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  • há 3 semanas
Durante o período de férias escolares, a atenção para as crianças deve ser redobrada. No nosso estúdio, o pediatra Vinícius Fagundes, o tenente Mendes do Corpo de Bombeiros e a mãe Mahyara conversam sobre os cuidados necessários nesse período.

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Transcrição
00:00Os acidentes com as crianças agora nas férias aumentam 25%.
00:04A gente viu ali os mais comuns, afogamentos, queimaduras e quedas.
00:09E detalhe, 89% dos casos ocorrem por falta de quê?
00:15Supervisão.
00:16Isso segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria.
00:19Então, chama o pai, chama a mãe, o avô, a avó, a família inteira.
00:23Vão reforçar esse alerta?
00:25Aqui no nosso estúdio eu recebo o pediatra, o doutor Vinícius Fagundes.
00:29Muito obrigada pela sua participação.
00:31A gente também recebe aqui o Tenente Mendes do Corpo de Bombeiros.
00:35Obrigada, uma boa tarde, sejam bem-vindos.
00:37E a mamãe maravilhosa, Mayara, que é mãe da Ana Júlia, Maria Júlia, perdão, Maria Júlia, de 5 anos.
00:45E agora está de férias também?
00:48É, hoje, boa tarde.
00:50Boa tarde.
00:51Hoje é o último dia dela na escola, vai ter um tempo, um período de férias.
00:58E aí a gente já fica um pouquinho preocupada, né, Roberta?
01:02Qual é a sua principal preocupação?
01:03Fala pertinho do microfone.
01:05Então, a principal preocupação é em casa mesmo, porque são coisas pequenas que a gente, no descuido, eles acabam aprontando,
01:19né?
01:19Porque, por exemplo, na semana passada até viralizou um vídeo que eu fiz dela, que ela foi na gaveta, um
01:27descuido meu.
01:28Eu gravei antes, ela estava pinteando o cabelo.
01:31Daqui a pouquinho, quando eu fui ver, ela chegou perto de mim com a franja.
01:35Cortou a franja.
01:36Cortou a franja.
01:36Ou seja, abriu a gaveta e pegou a tesoura.
01:38Pegou a tesoura e cortou.
01:39Uma criança de cinco anos.
01:40Cinco anos.
01:41É um segundo, né?
01:42E o pai falou, cuidado com a tesoura, já esconde.
01:46E eu desliguei por um minuto, assim, quando eu fui ver, ela já tinha cortado.
01:51Então, assim, são coisas pequenas que fica ali ao acesso deles.
01:55Não tem esse negócio.
01:56Ah, eles não vão mexer, eles sabem que não pode.
01:59Mesmo eles sabendo aí que entra o perigo, eles vão lá e mexem.
02:02Muito importante você ter tocado nesse assunto, que a gente viu agora na reportagem, a mãe falando da criança de
02:09seis anos.
02:10Ele sabe que não pode ir para a janela.
02:14E aí a gente se pergunta, doutor Vinícius, em que momento, né, que a gente pode passar a confiar na
02:22criança?
02:22De que o que a gente está falando, ela absorve de fato?
02:27É, a realidade, assim, eu não duvido que a criança realmente sabe que aquilo não pode.
02:30Que o pai instrui isso muito bem.
02:32Mas a gente tem que ter em mente que a criança, quando desafiada, quando ela está chateada,
02:38quando acontece alguma coisa de negativo que ela não gosta, ela perde a noção do perigo que tem ao seu
02:44redor.
02:44E é nesse momento que muitas vezes acontecem os acidentes domésticos.
02:48Os domésticos são os principais, né?
02:49Está ali dentro da nossa casa, mas hoje, por exemplo, a gente noticiou o caso dessa criança de três anos
02:55em Cariacica,
02:56que ela foi, morreu, afogada.
02:59E a gente se pergunta, o que fazer nessas horas?
03:02Mas, na verdade, muito antes disso, é importante que a gente trabalhe com prevenção, né, Tenente Mendes?
03:08Bem, primeiramente, o Corpo de Bombeiros agradece a oportunidade de um assunto tão importante e se solidariza com a dor
03:14da família.
03:15Bem, a prevenção é de suma importância.
03:18Prevenir é salvar.
03:19Então, no caso específico das crianças em meio aquático, a principal dica não é confiar em boia, é a supervisão
03:28direta.
03:29E o que a gente fala que é a supervisão direta?
03:31É a presença física de um responsável adulto ao lado dessa criança à distância de um braço.
03:37E por que um braço?
03:39Porque um braço é a distância segura, onde aconteceu submersão, eu rapidamente consigo tirar ela da submersão.
03:47Então, a criança, ou mesmo o adulto, né, o afogamento é a aspiração de qualquer tipo de líquido extracorporal.
03:54Então, colocou o rosto na água, a água entra pelo nariz, né, na respiração e vai para os pulmões e
04:00causa o afogamento.
04:01Então, a gente tem que chamar a atenção não só para a piscina, às vezes você pensa assim, ah, não
04:05tenho piscina em casa, não vou para clube.
04:07Mas, às vezes, uma bacia, né, uma lâmina de água ali no box, já é o suficiente para acontecer um
04:15acidente como esse.
04:15Dois centímetros de água é suficiente para um bebê se afogar.
04:19Então, fica o alerta.
04:20E outra coisa, às vezes, a gente, quem nunca, né, vai ao banheiro e deixa a tampa do vaso aberta.
04:28Ali também é um perigo para a criança?
04:30Um perigo.
04:31Como o doutor muito bem falou, basta uma pequena lâmina d'água para o afogamento.
04:35Se a gente lembrar que uma criança pequena tem o peso corporal mais concentrado na cabeça, né, o peso maior,
04:42então, se ela se debruçar sobre o vaso, ela vai tombar e ela vai ficar com a face voltada para
04:47a água.
04:47Fica muito prejudicado, por causa do peso, dessa desproporção entre a cabeça e o restante do corpo, principalmente nas crianças
04:53menores.
04:54E aí ele não consegue virar, não consegue voltar?
04:57Isso ocorre tanto nesses casos do sanitário, né, e quando os pais confiam naquelas boias em que a criança é
05:04colocada sentada nas boias,
05:06em que ela pode virar, já demonstrou algumas vezes alguns acidentes aqui,
05:09que ela vira por causa desse peso maior e ela não consegue voltar para a superfície, fica com as perninhas
05:14para cima.
05:14Maiara, esse assunto te preocupa, você como mãe?
05:19Muito, principalmente porque a Maria Júlia, ela é apaixonada por água.
05:24Então, piscina, praia, ela gosta muito.
05:29Eu não gosto, quem convive comigo no meu ciclo familiar, quem são meus amigos, sabe que eu não sou fã
05:35de água.
05:37Então, quando a gente sai, eu até vou, não deixo de sair por conta disso, mas sempre tem eu próximo
05:45dela ali, o pai, sempre tem alguém.
05:48Mesmo que esteja alguém dentro da piscina com ela, eu também estou sempre ali olhando para que não corra nenhum
05:55risco, né?
05:56Porque a gente sabe, igual foi falado aqui, que pouca água já é o suficiente para acontecer um afogamento, né?
06:03Então, imagine uma piscina.
06:05Então, quer dizer, às vezes você vai para a praia com sua filha, mas você não é aquela mãe que
06:09gosta de entrar no mar, de mergulhar.
06:12E aí, como é que você faz, então, para supervisionar a sua filha nesses ambientes?
06:17Então, é sempre em conjunto, né?
06:22Sempre com o meu esposo, sempre com as tias dela, né?
06:27Então, assim, a gente evita o máximo deixar sozinha.
06:33Não tem como, né, Roberto?
06:34Não tem possibilidade de você sair para uma piscina ou uma praia e deixar a criança ali sozinha.
06:41Não tem essa possibilidade.
06:43Muitos pais confiam nas boias que é colocado nos braços, né?
06:48Eu acredito e eu também já vi que não é o suficiente.
06:53Então, é bom se prevenir, né?
06:56Não só com essas boias, com os outros acessórios também.
06:59Mas isso não é o suficiente.
07:01Isso não impede os pais de ficarem ausentes.
07:05Ah, está com boia, vou descansar aqui.
07:08Não, de maneira nenhuma.
07:09Sempre tem alguém.
07:10E é nessas horas que, às vezes, a gente tem que contar com a supervisão, não só da mãe, não
07:16só do pai,
07:16mas envolver.
07:17Cada hora, de repente, dividir essa tarefa.
07:20Olha, agora eu estou de olho.
07:21Pode deixar, daí a pouco reveza com a outra mãe, doutor?
07:24É, o ideal é que para cada criança, em uma piscina, tenha um acompanhante ao seu lado, nessa distância.
07:31Não dá para um adulto vigiar três crianças ao mesmo tempo.
07:34Porque, realmente, numa distração, um minuto, um minuto pode ser fatal para essa criança, ela sofrer um afogamento ali.
07:40Que foi exatamente o que aconteceu.
07:41Um descuido rápido, num piscar de olhos.
07:44A criança que estava ali, numa piscina infantil, foi para a piscina adulta.
07:50Isso é comum de acontecer?
07:51É comum.
07:53Inclusive, as piscinas, é interessante, né?
07:56Que elas sejam cercadas, que elas tenham portas com trancas,
08:00justamente para evitar esse tipo de acesso, né?
08:02De um menor, no caso de três anos, de adentrar nesse ambiente que não seria propício.
08:08Ainda que, como nós já reforçamos, né?
08:11Mesmo numa piscina, aspas, própria, para criança,
08:15ah, que só tem 40 centímetros,
08:17a gente já sabe que basta uma pequena lâmina d'água.
08:21Então, o que ela falou é perfeito.
08:23E o doutor complementou de forma muito pertinente.
08:28A proporção é de um adulto para cada criança.
08:30Não adianta estar numa piscina, mas tem um adulto lá,
08:33mas tem cinco, seis crianças,
08:34é muito complicado essa supervisão.
08:37E a boia?
08:39Ah, eu estou de boia, a criança está de boia,
08:41então exime a responsabilidade do pai estar presente,
08:44ou do responsável estar presente, que eu digo,
08:46a um braço de distância.
08:47Não, não exime.
08:49Até porque boias, principalmente essas infláveis,
08:51não são confiáveis.
08:53Ela esvazia, ela fura, ela sai do bracinho,
08:56então não é confiável.
08:57Quantas e quantas vezes a gente já viu vídeos
09:00circulando nas redes sociais,
09:01a piscina ali cheia de crianças,
09:03às vezes tem sim um adulto,
09:05está acontecendo um afogamento do seu lado
09:09e o adulto não se dá conta.
09:12O afogamento é silencioso.
09:13É silencioso, é importante a gente frisar isso.
09:16Repete, Tenente.
09:17É porque a gente tem aquela impressão
09:19da pessoa gritando, pedindo auxílio,
09:21socorro, socorro, mas não é assim que acontece.
09:23A pessoa perde flutuabilidade,
09:26entra na submersão e realmente não é nada
09:29que chame muito atentão, é muito importante.
09:32O afogamento é um acidente, desculpa,
09:34é um evento silencioso,
09:36porque o afogamento não é um acidente.
09:38O afogamento é um evento estatisticamente previsível,
09:42ou seja, ele tem prevenção.
09:44Então, é muito importante todas essas ações.
09:47E aí, o que inclui nesse pacote de ferramentas,
09:51a gente está aqui falando da importância,
09:54quando a gente fala boia, leia-se, viu, gente?
09:56Hoje em dia, é colete, né?
09:59Assim, esquece boias infláveis.
10:00A gente já falou isso aqui e frisa sempre,
10:03leia-se colete, por favor.
10:05A gente está falando do colete,
10:06a gente está falando da importância de monitorar o ambiente
10:10e a gente também precisa pensar sempre nas possibilidades.
10:15Como que a gente deve agir diante de um evento como esse?
10:20É, se pensar em um afogamento,
10:23a primeira coisa é tirar o evento que causou,
10:25tirar a criança ali do local, da piscina, da água
10:29e observar como a criança está.
10:31Ninguém atende uma emergência sozinho.
10:34Então, a primeira coisa é ligar para o socorro.
10:38Liga para o SAMU, liga para o Corpo de Bombeiros,
10:40que eles vão começar a orientar você ali.
10:43Se a criança estiver parada mesmo,
10:45o ideal é que comece naquele momento uma reanimação.
10:49E o SAMU, por exemplo, na central,
10:51ele vai comunicar quanto tempo
10:53ou para onde essa criança deve ir
10:55ou onde está mais próximo do socorro daquela região
10:58que ocorreu esse afogamento
11:00para que eles sejam orientados para onde eles devem ir.
11:03Olha só o comentário aqui da Maricilda Borges.
11:06Teve o caso da criança que caiu dentro de um balde,
11:08ela caiu de cabeça para baixo e morreu.
11:11Não tinha ninguém por perto.
11:12Eu me recordo, Maricilda, desse caso.
11:14A gente deu essa notícia aqui também na TV Vitória.
11:17E olha, quando a gente está aqui fazendo esse alerta,
11:19a gente está com o foco de hoje,
11:21que é em relação às áreas molhadas,
11:24piscina, um balde,
11:25mas muita atenção com as crianças.
11:27Porque a gente sabe que, por exemplo,
11:29agora nas férias, elas adoram ir para o parque de diversões, né?
11:32E aí está um ambiente que a gente precisa ter cuidado.
11:35A gente vai ver agora o depoimento da Mariana.
11:37Lembra do caso da filha dela?
11:39A filha foi arremessada de um brinquedo
11:41que se soltou, isso aqui em Alegre,
11:43no sul do nosso estado.
11:45E essa menina ficou em estado grave.
11:47Olha só.
11:50Eu tenho um ano do acidente
11:53e aconteceu nesse intervalo de recesso,
11:56onde as crianças buscam, né?
11:58Se divertir, buscam sair,
12:02buscam passear.
12:04Às vezes até em lugares perigosos, né?
12:06Subir nas coisas.
12:07O que eu tenho a dizer é que, fisicamente,
12:10a minha filha ficou com uma sequelinha no olho
12:12e traumatizada.
12:14Ela desenvolveu uma crise de ansiedade
12:17e a gente está tratando isso daí.
12:19Mas graças a Deus que hoje nada além disso.
12:25E vamos fazer um alerta para todos os pais
12:27sobre esse recesso de uma semaninha.
12:32As crianças ficam muito mais agitadas, né?
12:35Então, todo cuidado é pouco.
12:36Vamos vigiar mesmo, vamos proteger nossas crianças, tá?
12:40E observar muito, muito.
12:43os lugares onde eles estão.
12:46Obrigada, Mariana, pela sua participação.
12:48E que sua filha consiga, né?
12:50Que ela está relatando aí
12:51que a filha ficou ainda mais ansiosa
12:54depois desse evento.
12:55Que ela consiga seguir a vida
12:56como uma adolescente que precisa
12:59de viver, né?
13:00De curtir.
13:01Porque a gente sabe, doutor Vinícius,
13:02as crianças e adolescentes também querem aproveitar.
13:05Chega a férias de julho,
13:07a gente vai proibir de ir ao parque.
13:10Também não é por aí.
13:11Mas, aproveitando também a presença do tenente,
13:14o que a gente tem que observar em relação a esses espaços?
13:19Bem, dicas básicas, talvez.
13:22Principalmente o estado de conservação, né?
13:24Do estado de conservação dos brinquedos.
13:27Olhar as correntes, se estão seguras,
13:29se não tem um parafuso soltando,
13:30se a haste está segura,
13:32se quando a criança está no brinquedo,
13:34o brinquedo não fica instável.
13:37São detalhes que às vezes passam despercebidos,
13:39mas são importantes de ser observados.
13:41E a criança gosta, topa qualquer aventura, né?
13:44Se estiver chovendo também, está nem aí.
13:46É, tomar muito cuidado, né?
13:48Parque de diversão,
13:49ambiente que tenha possibilidade de choque elétrico.
13:51Se estiver molhado, assim,
13:53é que não mexa com corrente elétrica,
13:56realmente, pelo risco de choque mesmo,
13:58essas regiões.
13:58Agora, como a reportagem que a gente viu
14:01também enfatizou,
14:02o perigo principal está onde?
14:05Dentro de casa.
14:06Então, a gente vai mostrar agora, né?
14:09A gente vai ver agora
14:10uma imagem que, inclusive, dá muita agonia,
14:12mas é importante fazer esse alerta, né?
14:15Que a gente está fazendo.
14:16Um menininho de apenas dois anos,
14:19ele prendeu o dedo no ralo do banheiro, gente.
14:23Foram momentos de muita tensão.
14:25Esse caso aconteceu agora, recente,
14:28no dia 12 de julho, em Goiás,
14:30e segundo o relato da mãe,
14:32o dedo começou a inchar
14:34e o desespero tomou conta da família.
14:35Imagina, como é que você faz?
14:37Uma criança, pensa,
14:38como é que você tira dali?
14:39Como é que você acalma essa criança?
14:40Eles tentaram tirar a tampa,
14:42mas não conseguiram.
14:44Aí chamaram os bombeiros.
14:46Os militares usaram um alicate de corte
14:49e conseguiram soltar o dedo do pequeno.
14:52Apesar do susto, o garoto passa bem.
14:56Como é que a gente acalma a criança nesses momentos?
14:59Porque a criança começa a gritar, a chorar.
15:02Olha, é um desafio, né?
15:04Eu trabalho com emergência.
15:06Pegar uma criança grave e ainda trabalhar com o seu emocional
15:10é muito difícil.
15:11Então, a gente pede para que os pais,
15:12que têm o maior vínculo,
15:14estejam ali perto da criança,
15:16abracem, conversem com ela,
15:18tragam algum objeto que ela sempre gosta ali
15:20para realmente, nesse período, ela ficar mais calma.
15:22E ligar para o Corpo de Bombeiros
15:25acionar esse serviço que a gente tem a nosso favor
15:29para orientar o que tem que ser feito naquele momento.
15:32A gente lembra de um caso também,
15:34de um garotinho que uma vez colocou
15:35a panela de pressão na cabeça, né?
15:37O Corpo de Bombeiros atendeu esse chamado.
15:39São vários casos nesse estilo, né?
15:42São vários casos.
15:44Só pegando o gancho novamente,
15:46que você falou que nessa época de férias,
15:49por estar em casa,
15:50é o ambiente mais propício, né?
15:52Nessa faixa etária, de 1 a 4 anos,
15:54no Brasil, morrem 4 crianças
15:57todos os dias por afogamento.
15:59Todos os dias.
16:00E é justamente nessa faixa etária,
16:02é a maior causa de óbito no país.
16:04E mais da metade dessas crianças
16:07não morrem na praia, nos lagos, nas lagos.
16:09Morrem dentro de casa, nesses locais.
16:11No vaso sanitário, na bacia, na piscina.
16:14Então, realmente, nessa época de férias escolares,
16:16é muito importante que a gente tenha essa consciência
16:19de que é um momento lúdico, divertido, prazeroso,
16:22mas que a supervisão, ela tem que ser constante.
16:26Mayara, você sabia, por exemplo,
16:27que o vaso sanitário, como a gente está aqui,
16:29mais uma vez, reforçando,
16:31poderia ser esse perigo todo?
16:33Não.
16:34Eu não sabia dessa...
16:37Dessa chance, né?
16:38Dessa chance.
16:40É óbvio que agora, depois da experiência contada aqui,
16:46a gente acaba servindo de alerta pra gente em casa, né?
16:51Pra gente, justamente, ficar mais próximo dos nossos filhos.
16:56As férias estão aí, e acredito que quanto mais você chamar a criança pra próximo de você,
17:04melhor é.
17:05Então, vamos investir em brinquedos, né?
17:10Quebra-cabeça, vamos trazer as crianças mais próximas da gente,
17:14aproveitar que está friozinho, então não tem praia, né?
17:18Então, é um período, assim, que a gente também cria laços, memórias com os nossos filhos.
17:24Perfeito, finalizou muito bem, viu?
17:26Obrigada pela participação de vocês, um bom final de semana.
17:29Lamentável, fica aqui os nossos sentimentos,
17:32a essa família que perdeu essa criança de 3 anos,
17:34lamentável que a gente está aqui fazendo esse alerta,
17:36usando essa história, né, tão fatal.
17:38Obrigada, gente.

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