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  • há 2 semanas
Na última segunda-feira, no município da Serra, um homem de 26 anos agrediu sua companheira de 22 com um capacete e a levou a uma unidade de pronto atendimento, onde a equipe médica identificou a lesão e acionou a polícia. O agressor foi preso em flagrante, autuado por lesão corporal na forma da Lei Maria […]

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Transcrição
00:00Segunda-feira, município da Serra. Um homem de 26 anos agrediu a companheira de 22 com um capacete.
00:08Depois levou a mulher à unidade de pronto atendimento. A equipe médica identificou a lesão e acionou a polícia.
00:16O agressor foi preso em flagrante e autuado por lesão corporal na forma da Lei Maria da Penha.
00:21Um dia antes, domingo, município de Viana. Mais uma mulher de 25 anos foi agredida pelo companheiro durante uma discussão
00:30na moto.
00:31A vítima foi empurrada do veículo. Foi o agressor quem a levou ao pronto atendimento.
00:37A equipe médica percebeu a agressão e acionou a polícia militar.
00:41O homem foi preso e autuado com base na Lei Maria da Penha.
00:45Nos dois casos, o olhar atento dos profissionais de saúde fez toda a diferença.
00:50Nós fazemos essa abordagem em todas as unidades de saúde, conversando com os profissionais, com as equipes,
00:57falando sobre violência doméstica e articulando com outros parceiros para montar uma rede mais estruturada para acolher as mulheres.
01:08No caso de uma mulher, a gente respeita a vontade dela, até para não agravar a situação que ela está.
01:15A gente está preparado para ajudá-la a sair dessa situação da melhor forma possível.
01:19Romper o ciclo de violência é fundamental para que as mulheres se fortaleçam, tenham autonomia e escrevam uma nova história.
01:29Para isso, as vítimas podem buscar ajuda de diferentes formas.
01:34Uma delas é na rede de saúde.
01:36Um atendimento importante, delicado e que faz toda a diferença.
01:41É muito importante o papel dos profissionais da saúde que tenham esse olhar acurado para o enfrentamento à violência contra
01:50a mulher.
01:51Por vezes, uma mulher que chega, por exemplo, num posto de saúde para um atendimento, falando que caiu da escada.
01:59Às vezes, ela não caiu da escada. Ela foi vítima da violência doméstica e familiar.
02:04No primeiro trimestre deste ano, mais de 6.500 mulheres foram vítimas de agressão.
02:10Aumento de quase 11% em relação ao mesmo período do ano passado.
02:15Teve um aumento de 44% das denúncias.
02:18Aí podem perguntar, mas pode ser que a mulher está denunciando mais, não necessariamente sofrendo mais violência.
02:24Está sofrendo por quê? O índice de feminicídio também aumentou.
02:28Então, você teve janeiro, que teve um aumento de 180% em relação ao janeiro dos outros anos.
02:35Para essa especialista, o importante é denunciar sempre para preservar a vida dessas mulheres.
02:41O que nós não podemos fazer é deixar as mulheres serem assassinadas, mesmo com tanta notificação.

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