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No episódio deste domingo (24), o programa Agro Business mostrou uma família que realiza um sistema agroflorestal no município de Vila Valério, Noroeste do Espírito Santo. Na região, a produtividade é aliada à preservação do meio ambiente.
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NotíciasTranscrição
00:05Música
00:09Produtores de pinheiros investem no cultivo de soja.
00:13A primeira colheita será nos próximos meses.
00:17Música
00:19Nossa expectativa até então, por ser a primeira safra, de 60 a 70 safras,
00:23que seria uma marca muito boa pra gente.
00:25Família faz sistema agroflorestal em Vila Valério.
00:30Produtividade aliada à preservação do meio ambiente.
00:35Música
00:36Esse sistema tem uma diversidade de plantas muito grande.
00:40Inovação na retirada do café conilon.
00:44Produtores fazem colheita 100% mecanizada.
00:49Música
00:49Você realmente consegue economizar mais, tendo mais eficiência.
00:54Como escolher a melhor variedade de café para cada região.
00:59Especialista dá as dicas.
01:02Música
01:03Tem vários pontos a serem levados em consideração.
01:09Música
01:12A agricultura move a economia de Linhares.
01:15A produção é diversificada, com destaque para dois frutos que já ganharam mercados internacionais.
01:22O mamão e o cacau.
01:24Música
01:26Cacau, matéria-prima do chocolate.
01:30Cacau, um dos principais produtos agrícolas do PIB de Linhares.
01:35Orgulho local.
01:36A amêndoa de Linhares é reconhecida internacionalmente.
01:40Essa aqui ganhou o prêmio em 2020 de melhor amêndoa do Brasil.
01:44A gente tem 70 anos que vem produzindo cacau e sempre a gente procurou aumentar a produção.
01:49O foco foi sempre esse.
01:50Com a chegada de algumas doenças, a gente viu que talvez fosse necessário focar além da quantidade, focar na qualidade.
01:57Tentar buscar um outro nicho de mercado, que é um nicho de amêndoas de qualidade.
02:00O cacau produzido em Linhares representa 85% de todo o cultivo do estado.
02:07A produção de 8 mil toneladas por ano movimenta 68 milhões de reais.
02:12Data de 1917, os primeiros cultivos de cacau aqui no município.
02:17E ao longo dessa trajetória, o cacau tem essa contribuição econômica, social, ambiental e no nosso caso até histórica e
02:24cultural.
02:25Porque de fato o cacau está muito enraizado na cultura do município.
02:29Um costume da região é diversificar a cultura.
02:32Em meio aos cacaueiros, existem seringueiras.
02:37Música
02:41Outra fruta que a destaca em Linhares é o mamão.
02:44O Espírito Santo é o maior produtor do Brasil.
02:49O mamão é o segundo produto do PIB Agrícola Municipal.
02:51Ele tem uma grande expressão porque além da área plantada, da produção em si da fruta no nosso município,
02:57ele tem as empresas do ponto de vista de beneficiamento e de exportação.
03:01Linhares hoje é o grande polo exportador de mamão do Brasil.
03:04O mamão daqui é exportado para Estados Unidos e Europa, além de ir para supermercados e seasa.
03:10Todos são rastreados. É a industrialização da cultura.
03:14Tudo começa no campo quando se inicia o plantio, a colheita.
03:19E aqui a continuidade de um fruto que a gente planejou implantar naquele período,
03:25está nesse momento colhendo, para atender os compromissos tanto para o mercado interno quanto da exportação.
03:30O Espírito Santo produz em média 50 toneladas por hectare ao ano de mamão.
03:36Isso é maior do que a média nacional.
03:38E 50% de toda essa produção é consórcio.
03:41Aliás, você sabe o que é o consórcio?
03:44Claro! O consórcio foi o que a gente viu lá na produção de cacau.
03:48Do cacau com a seringueira.
03:50Isso mesmo!
03:51É em resumo, é como se fosse plantar duas coisas no mesmo solo.
03:55Por exemplo, aqui tem mamão com coco, mamão com banana.
03:58As outras culturas, elas precisam de um microclima de sombra,
04:02que é o caso do café, que é o caso do coco, que é o caso do cito.
04:06E como o mamão tem um ciclo curto de entre plantio e finalização de colheita de três anos,
04:13quando sai o mamão, a outra agrícola já está formada e iniciando as primeiras colheitas.
04:18E a Prefeitura de Linhares vem promovendo esse consórcio com o projeto de fruticultura.
04:23Aquele produtor que tinha um cantinho esquecido da fazenda e que a gente conseguiu,
04:30conversando, trazendo suporte tecnológico também, facilitar a compra de mudas,
04:36de uva, de cajá, de limão, de açaí, de goiaba, num primeiro momento,
04:44de acordo com as características de cada distrito.
04:47Então nós temos nas áreas mais altas a uva, temos na área litorânea o açaí.
05:10Você sabia que São Mateus é a capital das peixarias?
05:14Hoje vamos mostrar a importância da pimenta para o município.
05:20Uma terra com vocação para a grandeza.
05:24São Mateus se destaca no cenário capixaba, nos plantios de coco, café conilon, pimenta e macadâmia.
05:37Para te mostrar o cultivo das especiarias, vamos pegar a estrada até a comunidade de Santa Tereza,
05:43a meia hora do centro de São Mateus.
05:46É lá que fica a fazenda Lagoa Seca.
05:49São 98 hectares.
05:54A força da mulher contrasta com a delicadeza das mãos.
05:58O cultivo da pimenta exige um toque mais suave, como o da Glosiane.
06:03Ela trabalha na propriedade há três anos e se orgulha do que faz.
06:11Eu antes trabalhava lá no campo com a pimenta jamaica,
06:14agora estou trabalhando aqui no galpão também com a pimenta jamaica, selecionando a pimenta jamaica.
06:18A pimenta é igual a de uma mulher.
06:20Ela tem que ser uma coisa bem delicada.
06:22É delicada.
06:23O meu trabalho eu faço tudo com amor.
06:26Os cachos são colhidos de forma manual, um a um.
06:32Após a retirada, os frutos são debulhados em pequenas máquinas e, em seguida, colocados para secar.
06:42A pimenta produzida aqui tem destino certo.
06:46O mercado internacional.
06:48É para fora do país que vai praticamente toda a produção capixaba.
06:53O Espírito Santo é, atualmente, o maior produtor exportador de pimenta do reino do Brasil.
07:02Quando a gente fala de especiarias, tem uma grande particularidade em relação a isso.
07:07Como uma grande gama dos produtores de especiarias são produtores de origem familiar,
07:13então você consegue manter a família mais unida dentro do módulo produtivo.
07:18E isso é importante, porque você evita até mesmo o êxodo rural,
07:22trazendo as pessoas para o meio rural e passando, de geração para geração,
07:28essa paixão que é o agronegócio, não só matenense, mas brasileiro.
07:34Esse ano, os agricultores capixabas devem produzir entre 45 e 50 mil toneladas da especiaria,
07:42boa parte cultivada em São Mateus.
07:44O município é o que mais produz pimenta do reino no estado.
07:49São cerca de 12 mil produtores, que se organizam em uma cooperativa,
07:54a Cooperativa dos Produtores Agropecuários da Bacia do Cricaré.
08:00A cooperativa local aqui dos produtores,
08:03ela começou seu processo de exportação no ano de 2015 com um contêiner.
08:08Hoje nós já estamos beirando a casa dos 60 contêineres de exportação.
08:13Começamos atendendo o Oriente Médio, particularmente, e as Índias.
08:16Hoje nós já estamos, os principais países que consomem nossa pimenta hoje
08:20é Senegal, Argentina, Tunísia, Turquia e Arábia Saudita.
08:24A pimenta do reino é nativa da Índia.
08:27Encontrou em solo capixaba um bom lugar para dar frutos.
08:31Aqui no estado, o plantio começou na região norte
08:34e depois se expandiu para as outras regiões quentes.
08:37Já está presente em 45 dos 78 municípios capixabas.
08:44Na fazenda, são produzidas também as pimentas rosa, jamaica e a branca.
08:50A pimenta do reino, ela faz parte de 6 hectares da fazenda.
08:55A pimenta rosa, 4 e a pimenta jamaica, 7.
08:59E para quem nunca viu, então, a pimenta rosa é essa daqui.
09:02E o que dá para fazer assim com essa pimenta rosa?
09:05Gente, essa pimenta rosa, eu falo que no período de pandemia,
09:11ela foi o boom de quem ficou em casa.
09:14Ela foi descoberta para ser feita de gim e comidas.
09:22A pimenta rosa ou arueira, produzida no Espírito Santo,
09:26vem ganhando o mundo e já se destaca
09:29como um dos mais sofisticados condimentos da cozinha internacional.
09:39A espécie nativa do litoral capixaba é muito valorizada na Europa.
09:45Já desponta como um dos principais produtos de exportação do Estado.
09:49De acordo com o Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural,
09:54o INCAPÉ,
09:56São Mateus também carrega a coroa de maior produtor e exportador mundial da iguaria.
10:01E isso desde 2012.
10:04Mais de 90% da produção da pimenta rosa no município
10:08é levada para países da Europa, Ásia e para os Estados Unidos.
10:16Explica para a gente o processo de colheita.
10:19Aqui é tudo manual ou já tem maquinário para poder fazer a colheita?
10:23O ano passado nós fizemos a colheita semiautomática, semelhante à colheita do café.
10:29Você joga na lona e ela bate na máquina de colher café.
10:33Mas esse ano nós vamos fazer na mesa.
10:39A pimenta jamaica também é destaque por aqui.
10:43Especiaria originária do oeste da Índia e América Latina.
10:49Está aqui da forma como vem do campo.
10:52Você vê que a pimenta aqui não está totalmente seca ainda.
10:56Ela foi pré-beneficiada.
10:58E a propriedade da pimenta jamaica, por exemplo,
11:02dessa daqui é extremamente anestésica.
11:06Então é a principal propriedade dela, digamos assim,
11:09além de ser fundicida, bactericida,
11:11de diversas funções da parte fitoterápica, digamos assim,
11:16ela é um anestésico de excelente qualidade
11:18por conter também propriedades semelhantes à canela, ao cravo e ao zimbro.
11:28Anestesia bastante a língua.
11:32A gente consegue sentir o teor,
11:35a propriedade realmente do princípio ativo,
11:37na ponta da língua,
11:41que anestesia bastante.
11:48E um dado interessante é que esta fazenda
11:50é a maior produção de pimenta jamaica do estado.
11:54Isso daí.
11:55Nós começamos com a plantação de pimenta jamaica
11:59com uma muda errada de cravo da Índia.
12:02Através dessa muda que foi plantada aqui,
12:05nós fizemos a lavoura de pimenta jamaica.
12:08E hoje é a única lavoura de pimenta jamaica do Espírito Santo.
12:14No mercado municipal de São Mateus,
12:17é encontrada em abundância e de várias formas.
12:20Tem a pimenta in natura,
12:22engarrafada,
12:23com as mais diversas misturas.
12:25Tudo preparado de forma artesanal,
12:28pelas mãos de moradores,
12:29aqui mesmo da região.
12:32Há 38 anos eu trabalho vendendo especiaria
12:35aqui no mercado municipal, em São Mateus.
12:37No começo foi um pouco difícil,
12:39mas hoje há uma procura muito grande.
12:42Eles usam em todas as receitas,
12:44porque hoje em tudo que você vai consumir,
12:46cozinhar,
12:47na área da culinária,
12:49as receitas já pedem todos os tipos de especiaria.
12:52Principalmente a arueira,
12:53a pimenta rosa e a pimenta do reino.
12:55É, a gente vende bastante, né?
12:58Uns copa mais, outros copa menos.
13:00Ah, mas tá caro não,
13:01a gente faz um precinho bom para o freguês levar, né?
13:04Se a gente deixar passar aqui, outro lá já vende, né?
13:12Você já viu plantação de soja no Espírito Santo?
13:16Apesar de ser considerado o ouro do Brasil,
13:19o grão não faz parte das culturas capixabas,
13:22mas tem produtor do norte do estado investindo na soja.
13:26No próximo bloco, eu te mostro.
13:28Vamos falar também sobre o sistema agroflorestal.
13:32E tem muito mais.
13:33Até já!
13:55Estamos em Pinheiros.
13:57A cidade sempre se destaca pelo autodesenvolvimento no agronegócio.
14:03Mas hoje, vamos mostrar uma cultura um pouco diferente.
14:08Para quem duvida, temos sim soja no Espírito Santo.
14:15Folha verdinha, porte baixo formando vagens.
14:21Parece feijão, mas olhando bem, é outra cultura.
14:25A soja.
14:30Estamos num plantio no município de Pinheiros.
14:34O primeiro da Fazenda Sanders.
14:37Por aqui se cultivam grãos há cerca de 20 anos.
14:41Mas a soja é uma novidade.
14:45A soja é a cultura principal da agricultura brasileira.
14:49Em termos de exportação, em termos de faturamento.
14:52E a gente não podia ficar fora desse jogo, né?
14:55E como nós já trabalhávamos com grão na fazenda,
14:57a gente resolveu entrar de cabeça mesmo,
15:00que já estava passando da hora, né?
15:05No início, os irmãos Arthur e Lucas ficaram receosos em fazer investimento,
15:11devido à alta do dólar, do preço do grão e da guerra na Ucrânia.
15:16Mas em março de 2021, com a situação um pouco mais estabilizada,
15:21decidiram iniciar a plantação, pensando na possibilidade de exportação do grão.
15:27Nós decidimos investir na soja porque a gente queria encaixar uma cultura de curto prazo
15:32que se encaixasse em três safras ano, né?
15:35A gente fazia feijão, mas porém achamos o feijão inviável fazer na região.
15:41A gente gostou bastante da cultura, pois achamos bem rústicos os seus tratos, né?
15:46Em comparação a outras culturas que a gente já mexeu.
15:52A soja é o ouro do Brasil.
15:54É a principal cultura agrícola do país.
15:58Somos o maior produtor mundial do grão,
16:01com uma produção na última safra de mais de 135 milhões de toneladas
16:06e uma área plantada de mais de 38 milhões de hectares.
16:13O Espírito Santo não tem tradição no cultivo de soja.
16:17Para alavancar a produção do grão por aqui,
16:20os irmãos trabalham para formar uma cadeia de soja no Estado.
16:24E também mostrar a viabilidade da atividade em um curto prazo de tempo.
16:29Formar uma cadeia de produtores para estar tendo o produto final da soja,
16:34que seria o óleo farelo dentro do Estado para estar comercializando.
16:38Com o nosso trabalho, a gente quer influenciar outras pessoas.
16:41A gente está disposto a abrir os números.
16:44Nós temos as nossas máquinas também,
16:46que pode estar ajudando o produtor que não queira fazer aquele grande investimento inicial.
16:50Nós temos outros colegas produtores que estão mais próximos da gente,
16:53que estão querendo entrar nessa aventura com a gente,
16:58para estar formando essa cadeia no Estado.
17:03A soja é plantada no verão.
17:06Época mais indicada devido às altas temperaturas da estação.
17:10Mas por aqui, o plantio foi feito no outono,
17:14por uma questão de oportunidade.
17:17A safra está desortalizada com o calendário,
17:20mas os irmãos estão otimistas em relação às mudanças
17:24que pretendem efetuar um novo plantio no período correto.
17:28Nossa soja foi plantada no outono,
17:30que não é a melhor época para ela,
17:32porque nós tínhamos que validar o processo o mais rápido possível.
17:35Já trabalhamos com grãos há muito tempo e não conseguíamos entrar.
17:40Devido à janela de preço, de oportunidade,
17:43tínhamos que fazer agora para validar.
17:46Mas por estudos, comportamento de soja em outros estados,
17:51a melhor égua para plantar ela é no verão.
17:54Que você acha que vai combinar aqui também com o que você precisa, né?
17:57Isso, para se encaixar na trinca que nós fazemos aqui na fazenda,
18:01que é trigo, soja e milho.
18:06A ideia é fazer a trinca de ouro,
18:10plantar a soja no verão,
18:12o trigo no outono e inverno
18:14e o milho na primavera.
18:16São as épocas em que todas essas culturas se desenvolvem melhor
18:20e têm maior potencial produtivo no estado.
18:27A soja é um produto de alto retorno financeiro para os produtores,
18:32porém, no Espírito Santo, não existe volume de produção do grão
18:36por falta de indústria de processamento.
18:39Soja é dinheiro na mão em todos os estados produtores.
18:42Porém, aqui no estado, o grão de soja não tem tanta liquidez,
18:46porque não tem o que se fazer com ele.
18:49Aí, a intenção nossa aqui é estar fazendo o beneficiamento dela
18:53e separando o óleo do farelo.
18:56Porque aí o óleo hoje, ele tem o uso na indústria de combustíveis,
19:01ele tem o uso na indústria farmacêutica,
19:03ele tem o uso na indústria de rações
19:05e o farelo é a base da alimentação da proteína.
19:09É a base que pode estar usando em confinamento,
19:12pode estar usando em granjas de corte,
19:14granjas de ovos, que é o que o Espírito Santo tem em grande quantidade.
19:21Um dos objetivos da família é formar um consórcio do café
19:25com a soja na entrelinha,
19:28modelo inspirado no sul de Minas Gerais,
19:31já que a soja é uma cultura que fixa o nitrogênio no solo.
19:35A intenção é essa, porque as áreas de soja solteira,
19:39nós já identificamos que elas ficariam muito, muito bem no verão,
19:44só que aí concentraria toda a produção em uma determinada época do ano.
19:48Aí nós começamos a acompanhar alguns bons resultados
19:51na região do sul de Minas,
19:53em que eles já plantam a soja em consórcio com café arábica,
19:57no meio da linha.
19:58E eles têm muitos bons resultados,
20:02que a gente acredita no potencial da região,
20:05de estar jogando a soja em consórcio com café plantado,
20:09café de recepa, café de poda túnel,
20:12e estar suprindo a demanda de um possível beneficiamento aqui no estado.
20:19A nossa plantadeira,
20:20ela é acoplada com um pulverizador de produtos biológicos,
20:24como, eu não sei se a audiência sabe,
20:26a soja, ela produz o próprio nitrogênio dela.
20:29E esse é até um diferencial, né?
20:30Isso, a gente coloca o inóculo no solo,
20:32na semente,
20:33para poder estar desenvolvendo essa produção de nitrogênio
20:36de uma maneira mais eficiente.
20:41Outra vantagem é que na produção são usados também produtos biológicos,
20:46que já eram utilizados na fazenda, na cultura do café, trigo e milho.
20:51A gente está usando biológico em tudo.
20:53Hoje a gente vive um momento muito difícil,
20:56de escassez de matéria-prima, de escassez de insumos.
20:59O biológico é o nosso grande apoio.
21:01Aqui na soja, como já falei aqui com vocês,
21:05ela produz o próprio nitrogênio.
21:06E o biológico está lá no solo,
21:08para poder induzir a planta a produzir mais.
21:11Se a gente tiver algum problema de praga,
21:13também tem um produto biológico para estar nos auxiliando.
21:16A fixação de nitrogênio,
21:18a fixação de fósforo também,
21:20que nós temos aqui.
21:21E os micro-organismos eficientes,
21:23que tornam a planta mais forte, mais resistente.
21:26O que não deixa de entrar doenças,
21:29fungos,
21:29que possam estar atrapalhando ela e a produtividade dela.
21:35O resultado já será visto na colheita daqui a 40 a 60 dias.
21:41A expectativa é boa.
21:44Nossa expectativa está, então,
21:45por ser a primeira safra de 60 a 70 sacos,
21:48que seria uma marca muito boa para a gente,
21:50e para a nossa região.
21:52E para o futuro?
21:53O futuro, a gente acha que a gente tem o potencial
21:55de chegar até 100 sacas por ser irrigado.
21:57E aí, então, esse local que está essa soja aqui,
22:01brevemente a gente vai ver trigo ou vai ver milho?
22:03Ou vai ver soja de novo?
22:05A atenção é plantar soja novamente
22:07para poder adequar o calendário da fazenda.
22:09Soja, trigo e milho.
22:12Soja, trigo e milho.
22:14E aí, então, em breve eu espero voltar aqui
22:16e mostrar a colheita dessa soja.
22:18Esperamos!
22:34Chegou a hora do quadro,
22:35o especialista responde.
22:37Muitos produtores têm dúvida
22:39na hora de implementar uma lavoura de café.
22:41Será que tem potencial para conilon?
22:43Será que tem potencial para arábica?
22:45Para me responder sobre isso,
22:47estou aqui com o agrônomo Edmo.
22:49Edmo, para quem tem dúvida em casa,
22:51qual é aí as características que deve olhar
22:53na hora de escolher um plantio de café?
22:56Bom, em relação à altitude que a gente tem,
23:00o conilon predomina nas regiões de baixa altitude,
23:03apresentando as maiores produções
23:05em altitudes de 0 metros,
23:07até próximo ao nível do mar,
23:09até altitudes intermediárias de 400 metros.
23:12Mas, aqui em Afonsocoli, nós temos áreas de conilon
23:14até 600, 700 metros de altitude.
23:17E uma particularidade interessante no conilon
23:19é que nós vemos que nas regiões intermediárias
23:22eles apresentam qualidade de bebida melhor,
23:25assim como no arábica.
23:26Porém, no arábica,
23:28as altitudes ideais de cultivo
23:30são acima de 600, 700 metros.
23:32E também as altitudes maiores
23:35favorecem a produção de bebidas de melhor qualidade.
23:38E aí, gente,
23:39vai muito, então, da aptidão da sua região.
23:42Não tem mais essa de que
23:43vou produzir o arábica porque é melhor,
23:45vou produzir o conilon,
23:46não tem essa, né?
23:47Não, então, isso aí.
23:49Esse que nós trabalhamos agora
23:51é só um fator, né?
23:52Só a altitude.
23:53Tem vários pontos a serem levados em consideração.
23:56Fertilidade do solo daquele ambiente,
23:58aptidão da família
23:59para trabalhar com uma cultura ou outra,
24:02até a face de exposição do sol.
24:05Se está numa face de exposição norte ou sul,
24:07vai influenciar para nós escolhermos
24:09e determinarmos qual vai ser a variedade
24:13e as cultivares também
24:15ou os cones que vão ser colocados naquela área.
24:17Para isso, é importante o produtor
24:19procurar sempre a informação
24:21e buscar orientação técnica
24:23com algum profissional,
24:24um técnico ou um engenheiro agrônomo.
24:25Muito obrigada, Edmo.
24:27E você de casa?
24:29Tem dúvida?
24:29Manda para a gente
24:31que a gente responde aqui no programa.
24:33Basta mandar para o e-mail
24:34stephanie.com.br
24:37Eu aguardo a sua dúvida.
24:41Confira as cotações do café e da pimenta.
24:44O café Conilon Tipo 7
24:46abriu a segunda-feira na Coabriel,
24:49sendo negociado a R$ 690,00 a saca.
24:53Na quinta, subiu para R$ 693,00
24:55e fechou a sexta com essa cotação,
24:58uma alta de 0,43% na semana.
25:02O Conilon Tipo 7,8 começou a semana
25:05em R$ 685,00.
25:07Fechou a sexta em R$ 688,00 a saca.
25:12Alta de 0,44% na semana.
25:15O Conilon Tipo 8, na Coabriel,
25:17na segunda-feira,
25:18foi negociado em R$ 680,00.
25:21Na sexta-feira, R$ 683,00 a saca.
25:26Alta de 0,44% na semana.
25:29Não houve mercado da pimenta
25:31do reino preta B1 na semana.
25:44Você sabe o que é um sistema agroflorestal?
25:47Hoje eu estou em Vila Valério
25:49e vou apresentar para vocês
25:51uma família que resolveu investir
25:53nesse sistema e tem conseguido
25:55agregar valor e também manter
25:57os jovens aqui no campo.
26:04No sítio Bom Jardim em Vila Valério,
26:07noroeste do estado,
26:09o cultivo sempre foi tradicionalmente
26:12de café Conilon.
26:13Mas com a chegada dos filhos
26:15para o trabalho da roça,
26:17a família decidiu diversificar as produções
26:20e investir no sistema agroflorestal.
26:24James saiu de casa para estudar cedo
26:27e depois de alguns anos fora,
26:29voltou cheio de ideias.
26:31A gente queria implantar um sistema
26:33que fosse modelo aqui em Vila Valério
26:36com foco em algumas culturas
26:37de potencial econômico para a cidade.
26:41Então, no ano passado,
26:42eu estava no meu último ano do doutorado
26:45e com pouco tempo que a gente tinha,
26:48a gente começou a implantar esse sistema.
26:50O meu pai cedeu uma área
26:53para a gente fazer alguns testes
26:54e implantar nosso sistema.
26:55Primeiro, o sistema agroflorestal agroecológico,
26:59que ele é isento de agrotóxicos.
27:03De acordo com o INCAPÉ,
27:05Instituto Capixaba de Pesquisa,
27:07Assistência Técnica e Extensão Rural,
27:10Agroflorestal,
27:11é um sistema que reúne as culturas
27:13de importância agronômica
27:15em consórcio com a floresta.
27:17Esse sistema tem uma diversidade
27:19de plantas muito grandes.
27:21Algumas espécies vão gerar renda para a gente,
27:24outras são espécies de serviço,
27:27que vão servir para gerar matéria orgânica.
27:30Algumas são para atrair inimigos naturais,
27:32como algumas flores.
27:33Nós temos muitas frutíferas,
27:35como o abacaxi, a banana, a mora,
27:39abacate implantados no sistema,
27:42que vão gerar alimento para a família
27:44e também tem potencial econômico.
27:55Entre os benefícios desse sistema
27:58estão a produção de alimento
28:00com a conservação do meio ambiente,
28:02o controle da erosão do solo,
28:04a preservação da fauna e da flora nativas,
28:08recuperação de áreas degradadas.
28:10Ele envolve o cultivo de diversas espécies
28:14no mesmo sistema
28:16e envolve o cultivo de espécies arbóreas,
28:21também todas consorciadas
28:23e existe uma sucessão natural
28:26entre as plantas desse sistema.
28:28Você começa a colher
28:30desde hortaliças,
28:32com dois meses após implantado o sistema
28:35e você pode colher algumas plantas,
28:38como algumas arbóreas para madeira,
28:40a partir dos 15, 20 até 40 anos
28:42desse sistema implantado.
28:53Mas o início do sistema não foi simples.
28:56Seu Reginaldo e Dona Cláudia
28:59vieram de famílias tradicionais da região
29:02e quando ouviram falar em agroflorestas,
29:05não achavam que o negócio
29:07seria viável para a família.
29:09Mas resolveram confiar nos filhos
29:12e hoje não se arrependem da decisão.
29:15Eu olhava meio assim,
29:18descabreado,
29:20de modo de falar, né?
29:22Aí vamos deixar ver
29:23o que vai dar no futuro.
29:25E quando eles começaram aquela agrofloresta,
29:27eu pensava assim,
29:28gente, sem adubo?
29:30Como assim?
29:31Isso não vai dar nada.
29:33É questão de formiga também.
29:34Falaram assim,
29:35as formigas vão acabar com isso tudo.
29:37Mas eu acho que foi exatamente ao contrário.
29:41Que as plantas estão tão bonitas sem adubo,
29:44a terra parece que foi assim,
29:47ficou agradecida por não receber aquele adubo.
29:50Eu não imaginava nunca
29:52que era só aqui na roça,
29:54era só colher o café,
29:59secar e vender,
30:01entregar para os atravessadores aí.
30:04Mais nada.
30:05Hoje já tem café,
30:06nós temos café torrando aí,
30:10pronta a entrega para vender
30:12e cada vez nós estamos investindo mais.
30:21O produto principal aqui é o café agroflorestal e orgânico.
30:27O plantio foi feito em janeiro do ano passado
30:31e tem previsão de colheita para o ano que vem,
30:34já que o café produz apenas após um ano e meio de plantado.
30:38Para aguardar esse tempo,
30:40a família vende também cacau,
30:43nibs de cacau,
30:45geleias diversas,
30:46pimenta e hortaliças
30:48que produzem na entrelinha da agrofloresta.
30:51Nós já enviamos nossos produtos para outros estados do Brasil
30:55e o nosso café também já foi para outro país,
30:59então a gente fica muito feliz
31:02de estar podendo agregar valor às coisas aqui do campo
31:06e também servir de inspiração para outros jovens
31:09que queiram retornar para o campo
31:11e agregar valor às propriedades.
31:15A propriedade, o sítio, as fazendas,
31:17não são só aqueles produtos ali,
31:20mas também poder chegar até a sua mesa
31:24um cafezinho especial, um nibs, com certeza.
31:33Outros sistemas agroflorestais também são feitos na propriedade,
31:39como a banana da terra com cacau,
31:42banana da terra com café conilon
31:44e as moringas com a pimenta do reino.
31:47A produção de pimenta por aqui é de 4 toneladas,
31:51o que corresponde a 1.000 pés em produção
31:54e mais de 2.000 em formação.
31:57Mas o diferencial é a condução em estacas vivas.
32:01Aqui a gente tem o consórcio da pimenta do reino
32:03com o tutor vivo, que é o NIM,
32:07que é uma das poucas áreas que tem na região
32:10que geralmente é usado o tutor morto,
32:12que é o eucalipto tratado.
32:14E aí, quais são as vantagens que o NIM traz para vocês aqui?
32:18Bom, uma das vantagens é o baixo custo de investimento.
32:22Por exemplo, na época da implantação,
32:24a gente pagou R$ 1,00 na muda.
32:26Já uma estaca do tutor morto,
32:28seria em torno de R$ 16,00, R$ 15,00 uma estaca.
32:32Então, você reduz muito o custo inicial de investimento.
32:36Esse sistema permite maior qualidade do solo
32:39e maior rentabilidade.
32:41Isso porque a própria planta produz a matéria orgânica para o solo.
32:46No manejo da poda que a gente tem formando o tutor vivo,
32:53a decomposição da poda em si, da copa dele,
32:57vai agregar mais nutrientes no solo.
33:00Por exemplo, o NIM tem um sistema radicular
33:02muito mais profundo do que a da pimenta.
33:04Então, ele consegue tirar de camadas mais profundas do solo
33:07nutrientes que antes a pimenta não conseguia usar.
33:11Então, isso acaba até reduzindo na quantidade de adubo.
33:18E além de todas essas vantagens,
33:21o sistema agroflorestal resgata a soberania alimentar,
33:25que é o direito de todos ao acesso
33:28a alimentos saudáveis e diversos.
33:32A gente visa a produtividade
33:34e, acima de tudo, a gente acredita que
33:37esse sistema vai trazer mais qualidade
33:39nos produtos produzidos aqui.
33:41Porque através do equilíbrio
33:43no ambiente, principalmente do solo,
33:47um solo rico em matéria orgânica,
33:49ele estimula os micro-organismos do solo
33:51a disponibilizar os nutrientes
33:54nas quantidades certas para as plantas.
33:56E com isso, a planta fica mais saudável
33:59e os produtos que elas geram,
34:02por exemplo, um café,
34:04ele vai ser ainda de mais qualidade.
34:12Além de desenvolver esses projetos modelos,
34:15um dos objetivos da família
34:17é abrir no futuro um espaço para visitações
34:20juntamente ao ambiente educativo.
34:26A gente tem que disseminar esses conhecimentos,
34:30disseminar a agrofloresta para outros produtores.
34:34Então, o nosso intuito ao desenvolver esse modelo
34:37é mostrar para outros agricultores que isso é possível.
34:41Dá para a gente ter a redução de custos,
34:45aumentar o valor agregado dos nossos produtos
34:47e nada muito complicado, né?
34:50Trabalhando de forma simples,
34:52porém, um pouco de técnica.
34:54E também, a gente mostrar para os jovens
35:01o que é a agrofloresta,
35:04porque eles serão os próximos agricultores, né?
35:06Nós já temos recebido alguns estagiários
35:09de escola família agrícola.
35:11Nós já tivemos cinco estagiários aqui.
35:13E agora, como professores,
35:16a gente pretende trazer turmas aqui
35:19das escolas municipais e estaduais de Vila Valéria
35:23para conhecer esse sistema
35:24e levar esse conhecimento para casa.
35:32Nós esperamos que as agroflorestas, né?
35:36Estejam mais presentes em nossa região,
35:38que os jovens vejam mais possibilidades no campo
35:42que eles consigam agregar valor para as suas famílias, né?
35:47Levando, assim, mais qualidade de vida também.
35:50E eu espero voltar aqui e mostrar
35:51essa agrofloresta bem grande.
35:53Isso aí, com certeza.
35:54E gerando muitos frutos.
36:15E vamos agora ao giro de notícias da semana.
36:24O preço do leite pago aos produtores em junho
36:28registrou aumento de 4,6% comparado ao mês anterior.
36:33É a quinta alta consecutiva.
36:35O valor chegou a R$ 2,68 o litro.
36:39As pesquisas, ainda em andamento do CPEA,
36:42apontam forte elevação dos preços agora em julho.
36:46A estimativa da média Brasil líquida é de mais de 15%,
36:51ultrapassando o patamar de R$ 3,00 o litro.
36:55A demanda doméstica por carne bovina segue enfraquecida.
37:00Segundo pesquisadores do CPEA,
37:02diante da inflação elevada,
37:05grande parte da população brasileira está com o orçamento familiar apertado.
37:09Com isso, muitos consumidores passaram a procurar proteínas com valores mais baixos,
37:15como as carnes suína, frango e os ovos.
37:18Dados do CPEA mostram que,
37:20quando comparadas a médias de junho e julho até o dia 19,
37:25a valorização é de 1,73%.
37:30As cotações da cenoura recuaram novamente na primeira quinzena de julho.
37:35A suja foi comercializada a R$ 29,05 a caixa de 29 quilos
37:41na parcial do mês até o dia 15,
37:44um recuo de 15% comparado ao mês anterior.
37:47A constante queda nos preços pode ser explicada pelo aumento da oferta,
37:53diante da maior produtividade durante a safra de inverno.
37:57A Feira de Agronegócios da Coabriel começa na quinta-feira e vai até sábado.
38:03A expectativa é de que mais de 15 mil pessoas participem dos três dias de evento,
38:09que será realizado em São Gabriel da Palha,
38:12próximo ao Armazém da Cooperativa.
38:14O evento vai trazer novidades do setor,
38:17além de um centro de negócios,
38:19com identificação de 16 lojas da Coabriel no Espírito Santo e Bahia,
38:24além de estandes com fornecedores e agências financeiras.
38:34Muitos produtores têm passado problema com a falta de mão de obra em nosso estado.
38:39Por isso estamos hoje em Pinheiros.
38:41E vamos mostrar o funcionamento desta máquina que vai revolucionar a cafeicultura do estado.
38:49Os pés de café estão carregados.
38:52Os frutos no ponto indicam que a produção vai ser boa na propriedade da família Orlete,
38:58em Pinheiros, norte do estado.
39:03A chuva veio na época certa.
39:06Os grãos estão maiores e com mais qualidade.
39:09Alívio para o cafeicultor.
39:11Quem tem lavoura está sempre atento à produtividade da colheita.
39:16Mas essa não é a única preocupação.
39:18A falta de mão de obra é um problema nas propriedades de todo o Espírito Santo.
39:24Todo ano o problema é o mesmo, então ele é recorrente.
39:29E esse ano ele se agravou.
39:31Todos os produtores se preocuparam muito até em antecipar a colheita do seu café
39:38por falta de mão de obra de gente.
39:42E aí então a solução que vocês encontraram desde muitos anos já é tentar mecanizar.
39:47E antes vocês tinham alguma solução que atendesse vocês?
39:50Olha, tinha uma solução parcial, que é a máquina que faz aquela colheita semi-mecanizada.
39:56Mas a máquina que realmente consegue colher o nosso café todo foi um sonho.
40:01É uma coisa que a gente sempre buscou, sempre correu atrás.
40:04Fizemos vários testes com outras máquinas e não vinha dando certo.
40:11Esse ano, produtores testam pela primeira vez a colhedora de café automotriz.
40:18100% mecanizada.
40:20A máquina custa em média um milhão e meio de reais.
40:24Foi alugada em uma parceria entre produtores.
40:27O Jonas, que está utilizando o maquinário, já percebeu que o investimento vale a pena.
40:32Esse é o primeiro ano que nós estamos fazendo um teste com essa máquina,
40:36que vem atendendo muito bem a gente.
40:38E a gente já percebeu que vai ser uma máquina que vai conseguir atender as nossas expectativas.
40:44A principal vantagem é o custo.
40:46A gente tem um custo hoje com o pessoal na faixa de 18 a 20 reais por saco de café
40:52colhido.
40:53Já com a máquina, o custo que fica é em torno de 8 a 10 reais.
40:58Fora o tempo também, você realmente consegue economizar mais, tendo mais eficiência.
41:04A máquina colhe esse café, ela mesmo descarrega depois em uma carroça,
41:11que já vai direto para o nosso sistema de secagem.
41:15Então isso daí já economiza tempo e economiza dinheiro também para o produtor.
41:22A máquina faz quase todo o processo sozinha.
41:26Só precisa do seu Clemilson na operação.
41:30Aqui tem essa esteira que leva o café, as varetas derrubam,
41:34a esteira leva, sobe no elevador, tem um ventilador lá em cima que tira as folhas,
41:39impureza, e sai o café limpinho lá em cima.
41:41E aí me falaram que o café sai até mais madurinho.
41:44Sai, sai madurinho.
41:46Aí tem um jeito de colher, que se você quiser, você tira só o maduro e larga os verdes tudo
41:51no pé.
41:51Aí depois você passa elas de novo, na hora que madurar, você passa catando os maduros de novo.
42:01Os sistemas mecanizados com colhedoras automotrizes estão sendo testados desde 2014 no Estado,
42:08para a colheita do café Conilon.
42:10As máquinas mais promissoras utilizam hastes vibradoras,
42:14que realizam a derriça, limpeza e transporte dos frutos.
42:22A máquina colhe 800 sacas por dia, operando entre 8 e 10 horas,
42:30o que equivale a mais de 80 pessoas trabalhando no campo.
42:34Aqui nós temos 100 hectares de café e normalmente a gente precisa contratar entre 80 a 100 pessoas.
42:43Essa contratação, além do custo que a gente tem para colher o café,
42:47ele envolve outros custos, porque nós somos também fazenda certificada.
42:51Então tem toda a questão trabalhista envolvida também,
42:55a estrutura que a gente precisa disponibilizar para esses trabalhadores que vêm aqui.
43:01E já com a máquina, a gente tem uma pessoa só operando a máquina,
43:06mas outra pessoa que ajuda a descarregar ela.
43:09Então a gente tem uma redução de 80 a 100 pessoas para duas apenas,
43:13que colhem exatamente a mesma quantidade de café.
43:19A colheita também ganha mais agilidade.
43:23É realizada em um menor período, liberando antecipadamente as plantas,
43:28o que favorece um tempo de recuperação maior para a próxima florada,
43:33mais intensa e uniforme.
43:35A máquina já passou nessa área.
43:38O que a gente consegue observar é que não teve tanta desfolha,
43:41que é a perda de folhas.
43:43E a gente consegue observar também que existem alguns grãozinhos de café
43:47que ainda ficaram por aqui.
43:49Onde tinha cafezinho já saiu aqui, mas ainda ficaram alguns grãos.
43:54Mas é pouco se a gente comparar ao resultado e também a eficiência da máquina.
44:04Mas é preciso ficar atento.
44:07As características morfológicas do cafeiro conilon são diferentes do arábica.
44:13E o manejo atualmente adotado no cultivo do conilon
44:16tende a dificultar o uso de sistemas mecanizados
44:20frequentemente utilizados na colheita do café arábica.
44:24Principalmente no que diz respeito à parte técnica a campo.
44:27Antigamente essas lavouras nossas eram tudo feitas no espaçamento de 3,5 por 1,
44:33no 3 por 1, que eram 3, 4 artes.
44:38Entendeu?
44:39Então para a gente estar trabalhando com essa máquina
44:40e ter uma taxa de ida e risco melhor,
44:43teria que ser uma ou duas artes.
44:45Entendeu?
44:45Tipo como a gente pode estar vendo aqui,
44:47nessa planta aqui e nessa outra planta aqui.
44:49Outra coisa,
44:51quando tem 3, 4 artes,
44:54essa parte de baixo que não deixa o café cair no chão,
44:57ela abre muito aqui.
45:00Aí acaba que cai mais café no chão,
45:02diferente de uma planta dessa daqui,
45:04que ela abre muito pouco para ela estar fechando.
45:07Então isso aí são coisas novas que nós temos que ver
45:10para estar adaptando também,
45:12assim como certos crônes que não pode ter,
45:14que desfolha muito,
45:16que tem que fazer essas adequações
45:19para a gente estar adaptando também a máquina,
45:22entendeu?
45:23As nossas lavouras,
45:24não só a máquina para a gente.
45:28Esta realidade em colheita mecanizada
45:31está bem difundida na região do Triângulo Mineiro,
45:34com o café arábica,
45:36onde as lavouras são novas,
45:38planejadas e plantadas em topografias
45:40mais favoráveis à mecanização.
45:42Para a minha região, no sul de Minas,
45:44já é só máquina,
45:45só colhe lá o lugar que é muito torto.
45:49Onde as baixadas é tudo máquina,
45:51não usa...
45:52Sim, usa um pouco de mão de obra manual,
45:55mas é muito pouco.
46:02A máquina também ajuda na elevação de qualidade,
46:06porque se ajustado à vibração correta,
46:09faz a colheita mais seletiva do café.
46:11Tem colunas que varia até aquela vibração ali da máquina,
46:14então tem colunas que caem mais as folhas,
46:17que derrubam mais ali,
46:18então tem que baixar toda essa vibração
46:21para não estar prejudicando o próximo ano,
46:23que é muito importante para a gente.
46:25Essa máquina ter chegado para a gente,
46:26você acredita que no futuro a gente vai ter evoluções da máquina também?
46:30Sim, com certeza, porque antes, assim, fazia teste,
46:33aí vinha aqui e ficava um mês, aí ela voltava, né?
46:35Então esse ano já vai ser diferente,
46:36ela vai estar ficando aqui com vários produtores,
46:39aqui com a gente também,
46:41então vai dar tempo de a gente fazer várias adaptações nela
46:43e chegar a um resultado melhor para o próximo ano.
46:47Mas também existem desvantagens.
46:51Uma delas é o custo de produção inicial da colheita mecanizada.
46:55Ele é elevado e exige mão de obra qualificada para manejo do maquinário.
47:02Algumas operações também necessitam de repasse manual
47:05e mudança do sistema de condução da planta.
47:13A colheita mecanizada ainda está em fase de testes.
47:17Ajustes são necessários,
47:19principalmente no que diz respeito às perdas
47:22e à parte técnica da condução das hastes.
47:24Mas, para especialistas,
47:27essa será a cafeicultura do futuro,
47:29tecnologia a serviço do produtor.
47:32O futuro é esse aqui.
47:34Veio para resolver um problema grande que a gente tinha
47:38e vários produtores aderiram a essa ideia,
47:42vários produtores compraram a máquina
47:44e isso vai ajudar muito no desenvolvimento dela também.
47:47O que nos anima, inclusive,
47:49a plantar uma área maior para o próximo ano,
47:52inclusive adaptando essa área para a máquina.
47:54Uma nova revolução que a gente vai passar, né?
47:56E toda mudança traz aí algumas adequações que vão ser necessárias.
48:00Então, falava com o Tiago há pouco, né?
48:03Sobre a parte dos clones,
48:05espaçamento, quantidade de hastes,
48:07tudo isso vai ter que mudar.
48:08E o produtor precisa ficar muito atento,
48:10porque na renovação de área,
48:12a partir de agora,
48:13saiba que tem uma nova oportunidade.
48:15Se quiser seguir por esse caminho...
48:17Com certeza.
48:18É um novo aprendizado.
48:19A gente precisa muito trocar informação entre a gente, né?
48:23Para que a gente possa desenvolver
48:25e para que a gente possa sempre estar plantando uma área maior,
48:27porque agora a gente consegue colher ela também
48:30de uma forma mais eficiente.
48:43Agora vamos ao Caparaó,
48:46onde a geração de renda e o meio ambiente caminham juntos.
48:53Sensações.
48:54Estar imerso em meio à natureza
48:56foi o que Márcio os buscou
48:58ao se mudar da Grande Vitória
49:00para a região do Caparaó.
49:02Chegou num momento que eu vi que a vida na cidade
49:04não estava tendo muito sentido para mim.
49:07E eu, como sempre, fui um cara muito ligado à natureza,
49:09sempre gostei muito de floresta.
49:11Eu tinha que buscar uma maneira de poder viver num ambiente desse,
49:18ser feliz profissionalmente e criar minha família.
49:23Sua busca pessoal se tornou um empreendimento.
49:26A terra que adquiriu era um cafezal, cultura forte por aqui.
49:29Mas ele não queria ser mais um.
49:32Retirou os pés de café e deixou a natureza agir livremente.
49:36A Mata Atlântica foi retomando o seu espaço
49:38e com a ajuda dela, da natureza, ele começou a construir.
49:43E como o Márcio os queria vida,
49:45ele baseou seu projeto na bioconstrução.
49:48O significado pode parecer óbvio.
49:50É um termo utilizado para se referir a construções
49:53que têm uma preocupação ecológica,
49:55mas não para por aí.
49:57As bioconstruções têm uma preocupação
49:59desde a concepção até a construção de um projeto como esse aqui.
50:04A gente está em Patrimônio da Penha, Divino São Lourenço.
50:08Região do Caparaó Capixaba.
50:11Essa é a Aldeia Alegria Hospedagem Sensorial.
50:14Que tem bangalôs construídos com bambu, barro, vidro reaproveitável.
50:20Bioconstrução.
50:22Pires, lâmpadas, garrafas se transformam em vitrais.
50:26Cada detalhe é pensado com carinho.
50:28Uma estrutura que deixa o turista imerso na natureza.
50:31Uma pousada dentro da mata, embaixo da serra.
50:35Eu amo aquela vista da Serra do Caparaó.
50:37A gente está numa época linda das Quaresmeiras Floridas.
50:41A gente tem todas as sensações de som dos animais,
50:46contato com a natureza, a comida é maravilhosa.
50:50É tudo muito mágico e muito incrível.
50:54O Caparaó é famoso pelo Pico da Bandeira,
50:56o terceiro lugar mais alto do Brasil.
50:59E é exatamente a altitude que favorece a cafeicultura local,
51:03outro atrativo da cidade.
51:05O Espírito Santo é o segundo maior produtor de café no Brasil.
51:09E 53% do tipo arábica é produzido na região do Caparaó.
51:15Este é o Sítio Forquilhas do Rio.
51:17Aqui é cultivado o café anofre,
51:20um negócio que passa de pai e mãe para filho e filha.
51:24Eu vou fazer uma faculdade de administração
51:27para ter minha própria cafeteria.
51:30Então você quer ficar aqui?
51:32Quer.
51:33O trabalho que a gente tem, o envolvimento que a gente tem,
51:36a busca incensante pela melhoria de qualidade,
51:39por aprendizado, por técnicas.
51:42Então isso, ao longo desses 13 anos com o Café Especial,
51:45a gente veio fazendo uma sintonia fina.
51:50João Vitor tem 18 anos
51:52e, diferente de muitos meninos da sua idade,
51:54não quer ir para a cidade grande.
51:56Ele quer continuar trabalhando como produtor rural
51:59na lavoura da família.
52:01Para mim, hoje, a maior riqueza é você estar trabalhando com o que gosta,
52:06no lugar que gosta e com a pessoa que você gosta.
52:09Portanto, eu gosto de produzir café e estar junto com a minha família.
52:13E o Caparó Capixaba é assim,
52:15cheio de sabores, cores e beleza.
52:19As águas geladas que lavam a alma,
52:22as quedas que massageiam,
52:25o verde que renova o ar.
52:27As cachoeiras da região do Caparó
52:29atraem pessoas de todas as idades.
52:32Conhecemos o roteiro da Esmeralda,
52:34que fica dentro de uma propriedade em Pedra Roxa e Bitirama.
52:45Depois do banho de cachoeira,
52:47fomos almoçar na Toca da Truta, em Bitirama.
52:50Os pratos oferecidos no restaurante são elaborados com trutas criadas aqui mesmo.
52:54O local atrai 500 visitantes por mês.
52:58Nós começamos a ter visitações curiosas para conhecerem o projeto,
53:03a criação de trutas, e aí construímos o restaurante.
53:06Do restaurante, hoje, eles já procuram hospedagem,
53:10então a gente está buscando mudar um pouco a atividade para a área turística.
53:15Tudo por aqui proporciona o turismo de experiências,
53:19conectado a uma natureza exuberante,
53:21a geração de renda,
53:23e a qualidade de vida.
53:29O agrobusiness está terminando,
53:31mas eu te espero domingo que vem.
53:34Tenha um excelente domingo e obrigada pela sua companhia.
53:37Para saber mais sobre o mundo agro,
53:40confira a coluna agrobusiness no folhavitoria.com.br
53:44e no nosso canal no YouTube,
53:46Instagram, arroba Folha Business.
53:49E também no meu Instagram pessoal,
53:51stefani.agronomia.
53:53Eu espero vocês nas redes sociais.