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  • há 6 minutos
Nesse caso, o homem ligou para a vítima, pediu para vê-la e depois começou a sessão de espancamento.

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Transcrição
00:00A gente fala agora do caso da mulher que foi espancada pelo ex-namorado.
00:04Ela tem 48 anos e disse que caiu numa cilada porque foi agredida depois de ter ido até a casa
00:10dele
00:10quando recebeu uma ligação do sujeito.
00:13Acompanhe, balança.
00:15Três dias depois das agressões, os hematomas ainda estão pelo corpo.
00:20Braços, olhos, boca.
00:22Em todo canto, uma dolorosa lembrança do pior dia da vida desta mulher.
00:26Ele estava me ligando na madrugada e quando eu atendi, ele pediu que eu fosse até lá na casa dele
00:33porque era assim, era uma coisa que eu não ia, eu nunca ia na casa dele.
00:37E acabei indo e foi ali que tudo começou.
00:41Ela afirma que foi espancada e ameaçada de morte pelo ex-companheiro.
00:45Quando eu cheguei lá, eu já fui surpreendida com xingamentos, ele já foi me pegando, me jogando no sofá
00:52e dali foi o primeiro soco, da onde eu tentei sair e ele disse que ia me matar, me jogando
00:59pela escada.
01:00E foi quando eu segurei na canela dele para que eu não caísse da escada.
01:06Mesmo ferida, a mulher conseguiu correr e pedir ajuda.
01:10A balada, ela lamenta que o socorro não tenha sido prestado pelas pessoas que ouviram os gritos de desespero.
01:16E ele me deu o primeiro chute no rosto e eu soltei, caí e depois, quando eu já estava no
01:25meio da escada,
01:26ele me deu o segundo chute, onde eu caí de volta no chão e consegui correr até a minha casa.
01:34Com todo mundo falando de violência contra a mulher e ninguém ter essa consciência ainda,
01:40porque poderia ter acontecido com qualquer um deles, independente de qualquer coisa,
01:47eu acho que só por eu ser ser humano, eu acho que eu merecia que as pessoas não deixassem que
01:55aquilo acontecesse.
01:56Porque realmente poderia ter acontecido pior, eu poderia não estar aqui agora.
02:00Silene Bezerra tem 48 anos de idade e é mãe de três filhos.
02:05Segundo ela, o relacionamento com o suspeito durou cerca de oito meses.
02:09Durante o namoro, o homem já tinha demonstrado ser violento.
02:14Ele é uma pessoa que, quando bebe, ele fica um pouco agressivo, sim, mas isso não justifica nenhum ato.
02:23E a primeira vez que ele se mostrou muito agressivo foi quando ele jogou um tijolo na cabeça do meu
02:31cachorro,
02:32porque o meu cachorro comeu um peixe assado que ele fez.
02:36Depois, num segundo episódio, foi quando ele quebrou meu celular,
02:41porque alguém me ligou do sexo masculino, ele não queria que as pessoas me ligassem,
02:46que eu tivesse contato com pessoas do sexo masculino,
02:49porque ele achava que eu estava dando mole, que eu estava com outra pessoa traindo ele.
02:56Era assim, esse perfil dele sempre.
02:57A decisão, pelo fim do ciclo de horror, foi tomada por ela em dezembro do ano passado,
03:03após mais um descontrole do então namorado.
03:06Em dezembro do ano passado, ele teve uma discussão com o meu irmão,
03:11no qual ele jogou uma cadeira no meu irmão e foi filmado pelo meu filho de 11 anos.
03:17E foi aí que eu me separei dele.
03:19Eu cheguei a fazer um boletim de ocorrência na época e, de lá para cá,
03:29sim, ele tem tentado uma volta e foi o que eu falei.
03:33Por eu ser vizinha, por eu morar ali, pelo meu filho, pela minha vida,
03:38eu realmente tentei fazer algo bem amigável.
03:42Porque a gente ia se ver sempre, né? Inevitável.
03:46E ele estava sempre na porta do nambar, que fica em frente ao meu salão,
03:51como se estivesse me intimidando, assim, eu estou por aqui, eu estou te vigiando, estou te vendo.
03:57A primeira forma de proteção à mulher vítima de violência no país
04:01veio através da Lei da Violência Doméstica e Familiar, a Maria da Penha, como é conhecida.
04:07Outra criação efetiva nesse sentido foi o surgimento das delegacias especializadas,
04:13como esta, que funciona durante 24 horas aqui na ilha de Santa Maria, na capital.
04:19Apesar de tudo isso, quem apanha ou sofre qualquer outro tipo de agressão
04:24acredita que falta um pouco mais de celeridade na resposta da justiça.
04:29E eu estou aqui pedindo que alguém, as autoridades me ajudem,
04:37porque eu sou mãe, eu sou pequena empresária, eu sou ser humano, eu sou mulher.
04:46Eu mereço ser ouvida e eu mereço, sim, que alguém faça algo por mim.
04:52Enquanto aguarda uma ação efetiva da polícia,
04:56Selene afirma que vai continuar longe de casa.
04:58Com medo, ela deixou o imóvel em que morava e também o trabalho,
05:02de onde tira o sustento dela e dos filhos.
05:05Eu tenho um pequeno estabelecimento de acaraípe, que é o meu ganha-pão,
05:10e eu estou fora de lá, eu estou fora da minha casa.
05:13E ele está aí, solto, sem impunidade,
05:18porque simplesmente fugiu do flagrante.
05:20Até quando isso vai acontecer?
05:23Quantas mais mulheres terão que passar por isso?

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