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  • há 7 horas
Professor da Escola Monteiro fala sobre adaptação ao ensino híbrido

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Transcrição
00:03Bem, falando sobre o ano, esse ano atípico, esse ano difícil, esse ano que exigiu da gente
00:12uma revisão, não só das nossas práticas profissionais, mas também entre as nossas
00:22relações e as nossas responsabilidades. Então foi um ano que exigiu muito da gente
00:27que nós revíssemos determinadas práticas, que nós nos adequássemos ao isolamento e em seguida ao
00:34distanciamento. Então ser professor depois de 23 anos lecionando presencialmente, tendo uma rotina
00:44presencial lançado para uma nova realidade, que foi a realidade do remoto, trouxe muitas dificuldades.
00:51Então eu percebo, por exemplo, que uma das maiores dificuldades foi o processo de transferência
00:57de parte do processo formativo para as alunas, os alunos, as famílias, que tiveram que criar
01:07ambiências dentro de sua realidade, dentro de suas possibilidades, para criar situações de bom
01:13é aproveitamento das aulas. Então, quer dizer, isso transferiu uma responsabilidade que antes
01:21era inteiramente da escola, que era a questão de criar essa ambiência, de criar o comportamento
01:27adequado para a garantia das atividades de ensino-aprendizagem para as famílias.
01:34Nem todas conseguiram, não é? Algumas conseguiram muito bem. Alguns alunos, algumas alunas conseguiram
01:40se adequar a essa nova realidade com muita tranquilidade. A gente sabe que foi uma realidade
01:46também muito perceptível no ambiente das redes privadas e muito difícil para quem
01:54estava na rede pública manter o padrão ou a normalidade de uma aula. Então essa foi
02:02uma das grandes dificuldades. A outra foi a gente transformar o ambiente, que era um ambiente
02:06privado em um ambiente de trabalho, onde você iria promover uma atividade que habitualmente
02:12você estava focado ou realizando em um ambiente preparado para tanto. E a sua casa é uma casa
02:21onde o que você tem são relações privadas, não é? São práticas do âmbito privado.
02:29E você teria que transformar esse ambiente num ambiente que atendesse a uma necessidade
02:34do coletivo, do público. Então havia uma timidez muito grande por parte dos alunos,
02:40das alunas em abrir a câmera, não é? Havia uma dificuldade muito grande em estabelecer
02:48uns elementos que é fundamentais no processo formativo, que é a interação. E foi assim que,
02:54tendo algumas das minhas habilidades, não como um profissional de arte, mas como um amador
03:02que gosta do desenho, que eu consegui fazer com que muitos alunos participassem com maior intensidade,
03:10no momento em que eu falava, olha, aquele que estiver participando vai ganhar um desenho,
03:16uma caricatura. E assim eles iam abrindo, a gente ia reestabelecendo, não é? Aquele processo de
03:24contato visual, afinal de contas, o processo formativo, ele envolve também a linguagem corporal.
03:34Então parte disso eu consegui ir pedindo para que eles abrissem rapidamente fazendo
03:40caricaturas deles, como essa que eu fiz a minha aqui agora, né?
03:44Eu espero que a gente consiga em breve aí, agora com essa promessa da vacina, né?
03:49Resgatar nossas relações, resgatar nossas possibilidades de trabalho, não é?
03:55Adiante dessa nova perspectiva, considerando que a tecnologia, ela não é só agora um acessório
04:02em informação, mas ela também é um agente aí, é fundamental, tornou-se um agente fundamental
04:09que muda também muitas das relações entre os indivíduos.
04:13Um abraço.

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