00:00Lenira Borges nasceu em Porto Alegre em 1923, saiu do Rio Grande do Sul para entrar para a história da
00:07dança no Espírito Santo.
00:09Em 1961, fundou a Academia de Balé, que leva seu nome, em Vitória.
00:16Tendo aprendido com expoentes internacionais, se tornou a principal referência do balé clássico no estado.
00:22As técnicas do Royal Balé de Londres foram ensinadas geração após geração pela gaúcha de nascimento que virou capixaba de
00:33corpo e alma.
00:34A filha Rosana e a neta Mariana deram prosseguimento e até hoje mantém a academia em funcionamento.
00:42Os ensinamentos de Lenira Borges não se limitaram à Academia de Balé na Praia do Canto.
00:47Ela desenvolveu vários projetos sociais também na Escola de Arte Fafi, no centro de Vitória, e ainda na região de
00:54Santo Antônio.
00:55Projetos por meio dos quais compartilhou o seu talento e levou a arte do balé para centenas de crianças carentes.
01:03Ainda na década de 70, foi uma das defensoras da reabertura do teatro Carlos Gomes e criou o Grupo Experimental
01:12de Dança,
01:12que possibilitou o intercâmbio com profissionais do Brasil e do exterior.
01:17Numa rede social, o governador Renato Casagrande lamentou a morte da bailarina e professora de dança
01:24e destacou a importância do trabalho realizado por ela.
01:28O bailarino e coreógrafo Nerdin Montenegro, cubano radicado há três décadas no Estado,
01:34disse que graças a Lenira Borges, o balé clássico no Espírito Santo atingiu nível internacional.
01:40A escola dela tem muita importância porque formou muitos bailarinos que depois, posteriormente,
01:47se tornaram professores e hoje criaram suas próprias escolas, né?
01:51Também formou bailarinos que foram dançar para companhias importantes do Brasil e para o exterior
01:57e isso enriqueceu muito a dança aqui no Estado, né?
02:01Em maio, quando completou 100 anos de idade, a bailarina foi homenageada pela Companhia de Dança da Academia
02:08fundada por ela, no espetáculo Alice no País das Maravilhas, no Teatro Sesc Glória.
02:14O legado de Lenira Borges segue vivo, assim como sua memória.