600 reais, uma trabalhadora, deveria pagar 720.
03:05O prazo máximo era um mês, Joel.
03:07E quem não acertava com essa conta, essa pessoa humilde, poderia pagar com a vida.
03:12É uma central de agiotagem do PCC, descoberta aqui, quatro meses de investigação,
03:17tem dois homens foragidos, mas por enquanto as equipes estão nas ruas, Joel.
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