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  • há 15 horas
A família pede justiça

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Transcrição
00:00Olha, parentes de um mecânico que foi assassinado durante uma festa no fim de semana lá em Timbuí, que fica
00:05em Fundão, falaram pela primeira vez sobre o caso.
00:08Deixa eu chamar a repórter Natália Munhão, porque a família tá no veneno, Natália. Por quê, hein?
00:16Por quê, Dudu? Porque o suspeito de ter cometido esse crime, ele se apresentou às autoridades policiais,
00:22mas, como ele fez isso estrategicamente fora do flagrante, ele foi ouvido pela polícia e liberado.
00:30Então, o homem que matou esse mecânico, seguindo a família, ele está solto, o que gera muita revolta.
00:37Esse caso foi de grande repercussão, aconteceu no distrito de Timbuí, em Fundão, na Serra, no último fim de semana,
00:43após um comício, né, que aconteceu ali na região, uma desavença entre o Silvanei, que é um mecânico,
00:50e um amigo, de acordo com a família, era um amigo dele e cliente também.
00:56O Silvanei era mecânico, realizou um serviço no carro deste amigo e, logo após ter realizado esse serviço,
01:03aconteceu uma briga entre os dois, que durou um bom tempo ali, porque o amigo não queria o carro daquele
01:08jeito
01:09e o Silvanei teria batido o carro logo em seguida e pediu um tempo para consertar de novo.
01:15Foi uma confusão generalizada e que ele já estava sendo ameaçado.
01:18E durante o comício, os dois teriam trocado socos ali, ter tido uma briga.
01:23A esposa da vítima tentou interferir, o cara saiu do local, mas depois voltou armado.
01:30Tudo isso que eu estou falando agora, a gente conseguiu informação por meio de familiares
01:35que toparam de forma exclusiva falar com a nossa equipe e gravar uma entrevista sobre esse caso
01:41na reportagem que você acompanha agora.
01:44Com lágrimas no rosto, a mãe do mecânico, Silvanei Jadir de Araújo, de 38 anos, morto a tiros no último
01:53final de semana,
01:54fala como recebeu a notícia que nenhuma mãe gostaria de ouvir.
01:58Chegamos lá e eles pegaram e falaram na ambulância assim, pô gente, né, mas ele falou assim, não, ele só
02:04tudo de raspão, não vai dar nada não.
02:07Aí ele pegou e a gente pegou e ficou lá, que na mesma hora eles levaram lá para o hospital
02:12lá,
02:12aí a gente acompanhou tudo, quando chegou lá eles deram a notícia, né, falou assim que infelizmente já tinha morrido.
02:18Silvanei, segundo a família, foi morto por conta de uma desavença com o cliente da oficina,
02:23cliente esse que também era amigo da vítima.
02:27O mecânico já vinha sofrendo ameaças após fazer o reparo do veículo desse tal amigo.
02:33Todo o caso foi isso aí, né, em relação de trabalho, que também de ferramentas de segunda qualidade,
02:41ele sempre deixou claro que não ia dar certo, mas o dono do carro insistiu de querer fazer e quebrou
02:47duas vezes, né,
02:48e ele sempre falou que não ia dar certo, então na hora, no tipo de um teste, sem querer, ele
02:52pegou e acabou batendo colisando com o carro dele.
02:55Então, o que que acabou? Ele queria forçar a tal data de uma semana, duas semanas, de querer o carro
03:01logo de vez.
03:01Ele falou que não era assim, que ele tinha mais cliente para atender.
03:04Então, tinha até ameaças de vir atrás, de falar que tinha que consertar, tinha que ser na hora que ele
03:08queria, aquele negócio todo.
03:10Então, realmente, o meu marido ficou meio enraivado com isso, porque, além disso, ele já devia mil reais para ele.
03:15E, no caso, a batida que ele fez era coisa de 600, 700 reais.
03:18Ele falou, os mil reais que você me deve, morre, por isso mesmo, fica por isso mesmo.
03:21A situação saiu do controle quando vítima e suspeito se encontraram durante a tal festa.
03:28Pegou uma latinha, estava no bar e, batendo nas costas dele, falou bem assim,
03:31você quer que eu sentasse uma latinha na sua cara?
03:33Ele falou assim, por causa de quê?
03:34Não, você está no meu carro, né?
03:34Ele falou que não, que tinha que ser no tempo dele, não no tempo que ele queria.
03:37E ele queria obrigar que você estava no tempo dele.
03:39Ele falou, você senta, aí foi na hora que ele sentou que eles começaram a se pegar.
03:42Nisso, começaram a se pegar, a polaridade começou a atar a briga, começou a atirar, mas não teve jeito.
03:49Daqui a pouco, a gente veio para a pracinha, no caso da voadora que ele me deu,
03:52ela até acertou meu rosto, que está até aqui, que eu até dei parque sobre isso daí.
03:56Mas, assim, daqui a pouco, eu não sei se ele ligou para o irmão dele ou para algum parente dele,
04:01que vinha armado, na mesma hora eu me feio na frente dele, falei, mata ele, você não vai matar ele.
04:05Naquele momento ali, não conseguiu, porque várias pessoas conseguiam tirar o irmão dele de frente da gente, entendeu?
04:11Então, conseguiu tirar, daquela ali passou.
04:13Mas eu não sei depois o que aconteceu, que quando eles deram a volta no carro preto, que eles passaram
04:17e chamaram ele.
04:18Vou até usar o nosso carro da reportagem para ilustrar melhor essa história.
04:22De acordo com a esposa, o suspeito estava aqui, no banco do motorista, com o vidro aberto.
04:27E os demais vidros do veículo fechado, vidros escuros.
04:31Esse suspeito teria chamado a vítima para a porta, para conversar.
04:35Só que, atrás, quem estava aqui, no carona, abriu o vidro e teria dado um tapa no rosto da vítima.
04:41A esposa viu aquela situação e foi defender o marido.
04:45Teria sido nesse momento que o condutor do veículo, que o suspeito, teria sacado uma arma.
04:50A vítima ficou desesperada.
04:52Já a esposa chegou a dar um tapa no armamento para impedir que o marido fosse baleado.
04:56Só que não teve jeito.
04:58Mesmo assim, o suspeito apontou para a vítima e deu pelo menos quatro tiros.
05:03Eu estava no retrovisor, aqui, na beira do motorista e meu esposo do lado.
05:07Quando eu vi que era a arma que ele tirou da perna, eu dei um tapa para cima.
05:10Só que não teve jeito.
05:11Quando eu enfiar na frente, eu tinha dado os quatro tiros nele e já a gente não teve jeito.
05:15Após o crime, o motorista fugiu do local.
05:18Dentro do veículo, além da mulher que teria dado tapa no rosto da vítima,
05:23estavam outras duas pessoas.
05:24O suspeito teria capotado durante a fuga, logo em seguida abandonado o carro.
05:30A população, ao saber do ocorrido, foi para o local do acidente e atiou fogo no automóvel.
05:37Algumas horas após o assassinato, o suspeito se apresentou às autoridades.
05:42É que como já tinha se passado o período de flagrante, segundo a família, o atirador foi ouvido e liberado.
05:49Estão tirando foto, estão curtindo a vida, né?
05:52E está aquele negócio todo, quem está sofrendo é a gente, né?
05:55Em relação a isso, a gente sabe que a justiça demora, mas é muita revolta no caso, né?
05:59Porque ele não era uma pessoa ruim.
06:01Eu penso assim, hoje vai ter essa lei que os outros matam, vai saindo matando, está que nem cachorro.
06:06Você mata um cachorro, você vai preso.
06:08Aí a pessoa vai, confessa lá, aí não pode prender por conta de horas, né?
06:12Isso não existe.
06:13Eu penso assim que tem que ter justiça, porque se não tiver justiça, o que nós vivemos?
06:17Nós vivemos todo mundo matando um por um.

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