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  • há 6 horas
Vitória voltou para o risco moderado do novo coronavírus e obrigou bares e restaurantes a reduzir novamente o horário de funcionamento. Entenda como essas alterações semanais no mapa de risco estadual impactam a rotina dos comerciantes.

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Transcrição
00:00O apetite do empresário é por trabalho.
00:03Após seis meses com o restaurante fechado e uma série de restrições na reabertura,
00:08na semana passada, Saulo finalmente havia enxergado uma brecha na escuridão.
00:13Como o município de Vitória havia sido classificado em risco baixo para o coronavírus,
00:19o horário de funcionamento chegou a voltar ao normal.
00:22Mas durou pouco, mais exatamente uma semana.
00:26A capital regrediu na classificação de risco e o horário dos bares e restaurantes também.
00:32A gente não consegue planejar direito, se programar.
00:37Então, semana passada que a gente teve um movimento maior,
00:41a gente fez compromisso financeiro maior porque fez mais pedidos de fornecedor.
00:47Então, geralmente, esses boletos que vêm vencem essa semana.
00:51Então, a gente vai ter um movimento reduzido novamente
00:55e precisa arcar com esses compromissos.
00:59Se na semana passada o bar fechava à meia-noite,
01:03agora precisa encerrar as atividades às 10.
01:06Um intervalo de duas horas, justamente no horário de pico.
01:11O nosso horário de maior movimento é entre 10 e meia-noite,
01:14que é onde eu tenho maior consumo.
01:18As pessoas, no final de semana, são acostumadas a sair mais tarde de casa,
01:22que chegam do trabalho, se arrumam e voltam.
01:24Um vai e volta nas regras que não mexe apenas com o faturamento dos bares e restaurantes.
01:30Interfere diretamente na rotina das equipes.
01:33Limita a gente totalmente de uma possibilidade de uma organização maior empresarial,
01:38para que a gente possa manter ali, de fato, uma escala de horário mais confortável,
01:44para que a gente possa deixar uma equipe de funcionários mais compatível também ali a um movimento.
01:48O faturamento, que já é 30% menor durante a pandemia,
01:53cai ainda mais com duas horas a menos de segunda a sábado.
01:57Mas o que mais faz falta é poder atender aos domingos, após quatro horas da tarde.
02:03É um dia de realmente um movimento um pouco melhor para o setor de bar e restaurante.
02:07Se for para funcionar até às quatro, este bar em Jardim da Penha nem abre aos domingos.
02:13Isso porque se trata de um esporte bar.
02:16O forte são as transmissões de campeonato de futebol.
02:19Aqui a gente depende muito dos esportes, principalmente futebol,
02:23e quatro horas da tarde no domingo é o horário do futebol.
02:26Se eu tenho que zerrar as quatro, eu estou preferindo não abrir, não está dando para abrir.
02:30O presidente do Sindicato dos Bares e Restaurantes defende mudanças.
02:34O setor recebe com muita frustração esse retorno de algumas cidades para o risco moderado.
02:40Essa imprevisibilidade não tem como dialogar com o empresariado.
02:45O empresariado que já vinha recontratando funcionários,
02:49comprando insumos para seus estoques,
02:51e agora, em menos de uma semana depois, enfrenta um cenário completamente diferente.
02:56Inclusive, estamos recebendo pacientes de outros estados.
02:59Então, precisamos que as pessoas desse estado voltem a trabalhar,
03:03voltem a poder levar seu pão para casa, dar emprego e pagar seus impostos.
03:06Para este empresário, do jeito como está, até os clientes se dizem perdidos.
03:12Acredito que a gente não pode desconsiderar a doença realmente,
03:16mas, pelo menos, o setor de bares e restaurantes, que tem sido bastante afetado,
03:21tem alguma coisa com uma duração um pouco maior, uma previsibilidade maior,
03:25para a gente tentar se organizar e buscar soluções para a gente se manter.

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