- há 2 dias
Pais não devem encarar o assunto como tabu.
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00:00Que pai ou mãe nunca passou pelo constrangimento de estar lá na sala com os filhos, vendo uma novela, um
00:07filme e de repente uma cena de sexo.
00:10Já pensou? A gente fica naquele climão, não sabe se muda de canal ou se dá aquela gaguejada.
00:16Pois é, gente, como e quando falar de sexo com os filhos?
00:20Essa é uma pergunta muito comum, não é verdade?
00:23Então, bora bater um papo aqui com a nossa sexóloga, Virgínia Peles, que ela já é de casa, também é
00:30dona de um sorriso super feliz, super contagiante.
00:34Virgínia, obrigada pela sua presença, boa tarde.
00:37Por que as pessoas têm esse bloqueio de conversar sobre sexo com os filhos, nunca sabe a idade, se já
00:44chegou a hora, se não chegou?
00:45Esse bloqueio é cultural, né? A gente tem uma cultura patriarcal, onde o homem é empoderado, teoricamente, tem o seu
00:55lugar de destaque.
00:56E o órgão genital do menino é do lado de fora, né? Você pode ver na criação, quando o menino
01:02coloca a mão, nossa, pegando a identidade, o moleque é máximo mesmo.
01:08É desse jeito.
01:08E se for a menina, tira a mão daí. Você tá louca? Isso não é perfeito pra botar a mão,
01:13não.
01:13Então, assim, a gente tem uma questão educacional repressora.
01:18Isso vem de berço, desde muito tempo atrás.
01:20E com o advento da tecnologia, isso, infelizmente, está mudando, mas ainda não mudou.
01:26E aí, por conta disso, crescem pessoas, mães de família, mulheres, homens, que não estão acostumados a lidar com essa
01:34sexualidade.
01:35A falar dessa sexualidade entre casal, quanto mais com o filho, que você não sabe o que falar e como
01:42falar.
01:43E a maioria dos pais relatam pra mim o seguinte, mas eu vou falar quando? Quando que é o momento
01:47certo?
01:48Tem idade, né?
01:49Tem idade.
01:50Então, existiu uma época que se tinha idade.
01:54A época que a gente não tinha tanta tecnologia, não tinha tanta informação tão acessível.
01:59Hoje, se você chegar pra Alexa...
02:01Alexa?
02:02Alexa, ou a Siri, elas vão te responder qualquer coisa.
02:05Então, quando a gente não tinha isso, tinha uma idade que a gente priorizava, que era o início da adolescência.
02:10Então, no início da adolescência é legal, porque vem a questão da telarca, menarca, pubarca, principalmente na menina, na pelarca
02:18os meninos,
02:19que é aquele crescimento dos seios, crescimento do órgão genital, surgimento de barba, de pelos, pelos pubianos.
02:26Então, a gente pedia pros pais já estar orientando, porque na menina é crescer um seio, crescer outro seio, crescer
02:33um seio, crescer um pelinho, crescer outro seio, já tá pronta pra menstruar.
02:37Então, tem que falar da menstruação.
02:39Então, a gente orientava os pais pra que observassem os seus filhos e que esse seria o momento ideal.
02:43Só que, hoje em dia, a escola já tá trazendo isso muito mais cedo, por conta do advento da internet,
02:49né, dessa questão da tecnologia...
02:51Porque se a gente não conversa, na internet a informação já chega antes.
02:55Chega, chega.
02:55Aí pode chegar de forma deturpada, né?
02:57Que a maioria dos casos acontece.
02:59Então, a escola já adiantou esse processo de conversar com a criança e os pais, às vezes, não tão adiantado
03:05quanto a escola.
03:06Então, hoje, a idade correta é a idade que o seu filho questiona.
03:10Seu filho chegou e te perguntou como...
03:13Mãe, o que é sexo?
03:14Eu já passei por isso, eu tenho quatro filhos.
03:16Mãe, o que é sexo?
03:17E era pequenininha, na época não tinha tecnologia.
03:20E aí, hein?
03:21Respondi com outra pergunta.
03:23E você acha que é o quê?
03:24Por que você tá perguntando isso pra mamãe?
03:26Não, mãe, porque a professora falou o negócio de sexo masculino, sexo feminino e eu queria entender o que que
03:30era.
03:31Aí eu falei, ah, entendi.
03:32Pronto, olha só.
03:33Não queria saber o que que é sexo exatamente.
03:35O ato, o ato em si.
03:37Porque a criança é inocente, a maldade tá na nossa cabeça.
03:40Não tá na cabeça da criança.
03:41Então, quando ela me perguntou o que era sexo, ela queria saber o que significava sexo masculino e sexo feminino.
03:46Eu tinha que ter entendimento.
03:47Pensa se eu chego e já estupro psicológico da menina.
03:50E já...
03:51Não, então assim, não é bem assim.
03:53Aí sentei, conversei, expliquei a intenção que ela queria.
03:58Falei, mas tem mais alguma dúvida?
03:59Essa é uma das modalidades de sexo.
04:01Existem mais modalidades de sexo.
04:03Aí ela chegou e falou assim, não, já estou satisfeita.
04:06Em compensação, eu tenho mais nova que chegou pra mim e falou assim, mas o que é sexo?
04:11Não quero saber sexo masculino e feminino.
04:12Eu quero saber o que é sexo mesmo, relação sexual.
04:15Sexo é aquilo que as pessoas fazem.
04:16Por quantos anos essa daí perguntou?
04:17Essa perguntou com nove.
04:19Eita.
04:19Aí eu cheguei pra ela e você acha que é o quê?
04:21Eu acho que é coisa que duas pessoas fazem peladas.
04:24E aí, mamãe?
04:25Aí eu falei, exatamente, é esse o caminho.
04:28Mãe, mas qualquer um pode fazer sexo?
04:31Eu falei assim, depende.
04:32Peraí, que idade você está falando?
04:33Que tipo de pessoa?
04:35Qualquer um, em que sentido?
04:36Aí meu irmão, olha, olha.
04:40Qualquer um, na minha cabeça, era com qualquer pessoa que eu encontro na vida adulta, eu posso
04:44fazer sexo?
04:45Não, na cabeça dela é com qualquer um, até na família.
04:47Olha como é importante a gente perguntar à criança pra gente entender o limite dessa
04:53informação na mente dela.
04:54Gostei dessa tática, gostei.
04:56Lá em casa, quando a Maitê está assistindo televisão, eu não sei se eu troco de canal
05:00essa realidade que a gente abriu aqui, a entrevista, né?
05:03Maitê tem seis anos e eu fico assim, ai meu Deus, ou tampo o olho dela mesmo, né?
05:08Não olho pra cá agora não, minha filha.
05:10Ou se eu mudo de canal, é complicado, né?
05:12Já aconteceu um caso do meu marido, amor, te amo, ele mudou de canal e o pessoal estava
05:20só se pegando no que a gente estava assistindo.
05:23Ele mudou pra um que já estava no ato.
05:25Eita, aí piorou.
05:26Piorou muito, ele falou assim, meu Deus, o que é isso?
05:28Vigília, eu faço o quê?
05:29Se correr o bicho pega, se ficar o bicho aí, volta pro outro canal que fica mais fácil
05:32de explicar.
05:33Nesse que está começando, no outro do que no outro que já está acabando.
05:35Então, eu sempre oriento as crianças a falar, olha, não é conteúdo pra sua idade agora
05:39não.
05:40E eles mesmos já falam assim, é, agora eu acho que está na hora de eu não ver agora,
05:44né, Mãe?
05:44Já percebi essa atitude também na Maitê.
05:46E olha só, gente, esse assunto de sexo com os filhos é pauta também na casa de muitos
05:51famosos, viu?
05:52Olha só, em um bate-papo para o canal da Thais Versosa, outra atriz linda aí, a apresentadora
05:58Angélica, que tem três filhos, disse que sempre aborda o assunto com Joaquim, Benício
06:03e Eva.
06:04Angélica conta que o diálogo é sempre a melhor solução, principalmente quando o assunto
06:09é sério.
06:10Já a atriz Giovanna Antonelli é outra também que diz falar de sexo com os filhos com total
06:16naturalidade.
06:17Ela disse que não antecipa assuntos, mas também não foge deles quando surgem.
06:23Não antecipar assunto.
06:26É esse exemplo que eu te falei, que eu te contei agora.
06:30Maitê tem seis anos.
06:31Seis anos, será que eu estaria antecipando o assunto?
06:35Filha, beijo na boca.
06:37O que é beijo na boca, né?
06:39Ai, você acha que você deve assistir, você acha que você deve ver beijo na boca?
06:43Você gostaria de ver beijo na boca?
06:45Você vai perguntando à criança, para você entender o limite dela, sem julgar.
06:50Eu já percebi que ela começou a gostar de ter o bonequinho da bonequinha, né?
06:54O Ken da Barbie, né?
06:56A versão masculina.
06:57Ai, começa a constituir casais e famílias.
07:00Já começa a entender, né?
07:01Já começa a entender como é que é a logística da coisa.
07:03Então, assim, a gente não está aqui para uma educação repressora.
07:06Não, você não pode ver isso, isso, aquilo.
07:07Quanto mais um não pode, mais o meu Julieta fica.
07:10Mais eu quero.
07:11Mais apaixonado.
07:12Ai, meu pai não deixa, minha mãe não deixa.
07:14E é pior.
07:15Então, não antecipar é o sensacional, porque cada idade tem um tipo de informação.
07:19E a gente tem que respeitar esse limite que ele é cognitivo.
07:23A criança vai desenvolvendo com o tempo, ela vai te perguntando e você vai alimentando a informação necessária.
07:27Maravilha.
07:28Mas eu vou contar um exemplozinho para a gente fechar, que vai ser top para todo mundo entender.
07:31Então, tá bom, já estou curiosa para esse exemplo, mas antes, deixa eu convidar aqui a Cris Bersot,
07:35porque ela tem um filho adolescente e eu quero saber da Cris.
07:40Boa tarde, Cris.
07:41Seja bem-vinda mais uma vez ao Fala Espírito Santo.
07:44Como que é a conversa sobre sexo na sua casa com o seu filho adolescente, hein?
07:51Boa tarde, Betta.
07:52Boa tarde, Bichão.
07:54Essas mulheres lindas que eu tanto amo, está perto.
07:58Estamos longe, mas estamos perto.
08:01Então, eu tive que começar essa conversa muito cedo com o Arthur, por conta dos amigos.
08:08E eu me recordo, inclusive, que na primeira conversa, ele me trouxe uma orientação de um amigo
08:14que foi orientado pelo pai, que para ser homem tinha que começar a ver vídeo pornô e se masturbar.
08:23Então, a gente teve que começar muito cedo essa conversa, essa orientação,
08:29trazer ele para perto, gerar confiança nele, né?
08:33Porque se eles não tiverem confiança, se não tivesse a relação de confiança,
08:37eles vão buscar a orientação na rua, eles vão conversar na rua.
08:41Então, muita conversa, estar muito atentos, estar muito juntos.
08:47Nós temos o privilégio de, além de ser pais muito próximos, nós temos um suporte da escola, da igreja,
08:55que estão sempre orientando também, ajudando aí nesse desafio que é educar os nossos filhos
09:03de forma que eles possam se tornar homens e mulheres equilibrados.
09:08Deixa eu tirar uma dúvida aqui com a Virgínia.
09:10Você tocou nessa questão do universo masculino, que começou muito cedo.
09:14E com as mulheres, existe também, ou não, o homem aflora a sexualidade mais cedo do que a mulher, Virgínia?
09:23Existia um tempo que era assim.
09:24Hoje em dia já não é mais, não.
09:26Com essa onda de empoderamento feminino, isso mudou demais.
09:30E as meninas já vêm desde pequenininho, bem empoderadas, sabe?
09:34Ah, eu quero buscar meus direitos e tal.
09:36Então, quando a mulher, ela decide, de fato, buscar essa informação,
09:39meio que não tem ninguém que segura ela, não.
09:41Então, ela vai para a rede social, ela vai procurar profissional.
09:44Eu já atendi adolescentes que pediram os pais para falar sobre sexo
09:48e os pais falaram, eu não tenho condições e habilidade de tirar suas dúvidas.
09:52Ah, então, eu estou seguindo essa sexóloga.
09:55Eles alteram a idade no perfil, tá?
09:58Eles colocam que eles são acima de 18 anos, colocam data de nascimento diferente
10:01para ter acesso ao conteúdo.
10:03Isso é tremendo.
10:05E aí, me seguem, entram em contato comigo como se fosse um adulto,
10:09como é rede social, não tem como saber.
10:11A maioria deles é perfil fake.
10:13Como faz falta, então, essa conversa em casa?
10:15Ah, vou entrar em contato.
10:17Aí vem a mãe falando assim, olha, minha filha já entrou em contato com você,
10:20eu queria fazer hoje o amendamento da consulta.
10:22Sua filha, como assim?
10:24Então, tem hora que eu levo até susto.
10:26Então, o adolescente hoje está nessa versão, as meninas estão nessa versão
10:30de buscar a informação da melhor forma.
10:32Às vezes, uma pela internet, outra com as amigas, às vezes vão procurar um ginecologista
10:37ou um terapeuta, procurando mesmo essa informação.
10:40Deixa eu tirar uma dúvida aqui de novo com a Cris.
10:44Se esse diálogo, essa conversa que você teve com o seu filho,
10:48se aproximou vocês dois?
10:50Se vocês se tornaram mais amigos?
10:52Passou a ter até mais uma relação de confiança?
10:55Ou não?
10:56Ou ele ficou envergonhado?
10:58Beto, é porque o diálogo faz parte, ele é uma rotina na educação que a gente dá para o Arthur.
11:05Então, a gente, desde muito novinho, essa coisa de sentar aqui,
11:10a gente senta em volta da mesa para conversar, às vezes eu deito com ele na cama,
11:15mas o diálogo faz parte da nossa rotina.
11:18Então, isso aproxima o Arthur da gente, faz com que ele tenha essa relação de confiança,
11:24e é o que a gente sempre fala para ele, por pior que seja, por mais difícil que seja,
11:29sempre é verdade.
11:30A mentira vai quebrar a confiança que nós temos um pelo outro.
11:34Então, a gente bate nessa tecla.
11:37É cansativo, dá trabalho, acredito que por isso muitos pais acabam deixando para lá, né?
11:43Por quê?
11:43Porque é uma repetição.
11:45Muitas vezes, todos os dias, a gente tem que repetir a mesma coisa, abordar o mesmo assunto,
11:49uma, duas, três, dez vezes, até que aquilo venha trazer paz ao coração dele,
11:56até que ele consiga vencer aquele conflito.
11:59Mas é sempre com muita atenção, com muito diálogo, com muita dedicação.
12:04Então, isso é uma rotina aqui em casa, não é algo que acontece esporadicamente.
12:09E nós mães temos um radarzinho, né?
12:12A gente vai percebendo, vai sentindo, acho que a gente sente até cheiro.
12:16É verdade, né?
12:19E olha só, aqui também a gente está tendo a participação no Facebook da C News Atravesani.
12:24Ela fala que é complicado mudar de canal, porque a gente está nessa, né?
12:27Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come.
12:29Então, o melhor mesmo é a gente orientar para que tenham consciência da verdade
12:33sobre atos, fatos e boatos.
12:37A conversa é sempre mesmo o melhor caminho, Virginia?
12:40Exatamente.
12:41E o diálogo franco, aberto, sem julgamento e sem condenações.
12:45Porque o jovem, o adolescente, a criança, ela não está ali com uma sentença definida
12:50da vida dela.
12:52Ela está ali te questionando, te perguntando, querendo saber alguma coisa.
12:56E aí você tem o limite.
12:58Então, eu sempre falo, a criança, se ela não for orientada por você, vai ser orientada
13:02por uma pessoa.
13:03Essa pessoa tem os mesmos princípios e valores que o seu?
13:06Porque isso pode corromper o caráter do seu filho.
13:09Então, é melhor conversar em casa, para que não tenha esses valores e esses princípios
13:13corrompidos, do que conversar na rua e ter orientação qualquer, que depois no futuro
13:19a gente não vai ter como salvar isso.
13:22Esses dias eu passei por um atendimento no consultório, em que uma paciente falou que
13:26no dia que ela estava se divorciando, o pai dela sentou para conversar com ela sobre
13:29sexo.
13:31Quando estava divorciando?
13:32No dia do divórcio, que ela estava assinando o divórcio, o pai falou, minha filha, eu
13:35preciso de conversar uma coisa com você.
13:38Então, como é que era o sexo?
13:41Você tinha que ter feito sexo.
13:42Como é que era o sexo?
13:43Depois que o casamento acabou...
13:45Antes ela falou assim, pai, eu acho que você está chegando um pouquinho tarde para conversar
13:48comigo agora.
13:49Olha, a importância disso dentro de um cenário de uma vida adulta.
13:55Ela não teve liberdade para conversar isso dentro do ambiente familiar.
13:59aonde que ela ia conversar?
14:00E o marido sempre repressou, não conversava, não aceitava conversar.
14:04Ela falou, Virginia, eu não consegui conversar com ninguém.
14:07Mas é importante a gente também ressaltar, Virginia, que a gente vive uma geração diferente
14:11dos nossos pais.
14:12Sim.
14:12Porque os nossos pais também não tiveram esse diálogo dentro da casa deles, porque
14:17antigamente o pensamento era ainda mais conservador.
14:20Os nossos avós também não conversavam com os nossos pais.
14:24Só que com o tempo isso está mudando.
14:27A gente está vivendo aí uma revolução.
14:29É, a gente está vivendo um boom tecnológico.
14:32Ainda precisa mais ainda.
14:33Ainda tem mais coisa para avançar, mais coisa para evoluir, mas a gente não pode ficar
14:37para trás.
14:38Principalmente se você deixa o seu filho acesso à tecnologia.
14:40Se você dá um smartphone ao seu filho, ou um tablet, ou um notebook, ou uma TV smart,
14:46que ele tenha a possibilidade de escrever ou falar, que a criança não precisa escrever.
14:50Ela só precisa de falar.
14:52Para pesquisar um vídeo no YouTube, para pesquisar um vídeo em qualquer lugar, ela só precisa
14:55de falar.
14:56E se ela falar uma palavra, que aquele aparelho que está entendendo, entendeu de forma errada,
15:01mesmo que você coloque um filtro, pode sair qualquer coisa.
15:03É uma tecnologia.
15:05Ela pode falhar.
15:08Entendeu?
15:09Então, assim, não tem como a gente...
15:10Como que a gente vai limitar uma Alexa?
15:11Olha, Alexa, não...
15:13Você não pode responder orgasmo.
15:15Como que você não vai responder?
15:17O que é sexo?
15:18O que é ato sexual?
15:19É uma quantidade de palavras que não tem como.
15:23Como que a gente vai limitar isso dentro do aplicativo?
15:26Uma vez aqui no Fala Espírito Santo, um especialista em segurança falou que a internet
15:31é como se você colocasse seu filho na rua.
15:33É a rua, né?
15:35A rua que antigamente a gente deixava as crianças brincando, hoje está aqui.
15:39É a internet.
15:40E na rua, aquele assunto que rolava lá na rodinha de amigos, hoje está aqui.
15:45Com profissionais, com tudo, com tudo.
15:47Tem muita gente charlatão, tem muita gente falando sem saber o que está falando, falando
15:51asneira, tem.
15:52Mas tem profissional lá falando.
15:54Por exemplo, eu uso a rede social.
15:55Quando eu vou postar um vídeo no YouTube, eu coloco lá que o conteúdo não é para criança.
15:59Mas daí, eu não sei se isso, uma criança vai ter acesso, se não vai ter acesso.
16:04Como que eu vou ter controle disso?
16:05Eu não tenho como.
16:06Não sei se o YouTube controla.
16:07Então, assim, é uma coisa.
16:08E se ele está acessando de um aparelho celular de um adulto, como que vai ter limite sendo
16:16que é o adulto?
16:17Não tem como, gente.
16:18Olha só, para tudo para esse comentário aqui que a gente recebeu de uma querida telespectadora.
16:24Não vou falar o nome, tá bom?
16:25Para poder não comprometer aí na sua casa ou com seus filhos.
16:28Ela falou o seguinte, fiquei sabendo há um mês que meu filho de 16 anos não é mais
16:34virgem.
16:35Quase morri.
16:36Como que a mãe lida com esse sentimento?
16:40É, então, que bom, né?
16:42E aí, filho, como é que foi?
16:44Como foi essa experiência?
16:45Você fala sorrindo, morrendo por dentro, entendeu?
16:48Depois você vai para o banheiro amado e chora.
16:50Você chora sozinha.
16:51Você chora as pitanga lá.
16:53E aí, cria uma ponte de confiança daqui para frente.
16:57Lembra, confiança é uma ponte.
16:59Uma vez quebrada, como é que se a terceira ponte quebrar, como é que a gente vai consertar?
17:02Vai ter que parar o trânsito de um lado, o trânsito do outro, todo mundo vai ter que
17:05contornar, vai ter que dar a volta.
17:06Então, não deixa a ponte quebrar.
17:08O que eu queria falar assim, que eu acho que a gente não tem muito tempo, mas não.
17:11É, a minha diretora já está aqui falando, ó, estourou.
17:13É, só o seguinte, quando você vai conversar com uma criança, lembra dessa historinha.
17:17Estava igual ali, ela ali cozinhando e a criança estava aqui.
17:20E, de repente, ela virou para a mãe e falou assim, mãe, o que é virgem?
17:23A menina perguntou.
17:24Aí, a mãe falou assim, virgem é aquela pessoa que nunca fez sexo.
17:26Mãe, o que é sexo?
17:27Uma pessoa que nunca transou.
17:28O que é que transou?
17:29É uma pessoa que nunca teve reato sexual.
17:31O que é reato sexual?
17:31Aí, a mãe foi e descreveu, na íntegra.
17:34A menina olhou e falou assim, mãe, e o que é extra virgem?
17:38A menina estava lendo num vidro de azeite, entendeu?
17:42Por isso que é importante você perguntar.
17:44Se a mãe tivesse perguntado, minha filha, mas por que você quer saber o que é virgem?
17:47Ela ia falar, porque eu estou lendo aqui, mãe.
17:49A pergunta, né?
17:50A importância da pergunta.
17:52E era só responder.
17:53Então, cabe a gente ter esse entendimento para a gente poder viver muito melhor.
17:57Converse com o seu filho sem julgar.
17:58Isso aí, obrigada pela sua presença mais uma vez.
18:00Um beijo também para a nossa querida Cris Bersou, que participou também desse bate-papo.
18:05Beijo, Cris.
18:06Beijo, Arthur.
18:06Tá lindo.