Pular para o playerIr para o conteúdo principal
  • há 3 semanas
É o caso do músico assassinado por um policial militar no prédio onde moravam

Categoria

🗞
Notícias
Transcrição
00:00Voltamos a falar do assassinato do músico em Jardim Camburi, Vitória.
00:03A Polícia Civil divulgou imagens inéditas que revelam que a vítima foi ao local do crime
00:08outras duas vezes na mesma madrugada do disparo.
00:11O acusado é um soldado da Polícia Militar. Balança.
00:16De suspeito, o soldado da Polícia Militar, Lucas Torrezani, de 28 anos,
00:21passa a ser considerado acusado.
00:24Lucas está preso desde o dia 17 de abril deste ano,
00:28após, de acordo com o inquérito policial, matar com um tiro o músico Guilherme Rocha
00:34durante uma discussão dentro de um condomínio em Jardim Camburi, Vitória.
00:39A Polícia Civil teve acesso a novas imagens de uma câmera de segurança
00:43que revelam que momentos antes da vítima ser morta,
00:47o músico Guilherme Rocha teria ido outras duas vezes até o militar
00:53solicitar que ele abaixasse o som e parasse com a bagunça.
00:57Nessa terceira vez em que o músico foi conversar com esse policial,
01:01é que ele teria sido assassinado.
01:03O relógio marca 2h22 da madrugada do dia 17 de abril.
01:08O músico de camisa branca e bermuda surge nas imagens
01:12e vai até o soldado da Polícia Militar pedir para que ele abaixasse o som,
01:17pois ele queria dormir.
01:18Logo em seguida, deixe o local.
01:21Quase meia hora depois, Guilherme volta, já sem camisa e bermuda.
01:25Olha pela porta, observa, logo em seguida volta para o apartamento.
01:31Às 3h02 da madrugada, a vítima volta e mais uma vez tenta dialogar com o PM.
01:38A partir daí, começa a discussão e as agressões por parte do militar.
01:42A todo momento, Guilherme se mantém com os braços para trás.
01:46O amigo do soldado o empurra, momento em que é feito o disparo pelo acusado.
01:51De acordo com o perito da Polícia Civil,
01:53esse ato de empurrar a vítima facilitou para que o músico fosse baleado.
01:58Ele parte para cima da vítima, efetando um empurrão.
02:02E esse empurrão, ele acaba mitigando a possibilidade de defesa da vítima.
02:06Ele afasta a vítima, ele desequilibra a vítima e acaba aparecendo um espaço, uma janela temporal
02:13que permite que o atirador alce, ele levante sua arma e efetua esse disparo.
02:18A polícia contou que naquela distância em que a vítima estava,
02:23ela não representava nenhum risco ao militar.
02:26Segundo o delegado, Marcelo Cavalcante,
02:28após atirar, o soldado mandou mensagens em um grupo de conversas de amigos,
02:33mesmo grupo usado para marcar esses encontros,
02:36fazendo piada ao pedido da vítima de abaixar o som e também sobre a morte do jovem.
02:43Crueldade. Inclusive, ele desdenha da morte da vítima
02:47quando ele escreve nesse grupo que estavam alguns amigos
02:54que se a vítima queria silêncio, ela está no silêncio eterno.
02:58Ainda de acordo com o delegado, após o crime, o soldado Lucas Torresani,
03:04o amigo Jordan Ribeiro de Oliveira e uma terceira pessoa que seria uma testemunha
03:09que estava bebendo com eles, criaram um segundo grupo de conversa
03:13para, segundo a polícia, combinar versões para o crime.
03:17Após a versão mentirosa que ele apresentou na delegacia,
03:20ele sentiu a necessidade de continuar mantendo aquela mentira,
03:23aquela inverdade, quando ele cria um grupo que denominou AA
03:29e passou a tentar combinar versões.
03:32Passou a tentar combinar a versão com o Jordan
03:34e com o outro devido que estava no local, a testemunha.
03:38Dias após o crime, a polícia realizou uma reprodução simulada,
03:43popularmente conhecida como simulação do ocorrido.
03:47Lucas Torresani preferiu não participar da reprodução.
03:50Direito garantido em lei.
03:52Jordan Ribeiro, o homem que empurra a vítima,
03:55também foi denunciado ao Ministério Público.
03:57Ele responderá por homicídio duplamente qualificado por motivo fútil,
04:02que impossibilita a defesa da vítima.
04:05Já o soldado deve também responder pelos mesmos crimes
04:08e como agravante de abuso de autoridade.
04:11A testemunha, o terceiro amigo que estava no local,
04:14não teve nenhuma participação no crime.

Recomendado