Performance realizada em três atos sobre a percepção distorcida da autoimagem, explorando as facetas da dismorfia corporal. O primeiro ato (Comparação) trata da raiz da dismorfia corporal e outros problemas de autoimagem; a comparação com o outro, a inveja e a diminuição de si mesmo. De tanto olhar o outro, a pessoa não consegue mais olhar para si mesma. É aí que surge o conceito segundo ato. Desconexão é o momento da crise, é a dor de se olhar no espelho e não se encontrar no reflexo e ainda por cima ver todas as falhas acentuadas. É ainda sobre sentir que deve se punir por coisas que não consegue controlar. Na exaustão de se odiar entra o terceiro ato (Processo). Como o próprio título diz, é sobre o processo de se reconectar consigo mesmo, sobre ver o corpo sob uma outra ótica, celebrar aquilo que há de incrível em você e lidar com as características que não pode mudar. Mas como todo processo, sempre haverá momentos de crise, de desconexão, de comparação, de auto ódio.
Deve-se conhecer os próprios demônios, não para destruí-los, mas para aceitá-los como parte de quem você é.
Apoio: Prefeitura de Santo André
Músicas: In der Palâstra (Sopor Aeternus & the Ensemble of Shadows), Bestial Burden (Pharmakon), The Garden (Einstürzende Neubauten) e Fragment #9 (Accurst)
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