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  • há 3 semanas
Bairro primavera está longe de ser um lugar de flores e beleza em Viana.

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Transcrição
00:02É primavera, te amo, é primavera, te amo.
00:08Acho que desafiou um pouquinho.
00:09Primavera, viva Tim.
00:10Mas é pra lembrar, menina, que hoje o bairro que nós vamos visitar é o bairro Primavera.
00:14Ei, Viana, você conhece, né?
00:16Conheço, o nome é lindo, tá?
00:18Mas a comunidade também é massa.
00:20Mas o bairro tá precisando de ajuda, e muita, tá?
00:22Menina, a rua tá lá inacreditável de tão feia que tá?
00:25Só Deus, né?
00:26Poeira, buraco e o sistema de esgoto, pra variar, não existe.
00:30Então é primavera, roda!
00:33Roda, gente, roda que é melhor.
00:38O nosso pedido de socorro vem do bairro Primavera, em Viana.
00:44Apesar do nome florido, aqui o cenário não tá nada bonito, não.
00:48Aqui não tem calçamento, gente.
00:51Olha aí a poeirada na rua Galdino Pimentel.
00:54Não tem quem aguente respirar isso todo santo dia.
01:00Outra coisa, também não tem rede de esgoto.
01:03A sujeira fica correndo por esse valão aí.
01:06Mas correndo, gente, é só jeito de falar, tá?
01:09Porque o valão tá assoreado, e a sujeira fica toda parada aí dentro.
01:14Um prato cheio pra dengue.
01:16Já que tem muito mosquito, é que o fumacê não costuma aparecer por aqui, não.
01:21Pessoal, quem chamou o trailer da cidade aqui na rua foi a dona Edília.
01:25Ela me contou que mora aqui há 12 anos e que aqui sempre foi um bairro meio esquecido, né, pelos
01:31órgãos públicos.
01:31É isso?
01:32Sim, muito esquecido.
01:34Nós aqui sofremos muito e estamos realmente precisando de alguém, porque eles só têm promessa, ninguém faz nada.
01:42Há dois anos, a prefeitura esteve aqui e fez um serviço paliativo.
01:47Abriu dois bueiros pra escoar a água e também esse murinho, perto de um dos pontos do valão.
01:53Isso pra evitar tragédias, tá?
01:56Esse valão, ele enche de água e a rua tava cedendo.
02:00Aí chegou a cair carro, chegou a cair criança dentro do buraco aqui pra tal filho.
02:04Estava cedendo aqui onde a gente tá?
02:06Estava cedendo tudo.
02:07Aí eles vieram aqui, fizeram esse muro, fizeram esse paliativo, ficaram de retornar, é, ficaram de retornar pra fazer uma
02:16limpeza e até hoje não voltaram.
02:20A Jusciara mora aqui há mais de 20 anos e disse que os moradores pedem pra que os serviços básicos
02:27sejam regularizados, pra que eles possam se sentir cidadãos de verdade.
02:33Não tem nem regularizado, por exemplo, o IPTU, esses negócios, nada.
02:36Não, ninguém tem IPTU aqui ainda não.
02:38Vocês querem ser enxergado pela...
02:41Enxergado, é verdade, enxergado pela prefeitura, né?
02:43Tem melhoria para o bairro, né?
02:44Eles são um ser humano.
02:48Aí se o poder público demora a enxergar uma comunidade, você já sabe o que acontece, né?
02:54O morador começa a tentar achar soluções por conta própria, no desespero.
03:01Aí deixa eu explicar pra vocês entenderem, essa aqui é a rua Galdino Pimentel.
03:05É onde muitos dos moradores moram e pedem melhorias.
03:09Acontece que do outro lado da rua, vocês estão vendo ali, tem um matagal.
03:13Aí eu pensei que acabava a rua aqui, mas a rua não acaba aqui, a rua Galdino Pimentel continua do
03:19outro lado.
03:20Fernanda, me explica aí o que você arrumou, minha filha.
03:23Foi você que deu um... arranjou uma coisa aí.
03:27Deu um jeitinho.
03:28O que acontece?
03:29Aqui estava a rede esgoto, tudo aqui no asfalto.
03:32Nem era asfalto ainda, né?
03:34Era chão.
03:34Eu paguei uma máquina, travei a rua e abri rasgando até ali na frente.
03:42Pra ajudar, né?
03:43Porque as crianças estavam pisando nisso tudo, estava uma nojeira danada.
03:47O esgoto estava vazando aqui na rua?
03:48Vazando na rua.
03:50Todo mundo passando por cima?
03:51Todo mundo passando por cima.
03:53E aí eu tive que fazer isso.
03:56E a gente segue mais adiante e se depara com outro problema do bairro.
04:01Os barrancos.
04:03Tudo no barro mesmo.
04:05Imagina o que acontece quando chove por aqui.
04:08A casa da Fernanda é uma das que são tomadas pelo mar de lama.
04:14A casa da Fernanda é essa branca aqui atrás, né, Fernanda?
04:17Aqui na Galdino Pimentel.
04:18Olha o que tem do outro lado da rua.
04:21A altura do barranco de terra.
04:25Imagina, quando chove, a terra vai virando lama e desce pra onde, Fernanda?
04:30Lá dentro da minha casa.
04:32Toda vez que chove?
04:33Toda vez.
04:34Todas as casas aqui estão acontecendo isso.
04:38Aqui na Avenida do Casarão, que se liga à rua Galdino Pimentel,
04:43fica o lugar que já foi uma nascente.
04:45E aí com o crescimento dos bairros e a falta da rede de esgoto, virou um pinicão.
04:51A senhora chegou a ver isso aqui limpinho?
04:53Ih, limpinho.
04:54Agora é limpinho, limpinho.
04:55Dá até pra tomar banho, querida.
04:56Você lavava a roupa aí.
04:58Era uma nascente.
04:59Era uma nascente.
05:00Agora nasceu, não sei pra onde foi.
05:01Tá aí, ó.
05:02Acabou.
05:05Há uns 10 anos, os moradores até ouviram promessas e acendeu a esperança neles de ver o bairro ganhando forma.
05:13Tem que continuar com a esperança, né?
05:15Fazer o quê?
05:17Só promessa?
05:19Será que um dia sai?
05:20Ah, quem sabe, né?
05:22Talvez eu vou estar até morta quando sair.
05:27Enquanto nada disso é feito, o bairro também não tem área de lazer, tá?
05:31E as crianças brincam assim, no barro, no meio da poeira, volta e meia tendo surpresas que saem desse matagal.
05:41Cobra, rato, tem tatu também.
05:44Tatu?
05:45A gata ali passando.
05:47Perigoso, né?
05:48Sim.
05:48Se tivesse um lugar direitinho pra vocês brincarem...
05:51Ia ser muito bom.
05:55É agora, gente, dá um pacito atrás.

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