00:00Deixa eu chamar a Daniela de Cariello, porque é um assunto que a gente trata todos os dias aqui no
00:04Espírito Santo no Ar.
00:05Só essa semana, se eu não estiver enganado, foram dois ou três casos que nós mostramos aqui no Espírito Santo
00:10no Ar, no Balanço, no Cidade Alerta.
00:12Dani, traz os detalhes pra gente. Fala, Dani.
00:17Isso, Dudu. Todo dia, infelizmente, tem casos de violência contra a mulher.
00:22Eu falo ao vivo aqui do Centro de Atendimento à Mulher que está em situação de violência.
00:26Deixa eu te mostrar o espaço que eu estou. Olha só.
00:29Tem uma salinha para crianças, com atividades para entreter as crianças.
00:34Às vezes, a mulher vem denunciar, vem dizer o que ela está enfrentando em casa.
00:38Então, tem esse espaço. Vou pedir para o Guilherme vir aqui.
00:41Tem um outro tipo de atendimento que ela vai conversar com uma psicóloga, ela vai ser ouvida por uma profissional.
00:48E por quê, Dudu, que eu estou mostrando tudo isso?
00:51Porque esse é um cenário completamente diferente do cenário da delegacia.
00:54Essas mais de 900 atendimentos foram feitos aqui.
01:00E eu estou acompanhada ao vivo da secretária Neuzinha de Oliveira, secretária de Cidadania, Direitos Humanos e Trabalhos,
01:06que vai me explicar como é que funciona esse espaço.
01:10Porque de janeiro a junho, a julho foram mais de 900, quase mil casos de atendimentos.
01:16Isso significa quase mil mulheres que não ficaram sofrendo caladas, né?
01:21Que vieram que pedir ajuda.
01:23É verdade, Daniela. E bom dia, Daniela. E bom dia, Guilherme.
01:26Bom dia a você que nos acompanha.
01:28Realmente é diferente, né? É um trabalho diferenciado.
01:31E o nosso prefeito, Lorenzo Pasolini, ele nos lançou um grande desafio.
01:35O desafio de ouvir melhor essas mulheres.
01:38Então, esse trabalho do CRANSV, que é o Centro de Referência em Atenção às Mulheres em Situação de Violência,
01:44ele visa não só receber essa mulher presencial.
01:48No primeiro momento, ela pode ligar.
01:50Quando ela liga, a gente retorna a ligação a nossas assistentes sociais e psicólogas,
01:54retornam a ligação e conversam com essas mulheres.
01:57Então, elas não vão ter custo nem para estar conversando por telefone.
02:00E logo que ela se sente confortável, ela vem presencial.
02:03E aqui a gente vai dar os encaminhamentos necessários e direcionados.
02:07Isso é muito importante.
02:08Eu vi, Neuzinha, que são 923 atendimentos a mulheres e mais de 40 atendimentos a homens.
02:15Como é que funciona isso?
02:16Sim, porque aqui a psicóloga, ela conversa, assistente social,
02:19e pode detectar que é um problema que não é um caso de polícia.
02:22Pode ser um problema familiar, um problema de saúde mental.
02:26E aí, a gente também faz a escuta, eles fazem a escuta do homem.
02:30E para ouvir o outro lado.
02:31E muitas das vezes, a gente direciona.
02:35Chamamos todos os equipamentos públicos do município de Vitória, a saúde,
02:38para que nós possamos estar levando essa família.
02:42O maior desafio é a reintegração das famílias.
02:44Em última instância, sim, se houver necessidade, nós temos encaminhamento à justiça,
02:49o botão do pânico, o que for necessário, que é autorizado também pela justiça.
02:53Vamos na prática, você falou que tem a questão do botão do pânico,
02:57pode chegar a precisar do botão do pânico e pode chegar também a restauração familiar,
03:04não é, como você falou?
03:04Sim, uma restauração familiar.
03:06Porque nós, o desafio a essa administração do prefeito Pasolini,
03:12a intenção é resolver e trazer, resgatar os vínculos familiares.
03:17Nós não podemos ter muitas crianças aí, não devemos ter crianças sem pai, sem mãe
03:21e continuarmos aumentando esse índice de violência.
03:24Então, essa é a diferença.
03:26A escuta do homem, muitas das vezes, nós temos encontrado que pós-pandemia,
03:30devido ao desemprego, aumento de uso de drogas, de álcool, aumentou a violência.
03:34E também, agora, a vinda até esse setor se deu, principalmente no mês de março,
03:40que a Prefeitura, ela intensificou Vitória da Mulher, com a Lei Maria da Penha,
03:46indo divulgando o CRANSV, levando a conscientização para essas mulheres,
03:51e o trabalho também da Maria da Penha Vai à Feira, e o trabalho da Guarda Municipal com o teatro
03:56nas feiras.
03:57Então, levando a consciência do direito dessas mulheres e deste equipamento,
04:01a visita aqui, a vinda aqui tem aumentado muito.
04:05A nossa intenção, se Deus quiser, é que ela zere.
04:07Mas, por enquanto, muitas mulheres estavam com um nó na garganta e estão vindo nos procurar.
04:12O que a mulher encontra quando ela procura aqui o centro de referência?
04:16Eu mostrei que tem ali um espacinho para a criança, que ela pode ter ouvida,
04:19mas, por exemplo, aquela mulher que apanha muito tempo e é dependente financeiramente do marido,
04:23o que é feito com ela?
04:25Essa mulher que chega aqui, pode trazer a sua criança,
04:28ela tem um atendimento diferenciado com a psicóloga, com as nossas assistentes sociais,
04:32e essas mulheres, nós estamos trabalhando a qualificação profissional.
04:36Algumas mulheres precisam da questão ainda do abrigo,
04:39se ela é uma mulher que, infelizmente, ela está vulnerável a uma violência,
04:43até mesmo chegar a um feminicídio.
04:45Se ela é uma mulher em situação de violência, aí ela tem o direito também do abrigo.
04:49Se for o caso do Botão do Pânico, a gente está encaminhando para a Justiça,
04:53e é a Justiça que determina as mulheres que recebem.
04:56O prefeito renovou o contrato do Botão do Pânico, ampliamos um pouco mais,
05:00mas hoje nós temos 15 mulheres usando o Botão do Pânico hoje na cidade de Vitória,
05:04que é ligado à nossa Guarda Municipal, que chega em primeiro lugar,
05:07chega junto para ajudar essas mulheres.
05:09Inclusive, é até uma coisa que eu e Dudu comentamos essa semana aqui no Espírito Santo no Ar,
05:13às vezes tem mulheres que conseguem medidas protetivas,
05:16e mesmo assim o camarada vai, procura e agride de novo.
05:22Como é que vocês lidam com essa questão,
05:24que às vezes a pessoa tem a medida protetiva, mas não consegue se sentir protegida?
05:28Nós estamos trabalhando muito essa consciência da mulher,
05:31de entender que tem relacionamento abusivo,
05:34que ela tem que definir entre ela, os seus filhos, e manter esse relacionamento.
05:39E esse trabalho são feitos por essas profissionais.
05:42Agora nós estamos trabalhando, fechando uma nova parceria,
05:46Prefeitura de Vitória,
05:47o nosso prefeito está fechando uma nova parceria aqui com a rede de hotéis,
05:50que neste primeiro...
05:51Olha!
05:52É uma rede de hotéis que eu queria ressaltar a importância desse trabalho.
05:57Por quê?
05:59Essas mulheres, muitas vezes, não é um caso de abrigo,
06:02ela é um caso de um momento, de tirar daquele momento.
06:05Então, ela vai ter 15 dias de estadia com custo zero para o município de Vitória,
06:09porque nós estamos num trabalho muito diferenciado.
06:12E nesses hotéis, se essa mulher mora com uma mãe que é idosa,
06:15ela pode levar também para ficar esses 15 dias,
06:18enquanto a gente faz esse entendimento,
06:20essa escuta também do outro lado,
06:22para saber o melhor encaminhamento a dar a essa mulher.
06:24Que interessante, né?
06:26Muito obrigada, secretária, pelos esclarecimentos ao vivo.
06:29Lembrando, telefone para quem quiser, né?
06:31Esse atendimento, quem quiser pedir ajuda, qual que é?
06:35999-520-1927 e também o 3382-5391.
06:42Então, 995-2-01.
06:46Espera aí que estamos embaralhados, ó.
06:489, 95-20-1927.
06:54Tá, Dudu?
06:55Embaralhamos porque tinha um 9 a mais aí nessa história.
06:57É, 995-2-01-927.
07:02Tá aí, então, gente, tem um fixo também que é o 3382-5391.
07:07Às vezes a mulher, então, que quer pedir ajuda, né, Dudu?
07:10Essa ajuda, como o secretário explicou, mais humanizada.
07:13Aqui na Casa do Cidadão, ela pode vir também sem agendar?
07:16Não precisa agendar, basta vir.
07:18Nós estamos aqui de braços abertos e também pode ligar para nós
07:21e vamos retornar a ligação, vamos conversar e vamos recebê-la.
07:24Nós temos esse trabalho, temos o trabalho também do nosso acolhe,
07:28que também nós estamos trabalhando na mediação de conflitos.
07:31Então, estamos aqui à disposição nessa administração.
07:33É um atendimento diferente, né, Eduarda?
07:35A gente está acostumada com atendimento de delegacia,
07:37que também é importante, mas esse é um atendimento um pouco mais humanizado,
07:41de conversa com a mulher, se for possível, conversa com o homem também.
07:45A criança tem o acolhimento, então, é muito importante saber, né,
07:48que a capital está oferecendo esse tipo de atendimento.
07:50Secretário, obrigada mais uma vez.
07:53Dudu, eu volto com você.