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  • há 7 horas
Filhos de famosos fazem pirraça e mães mostram a realidade das crianças.

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00:00E agora a gente vai mudar de assunto aqui no Fala Espírito Santo, eu faço um convite para você chamar
00:04a criançada para frente aqui da TV, já está aí, então quem não está chama de, chama todo mundo juntinho,
00:11porque presta bem atenção, se a pirraça dos filhos deixa a gente morrendo de vergonha, imagine para quem é famoso,
00:19hein, que tem sempre um paparazzi por perto, é aqueles fotógrafos que não dão um sossego para a gente, não
00:25é verdade?
00:25Ah, falou famosa, Roberto, olha só, a princesa Charlotte, que já foi fotografada fazendo pirraça ao desembarcar na Alemanha, lembra
00:33dessa história? Olha só, a mãe, Kate Middleton, tenta conversar com a menina que sai chorando, gente, também teve um
00:40caso que veio à tona aí, o filho da jornalista Rafa Brits, que também já deixou a mãe numa saia
00:47justa por conta de pirraça, o pequeno roco, que tinha apenas dois anos de idade na época,
00:53se jogou no chão durante um passeio, fez aquela gritaria, bateu o pênis, penhou, Rafa Brits conseguiu contornar a situação,
01:02deixou os paparazzi publicar as fotos, e ela disse até que as mães iriam se identificar, e de fato a
01:08gente se identifica, né, porque atira a primeira pedra, aquela mãe que nunca perdeu uma paciência com a pirraça dos
01:15filhos, não é verdade?
01:15É difícil, e a gente não sabe como que devemos agir de fato nessa hora, e às vezes a gente
01:22até sabe, mas o controle emocional fica mais difícil, então bora bater um papo sobre isso, aqui hoje a gente
01:27recebe a psicóloga Gisélia Freitas e também a Etienne, olha só, a Etienne, gente, ela tem dois filhos, ela tem
01:35o Miguel e tem o Lucas, hoje eles têm 5 e 7 anos, não é isso?
01:39Isso.
01:39E você já contou pra gente, já sofreu muito com as pirraças, principalmente do Lucas?
01:47Principalmente do Lucas.
01:48Conta pra gente, Etienne, primeiramente obrigada pela sua presença, seja bem-vinda ao Fala Espírito Santo, viu? Boa tarde.
01:53Eu que agradeço a oportunidade, Roberta.
01:55O Lucas, quando tinha um ano e meio pra dois anos, ele, toda vez que a gente falava não com
02:02ele, ele batia a cabeça na parede.
02:06E foi um momento muito complicado, que a gente não sabia como lidar, e também foi a chegada do Miguel.
02:13E aí eu cheguei, muitas vezes eu até colocava a mão, porque eu também não podia parar de falar o
02:19não pra ele, né?
02:22A mão na parede que eu sabia que ele ia bater a mão, mas só que aí a gente começou
02:26a falar com muito carinho com ele, com muito amor.
02:29E eu fui falando, continuei falando não, mas de uma forma bem carinhosa, né?
02:34Com muito amor, e ele foi aprendendo que o não a gente tem que ter pra vida, né?
02:40E ele fazia isso em qualquer ambiente, seja em casa, na rua, ele tinha esse comportamento?
02:45Não, só em casa.
02:46Só em casa?
02:47É, e até hoje ele é assim. Em casa ele é uma criança, e na escola ele é outra criança.
02:52Como que ele é na escola?
02:54Super comportado, e nossa, só tem elogios.
02:57Ontem mesmo, quando eu fui buscar um na escola, a professora falou bem assim comigo.
03:02Ele termina a atividade muito rápido, ele é super inteligente, parabéns mamãe, e ele é muito educado.
03:09Ontem eu recebi isso da professora dele.
03:11Mas em casa, né? Aí, já perdoa a paciência com ele várias vezes?
03:17Tchau, né?
03:18A gente tem que se segurar, né?
03:20Verdade.
03:20A gente não tem também sangue, sangue de barata, né?
03:24Vem cá, Gisélia.
03:25Como que a gente deve lidar com essa situação, com os filhos, pirracentos?
03:31Tem muitas mães aí que já devem ter passado aquela vergonha na rua.
03:35Como é que a gente faz, hein?
03:36Quem nunca, né?
03:37Quem nunca.
03:38É, mas as crianças, de modo geral, elas são também espertas.
03:42Elas sabem onde bater a cabeça na parede.
03:44Se é em casa ou na escola ou com os amigos, né?
03:47Então, existe todo um jogo, não, existe um jogo de sedução, de chantagem também, né?
03:53Tem que ter carinho, tem que ter diálogo, tem que ter atenção do jeito que ela está colocando como mãe.
03:59Existem vários motivos que acionou esse gatilho, acionou aquele comportamento.
04:04Agora, saber dizer não significa também o como dizer não, né?
04:09Colocar limites, a birra, pirraça, desejos.
04:12É também construir um adulto mais autônomo, é também construir um adulto mais independente, mais maduro,
04:19sabendo lidar com frustrações.
04:21Por mais que doa, porque algumas pirraças passam rápidas, outras são um pouco mais demoradas.
04:26E cansam as mães.
04:28E os filhos sabem, até onde pode ir.
04:30Eu quero aquele picolé, não pode, não pode.
04:33Na quinta, a mãe dá.
04:34Cedeu, já era.
04:36Dificilmente ele vai parar com isso, porque sabe que a mãe vai ceder.
04:39Quando ele vê que a mãe está com as rédeas, não cede e que aquilo não pode, aquilo para com
04:45o tempo.
04:46E aí tem que ter a paciência, a mãe também tem paciência, porque tem que condicionar, tem que continuar e
04:52tem que ser firme com aquele modelo educacional.
04:54Mas, claro, sempre na medida correta.
04:56Não significa dizer não a tudo, porque senão cresce também uma criança muito limitada, que não tem autonomia, frustrada e
05:04que não sabe ser independente.
05:05E é difícil achar esse equilíbrio, não é fácil não.
05:09A hora de soltar, a hora de puxar, a hora de soltar, a hora de puxar.
05:12Você fica nessa dúvida se você está agindo certo?
05:16Ah, fica, com certeza.
05:18Porque é difícil, né, para a mãe.
05:21Até porque a criança não vem com manual de instrução, seria muito fácil, né.
05:25A gente vai aprendendo a cada dia lidar com eles e conhecer, né.
05:29Tem que conhecer bastante o filho também.
05:31E cada filho um é diferente do outro, né.
05:33Totalmente diferente, não, não tem.
05:36Agora, Gisele, aquela cena daquela mãe no shopping, a criança esperneando, já tem ali um, dois, três, cinco, dez minutos.
05:44O que a mãe faz?
05:45Ela finge que nada está acontecendo?
05:48Ela tenta acalmar a criança?
05:51É uma situação desesperadora para muitos pais e mães que já passaram por isso.
05:56É, essa cena é comum.
05:58Agora, primeiro, a mãe tem que entender, porque se ela está lidando, quando ela está lidando com aquele comportamento inadequado
06:04com a criança, ela também fica com um sentimento de vergonha.
06:08Então, isso inibe muitas ações da mãe.
06:10Quem está vendo, o que eles estão falando, vão achar que eu sou uma mãe ruim, vão achar que meu
06:14filho é mal educado.
06:15Podem achar isso tudo mesmo.
06:16Medo do julgamento, né.
06:18Só que o mais importante é cortar aquele comportamento na hora.
06:21Não importa se tem mil pessoas olhando, se está dentro da igreja, se está dentro do cinema, se está dentro
06:25do shopping, não pode deixar para depois, porque aquilo condiciona ela a repetir aquele comportamento.
06:30Sabe que ali a mãe foi frágil.
06:32Então, tem que chamar a atenção na hora.
06:33Tem que chamar na hora.
06:35Chama para o cantinho da conversa, o cantinho ali do diálogo.
06:38Mas se a pirraça for maior do que o seu tom de voz, como que você tira a criança daquele
06:45ambiente, naquela cena?
06:46Então, não pode agredir, não pode arrastar, porque depois aquela mãe também tem um comportamento inadequado, está agredindo a criança.
06:54Tentar os métodos corretos, colocar o olhar no olho da criança, abaixar ao nível da criança, chamar.
07:01E também existem alguns motivos, você está comprometendo até a segurança dele.
07:04Existem pirraças que comprometem a segurança da própria criança.
07:08Aí você tem que condicionar outras questões.
07:10Mas, olha, vamos sair daqui, porque eu vou...
07:13Se você se comportar, se você sair, a gente vai sentar, vai tomar um sorvete.
07:18Então, você dá um condicionamento positivo, dá um reforço para o comportamento positivo que ele tiver.
07:23Aí depois você entra na linha com aquela criança.
07:26O que não pode é deixar passar.
07:28Não pode deixar passar.
07:29Não.
07:30Nem deixar que ela tome conta do controle da situação.
07:33Não, o controle tem que ser da mãe.
07:34Se tiver algum motivo, por algum motivo que pode ter risco de segurança, pega a criança no colo e tira
07:43a criança para um outro ambiente,
07:44aonde ela se sinta mais confortável ali.
07:47Fora, a criança tem que sair sozinha, não adianta ficar arrastando, porque isso também não funciona.
07:52E olha só, gente, você sabia que tem uma fase da criança que essas birras e pirraças são ainda piores?
07:57Pois é.
07:58Só que os pais precisam se manter firmes.
08:00Olha só o que disse para a gente o pediatra Dr. Rodrigo Abudib.
08:04É absolutamente fundamental que nós possamos dizer não para os nossos filhos.
08:12Colocar limites.
08:14Sem isso, nós não conseguiremos formar cidadãos para o nosso país.
08:21A criança tem várias fases de desenvolvimento.
08:25Tem uma mais complicada, que a gente chama de negativismo, por volta dos dois anos de idade,
08:29em que ela costuma dizer não para todo mundo.
08:31E é importante, porque ela está formando inclusive a sua personalidade.
08:37Mas nós precisamos protegê-la.
08:40E protegê-la nós precisamos dizer não.
08:44Se ela quiser, por exemplo, brincar com uma gilete ou brincar com uma agulha, com certeza nós não vamos deixar.
08:50E nós vamos dizer não com muita propriedade.
08:53A gente não precisa perrar, a gente não precisa ficar nervoso, a gente não precisa suar.
08:57Mas de forma tranquila dizer não.
09:00É esse não de proteção dos nossos filhos que nós temos que fazer para as outras coisas também.
09:05Nós precisamos ter uma postura firme e comum e a mesma postura.
09:17Não pode um dia deixar e outro dia não deixar.
09:25Isso leva a uma postura que a gente chama de esquizofrenizante.
09:32A criança acaba não sabendo o que pode e o que não pode.
09:37Mas, se ela entender que se ela chorar, chorar, chorar, chorar, ela vai conseguir,
09:45o que nós estaremos ensinando para ela?
09:48Que essa é a forma que eu vou me relacionar com a vida.
09:53Chorar, chorar, chorar e conseguir.
09:55E todos nós sabemos que essa não é forma de conseguir nada.
10:01Ó, todas as mães aqui no estúdio balançando a cabeça assim, ó.
10:05Todo mundo concordando com a fala do doutor, não é verdade?
10:08Você, Gisele, você é mãe, já passou por uma vergonha?
10:12Claro, quem nunca, né?
10:13Quem nunca, né?
10:13Com certeza.
10:14Agora, aquela questão é tirar a vergonha, tirar a questão do que os outros estão falando
10:20e ali você aplicar realmente aquelas regras comportamentais.
10:24Então, ela me passou vergonha, mas ela também já passou vergonha comigo.
10:28E aí, nunca mais.
10:29Em frente dos amiguinhos, dos colegas, dos tios da rua.
10:33Então, a atenção tem que ser chamada ali na hora e cortar e não ceder.
10:36O que você fez?
10:38Ah, eu simplesmente falei.
10:40E aí, a partir de hoje, você vai ficar 30 dias sem usar o celular da mamãe pra jogar.
10:45E falou isso na frente dos amiguinhos?
10:46E foi 30 dias, todo mundo.
10:48E foi 30 dias.
10:49Nem um dia a menos.
10:50Porque ela viu que realmente é 30 dias.
10:52Foi sofrido.
10:53Ela chorou uma semana, chorou duas.
10:55Depois, ela parou de chorar que viu que realmente não ia ceder.
10:57Nunca mais ela pegou pirraça.
10:59Porque 30 dias foi pesado?
11:00Foi.
11:01Se foi pra mim, pra ela foi mais.
11:02Não pode voltar atrás.
11:04Não pode voltar atrás.
11:05Da decisão, né?
11:05Não pode mostrar essa fragilidade.
11:07Ó, aqui no Facebook, gostei do comentário da Solange Pipe.
11:11Ela fala, aqui em casa eu aprendi assim, o palhaço só faz palhaçada se tiver plateia.
11:16Ela falou isso.
11:18A Rafaela Verol, ela contou que uma vez, o filho dela fez pirraça no shopping, olhou,
11:23seguiu em frente, continuou a andar como se nada estivesse acontecendo.
11:28E aí, rapidinho, a criança levantou e foi correndo também pro lado da mãe.
11:31Já aconteceu uma cena parecida comigo, Rafaela.
11:34A Rafaela depois contou que nunca mais ele fez pirraça.
11:38O Wagner Félix fala, eu acho muito triste ouvir falar de uma mãe que não consegue educar os filhos.
11:43Ainda mais quando é criança, um, dois, três anos.
11:45E aí, é falta de acordo, né?
11:47E nessas opiniões aqui, essa participação do público, a chefe que tá aqui com a gente hoje participando no programa,
11:53a Camila, ela também quer fazer uma pergunta pra gente, né Camila?
11:57Exatamente.
11:58A minha filha, ela tem três, vai fazer três aninhos.
12:00Lá em casa, funciona o cantinho do pensamento.
12:03Quando ela faz pirraça, que não é pouca, eu coloco ela no cantinho do pensamento.
12:07E assim, eu só deixo ela sair, deixo uns minutinhos, quando eu autorizo.
12:11Funciona.
12:12Mas será que isso é legal?
12:14E aí?
12:14Isso não pode fazer mal?
12:15E aí, Gisele?
12:17O tal cantinho do pensamento funciona?
12:19Funciona, funciona.
12:21O que acontece?
12:22Cada mãe, cada mãe, não existe uma regra, não existe um manual.
12:26Todo mundo vai dizer o que a outra tem que fazer.
12:28O que é melhor pra uma, o que é melhor pra outra.
12:30Você tem que ver de acordo com a personalidade da sua criança, com a sua realidade, com a sua dinâmica
12:34familiar.
12:35Você tem que ver a sua estrutura, você vê as suas condições.
12:38Não existe uma regra clara.
12:39Agora, colocar a criança pra pensar, funciona.
12:42Só que não pode ser condicionada a tudo.
12:44Tudo tem que colocar pra pensar.
12:45Existem, às vezes, momentos que você tem que ser mais rígido do que cortar alguma coisa.
12:49Eu vou falar de condicionamento.
12:51Se ela tem uma reação positiva, você reforça aquele comportamento positivo e isso dá muito certo.
12:57Se ela tá tendo um comportamento negativo, você vai mostrar, reforçando, tirando algo prazeroso dela.
13:03O cantinho do pensamento é tirar ela diferente da TV, do videogame, dar um estímulo ruim, negativo, algo chato, porque
13:09ela vai condicionar.
13:10Porque se ela fizer isso de novo, ela vai pro cantinho do pensamento.
13:12Não significa que ela pensou e cheguei a uma conclusão analítica.
13:16Significa que aquele cantinho é chato.
13:17Então, eu não quero mais fazer isso.
13:19Agora, Etienne, hoje os seus filhos estão crescidos.
13:22E aí, como é que é o comportamento hoje do Lucas em casa?
13:25Ele ainda bate cabeça na parede?
13:27Não.
13:28Não, né?
13:28Não.
13:29Foi uma fase.
13:30Foi uma fase.
13:31Então, né?
13:31Foi uma fase.
13:32Eu acho também que foi pela chegada do Miguel, né?
13:36Que também mexeu muito com ele.
13:38Mas foi uma fase, passou.
13:40E hoje ele é muito comportado.
13:42É importante.
13:43Na medida do possível, né?
13:44Porque é criança.
13:45É uma criança também, né?
13:46É importante a gente pensar nisso, né, Gisele?
13:49É uma criança.
13:50Então, tem que saber o que realmente tem que dizer não.
13:53A forma também de dizer não.
13:55O comentário aqui da Maria das Graças, ela falou que crianças também precisam de amor,
13:59carinho e compreensão.
14:00Então...
14:00O que acontece com os pais?
14:02A maioria trabalhando fora, vida corrida.
14:04Se sentem como se fossem obrigados a satisfazer os desejos dos filhos o tempo todo.
14:09Não querem vê-los frustrados, infelizes, como o choro fosse uma infelicidade.
14:14Na verdade, esse pai tem que entender que aquele momento é o momento mais importante do desenvolvimento daquela criança para
14:20uma vida adulta.
14:20Porque se eu tenho todos os meus desejos satisfeitos, eu não vou conseguir lidar com a frustração.
14:26No mercado de trabalho, vai ser um profissional frustrado, um relacionamento frustrado, não vai saber dizer não, vai entrar no
14:33sofrimento.
14:33E vemos aí essa geração de hoje, dentro das redes sociais também, extremamente fragilizados com qualquer negativismo ou algo contra
14:44os seus desejos.
14:44Tá certo.
14:45Gente, obrigada por esse bate-papo tão agradável e tão importante para nós, mães, pais, que a gente está aí
14:51nessa missão de educar os nossos filhos.
14:54E olha só que bacana, gente, a Etienne, ela é uma telespectadora do Fala Espírito Santo, participou com a gente
15:00pelo Facebook, ela relatou o caso dela ontem e aí convidei, né, convidei para participar hoje aqui do programa.
15:06E você veio, seja sempre bem-vindo e você aí de casa também pode contar para a gente a sua
15:11história.
15:11Quem sabe você participa com a gente aqui amanhã ou nos próximos dias.
15:16Obrigada, viu, pela presença de vocês.
15:17Volte sempre, tá?
15:18Obrigada.
15:19Obrigada.

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