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  • há 17 horas
A mãe da criança foi autuada em flagrante por abandono e maus-tratos

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Transcrição
00:00Foi por meio de denúncias anônimas que a polícia militar chegou à casa e encontrou a criança sozinha dentro da
00:06residência.
00:07Segundo essa pessoa informante, a mãe deixou uma bolsa com roupa de criança e com uma chave da casa e
00:13pediu para ela dar uma olhada na criança.
00:15Porém, ela só pegou nessa bolsa dias depois que a mãe tinha deixado na porta dela.
00:20Então, essa vizinha entrou na casa, viu a criança lá abandonada, acionou a polícia, que imediatamente acionou o plantão do
00:26Conselho Tutelar.
00:26E aí os colegas que estavam no plantão se dirigiram junto com a polícia e acolheram a criança levando para
00:33o hospital.
00:34Esta conselheira conta que as informações sobre a negligência materna e o descaso com a própria filha não surpreenderam.
00:40Há mais ou menos um ano, o Conselho Tutelar de Jabaité, em Vila Velha, já investigava o caso e tentava
00:47provar a violência contra a criança.
00:49Essa família já era acompanhada por nós há cerca de 10, 11 meses, mais ou menos, quase um ano.
00:55E a gente já encaminhou a situação da família para toda a rede da região 5.
01:00Então, CRAS, CRES, Unidade de Saúde, todo mundo já está a par desse caso, que fazia um acompanhamento.
01:06Depois de ser encontrada, a menina foi levada para o Hospital Infantil de Vila Velha.
01:11De acordo com as equipes que atenderam a criança, a vítima chegou bastante debilitada.
01:16Ela está no estado de desnutrição por conta da falta de alimentação.
01:20Essa criança precisa se alimentar por sonda, o que dificulta um pouco.
01:25E ela está desnutrida e está muito abatida.
01:28Mas, graças a Deus, a criança sobreviveu e hoje está bem melhor.
01:32A criança, que segundo a polícia, foi deixada pela mãe, tem apenas um ano e nove meses.
01:37Possui hidrocefalia, deficiência que provoca o acúmulo de líquido dentro do crânio.
01:43Sem poder falar ou andar, a menina vive deitada em uma cama e se alimenta por meio de uma sonda,
01:48de três em três horas.
01:50A forma que a menor foi encontrada, abalou até quem trabalha na área.
01:55Nada justifica para nós, nem como conselheira tutelar, na minha profissão, no meu dia a dia aqui,
02:02e nem como mãe.
02:03A gente não pode aceitar isso.
02:04A violência não pode ser uma coisa tão banalizada.
02:06Criança é para se cuidar e para se amar.
02:08A avó disse que a neta foi abandonada na última terça-feira.
02:12Mas testemunhas contaram para a polícia que a menina passou todo o carnaval sozinha.
02:17Revoltados com o que aconteceu, vizinhos agrediram a mãe da criança antes dela ser detida.
02:22Ela foi realmente autuada, ela também tinha sofrido uma violência por populares
02:27quando descobriram a situação da criança do abandono.
02:30Foi levada para o hospital, foi socorrida, foi medicada, foi para o DPJ e foi apreendida.
02:35E hoje as informações que a gente tem é que ela já seguiu para o presídio em Cariacica.
02:38A menina de um ano e nove meses segue internada aqui no Hospital Infantil de Vila Velha.
02:43Os funcionários não podem falar sobre o caso, mas relataram que assim que a criança deu entrada no hospital,
02:50toda a equipe médica e também de enfermagem ficou sensibilizada com tudo o que aconteceu.
02:56Assim que chegou ao hospital, a criança teve a sonda trocada, a bolsa de colostomia e foi alimentada.
03:03Também recebeu banho.
03:05Apesar de todos os cuidados, ainda não há uma previsão de alta médica.
03:09Quando sair da unidade, o destino da criança seguirá em aberto.
03:13Sem condições financeiras, a avó afirmou para nossas equipes que não poderá cuidar da neta.
03:19Agora a situação da menina está judicializada.
03:22A questão agora é essa criança, a situação dela fica judicializada, né?
03:26E aí quem toma todas essas providências é a vada da infância e juventude.
03:29No caso, desde a primeira denúncia, a conselheira fala sobre as dificuldades em investigar esse tipo de situação.
03:35Quando a gente lida com uma criança que fala, que conversa, que relata, às vezes, a violência sofrida, é muito
03:41mais fácil.
03:42Quando é uma criança acamada, que não tem defesa nenhuma, a gente depende de fazer as visitas domiciliares, de conversar
03:48com os familiares.
03:49Enquanto alguém não faz uma denúncia bem certinha para nós, a gente não consegue avaliar nada.
03:55E aí a gente fica nesse acompanhamento sem provas.
03:58E lembra que é importante não se omitir e procurar a polícia.
04:02Diz que 181, diz que 100, são números sigilosos, você pode ligar, não precisa se identificar.
04:09E aí eles vão encaminhar para a gente, a gente faz avaliação, manda as denúncias, de fato, para o Ministério
04:15Público e para a Delegacia de Polícia Competente.

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