Pular para o playerIr para o conteúdo principal
  • há 3 semanas
Caso de jovem agredida no elevador pelo ex-companheiro chama mais uma vez a atenção para a necessidade de políticas públicas para combater o problema.

Categoria

🗞
Notícias
Transcrição
00:00A cada hora, duas mulheres são vítimas de violência doméstica no estado.
00:05Ele pegou, fechou a porta do quarto, não deixou eu entrar.
00:07Aí eu peguei, botei o tapete na sala, deitei no chão.
00:10Eu falei assim, ah, isso vai acabar.
00:12Na hora que eu falei que isso vai acabar, ele pegou, vou no meu pescoço.
00:14Uma média de 60 casos por dia.
00:17Ele estava em cima dela, ela com o bebê no colo,
00:20e ele em cima dela agarrado com a mão no cabelo e com a outra, socando ela.
00:25Em 2020, mais de 19.600 boletins de ocorrência por agressão foram registrados.
00:31Em 2021, quase 19 mil.
00:34Nos três primeiros meses deste ano, foram mais de 5.400 casos.
00:40Um aumento de mais de 9% em relação ao mesmo período do ano passado.
00:45Toda semana, o jornalismo da TV Vitória relata casos de violência contra mulheres.
00:51Só nesta, foram três reportagens.
00:53Uma das ocorrências foi registrada nesta terça-feira, no centro da capital.
00:59Um polonês de 36 anos foi preso depois de agredir a ex-companheira, Beatriz.
01:04Parte da confusão foi registrada pelas câmeras do elevador do prédio da vítima.
01:09A parte que ele me dá um tapa no rosto, quando eu olho para cima, é a parte que mais
01:14me dói.
01:14Porque ele é uma pessoa que eu amei, que é pai do meu filho, que eu me preocupo e fez
01:23isso comigo.
01:24O agressor diz que quer ficar com o filho.
01:27Meu filho é mais importante para mim.
01:29Eu só queria cuidar do meu filho.
01:49O polonês foi autuado em flagrante por lesão corporal na forma da Lei Maria da Penha.
01:54Passou por audiência de custódia e foi liberado.
01:58Embora a vítima não tenha representado contra ele, o agressor vai responder pelo crime em liberdade.
02:04Também considerando que o acusado é primário, ou seja, não goza de condenações criminais,
02:11nem outros processos, tem residência fixa, então ele pode ser localizado.
02:16E, em especial, porque não oferece risco à ordem pública, à sociedade, ao processo e à vítima,
02:25é que foi concedida uma liberdade provisória mediante condicionantes.
02:30Aos governos, cabe criar políticas públicas capazes de acolher as mulheres agredidas e combater a violência.
02:37A gente tem a patrulha Maria da Penha para saber se a medida protetiva está sendo cumprida.
02:44Nós temos um homem que é homem, que é desenvolvido pela polícia civil,
02:49trabalha grupos reflexivos com homens que têm algum tipo,
02:53estão respondendo a um inquérito policial por algum crime envolvendo a Lei Maria da Penha.
02:59Na secretaria também, nós temos uma casa vinculada à secretaria de segurança, a casa-abrigo.
03:06A presidente da Comissão da Mulher Advogada da OAB Espírito Santo explica que as ações são importantes,
03:13mas que não chegam para todas.
03:15A sociedade não sabe onde buscar, onde estão essas políticas.
03:19O Estado tem, sim, alguns programas.
03:21E também tem um aplicativo para você pedir socorro, se a vítima precisar.
03:25Mas aí eu pergunto, a vítima que está no âmbito, no interior,
03:30ela vai ter acesso à internet para pedir esse socorro?
03:34Essa informação chegou no interior?
03:36O poder público garante que a denúncia é sempre o caminho mais seguro.
03:42A violência é progressiva, ela começa, às vezes, com um xingamento,
03:46uma falta de respeito, uma ameaça,
03:48e progride, às vezes, com uma violência física,
03:51que pode chegar até a morte dessa mulher.

Recomendado