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A menina de 10 anos que faz crossfit levantou a polêmica: qual a atividade física ideal em cada fase da infância?
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NotíciasTranscrição
00:00Vem cá, vem comigo aqui, porque agora a gente vai conhecer uma menininha, uma menininha mesmo, tá?
00:05Que deixa muito adulto no chinelo quando o assunto é atividade física.
00:10Ela é fera no crossfit, levanta mais peso do que o próprio corpo.
00:16Mas como será que é isso, hein? Será que pode fazer mal? Roda aí.
00:20Ela tem pressa de se divertir.
00:25Eu me divirto muito no cross, porque eu me sinto brincando, eu me sinto pulando, eu me sinto fazendo tudo
00:30o que eu faço com os meus amigos, eu me sinto fazendo lá.
00:32Aos 10 anos de idade, os treinos da Júlia são a brincadeira preferida dela. Brincadeira séria, vamos dizer assim.
00:41Ó, foca no treino, não conversa, porque se você conversar, você vai tirar a sua atenção.
00:46Musculação.
00:47Ela treina com uma carga bem razoável em comparação a adultos.
00:52Mas em comparação a outras crianças, assim como ela já tem um pouco mais de força, um pouco mais de
00:56execução bem feita,
00:59ela consegue colocar uma carga bem maior do que outras crianças que treinam aqui também.
01:03Crossfit.
01:04Ela pula caixa, ela pula corda, ela sobe nas barras. Então ela gostou, ela se identificou.
01:13Levantamento de peso olímpico, o LPO.
01:16É, tirando essas barras pesadíssimas, isso não é qualquer criança que consegue.
01:21Mas pra contar como a Júlia chegou até aqui, a gente tem que voltar lá na época da gravidez,
01:27quando a tia dela, que é professora de educação física, fez uma espécie de profecia.
01:33Quando minha irmã descobriu que estava grávida, meu Deus, eu fiquei extremamente feliz, né?
01:37Meu xodó, minha sobrinha.
01:39E como sempre minha irmã foi sedentária, eu falei, a Júlia vai treinar.
01:43E não é que a previsão começou a se cumprir?
01:46A primeira vez que a Júlia pisou numa academia, ela tinha menos de 3 anos de idade.
01:52E não veio pra acompanhar ninguém, não.
01:54Ela veio pra treinar jiu-jitsu e nunca mais saiu.
02:00O kimono cor-de-rosa ficava enorme.
02:03A faixa branca facilmente encostava no chão.
02:09Ela se emocionava até na hora de colocar a roupa.
02:11Ela saía na rua já toda vestida, ela não queria vestilar.
02:14Ela já ia toda arrumadinha, ficava todo mundo olhando.
02:17Porque era muito diferente, ela muito miudinha e vestida.
02:20Ela sempre gostou.
02:21Depois veio a natação, o treino funcional.
02:27Eu fiz coisas mais difíceis, agachamento.
02:31A gente deixou por livre e espontânea a vontade dela, né?
02:34A gente mostrava, a Júlia tem esse, tem esse.
02:36Não tinha, eu quero esse.
02:40A Júlia tinha só 5 anos quando começou a treinar a modalidade que se tornou a preferida dela.
02:46O crossfit.
02:47Hoje ela tem 10 e nesse longo período ela foi ficando cada vez mais precisa e mais forte também.
02:55Até que ela conseguiu levantar mais peso do que o próprio corpo.
03:02O treino do dia a dia hoje é com 25 quilos.
03:07E ela levanta esse peso várias vezes, sem parar.
03:12Parece fácil, mas é o equivalente a 70% do peso corporal da menina.
03:17Hoje, com 32 quilos e meio.
03:21A pessoa tem que ter técnica.
03:22E se você não ter técnica para pegar a barra, você vai se lesionar, você vai ter uma lesão.
03:27Júlia bateu seu recorde pessoal quando levantou uma barra com 39 quilos.
03:33Foi uma moça muito grande, porque eu nunca tinha carregado 39 anos a mais do meu peso, né?
03:38Eu descobri isso agora, que pode carregar mais do que o meu peso agora.
03:41E foi tranquilo, né?
03:43Não carreguei 40, mas um dia eu vou carregar.
03:45O vídeo, gravado durante o treino, viralizou.
03:49Teve mais de 10 milhões de visualizações.
03:52Eu fico feliz, na verdade, né?
03:54Porque o nosso objetivo é que o esporte chegue para muitas crianças.
03:59Mas será que esse peso excessivo pode trazer lesões para a menina?
04:03A família acredita que não.
04:06Ela tem toda uma equipe por trás.
04:09Tipo assim, ela não levanta peso aleatoriamente porque é bonitinho, não.
04:13Ela tem uma equipe.
04:15Ela tem nutricionista, ela tem fisioterapeuta, ela tem um médico, ela tem coach.
04:20E não só um.
04:21Ela tem três que acompanham ela.
04:26Uau, hein?
04:27Tô chocada, gente.
04:28Mas a dúvida, que eu tenho certeza que muitas mamães e muitos papais tiveram, principalmente
04:33assistindo essa reportagem, é a partir de qual idade a gente deve começar a incentivar
04:40a prática de exercícios físicos?
04:42Qual é o mais indicado para cada faixa etária?
04:45E também quando a gente começa a exagerar, esgotar os nossos filhos, tem gente que nem
04:49percebe isso, né?
04:50Então vamos bater um papo sobre esse assunto?
04:52Vem cá, chama a criançada aí para a sala.
04:54Aqui no nosso estúdio eu recebo o educador físico, João Marcos.
04:57Obrigada pela sua participação.
05:00Tem um trabalho muito bacana também envolvendo crianças.
05:03Eu recebo também N. Kelly hoje, muito bem acompanhada com a filha Emily.
05:10A Emily começou muito cedo, né?
05:12Com quantos anos?
05:13Dez anos.
05:14Com dez anos ela começou a fazer handball, não é isso?
05:17Handball.
05:18Handball, gente.
05:19Me conta, quem foi que te incentivou?
05:22Como é que veio essa vontade de se envolver, praticar atividade física aos dez anos?
05:29Foi na minha escola.
05:30Minha escola sempre apoiou o esporte desde 2007, que ela foi fundada o handball.
05:36Eles faziam testes, iam de sala em sala chamando crianças, aí quase ninguém ia.
05:40Aí eu falei, ah, por que não, né?
05:43Criança queria me divertir.
05:45Daí comecei a fazer lá, não era um treino, era tipo uma parte da noite, ficava uma horinha
05:51tacando a bola para o gol, fazendo vários exercícios assim.
05:55Sempre gostei.
05:55O interessante foi o jeito que você falou agora, eu queria me divertir.
06:00Então começou para você como uma diversão.
06:02Sim, começou como uma diversão, porque eu ficava só na escola, em casa, escola em casa.
06:07Aí para mim não ficar parada também, eu era uma menina, né, foleta e queria fazer
06:12alguma coisa.
06:13Aí eu fui lá só para me divertir e acabou ficando algo sério para mim agora.
06:16Isso que eu ia perguntar.
06:17Agora foi além da diversão?
06:20Foi, muito além.
06:21Agora o foco é treinar cada vez mais, evoluir e se Deus quiser entrar aí num clube grande.
06:27Agora mãe, como é que foi para você?
06:29Aos 10 anos?
06:30Mãe, olha, quero me matricular, quero fazer as aulas de handball, preciso, estou afim
06:34de fazer.
06:36A Emily sempre foi ligada no 220, né?
06:40Sempre foi assim.
06:41E quando teve essa oportunidade da escola, na mesma hora ela quis, aí eu falei, vamos
06:50embora.
06:51Você viu com bons olhos.
06:52Exatamente.
06:52Então assim, era noite, aí depois ela passou no teste, aí começou as aulas mesmo, né?
07:01Com frequência.
07:02Antigamente era de segunda a quinta-feira, ou seja, ela estudava na parte da tarde, ela
07:06ficava na escola a tarde toda.
07:09Então assim, para mim foi maravilhoso, né?
07:12E ela foi pegando gosto.
07:14Hoje em dia, quando eu vou botar pressão nela, eu falo, eu vou te tirar do handball.
07:18É uma...
07:19É uma chantagem.
07:20É, exatamente.
07:21Se a nota cai, olha, vai sair do handball, hein?
07:25Não é assim?
07:26Exatamente.
07:27João Marcos, obrigada pela sua participação.
07:30Conta para a gente, primeiro de tudo, né?
07:31Qual é a importância dos pais incentivarem os filhos a fazer atividade física, mas também
07:38atividade física correta, né?
07:40Que condiz com cada faixa etária.
07:42Boa tarde.
07:43Boa tarde.
07:43Agradecer pelo convite de estar aqui hoje.
07:45Bom, que a atividade física é importante, é bom para...
07:49Todos nós já sabemos.
07:50Melhora a composição corporal, perfil lipídico, diminui doenças crônicas, ansiedade, depressão,
07:57tudo isso.
07:58E desde a primeira infância, lá as criancinhas de 2, 3, 4, 5, 6 anos, ela se desenvolve e está
08:05mais que comprovada a partir das brincadeiras e interações.
08:07Então, uma brincadeira, a pessoa vai fazer atividade física juntamente com o pai, com a mãe.
08:12Sempre, como ela falou, começou com prazer, gostava de brincar, de jogar bola, de jogar
08:18a bola para o gol.
08:19E isso aí foi evoluindo, foi evoluindo.
08:22Sempre gostando.
08:25Com a evolução, a musculação em si pode sim a criança fazer dos 7, 8, 9 anos de idade.
08:32Desde que, como você disse, acompanhada, nós vimos na reportagem, acompanhada de um
08:37profissional qualificado, num espaço que não possa oferecer riscos a ela, priorizar exercícios
08:44que utiliza o peso do próprio corpo, peso mais leve, priorizando sempre a qualidade da
08:50execução do exercício e não o aumento de carga.
08:53Muitas vezes o adulto, por isso a gente tem aquela pressão de aumentar a carga.
08:57Não, a criança, a gente, criança ou adolescente, vão priorizar a execução do exercício.
09:02No caso dela, que faz handball, a musculação é uma ferramenta que vai te ajudar muito.
09:08Prevenir lesão, melhorar sua resistência, sua força muscular, todos esses quesitos.
09:13Agora me chamou a atenção o início da sua resposta.
09:16Com quantos anos que, então, a criança pode começar a fazer até mesmo musculação?
09:22Então, nessa faixa de 7, 8 anos de idade, mas não se restringir somente à musculação.
09:28Porque o importante da atividade física é realmente a criança ter prazer em fazer.
09:32Gostar de estar ali, pode ser pilares, atividade circense, o próprio esporte, que ele traz os
09:38valores do esporte, como handball, traz valores de honestidade, ética, disciplina, respeito
09:45às regras do jogo, jogo limpo.
09:48Além de você conhecer uma prática corporal da sua própria cultura ou de uma cultura de
09:55um outro país, de um outro povo.
09:57Agora, o interessante é a gente ressaltar, pelo amor de Deus, pai, mãe, não há, tá
10:03liberado fazer então musculação pra criança.
10:05É porque a minha pequena, quando eu vou pra academia, a minha pequena vai junto.
10:09Então, mas também não é assim.
10:11É trabalhar com o peso do corpo.
10:13Isso aí.
10:14É priorizar exercícios que utilizam o peso do nosso próprio corpo e pesos leves.
10:18À medida que, ah, tá ficando tranquilo, tô conseguindo fazer com o meu peso, vamos
10:22evoluindo na carga, carga mais leve, como nós vimos no vídeo ali, bem exemplificado,
10:27mais tranquilo e evoluindo aos poucos, priorizando a execução do exercício.
10:33Porque é isso que vai fazer ele ter o desenvolvimento total.
10:38Agora, muito interessante, gente, a gente frisar.
10:41A gente, a Emily falou e você frisou também, trabalhar aquilo que a criança goste de fazer.
10:50Não adianta, às vezes o pai quer forçar a criança.
10:52Vamos botar o exemplo de um menino, vamos lá.
10:54Ah, o menino, o pai quer que o menino seja um excelente jogador de futebol, mas às vezes
10:58o menino não quer fazer futebol, ele quer fazer outra atividade.
11:01Tem que descobrir aquilo que ele realmente tem aptidão, o que de fato se torna um prazer
11:07pra ele, né?
11:07Você percebe, você que lida com crianças, você percebe a diferença quando um pai coloca
11:12a criança obrigada naquela atividade física?
11:15Muito interessante ter destacado isso.
11:17Por exemplo, até o esporte, o handball, você vai poder falar que praticou desde novinha,
11:22o futebol, o futsal, o handball, o vôlei.
11:25Na iniciação, o esporte, muitas vezes a gente usa.
11:27Ah, nós vamos aprender, queremos ensinar o fundamento de pisar e tocar.
11:32A gente insere uma brincadeira que ele vai utilizar esse fundamento sem imaginar aquela
11:39questão de ordem certinho, aquele negócio direcionado, mas uma brincadeira que a partir
11:45do lúdico, a partir da brincadeira e da interação ela vai se desenvolver.
11:49E isso faz toda a diferença, Emily?
11:52Faz, faz muita diferença.
11:54Você já teve amigas, por exemplo, lá nesse grupo da escola, que as mães obrigaram a
11:59jogar e elas não passavam vergonha, não queriam, às vezes nem o time quer, né?
12:04Sim.
12:06Eu era excluída dos times, tá?
12:07É?
12:08Eu deixo isso bem claro.
12:11Tinha muitas meninas que iam, que as mães, não que obrigavam, tipo falavam, ah, vai pra
12:16ver como é que é, pra conhecer.
12:18Porque o handball, lá na minha escola, por exemplo, no Castro Alves, ele tem várias
12:22vantagens, mas também tem algumas desvantagens.
12:25Uma delas é você ser reconhecida como você ser, tipo, uma figura lá na escola, porque...
12:30Trabalha bem isso, né?
12:32Aí as mães queriam que as filhas se destacassem nesses meios e colocavam elas.
12:39Aí elas, algumas, até que aprendiam, mas não gostavam.
12:42Então faziam de qualquer jeito, só por ir mesmo, por causa da mãe.
12:45E, Anikele, pra você, queria que você deixasse, principalmente, essa mensagem pras mães,
12:49pros pais, a importância dos pais identificarem essa vontade nos filhos e apoiar.
12:57Porque você usa isso a seu favor, né?
13:00Então isso, inclusive, ajuda no próprio desenvolvimento da escola com a Emily.
13:06Não, sim.
13:07A Emily, lá em casa, como eu sempre falo, a gente tem uma conversa muito aberta.
13:12Então, assim, eu sempre conversei com ela, como eu sempre destaco.
13:17Primeiro é os estudos, né?
13:19Em primeiro lugar.
13:20Só que, como o handball, ele tem as etapas, não é só ela ir lá treinar.
13:26Tem as etapas.
13:27Tem as etapas de treino, tem as etapas do exercício físico, tem as etapas do mental,
13:34que o professor, ele trabalha essa parte mental com as alunas.
13:38Então, assim, acaba a criança, ela tendo um desenvolvimento, assim, ela tem outra visão, né?
13:47O comportamento dela em casa é outro, entendeu?
13:51De que forma que isso contribui pra esse comportamento social?
13:56Quando o professor, ele, por exemplo, antigamente, agora é na escola.
14:03Uma vez no mês, cada aluna tinha que ceder a sua casa pra assistir um filme no período de duas
14:08horas.
14:09Esse tipo, esse filme era, como é que fala?
14:13Motivacional.
14:14Motivacional.
14:15Motivacional.
14:15Era só elas, não tinha família participando.
14:19E era o período de uma hora e trinta.
14:22Terminava esse filme, aí tinha um pequeno lazer quando terminava.
14:28E o professor conversava com cada uma, ele conhecia cada uma ali, conhecia o ambiente.
14:35Hoje, isso acontece, mas hoje isso acontece lá na escola, né?
14:39O professor, ele passa, ele conversa com cada uma, ele tem um momento ali com cada uma.
14:46Então, a Emily, com 10 anos e a Emily hoje com 15, a Emily, ela tem outra cabeça, ela tem
14:53outra visão do mundo aqui fora.
14:55Bacana, isso contribui até mesmo pro amadurecimento, né?
14:59Exatamente.
14:59Principalmente nessa faixa etária da adolescência.
15:02E olha só, falando em incentivar, gente, a prática de exercícios físicos desde a infância, o ginasta Arthur Zanetti.
15:09O nosso campeão olímpico tem um filhinho lindo, o Leão, que tem dois aninhos.
15:13E o Leão já é um sucesso na internet, olha aí.
15:16Ele já tem 170 mil seguidores nas redes sociais, porque ele é uma fofura.
15:21E uma promessa do esporte também, tá vendo aí, gente?
15:24Muito pequenininho, né?
15:25Muito fofo.
15:26É que o papai, desde cedo, incentiva o Leão a gostar da ginástica.
15:31Nada feito, é claro, nada como pressão.
15:33Então, ele tá amando ali, tá vendo?
15:35Até bate as perninhas.
15:36E pra que o pequeno, a gente vê aí que tudo isso não passa de uma grande brincadeira.
15:41Pra ele, ele se diverte muito nas argolas, nas barras.
15:44Mas quem assiste os vídeos fica impressionado com a força, viu?
15:47A força desse garotinho, ele tem um equilíbrio também que chama bastante atenção.
15:51Um equilíbrio até melhor que o meu.
15:53Que bacana, né?
15:54Tudo se torna uma grande brincadeira.
15:57É esse o princípio, então, João Marcos?
15:59Isso.
16:00Como ela falou, basicamente é a brincadeira.
16:03Ainda mais nesse momento que as nossas crianças vivem sempre na televisão, no celular.
16:08Salientar a importância de botar essas crianças em movimento pra se desenvolver integralmente,
16:13a partir das brincadeiras, a partir de interação com crianças da mesma faixa etária,
16:17crianças um pouco mais velhas, adultos também.
16:20Essa é a importância.
16:22E isso faz parte até mesmo de uma socialização, né?
16:24Isso, se socializar pra conseguir formar um sujeito íntrico, motor e cognitivo.
16:29Agora, vamos pensar quando essa criança começa a exagerar nessas atividades.
16:36Começa não só a exagerar no peso, exagerar também na vontade.
16:40O tempo todo só quer saber de atividade.
16:42Eu conheço pessoas, crianças, crianças, por exemplo, são apaixonadas por futebol,
16:48só querem saber de futebol sem deixar.
16:50É tudo, o assunto é futebol, é vídeo de futebol, é jogar futebol.
16:55Então, como que a gente também lida com esse equilíbrio?
16:58Eu acredito que o importante é ter um termômetro, tanto dos pais,
17:01quanto do profissional que tá supervisionando aquela criança.
17:06Tentar mostrar novas vivências, novas modalidades, novos esportes.
17:13Apresentar na televisão, o pai em casa, mostra.
17:16Depois vão brincar, que assim a criança, você vai insinuando para a criança,
17:22acendendo aquela chama, para que ela possa conhecer novas atividades,
17:25novas práticas corporais, novas culturas.
17:28Agora, a gente tá aqui falando de diversas modalidades,
17:31tem uma que me chama bastante atenção, por exemplo,
17:34as ginastas, quem faz ginástica olímpica,
17:36a gente percebe o biotipo, que vão ficando fortinhas,
17:41bem ensaradas, podemos dizer assim,
17:44mas tem um detalhe que chama atenção, a altura.
17:47O que esse tipo de esporte pode fazer no corpo,
17:53o que chama atenção em relação a impacto?
17:56Tem algo, tem uma idade ideal para isso,
17:58para não dificultar, para não atrapalhar o crescimento?
18:01Sim, na verdade, o que acontece é que quando essas crianças
18:07estão numa ginástica olímpica,
18:09a gente vê sempre as crianças de ginástica olímpica na televisão,
18:11aí tá se tratando de atleta de alto rendimento,
18:14e esporte de alto rendimento não quer dizer voltado para a saúde.
18:22Mas existe ginástica que vai trabalhar muito menos intensidade,
18:26com muito menos impacto, com carga muito menos moderada,
18:30muito carga menor, que afeta que a gente consiga trabalhar somente a musculatura.
18:34Não afeta a nossa massa óssea,
18:37e nem a nossa questão de cartilagem, ligamento.
18:40Porque eu sou apaixonada, eu acho lindo, né?
18:42O trabalho, o trabalho não, né?
18:44Vamos dizer, todo o conjunto das ginásticas,
18:47quem faz ginástica olímpica, eu acho lindo, eu acho um espetáculo.
18:51Mas, já quis até colocar a minha filha, eu falei, mas eu tenho medo,
18:54porque a gente escuta essa história de que,
18:56ah, isso atrapalha o crescimento, mas não.
18:58Então, tudo com equilíbrio.
19:00Tudo tem seu limite.
19:01Claro que um atleta de alto rendimento começar muito novo pode afetar,
19:04pode se lesionar.
19:05Mas a prática em si, de atividade física,
19:07sob supervisão, no espaço que não ocorra,
19:10não vai oferecer risco a esse praticante,
19:12que utiliza exercícios apropriados de acordo com a sua faixa etária,
19:15só vai auxiliar no seu desenvolvimento.
19:18Como disse lá na frente, melhora de perfil lipídico,
19:21melhora de composição corporal,
19:23previsão de lesão futuramente,
19:25previsão de doenças crônicas,
19:28ansiedade, depressão, tudo isso.
19:30Obrigada, viu, pela sua participação.
19:32Obrigada, Niquel.
19:33E, Emily, quero saber, as notas estão todas ok?
19:35Tudo jóia.
19:36Tudo jóia, porque aí amanhã libera para a gente bom, né?
19:39Obrigada pela participação de vocês, viu?
19:41Uma boa tarde, gente.
19:42Obrigada.
19:42Obrigada.