00:00A investigação começou há um ano após a prisão de um homem pelo mesmo crime.
00:05Agora, a polícia prendeu em flagrante o casal Juan Felipe Oliveira, de 24 anos, e Emily Pego Rosa, de 25.
00:15Segundo a polícia, o casal produzia e vendia as placas adulteradas no município da Serra.
00:22Juan e Emily utilizavam uma empresa credenciada no Detran para praticarem o crime.
00:29Quem é pego com placa adulterada paga multa de cerca de 300 reais, perde 7 pontos na carteira e tem
00:36o veículo removido.
00:37Mas não para por aí. A adulteração é crime previsto no Código Penal, com penas de 3 a 6 anos
00:44de reclusão.
00:46Quem fabrica, quem vende e quem usa a placa respondem criminalmente.
00:50No ano passado, o Detran do Espírito Santo registrou 89 apreensões de veículos com placa adulterada.
00:58A maioria motocicletas.
01:00O Detran afirma que apesar do envolvimento de uma empresa credenciada no esquema descoberto esta semana,
01:06o sistema de emplacamento é 100% seguro para os motoristas que seguem o trâmite normal do órgão.
01:14Esse processo gera-se uma autorização sistêmica para aquele cidadão poder confeccionar a placa dele em uma das empresas credenciadas.
01:22E a empresa só consegue confeccionar essa placa mediante essa autorização dada pelo órgão.
01:28Fomos a uma das empresas credenciadas ver como funciona na prática.
01:33A atendente recebe o código e abre a plataforma.
01:37Faz os registros de biometria dela, do proprietário do veículo ou, se for o caso, do despachante.
01:44Verifica toda a documentação, se as taxas foram pagas e, em seguida, vai até a impressora,
01:50onde a placa é confeccionada a partir de uma matriz em branco.
01:55Também é fabricada seguindo as mesmas normas legais.
01:58Faz todo o processo de dar estampagem da placa e aí fazemos a instalação no veículo,
02:04fazendo as fotos tanto do veículo, com a foto instalada, com a placa instalada,
02:09bem como o chassi do veículo para dizer que aquele veículo é o veículo que está sendo instalado essa placa.
02:14As defesas de Juan Felipe Oliveira e Emily Pego Rosa não foram identificadas.