00:01As eleições gerais na Espanha vão ser antecipadas para 29 de novembro.
00:06Foi o que anunciou o presidente do governo espanhol, Pedro Sanches, nesta segunda-feira,
00:11em uma aposta com a qual busca renovar seu mandato, após a derrota no Congresso de suas
00:15medidas contra a crise da moradia.
00:17Para fazer mais, precisamos renovar e ampliar o apoio da população, para levar adiante
00:26de forma profunda as reformas pendentes de que precisamos para reduzir esses níveis de
00:31desigualdade.
00:31Devemos nos mobilizar e garantir que o parlamento nos conceda uma maioria progressista muito
00:36mais ampla, com a qual possamos fazer com que as elites cedam, conquistar novos avanços sociais
00:41e continuar transformando a Espanha.
00:47Pesquisas mais recentes sobre a intenção de voto colocam o conservador Partido Popular,
00:52o PP, principal força da oposição à frente dos socialistas, ainda que sem maioria absoluta.
00:58A decisão de Sanches no poder desde 2018 põe fim a uma legislatura marcada por fragilidade
01:04parlamentar de seu governo de coalizão minoritário e por suas crescentes dificuldades para aprovar
01:09iniciativas-chave.
01:10A última delas foi um pacote de medidas, em plena onda de protesto pela moradia, desencadeada
01:16após o despejo de Mari Carmen Abascal, uma mulher de 87 anos que foi obrigada a abandonar
01:21para o apartamento em que viveu, durante sete décadas.
01:24O poder popular deu início a um novo ciclo, um ciclo em que sabemos que o direito à moradia
01:30será conquistado nas ruas, por meio das organizações sindicais e do poder popular.
01:35Hoje ficamos sabendo da convocação eleitoral, ficamos sabendo que as câmaras serão dissolvidas,
01:40câmaras que estavam sequestradas pelo rentismo, por deputados que, como vimos, legislam a favor
01:45do rentismo.
01:50Após oito anos no poder, Sanchez chega enfraquecido por vários escândalos e processos judiciais
01:57que envolvem pessoas de seu círculo próximo, entre elas sua esposa e ex-colaboradores do
02:02Partido Socialista.
02:03O dirigente de 54 anos também recebeu inúmeras críticas pela gestão da crise no enclave espanhol
02:09de Ceuta, no norte da África, onde milhares de imigrantes entraram a partir do Marrocos
02:14no fim de julho, e mais de dois meses depois, a situação segue sem resolução.