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  • há 14 minutos
A família de uma diarista perdeu tudo no desabamento causado por temporal.

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Transcrição
00:00Tainá tem apenas 12 anos e é uma adolescente cheia de sonhos.
00:05Ela senta nos restos da casa onde morava e pega os livros que sobraram depois que a casa de tábua
00:12desmoronou.
00:13Apesar de mais um dia difícil para a garotinha, ela não perde a esperança de realizar seus sonhos.
00:19O meu sonho é ser polícia e graças a Deus eu vou realizar ele.
00:23Ah, vendo meus materiais, tudo assim, não vendo, estudar, não gosto de ver isso.
00:29Apesar de aderção de caderno, livro, lápis de pintar, essas coisas, porque minha mãe, ela recebe pouquinho dinheiro, aí ela
00:38não consegue.
00:39Dona Rosa é a mãe de Tainá. Ela ainda tenta se recuperar do susto que viveu nesta terça-feira.
00:44Por sorte, não tinha ninguém em casa quando a estrutura veio abaixo, mas agora ela não sabe o que fazer.
00:51Foi que deu um estralo. Onde tava a varanda e aquele negócio lá. Aí deu um estralo. Então foi caindo
00:59de lá pro lá.
01:01Eu tava na casa de uma colega minha conversando, você entendeu? Aí essa menina aqui veio, ô, seu barraco tá
01:07caindo.
01:08Aí quando nós chegamos aqui, a única coisa que deu pra tirar só foi as minhas coisinhas.
01:13O resto não deu pra salvar nada. E meus documentos e a metade das roupinhas da minha filha, que tá
01:18tudo lá em cima, lá, ó, tá tudo lá em cima, meu travesseiro, não deu pra salvar nada.
01:23Vivendo com a renda de 140 reais por mês, Dona Rosa disse que ela, que é faxineira, e o esposo,
01:30que é pedreiro, estão desempregados.
01:32Eles só conseguem se alimentar com a ajuda de vizinhos.
01:36Eu vivo assim, uma vizinha me chama pra trabalhar, eu faço um biquinho ali, um biquinho aqui, eu ganho uma
01:43cestabazinha ali, uma cestabiza aqui, ela também me ajuda.
01:47Todo mundo me ajuda, negócio de comida, alimentação, as minhas vizinhas me ajudam, entendeu?
01:54A Dona Rosa disse que mora aqui há pelo menos 30 anos e que essa já é a terceira vez
02:00que ela vai precisar reconstruir,
02:01porque a casa já desabou outras duas vezes. E o que a gente percebe agora é que ela precisa de
02:09praticamente tudo,
02:10inclusive de material de construção, pra reconstruir uma nova casa.
02:15Eu não tenho aonde dormir, ela também não tem, então, se alguém puder me ajudar a arrumar um lugarzinho pra
02:23mim dormir,
02:23e até Deus me ajudar a fazer meu barraquinho, eu agradeço muito a Deus, se puder fazer isso por mim.
02:32A Priscila é vizinha da Dona Rosa e sempre que pode ajuda a amiga, mas ao ver a situação, não
02:39consegue segurar as lágrimas.
02:41Ver a situação dela e não poder fazer nada e ver pessoas, em vez de ajudar, só critica, né?
02:46O próximo, e é isso. Porque o que a gente pode fazer, a gente faz, que é o pouco, né?
02:53E aí eu queria correr atrás e não vi resultado de poder tirar ela daquele barraquinho, antes de acontecer o
03:01que aconteceu.
03:02É isso que me emociona.
03:04A Cristiane, outra amiga de Dona Rosa, também não mede esforços pra aliviar o sofrimento da amiga.
03:10E também pede ajuda.
03:12Toda ajuda que vem, vai ser bem-vindo.
03:14Igual a roupa dela, a maioria da roupa dela, da menina que caiu dentro do balão, não tem como pegar.
03:18Comida também não tá tendo muito.
03:20Material de construção ajuda, ajuda muito.
03:23E aí, que a gente tá precisando mesmo, uma casa pra entrar pra dentro.
03:26Porque igual hoje mesmo, ela não tem nem onde dormir, né?
03:29Assim, dormir na nossa casa, não tem nem onde ficar.

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