- há 2 dias
Vila Velha é a cidade com maior número de infectados pelo novo coronavírus
Categoria
🗞
NotíciasTranscrição
00:00Vamos saber como é que estão as ações na cidade Canela Verde com a coordenadora da
00:04Vigilância Epidemiológica, a Giovana Ramalho, quem também está aqui com a gente é a médica
00:09presidente da Sociedade Brasileira de Geriatria, doutora Daniela Barbieri.
00:13Boa tarde, bem-vindo, bem-vindas aqui no nosso estúdio.
00:19Bem, vamos falar dessa situação Vila Velha aqui, o município com o maior número de
00:24casos, começou, né, essa doença chegando e até começou o primeiro caso, se não me
00:29engano, confirmado, foi em Vila Velha.
00:32Como é que estão as ações na cidade, Giovana?
00:34Boa tarde, Ju, boa tarde a todos.
00:36Bom, hoje o município de Vila Velha, ele já totaliza 28 casos confirmados da Covid-19 e
00:46dentre eles um público, assim, considerável de idosos, né, então o grupo que comanda
00:53aí, né, essa totalidade são os adultos e adultos jovens, mas a gente tem um grupo
00:59importante de idosos aí no segundo grupo.
01:05Pois é, exatamente esse o cuidado que a gente tem, porque quando fala assim, ah, já tem pesquisas
01:11que dizem que grande parte da população sim vai ter o coronavírus, mas o problema é
01:17que ele se agrava quando a pessoa tem algum outro problema de saúde, que é o que acontece
01:21muito com os idosos, né, doutora Daniela?
01:23Exato.
01:23A gente sabe que o grupo de maior risco de doença grave são as pessoas acima de 60 anos
01:29e as pessoas que tenham doenças crônicas, diabetes, hipertensão, doença cardíaca ou
01:33pulmonar.
01:34Isso não quer dizer que pessoas que não estejam nesse grupo não possam ter doença grave,
01:41aí que a gente ressalta a necessidade de todos evitarem a contaminação nesse momento.
01:46E evitar a contaminação ficando em casa?
01:51Isso, isolamento social e a higiene, né, tanto etiqueta respiratória, questão de como
01:56tossir, como espirrar, mas a lavagem das mãos constante, principalmente quando a gente
02:01sai de casa por algum motivo, vai à padaria, ao supermercado, chegar, a primeira coisa é
02:06higienizar as mãos.
02:07Quando está na rua, né, ou num trabalho, ou num local que a gente não pode deixar
02:13de estar, lembrar também de estar sempre higienizando as mãos e não tocar as mucosas,
02:19então não tocar o rosto com a mão quando ela não estiver adequadamente higienizada.
02:24E ó, a gente está aqui falando desses casos, Vila Velha com 28 confirmações, muitos
02:28idosos, né, que é a grande preocupação.
02:31Teve um caso recente que foi confirmado que é de um enfermeiro que trabalha no Hospital
02:35das Clínicas em Maruípe.
02:36O hospital informou que esse enfermeiro está em isolamento domiciliar.
02:40De acordo com o hospital, o estado clínico dele é estável.
02:44O caso é monitorado pela equipe da Comissão de Controle de Infecção Intra-Hospitalar
02:49e de Infectologia, criado exatamente para atender os colaboradores que apresentarem sintomas
02:54compatíveis com a Covid-19.
02:57Bem, esse profissional que está ali, olha, na linha de frente, atuando, ajudando no tratamento
03:03das pessoas, na descoberta também das pessoas com coronavírus.
03:07Acho que a gente tem que pensar que a gente faz parte de um todo.
03:10Se a gente quer proteger os nossos idosos, a gente realmente precisa ter uma postura conservadora.
03:16Ah, todo mundo preocupado com essa questão de isolamento, com o impacto econômico que
03:21isso vai ter.
03:21Mas quanto mais pessoas circulam, mais transmissão a gente tem e mais a gente condena o sistema
03:27de saúde.
03:28A gente pode se espelhar em várias, não só em países, mas cidades do Brasil que já
03:34estão tendo casos muito mais frequentes e isso provavelmente vai chegar para nós também.
03:41Se a gente se mantém em isolamento, a gente retarda e a gente protege as pessoas que a gente
03:45ama.
03:46A gente diminui a circulação de vírus, diminui a contaminação.
03:49Eu acho que, inclusive, quando a gente discute ficar em casa ou não, ficar em casa como
03:57um ato de solidariedade.
03:58Como é que a gente pode apoiar as pessoas que estão em casa e têm alguma dificuldade
04:02em estar em casa?
04:03Como é que a gente pode fazer esse novo convívio social?
04:07A gente tem aqui participações pela transmissão ao vivo e olha, está vindo um comentário
04:12da Rosane Borló.
04:13Ela está na Espanha.
04:14A gente, ela diz, meu Deus, aqui na Espanha está tão triste tudo isso.
04:18Vocês não sabem nem metade da situação caótica que está aqui.
04:23Tenham cuidado no Brasil, por favor.
04:25Beijo para você, viu, Rosane, que fique tudo bem aí com vocês na Espanha.
04:29Obrigada pelo alerta.
04:30São essas experiências que a gente vai vendo que está acontecendo lá, chegou antes e agora
04:34está acontecendo aqui.
04:35Como é que vai ser no nosso país?
04:37É o que a gente quer evitar, exatamente, que isso mate tanta gente.
04:42A gente tem uma população aqui no Espírito Santo, acho que, se não me engano, são
04:44cerca de 600 mil idosos, segundo a Secretaria de Saúde, é por volta disso, né?
04:50E sendo que não são só os idosos que pegam e a complicação não acontece só com gente
04:55idosa, não, né?
04:56Giovana, você que está aí acompanhando os casos, principalmente em Vila Velha, né?
05:00É.
05:00As complicações, elas podem acontecer em outras faixas etárias, sim.
05:04E aí vai depender muito, inclusive, da comorbidade, né?
05:07Ou seja, dessa doença prévia que a pessoa tenha, né?
05:12E aí reforço tudo o que a doutora disse, realmente, de extrema importância que as pessoas
05:18façam isolamento social neste momento, até por conta de outros profissionais, como nós,
05:26que somos profissionais de saúde, que não podemos fazer.
05:29Então, a gente entende aí que existem algumas profissões, algumas áreas que não podem
05:35parar.
05:35E a gente pede que aquele que possa ficar em casa, que fique por nós.
05:40Por quê?
05:41Porque nós estaremos lá por vocês.
05:43E olha, aí a gente tem vários profissionais, né?
05:46A Marla Bermudes até fez uma matéria que foi exibida no Balanço Geral.
05:51A Marla, que está em tolamento domiciliar e fazendo reportagens de casa mesmo, conversando
05:55com as pessoas pela internet, falava de vários profissionais que atuam dentro de um hospital,
05:59não é só o enfermeiro, não é só o médico que trabalha.
06:02A gente tem o atendente, a gente tem a pessoa da limpeza, a copeira, são muitas pessoas
06:07envolvidas.
06:08O gari está trabalhando nas ruas, tem o transporte, os motoristas de ônibus, porque
06:12tem essas pessoas que precisam circular, estão trabalhando, é muita gente que precisa trabalhar.
06:17Agora, quem não precisa, a orientação e o pedido é exatamente esse, se manter em casa
06:21para evitar essa onda que está só subindo.
06:24A gente já tem 70 casos confirmados aqui, a gente está só aumentando.
06:28E olha, participações aqui pela transmissão.
06:30Priscila Alves falando.
06:31Tem que investigar os hospitais que estão jogando a Constituição na lata de lixo, uma
06:36conquista de todos nós brasileiros.
06:38Infelizmente, estão mandando pacientes comuns para casa.
06:41É um crime grave e muito desumano.
06:43Vamos falar, debater um pouquinho da fala da Priscila, porque olha, ela está falando
06:48de pacientes comuns, ou seja, pessoas que não têm sintomas do coronavírus, mas que
06:54precisam de atendimento, é exatamente o que a gente vem questionando aqui.
06:57Não vamos sufocar o sistema de saúde, ou seja, tem outras doenças, as pessoas ficam
07:04doentes e precisam de atendimento também.
07:07E aí, acaba que se torna uma bola de neve, né, Ju?
07:11Porque as outras doenças vão continuar aparecendo, as outras necessidades médicas vão continuar
07:17aparecendo e é justamente por isso que a gente está hoje aqui fazendo esse apelo.
07:22Que quem não precisa estar na rua, não esteja.
07:25Porque aí evita, sim, uma nova contaminação.
07:28Tendo em vista que a gente já espera por esse colapso do serviço de saúde.
07:34E já, com certeza, isso vai acontecer.
07:38O que a gente precisa nesse momento é fazer com que a onda do colapso seja mais baixa e
07:45mais para frente.
07:47Justamente para não acontecer isso que a sua ouvinte acabou de colocar.
07:52Pessoas indo embora do hospital, pessoas precisando receber alta.
07:57Por quê?
07:57Porque pessoas mais graves que ela estão dando entrada nas instituições.
08:02E aí, sem leito para receber, né, olha que situação complicada.
08:08Queria fazer uma colocação nesse sentido, que a gente orienta sempre as pessoas que busquem
08:14os atendimentos online que existem de informação sobre o coronavírus.
08:19Que busquem quem tem seu médico de referência, que converse com seu médico de referência
08:24para tirar dúvidas, para avaliar se aquele sintoma pode estar relacionado à infecção
08:28ou não, se precisa de isolamento especial, aquele isolamento respiratório individual.
08:34E se não, outros sintomas também, a gente lembrar que doenças graves podem precisar
08:42de atendimento de urgência, sim.
08:44Aí cabe um bom senso.
08:45Todas as orientações que a gente sempre deu, dor no peito, sintomas de AVC, isso continua.
08:51Isso não quer dizer que a pessoa tem que ficar em casa quando tiver uma coisa mais séria.
08:56O que a gente orienta é não aglomerem em prontos-socorros.
08:59O objetivo não é ir todo mundo de uma vez só, é a gente buscar informação.
09:05A informação tem sido amplamente difundida em relação ao coronavírus, à Covid.
09:10E é importante a gente, se quem tem acesso a canais, inclusive as prefeituras têm disponibilizado
09:18canais de informação, acho que é importante o que puder ser feito por telefone, online, etc.,
09:23é não deixar de fazer.
09:25E, gente, os pronto-atendimentos estão ficando lotados.
09:28As pessoas com sintomas têm ido para as unidades de saúde, mas é preciso estar atento
09:34às orientações do Ministério da Saúde.
09:36Nossa equipe percorreu algumas unidades para ver como está o atendimento.
09:40Vamos começar por Vila Velha.
09:42No P.A. da Glória, funcionários que não gravaram a entrevista disseram que, em média,
09:4630 pessoas chegam todos os dias com sintomas, como febre e nariz escorrendo.
09:51A maioria é examinada e liberada em seguida.
09:53Os outros são encaminhados para o hospital de referência.
09:56Além do P.A. da Glória, em Vila Velha, tem também o de Cobilândia, que ficou fechado
10:01por alguns dias, porque faltavam equipamentos de segurança para os profissionais.
10:06Mas ele foi reaberto neste sábado.
10:08A prefeitura conseguiu emprestar um lote de máscaras para médicos, enfermeiros e atendentes.
10:14No primeiro dia depois da reabertura do P.A. de Cobilândia, o movimento foi pequeno.
10:18Mas quem veio fez isso por causa do coronavírus.
10:22Priscila trouxe o marido, motorista de ônibus.
10:25Ele teve febre alta e dores no corpo.
10:27Muita febre que não passa desde madrugada, uma dor nas costas, na área dos pulmões,
10:32um pouquinho de falta de ar ele sentiu hoje trabalhando e dor na parte da frente também.
10:38A cidade de Vila Velha tem cerca de 420 mil habitantes, segundo dados do IBGE.
10:44Perguntamos, mas a prefeitura não informou o número de respiradores e leitos de urgência e emergência disponíveis no município.
10:53Pois é, gente, é isso.
10:54Vou aproveitar que a Giovana está aqui para falar um pouquinho desse atendimento e a quantidade que a gente tem.
11:00É possível que a senhora passe para a gente a quantidade de respiradores, a estrutura que Vila Velha tem para
11:06atender esses pacientes,
11:07vendo que Vila Velha é a cidade que está com o maior número de confirmações aqui.
11:11Então, as internações e os leitos de UTI que necessitam de respiradores, aí já vai ficar uma organização do Estado.
11:21O Estado está prevendo, está avaliando e está computando essa quantidade de leitos,
11:26até por conta de que os hospitais todos que possuem UTI dentro do município de Vila Velha, os hospitais públicos,
11:33eles são estaduais.
11:34Então, essa conta já está entrando a nível de Secretaria Estadual de Saúde.
11:40Em relação ao processo de trabalho do município de Vila Velha, como foi que a prefeitura se organizou?
11:47Hoje a gente tem um call center que funciona por meio de um meia dois.
11:52Então, as pessoas que possuem sintomas do coronavírus, elas podem fazer contato com esse telefone
12:00e ali elas vão ser atendidas por profissionais de saúde que têm, então, a condição de orientar o que vai
12:07ser feito.
12:09Além disso, a gente tem um grupo de trabalho criado com todos os hospitais públicos e privados do município.
12:19Capacitamos os dois pronto-atendimentos para coleta de suave, capacitamos algumas unidades de saúde
12:27para que se tornassem também pontos de coleta de suave para desafogar os PAs,
12:32mas, infelizmente, não foi possível implantar o serviço, pois nós estamos com muita dificuldade...
12:38Falando sobre as coletas, Juana, no exame, a realização de exame, como é que isso está sendo feito em Vila
12:44Velha?
12:44Porque a própria secretarista do Áudio Saúde afirmou, a gente falou, bateu muito aqui, mostrou, inclusive, a sonora,
12:50a entrevista do secretário falando, se a gente fizer mais exames, mais casos, nós vamos confirmar.
12:56Como é que está sendo feito? Porque novos kits estão sendo enviados para os estados,
13:00inclusive aqui para o Espírito Santo também.
13:02O município já recebeu esses kits? É o município que faz esse exame, encaminha para o laboratório?
13:09Isso, Ju. Os kits são enviados pelo LACEM, que é o nosso laboratório central estadual.
13:15No município de Vila Velha, dois serviços de saúde fazem a coleta, que são o PA da Glória e o
13:22PA de Cobilândia,
13:23e, em seguida, encaminhado para o LACEM.
13:26Outros serviços foram capacitados por nós, Vigilância Epidemiológica, para coleta.
13:32Mas, como eu estava falando, a gente tem muita dificuldade, neste momento,
13:37de adquirir os EPIs, que são os equipamentos de proteção individual.
13:42Sem ele, nós não conseguimos fazer essa coleta.
13:46E isso foi até exposto numa reunião do Ministério Público Estadual,
13:52qual nos convocou, convocou Vila Velha, os demais municípios todos do Espírito Santo,
13:58e todos nós colocamos isso, essa dificuldade que nós estamos tendo de adquirir os EPIs.
14:08Quando a gente ou não se consegue, ou quando se consegue é um preço abusivo.
14:15Então, pedimos socorro, porque a gente precisa também de material,
14:19de equipamento de proteção individual, para que a gente não coloque outras vidas em risco.
14:24E é realmente um absurdo.
14:26Agora, olha, a gente falando, falamos aqui dos exames que vão chegando,
14:30o Espírito Santo recebeu 50 respiradores para serem usados no tratamento de pessoas
14:34diagnosticadas com o novo coronavírus.
14:37Esses equipamentos chegaram ontem à noite, essas imagens aí são da chegada mesmo,
14:42dos aparelhos no depósito da Secretaria Estadual de Saúde.
14:45A informação foi divulgada pelo governador Renato Casagrande.
14:48De acordo com o governador, o Estado tem intensificado o trabalho para equipar 300 leitos de UTI
14:55que estão sendo preparados, esses leitos estão sendo preparados para receber uma população
15:02que pode necessitar de um atendimento hospitalar, de ficar internado.
15:06Doutora Daniela, pediu para você ressaltar que a importância desses respiradores
15:11num tratamento contra a Covid-19.
15:15A atenção ao paciente que esteja com sintomas mais graves é fundamental, né?
15:21A gente vai precisar, então, de leitos de UTI, de respiradores, porque esses pacientes
15:25frequentemente evoluem com uma insuficiência respiratória e a abordagem atual, a orientação
15:32é que a intubação seja feita o mais precocemente possível, nesses casos.
15:36Então, os respiradores são necessários.
15:38E aí a gente se preparar, inclusive, com material humano, né?
15:42A gente lembrar que cada funcionário que se contaminar tem que ficar em casa por 14 dias
15:47e a gente vai ter sobrecarga também de recursos humanos.
15:51Então, mais uma vez, fiquem em casa.
15:53Quando a gente diminui essa contaminação, a gente diminui o risco de pessoas precisando
15:58desses leitos e desses aparelhos de ventilação mecânica.
16:02Agora, falando em ficar em casa, Roberto do Rosário está dizendo o seguinte.
16:05Boa tarde, Juliana. Não consigo ficar mais dentro de casa aqui em Nova Almeida.
16:10As praias estão cheias e os idosos, todos ali, olha, pela rua, afrontando o coronavírus.
16:17A senhora geriatra, presidente da Sociedade de Geriatria, acho que por dia a gente tem um
16:21público muito grande de pessoas que já estão na terceira idade.
16:24O que a senhora pode falar para essas pessoas?
16:27Porque também a gente, às vezes, os filhos não conseguem, tentam convencer os pais,
16:31são teimosos, danados, não querem ficar em casa.
16:34Ou então, assim, ah, eu vou morrer aqui, eu vou morrer agora, eu vou morrer depois.
16:39Então, eu acho que quando a gente sensibiliza pela solidariedade, se a gente não pensa só
16:44no eu vou ficar doente, mas quando eu deixo de sair de casa, eu estou protegendo a pessoa
16:49que eu amo, eu acho que é uma forma da gente encarar isso e que funciona.
16:55Realmente, a gente tem visto as ruas cheias, as pessoas saindo para caminhar, saindo para
17:00levar o cachorrinho para passear, saindo para fazer compras menos necessárias e a gente
17:06tem que se organizar enquanto comunidade.
17:08Uma pessoa da família que seja mais jovem, que saia, que tome todos os cuidados de higiene
17:13e volte para aquele lar, a gente evitar realmente pessoas no barzinho, sentando, tomando cerveja,
17:20não é hora de fazer isso.
17:22A gente tem que repensar as nossas atitudes enquanto comunidade e protegendo o outro.
17:27A gente pensar que, assim, se a gente consegue fazer um contato via telefone,
17:31hoje a gente tem a tecnologia a nosso favor, que a gente pode fazer chamadas pela web,
17:36quatro pessoas ao mesmo tempo, as famílias se reunirem, a gente dá atenção para as pessoas
17:42idosas da família de uma forma carinhosa, afetuosa, que seja acessível, sem necessariamente
17:48visitar, no momento, é claro, com sensibilidade, bom senso, não é para desamparar, não é
17:53para abandonar, é a gente evitar contato próximo físico com as pessoas, isso não quer dizer
17:59deixar de ter contato afetivo.
18:02Isso que é importante, né, a gente ter essa consciência de que é preciso evitar esse
18:07contato, evitar aglomerações, que a gente tem visto, por exemplo, no ônibus, nos supermercados.
18:14A identidade da pessoa que foi contaminada, bem como o seu local de moradia, ela é sigilosa.
18:22Então, a gente anuncia os dados, a gente anuncia a quantidade, mas nome, endereço, bairro,
18:29é claro que todos nós sabemos, mas isso a gente não divulga.
18:33Não pode divulgar, né, é uma determinação, né.
18:35Gersinho, Vila Velha está se equipando, se preparando, preparando leitos para atender
18:40essa demanda?
18:41Acho que é o que você tinha falado agora há pouco, né, Giovana, que isso ficou mais
18:44por conta do Estado.
18:45Exatamente, essa programação hospitalar, ela fica por conta da Secretaria Estadual
18:51de Saúde.
18:52O município fica por conta das unidades de saúde, que já estão todas capacitadas
18:57para suspeitar e conduzir os casos dos pacientes, e os dois pronto-atendimentos, que são o pronto-atendimento
19:04da Glória e de Cobilândia.
19:07Olha, Isabel Rocha, aqui em Vila Velha as pessoas estão indo à praia, não estão levando
19:11a sério a doença.
19:12Jeff Leib, as autoridades precisam fiscalizar bares de Vitória, de Vila Velha, abertos e
19:18cheios de idosos.
19:19Os jovens estão em casa, idosos na rua.
19:22Tem que multar o cidadão que está na rua, os estabelecimentos que estão abertos, só
19:26assim para o povo ficar em casa.
19:28E ele fala também, praia cheia também, tem que multar todo mundo.
19:31Como é que está o trabalho em Vila Velha?
19:34Tem uma fiscalização rodando.
19:36É, tem uma fiscalização rodando.
19:38A Guarda Municipal vem nos ajudando muito, fazendo esse comunicado a toda a população.
19:45Agora, assim, doutora Daniela, a gente tem verificado nesses últimos tempos como os nossos
19:51idosos são corajosos, né?
19:53Por mais que a gente tenha falado, por mais que a gente pede, isso que a Ju acabou de dizer
19:58é fato, né?
20:00As pessoas mais jovens acabam ficando dentro de casa, acabam atendendo.
20:05Mais a nosso pedido, nosso apelo.
20:08Mas os nossos idosos, os nossos velhinhos, eles estão lá, caminhando no calçadão, indo
20:14à praia.
20:15Eles não conseguem realmente ficar em casa, né?
20:17E, olha, a gente tem informação aqui, já passada pela Guarda de Vila Velha, que eles
20:22realizaram ao longo desse domingo, guarda-vidas, tá?
20:25Centenas de abordagens na orla pra conscientizar as pessoas sobre a importância do isolamento,
20:29de não estarem na praia, de não estarem no calçadão.
20:32Vila Velha tá fazendo também a desinfecção das ruas, né?
20:35Fazendo uma limpeza maior das ruas.
20:38E tem informação sobre a merenda também, que a Prefeitura vai distribuir merenda pra
20:4220 mil alunos de baixa renda.
20:44A gente segue aqui acompanhando.
20:45Falamos na semana passada e a gente tá acompanhando também as novidades, como é que isso está
20:50sendo feito e programado dentro do município.
20:52Mas vou até passar a palavra pra doutora Daniela, que Giovana tocou num ponto que a gente tem
20:57que reforçar.
20:58É preciso estar em casa, principalmente essa população da terceira idade, que já entra
21:03nesse grupo de risco.
21:05A gente tem visto aí uma discussão muito grande dentro.
21:07O presidente Jair Bolsonaro orienta que as coisas voltem, né?
21:11Que os estabelecimentos voltem a abrir, que se faça um isolamento vertical, que seria
21:16um isolamento só das pessoas que têm um risco, né?
21:20De infecção, que têm risco de uma gravidade maior, como, por exemplo, a terceira idade.
21:24E a que tá valendo é a horizontal, pra que todo mundo fique em casa.
21:29Só saia quem realmente precisar ir trabalhar, ou se você precisar ir na farmácia, precisar
21:34ir numa unidade de saúde, precisar fazer compras.
21:37Essa é a horizontal, que tá valendo aqui no Estado, segundo o governador Renato Casagrande.
21:42Fique em casa.
21:43Mas, de toda forma, seja na defendida, na vertical, na horizontal, os idosos são as pessoas
21:49que têm que estar em casa nesse momento, né?
21:52Sim, eu acho que a gente reforçar que, assim, quanto mais isolamento, mais tempo de isolamento
21:57social e aí o horizontal é o que tá vigente e é o que é preconizado pela Organização
22:02Mundial de Saúde e ainda pelo Ministério da Saúde, a gente lentifica a transmissão.
22:08O que que é isso?
22:09Em média, uma pessoa que esteja com o vírus, com sintoma ou não, ela pode transmitir pra
22:16até três pessoas.
22:17Se essa pessoa não circula, mesmo que ela não tenha sintomas, né?
22:21Então, a gente lembrar que a pessoa assintomática também pode ser transmissor da doença.
22:26Se essa pessoa não circula, ela não transmite pra essas três pessoas.
22:30Ou ela transmite num período mais longo.
22:33Possivelmente, a gente diminui isso.
22:35Ela não transmite pra três, mais transmite pra uma e meia.
22:38E isso diminui números, a gente melhora a assistência pra todos.
22:44Não é só pra quem pega o coronavírus, mas também pra quem tem um infarto, por exemplo.
22:49A gente tem que pensar assim, se menos pessoas circulam, a gente tem menos acidente de trânsito
22:53precisando daquele ventilador que pode ser necessário pra uma pessoa que venha a ter
22:57um quadro grave.
22:58Se eu deixo de sair, eu protejo a minha família, eu protejo outras pessoas.
23:04A gente pensar comunitariamente nesse momento é muito importante.
23:06E as pessoas idosas e as pessoas que têm fatores de risco, doença pulmonar, cardiovascular,
23:12diabetes, essas que têm que ter mais proteção consigo mesmas, né?
23:16Então, não só de ir à rua, que isso realmente é o recomendado, não ir à rua, mas também
23:23mais higiene, mais distanciamento físico das pessoas que estão ao redor.
23:28A gente não pode interpretar números isolados, Juliana, porque a gente sempre tem que analisar
23:33estatisticamente, né?
23:34A gente pode ter um viés aí, porque nós só estamos realizando, ou estamos realizando
23:40prioritariamente no Brasil, o teste pra quem tem quadro mais grave e precisa internar.
23:44Então, a gente não tem números reais.
23:46A gente ia acreditar que no Estado a gente tem 72 casos.
23:49Talvez a gente se iluda, né?
23:51A gente tem 72 casos confirmados.
23:54Isso, testados e positivos.
23:55Porque não é todo mundo que faz exame.
23:57Exatamente.
23:58Não é...
23:58Grande parte da população não faz exame.
24:01A gente não tem teste pra todo mundo.
24:02Só que te interrompe, Juliana, como é que tá sendo em Vila Velha esse critério pra
24:05realizar o exame, já que não tem testes pra todo mundo, que pode ser, tá com algum
24:11sintoma.
24:12Como é que tem sido feita essa triagem aí na realização dos exames?
24:16Na presença do insumo, né?
24:18Ou seja, do SUAB, que é o LACEN que encaminha para os municípios.
24:22Ou seja, do exame, né?
24:23Exame, do material.
24:24Do material necessário pro exame.
24:25Na presença dele, os dois PAs coletam de acordo com os critérios estabelecidos pelo
24:31Ministério da Saúde.
24:32Ou seja, você vai avaliando de acordo com os sintomas que a pessoa tá tendo e ali mesmo
24:37já o profissional faz uma triagem.
24:39Olha, esse aqui realmente ele pode sim estar com corona, vamos fazer o teste aqui.
24:43E esse pode ser que esteja ou não, mas não dá pra gente fazer o teste.
24:48Existem critérios, né, Ju?
24:49Estabelecidos pelo Ministério da Saúde.
24:51Então, se a pessoa é viajante internacional, vindo do exterior, está sintomático.
24:58Se essa pessoa que sintomática, neste momento, teve contato com o caso suspeito ou confirmado
25:06de coronavírus, ela também cumpre critério pra ter o seu exame coletado.
25:11Então, frente à disponibilidade do material e aos critérios colocados pelo Ministério
25:19da Saúde, Vila Velha tem coletado todos os SUABs.
25:24Nesse momento, a gente tem no Espírito Santo o que a gente chama de transmissão local,
25:28né?
25:28A gente ainda, a princípio, a gente ainda tem como verificar de onde veio esse caso.
25:34Mas nos outros estados, no Brasil, a gente já tem transmissão comunitária e provavelmente
25:38em breve aqui também.
25:39Então, quer dizer, sintoma respiratório, não necessariamente a gente vai conseguir
25:43verificar se teve contato com alguém suspeito ou se teve viagem pro exterior ou contato com
25:47alguém que teve viagem pro exterior.
25:50Infelizmente, assim, a gente prima por fazer mais testes, mas talvez não tenha suficiente
25:56pra todo mundo que tenha suspeito.
25:57Então, a gente confiar em número pra tomar cuidado é um erro.
26:02A gente tem que pensar que a gente realmente tem o vírus aqui e a gente tem que evitar
26:08que ele transmita.
26:10Bom, vamos tirar a dúvida aqui da Adriana Ribeiro.
26:13Ela falou que tá há dois dias com tosse, falta de ar, dor de cabeça, dor no corpo e isso
26:17após melhorar de uma gripe.
26:27Então, eu acho que ela deve fazer contato com um desses canais telefônicos pra passar
26:33mais detalhes sobre o quadro clínico e ser avaliado mais delicadamente o caso dela, ter
26:39uma orientação mais formal, se deve fazer isolamento respiratório, se ela tem que ir
26:44uma unidade pra colher suave ou não e especificamente qual a conduta que ela deve tomar.
26:49Bom, a gente tá aqui falando da terceira idade, as pessoas que acabam ficando mais vulneráveis.
26:54Euzimar, moradora da Serra, ligou pra minha produção e pergunta, queria saber qual faixa
26:57etária mais perigosa durante a infância.
27:00Eu tenho uma criança pequena e tô muito preocupada.
27:03A preocupação das autoridades de saúde não tem sido com as crianças, porque na maioria
27:07dos casos a gente vê pouquíssimas crianças infectadas pelo coronavírus, né?
27:12Exato, a característica principal do vírus é causar doença mais grave em pessoas
27:16de faixa etária maior.
27:17Não quer dizer que a gente não possa ter casos em crianças, mas a princípio não é
27:21o comportamento habitual do vírus.
27:23A preocupação com crianças e adultos, jovens, saudáveis é não serem vetores, né?
27:29Não transmitirem, não carregarem o vírus pra outras pessoas.
27:32Ou seja, passar, o que é o que a gente vem falando às vezes do netinho, passar pro avô,
27:36pra avó, né?
27:37A Rita de Vila Velha também ligou pra minha produção e falou o seguinte, eu tenho impressão
27:41alta, problema no coração e tomo remédio muito forte.
27:44E quero saber quais são as orientações pra mim.
27:47Eu já não tô saindo de casa nem pra ir à padaria.
27:49Tá aqui um bom exemplo da Rita, né?
27:51Isso aí, eu acho que a gente tem que ter, assim, esse cuidado realmente.
27:55Não é pra passar fome, né?
27:56Não é pra deixar de fazer outras coisas.
27:58Então, se ela precisa do remédio, ela tem que adquirir de alguma forma.
28:01Não pode deixar de cuidar da saúde porque não pode sair de casa.
28:05Então, a gente tem que ter um olhar com bom senso, um olhar global.
28:09Saúde não é só coronavírus, claro.
28:12Mas, assim, realmente, ficar em casa é uma atitude sensata nesse momento.
28:16Cuidar bem da hipertensão, cuidar bem da alimentação, se hidratar, evitar outros, né?
28:22Outros problemas, então, não cair, não deixar de tomar sol, etc.
28:26Que seja na varanda, é claro, de uma forma protegida.
28:28E continuar cuidando da saúde emocional, mental, da saúde como um todo, né?
28:34Ó, aí a gente tem vários exemplos aqui.
28:35Marisete Pardim.
28:36Ju, tô com medo porque o meu esposo é hipertenso, já fez cirurgia no coração, eu sou diabética e hipertensa
28:42também.
28:42E não temos um serviço fixo, ou seja, a preocupação com a saúde e a preocupação com a renda da
28:48família, né?
28:49Porque não tem um trabalho fixo, como é que fica agora?
28:51Tem que se cuidar, tem que ficar dentro de casa, mas e aí, não tem dinheiro?
28:55É, esse é um momento de angústia pra todo mundo, né?
28:58Acho que a gente tem que ouvir as autoridades, respeitar o que tem sido estudado,
29:03a gente contar que vai haver campanhas pra organizar melhor economicamente a sociedade.
29:09Inclusive, gente, lembra aqueles 600 reais que o governo tá aí em análise?
29:13Daqui a pouquinho vou passar essa informação, que pelo menos 600 reais, mas pode ser 1.200 reais, depende da
29:18família.
29:19Já, já a gente vai falar sobre essa votação, essa história, esse projeto de lei tá lá no Senado, viu?
29:24Daqui a pouquinho eu conto todos os detalhes pra vocês.
29:27Mery, André, o problema é que eu tenho bronquite, não fizeram o exame, passaram a medicação pra bronquite,
29:33tô isolada devido à imunidade, mas a tosse não passa, o que que eu devo fazer?
29:38Ou seja, pelo que eu entendi aqui, capaz da Mery já ter deixado o comentário mais cedo aqui na transmissão,
29:44ela, pelo que eu entendi, ela foi numa unidade de saúde, passaram uma medicação pra ela de bronquite e tá
29:49isolada em casa.
29:51E aí ela pergunta o que, o que deve fazer? A tosse não tá passando.
29:56Então, se ela não está bem, ela deve procurar novamente um atendimento.
30:00Se ela conseguir um atendimento por um canal telefônico pra orientação, ótimo.
30:06Se tem suspeita de coronavírus, ela não pode circular sem máscara, né?
30:10Ela tem que preservar as pessoas ao redor dela, lembrar de não ser um vetor.
30:15E, assim, também não é pra ficar em casa passando mal, com falta de ar, sem o tratamento adequado.
30:21Aí é a importância da máscara, nesse momento.
30:23A pessoa que tá com sintomas, coloca a máscara e vai buscar ajuda.
30:27Exato. E aí, mais uma vez, a gente chama pra sociedade, né?
30:30Se todo mundo compra as poucas máscaras que tiverem no mercado pra poder andar de bicicleta na rua,
30:35a gente deixa de prover pra essas pessoas que têm sintoma ou pros profissionais de saúde que precisam de máscara.
30:41Tem muitas pessoas falando, olha, a Dária Silva aqui, Juliana, se você tiver como, fala sobre essa procura,
30:47saber como é que está acontecendo a vacinação que sumiu.
30:50Ou seja, a gente tá aqui falando de Vila Velha, mas tem outros municípios também.
30:53A imunização é no país inteiro, né?
30:54E as vacinas acabaram, algumas foram repostas.
30:58Como é que fica aí a imunização?
31:00Agradeço até a oportunidade de poder esclarecer.
31:02É o seguinte, Ju, anualmente, essa vacina se dá no mês de abril, correto?
31:08Então, o Ministério da Saúde precisou adiantar a campanha nacional de influência agora pro mês de março.
31:16Com isso, o laboratório produtor ainda não conseguiu entregar 100% da cota para todos os estados
31:25e aí os estados fazerem reposição pros seus municípios.
31:31Na primeira semana, nós recebemos aí 15% de uma cota de 100% que nós ainda vamos receber.
31:39Neste ano, o Ministério da Saúde está trabalhando com fases da campanha de vacinação.
31:45Então, a primeira fase, ela é exclusiva para os idosos e para os profissionais de saúde.
31:52No entanto, ela foi programada, planejada, para ser feita do dia 23 de março ao dia 15 de abril.
32:00Então, nós estamos aqui, hoje são 30 de março e nós já não temos mais estoque no município,
32:07por conta dessa procura desenfreada.
32:10Então, o que eu quero dizer aqui é acalmar os corações.
32:14As doses de vacina vão chegar.
32:18Nós precisamos esperar o laboratório produtor terminar a sua produção,
32:24encaminhar, então, para o Ministério da Saúde.
32:28O Ministério da Saúde encaminha para os estados e os estados distribuem para os municípios.
32:33Então, a gente quer deixar bem claro que até dia 22 de maio,
32:37de maio, que é a data final da campanha nacional de influência,
32:41todo o público-alvo definido pelo Ministério da Saúde estará imunizado.
32:47Então, vai ter vacina para todo mundo.
32:51Vai ter vacina, só um pouquinho mais de paciência.
32:54Ninguém esperava essa pandemia, ninguém esperava o aparecimento desse coronavírus.
33:00E aí, por que essa campanha foi adiantada?
33:03O que essa vacina tem a ver com o coronavírus?
33:05Nada. Ela não protege contra o coronavírus.
33:09Mas a intenção do Ministério da Saúde é o quê?
33:13Diminuir a circulação do vírus influenza entre a população,
33:18porque assim você tem menos pessoas doentes, com menos chance de complicar,
33:24e a probabilidade de buscar um serviço de saúde pela influenza também diminui muito.
33:31Então, foi esse o raciocínio do Ministério da Saúde.
33:34Um dia a gente está seguindo e vamos ter paciência, porque as doses vão chegar.
33:39Agora, é importante a gente ficar atento, porque o Brasil, o Ministério da Saúde vem falando também,
33:44a gente vai enfrentar vários problemas.
33:46A gente tem essa pandemia do coronavírus, a gente está chegando a uma época de influenza,
33:51de gripe, que as pessoas ficam doentes, que muitos morrem por conta da gripe,
33:55principalmente essa população mais velha, né, doutora?
33:59E a gente tem também os casos de dengue, zika, que aumentam nesse período do ano, né?
34:04Então, eu acho que é importante só, queria parabenizar a iniciativa de Vila Velha de fazer o drive-thru,
34:10foi uma ideia fantástica.
34:11E aí outros municípios copiaram.
34:13A gente lembrar que não é para fazer aglomeração para tomar vacina, tá?
34:17Então, o fique em casa continua, a gente vai sair para o que for necessário,
34:22tomar vacina é necessário.
34:23Se for possível, tomar em casa, principalmente aqueles restritos ao domicílio vão tomar em casa.
34:28Os que têm mobilidade vão sair, mas de uma forma segura, para tomar a vacina e voltar para casa, né?
34:34Lembrar que a gente tendo menos sintoma respiratório, a gente confunde menos, tem menos...
34:40Ah, será que é coronavírus? Não é?
34:42Então, a vacina da gripe também, nesse sentido da gente ter mais clareza
34:46que os pacientes estão imunizados, então não é gripe, não é influenza.
34:50E diminuir, é claro, mortalidade, sintomas graves de gripe que podem matar, principalmente, pessoas idosas.
34:57Várias prefeituras e planos de saúde estão disponibilizando canais por telefone para informação e para triagem, né?
35:05Para só ir ao hospital quem realmente tiver necessidade.
35:08Em Vila Velha, como é que está sendo esse canal, esse contato?
35:11As pessoas conseguem ligar para algum número, ter informação, ter um pré-atendimento, Giovana?
35:16Então, em Vila Velha, ele funciona através do número 162, é um call center que a prefeitura montou,
35:23e ali a gente tem uma equipe multiprofissional, a qual vai atender e saber orientar os sintomáticos.
35:33Importantíssimo a gente ver esse contato.
35:35Giovana, queria agradecer muito a sua presença aqui, dando as orientações, falando um pouquinho do trabalho em Vila Velha.
35:41Obrigada, viu?
35:42Doutora Daniela, continua que ainda tem pergunta aqui, tirar dúvidas, viu?
35:45Doutora Daniela, o que a gente tem que ter muita atenção com quem já passou aí dos 60?
35:51A gente tem que ter muita atenção com nossos cuidados de higiene, né?
35:54Evitar o contato físico com a pessoa idosa para evitar de levar a doença viral.
35:59E a gente ficar atento também a sintomas, né?
36:04Conhecendo o nosso idoso, a gente sabe quando alguma coisa não está bem.
36:07Lembrar que sintomas atípicos das doenças são frequentes na pessoa idosa.
36:12Então, conhecendo aquele idoso, não está comendo bem, está diferente, a mente está esquisita, está falando coisas sem nexo, pode
36:19ser sintoma de doença, principalmente infecciosa e chamar atenção para precisar de atendimento.
36:24E aí, de doença que a gente está se referindo aqui, não estamos falando do novo coronavírus, não.
36:28Porque, ó, o Rosiel Freconzio aqui está falando, o povo está jogando as tranças, agora só falam da Covid e
36:34as outras doenças, acabaram?
36:36Não, exatamente esse é o alerta agora, tem muitas outras doenças, né?
36:40Isso, e a gente não se omitir em relação ao socorro, tendo o cuidado de não ficar circulando à toa,
36:48mas acionar o sistema de saúde, procurar um atendimento quando houver sintomas mais graves, alguma coisa fugir da rotina.
36:54Então, ficar atento também a essa pessoa, a esse idoso, para ver se está com algum comportamento diferente, que aí
37:01sim, merece sim um atendimento, né?
37:03Exato. E se tiver um canal de comunicação com um médico assistente ou com um plano de saúde, etc., que
37:10o faça, né?
37:11É de suma importância. Agora, a gente tem visto, até falam brincando, ah, esses idosos são teimosos, não ficam em
37:19casa, não obedecem, mas tem um lado emocional e psicológico do idoso,
37:23que a gente também tem que entender e saber como trabalhar e mostrar para ele, olha, preciso que você fique
37:29agora em casa.
37:30A gente tem falado muito sobre isso, discutido muito entre nós, profissionais, né? Que, na verdade, a saúde é um
37:37todo.
37:38Então, a gente tem coronavírus, tem pandemia, tem que se proteger, evitar, né? Fazer isolamento social, mas a gente continua
37:45precisando cuidar da saúde.
37:48Se preocupar com a saúde emocional do idoso é fundamental. Então, a gente continuar estimulando aquele que tem dificuldade de
37:55memória, continuar estimulando exercício físico de todos, né?
38:00Sem sair de casa nesse momento, mas ficar atento também afetivamente, tá?
38:06Tá dado, Ricardo. Muito obrigada, viu, doutora Daniela? Uma ótima tarde para você.
38:10Eu que agradeço a oportunidade.
38:11Obrigada, gente.