- há 9 minutos
No episódio, Stefany Sampaio mostrou a criação de búfalos no Espírito Santo. A ordenha do leite de búfala e a produção de queijo garante maior lucro ao produtor capixaba.
Categoria
🗞
NotíciasTranscrição
00:00Música
00:09Criação de búfalos em expansão no estado.
00:12Linhares, na região norte, ordenha de leite de búfalo garante lucro ao produtor.
00:20Um litro de leite de búfala processado vira 10 reais.
00:24Um litro de leite de vaca processado vira 4.
00:26O Espírito Santo é o terceiro maior produtor de cacau do Brasil.
00:31Cultura centenária trai de inovação.
00:34Tem produtor produzindo até aguardente de cacau.
00:39Não pode chamar de cachaça de cacau, é aguardente de cacau.
00:43Pesquisadores fazem teste para aplicar técnicas de enxertia e mudas de café.
00:50Em outras culturas normal, já em café é uma novidade.
00:53O mel de São Domingos do Norte é produto de exportação.
00:57Além de alimento de qualidade, as abelhas ajudam a potencializar outra cultura.
01:02O café.
01:04Música
01:06Chegamos ao apiário.
01:08Olha que maravilha, né?
01:14Música
01:16Hoje, o nosso primeiro destino é Linhares.
01:19Há 136 quilômetros da capital Vitória, o município se destaca pela força da sua economia.
01:26É a principal cidade do norte do estado, com alto índice de desenvolvimento humano e industrial.
01:32Linhares é conhecido como a capital do agronegócio.
01:35O município de Linhares tem alguns fatores que contribuem de forma muito significativa para esse sucesso no agronegócio.
01:42Entre eles, primeiro, a força do produtor rural, a força empreendedora deles.
01:47Esse perfil de sempre investir, de apostar em tecnologias.
01:50Independente do tamanho, seja pequeno, médio ou grande, o produtor liarense tem esse perfil empreendedor.
01:56Isso é muito importante para que, aliado às condições também climáticas, topográficas, os recursos hídricos que o município tem disponível,
02:04é um outro fator que contribui nesse processo.
02:07Nessa terra, planta-se de tudo.
02:10Entre os cultivos, de maior expressão, estão o café, mamão, cacau, banana e coco.
02:17Mais um destaque que poucas pessoas sabem sobre o município é a produção de búfalos.
02:22Segundo dados do IBGE, Linhares tem um rebanho de mais de 3 mil cabeças, o que corresponde a 70%
02:30de toda a criação do Estado.
02:32De 2010 para 2020, o rebanho do Espírito Santo quase dobrou.
02:37Passou de 2.465 para 4.401.
02:44Seu Luiz foi um dos pecuaristas que investiu na produção.
02:48Criador tradicional de gado bovino, há 26 anos entrou para o mercado de bubalinos.
02:54Ele é apaixonado pelo trabalho.
02:57Os búfalos, diferente do que muitos pensam, são animais dóceis.
03:01E muita gente acha, Kazati, que o búfalo é um animal brabo.
03:05É verdade isso?
03:06Não, isso é uma mentira, entendeu?
03:08Eu vou provar aqui agora.
03:09Nós temos aqui duas búfalas de 13 anos e de 11 anos, super mansa.
03:16Estão aqui fazendo carinho na gente.
03:18Ela levanta o rabo na hora que a gente está carecendo ela.
03:22Está aqui o bezerro dela de 3 dias.
03:243 dias, né?
03:25Ela já está querendo ficar perto da gente.
03:27É um animal extremamente manso.
03:30E aqui também uma curiosidade.
03:32Recentemente a gente gravou sobre boi, né?
03:34E também tem nome.
03:36Tem nome.
03:37Os búfalos também tem nome.
03:38Como que é o nome dessa daqui?
03:38Essa aqui se chama Lia, em homenagem às mulheres do Brasil.
03:42E a filha dela que está aqui atrás se chama Hanna.
03:45Toda búfala nossa tem o nome de mulher para homenagear as mulheres e as búfalas.
03:50São nossas pérolas negras.
03:52Os búfalos podem ser criados nas mais diversas condições climáticas.
03:57Uma ótima opção para o aproveitamento de área onde os bois não se adaptariam.
04:02Como, por exemplo, regiões alagadas ou pantanosas.
04:06Outra característica é que, assim como o gado, os búfalos também podem ser criados em áreas de confinamento.
04:14Uma novidade para aumentar a rentabilidade e manter o maior controle na produção.
04:19Esse aqui é um pequeno confinamento.
04:22A gente confinou 80 búfalos e a gente vai descascando os que estiverem prontos.
04:27A média aqui de ganho de peso por dia é 1,6 kg.
04:32A gente dá 30 kg de ciragem de milho e 3 kg de uma ração com 18% de proteína.
04:39E aí é interessante porque é diferente da forma como era feita alguns anos atrás, né?
04:43E poucas fazenas fazem isso no Brasil.
04:45É, pouca gente faz no Brasil porque ainda nossas carnes não são muito conhecidas.
04:50Mas a hora que o búfalos for conhecida, a qualidade da carne é excepcional, com gordura só externa.
04:56Isso aqui é um animal de 16 meses que pesa 17 arrobas.
05:00Então é um ponto de abate excepcional.
05:02Imagina qual o animal de um ano e meio que você consegue matar ele com 16, 17 arrobas.
05:07Quando a gente fala aí 17, 16 arrobas, né?
05:10Isso em questão financeira, quanto que está mais ou menos a arroba?
05:14A arroba de búfalo hoje é 300 reais a arroba.
05:17Então um búfalo desse, ele dá aproximadamente 5.100 reais, 5.200, até 5.500.
05:24E nessa questão aí que a gente fala, né?
05:26Às vezes a pessoa associa o confinamento a custos mais elevados e tudo mais.
05:31Mesmo assim, ainda é lucrativa a atividade?
05:34Então, como ele engorda muito, o búfalo é um animal diferenciado.
05:37Ele come muito, mas ele engorda muito.
05:40Então a transformação de alimento em carne é muito grande.
05:45Você vê, se botar num bovino 1,6 kg, é complicado, é muito difícil.
05:52Aqui não.
05:52Do zero, do zero, há 16 meses, ele tem 17 arrobas.
05:56Mais de um arroba por mês.
05:59Pela sua rusticidade, é um animal que quase não dá gasto com remédio, com defensivo de parasitas e raramente se
06:07tem perda de bezerro.
06:08Segundo pecuaristas, o búfalo é mais rentável que qualquer outro animal de leite, pois seu custo de produção é mais
06:16barato.
06:17Todo mundo que entra no búfalo se apaixona.
06:19Já pensou você matar um búfalo com um ano e meio de idade?
06:22Com 18, 17 arroba?
06:24Eu faço isso, né?
06:26Você pega uma búfala de dois anos, está pronta para parir e ela produz todo dia de 80 a 100
06:32reais.
06:32Então é um animal excepcional, pouco animal é assim.
06:36E rústico, pouquíssima doença, as vacinas as normais que se dão em boi e um bezerro por ano, vive 25,
06:4726 anos produtiva, vive até 40 anos, mas vive 25 anos produtiva.
06:52Pouco animal faz isso.
06:53Os primeiros búfalos da fazenda Angelim foram comprados por volta de 1998.
06:59Mas era uma criação muito nova no estado.
07:02Não existia mão de obra que sabia trabalhar com o animal.
07:06Seu Luiz contou com o apoio de três funcionários que saíram da pecuária tradicional para trabalhar com búfalos.
07:13Para mim é a melhor coisa quando eu estou mexendo com essas búfalas.
07:16Gosto de mexer com essas.
07:18Melhor de mexer com o outro gado.
07:20Adoro o que eu faço.
07:22É meu prazer.
07:23O mercado de búfalos é um setor promissor.
07:27Vem crescendo no Brasil aproximadamente 12% ao ano.
07:31O maior rebanho bubalino está no estado do Pará, com mais de 600 mil cabeças.
07:38Se bem manejado, podem produzir carne e leite de muita qualidade.
07:43Um único animal produz em média 6 ou 8 litros por dia.
07:48Um litro de leite de búfala processado vira 10 reais.
07:53Um litro de leite de vaca processado vira 4.
07:56Para dizer outra coisa, a gente não precisa dar ração para ela.
07:58Ela come o que tem na natureza.
08:01Ela aproveita mais a celulose que tem.
08:04E são extremamente mansas para fazer isso.
08:07E aí em questão mesmo de fazer a retirada do leite, como que vocês fazem aqui a ordenha?
08:13Então, nós temos a ordenha mecânica na fazenda, né?
08:16E a búfala é muito mansa.
08:18Para você tirar o leite dela, não precisa amarrar, não precisa fazer nada.
08:20Você encosta nela, amarra o bezerro e vai e tira o leite com ela solta.
08:25Extremamente mansa.
08:26Então dá para fazer dos dois jeitos.
08:28Dá para fazer tanto ali no banquinho e tirando o leite, quanto na ordenha mecânica.
08:34Daqui a pouco você vai tirar o leite do banquinho e você vai aprender.
08:45Com o leite, fabricam-se vários produtos.
08:48Queijos nobres, ricota, requeijão, manteiga.
08:52De acordo com estudos, comparativos feitos por instituições como Embrapa e Exalc,
08:57o leite de búfala tem níveis maiores de gordura e possui mais cálcio, proteínas,
09:03carboidratos e mais vitamina do que o leite da vaca.
09:06O leite da búfala, ele é um leite com a característica da 2 a 2.
09:11Ele não tem a alfa-S1 caseína, é aquela que enche sua barriga, que te dá desconforto abdominal.
09:17Esse leite é um leite diferenciado por esse motivo.
09:19E o outro motivo, você repara que ele é super branco.
09:22Ele não tem caroteno, ele só tem vitamina A.
09:25É um leite muito leve.
09:27Você pode beber um litro de leite à noite e você não vai sentir nada.
09:30Eu quero até que você prove o leite.
09:32Eu posso falar, gente, que eu não tinha muito costume de tomar leite,
09:35mas nesse programa aqui eu estou aprendendo a tomar leite.
09:38E você falou que esse daqui é mais doce, né?
09:41Então tem que provar mesmo.
09:41Então ele é mais doce por causa que ele tem muita matéria seca.
09:44De 17% até 20%.
09:47Isso faz ele ficar doce.
09:49Ele tem muita açúcar dentro dele, né?
09:51Que é a lactose, tá certo?
09:53Tanto que você pode fazer um doce de leite com ele...
09:55Cheirinho bom.
09:56Sem botar açúcar.
09:574 horas de fogo, você faz sem açúcar.
10:00Eu faço sem açúcar e faço com 7% de açúcar, que é o normal nosso.
10:04E o cheirinho dele também?
10:07Hum, delícia.
10:08Quando você bota na boca, você sente a delícia do doce do leite.
10:12Você vai beber um leite na cidade e infelizmente o leite é muito processado.
10:17Parece já um arroz doce já pronto.
10:21Parece arroz doce.
10:22Parece arroz doce.
10:22Todo mundo fala isso.
10:24Suja o copo.
10:26Quando o leite suja o copo, isso é sinal que ele tem todas as proteínas e as gorduras do leite.
10:31Leite, quer saber se o leite é bom?
10:33Bota ele no copo.
10:34Tira ele do copo.
10:35Copo limpo, leite ruim.
10:37Copo sujo, leite bom.
10:38Ó, anota essa dica aí, hein, gente?
10:40Anota isso aí pra vocês estarem em casa.
10:43Esse mercado no Brasil ainda é novo, mas tem atingido bons resultados.
10:48Os búfalos já contribuem com 11% da produção mundial de leite.
10:53Nesta outra propriedade em Linhares, na localidade Desengano, o forte é a produção de leite.
11:00Dentro da fazenda Soeiro, funciona uma agroindústria para a fabricação de queijos e derivados,
11:05tanto de bovinos quanto de búfalas.
11:08Desde a época que eu nasci, minha mãe já mexia com queijaria.
11:11Na época dos meus pais sempre foi queijo de vaca, né?
11:15Leite de vaca, né?
11:16E depois, não tem uns 12 anos pra cá, que eu comecei a fazer...
11:20Tem umas búfalas aí, comecei com um pouquinho, com um pouquinho, e até que eu comecei a crescer mais um
11:27pouquinho, né?
11:27O rendimento é o grande atrativo.
11:30Com 100 litros de leite de búfala, se faz 16 quilos de mussarela, quase o dobro do que se consegue
11:36fazer com leite de vaca bovina.
11:39Mas além de mussarela de búfala, que é mais famosa no mercado, a queijaria da fazenda produz queijo minas, trança,
11:47cabacinha, paletinha, manta, doce de leite, entre outros derivados.
11:52Tudo de búfala.
11:54Aqui eu tô fazendo o teste de filagem da massa do leite de búfala, né?
11:58Esse aqui é a massa que faz a bolinha, que faz o palito, que faz a mussarela.
12:06Aqui eu coloco um pouquinho da massa, né?
12:09Que já ficou em repouso lá, né?
12:11Com o fermento, já.
12:13Que é o leite pasteurizado, colocado o fermento com o alho e tal, esperando dar o ponto.
12:19Agora deu o ponto.
12:20Aproveitando que vocês estão aqui agora, ó, eu vou mostrar a vocês o ponto.
12:24Olha, aqui já é uma massa já bem filada, tá vendo?
12:27Ela já não é a, ó, ela é uma massa filada.
12:31E o ponto é este, ó.
12:33Você vai pegando a massa, vai pegando ela, vai puxando, ó, ó, ó.
12:38Vai puxando, vai puxando, ó.
12:41Né?
12:41E ela vai filando, ela vai filando.
12:44Isso que é filar uma massa, né?
12:46Pra poder fazer o...
12:48Pra poder a gente poder continuar, dando continuidade aos produtos que a gente vai fazer.
12:52A coloração do queijo de búfala é muito fácil de ser reconhecido, né?
12:56Porque é um queijo branco, bem branquinho, né?
13:01E o de vaca é uma cabacinha, ela é amarela, amarelada.
13:06Esse segmento não foi prejudicado pela crise econômica.
13:10Segundo números da Associação de Criadores, o mercado de queijo nobre de búfala cresceu 20% ao ano.
13:17Os pedidos aumentam e estimulam a produção e investimento.
13:21Os queijos são destinados a nichos de mercado que pagam bem.
13:25O produto é mais caro.
13:28O setor faz a economia girar e traz emprego para moradores.
13:32Como o Johnny, que é um dos queijeiros da agroindústria.
13:36Estou embalando a ricota.
13:37Para colocar dentro do potinho, aí depois direto para a câmera depois, para guardar.
13:45Eu fico muito feliz, fico totalmente feliz de fazer e saber que a pessoa vai comer um ótimo produto.
13:52Toda a produção da agroindústria é do leite tirado da propriedade mesmo.
13:57O rebanho da Fazenda Soeiro está calculado em 45 alqueiros,
14:02com cerca de 300 cabeças, entre vacas búfalas e bezerros.
14:06O espaço equivale a 147 campos de futebol, incluindo brejos e riachos.
14:13No trato dos animais da propriedade, o produtor conta com o suporte do filho.
14:18Gustavo saiu para estudar fora, fez medicina veterinária e voltou para casa.
14:24Aplica o aprendizado no negócio da família.
14:27A búfala é um animal bem adaptado.
14:29Ela come vários tipos de gramíneas, se adapta bem à seca.
14:32É um animal bem rústico, dócil, de fácil manejo, sempre que respeitando o animal.
14:41E é um animal que tem um índice reprodutivo muito bom,
14:45porque ele possui um intervalo de parto muito pequeno, um intervalo de parto curto,
14:49o que se proporciona uma cria por ano.
14:51Então isso facilita muito.
14:54E são animais muito bem adaptados.
14:58E nesses tempos de seca que a gente tem, isso facilita muito.
15:02A história da família copecuária é antiga.
15:06Começou com gado leiteiro.
15:08A produção de leite da fazenda já tem mais de 50 anos.
15:12A 12, a tradição deu espaço para a búfala.
15:15Hoje, 60% da produção é de derivados de búfalos.
15:20E 40% são de derivados de vaca.
15:23Todo o processo feito com muita atenção.
15:26Nada é desperdiçado.
15:29Tirou a ricota, sobra o soro ainda.
15:31Aí você, eu, o que que eu faço?
15:34Eu pego esse soro, levo ele novamente lá onde o gado fica, as vacas ficam,
15:41e elas bebem tudo.
15:43E com isso não tem a poluição, né?
15:45Porque o soro, ele é muito poluente.
15:47E foi uma maneira que a gente arranjou de dar um destino.
15:51O soro foi voltar ele para as vacas.
15:55O pecuarista ingressou no mundo bubalino por acaso.
15:59O primo deu um casal de búfalos para o filho dele, o Gustavo.
16:03E nesse presente, eles viram que a criação dos animais tinha rentabilidade.
16:08Foi aí que resolveram investir.
16:10A brincadeira deu tão certo que hoje são um dos maiores produtores da região.
16:15As pessoas vêm de longe visitar e comprar.
16:19O queijo aqui do Djalma é excelente.
16:22É uma produção que escova para várias cidades aqui da região.
16:25Gosto muito de queijo.
16:27Se tiver qualidade, então, eu ando longe atrás de um queijinho.
16:30Rola até cambaiote, se for possível.
16:34Exemplos, como o da família Soeiro, nos lembram o quanto é possível agregar valor à produção
16:39e manter as origens familiares vivas.
16:42Sucessão, dentro e fora da porteira.
16:45A búfla é uma alegria que eu tenho de criá-la.
16:57E vamos agora à dica do especialista.
17:01Você sabia que normalmente não utilizávamos a enxertia para a produção de mudas de café?
17:07Mais recentemente, foi desenvolvido pesquisas que provam que é possível produzir mudas de café através da enxertia.
17:14Fomos até o Encapé de Marilândia conferir essa novidade.
17:23Um dos trabalhos nossos é a enxertia em café com lilão.
17:26É um trabalho novo aqui na fazenda.
17:28Hoje a gente já está testando 19 recombinações.
17:31O que é isso?
17:31Em citros já é normal, enxertia em laranja, em limão.
17:37Em outras culturas, normal.
17:38Já em café é uma novidade.
17:40Claro, nós desenvolvemos uma variedade goitacá, que é tolerante a nematóide.
17:46E uma outra é o seguinte, é ver se a gente consegue, nessa enxertia,
17:51buscar materiais desejáveis em relação a tolerantes a fatores bióticos e abióticos.
17:57Isso é, clima e questões de pragas e doenças.
18:01Será que nós vamos conseguir fazer uma combinação perfeita entre porta, enxerto e enxerto?
18:06Então aqui está o exemplo.
18:08A gente está enxertando uma muda de clone em cima de uma muda de semente.
18:14Será que nós vamos conseguir ganhar resistência no sistema radicular e parte aérea?
18:19Aí a gente também está testando o seguinte, clone em cima de clone.
18:22Que é aqueles clones que a gente sabe que tem um sistema radicular mais profundo,
18:28mais tolerante à seca e com uma parte aérea muito produtiva.
18:32Então hoje a gente vê aí muitas mortes de plantas.
18:35Será que está relacionado a vários fatores?
18:37Será que um desses pode ser...
18:40A gente vai estar solucionando parte do problema?
18:43Então esse é um trabalho que nós estamos fazendo aqui em Marilândia,
18:47que já está indo para a primeira colheita com 19 tratamentos.
18:51Então assim, é uma novidade em café conilão,
18:54em termos de pesquisa de ver essa recombinação de enxerto e porta, enxerto.
19:01E por que a tecnologia é importante?
19:03Quando a gente coloca um clonal em cima de semente,
19:06o sistema radicular é muito uniforme.
19:09Então a gente está querendo realmente ver se essa tecnologia usada em outras culturas
19:15vai se adaptar ao café.
19:17Então são medidas de pesquisa para que no final,
19:21se isso der um resultado, a gente vai repassar essa tecnologia aos produtores.
19:25Então é mais uma ciência que vai estar disponível aos produtores.
19:28E você, tem alguma dúvida?
19:30Gostaria que um dos nossos especialistas respondesse aqui no programa?
19:34Então manda sua dúvida para a gente.
19:37stephanie.folhabusiness.com.br
19:40Aguardo sua pergunta.
19:42Chegou a hora de conferir a cotação do café.
19:45No centro do comércio do café de Vitória,
19:48o Arábica Bebida Dura abriu a segunda-feira a R$ 1.208,00
19:52e encerrou a sexta em R$ 1.166,00 a saca,
19:57uma queda de 3,48% na semana.
20:00A saca do Arábica Bebida Rio foi negociada na segunda-feira a R$ 1.080,00
20:05e encerrou em R$ 1.043,00, baixa de 3,46%.
20:10O Conilon tipo 7,8 abriu a segunda sendo negociado a R$ 728,00,
20:17e na sexta a saca caiu para R$ 716,00,
20:21uma queda de 1,65% na semana.
20:25Na Coabriel, o Conilon 7,8 foi cotado a R$ 727,00 na segunda
20:31e fechou em R$ 730,00 a saca, uma leve alta de 0,4%.
20:38Espírito Santo é o terceiro maior produtor de cacau do Brasil.
20:42A cultura centenária traz inovação.
20:45Tem produtor produzindo até água ardente de cacau.
20:52A cidade de Linhares, no norte do estado,
20:54é famosa por ser a maior produtora de cacau do estado.
20:5972% de todo o cultivo do Espírito Santo está aqui.
21:03A produção deste fruto, que dá origem ao chocolate,
21:06produz também muitas riquezas.
21:10De acordo com dados do IBGE 2020,
21:14a cacauicultura ocupa uma área cultivada
21:16de mais de 17 mil hectares no Espírito Santo,
21:19com uma produção de 11 mil toneladas de amêndoa
21:22e movimenta 68 milhões de reais.
21:26O estado é o terceiro maior produtor de cacau do Brasil,
21:29ficando atrás do Pará e da Bahia.
21:32A produção capixaba vem crescendo não apenas em quantidade,
21:36mas principalmente em qualidade.
21:41Hoje a gente tem mais de 50 municípios do estado do Espírito Santo
21:44com atividade de cacauicultura.
21:46Então isso está crescendo,
21:48o produtor tem tomado gosto pela cultura.
21:52Isso é interessante por conta que, basicamente,
21:54o Espírito Santo é café e leite.
21:57Então a cacauicultura, no setor de fruticultura,
21:59tem tomado conta de mais um pedacinho da propriedade.
22:03Isso é importante para o produtor,
22:04porque ele diversifica a renda,
22:06ele diversifica a produção dele ali,
22:08ele distribui melhor a sua renda.
22:10E foi esse mercado que atraiu o André.
22:13Engenheiro da área STI,
22:14viu a oportunidade de agregar mais valor à produção de cacau da família
22:19e aliar a paixão da fabricação de destilados.
22:21Eu fazia destilados em casa, como um hobby, como um passatempo.
22:26E aí, então, surgiu, através da família da minha esposa,
22:30que é produtora de cacau aqui em Linhares,
22:33a demanda para aproveitar melhor o fruto,
22:36para você aproveitar as outras partes do fruto.
22:38E aí, então, eu tive a ideia de tentar criar um destilado à base de cacau.
22:43Bom, tudo bem.
22:43Como é que você destila cacau?
22:45Eu tive que pesquisar na internet...
22:47Achou muita coisa?
22:48Nada.
22:49Não achei nada.
22:51Todo conhecimento de fermentação que existe do cacau
22:54é voltado para a fermentação da amêndoa,
22:56para você fazer o chocolate.
22:59Não se sabia nada a respeito de fermentação para destilado do cacau.
23:03Então, eu tive que realmente começar a pesquisar,
23:06a pesquisar a questão das leveduras,
23:08fazer todo um trabalho de pesquisa.
23:10E aí, então, eu fiz a primeira destilação teste.
23:12E deu certo.
23:14Ele e a esposa perceberam que dava para sair do extrativismo
23:18rumo à renovação, à modernização e ao profissionalismo.
23:23A produção da aguardente depende de um processo cuidadoso.
23:28O primeiro passo após os procedimentos em campo
23:31é a fermentação do cacau.
23:33O que será aproveitado aqui é a mucilagem.
23:37A amêndoa do cacau está, neste momento,
23:39passando por um processo de fermentação.
23:42A bebida também passa por um processo de fermentação.
23:46É um processo diferente.
23:47A fermentação da bebida tem características diferentes
23:50da fermentação da amêndoa.
23:52A fermentação da bebida tem um cheiro muito agradável.
23:56Um cheiro que lembra chocolate e champanhe.
24:00Então, quando eu chego aqui nesse coxo,
24:02onde está fermentando a amêndoa,
24:04e eu sinto esse mesmo cheiro,
24:06esse mesmo cheiro que eu sinto na fermentação da bebida,
24:09isso é um indicativo de que a fermentação da amêndoa
24:12está indo muito bem.
24:13É um cheiro agradável,
24:16achampanhado,
24:17e que lembra o chocolate.
24:18É um cheiro muito gostoso.
24:19E a qualidade, então,
24:21do fruto que é produzido na lavoura
24:23vai refletir depois, na hora da bebida?
24:25Na hora da bebida.
24:26Exatamente.
24:27Então, é essa característica agradável
24:29que se busca quando faz a bebida.
24:32Eles fecharam uma parceria
24:34com uma destilaria de linhares
24:35que deu vida à aguardente.
24:37Já são 2 mil litros produzidos,
24:40e cada garrafa é vendida,
24:42em média, por 210 reais.
24:44Como a gente está iniciando uma coisa inteiramente nova,
24:47a gente está quebrando uma série de paradigmas,
24:49está tendo que criar todo um processo de fabricação,
24:52o custo da bebida ainda é alto.
24:54Preço médio, bom,
24:56aí depende da localidade,
24:57depende do local que é vendido.
24:59Tem alguns lugares que conseguem fazer um preço mais baixo,
25:01tem outros que já não conseguem mais fazer um preço baixo.
25:05Você pode encontrar mais barato,
25:06você pode encontrar um pouco mais caro,
25:08depende do local em que você compra.
25:10A pandemia afetou a produção da fábrica,
25:13que precisou diminuir o ritmo da produção.
25:16Mas o mercado internacional já descobriu a bebida.
25:20E essa é uma das principais apostas dos produtores para 2022.
25:25A gente mandou amostras para os Estados Unidos,
25:27a gente mandou amostras para a Alemanha,
25:30Suíça, Bélgica, Itália, Portugal.
25:33Também já mandamos amostras para Singapura e Japão.
25:37Então o pessoal está gostando muito
25:39e já estamos iniciando o processo de negociação para exportar.
25:45Recentemente, até alguns sites japoneses noticiaram essa novidade.
25:51O mercado externo está valorizando mais a nossa bebida,
25:54uma bebida que é daqui do Brasil,
25:56que é daqui do Espírito Santo,
25:57do que o próprio brasileiro.
25:59O brasileiro está descobrindo,
26:01mas ele está meio desconfiado,
26:02não sei bem o que é isso,
26:04é uma bebida destilada,
26:05é um teor alcoólico muito alto,
26:07não sei, é cachaça,
26:08chama de cachaça,
26:09que não pode se chamar,
26:10porque é uma água ardente de fruta.
26:11Gente, vamos explicar isso então.
26:14Cachaça é feita a partir da cana.
26:17Então só pode chamar de cachaça aquilo que vem da cana.
26:20O destilado de cana produzido no Brasil.
26:22Aqui, a gente destilado de cacau,
26:24como que é o nome?
26:25Aguardente de cacau.
26:27Aguardente de cacau.
26:28Não pode chamar de cachaça de cacau,
26:30é aguardente de cacau.
26:31Por favor, gente.
26:33E eu acho que é legal, André,
26:34quando a gente começar a entender
26:35que o que é daqui também é bom.
26:37É.
26:38Muita gente tem esse preconceito.
26:40Ah, eu prefiro o que é de fora.
26:42Ah, eu prefiro o que vem de lá.
26:44Às vezes eu valorizo, né,
26:45mais um gin que vem de fora,
26:47mais uma bebida exótica que vem de fora,
26:51mas não valorizo o que tem aqui perto.
26:52Exato.
26:53O produto tem chamado a atenção fora do Brasil.
26:56Mas por aqui, ele também tem adeptos.
26:59A venda é feita pela internet para todo o país.
27:03Aqui no estado,
27:04a aguardente de cacau é comercializada
27:06principalmente em supermercados de Linhares
27:09e em alguns da Grande Vitória.
27:11A bebida trouxe mais renda aos produtores
27:14e ainda é sustentável.
27:19Aguardente, que tem como base
27:20um produto de qualidade reconhecida.
27:23Linhares foi a primeira cidade do Brasil
27:25a conquistar o selo de rastreadibilidade
27:28de cação geográfica,
27:30o IG,
27:31que identifica a origem do produto e serviços.
27:34Este selo é importante
27:36porque ao comprar um chocolate
27:38ou outro produto derivado do cacau,
27:41é importante saber de onde ele veio.
27:44Fora do Brasil,
27:45IG é algo muito comum,
27:48já muito bem trabalhado.
27:50No Brasil, é algo novo,
27:52mas que está abrindo muito.
27:54Hoje, nós já temos outras IGs do cacau,
27:57IGs aqui no estado da panela de barro,
28:00do mármore e granito,
28:01da pimenta rosa,
28:02da pimenta do reino,
28:03do café,
28:05tem tantas outras.
28:06E isso é uma riqueza.
28:08Além da nossa associação,
28:10da ACAU,
28:11a ACAU agora também se associa
28:13a uma associação nacional de IGs.
28:16Tem um selo também.
28:17Por quê?
28:18Porque ele vai representar
28:20todos esses produtos internacionalmente.
28:24Então, ele abre portas.
28:25As propriedades rurais de Linhares
28:28possuem uma tradição centenária de cultivo,
28:31aprimorada de geração em geração.
28:34Os cacaueiros demoram entre 4 a 5 anos
28:37para produzirem flores.
28:38Algumas delas serão fecundadas
28:41e se tornarão frutos.
28:42A colheita desses frutos
28:44acontece em média duas vezes por ano.
28:47A época tradicional da safra
28:49vai do fim de outubro
28:50até abril do ano seguinte,
28:52mas o cacau pode ser colhido
28:54durante o ano todo
28:55e por muito tempo.
28:57Há estudos que comprovam
28:58que a árvore oferece frutos
29:00em alta produção
29:01por 50 a 60 anos.
29:05Fez o plantio.
29:07Você tem uma planta
29:08que hoje registro,
29:10pode ser mais assim,
29:11em produção efetiva,
29:1340 anos.
29:14Mas nós temos pés de 100 anos.
29:16Cacau produz o ano todo.
29:18Até quem já trabalha
29:19muitos anos com cacau
29:20nota como a cultura
29:22se transformou e modernizou
29:24nos últimos anos.
29:25Seu José trabalha
29:26nessa propriedade
29:27há 11 anos.
29:29Aprendeu com os pais
29:30a arte de cultivar o cacau.
29:32Foi o que eu aprendi a fazer
29:33até hoje,
29:35trabalhar com a lavoura cacaueira.
29:37E daí pra cá
29:38me dediquei sempre
29:39a trabalhar no cacau.
29:41Isso foi antes da clonagem,
29:42depois veio a clonagem do cacau.
29:44E daí pra cá
29:45o tempo foi só mudando,
29:46modificando as coisas.
29:48Aí aprendi a clonar cacau,
29:49aprendi a podar.
29:50Algumas condições
29:51são ideais para o cacau.
29:53Profundidade acima de 1 metro,
29:55boa drenagem,
29:56argila arenosa
29:57e lençol freático
29:59com mais de 1 metro
30:00de profundidade.
30:01O produtor pode optar
30:03por 3 sistemas de produção.
30:05SAF,
30:05pleno sol
30:06ou cabruca.
30:07Tradicionalmente começou
30:08com a cacau
30:09o sistema cabruca,
30:10aquele sistema
30:11que você cultiva o cacau
30:12debaixo das árvores,
30:13sob a copa das árvores.
30:15E aí isso avançou.
30:17Hoje a gente tem
30:17sistema agroflorestais
30:19e tem cacau a pleno sol.
30:20O cacau a pleno sol
30:21tomou um destaque
30:22aqui no Estado do Espírito Santo.
30:23A gente viu que o cacau
30:24se dá bem nesse sistema.
30:26Há algumas ressalvas
30:27para esse cacau a pleno sol.
30:29Então, assim,
30:29é muito novo
30:30esse sistema ainda.
30:31Então, a planta,
30:33o material genético
30:34está se adaptando
30:35àquelas condições.
30:36Então, assim,
30:37às vezes a gente tem
30:38um ataque maior de pragas,
30:39a gente tem aí
30:40alguns problemas
30:42relacionados à germinação
30:43da semente no fruto.
30:45Mas isso tudo
30:46dá para equilibrar.
30:46E o mais importante
30:48é manejar bem a cultura.
30:50O ponto de investimento
30:51será de longo prazo
30:52e o mercado promissor.
30:56Como vimos,
30:57a cultura do cacau
30:59está se modernizando.
31:00Caminha para uma cacauicultura
31:02mais próspera
31:03e sustentável
31:04nos próximos anos.
31:05Com a união de esforços
31:07de toda a cadeia,
31:08será possível
31:08cada vez mais
31:09colher resultados
31:10e frutos desse trabalho.
31:12E depois, André,
31:13de toda essa matéria,
31:14começando lá na fazenda,
31:17vindo até de titularia,
31:18agora mostrando
31:19aqui essa prova,
31:21eu acho que o mais interessante
31:23é a gente pensar
31:24que no futuro
31:25que isso não seja
31:26mais uma novidade,
31:27mas que a gente consiga
31:29ter produtores
31:30sempre buscando
31:31inovações,
31:33sempre buscando
31:34ter o que a gente falou,
31:35Eureka,
31:36descobrir as potencialidades
31:38dos produtos.
31:38A principal lição
31:39que fica é o seguinte,
31:42uma ideia
31:43pode se tornar
31:44um bom negócio,
31:45mas obviamente
31:46que isso demanda
31:47persistência,
31:48isso demanda esforço,
31:49isso demanda organização,
31:51planejamento,
31:53demanda foco.
31:54Então,
31:55você não precisa
31:56copiar ideias,
31:57crie a sua própria ideia.
31:58O cacau é um fruto
32:00que ele é completo.
32:01O cacau
32:02tem muito a dar a você.
32:10Notícia boa
32:11para os produtores rurais.
32:13Recursos do Plano Safra
32:14serão novamente liberados.
32:17Veja nas principais notícias
32:18da semana.
32:24Governo sanciona
32:25a liberação de recursos
32:27para o Plano Safra
32:282021-2022.
32:31A medida permitirá
32:32a reabertura
32:33das contratações
32:34de financiamentos rurais
32:36suspensas
32:37desde 7 de fevereiro.
32:39R$ 24 milhões
32:40estavam represados
32:42nesse período
32:43de suspensão
32:44e agora poderão
32:45ser destinados
32:46à contratação
32:47e liberação
32:48de novos financiamentos.
32:51Alerta vermelho
32:52na agricultura.
32:54Segundo o Instituto
32:55Nacional de Meteorologia,
32:57os modelos indicam
32:58ainda mais frio
32:59para vários estados
33:01brasileiros,
33:02confirmando o risco
33:03de geada
33:04em áreas do Paraná,
33:06São Paulo,
33:06Minas Gerais
33:07e também
33:08no Espírito Santo.
33:09Nesta semana,
33:11na região de Aracê,
33:12a temperatura
33:13ficou em quase
33:13zero grau
33:14e teve geada
33:15durante a madrugada.
33:17O plantio de feijão
33:18foi atingido.
33:19Em Inhares
33:20e Mucurici,
33:21a força do vento
33:22destruiu parte
33:23da plantação
33:24de café
33:25e mamão
33:26na região.
33:27Produtores
33:28ainda não calcularam
33:29o tamanho
33:30do prejuízo.
33:32Inscrições
33:33abertas
33:33para o concurso estadual
33:35de qualidade
33:35de amêndoas
33:36de cacau capixaba.
33:38O cadastro
33:39e a entrega
33:39de amostras
33:40seguem até
33:41dia 17 de junho.
33:43Os produtores
33:44podem se inscrever
33:45na sede
33:46da Secretaria
33:46de Agricultura
33:47de Linhares
33:48ou no escritório
33:49do Incapé
33:50mais próximo.
33:51O primeiro lugar
33:52receberá
33:53R$ 5 mil
33:53em prêmios,
33:55o segundo
33:55R$ 3 mil
33:56e o terceiro
33:57R$ 2 mil
33:58em prêmios.
33:59Guerra
34:00na Rússia
34:01e Ucrânia
34:01impacta
34:02diretamente
34:03exportações
34:04de café
34:04solúvel
34:04do Brasil.
34:05De acordo
34:06com o relatório
34:07estatístico
34:08da Associação
34:08Brasileira
34:09da Indústria
34:10de Café
34:10Solúvel,
34:11as exportações
34:12nacionais
34:13do produto
34:13recuaram
34:144,7%
34:16no primeiro
34:16quadrimestre
34:17do ano.
34:18À medida
34:18que a guerra
34:19se alastra,
34:20os impactos
34:21deverão ser
34:22significativos,
34:23uma vez
34:24que a Rússia
34:24e a Ucrânia
34:25são tradicionalmente
34:26grandes clientes
34:27do café
34:28solúvel
34:28brasileiro.
34:30Vamos agora
34:31conferir a cotação
34:33da pimenta
34:33e do boi gordo.
34:35Na sexta-feira
34:36no Espírito Santo
34:37a arroba
34:38do boi gordo
34:39à vista
34:39foi negociada
34:40a R$ 277,00.
34:43Na Bahia Sul
34:44R$ 279,00
34:46e em Minas Gerais
34:47Norte
34:48R$ 274,00.
34:50O mercado
34:51aqui no Estado
34:52e na Bahia
34:52se mantém estável
34:54e em Minas
34:55apresentou
34:55baixa
34:56de 0,70%.
34:57A pimenta
34:59do Reino Preta
35:00B1
35:00abriu
35:01a R$ 15,50
35:02e fechou
35:04com alta
35:04de 3,2%.
35:06Foi negociada
35:07na sexta
35:08a R$ 16,00.
35:10A produção de mel
35:11tem crescido
35:12em São Domingos
35:13do Norte.
35:14Mas por lá
35:15uma novidade
35:16as abelhas
35:17ajudam a polinizar
35:19as plantações
35:20de café.
35:20No próximo bloco
35:21eu te mostro.
35:37Você gosta de mel?
35:39Ele está na mesa
35:41de muitos capixabas.
35:42em São Domingos
35:43em São Domingos
35:43do Norte
35:44a apicultura
35:45está em expansão.
35:46Vários produtores
35:47do município
35:48têm mandado mel
35:49produzido aqui
35:50para várias partes
35:51do mundo.
35:54Chegando em São Domingos
35:56do Norte
35:57as belezas
35:58da paisagem
35:59encantam.
36:00O município
36:01é cercado
36:02por montanhas.
36:03Está
36:04a 183 quilômetros
36:06da capital capixaba.
36:08A cidade
36:08tem apenas
36:108.735
36:12habitantes.
36:13Apesar
36:14de pequeno porte
36:15há força
36:16no agro
36:17na região.
36:18E um dos cultivos
36:19que crescem
36:20por aqui
36:20é a produção
36:21de mel.
36:26Quem nos recebe
36:28com o cafezinho
36:28na mesa
36:29é o apicultor
36:30Juliano Cordeiro
36:31e sua família.
36:33Ele trabalha
36:34com a criação
36:34de abelhas
36:35e produção
36:35de mel
36:36há cerca
36:37de 5 anos.
36:38Mesmo
36:39com pouco tempo
36:40já é um dos maiores
36:41produtores de mel
36:42da região.
36:43Produz
36:44de 4 a 5 toneladas
36:46por ano.
36:47Esse aqui
36:47é da nossa
36:48abelha Zaps.
36:49Esse mel
36:50foi colhido
36:50já tem 2 anos.
36:52Ele começou
36:53a dar só
36:53uns cristalzinhos
36:54aqui no fundo
36:55mas olha a coloração
36:56olha a qualidade
36:57desse produto ainda.
36:58Então a gente
36:59vai comer ele
37:00com queijo.
37:01A gente tem
37:02aqui duas amostras
37:03que normalmente
37:04a gente manda
37:06para as empresas
37:07as exportadoras
37:08para eles fazerem
37:09análise
37:10para a futura compra.
37:12E aqui vocês
37:13então com a associação
37:14já levaram
37:15o mel da gente
37:16daqui de São Domingos
37:17de Águia Branca
37:18da região toda
37:19para o mundo.
37:20Para o mundo todo.
37:21Através das exportadoras
37:23elas exportam
37:24para o mundo todo
37:24o nosso mel.
37:26O Juliano
37:27despertou o interesse
37:28pela apicultura
37:29de forma bem inusitada.
37:31Foi acompanhar
37:32um amigo apicultor
37:33na retirada
37:34de uma colmeia
37:35de um lugar
37:36que oferecia risco
37:37para a população.
37:38Foi aí
37:39que ele se apaixonou
37:40pelo que viu.
37:41Gostei muito
37:42gostei muito
37:43daquela aventura.
37:44Vou fazer umas caixas
37:45e vou iniciar.
37:46E aí eu fiz 20 caixas
37:48eu lembro
37:48como se fosse hoje.
37:50E aí eu comecei
37:51a fazer os resgates
37:52as pessoas falavam
37:53comecei a falar
37:54com as pessoas
37:54fui fazer os resgates
37:56e aí logo
37:57que eu tinha colocado
37:58quase as 20
38:00aqueles 20 enxames
38:01dentro daquelas colmeias
38:02me veio uma seca
38:04muito grande
38:05aqui na nossa região
38:06muito, muito mesmo.
38:08Então eu perdi
38:09quase todos
38:10aqueles enxames.
38:12Então assim
38:13já o primeiro desafio
38:14aí fui de novo
38:15a persistência
38:17aí fui fazer os resgates
38:18aí
38:19aí deslanchou.
38:23As abelhas
38:24são animais essenciais
38:26para o bom funcionamento
38:27do ecossistema
38:28além de encantarem
38:30pelo mel que produzem
38:31polinizam cerca
38:33de 80%
38:34do nosso planeta.
38:35E você
38:36sabia que existem
38:37mais de 20 mil
38:38tipos de abelha?
38:40Só no Brasil
38:41são cerca
38:41de 300 espécies
38:43e acredite
38:44a maioria delas
38:45não tem ferrão.
38:47Daí vem a diferença
38:48entre apicultura
38:49e meliponicultura.
38:51A diferença é o que?
38:52Para abelha apis melifera
38:54elas fazem favos.
38:56Já as abelhas
38:57sem ferrão
38:57as menípulas
38:58elas já fazem
39:00os potezinhos.
39:01Então a extração
39:03é um pouco diferente.
39:05Lá você leva o favo
39:06para a sala de extração
39:07faz a desoperculação
39:09que ela tira aquela capa
39:10depois que o mel está maduro
39:11elas criam
39:12uma camada de cera
39:14coloca numa máquina
39:15que faz uma centrifugação.
39:18Já aqui
39:18na meliponicultura
39:21é em formato
39:23de sugar.
39:24Então tem um aparelho
39:25já apropriado
39:26que você suga
39:27e também
39:28dependendo da espécie
39:29você tira
39:29com a própria seringa
39:31adaptada à seringa
39:32e você tira.
39:33E aí que vão entrar
39:34aqueles mel
39:35mais exóticos
39:37que antes
39:38muitas vezes
39:39era perdido
39:40e ficava na mata
39:41e ninguém conseguia ver.
39:42Hoje em dia
39:42a gente já consegue
39:43ter acesso
39:44a mercados
39:45mais linchados
39:46eu diria.
39:47E aí eu vou
39:48ressaltar também
39:49que essas abelhas
39:50que a gente tem
39:51aqui são abelhas
39:51registradas
39:52pelo IDAF
39:53que é o órgão
39:54que é aqui
39:55no nosso estado
39:56que ele faz
39:58esse registro
39:59dessas comé
39:59para você
40:00estar legal.
40:04E foi por essa
40:05diversidade
40:06que o apicultor
40:07percebeu
40:08que era preciso
40:09compartilhar
40:10com os outros
40:10o que estava
40:11aprendendo.
40:12Por isso
40:13começou a postar
40:14a rotina do campo
40:15em um canal
40:16no YouTube.
40:17O negócio
40:18cresceu.
40:19deu tão certo
40:20que hoje
40:21o canal
40:21tem mais de
40:2241 mil inscritos
40:24e é
40:24o quarto maior
40:25do Brasil
40:26sobre apicultura.
40:27Fala galera
40:28do canal
40:28a gente vai falar
40:29hoje de trocar
40:30fábrica
40:31e a gente vem
40:33transmitindo
40:34esse conhecimento
40:35para o mundo
40:35todo hoje
40:36que a gente está
40:37em mais de 100 países
40:38o nosso YouTube
40:40consegue atingir
40:41e a gente lá
40:42mostra todo o processo
40:44desde a captura
40:46de todo o manejo
40:48de produção
40:48de rainha
40:49tudo que envolve
40:51apicultura
40:52a gente tem lá.
40:53E hoje vocês são
40:54já o quarto maior
40:55canal de apicultura
40:57do Brasil.
40:58Eu acho que isso
40:59é interessante
40:59porque você viu
41:00que a sua prática
41:02aqui
41:02o que você fazia
41:04as dúvidas
41:04que você tinha
41:05também quando você começou
41:06eram dúvidas
41:07de mais pessoas.
41:08Comecei a compartilhar
41:10esse conhecimento
41:11teve vários conteúdos
41:14que eu busquei
41:14no YouTube
41:15e não tinha.
41:15Não achou.
41:16Não achei.
41:17Aí eu falei
41:18com a minha esposa
41:18não agora
41:19a gente vai começar
41:19a gravar
41:20e a gente vai gravar
41:21para a galera
41:22que está iniciando
41:23aí completo.
41:25Então a gente procurou
41:26ter um conteúdo
41:27completo.
41:30Compartilhando
41:30e unindo
41:31para crescer.
41:32Lema
41:33que a Associação
41:34dos Apicultores
41:35de Aga Branca
41:35e Região
41:36em que São Domingos
41:37faz parte
41:38também segue a risca.
41:39Por meio
41:40da União dos Produtores
41:41é possível
41:42fazer o envio
41:43do mel daqui
41:44para várias partes
41:45do mundo.
41:46A Associação
41:47existe há 12 anos
41:49e atualmente
41:50tem 36 associados.
41:52Hoje a Associação
41:53Nossa
41:53ela abrange
41:54cinco municípios
41:54em torno
41:56no estado.
41:57Então sim,
41:58muito satisfatório
41:59isso daí.
41:59E qual é o volume
42:00de mel
42:01que vocês produzem?
42:02O volume de mel
42:03que a gente está
42:03produzindo hoje
42:04é a última coleta
42:04que a gente
42:05conseguiu produzir
42:0650 tambor
42:08de mel
42:08na nossa associação.
42:10Então quer dizer
42:11que esse tambor
42:12aqui
42:12faz o mel
42:13de vocês
42:15chegarem agora
42:15até para o mundo.
42:16Até para o mundo.
42:17Isso daí.
42:17Até para fora
42:18do estado
42:19do país.
42:21Eu mesmo
42:22já consegui mandar
42:23para a Itália,
42:25para a Alemanha.
42:25O meu mel
42:26já conseguiu chegar
42:27lá fora
42:27do país.
42:33O mercado
42:34de mel brasileiro
42:35possui um grande potencial
42:37a ser explorado.
42:38Ainda temos
42:39uma produtividade
42:40baixa comparado
42:41a outros países.
42:42Os 101 mil
42:43apicultores do Brasil
42:45têm uma produção média
42:46por colmeia
42:47de 25 quilos
42:48enquanto na Argentina,
42:50nosso vizinho,
42:51esse índice
42:52é de 35 quilos.
42:54Em países
42:55em produção maior
42:56como a Austrália
42:57são 105 quilos
42:59por colmeia.
43:08A apicultura
43:09representa uma
43:10significativa fonte
43:11de renda
43:12para agricultores
43:13familiares.
43:14Não exige
43:15muito tempo
43:15e nem grandes áreas
43:17de terra disponível.
43:18O ciclo
43:19é curto.
43:20Precisa
43:21de pequenos valores
43:22de capital inicial
43:23e de recursos
43:24para o custeio
43:25e manutenção.
43:26É também
43:27uma atividade
43:27de baixo impacto
43:29ambiental.
43:29ela contribui
43:30bastante
43:31para a preservação
43:32do ecossistema.
43:34E Rogério,
43:35eu posso falar
43:35que aqui a gente
43:36está em um condomínio
43:38de abelha de jataí?
43:39É isso que foi
43:40implementado aqui
43:41pelo produtor.
43:42Você vê
43:42que as caixas
43:43de abelha
43:44tudo em sequência
43:45ambiente bem feito
43:47para elas
43:48ficarem limpos.
43:49É um das coisas
43:50que são os requisitos
43:51para se produzir
43:52um mel de qualidade.
43:53Está dentro
43:55da área
43:55de reserva
43:57com a produção
43:58de mel
43:58de abelha de jataí.
43:59E aí, gente,
44:00eu pedi
44:01para o Rogério
44:01que eu posso provar
44:03aqui direto
44:04da caixa, né?
44:05Isso não é muito certo
44:05de fazer não, né, Rogério?
44:06Nós vamos fazer aqui,
44:07mas não posso,
44:08pode fazer isso não.
44:14Hum...
44:14gostou?
44:20Na propriedade
44:22do Diogo,
44:23o plantio de café
44:24ganhou reforço
44:25desta tropa.
44:26O cafeicultor
44:28começou a primeira
44:28criação de abelhas
44:30há quase um ano,
44:31justamente por ser
44:32um pequeno produtor.
44:34Ele queria ter
44:35polinização
44:36na lavoura de café.
44:37Comecei no ramo
44:38da apicultura
44:38e vi
44:39uma oportunidade.
44:41Sempre gostei.
44:42Meu tio mexia
44:43quando eu era criança.
44:45Sempre vi com bons olhos.
44:47Aí,
44:47com uma conversa
44:48com o meu amigo Juliano,
44:49fui lá fazer uma visita.
44:51Vi
44:51o que era bom
44:52era melhor ainda,
44:53que era uma fonte
44:54de renda extra
44:55que poderia agregar
44:56muito na propriedade,
44:57sem contar
44:58das milhares
44:59de vantagens
45:00que tem
45:00de ter
45:00abelha na propriedade.
45:02A polinização
45:03consiste basicamente
45:05na transferência
45:06dos grãos de pólen
45:07para o estigma
45:08da flor.
45:09Segundo dados
45:10da Federação Capixaba
45:11das Associações
45:12de Apicultores,
45:13as abelhas
45:14são mais eficientes
45:16que a polinização manual.
45:17E tem outra vantagem,
45:19são mais baratas.
45:23Todo mundo sabe
45:24que flor
45:25precisa da polinização
45:27das abelhas
45:27para produzir frutos.
45:29E no caso do café,
45:30a abelha
45:31participa
45:32diretamente
45:33nesse trabalho.
45:34Se não tivesse abelha,
45:35não teria
45:36a polinização
45:36concreta do café.
45:38Hoje,
45:39atividade de café,
45:40você sabe muito bem
45:41que emprega
45:42a utilização
45:43de grandes defensivos,
45:45grandes aplicações
45:45de defensivos.
45:46Na propriedade aqui,
45:48nós buscamos
45:49mudar esse contexto.
45:52Por quê?
45:52Aplicou defensiva,
45:53afeta diretamente
45:54a questão
45:54da criação
45:55de abelha.
45:56Aqui nós estamos
45:57buscando fazer
45:57um manejo
45:58mais biológico
45:59entre questões
46:00de pragas
46:01e doenças
46:02na lavoura.
46:03Então,
46:03nós passamos
46:04a adotar medidas
46:05e práticas
46:06na produção
46:07de café
46:08que não afetem
46:09a apicultura
46:10e se elas convivem
46:12harmoniamente
46:12possível
46:13as duas juntas.
46:14a apicultura
46:17de abelha.
46:19Diferente de outros
46:20cultivos agrícolas
46:21que são dependentes
46:22da polinização,
46:23no café
46:24e em algumas culturas
46:25ela não é obrigatória.
46:27Mas a produtividade
46:28é muito maior
46:30com as abelhas.
46:31Pesquisas apontam
46:32que os frutos polinizados
46:34têm mais sementes,
46:35maior homogeneidade,
46:37maior valor nutritivo
46:38e vida
46:39de prateleira
46:40mais longa.
46:40Um aumento significativo
46:42na produção
46:42de 10% a 35%
46:44além de
46:45uma uniformidade
46:47melhor nas ramas
46:48por causa
46:49que a abelha
46:49vai aonde
46:50que o vento
46:51não consegue ir
46:52e também
46:55aumenta
46:56na qualidade
46:56do café.
46:57Uma padronização
46:58melhor
46:59e um tamanho
46:59de grão maior
47:01também, né?
47:01Um tamanho de grão maior.
47:05E o futuro, Diogo?
47:07O que você espera?
47:08Comecei a colher
47:09os frutos, né?
47:11Literalmente, né?
47:12Literalmente.
47:12Ano passado
47:13fiz a primeira
47:14colheitinha de café.
47:16Sua, né?
47:17Agora já pode falar
47:18que é sua.
47:19Tem um ano
47:19que eu não trabalho
47:20para ninguém
47:21e agora
47:22começando na apicultura
47:23também.
47:25Criar abelha
47:26é uma alternativa
47:27de diversificação
47:28desse outro
47:29cafeicultor,
47:30o seu Antônio.
47:31Olha, eu sempre gostei
47:33de diversificação.
47:34O café, principalmente, né?
47:36É o carro-chefe.
47:38A abelha,
47:38ela tem uma parceria
47:40com o café.
47:41O café depende
47:42da abelha
47:43e a abelha
47:44também depende
47:45do café, né?
47:46Mas vocês acham
47:47que a gente vai ficar
47:48só falando
47:49sobre o mel?
47:50Não!
47:51Chegou a hora
47:51de fazer a coleta.
47:53Antes de ir para o campo,
47:55é hora de colocar
47:56todos os equipamentos
47:57de segurança.
47:58Sem eles,
47:59não dá para encarar.
48:00Então,
48:01a gente vai ter
48:02o IPI completo, né?
48:03Para a gente chegar
48:04com segurança
48:04lá no apiário.
48:06Então,
48:06a gente vai colocar
48:07o macacão, né?
48:08Tem gente que usa
48:09o macacão completo,
48:10tem gente que usa
48:11calça e jaleco,
48:12que a gente vai estar
48:14vestindo
48:15para se proteger.
48:17A luva também, né?
48:18A gente vai usar a luva
48:19e as botas também.
48:21E um dos principais
48:24é o fomegador, né?
48:26Qual é a finalidade dele?
48:27O fomegador,
48:28a gente vai fazer fumaça.
48:30A gente vai simular
48:32um incêndio, né?
48:34Para as abelhas
48:34ficarem menos agressivas
48:36e a gente conseguir manejar,
48:38fazer o manejo tranquilo.
48:40E essa fumaça
48:41causa algum dano
48:42para a abelha
48:42ou é mesmo somente?
48:44É uma fumaça controlada.
48:45E a gente, então,
48:46vai sair daqui
48:47e vai lá para o apiário
48:49e invadir o espaço
48:50que é das abelhas.
48:51Elas ficam...
48:53Como que elas reagem
48:54a essa nossa invasão?
48:55Então,
48:56existe a defensividade, né?
48:58Não é agressividade.
49:00É defender ali
49:01o seu espaço
49:02e também a sua colmeia.
49:03Isso é normal
49:04das abelhas apis.
49:05Então, o que acontece?
49:06Quando a gente vai chegar lá,
49:07a gente vai simular, né?
49:09Vai bater no ovado dela
49:10uma fumacinha
49:11para a gente simular um incêndio.
49:14Automaticamente,
49:15o que vai acontecer?
49:16Elas vão ir lá
49:18dentro dos ovélos,
49:20lá onde está armazenado o mel,
49:21vão começar a se alimentar
49:23ali naquele instante
49:24porque elas estão entendendo
49:25que está pegando fogo.
49:27Então, elas têm que encher
49:28o reservatório de comida
49:31para ir embora.
49:37E agora, prontos?
49:41Vamos enfrentar as abelhas, então?
49:43Vamos lá descobrir
49:44se a gente sabe
49:44mexer com o mel mesmo.
49:46Vambora!
49:51Chegamos ao apiário.
49:53É hora de colher o mel.
49:55Juliano,
49:55qual é o primeiro procedimento
49:57que a gente tem que fazer?
49:58A gente chega,
49:58bate uma fumacinha
49:59na colmeia, né?
50:01Elas estão um pouquinho
50:01agressivas ainda
50:02por causa da questão
50:03do horário,
50:04às vezes também,
50:05mas vai ser bem tranquilo.
50:07Então, Stephanie,
50:08a gente vai agora aqui,
50:10a gente vai abrir
50:10essa colmeia aqui.
50:12Isso aí vai dar
50:12para a gente ver.
50:16Vou botar uma fumacinha.
50:19Vamos ver se tem mel, né, Stephanie?
50:21Vai a gente comer um favo de mel?
50:21Vamos ver se a gente consegue.
50:24Você gosta de comer favo de mel?
50:25Eu gosto.
50:26Então, vou mostrar
50:27para vocês primeiro.
50:28A rainha está trabalhando
50:30nesse quadro aqui,
50:31crias para nascer
50:32e aqui também,
50:33abelha nascendo,
50:35abelhas novas,
50:37e a rainha está ainda
50:38posturando aqui um pouquinho,
50:41porque nesse período agora
50:42que vai entrar o inverno,
50:44já está o enxame populoso
50:45e ela só vai trabalhar embaixo.
50:47Aqui ainda tem uns favos
50:48que acabou de madurar.
50:51Eu acho que é a alegria
50:52do apicultor, Stephanie.
50:53É isso daí, né?
50:54Segura esse peso
50:55desse favo aí, Stephanie.
50:58Quantos quilos você acha
50:59que tem de mel aí?
51:01Deve ter no mínimo
51:03uns dois, três quilos.
51:04Isso.
51:05Aqui vai dar um quilo e meio
51:06líquido de mel.
51:08Um litro de mel,
51:09um favo bonito
51:09igual esse aí.
51:11Vamos ver outra aqui?
51:14Ó.
51:16Vamos bater uma fumacinha
51:17aqui dentro, amor?
51:17Olha que maravilha, né?
51:19O que que seriam
51:20esses buraquinhos aqui?
51:21Deixa eu ver aqui.
51:22Aqui tem um mel ainda
51:24que elas estão operculando,
51:26porque normalmente...
51:27Que seria colocando mel
51:28lá dentro desses buraquinhos.
51:29Ela vai fechar ele ainda.
51:30Ele está acabando
51:31se desidratar,
51:32chegar a umidade correta
51:33para tampar ele
51:34e ele ficar armazenado
51:36para anos, por exemplo,
51:37se ela quiser.
51:38Olha aqui o mel.
51:39Que delícia.
51:39Esse daqui.
51:41Olha que maravilha.
51:43O mel puríssimo, ó.
51:46A experiência de estar aqui
51:48é incrível,
51:49mas o trabalho
51:50é bem sério.
51:52Estamos tratando
51:53com animais vivos
51:54e com alimento.
51:57A colheita do mel
51:58não deve ser realizada
51:59em dias chuvosos
52:00ou com alta umidade
52:02relativa do ar,
52:03porque isso levaria
52:04um aumento
52:05nos índices de umidade
52:06do mel.
52:07O apicultor
52:08deve dar preferência
52:09entre os horários
52:10de nove da manhã
52:11e quatro da tarde,
52:12em dias ensolarados.
52:16E mesmo que dê vontade
52:18de colher tudo,
52:19a retirada dos favos
52:20deve ser feita
52:21de forma seletiva.
52:23Ao efetuar a abertura
52:25das melgueiras,
52:26que são essas caixas,
52:27o apicultor precisa
52:28inspecionar cada quadro,
52:30priorizando a retirada
52:32apenas de quadros
52:33que apresentam no mínimo
52:3490% de seus alvéolos
52:36perculados,
52:38traduzindo,
52:39os espacinhos
52:40onde são armazenados
52:42o mel pelas abelhas.
52:43Tem favos de mel
52:44na lateral,
52:45uns três, quatro,
52:46normalmente,
52:48vai ficar.
52:49e aí no inverno,
52:50se há necessidade,
52:51entra com a alimentação,
52:53que é um período
52:53que não tem melgueira também,
52:55a gente pode tirar
52:56essas melgueiras,
52:57depois que nascer,
52:58faz a colheita de mel
53:00e pode entrar
53:00com a alimentação.
53:01Quando chegar
53:02o período de florada,
53:04aí a gente já
53:06tira essa alimentação
53:07e entra com a melgueira
53:09na hora que abrir
53:10a primeira florada,
53:11que é nossa aqui,
53:11vai ser do café.
53:12Primeira florada do café,
53:14o enxame já não recebe
53:15nenhum tipo de alimentação.
53:17Então,
53:17vai colocar a melgueira
53:19para a produção de mel.
53:22O mel produzido
53:24pelas abelhas
53:25se transforma
53:26em vários produtos,
53:27geleias,
53:28própolis
53:29e até produtos
53:30de higiene,
53:31como sabonetes.
53:33Já era um sonho
53:34dele fazer sabonete,
53:35eu entrei com ele
53:37de cabeça,
53:37falei,
53:38então vamos lá.
53:39Comecei a fazer cursos
53:40e comecei a produzir
53:41nosso sabonete
53:42com os nossos meios
53:43da colmeia
53:44e própolis,
53:46a cera de abelha.
53:47O meu sabonete
53:48é bem artesanal,
53:49ele é de base
53:50glicerinada,
53:51tem os extratos,
53:52os óleos vegetais
53:54e as essências.
54:00O Agrobusiness
54:01desde domingo
54:02fica por aqui.
54:03Obrigada pela sua companhia
54:05e tenha um ótimo dia.
54:07Para saber mais
54:09sobre o mundo agro,
54:10confira a coluna
54:11Agrobusiness
54:12no folhavitoria.com.br
54:15e no nosso canal
54:16no YouTube
54:17e Instagram
54:17arroba
54:18folhabusiness
54:19e também
54:20no meu Instagram
54:21pessoal
54:21stefani.agronomia.
54:23Eu espero vocês
54:25nas redes sociais.
54:26E aí