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  • há 14 minutos
Neste episódio, Dra Alice Sarcinelli conversa com o médico clínico oncologista, Dr. Leonardo Lima, e o cardiologista, Dr. Dário Santuchi, para esclarecer tudo sobre check-ups de saúde por idade.

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00:07Olá, sejam bem-vindos ao Check-Up Saúde. Eu sou Alice Sarsinelli e essa é a sua conexão com os
00:13maiores especialistas em saúde no estado. E hoje no Check-Up Saúde nós vamos falar sobre Check-Up
00:19Saúde. Que exames você, seu marido, sua esposa, seu filho devem fazer todo ano como medida preventiva.
00:28E para isso recebemos hoje dois grandes especialistas lá de Linhares. Sejam bem-vindos o cardiologista
00:35Dr. Dário Santucci. Olá, Dr. Alice Sarsinelli, muito obrigado pelo convite. É um prazer estar com vocês aqui
00:42e vai ser muito elucidativo participar com vocês do programa de hoje. E o oncologista clínico, seja bem-vindo
00:49Dr. Leonardo Lobato. Obrigado, Dr. Alice, pelo convite. Tenho certeza que a gente vai poder discutir, debater
00:56bastante aqui sobre o Check-Up.
01:00Dr. Doutor, então, hoje fala-se muito em prevenção, né? A gente está na época não só da prevenção,
01:05como da promoção de saúde, que ainda vem antes da prevenção em si. Mas vamos explicar o que é prevenção,
01:14o que é a medicina preventiva e que mudanças ela traz para a gente.
01:18Então, a medicina preventiva é a gente, como o nome já diz, prevenir, né? Prever alguma patologia ou alguma doença.
01:25Então, a gente tem algumas fases de prevenção. Uma delas começa, que a gente pega lá na infância, como, por
01:31exemplo,
01:32a própria vacinação, as atividades físicas diárias, alimentação saudável, isso tudo no hábito normal, habitual e natural
01:42do nosso dia a dia, a gente já está prevenindo doenças. Fora isso, a gente também tem as prevenções secundárias
01:47e terciárias.
01:48Então, uma outra forma de prevenção é que a gente vai discutir um pouco mais aqui, que quando a gente
01:53vai falando de Check-Up,
01:54a gente já está falando de exames. Então, o que a gente está fazendo? A gente está prevenindo para não
01:58ter doenças em fases mais avançadas.
02:00A gente está prevenindo para pegar em fases iniciais e a gente aumentar o nosso poder de cura e o
02:05nosso poder de resolver,
02:07resolver resolutividade dessas patologias. Então, quando a gente fala em Check-Up, quando a gente fala em prevenir nesse cenário,
02:16é a gente fazer uma série de exames, uma série de ações para que a gente consiga promover saúde.
02:23Mas, olha, eu acho que muita gente tem medo de ir no médico e descobrir doença, né? Então, eu acho
02:28que a gente também tem que falar
02:29da necessidade dessa mudança cultural. Porque os mais antigos, e na minha família também tem, aposto que na sua e
02:35em casa,
02:36aquele que fala, eu não vou no médico não, porque se eu chegar lá, ele vai achar alguma coisa.
02:41Como é que a gente rompe esse pensamento, essa cultura, esse paradigma?
02:45Eu acho que a gente rompe quando a gente começa a entender que hoje, cada vez mais, a gente está
02:50vivendo mais,
02:51a gente pode viver melhor e com qualidade de vida. E para a gente ter qualidade de vida e com
02:57o que a medicina hoje oferece
02:58para fazer prevenções de causas mais graves, a gente tem que fazer exames, a gente tem que acompanhar
03:07com os nossos médicos, desde a infância, quando a gente vai no pediatra, as mulheres, quando vão procurar
03:12o seu ginecologista, os homens, seu urologista, e depois a gente vai no nosso cardiologista,
03:16os nossos clínicos, enfim. Você fazendo os exames, você prevenindo e você fazendo tudo na idade,
03:24no momento correto, você aumenta em mais de 90% de chances de cura de vários tipos de patologias
03:30que você pode vir a ter. Então, assim, a gente tem que romper, a gente tem que pensar que o
03:36prevenir
03:36e o procurar, quem procurar acha e se achar que acha numa fase inicial que consiga ficar curado daquele problema.
03:43E na maioria das vezes, o que a gente sempre quer, a gente vai, faz os exames, faz os nossos
03:48check-ups
03:48e ver que está tudo dentro da nossa idade, dentro da naturalidade e você tem uma vida
03:53muito mais tranquila, né? Eu acho que isso que é o grande benefício.
03:56É um outro ditado, prevenir é sempre melhor do que remediar, né?
04:01Doutor, doutor Dário, fala mais um pouquinho pra gente, então, vamos começar a explorar por idade.
04:06A mulher não é igual ao homem, eu imagino que a gente também, com casos na família de alguma doença,
04:11tem que ter algum outro cuidado. Vamos começar com esses protocolos?
04:14O que é proposto? É um protocolo que tem que ser seguido em qualquer lugar do mundo?
04:19O que a gente faz aqui no Brasil e o que a gente recomenda?
04:23Exatamente, a gente tem protocolos específicos pra idade, né?
04:26O que é recomendado a nível mundial, pra população em geral, né?
04:31Então, isso segue através de idade, de sexo, né?
04:34E também de condições socioambientais, socioculturais, né?
04:39Tudo isso participa do check-up, né? Da prevenção.
04:43Mas, só fazendo um adendo sobre aquilo que a gente conversou antes, né?
04:46Voltando um pouquinho atrás, eu costumo dizer com quem pergunta pra mim assim,
04:50ah, eu não gosto de ir no médico porque eu vou descobrir a doença.
04:54E aí, pelo contrário, se eu não quero ter doença, eu vou no médico antes,
04:57pra me desviar e mudar a rotina ali do que poderia via ser a doença.
05:02Exatamente como o doutor Leonardo disse, né?
05:04Mas eu costumo convencer os pacientes dentro do consultório dessa forma.
05:08Então, venha no médico, que a chance de você não ter doença, que é aí, se você vir com precocidade,
05:14né?
05:14E essa é a proposta de quando a gente fala sobre prevenção, né?
05:17A gente hoje tem uma medicina cada dia mais individualizada, personalizada.
05:21Então, quando a gente fala em faixas gerais, é um pouco difícil isso, assim.
05:26Que exames pra todo mundo.
05:28Exatamente.
05:28Não é pensar de uma maneira geral.
05:31Mas existem protocolos por idade, por sexo.
05:34Exatamente. Existem protocolos, geralmente a gente utiliza os protocolos americanos, né?
05:39De prevenção.
05:41E desde cedo, igual o doutor Leonardo disse, a gente já tem que mudar o estilo de vida
05:47pra gente envelhecer de maneira saudável, né?
05:49Por exemplo, 18 anos. O que a gente precisa?
05:52Eu tenho 18 anos. Eu sou especialista em clínica médica.
05:55Eu sou adulto, né?
05:56Então, com 18 anos, a gente já tem que ver se tem diabetes, glicose,
05:59se ele tem um colesterol alto, né?
06:01A obesidade, os hábitos de vida dele, se ele é fumante, se ele é sedentário.
06:06Então, tudo isso a gente intervém, né?
06:09De maneira... no estilo de vida desse paciente.
06:13E, com certeza, ele vai mudar a trajetória, a história de vida dele vai mudar completamente.
06:19E pras mulheres?
06:21Quais são os exames? A gente tá muito acostumada.
06:23A criança, ela vai ao pediatra.
06:25Depois, então, aos 18, a gente migraria pra um clínico.
06:28E esse clínico começaria a acompanhar a gente nesses exames todos aí.
06:33Aí, tem duas dúvidas que eu queria trazer.
06:35Qual é a hora de ir um especialista, né?
06:38Por exemplo, um cardiologista.
06:39E, no caso das mulheres que já são acompanhadas por um ginecologista,
06:44se esse ginecologista já faz o papel desse clínico geral dos 18 anos.
06:49Vamos começar pelas mulheres.
06:50Isso, é.
06:51A mulher, a gente até diz que o ginecologista obstetra, ele é o clínico da mulher, né?
06:56Então, tem essa cunha, essa alcunha, né?
06:59Mas, em geral, o médico especialista em clínica médica, ele é capaz de trabalhar a prevenção, né?
07:06Assim como também o médico formado em medicina de comunidade e família, ele tem essa habilidade,
07:12essa capacidade técnica de promover a atenção, a prevenção, a saúde da maioria da população, né?
07:19A mulher, ela tem algumas peculiaridades que eu acredito que o ginecologista atinja melhor a prevenção, né?
07:26Que é no caso das mamas e da questão do útero, né?
07:30E tem que ser feito de maneira regular, é o preventivo e a questão do acompanhamento sobre as mamas, né?
07:37Então, nesse sentido, e mais a questão também hormonal, eu acho que o ginecologista,
07:43ele preenche melhor essa parte do que o médico especialista em clínica médica ou medicina de comunidade e família, né?
07:50E aí, quanto que essa mulher tem que ir a um cardiologista?
07:52Aí a gente tá lá, acompanha, né?
07:55Desde a menarca, desde a primeira menstruação, às vezes até antes, já faz o acompanhamento.
08:01Quem depende do SUS na unidade de saúde, no plano de saúde, a gente, às vezes, fica um pouco perdido,
08:06né?
08:06Tem tanto especialista pra ir, você tem aquele rol todo ali pra escolher, eu preciso ir.
08:12Quando que ela tem que abrir os olhos e começar a procurar outras especialidades e fazer outros exames que não
08:18só o ginecológico?
08:20É, mulher, a gente tem essas fases, né?
08:22Fase em que sentido?
08:23Então, 18 anos, eu acho...
08:24Eu acho não, é, né?
08:26Nós devemos procurar um cardiologista, um clínico geral, pra ver pressão, que é o principal fator de risco cardiovascular.
08:32Então, esse acompanhamento da pressão arterial é muito importante desde cedo, né?
08:37Pra gente detectar isso o quanto antes.
08:39O colesterol é um segundo fator de risco muito importante, que a gente também deve acompanhar.
08:45E a mulher, ela tem um outro momento que também é bem importante a gente ter o cardiologista próximo, que
08:51é na menopausa, né?
08:53Quando a gente inverte aí os papéis hormonais e aumenta o risco cardiovascular das mulheres.
08:58A gente tinha aquele dado estatístico de que o homem infartava mais, e isso tá se igualando, né?
09:05Já se igualou.
09:06Estatisticamente, o risco cardiovascular entre homem e mulher é praticamente igual, né?
09:11Então, é um cuidado a mais que a gente tem que ter na mulher nesse período ali da menopausa, vamos
09:16dizer.
09:17Porque tem a época que tem a reposição hormonal, então isso também deve ser quantificado sobre risco cardiovascular.
09:24Mas é desde os 18 anos, a gente sempre tem que acompanhar com o cardiologista e a periodicidade, ela vai
09:30depender dos fatores de risco, né?
09:32E da história familiar do paciente.
09:35Então, dois grandes amigos da mulher são o ginecologista e o cardiologista.
09:39O senhor ia complementar?
09:40Eu posso complementar, assim, eu acho que é importante, já que a gente tá discutindo e a gente sempre fala
09:44em prevenção,
09:45acho que cardiologia, doenças cardiovasculares, mas também as doenças oncológicas estão sempre em voga nesse assunto.
09:51E é bastante importante nas meninas, mas também nos meninos, a gente ter a noção de fazer prevenção pra vacinação
09:58pra HPV.
09:59A gente sabe porque a gente consegue evitar câncer de coluterino, quando a gente fala em câncer, a gente acha
10:04que é uma coisa só, mas são várias doenças.
10:06E é altamente preventivo, a gente consegue fazer prevenção com a vacinação, tanto nos meninos, tanto nas meninas, antes da
10:12fase sexual ativa.
10:14Acho que é bastante interessante a gente fazer.
10:15E aí depois, os 40 anos, depende da recomendação da sociedade brasileira ou americana, mamografia nas mulheres e o acompanhamento
10:23ginecológico na fase sexual ativa.
10:25Acho que é o que a gente tem.
10:26Esse ponto da vacina é importante.
10:28E o câncer testicular no jovem também, o homem jovem, né?
10:31Com certeza.
10:31É, falando no homem, e aí, como é que fica?
10:34Então, o amigo da mulher é o seu ginecologista, o seu cardiologista, a prevenção via vacinas, não ligar a uma
10:41fase sexual, né?
10:42Porque eu acho que muitas famílias, não, minha filha, com uma idade tão precoce, vacinar.
10:48Então, é importante, mesmo não pensando em fase sexual, uma doença que pode virar um câncer através de um vírus
10:55sexualmente transmissível, e aí a vacina atua nisso.
10:59É isso, doutor?
10:59Com certeza.
11:00Ela faz a prevenção das cepas, que são mais virulentas, ou seja, daquelas que têm maior probabilidade de se tornar
11:06um câncer.
11:07E a partir de que idade que as meninas têm?
11:09A gente dos 16 anos deve já começar a fazer a prevenção com a vacinação.
11:14Excelente.
11:15Conta dos homens agora.
11:17Quem são os melhores amigos dos homens?
11:19É isso aí, é o urologista, né?
11:20Que é o médico que pega a parte ali do órgão genital, não só isso, também dos rins, né?
11:27Da bexiga, né?
11:28Dos testículos, do pênis, né?
11:30Então, é ele que faz a prevenção do órgão genital masculino, né?
11:33Então, assim, na fase, no jovem, no adulto jovem, e na fase adulta, a gente tem o câncer testicular, como
11:41algo que a gente tem que ter atenção, né?
11:43E ali, por volta dos 40 anos, a gente entra na segunda parte do homem, que aí entra o câncer
11:49de próstata, né?
11:51E aí, já engatando também, assim, a gente tem um câncer de colo que está aumentando demais.
11:56A gente vê cada vez mais o câncer de colo, que é um intestino grosso, né?
11:59E é o outro paradigma, que é a questão de muito homem ainda não aceitar o exame, que é a
12:06colonoscopia.
12:07Então, isso é uma dificuldade no consultório e até mesmo no check-up, né?
12:10Então, a gente pode pegar de maneira muito precoce, né?
12:15Tanto o câncer de próstata, quanto o câncer de colo, numa fase pré-câncer, por exemplo.
12:20Às vezes, a gente faz uma colonoscopia, né, doutor Leonardo?
12:24E aí, vê ali, cinco lesões pré-malignas, pré-malignas, não, desculpa, pré-neoplásicas, retira, e a gente muda o
12:32curso da vida desse paciente.
12:33Quando a gente fala, né, dos tumores gastestinais, complementando também, é que na maioria das vezes, eles são silenciosos.
12:39São assintomáticos ou com sintomas muito pequenos.
12:43Então, assim, a partir dos 50 anos, a gente preconiza fazer uma colonoscopia e endoscopia também, como forma preventiva.
12:51Se o exame está no normal, a gente consegue aumentar isso para repetir daqui a cinco anos, tranquilamente.
12:57É um exame que é altamente simples, quando você faz com especialista, você consegue fazer pacientes mais jovens e ser
13:04liberado no mesmo dia.
13:06Enfim, faz um preparo e todo mundo tem sempre muito receio do preparo, mas é um preparo também muito bem,
13:12quando bem feito, bem indicado.
13:13Não tem grandes problemas, é bem tranquilo e é com isso você vai saber que você está bem e você
13:20está fazendo prevenção, com certeza.
13:22Gente, doutor Leonardo chama atenção.
13:24Não vamos esperar sentir alguns sintomas para procurar alguma ajuda, procurar os seus exames,
13:30porque quando chega na fase dos sintomas, pode já estar muito avançada a doença.
13:35Mas vamos falar de comodidade, né?
13:37Hoje se fala muito em check-up executivo, que seria uma facilidade em relação a esse olhar para todos os
13:44exames.
13:44Todo mundo tem uma vida corrida, ninguém quer parar seu trabalho, suas atividades.
13:49Às vezes a gente realmente não tem tempo, não é uma desculpa, não é só cultural.
13:53Vamos explicar então o que é o check-up executivo.
13:56Para a gente resumir, a gente começou a discutir aqui, quando procurar qual médico, em que momento.
14:01Quando você chega numa fase que você vai fazer um check-up executivo, a grande vantagem é que você vai
14:05conseguir encontrar
14:06todos os médicos, todos os exames, em um só momento, num só lugar.
14:11Então, a gente lá no LMC, a gente desenvolveu o check-up executivo, que a pessoa, ela passa por uma
14:17entrevista,
14:18e aí nessa entrevista ela vê qual que é o perfil que ela se encaixa, quais os exames e quais
14:23os especialistas
14:24que depois de realizados esses exames, ela terá que passar para ter toda a sua trajetória completa
14:29e saber se é o final, se tiver algo que tem que ser tratado, que faça o tratamento,
14:34ou que se não, quando é que vai ter que repetir esses exames.
14:38Então, com isso, você consegue resolver todos os problemas num só momento,
14:43aí você ganha comodidade de estar no mesmo lugar, de fazer o preparo com as pessoas certas
14:49para te indicar qual preparo que vai fazer, não perder seu tempo de, de repente,
14:53não conseguir fazer um preparo adequado para um certo tipo de exame.
14:56O que é o preparo, doutor? Que muita gente em casa não sabe nem o que é o preparo.
15:00Tem vários tipos de preparo. Por exemplo, quando a colonoscopia, que as pessoas têm muito receio,
15:04você tem que limpar o intestino. Então, você vai tomar uma substância para que te induza
15:09a um processo de uma diarreia naquele período, vai fazer com que o seu intestino fique limpo,
15:14ou você faz uma dieta, que vai ser totalmente indicada, só bebe líquido,
15:18e na hora que fizer passar o aparelho, o intestino está completamente limpo, o estômago também,
15:23e com isso, você, após o exame, você já pode se alimentar normalmente,
15:28vive sua vida normal, não tem nada. São algumas horas só que você precisa fazer essa dieta,
15:33essa restrição alimentar. Quando você vai para fazer o check-up num local dentro de um hospital,
15:39você já está preparado para fazer, então você tem todo o acompanhamento,
15:41e você sabe que você vai fazer o preparo, ou aquela, uma vez só.
15:46E aí já faz todos os exames. Mas aí tem que ficar quanto tempo?
15:49Uma semana lá no hospital? Fica internado? Como que é isso?
15:53Não, não. Aí a gente vai, você faz toda essa entrevista antes,
15:58e no mesmo dia você consegue fazer todos os seus exames,
16:00e no final desse período você passa pelos especialistas e sai com todos os relatórios,
16:05todos os exames para você levar para casa,
16:07e se você precisar encaminhar ou mostrar para o seu médico assistente que lhe acompanha,
16:12o clínico geral que você tenha, está tudo contigo.
16:15Então, é no mesmo dia que você consegue resolver todas as suas pendências
16:18e todas as indicações de procedimentos e exames que você precisa fazer no check-up executivo.
16:24E aí, para quem opta, né? Eu imagino que seja só no serviço privado.
16:28Os planos de saúde, eles cobrem um check-up executivo?
16:31Não, por enquanto não. Hoje o principal cliente do check-up executivo é o privado, né?
16:40E as grandes empresas. A ideia, vamos dizer assim, o core business ali desse check-up é a hora,
16:47como a gente condensa a hora desse executivo.
16:52A gente fez várias pesquisas, na verdade, né?
16:54Pesquisa de quanto tempo é uma média de um check-up.
16:57Geralmente, dura em torno de 30, 45 dias para fazer todos os exames necessários.
17:02Faltando trabalho um dia, fazendo preparo no outro, não dormindo,
17:06porque a gente tem medo de exame também, vamos falar a verdade.
17:09É, exatamente.
17:09Perde só uma noite.
17:10É isso aí. A gente condensa isso em 12 horas, 24 ou no máximo 36 horas, né?
17:16Então, a gente consegue fazer isso.
17:17E ele é flexível, esse programa.
17:19Ele é como se fosse um self-service, vamos dizer assim, dos exames, né?
17:25Então, primeiro, igual o doutor Leonardo disse, a gente faz uma entrevista com esse paciente, né?
17:30E aí, há um alinhamento da equipe sobre qual vai ser o processo, quais são os riscos dele, né?
17:35E aí, sentada essa equipe alinhada, a gente desenha tudo.
17:38Ele é recepcionado por um clínico geral, né?
17:41Um especialista em clínica médica, um cardiologista e o especialista de acordo com o sexo.
17:47Se é o urologista ou se é o ginecologista.
17:49E dali, a gente vai migrando e vendo o risco e o benefício de cada exame, né?
17:55Uma máxima do check-up é primo non-antiere.
17:58A gente não quer causar o mal.
17:59Então, a gente toma cuidado com todo quanto é tipo de exposição, de radiação, qualquer coisa desse sentido.
18:04É o mínimo possível.
18:06É a primeira coisa que a gente quer fazer é prevenir, realmente, diagnosticar, intervir e mudar o ritmo aí, a
18:12história natural da doença, né?
18:14Então, a gente consegue fazer tudo isso lá no LMC em 12 horas, 24 horas e se precisar de um
18:19preparo mais complexo, né?
18:22E aí tem o benefício da colonoscopia, você está internado e com soro e com toda, vamos dizer assim, monitorado.
18:29Então, tem todo o cuidado, é diferente esse cuidado.
18:31No outro dia, você faz o exame e depois, no máximo meio-dia, você está já na sua atividade.
18:36É legal lá no LMC porque a gente vê executivos trabalhando, por exemplo, sentado lá na suíte, trabalhando, fazendo negócios
18:44e o check-up é acontecendo.
18:45O médico vai no quarto, examina ele, faz todo o que é necessário, o exame às vezes vai ele ao
18:54quarto, enfim, é tudo ali dentro e ele trabalha e vai tocando o serviço.
18:58Depois tem um relatório que a gente devolve ele para o médico assistente e também faz a intervenção.
19:04É fantástico.
19:05E aí é recomendado fazer esse check-up geral de quanto em quanto tempo?
19:12É isso aí, depende dos fatores de risco, né?
19:14Vai ter aquele paciente que a gente vai precisar fazer a cada dois anos e etc, né?
19:20Mas o exemplo que eu sempre dou é o Roberto Justos, né?
19:22Ele até fez várias entrevistas recentes, o pessoal achava que era exagerado ele fazer o check-up de seis em
19:28seis meses,
19:29mas a gente viu o que aconteceu.
19:31Vou falar porque ele já deu várias entrevistas sobre isso.
19:34Ele descobriu um câncer na bexiga, né?
19:36De maneira muito precoce e ele conseguiu intervir e está curado agora.
19:41Então, assim, qual que é a periodicidade, né?
19:44A gente tem o que é estudado para a população em geral, né?
19:49Mas a gente vai direcionar, individualizar a medicina personalizada.
19:53Quando e em quanto tempo ele vai precisar fazer?
19:55Vamos então para a participação do nosso telespectador, do nosso ouvinte.
20:00Aqui, a sua opinião e a sua dúvida vale muito a pena ser trazido porque os especialistas estão aqui para
20:07você.
20:08Vale também como uma super consulta com um especialista porque aqui trabalhamos com o que há de melhor no Estado.
20:16Se você também tem uma dúvida, você pode mandar no meu Instagram, arroba doutoralicesarcineli.
20:21Vamos para a nossa dúvida de hoje.
20:23Olá, meu nome é Gustavo. Eu tenho casos de câncer na família de um grau quarentesco muito próximo.
20:29Eu sou jovem e gostaria de saber quando eu devo iniciar, fazer os meus exames e quais são esses exames?
20:35Oi, Gustavo. A gente precisa fazer, na maioria das vezes, mais de 90% das vezes, o câncer não é
20:43hereditário.
20:44Então, a gente pega 10%, 5% a 10% dos casos tem hereditariedade.
20:49Quando a gente tem hereditariedade na família, como a gente descobre?
20:53Geralmente, a gente começa a ver que mais de uma geração daquela família tem algum tipo de câncer.
20:59Provavelmente, o mesmo tipo.
21:01Aí, nesse caso, hoje a gente consegue fazer uma avaliação genética.
21:05Então, hoje tem um especialista, um oncogeneticista.
21:08Ele faz toda uma análise para saber se tem alguma mutação, algum gene, alguma variante que possa ser detectado.
21:16E aí, nesse caso, a gente começa ou fazer exames preventivos, cuidados mais precoces,
21:24ou até mesmo indicar alguns procedimentos cirúrgicos.
21:29Como, por exemplo, no caso do câncer de mama na mulher, dependendo das variantes,
21:34algumas variantes que tem, pode ser indicado a mastectomia contralateral ou até mesmo a retirada dos ovários.
21:41Porque, dependendo dessa variante, ela pode aumentar a probabilidade de ter um tumor contralateral ou de ter tumor ovariano.
21:47E aí, nessas condições, as mulheres da família, elas têm que fazer os exames com mais precocidade.
21:55Foi o que aconteceu com a Angelina Jolie?
21:57A Angelina Jolie.
21:58Então, retirou a mama, ela não tinha doença, mas ela retira a mama mesmo sem ter a doença pela genética.
22:05É.
22:05No caso da Angelina Jolie, ela fez uma prevenção sem ter o diagnóstico da doença.
22:12Então, ela tinha uma história familiar e ela tinha uma alteração genética e ela fez essa cirurgia.
22:20Mas, quando eu estou falando aqui, são pacientes que já têm o diagnóstico.
22:23As pessoas que já têm o diagnóstico, então, elas podem fazer alguns procedimentos ou alguns exames a mais para prevenir
22:30a recidiva dessa doença ou a progressão dessa doença.
22:35E aí, para os homens, ele, por exemplo, que é um jovem ali, perto dos 20 anos, tem um caso...
22:42Me surpreende porque todo médico pergunta para a gente, tem caso de câncer na família?
22:46Tem caso de hipertensão?
22:48Tem caso de diabetes?
22:49Então, eu acho que fica no imaginário popular que são doenças muito família-dependentes, né?
22:55Então, é. Mas aí, a gente tem que tirar. A maioria não é dependente da relação familiar.
23:01A grande maioria é esporádica, que a gente chama.
23:04É algum fator externo, algum outro fator, alguma mutação específica naquela pessoa que causou a doença.
23:10No caso dos homens também, a gente tem que ter alguma atenção quando tem história familiar de câncer de próstata
23:17em idades mais precoces e mais de duas gerações.
23:21Aí, nesse caso, a gente pode solicitar para que faça exames preventivos com um pouco de antecedência.
23:28Não quer dizer também que seja um câncer, por exemplo, câncer de mama em homem.
23:32Câncer de mama em homem, que é uma minoria dos casos, 3% dos casos, a gente já tem que
23:38começar a investigar algum fator hereditário.
23:41Que aí tem uma grande probabilidade de ser hereditária a doença.
23:45Perfeito. Muito obrigada pelos esclarecimentos.
23:47Tenho certeza que você, em casa, já vai dar um Google e buscar mais sobre esse assunto.
23:52Eu quero agradecer muito a presença de vocês.
23:55Muito obrigado, doutora Alice. Foi um prazer participar do programa com você.
24:01Muito obrigado pela oportunidade. Até a próxima.
24:04Esse foi o Check-Up Saúde. Te espero na semana que vem.
24:08E aí
24:08E aí
24:13E aí
24:15E aí
24:16Obrigado.

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